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Música e literatura - Bairro da Ermidinha realiza 1ª  Feira Cultural em Floresta no Pernambuco

15/04/2025

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O poético bairro de onde se descortina um belo pôr do sol. No próximo sábado (19/04) às 17 horas, o bairro da Ermidinha viverá um momento de confraternização, com a realização da 1ª  Feira Cultural da cidade.

Atrações

O evento terá comidas típicas, música, artesanato e apreciação do por do sol. Essas atrações segundo os organizadores simbolicamente representará um movimento de Voluntariado , retomando uma identidade que torna Floresta um município de tradições diferenciadas.

A feirinha

A feirinha de arte e artesanato contará com degustação de sabores, trilha sonora, com apresentação de um coral que vai cantar músicas que fazem parte de nosso imaginário coletivo.

O Projeto

O Projeto Floresta + Linda e Empreendedora, coordenado por Gracinha Novaes em parceria com o projeto Guardiões, liderado por Guto Ferraz, organizou uma rifa de uma obra de arte de Beth Marques, um ventilad...

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O poético bairro de onde se descortina um belo pôr do sol. No próximo sábado (19/04) às 17 horas, o bairro da Ermidinha viverá um momento de confraternização, com a realização da 1ª  Feira Cultural da cidade.

Atrações

O evento terá comidas típicas, música, artesanato e apreciação do por do sol. Essas atrações segundo os organizadores simbolicamente representará um movimento de Voluntariado , retomando uma identidade que torna Floresta um município de tradições diferenciadas.

A feirinha

A feirinha de arte e artesanato contará com degustação de sabores, trilha sonora, com apresentação de um coral que vai cantar músicas que fazem parte de nosso imaginário coletivo.

O Projeto

O Projeto Floresta + Linda e Empreendedora, coordenado por Gracinha Novaes em parceria com o projeto Guardiões, liderado por Guto Ferraz, organizou uma rifa de uma obra de arte de Beth Marques, um ventilador e um liquidificador (doados respectivamente por Guto Ferraz, Paula Moraes e Letícia Ferraz).

A rifa

A quota da rifa é de apenas R$ 10,00 e pode ser adquirida pelo pix gutoferraz@uol.com.br. Importante encaminhar o comprovante para Eliadja (+55 87 99640-9788) para que possa escolher os seus números. (O Poder)

Leia outras informações

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Análise - Pesquisas e apostas, a matemática da esperança (II)

16/10/2026

A nove dias da eleição, o favorito continua o mesmo, mas a vantagem encolheu. O que isso significa, e o que ainda pode mudar?
Na noite de 4 de outubro, o painel do TSE parou de oscilar. Flávio Bolsonaro, 47,03%. Lula, 45,16%. Menos de dois pontos de diferença, pouco mais de dois milhões de votos, e nenhum dos dois com a metade mais um. O Brasil foi dormir sabendo que haveria segundo turno e acordou, na segunda-feira, fazendo uma pergunta diferente da que fazia na véspera. Antes era “quem vai para o segundo turno?”. Agora é “quem vai ganhar?”.
Essa pergunta tem duas respostas que não se confundem, e confundi-las é o erro mais comum. Uma é a resposta da intenção de voto: quantos por cento cada um tem. A outra é a resposta da chance: qual a probabilidade de cada um vencer. Cinquenta e dois por cento de intenção não são cinquenta e dois por cento de chance. Dependendo do tamanho da vantagem e do tempo que falta, 52% dos votos podem significar 70% de chance, ou 90%. É disso q...

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A nove dias da eleição, o favorito continua o mesmo, mas a vantagem encolheu. O que isso significa, e o que ainda pode mudar?
Na noite de 4 de outubro, o painel do TSE parou de oscilar. Flávio Bolsonaro, 47,03%. Lula, 45,16%. Menos de dois pontos de diferença, pouco mais de dois milhões de votos, e nenhum dos dois com a metade mais um. O Brasil foi dormir sabendo que haveria segundo turno e acordou, na segunda-feira, fazendo uma pergunta diferente da que fazia na véspera. Antes era “quem vai para o segundo turno?”. Agora é “quem vai ganhar?”.
Essa pergunta tem duas respostas que não se confundem, e confundi-las é o erro mais comum. Uma é a resposta da intenção de voto: quantos por cento cada um tem. A outra é a resposta da chance: qual a probabilidade de cada um vencer. Cinquenta e dois por cento de intenção não são cinquenta e dois por cento de chance. Dependendo do tamanho da vantagem e do tempo que falta, 52% dos votos podem significar 70% de chance, ou 90%. É disso que trata este artigo. Uma análise para quem está disposto a ir mais fundo no caldeirão fervente deste segundo turno. Para quem nao está disposto a mergulhar no assunto, pode ficar por aqui mesmo. O 'lead' acima já foi uma contribuição.

O que significa três em quatro

Imagine o engenheiro que avisa que uma demolição tem 75% de chance de dar certo. Ninguém entende que ele garantiu o resultado. Três em cada quatro clientes saem bem; um não sai. E o cliente não sabe de antemão em qual grupo vai estar. É exatamente assim com uma eleição.
Quando as contas dizem que Flávio Bolsonaro tem perto de 77% de chance de vencer no dia 25, estão dizendo que, se esta eleição pudesse ser disputada cem vezes nas condições de hoje, ele venceria perto de 77 e perderia perto de 23. Ele é o favorito. Não é o vencedor.

De onde vem o número?

De dois ingredientes. O primeiro é a vantagem média nas pesquisas, hoje entre dois e quatro pontos nos votos válidos, conforme o peso que se dá a cada instituto. O segundo é o erro que as pesquisas costumam cometer, somado ao que ainda pode acontecer em nove dias. Esse segundo ingrediente vale perto de quatro pontos. Uma vantagem de três pontos, com uma incerteza de quatro, dá cerca de três em quatro. Na semana passada, com seis pontos de vantagem, a conta passava de 90%. Se a vantagem chegar a zero, vira cara ou coroa.
Três pontos parecem pouco, e são cada vez menos. Em uma eleição com cerca de 119 milhões de votos válidos, três pontos ainda são mais de três milhões e meio de votos. Mas essa vantagem encolheu cerca de um terço em uma semana.

As pesquisas, uma a uma, e a balança

Desde o 1º turno, os institutos foram a campo mais de uma vez, e a fotografia mudou. Para não misturar retratos de momentos diferentes, entram aqui só as pesquisas mais recentes de cada instituto, divulgadas de 13 a 16 de outubro. São sete. Todas dão Flávio à frente ou empatado, por margens que vão de zero a dez pontos.
Mas pesquisa não se soma como feijão. Uma leitura séria faz o que a ciência faz quando junta vários estudos em um só: dá a cada um um peso proporcional à sua confiabilidade. A régua é uma só, e não tem torcida: quem errou menos no 1º turno pesa mais. Quem errou quatro pontos pesa um quarto de quem errou um. Para que um único acerto não decida tudo, nenhum instituto conta como se tivesse errado menos de um ponto. A BTG/Nexus, sem resultado de 1º turno na comparação, recebe o peso mediano. E a Palver, que divulga a intenção total, entra com os seus 50 a 49 convertidos em votos válidos.

7 institutos avaliados

A média simples dos sete dá Flávio 51,5% a 48,5%, vantagem de 2,9 pontos. A média ponderada pelo acerto sobe para 52% a 48%, quatro pontos, puxada pela Gerp. Mas há um detalhe revelador: os dois institutos que mais acertaram o 1º turno agora discordam. O Gerp, com campo até 12 de outubro, dá dez pontos de vantagem a Flávio; a Futura, com campo até 15, dá 1,6. Tirando o Gerp e mantendo a mesma régua, a média cai para 50,9% a 49,1%, vantagem de 1,7 ponto. A vantagem real de Flávio está, portanto, entre 1,7 e 4 pontos.

Traduzido em chance

Entre 66% e 84%, perto de 77% no meio do caminho.
A tendência da semana aponta numa direção só. Todos os institutos que repetiram a pesquisa depois do 1º turno mostraram a diferença diminuindo. O PoderData foi de seis pontos de vantagem para Flávio, no dia 8, ao empate, no dia 16. O Datafolha foi de quatro para dois. A Futura, de 3,6 para 1,6.
Há um detalhe que pesa do outro lado. No 1º turno, quase todos os institutos ficaram abaixo do resultado de Flávio, e nenhum ficou acima. Os grandes, Datafolha e Quaest, subestimaram o senador em mais de três pontos. Se o padrão se repetir no dia 25, a vantagem real de Flávio é maior do que a que as pesquisas mostram. Se não se repetir, os números valem pelo que são.

O dinheiro que opina

Enquanto os institutos batiam de porta em porta e discavam telefones, outra pesquisa corria, sem questionário e sem entrevistador. Chama-se Polymarket, uma bolsa de apostas sobre acontecimentos. Apostadores do mundo inteiro compram, por alguns centavos de dólar, um contrato que paga um dólar se Flávio vencer, ou outro que paga um dólar se Lula vencer. O preço do contrato vira a probabilidade que os apostadores atribuem a cada um.
Na noite de 12 de outubro, o contrato de Flávio custava 87,8 centavos, e o de Lula, 12,5. Cento e oitenta milhões de dólares já passaram por esse mercado. O Kalshi, a casa americana regulada pelo governo dos Estados Unidos, marcava 88% para o senador. E há um mercado paralelo, só para a margem de vitória: o cenário mais negociado é Flávio por 4 a 8 pontos, com quase metade das apostas; Lula vencendo por menos de 4 pontos fica com 10%. Essas cotações, porém, são de antes das pesquisas desta semana.

O curioso

Esse número, 87 ou 88%, era quase idêntico ao que a balança das pesquisas mostrava naquele dia. Não é coincidência, e tampouco é confirmação. O apostador em Singapura ou em Miami lê as mesmas pesquisas que você. Ele só acrescenta uma coisa que o entrevistado do Datafolha não acrescenta: dinheiro.

Pesquisa e aposta: parentes que não são gêmeos

As semelhanças são evidentes. As duas tentam prever o mesmo resultado, as duas se alimentam das mesmas informações públicas e, nesta eleição, as duas apontam para o mesmo favorito com a mesma convicção.

As diferenças

São mais importantes.
A pesquisa pergunta ao eleitor o que ele vai fazer. A aposta pergunta a um estranho o que ele acha que o eleitor vai fazer. A primeira mede intenção; a segunda mede expectativa.
A pesquisa tem margem de erro conhecida e um vício conhecido: nas últimas três eleições, subestimou a direita. A aposta não tem margem de erro, mas tem vícios próprios: poucos apostadores grandes conseguem mexer no preço, e a multidão que aposta, estrangeira, jovem e ligada ao mundo das criptomoedas, não se parece com o eleitor de Petrolina ou de Caruaru.

Mais diferenças

A pesquisa demora. O campo leva três ou quatro dias, e o número sai depois. A aposta reage em minutos. Quando o Datafolha divulgou sua primeira pesquisa de segundo turno, o contrato de Flávio subiu dois pontos logo em seguida.
E há a diferença que mais interessa ao leitor: o histórico. Em 2024, os mercados de apostas deram Donald Trump como favorito quando as pesquisas falavam em empate, e acertaram. Em 2016, deram cerca de 80% para Hillary Clinton e para a permanência do Reino Unido na Europa, e erraram as duas. O dinheiro enxerga longe, mas também fica cego quando toda a torcida aposta no mesmo cavalo.

Os fantasmas de 2014 e 2022

Toda eleição brasileira carrega assombrações. As duas que rondam este segundo turno têm nome e data.
A primeira é de 2014. Em 9 de outubro daquele ano, o Datafolha publicou Aécio Neves com 51% dos votos válidos contra 49% de Dilma Rousseff. Dezessete dias depois, Dilma venceu com 51,6%. O favorito das pesquisas de outubro perdeu em outubro. Quem hoje garante que três pontos são intransponíveis esquece que dois pontos a favor viraram três contra em pouco mais de duas semanas.
A segunda é de 2022. Na véspera do segundo turno, o Datafolha dava Lula 52 x 48. Lula venceu com 50,9%. A vantagem que as pesquisas mostravam encolheu na urna, dessa vez contra o próprio Lula. Jair Bolsonaro, que terminara o 1º turno sete pontos acima do que as pesquisas previam, chegou a menos de dois pontos da reeleição.
Os dois fantasmas ensinam a mesma lição, cada um por um lado: as pesquisas erram, e nem sempre na mesma direção. Por isso a balança dá favoritismo, e não certeza.

Nove dias

O que pode mudar até o dia 25? Pouca coisa, e tudo.
Pouca coisa, porque o eleitor brasileiro já decidiu. Na Gerp, 94% dizem ter voto definido; na Palver, 81% dizem que nada os faria mudar de candidato. Os vídeos que correm pelos grupos de WhatsApp, verdadeiros ou falsos, convencem quase sempre quem já estava convencido. Houve vandalismo na saída do ato de Lula na Paulista, no domingo 11, confirmado pela Polícia Militar: portas e grades quebradas na estação Consolação, pichações, tumulto. Houve também vídeos de uma suposta invocação satânica e de uma militante consumindo droga no mesmo ato, e os dois eram de outros lugares e outras datas, como mostrou a Agência Lupa. Do outro lado, uma deputada eleita culpou bolsonaristas pelo incêndio da UFPE e apagou o post sem apresentar prova. Cada bolha recebe a sua ração de indignação diária, e o placar se mexe devagar.
E tudo, porque o que move eleição em reta final não é vídeo, é fato.

O mundo real como critério

Um debate desastroso, uma denúncia com documento, uma frase que o candidato não consegue desdizer. O caso do Banco Master já roçou os dois: há áudios de Flávio negociando 134 milhões de reais com o banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre o pai, que ele chama de patrocínio, e há o relato do mesmo Vorcaro sobre 30 milhões por fora para um filme sobre Lula, que a Polícia Federal descartou por falta de provas. Nenhum dos dois tem condenação. Qualquer um dos dois pode virar manchete até o dia 25.

Probabilidade não é destino

No fim da tarde de 25 de outubro, a partir das cinco, o painel do TSE voltará a oscilar e, duas ou três horas depois, vai parar. Os três em quatro e o um em quatro vão desaparecer, e no lugar deles ficará um número só, sem decimais de dúvida.
Até lá, o que se pode dizer com honestidade é isto: Flávio Bolsonaro segue favorito, pelas pesquisas, pela balança que as pondera e pelo dinheiro que apostava nelas, mas perdeu terreno nesta semana. Lula é o azarão, mas é um político que já viu, em 2014, a sua candidata virar um jogo parecido com este.
Quem tem 77% não tem o direito de dormir tranquilo. Quem tem 23% não tem o direito de desistir. Nas urnas, como na vida, a probabilidade é um conselho, não uma sentença. Os cem por cento só existem no domingo à noite.

Fontes: TSE; Placar das Pesquisas (erros do 1º turno); Gerp, Futura, Palver, BTG/Nexus, PoderData/Aya, Datafolha e Quaest (pesquisas divulgadas de 13 a 16 de outubro); Agência Lupa; Poder360; Polymarket; Kalshi.

(O Poder, com mentoria de leitor, especialista em interpretação de dados e IA, que adota o pseudônimo jocoso de Claude Tal e Qual).




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Estudo usado pelo PT projeta vitória de Lula por 4 pontos

16/10/2026

Além das sempre nebulosas 'pesquisas internas' um outro elemento entra em cena na dinâmica da propaganda eleitoral: os 'estudos internos'. Esses, pelo menos por enquanto, com pé e cabeça. O PT/PB está divulgando uma projeção de vitória de Lula por aproximadamente 4 pontos, baseado na evolução dos números do Instituto PoderData/AYA nos últimos oito dias.

Criatividade

O 'estudo' em pauta utiliza como base as pesquisas PoderData/AYA. O Instituto, já em pleno segundo turno, registrou uma vantagem de 6 pontos para Flávio - 53 a 47, em 08/10, uma semana atrás. De lá para cá, 51 X 49, em 13/10 e finalmente empate numérico de 50 X 50, hoje, quinta-feira, 16/10. Em oito dias Lula recuperou, segundo o Instituto, nada menos que seis pontos.



Projeção

Texto interno obtido com exclusividade por O Poder argumenta que,
caso as tendências mantiverem esse perfil de evolução, Lula ganha com 52,1 X 47,9 do...

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Além das sempre nebulosas 'pesquisas internas' um outro elemento entra em cena na dinâmica da propaganda eleitoral: os 'estudos internos'. Esses, pelo menos por enquanto, com pé e cabeça. O PT/PB está divulgando uma projeção de vitória de Lula por aproximadamente 4 pontos, baseado na evolução dos números do Instituto PoderData/AYA nos últimos oito dias.

Criatividade

O 'estudo' em pauta utiliza como base as pesquisas PoderData/AYA. O Instituto, já em pleno segundo turno, registrou uma vantagem de 6 pontos para Flávio - 53 a 47, em 08/10, uma semana atrás. De lá para cá, 51 X 49, em 13/10 e finalmente empate numérico de 50 X 50, hoje, quinta-feira, 16/10. Em oito dias Lula recuperou, segundo o Instituto, nada menos que seis pontos.



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Projeção

Texto interno obtido com exclusividade por O Poder argumenta que,
caso as tendências mantiverem esse perfil de evolução, Lula ganha com 52,1 X 47,9 do adversário. Isso, repetindo, caso se mantenha a tendência de movimentação nas intenções de voto captadas até agora pelo instituto.



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Especulação

Não são dados, são projeções. Não é técnica, é propaganda. Mas que é instigante, lá isso, é.

Diz ainda o documento

"Acreditamos que podemos ter um fim de semana com mobilização, debate e fatos que podem acelerar a curva. Acontecendo isso, o resultado pode ser ainda melhor".

A conferir

NR - O Poder garante espaço para contestações e projeções internas de partidários das duas candidaturas, desde que contenham argumentos e/ou lastro factual.



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A Catedral Prateada: Quando o Rock Aprendeu a Falar em Bits, por Zé da Flauta*

16/10/2026

Existe um momento preciso em que o século XX trocou o chiado de agulha pelo silêncio sepulcral do laser. Esse instante atende pelo nome de Brothers in Arms, lançado pelo Dire Straits em 1985. O disco não foi apenas um álbum de rock; foi o batismo de fogo da música digital e o atestado de óbito adiantado do bolachão de vinil na prateleira de quem queria se passar por moderno.

Na capa, suspenso num céu azul de nuvens impecáveis, flutua o corpo prateado da guitarra ressonadora National Style O de Mark Knopfler. Olhar para aquela imagem era quase uma experiência religiosa ou um delírio espacial. Mas a verdadeira revolução não estava só na capa; estava estampada com orgulho de engenheiro no rodapé: "A Full Digital Recording".

Delírio

Knopfler e o produtor Neil Dorfsman empacotaram as malas e se mandaram para os estúdios AIR, encravados na ilha caribenha de Montserrat, para gravar o álbum numa lendária mesa digital Sony de 24 pistas. Enqua...

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Existe um momento preciso em que o século XX trocou o chiado de agulha pelo silêncio sepulcral do laser. Esse instante atende pelo nome de Brothers in Arms, lançado pelo Dire Straits em 1985. O disco não foi apenas um álbum de rock; foi o batismo de fogo da música digital e o atestado de óbito adiantado do bolachão de vinil na prateleira de quem queria se passar por moderno.

Na capa, suspenso num céu azul de nuvens impecáveis, flutua o corpo prateado da guitarra ressonadora National Style O de Mark Knopfler. Olhar para aquela imagem era quase uma experiência religiosa ou um delírio espacial. Mas a verdadeira revolução não estava só na capa; estava estampada com orgulho de engenheiro no rodapé: "A Full Digital Recording".

Delírio

Knopfler e o produtor Neil Dorfsman empacotaram as malas e se mandaram para os estúdios AIR, encravados na ilha caribenha de Montserrat, para gravar o álbum numa lendária mesa digital Sony de 24 pistas. Enquanto o mundo analógico rilhava os dentes tentando entender o que era aquele troço de "código binário", um bando de sujeitos de faixa na cabeça usava a tecnologia mais fria do planeta para gravar algumas das melodias mais viscerais, quentes e humanas da história da música.

Sucesso

O álbum virou um fenômeno comercial acassapante. Foi o primeiro Compact Disc (CD) da história a ultrapassar a barreira de um milhão de cópias vendidas. Tornou-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos no Reino Unido e um titã absoluto do rock global. O sujeito nos anos 80 não comprava um aparelho de CD para ouvir música; ele comprava o aparelho para ouvir o solo de "Money for Nothing" e o ruído da palhetada sem palheta de Knopfler estalando na caixa de som do quarto sem nenhum chiado de fundo. É na faixa-título, "Brothers in Arms", que o CD vira oração.

Inspirada no absurdo trágico da Guerra das Malvinas, a guitarra de Knopfler chora em notas pausadas, quase sussurradas, lembrando que no meio da fumaça da batalha e da poeira dos séculos, o soldado do outro lado da trincheira é só mais um coitado longe de casa.

Carne e osso

É essa a grande beleza de Brothers in Arms, ele usou o ápice do cálculo matemático dos bits para nos entregar um espelho límpido sobre a dor, o absurdo e a fraternidade humana. Um disco feito de metal, gravado em laser, mas com alma de carne, osso e saudade.

A tecnologia muda o formato da mídia e limpa o ruído do fundo, mas quando a luz do quarto se apaga, o que nos faz chorar ainda é a mesma velha nota triste soprada do peito de quem sabe o valor do silêncio.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista*



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Capítulo 4: O Nordeste Independente, parte final: o Nordeste é vermelho?, por Roberto Vieira

16/10/2026

A independência do Nordeste, sonhada na canção de Ivanildo Vila Nova como uma "nação altiva, emancipada", onde a "pobreza se acabava" e a "riqueza era dividida", chegou ao seu auge geopolítico em 2026. O cenário se revelou distante da poesia cantada pelos repentistas. O Nordeste Independente agora é o epicentro da crise ideológica e militar das Américas, como nos dias das ligas camponesas.

Analisando os números frios das urnas de outubro de 2026 e os movimentos de tropas ao longo do Rio São Francisco e das fronteiras terrestres, a América do Sul foi reescrita em dois blocos inconciliáveis.

Vermelho

O presidente Lula, respaldado pelas decisões do seu Supremo Tribunal Federal de 11 ministros, consolidou o afastamento do Ocidente. O Nordeste Independente, em 2026, é o principal posto avançado do BRICS e do eixo Irã-Cuba no Atlântico Equatorial. Não se trata apenas de comércio, mas de um alinhamento geopolítico e militar existencial.

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A independência do Nordeste, sonhada na canção de Ivanildo Vila Nova como uma "nação altiva, emancipada", onde a "pobreza se acabava" e a "riqueza era dividida", chegou ao seu auge geopolítico em 2026. O cenário se revelou distante da poesia cantada pelos repentistas. O Nordeste Independente agora é o epicentro da crise ideológica e militar das Américas, como nos dias das ligas camponesas.

Analisando os números frios das urnas de outubro de 2026 e os movimentos de tropas ao longo do Rio São Francisco e das fronteiras terrestres, a América do Sul foi reescrita em dois blocos inconciliáveis.

Vermelho

O presidente Lula, respaldado pelas decisões do seu Supremo Tribunal Federal de 11 ministros, consolidou o afastamento do Ocidente. O Nordeste Independente, em 2026, é o principal posto avançado do BRICS e do eixo Irã-Cuba no Atlântico Equatorial. Não se trata apenas de comércio, mas de um alinhamento geopolítico e militar existencial.

A nação de 54,6 milhões de habitantes e 1,55 milhão de km² selou pactos estratégicos transformando os portos de Suape e Pecém em hubs de exportação de Hidrogênio Verde e bases de cooperação com Pequim e Moscou. Acordos de cooperação técnica com Teerã e consultoria em segurança interna com Havana selaram a rota do "Sul Global", atraindo a desconfiança imediata das potências ocidentais.

Brasil Restante

Enquanto isso, ao sul e a oeste das fronteiras nordestinas, o Brasil Restante (Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte — mantendo sob seu domínio a Amazônia e todo o litoral norte até o Pará), impulsionado por um IDH de 0,812 e um PIB de US$ 1,98 trilhão, reagiu ao cerco ideológico selando alinhamento automático junto aos Estados Unidos. Com a Base de Alcântara no Maranhão sob domínio do Nordeste Independente, Brasília e Washington firmaram acordos de Defesa Mútua para a instalação de novos complexos de monitoramento no litoral do Brasil Restante.

Fronteira

A fronteira terrestre, de Minas Gerais e Goiás ao Tocantins e Pará, tornou-se a linha mais vigiada do continente. A antiga divisa entre estados irmãos transformou-se em uma zona militarizada, onde o Exército do Brasil Restante e as Forças Armadas do Nordeste se encaram diariamente.

Primavera Democrática

É no campo das liberdades públicas, porém, que o sonho da canção popular sofre o seu golpe mais amargo. A nação "altiva e soberana" descobriu em 2026 que a manutenção da hegemonia ideológica exigia o estrangulamento da democracia representativa. Diante do avanço da oposição — que conquistou 69 das 151 cadeiras da Câmara dos Deputados e 20 dos 27 assentos do Senado nas eleições de outubro —, o Poder Executivo recorreu ao STF para restringir a atuação da oposição e classificar a resistência fiscal como "atentado à soberania nacional".

Controle

Com apoio técnico cubano, o governo implementou a filtragem de dados e restrições a redes e veículos de imprensa vindos do Brasil Restante e do Ocidente. A aprovação de leis, vetos e orçamento passou a ser arbitrada diretamente pelos 11 ministros nomeados no Palácio Lindu, neutralizando as vitórias da centro-direita nas urnas.

Paradoxo

O Nordeste Independente de 2026 tornou-se um Estado soberano e militarizado no BRICS, mas paga o preço do isolamento democrático, do controle social e da tensão permanente com o Brasil Restante. O país que nasceu para ser o farol da liberdade sertaneja descobriu nas urnas de 2026 que o seu maior desafio não era fundar uma nação, mas conviver com a desconfiança do seu próprio povo.
Vermelho por vermelho, o narcotráfico já abocanhou 15% do território do Nordeste Independente. Tanto que no Ceará já proclamam: quem vota na oposição, vai se ver com o Comando Vermelho.

NOTA: Todas as informações e projeções deste capítulo encerram a série especial "Nordeste Independente", estruturada a partir dos dados do pleito e dos cenários geopolíticos de outubro de 2026.

Roberto Vieira é médico e cronista
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos autores.



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Não Confundir Comunismo Com Fascismo - Crônica - Por Walmir Chagas*

16/10/2026

Essa arma só interessa ao fascista


Tem gente que fala de comunismo e fascismo como se fossem gêmeos siameses. “Ah, os dois são ditadura, então é tudo igual.” Pronto, resolveu a história do século XX numa frase de WhatsApp. Que conforto.

Só que não é bem assim. Os dois podem acabar em censura, prisão, violência e partido único, sim. Ninguém precisa fazer defesa de ditadura nenhuma. Mas nasceram de lugares diferentes, com projetos diferentes e inimigos diferentes. Confundir os dois não é neutralidade: é entregar de graça uma arma ao fascista.

O comunismo moderno nasceu da raiva do trabalhador explorado. Revolução Industrial, jornada sem fim, salário que não dava pra viver, criança dentro da fábrica, acidente, direito nenhum. A ideia era simples: o povo que trabalha se organizar — em sindicato, partido, greve, associação — para enfrentar quem lucra com o trabalho alheio. O alvo declarado era a desigualdade entre quem produz e que...

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Essa arma só interessa ao fascista


Tem gente que fala de comunismo e fascismo como se fossem gêmeos siameses. “Ah, os dois são ditadura, então é tudo igual.” Pronto, resolveu a história do século XX numa frase de WhatsApp. Que conforto.

Só que não é bem assim. Os dois podem acabar em censura, prisão, violência e partido único, sim. Ninguém precisa fazer defesa de ditadura nenhuma. Mas nasceram de lugares diferentes, com projetos diferentes e inimigos diferentes. Confundir os dois não é neutralidade: é entregar de graça uma arma ao fascista.

O comunismo moderno nasceu da raiva do trabalhador explorado. Revolução Industrial, jornada sem fim, salário que não dava pra viver, criança dentro da fábrica, acidente, direito nenhum. A ideia era simples: o povo que trabalha se organizar — em sindicato, partido, greve, associação — para enfrentar quem lucra com o trabalho alheio. O alvo declarado era a desigualdade entre quem produz e quem embolsa.

O fascismo também falou de trabalhador. Mas foi mais ou menos como o ladrão fala de segurança pública. Mussolini conviveu com o sindicalismo revolucionário, aprendeu a linguagem da greve, da mobilização, da multidão na rua. Depois pegou essa linguagem e virou pelo avesso. Em vez de o trabalhador mandar na produção, a “nação” — um corpo único, hierárquico e obediente — mandava nele.

Na prática, os esquadrões fascistas atacaram greves, quebraram sindicatos socialistas, católicos e camponeses, perseguiram cooperativas. Quando chegou ao poder, Mussolini baniu organizações marxistas, dissolveu os sindicatos livres e criou corporações controladas pelo Estado. O trabalhador continuou sendo chamado de trabalhador, mas virou peça da máquina nacional. Bonito de dizer, ruim de viver.

O nazismo foi ainda mais direto. Acrescentou racismo de Estado, antissemitismo, ódio organizado e expansão militar. Perseguiu comunistas e socialistas desde o primeiro dia. O primeiro campo de concentração do regime, Dachau, recebeu sobretudo presos políticos comunistas. Não era coincidência: era projeto.

Agora, ninguém precisa fazer conta de mágica com os crimes dos regimes comunistas. Sob Stalin, houve partido único, censura, repressão e violência de Estado. Isso é fato, é grave e não pode ser escondido nem amenizado. Mas reconhecer crime não obriga ninguém a dizer que as coisas são iguais. Dores parecidas não significam raízes iguais.

E o tal “Deus, Pátria e Família”? Não caiu do céu nem nasceu no grupo da família. É lema ligado ao salazarismo português e ao integralismo brasileiro dos anos 1930, movimento de inspiração fascista, anticomunista e autoritário. Quando essa frase volta hoje em discurso político, não é só saudade de valores. É história batendo na porta — e ela não veio pedir café.

A extrema direita de hoje herda, em doses variadas, essa gramática: nacionalismo autoritário, anticomunismo, ataque a sindicato e imprensa, demonização de minorias e a promessa de “restauração” do país. Nem sempre com milícia na rua ou partido único, mas frequentemente com o mesmo receituário.

Por isso, antes de sair dizendo que “comunismo e fascismo são a mesma coisa”, vale parar e pensar um pouco. Uma coisa parte do conflito entre quem trabalha e quem lucra. A outra nega esse conflito e manda todo mundo — patrão e empregado — se curvar à mesma hierarquia: nacional, racial e autoritária.

Não é a mesma moeda. São moedas diferentes. E uma delas foi cunhada justamente para comprar o silêncio da outra.


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Transnordestina: Pernambuco não pode continuar nos trilhos da espera

16/10/2026

Por Antônio Campos*

A retirada de pauta, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), do julgamento sobre a retomada do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina, entre Salgueiro e o Porto de Suape, representa mais um capítulo de uma espera que Pernambuco não pode naturalizar. Depois de tantos anos de paralisação, o estado continua sem uma definição sobre uma obra estratégica para sua economia, sua infraestrutura e sua capacidade de competir com outros centros de desenvolvimento do Nordeste.



A Transnordestina

Não é apenas uma ferrovia. É um projeto de integração econômica, capaz de aproximar o interior do principal complexo portuário pernambucano, ampliar as possibilidades de escoamento da produção e reduzir gargalos logísticos. Sua conclusão pode contribuir para atrair investimentos, fortalecer a indústria, estimular cadeias produtivas e criar novas oportunidades de desenvolvimento para diferentes regiões do e...

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Por Antônio Campos*

A retirada de pauta, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), do julgamento sobre a retomada do trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina, entre Salgueiro e o Porto de Suape, representa mais um capítulo de uma espera que Pernambuco não pode naturalizar. Depois de tantos anos de paralisação, o estado continua sem uma definição sobre uma obra estratégica para sua economia, sua infraestrutura e sua capacidade de competir com outros centros de desenvolvimento do Nordeste.



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A Transnordestina

Não é apenas uma ferrovia. É um projeto de integração econômica, capaz de aproximar o interior do principal complexo portuário pernambucano, ampliar as possibilidades de escoamento da produção e reduzir gargalos logísticos. Sua conclusão pode contribuir para atrair investimentos, fortalecer a indústria, estimular cadeias produtivas e criar novas oportunidades de desenvolvimento para diferentes regiões do estado.

O que está em jogo

Vai muito além dos trilhos. Trata-se de discutir qual lugar Pernambuco pretende ocupar na economia nordestina e brasileira nas próximas décadas.

O contraste com o Ceará

É evidente. Enquanto o trecho da ferrovia direcionado ao Porto do Pecém avança, com centenas de quilômetros concluídos e outros em obras, Pernambuco permanece à espera de uma solução para a ligação entre Salgueiro e Suape. Não se trata de ignorar as particularidades técnicas, econômicas e contratuais de cada trecho, mas de reconhecer que a demora pode ampliar as diferenças de competitividade entre os estados.

A infraestrutura

É um dos fatores que orientam decisões empresariais. Investidores avaliam custos, acesso a mercados, capacidade de transporte e segurança para a realização de negócios. Quando um estado não consegue oferecer previsibilidade em projetos estruturantes, corre o risco de perder oportunidades para outras regiões que avançam na modernização de sua logística.

Dever de fiscalizar

É preciso reconhecer, por outro lado, que o Tribunal de Contas da União tem o dever de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. Uma obra dessa dimensão exige estudos consistentes, transparência, planejamento e demonstração de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Não seria razoável defender a execução de um empreendimento bilionário sem a necessária fundamentação. O controle público é indispensável para evitar desperdícios e assegurar que os investimentos atendam ao interesse coletivo.

Entretanto

A fiscalização não pode se transformar em uma sucessão indefinida de impasses, sem que os órgãos responsáveis consigam construir uma solução. O desafio é conciliar responsabilidade fiscal com visão estratégica de desenvolvimento. Se existem exigências técnicas a cumprir, elas precisam ser enfrentadas com objetividade, prazos e articulação institucional.

Estudos

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) já apresentaram estudos e informações para demonstrar a relevância econômica do trecho Salgueiro-Suape. Esses esforços precisam ser considerados no processo de avaliação, com a necessária análise crítica das premissas e dos resultados. O debate deve ser conduzido com base em dados, transparência e compromisso com o futuro do estado.

Dos estudos às obras...

É necessário distinguir a contratação de estudos e serviços preparatórios da autorização efetiva para a retomada das obras. A existência de uma licitação ou de uma proposta vencedora não significa que os trabalhos possam começar. Essa diferença precisa ser compreendida para que a sociedade não seja levada a acreditar que a solução está mais próxima do que realmente está.

Pernambuco

Precisa assumir uma posição mais firme nessa discussão. Governo estadual, bancada federal, setor produtivo, universidades e instituições de desenvolvimento devem atuar de maneira coordenada, apresentando argumentos técnicos e cobrando uma definição dos órgãos federais. Não basta lamentar o atraso a cada novo adiamento. É necessário transformar a preocupação em mobilização institucional permanente.

O Porto de Suape

É um ativo estratégico para Pernambuco. Sua capacidade de movimentar cargas, atrair indústrias e conectar o estado a mercados nacionais e internacionais pode ser ampliada com uma infraestrutura ferroviária adequada. A ligação com Salgueiro também abriria perspectivas para o transporte da produção do interior e de áreas próximas, desde que acompanhada de planejamento logístico e demanda efetiva.

Projeto regional

A discussão sobre a Transnordestina deve, por isso, integrar uma visão mais ampla de desenvolvimento regional. Ferrovias não produzem resultados isoladamente. É necessário conectá-las à atividade industrial, à produção agrícola, aos portos e às políticas de desenvolvimento. Mas, sem infraestrutura, essas oportunidades ficam mais difíceis de concretizar.

Incerteza prolongada

O novo adiamento do TCU não encerra a possibilidade de retomada da obra, mas prolonga a incerteza. E a incerteza também tem um custo: dificulta o planejamento, posterga decisões empresariais e mantém em suspenso uma alternativa logística que pode ser relevante para o futuro de Pernambuco.

Estado ineficiente

O estado não pode aceitar que um projeto dessa importância permaneça indefinidamente no campo das expectativas. É legítimo exigir rigor na aplicação do dinheiro público, assim como é legítimo cobrar eficiência dos governos e das instituições responsáveis pela execução de políticas de infraestrutura.

De promessa a compromisso

A Transnordestina precisa deixar de ser uma promessa recorrente e se transformar em um compromisso concreto, sustentado por estudos confiáveis, recursos definidos e um cronograma viável. Pernambuco não pede privilégios, mas condições para competir e se desenvolver.

Mais que obra: símbolo

Os trilhos que ligam Salgueiro a Suape representam mais do que uma obra de engenharia. Simbolizam a possibilidade de integrar regiões, ampliar oportunidades e fortalecer a economia pernambucana. O estado já esperou demais. É hora de transformar o impasse em prioridade e a expectativa em solução.

*Antônio Campos é advogado e escritor.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Conheça Rafael Câmara, primeiro nordestino a se tornar piloto da Fórmula 1

16/10/2026

A Fórmula 1 tem um novo representante brasileiro: Rafael Chaves Câmara. Aos 21 anos de idade, o pernambucano de Recife se junta a Gabriel Bortoleto na elite do automobilismo mundial e será piloto da Haas. Rafael Câmara chega à categoria com o apoio da Academia de Jovens da Ferrari, além de ter garantido títulos no kart e nos monopostos - o mais importante deles foi o da Fórmula 3, em 2025. o líder da F2 foi anunciado como reforço da Haas para 2027. Ele foi anunciado esta semana como novo piloto da elite do automobilismo mundial.

34º piloto brasileiro

Ele será o 34º piloto brasileiro a integrar o grid da Fórmula 1 e o primeiro nordestino. Uma grande conquista para quem já mostrou enorme potencial nas categorias inferiores.

Boa Viagem

Filho do advogado Amaro Câmara e de Paula Câmara, cresceu no bairro de Boa Viagem, no litoral da Zona Sul da capital pernambucana. Inspirado pelo irmão mais velho, começou a andar de...

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A Fórmula 1 tem um novo representante brasileiro: Rafael Chaves Câmara. Aos 21 anos de idade, o pernambucano de Recife se junta a Gabriel Bortoleto na elite do automobilismo mundial e será piloto da Haas. Rafael Câmara chega à categoria com o apoio da Academia de Jovens da Ferrari, além de ter garantido títulos no kart e nos monopostos - o mais importante deles foi o da Fórmula 3, em 2025. o líder da F2 foi anunciado como reforço da Haas para 2027. Ele foi anunciado esta semana como novo piloto da elite do automobilismo mundial.

34º piloto brasileiro

Ele será o 34º piloto brasileiro a integrar o grid da Fórmula 1 e o primeiro nordestino. Uma grande conquista para quem já mostrou enorme potencial nas categorias inferiores.

Boa Viagem

Filho do advogado Amaro Câmara e de Paula Câmara, cresceu no bairro de Boa Viagem, no litoral da Zona Sul da capital pernambucana. Inspirado pelo irmão mais velho, começou a andar de kart indoor com apenas seis, em 2011
A trajetória de Rafael Câmara

Nascido em Recife, no dia 5 de maio de 2005, Rafael cresceu na região da Boa Viagem. As corridas correm no sangue da família, já que a avó foi uma das primeiras a levar o automobilismo para a região, e o irmão foi inspiração para o início no kart, em 2011.

São Paulo

Dois anos depois, se mudou para São Paulo e buscou novos desafios. O sucesso foi tão grande que, logo depois, viajou para a Europa para competir e se manter em alto nível. Tanto que foi bicampeão brasileiro no kart.

Em 2021, veio a grande chance: um lugar na Academia de Talentos da Ferrari ao lado de Oliver Bearman, que deve ser o seu companheiro na Haas no ano que vem. Naquela temporada, ele venceu WSK Champions Cup e WSK Super Master Series, além de se tornar vice-campeão europeu.

Ferrari

Com a bênção da Ferrari, Câmara começou a disputar as categorias inferiores da Fórmula 1. Ficou em segundo na F4 dos Emirados Árabes, e acumulou "medalhas de bronze" na Itália e na Alemanha.



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Adversário

O principal adversário de Câmara na Europa foi Kimi Antonelli, atual líder da Fórmula 1. O italiano de apenas 20 anos está muito próximo do título, inclusive, pilotando pela Mercedes.

Jornada

Em 2023, iniciou a jornada que o levaria à Fórmula 2, na Fórmula Regional Europeia (FRECA). O ano seguinte seria o de maior sucesso para o brasileiro na categoria, com 12 vitórias e o título para o currículo.

Convite

O convite para a Fórmula 3 veio em setembro de 2024, para representar a Trident. Câmara repetiu o ótimo desempenho e conseguiu, novamente, o título da categoria com uma rodada de antecedência.

Proximidade com a Fórmula 1

Enquanto disputava o título da Fórmula 2 já no seu primeiro ano na categoria, Rafael Câmara passou a testar carros da Fórmula 1 para a Ferrari. A montadora italiana já preparava o jovem piloto para a chegada à F1.

A Haas

Apesar da proximidade com a Ferrari, foi a Haas que procurou o brasileiro em meio à disputa do título da Fórmula 2. Ele enfrentou Fornaroli, Ryo Hirakawa e o próprio Oliver Bearman em teste em Portimão e foi o grande destaque. Por isso, acabou sendo escolhido.

A busca pelo título

Rafael Câmara tenta deixar a F2 em grande estilo, com mais um título. Ele é o líder da competição a duas rodadas do fim.



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Congresso promulga emenda do fim da 6x1; escala 5x2 começa em 60 dias

16/10/2026

O Congresso Nacional promulgou, hoje, sexta-feira (16/10), a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6x1) e prevê a escala 5x2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

Prevê

A emenda ainda prevê uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

A proposta

Nascida a partir de pressão das ruas e atendendo a uma demanda história dos trabalhadores e sindicatos, a proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira (14) no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A votação

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votaç...

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O Congresso Nacional promulgou, hoje, sexta-feira (16/10), a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que põe fim à escala de seis dias de trabalho e apenas um de descanso (6x1) e prevê a escala 5x2, com duas folgas por semana, para todos os trabalhadores do Brasil dentro de dois meses.

Prevê

A emenda ainda prevê uma redução gradual da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, dentro de um período de transição de 14 meses.

A proposta

Nascida a partir de pressão das ruas e atendendo a uma demanda história dos trabalhadores e sindicatos, a proposta teve a tramitação concluída na última quarta-feira (14) no Senado, com 75 votos favoráveis contra 1, do ex-vice-presidente e senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A votação

Apoiada pelo governo, a votação contou com apoio também da oposição, que era contra a PEC e tentava impedir a votação nesta semana. Após a sessão ter sido marcada, no entanto, a oposição liberou a bancada, que votou majoritariamente pelo fim da 6x1.


A nova emenda

A nova regra institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Tudo isso sem redução salarial.

O texto

O texto permite, por outro lado, compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais. O número de folgas remuneradas, no entanto, deve ser mantido em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

Jornadas diferenciadas

A PEC ainda permite jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5x2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.

Lei complementar

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Transição

A implementação da redução da jornada de 44 para 40 horas terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.




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“Flautarina” reúne Grupo Flauta de Bloco e Pequenos Cantores de Olinda na Academia Pernambucana de Letras

16/10/2026

Depois do sucesso da apresentação no Projeto Música na APL, no último mês de junho, o Grupo Flauta de Bloco da UFPE e Pequenos Cantores de Olinda, retornam ao palco da Academia Pernambucana de Letras, com um recital voltado para a criançada, mas que também agrada a adultos. É o espetáculo “Flautarina viaja pela cultura pernambucana”.

Apresentação

A apresentação será no auditório Mauro Mota, na própria Academia Pernambucana de Letras na Avenida Rui Barbosa, 1596, no bairro das Graças, Recife –(PE), amanhã, sábado (17/10), às 17h30. O acesso gratuito.


Atrações

O recital terá como atrações o Grupo Flauta de Bloco (idealizado pela professora Daniele Cruz da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o coro infantil Pequenos Cantores de Olinda.

O Repertório conta com uma viagem musical com ritmos pernambucanos como maracatu, ciranda, coco, pastoril, forró e frevo

O enredo<...

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Depois do sucesso da apresentação no Projeto Música na APL, no último mês de junho, o Grupo Flauta de Bloco da UFPE e Pequenos Cantores de Olinda, retornam ao palco da Academia Pernambucana de Letras, com um recital voltado para a criançada, mas que também agrada a adultos. É o espetáculo “Flautarina viaja pela cultura pernambucana”.

Apresentação

A apresentação será no auditório Mauro Mota, na própria Academia Pernambucana de Letras na Avenida Rui Barbosa, 1596, no bairro das Graças, Recife –(PE), amanhã, sábado (17/10), às 17h30. O acesso gratuito.


Atrações

O recital terá como atrações o Grupo Flauta de Bloco (idealizado pela professora Daniele Cruz da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o coro infantil Pequenos Cantores de Olinda.

O Repertório conta com uma viagem musical com ritmos pernambucanos como maracatu, ciranda, coco, pastoril, forró e frevo

O enredo

O enredo, escrito pela professora Daniele Cruz (do Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco), reúne uma seleção de ritmos pernambucanos, como maracatu, ciranda, coco, pastoril, forró e frevo, além de trechos da opereta popular “Baile do Menino Deus”, que é inspirada nos folguedos e brincantes do Nordeste e que já é considerada um clássico do teatro pernambucano.

O Poder



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Lula tem atividades de campanha em Minas Gerais; e Flávio concede entrevista no Rio de Janeiro nesta sexta-feira

16/10/2026

A 9 dias do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, sexta-feira (16/10), compromissos de campanha em Brasília, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
9h20 – Cerimônia de promulgação da PEC do fim da Escala 6×1
Local: Plenário do Senado Federal
Minas Gerais
12h – Lula faz caminhada e ato em Juiz de Fora (MG)
Local da concentração: Praça Clodesmidt Riani

17h – Lula faz ato em Ipatinga (MG)
Local: Cruzamento da Avenida José Selim de Sales com a Rua Siquém, no bairro Canaã

Flávio Bolsonaro (PL)

21h15 — Sabatina com presidenciáveis – TV Globo no Rio de Janeiro


O Poder

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A 9 dias do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, hoje, sexta-feira (16/10), compromissos de campanha em Brasília, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Brasília (DF)
9h20 – Cerimônia de promulgação da PEC do fim da Escala 6×1
Local: Plenário do Senado Federal
Minas Gerais
12h – Lula faz caminhada e ato em Juiz de Fora (MG)
Local da concentração: Praça Clodesmidt Riani

17h – Lula faz ato em Ipatinga (MG)
Local: Cruzamento da Avenida José Selim de Sales com a Rua Siquém, no bairro Canaã

Flávio Bolsonaro (PL)

21h15 — Sabatina com presidenciáveis – TV Globo no Rio de Janeiro


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