Música e literatura - Bairro da Ermidinha realiza 1ª Feira Cultural em Floresta no Pernambuco
15/04/2025
Atrações
O evento terá comidas típicas, música, artesanato e apreciação do por do sol. Essas atrações segundo os organizadores simbolicamente representará um movimento de Voluntariado , retomando uma identidade que torna Floresta um município de tradições diferenciadas.
A feirinha
A feirinha de arte e artesanato contará com degustação de sabores, trilha sonora, com apresentação de um coral que vai cantar músicas que fazem parte de nosso imaginário coletivo.
O Projeto
O Projeto Floresta + Linda e Empreendedora, coordenado por Gracinha Novaes em parceria com o projeto Guardiões, liderado por Guto Ferraz, organizou uma rifa de uma obra de arte de Beth Marques, um ventilad...
Atrações
O evento terá comidas típicas, música, artesanato e apreciação do por do sol. Essas atrações segundo os organizadores simbolicamente representará um movimento de Voluntariado , retomando uma identidade que torna Floresta um município de tradições diferenciadas.
A feirinha
A feirinha de arte e artesanato contará com degustação de sabores, trilha sonora, com apresentação de um coral que vai cantar músicas que fazem parte de nosso imaginário coletivo.
O Projeto
O Projeto Floresta + Linda e Empreendedora, coordenado por Gracinha Novaes em parceria com o projeto Guardiões, liderado por Guto Ferraz, organizou uma rifa de uma obra de arte de Beth Marques, um ventilador e um liquidificador (doados respectivamente por Guto Ferraz, Paula Moraes e Letícia Ferraz).
A rifa
A quota da rifa é de apenas R$ 10,00 e pode ser adquirida pelo pix gutoferraz@uol.com.br. Importante encaminhar o comprovante para Eliadja (+55 87 99640-9788) para que possa escolher os seus números. (O Poder)
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Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta segunda-feira
14/09/2026
Brasília, 14 de setembro de 2026
A semana começa com duas temperaturas subindo ao mesmo tempo. Na eleição, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 36% e Augusto Cury com 7%. No STF, a discussão envolve julgamento, quórum, guerra de ofícios, dados do celular de Daniel Vorcaro e até a participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça na sessão de terça-feira.
Brasília entrou naquela fase em que ninguém sabe se abre primeiro a pesquisa, o processo ou o grupo de WhatsApp dos ministros.
A eleição apertou nas urnas pesquisadas, enquanto o STF continua ampliando a própria crise nas redes.
Termômetro Digital do dia
Muito alto — Crise no STF e celular de Vorcaro
O tema reúne conflito institucional, mensagens, sigilo, suspeitas políticas e personagens conhecidos. Possui elevado potencial emoc...
Por Alek Maracajá
Brasília, 14 de setembro de 2026
A semana começa com duas temperaturas subindo ao mesmo tempo. Na eleição, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 36% e Augusto Cury com 7%. No STF, a discussão envolve julgamento, quórum, guerra de ofícios, dados do celular de Daniel Vorcaro e até a participação de Alexandre de Moraes e André Mendonça na sessão de terça-feira.
Brasília entrou naquela fase em que ninguém sabe se abre primeiro a pesquisa, o processo ou o grupo de WhatsApp dos ministros.
A eleição apertou nas urnas pesquisadas, enquanto o STF continua ampliando a própria crise nas redes.
Termômetro Digital do dia
Muito alto — Crise no STF e celular de Vorcaro
O tema reúne conflito institucional, mensagens, sigilo, suspeitas políticas e personagens conhecidos. Possui elevado potencial emocional, de polarização e compartilhamento.
Muito alto — Lula 40% × Flávio 36%
A distância de quatro pontos organiza a disputa presidencial em dois polos e oferece argumentos digitais para governo e oposição.
Alto — Lula reage e Flávio mantém pressão no digital
Lula recupera engajamento; Flávio mantém o maior crescimento absoluto. Um avança em reação, o outro em expansão.
Alto — Julgamento de terça-feira
A possibilidade de pedido de vista, adiamento, questionamento de quórum ou votos antecipados aumenta a expectativa e prepara o ambiente para uma nova explosão narrativa.
Moderado, com possibilidade de alta — Dark Horse
Novos documentos e investigações envolvendo a produção do filme mantêm o assunto conectado ao campo eleitoral e ao núcleo do caso Master.
Os oito principais movimentos do dia<:b>
Lula 40%, Flávio 36%: a segunda-feira já começou em segundo turno
A nova pesquisa Nexus/BTG mostra Lula com 40%, Flávio Bolsonaro com 36%, Augusto Cury com 7% e Ronaldo Caiado com 4% no primeiro turno. Foram entrevistados 2.003 eleitores, entre 11 e 13 de setembro; a margem de erro é de dois pontos percentuais. A vantagem numérica é de Lula, mas o cenário permanece altamente competitivo.
Quatro pontos separam os dois líderes. Na política, isso não é distância: é território em disputa.
No segundo turno, a folga pediu licença
Lula registra 47% contra 46% de Flávio, configurando empate técnico. Contra Augusto Cury, o presidente aparece com 45% a 42%. Lula amplia a vantagem diante de Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, mas Flávio continua sendo o adversário mais competitivo no confronto direto. CNN Brasil??
O primeiro turno seleciona os personagens; o segundo já começou a definir a tensão.
Lula reage, Flávio acelera — e o algoritmo não declarou vencedor
O Termômetro Digital da Ativaweb DataLab mostra Lula com a maior audiência: 15,07 milhões de seguidores, ganho de 46,3 mil e recuperação do engajamento para 0,64%. Flávio Bolsonaro alcança 11,57 milhões e lidera a expansão absoluta, com 67,5 mil novos seguidores, embora apresente recuo na taxa de engajamento.
Lula recuperou reação; Flávio manteve expansão. Tamanho explica o estoque, velocidade revela o movimento.
Cury e Renan acendem o alerta digital
Renan Santos ainda possui o maior engajamento do grupo, com 2,28%, mas sua taxa caiu 51,28% no período, indicando desaceleração da mobilização. Augusto Cury perdeu 65,1 mil seguidores e apresentou engajamento de apenas 0,16%. Zema e Caiado também perderam seguidores, embora tenham melhorado proporcionalmente o engajamento.
No digital, crescer rápido chama atenção; sustentar o crescimento é o que transforma movimento em força.
STF discute julgamento e agora até quem julga virou questão
Ministros discutem se Alexandre de Moraes e André Mendonça devem participar da sessão de terça-feira. Quórum, impedimentos, pedido de vista e eventual adiamento aparecem entre as possibilidades debatidas nos bastidores. Fachin ainda avalia antecipar seu voto para tentar abreviar a sessão.
Quando o tribunal precisa discutir primeiro quem pode julgar, a crise já chegou antes do processo.
O celular de Vorcaro virou o novo plenário de Brasília
Gilmar Mendes e Cristiano Zanin pediram acesso aos dados extraídos do aparelho de Daniel Vorcaro. André Mendonça sustenta que a divulgação integral, às vésperas do julgamento, pode tumultuar a sessão. A Polícia Federal informou a Fachin que pode fornecer os dados imediatamente.
O celular cabe no bolso, mas as consequências políticas já não cabem no processo.
O sigilo acabou, mas a disputa pela narrativa só começou
A abertura de informações do caso Master expôs diferentes linhas de investigação, pedidos de acesso e movimentos internos na Corte. O conteúdo passou a alimentar simultaneamente o debate jurídico, a disputa política e a campanha eleitoral. A crise deixou de ter apenas um personagem e passou a pressionar a instituição.
Quando o sigilo termina, os documentos começam a falar — e cada grupo escolhe qual página pretende amplificar.
Dark Horse ganha novos capítulos e o roteiro continua longe do fim
Documentos tornados públicos, aparelhos apreendidos e apurações sobre recursos relacionados à produção do filme mantêm o caso conectado ao ambiente político. As suspeitas ainda precisam ser esclarecidas pelas investigações, mas o tema reúne cinema, emendas, celebridades políticas e operação policial — ingredientes de forte circulação digital.
O filme ainda está sob investigação, mas a crise já conseguiu público, repercussão e várias continuações.
Bastidores de Brasília
A principal movimentação ocorre dentro do STF. Fachin tenta construir uma saída institucional, enquanto ministros buscam acesso aos dados de Vorcaro e discutem as condições do julgamento. Uma carta assinada por ex-ministros e empresários classificou o momento como a maior crise do Supremo e manifestou apoio à condução de Fachin.
Na eleição, Lula e Flávio consolidam a polarização. Cury permanece competitivo na pesquisa, mas enfrenta retração digital. Renan conserva mobilização proporcional, porém perdeu intensidade. A campanha entra numa fase em que pesquisa, crise institucional e comportamento digital começam a circular dentro da mesma narrativa.
Brasília procura uma solução jurídica, mas todo mundo já está calculando o efeito eleitoral.
Leitura estratégica Ativaweb Datalab
O dado central da manhã é a convergência de três movimentos: polarização eleitoral, recuperação digital de Lula e permanência da crise institucional no STF. Lula melhorou sua capacidade de reação, mas Flávio conserva maior expansão absoluta e aparece a apenas um ponto no confronto direto de segundo turno.
Atenção digital e intenção de voto, porém, são medidas diferentes. A pesquisa identifica preferência eleitoral na amostra; o Termômetro Digital mede audiência, crescimento e mobilização nas plataformas. A leitura estratégica surge justamente da comparação entre esses ambientes, sem confundi-los.
Audiência não é voto, é atenção. Mas atenção organizada pode se transformar em narrativa, mobilização e pressão política.
Alerta Ativaweb
O maior risco das próximas 24 horas está na divulgação seletiva de mensagens e arquivos do celular de Vorcaro. Um recorte isolado, mesmo sem contexto completo, pode dominar a circulação antes que o conteúdo jurídico seja tecnicamente interpretado.
Personagem com maior possibilidade de visibilidade: Edson Fachin.
Tema com maior potencial de explosão: dados do celular de Vorcaro.
Risco institucional: julgamento ser absorvido pela guerra de versões.
Risco eleitoral: crise do STF contaminar ainda mais a disputa Lula × Flávio.
No digital, origem explica a intenção. Circulação revela o impacto.
E então?
A segunda-feira começa com Lula reagindo, Flávio pressionando, Cury e Renan desacelerando e o STF tentando chegar à terça-feira sem produzir uma crise nova antes do julgamento.
Brasília está oficialmente naquele momento em que o processo tem anexos, o celular tem capítulos e a eleição acompanha tudo com a calculadora aberta.
No Brasil hiperconectado, os fatos importam. Mas a velocidade da narrativa costuma importar ainda mais.
Alek Maracajá é Ceo da Ativaweb DataLab. Cientista de dados. Professor ESPM-SP. Pesquisador UFPB
Fachin deve antecipar voto sobre Moraes para abreviar sessão
14/09/2026
Ad referendum
O ato se chama julgamento ou decisão ad referendum e ocorre quando o juiz toma uma decisão que precisa ser confirmada posteriormente pelo colegiado.
Avaliada
A ideia, segundo fontes analistas jurídicos, está sendo avaliada por Fachin e seria uma maneira de evitar que os aliados de Moraes tentem forçar, antes da discussão do mérito, um debate prévio sobre formalidades do processo para questionar a forma como André Mendonça conduziu o processo.
O voto
Assim, Fachin poderia, já na abertura da sessão, apresentar seu voto na condição de relator do processo de Moraes e pedir que cada ministro se manifeste sobre seu voto.
Além de...
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, avalia antecipar seu voto sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes com o objetivo de abreviar a sessão de amanh/a terça-feira (15/09).
Ad referendum
O ato se chama julgamento ou decisão ad referendum e ocorre quando o juiz toma uma decisão que precisa ser confirmada posteriormente pelo colegiado.
Avaliada
A ideia, segundo fontes analistas jurídicos, está sendo avaliada por Fachin e seria uma maneira de evitar que os aliados de Moraes tentem forçar, antes da discussão do mérito, um debate prévio sobre formalidades do processo para questionar a forma como André Mendonça conduziu o processo.
O voto
Assim, Fachin poderia, já na abertura da sessão, apresentar seu voto na condição de relator do processo de Moraes e pedir que cada ministro se manifeste sobre seu voto.
Além de abreviar o julgamento, poderia, com isso, formar uma maioria na largada sobre o tema, aumentando o risco político de um eventual pedido de vista por parte dos aliados de Moraes.
Guerra de ofícios aumenta tensão e expõe racha no STF em semana-chave
14/09/2026
A disputa
No centro da disputa estão o acesso dos ministros ao material das investigações sobre o Banco Master, a retirada de sigilo dos processos e a atuação de André Mendonça na condução das apurações.
Cobrar acesso
Nos últimos dias, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes passaram a cobrar acesso integral a documentos e dados sob responsabilidade de Mendonça. O relator, por sua vez, argumentou que a divulgação de parte do material poderia prejudicar investigações em andamento e chegou a dizer que a abertura indiscriminada dos dados poderia "tumultuar" a sessão de terça.
Uma sequência de ofícios, despachos e cobranças entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aumentou a tensão dentro da Suprema Corte às vésperas da sessão de amanhã, terça-feira (15/09), convocada para discutir o caso das mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A disputa
No centro da disputa estão o acesso dos ministros ao material das investigações sobre o Banco Master, a retirada de sigilo dos processos e a atuação de André Mendonça na condução das apurações.
Cobrar acesso
Nos últimos dias, Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes passaram a cobrar acesso integral a documentos e dados sob responsabilidade de Mendonça. O relator, por sua vez, argumentou que a divulgação de parte do material poderia prejudicar investigações em andamento e chegou a dizer que a abertura indiscriminada dos dados poderia "tumultuar" a sessão de terça.
Tenta centralizar
A escalada ocorre enquanto Edson Fachin, presidente do Supremo, tenta centralizar a condução da crise. Nesse sábado (12/09), ele assumiu a relatoria da Pet 16.662, procedimento que reúne as informações sobre as mensagens entre Moraes e Vorcaro, e determinou que as investigações sobre o Master e as fraudes do INSS fossem remetidas à Presidência.
Deverão discutir
Na terça, os ministros deverão discutir a validade de um relatório produzido pela Polícia Federal a pedido de Mendonça e a possibilidade de abertura de uma investigação contra Moraes. A PGR sustenta que Mendonça não poderia ter determinado apurações sobre um integrante do STF sem autorização do plenário e pediu a nulidade da medida.
A proximidade do julgamento transformou o acesso aos autos em uma das principais frentes da disputa.
Primeiro
Zanin foi o primeiro a cobrar acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro. Moraes aderiu à cobrança e Gilmar Mendes afirmou que deixar informações disponíveis a um ministro, e não aos demais, criaria um "acesso assimétrico" incompatível com a colegialidade do Supremo.
Cópia
Mendonça disse que seu gabinete possuía apenas uma cópia de segurança do material, armazenada em um HD criptografado e mantida lacrada. Segundo ele, a cópia nunca havia sido manuseada e o material original permanecia sob custódia da Polícia Federal.
Porém, a PF informou neste domingo (13) que a cópia foi entregue após solicitação da própria equipe de Mendonça. A corporação disse ainda ter condições de produzir imediatamente cópias idênticas dos dados para os demais ministros, caso haja autorização.
Com CNN
Mais uma farsa desmoralizada - Justiça manda Raquel remover direito de resposta falso das redes sociais
13/09/2026
Conforme a decisão,
A candidata buscou induzir o eleitorado ao erro ao usar estratégias visuais e discursivas similares às de uma concessão de direito de resposta real, fazendo parecer que havia obtido vitória judicial contra João Campos (PSB). Onze páginas de blogs amigos dela, que reproduziram o vídeo, também terão o conteúdo removido.
A liminar
Foi concedida pelo desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira a pedido da Frente Popular de Pernambuco. De acordo com a coligação que representa João Campos, a campanha da governadora...
A governadora Raquel Teixeira Lyra e seus marqueteiros estão sempre procurando um jeitinho para vitimizar a governadora, que ganhou uma vez e quer ganhar novamente com a piedade do povo. A Justiça Eleitoral determinou, hoje, domingo (13/09), que a governadora Raquel Teixeira Lyra (PSD) remova um vídeo com um direito de resposta falso postado em suas próprias redes sociais. Olha só.
Conforme a decisão,
A candidata buscou induzir o eleitorado ao erro ao usar estratégias visuais e discursivas similares às de uma concessão de direito de resposta real, fazendo parecer que havia obtido vitória judicial contra João Campos (PSB). Onze páginas de blogs amigos dela, que reproduziram o vídeo, também terão o conteúdo removido.
A liminar
Foi concedida pelo desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira a pedido da Frente Popular de Pernambuco. De acordo com a coligação que representa João Campos, a campanha da governadora se aproveitou do conteúdo falso para atacar o candidato do PSB, usando expressões como “mentiras de João Campos”, “desesperado”, “imaturo” e “despreparado”.
Na ação
Também foram questionados aspectos técnicos, como o uso de inteligência artificial sem a devida rotulação e o impulsionamento de conteúdo negativo contra um adversário político, o que é proibido. Ou seja, alem da força, transgressão da lei.
O magistrado
Acolheu os argumentos, avaliando que “a veiculação do material sob a chancela explícita de ‘Direito de Resposta’ configura (…) indução do eleitorado ao erro”. “Ao estampar a expressão ‘Direito de Resposta’ em sua publicidade, a campanha representada pratica ato de gravíssima desinformação institucional, que afronta não apenas o adversário, mas a própria Justiça Eleitoral”, escreveu Freitas, lembrando que, no curso do processo sobre o caso do “fura-teto”, referente aos supersalários da governadora, ainda não havia decisão sobre direito de resposta em favor de Raquel.
Fala o magistrado
“Apropriar-se de um instituto processual específico para simular a existência de condenação ou determinação judicial favorável atrai a incidência do art. 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdo fabricado para difundir
fatos notoriamente inverídicos. A liberdade de expressão, pilar do debate democrático, não ampara a simulação de provimento jurisdicional inexistente”, complementou.
O desembargador
Determinou a remoção do direito de resposta falso das páginas de Raquel no Instagram, no Facebook e no TikTok. A decisão também foi estendida a três postagens do Blog Ricardo Antunes e a publicações dos blogs do Carlos Eugênio e Ação Popular e das páginas Caruaru Tem, Boa Viagem em Foco, Ordinária Brasília Teimosa Cast, Jaqueira Ordinário, Dois Unidos TV, Iputinga Oficial, Em Foco Zona Sul e Giro Notícias, sob pena de multa de R$ 15 mil em caso de descumprimento.
Mendonça diz que retirar sigilo do celular de Vorcaro tumultua julgamento
13/09/2026
Pedido
No documento, o magistrado pede que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determine que quatro delegados prestem informações sobre "eventuais constrangimentos sofridos ao longo das investigações".
Reitera
Mendonça reitera que "todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os Ministros deste Tribunal" e diz que "dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão"
Contribuir para o tumulto
Por último, o ministro afirma que "a inserção de elementos adicionais, que não constam dos aut...
Em ofício publicado hoje, domingo, (13/09), o Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, afirmou que a possível retirada do sigilo das informações do celular do banqueiro Daniel Vorcaro “contribuiria para tumultuar o julgamento”.
Pedido
No documento, o magistrado pede que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determine que quatro delegados prestem informações sobre "eventuais constrangimentos sofridos ao longo das investigações".
Reitera
Mendonça reitera que "todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os Ministros deste Tribunal" e diz que "dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão"
Contribuir para o tumulto
Por último, o ministro afirma que "a inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro" poderia "contribuir para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural".
A gravidade dos fatos não autoriza atalhos
Mendonça também cita uma frase de Edson Fachin ao final do documento. "Nesse sentido, como bem enfatizou o eminente Presidente, 'A gravidade dos fatos não autoriza atalhos', mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".
Com CNN
Veneziano participa de grande mobilização pro-Lula em Sousa
13/09/2026
Recebido em Sousa
Veneziano foi recebido pelas lideranças progressistas de Sousa, e seguiu em passeata ao lado do candidato a deputado estadual Flávio Brasileiro (PT), da presidente do PT de Sousa, Vera Vernaide e do vereador Daniel Pinto. “Receber o carinho e a energia do povo renova nossas forças e nos motiva ainda mais a seguir na luta por uma Paraíba mais justa e por um Brasil que cuide de quem mais precisa”, disse Veneziano.
Reeleger presidente e senador
A passeata percorreu as principais ruas da cidade, numa demonstração clara da necessidade de reeleger Lula e Veneziano.
“Foi uma noite histórica para Sousa. Vamos reconduzir nosso presidente Lula e, na...
O senador e candidato à reeleição ao Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), participou na noite de ontem (12/09) de um grande ato em favor da reeleição do presidente Lula (PT) e da democracia, na cidade de Sousa, no sertão do estado.
Recebido em Sousa
Veneziano foi recebido pelas lideranças progressistas de Sousa, e seguiu em passeata ao lado do candidato a deputado estadual Flávio Brasileiro (PT), da presidente do PT de Sousa, Vera Vernaide e do vereador Daniel Pinto. “Receber o carinho e a energia do povo renova nossas forças e nos motiva ainda mais a seguir na luta por uma Paraíba mais justa e por um Brasil que cuide de quem mais precisa”, disse Veneziano.
Reeleger presidente e senador
A passeata percorreu as principais ruas da cidade, numa demonstração clara da necessidade de reeleger Lula e Veneziano.
“Foi uma noite histórica para Sousa. Vamos reconduzir nosso presidente Lula e, na Paraíba, reeleger Veneziano, para que o povo paraibano possa continuar a ter um Senador que dignifica o seu mandato”, afirmou Daniel.
O fogo, o ouro e a verdade, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
13/09/2026
A verdade não é aquilo que aparece quando o sigilo cai. É aquilo que permanece depois que tudo o que apareceu atravessou o fogo.
Há coincidências que nada demonstram e que, no entanto, impõe-se serem pensadas. O primeiro erro, e o mais visível, consiste em atribuir-lhes uma causalidade que não possuem, convertendo o acaso em oráculo e a impressão em prova; o segundo erro, menos percebido porque se apresenta com as vestes respeitáveis da prudência, consiste em recusar, por medo do primeiro, todo e qualquer sentido àquilo que a realidade inesperadamente aproximou.
Entre a superstição e a cegueira
Entre a superstição, que enxerga desígnio onde há apenas encontro, e a cegueira, que se nega a interrogar aquilo que o encontro sugere, existe um território legítimo e antiquíssimo da inteligência humana, no qual não se demonstra, mas se compreende, e ao qual d...
Rosh Hashaná 5787 e aquilo que permanece depois do julgamento
A verdade não é aquilo que aparece quando o sigilo cai. É aquilo que permanece depois que tudo o que apareceu atravessou o fogo.
Há coincidências que nada demonstram e que, no entanto, impõe-se serem pensadas. O primeiro erro, e o mais visível, consiste em atribuir-lhes uma causalidade que não possuem, convertendo o acaso em oráculo e a impressão em prova; o segundo erro, menos percebido porque se apresenta com as vestes respeitáveis da prudência, consiste em recusar, por medo do primeiro, todo e qualquer sentido àquilo que a realidade inesperadamente aproximou.
Entre a superstição e a cegueira
Entre a superstição, que enxerga desígnio onde há apenas encontro, e a cegueira, que se nega a interrogar aquilo que o encontro sugere, existe um território legítimo e antiquíssimo da inteligência humana, no qual não se demonstra, mas se compreende, e ao qual damos o nome de símbolo.
Foi nesse território que Natanael Knabben entrou ao publicar em sua conta no Instagram, às vésperas de Rosh Hashaná, uma provocação bem mais interessante do que sua aparência inicial deixava supor.
O ano judaico 5787 estava para começar; e, ao mesmo tempo, no Brasil, as investigações relacionadas ao Banco Master começavam a ter partes substanciais de seu conteúdo tornadas públicas, pois na passagem do dia 10 para o dia 11 de setembro o ministro André Mendonça levantou o sigilo de quinze procedimentos e em seguida ampliou a publicidade de outros documentos, preservando apenas aquilo que considerou ligado a diligências ainda em curso. O que havia permanecido oculto começava a aparecer.
Knabben percebeu a aproximação e fez dela uma imagem, lendo 5787, simbolicamente, como um ano de verdade e de refinamento, no qual o escondido viria à superfície, o ouro precisaria atravessar o fogo e a impureza haveria de separar-se daquilo que tivesse valor verdadeiro.
Teve, porém, o cuidado decisivo de advertir que não estava formulando profecia alguma, e essa advertência merece ser conservada com o mesmo zelo com que se conserva a imagem.
O peshat e o derash
Não pretendo, portanto, descobrir no calendário hebraico uma previsão criptografada a respeito do Supremo Tribunal Federal, do Banco Master ou de qualquer personagem da vida brasileira, porque isso reduziria uma tradição milenar à condição subalterna de horóscopo político.
O que pretendo é outra coisa: aceitar a porta que Knabben entreabriu e verificar até onde ela conduz quando atravessamos o peshat, que é o sentido imediato, e avançamos pelo remez e pelo derash, que são os territórios da alusão e da interpretação.
O primeiro passo já produz uma surpresa. O Salmo 19 afirma que ??????????? ?????? ?????, mishpetei Adonai emet, os juízos do Eterno são verdade, e acrescenta que são justos em conjunto; e no versículo imediatamente seguinte esses mesmos juízos são declarados mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ??, paz, que é o ouro fino, e mais doces do que o mel.
Julgamento, verdade, justiça, ouro depurado e doçura comparecem assim quase sem intervalo, numa sequência bíblica de densidade extraordinária, e é difícil atravessá-la justamente em Rosh Hashaná sem perceber aquilo que ela nos autoriza a pensar.
O propósito de Rosh Hashaná
Porque Rosh Hashaná não é apenas a festa de um ano que se inicia. A Mishná o apresenta como momento de julgamento, no qual todos os habitantes do mundo passam diante do Eterno, um por um, enquanto suas ações são examinadas.
E a imagem que a tradição depois consagrou, a das ovelhas que desfilam diante do pastor, existe precisamente para impedir que a multidão dissolva a responsabilidade de cada um.
O homem comparece sozinho, e é nesse ponto que o simbolismo se afasta da política para tornar-se muito mais exigente do que ela, porquanto é fácil desejar um ano em que a verdade exponha os outros e é dificílimo desejar um ano em que ela nos exponha a nós.
A palavra hebraica para verdade é ???, emet, e há algo de admirável em sua própria arquitetura, pois ela começa no ?, alef, primeira letra do alfabeto, passa pelo ?, mem, situado entre os extremos, e termina no ?, tav, que é a última.
De modo que a tradição pôde enxergar nessa disposição a imagem de uma verdade que não se contenta com o fragmento e exige o percurso inteiro.
O Talmud leva a observação adiante quando contrapõe emet a ???, sheker, a falsidade, notando que as letras de sheker se encontram vizinhas umas das outras, ao alcance da mão, enquanto as de emet se encontram distantes e obrigam a caminhar.
E notando ainda, na própria forma gráfica dos caracteres, que a falsidade se apoia precariamente enquanto a verdade repousa sobre base estável, donde a máxima segundo a qual a verdade permanece e a falsidade não permanece. Outro ensinamento acrescenta que o selo do Santo, bendito seja Ele, é emet.
Em uma linguagem menos religiosa
Talvez seja possível traduzir tudo isso para uma linguagem menos religiosa sem diminuir-lhe a força.
Verdade não é a correspondência instantânea entre uma afirmação e um pedaço avulso da realidade; é aquilo que resiste quando o começo, o meio e o fim são considerados em conjunto.
Quando a evidência favorável e a evidência contrária são submetidas ao mesmo critério, e quando a versão que desejamos verdadeira recebe exatamente o mesmo fogo que aplicamos à versão de nossos adversários.
O caminho até a verdade sob o viés jurídico
Disso decorrem consequências jurídicas, políticas e pessoais que a pressa costuma atropelar, porque um documento autêntico pode conter uma afirmação falsa, uma conversa verdadeira pode admitir interpretações divergentes.
Um fato provado pode ser incapaz de sustentar a conclusão que alguém pretende dele extrair, uma suspeita pode justificar a investigação sem justificar a condenação, e o levantamento de um sigilo pode trazer ao conhecimento público fatos importantes sem entregar, com eles, aquilo que chamaríamos a verdade do caso.
É aqui que eu modificaria uma das imagens de Knabben, e o faria precisamente porque a estimo, para conduzi-la um pouco mais longe.
Quando o sigilo cai, não é a verdade que aparece, ou pelo menos não é ainda: o que aparece é o minério, isto é, a matéria bruta na qual o ouro talvez esteja contido junto com tudo aquilo que ouro não é.
A verdade principia depois, quando o material revelado é confrontado com outros documentos, quando as versões se examinam reciprocamente, quando se estabelece a cronologia, quando se pergunta quem sabia o quê e em que momento veio a sabê-lo, quando se distingue o indício da prova.
A associação da causalidade, a proximidade da cumplicidade e a irregularidade do crime; e principia, sobretudo, no instante em que concedemos àquele de quem desconfiamos a possibilidade de que os fatos não signifiquem aquilo que gostaríamos que eles significassem.
Esse é o fogo. O fogo verdadeiro não é a publicação, mas o exame.
O ouro
Por isso a imagem do ouro é tão apropriada, já que ninguém reconhece o ouro porque alguém escreveu "ouro" sobre a pedra, sendo necessário separá-lo daquilo que o acompanha.
O livro dos Provérbios formula a metáfora com concisão admirável ao dizer que o crisol é para a prata e o forno para o ouro, mas que o Eterno é quem prova os corações, deslocando para o interior do homem o mesmo princípio que testa o meta.
E esse deslocamento é essencial, porque o refinamento que exigimos das instituições não pode ser recusado quando chega à consciência de quem o exige.
Quem sabe resida exatamente aí o risco das épocas politicamente polarizadas, nas quais todos pedem fogo, quase sempre para o outro.
O fogo
Queremos que ele alcance o adversário, o governante de quem desconfiamos, o magistrado cuja atuação contestamos, o partido que rejeitamos, o empresário que nos parece comprometido, o jornalista que julgamos parcial; e o fogo, assim manejado, deixa de ser instrumento de purificação para converter-se em simples arma.
Ora, o fogo que escolhe de antemão aquilo que deve queimar já não procura ouro nenhum: procura combustível.
Rosh Hashaná rompe essa facilidade, pois a tradição não põe cada homem diante do tribunal para que apresente o rol dos pecados alheios, mas o coloca ele próprio diante do Juiz, e essa distinção, que parece pequena, muda tudo.
É também aqui que a gematria, desde que tratada como linguagem simbólica e não como máquina de antecipar acontecimentos, oferece uma possibilidade fascinante.
O ano 5787
O ano que começa é 5787, escrito tradicionalmente ?????, e suas duas últimas letras formam ??, paz, valendo peh oitenta e zayin sete, de sorte que paz soma oitenta e sete: justamente uma das palavras bíblicas para o ouro fino, precioso, depurado, o mesmo paz do Salmo 19, no qual os juízos verdadeiros são declarados mais desejáveis do que o ouro e do que muito ouro fino.
Não é preciso afirmar que 5787 "significa" o ano do ouro; basta perceber que o número autoriza o jogo interpretativo, porque o símbolo não obriga a realidade, apenas nos oferece uma pergunta.
Que seja, pois, um ano de paz; mas de que ouro estamos falando? O ouro da prosperidade seria a leitura mais imediata, embora exista outra, espiritualmente mais interessante, que é a do ouro restante depois do refinamento, não o brilho mas a substância, não aquilo que parecia valioso antes do fogo mas aquilo que continua valendo depois dele.
A verdade por trás dos números
Podemos avançar mais um passo, declarando agora, sem sombra de ambiguidade, que entramos no terreno de uma construção interpretativa nossa. ???, emet, possui valor gemátrico quatrocentos e quarenta e um.
Pois alef vale um, mem vale quarenta e tav vale quatrocentos; e a soma de seus algarismos nos devolve nove, exatamente como a soma dos algarismos de 5787 nos devolve vinte e sete, cuja redução é igualmente nove.
Nenhum tribunal admitiria semelhante operação como prova, nenhuma investigação deveria orientar-se por ela e nada se demonstra com isso; a Cabala, porém, jamais reduziu o número à condição de perícia criminal, porque a gematria pertence a outra ordem de leitura e procura ressonâncias, e a ressonância, neste caso, é bela: 5787 e ??? se encontram no nove.
Há ainda outra, que me parece mais eloquente. Retirado o milhar, como ordinariamente se faz na representação abreviada do ano, restam 787, cujos algarismos somam vinte e dois, que é o número das letras fundamentais do alfabeto hebraico.
E restituído o milhar, a soma alcança vinte e sete, que é o número das formas gráficas quando às vinte e duas letras se acrescentam as cinco finais, ?, ?, ?, ?, ?.
Não apresento isso como ensinamento recebido dos sábios, e sim como remez, como alusão construída, e é precisamente por isso que vale perguntar o que ela nos permite enxergar.
787 nos conduz às vinte e duas letras, 5787 nos conduz às vinte e sete formas, e dentro desse alfabeto emet vai de alef a tav, do princípio ao fim, tendo entre ambos o caminho.
Talvez a verdade seja exatamente isso, aquilo que exige percorrer o alfabeto inteiro quando a mentira já encontrou três letras vizinhas bastantes para formar uma narrativa.
O nosso tempo
E temos aqui uma imagem quase perfeita do nosso tempo, no qual a informação nunca esteve tão disponível sem que a verdade se tornasse proporcionalmente mais fácil.
Recebemos em segundos documentos, gravações fragmentárias, mensagens extraídas de telefones, denúncias, vídeos, recortes, delações, manchetes, decisões judiciais e comentários instantâneos.
E cada fragmento pode ser rigorosamente verdadeiro sem que o quadro construído com eles deixe de ser falso, porque a mentira mais sofisticada dispensa a invenção de fatos e se contenta em selecionar verdades, sendo perfeitamente possível mentir apenas escolhendo com acerto aquilo que será mostrado e aquilo que permanecerá fora do enquadramento.
Emet exige o contrário: alef, mem, tav, o começo, o percurso e o fim.
O fogo imparcial
Isso nos devolve ao Brasil. Se os documentos antes sigilosos revelarem corrupção, que os responsáveis respondam, seja qual for sua posição, partido, ideologia ou função; se revelarem irregularidades cometidas por pessoas que admiramos, o fogo não pode ser diminuído para protegê-las.
E se as acusações dirigidas contra aqueles que combatemos não resistirem ao exame, tampouco nos é lícito conservar a condenação apenas porque ela nos convém politicamente. Fora disso não estaremos buscando verdade alguma, e sim escolhendo a escória e o ouro antes mesmo de acender o forno.
Shabbat
Existe ainda uma coincidência extraordinariamente apropriada a este ano, pois o primeiro dia de Rosh Hashaná, 12 de setembro de 2026, cai em Shabbat. Costumamos pensar a festa pelo som do shofar, aquele chamado ancestral que rompe o torpor da consciência.
Quando, porém, o primeiro dia coincide com o Shabbat, a prática rabínica tradicional é não tocá-lo, e a antiga tensão entre as expressões bíblicas yom teruá, dia do toque, e zikhron teruá, memória do toque, adquire uma ressonância especial.
Eis uma imagem que Knabben não utilizou e que me parece completar toda a construção: 5787 começa em silêncio.
O ano que podemos simbolicamente associar à verdade e ao refinamento não se inaugura com alguém gritando a verdade aos outros, e sim com a suspensão do som.
E talvez haja nisso uma sabedoria que nos escapa, a de ouvir antes de falar, de examinar antes de acusar, de ler o documento inteiro antes de decidir o que ele prova, de suportar a dúvida por algum tempo antes de converter o indício em certeza, e de perguntar de onde nós próprios precisamos retornar antes de exigir que alguém faça teshuvá.
O silêncio do primeiro dia não nega o shofar: prepara-o. E a dúvida metodológica não é inimiga da verdade, sendo antes uma das maneiras pelas quais nos recusamos a substituí-la pela pressa.
Após o percurso
É somente depois desse percurso que o Salmo 19 pode ser relido em toda a sua força. Aquilo que no início aparecia como uma sequência admirável de imagens revela agora uma ordem moral: os juízos são verdadeiros e justos, por isso valem mais do que o ouro fino e podem, enfim, ser mais doces do que o mel.
A doçura, portanto, não antecede a prova; vem depois dela.
O ouro tampouco é valioso porque reluz, mas porque suporta o processo que separa o metal daquilo que apenas o acompanha. Julgamento, verdade, ouro e mel deixam então de ser quatro símbolos justapostos e passam a formar um percurso.
Costumamos desejar Shaná Tová Umetuká, um ano bom e doce, comemos maçã com mel e pedimos que a doçura alcance aqueles que amamos; mas o Salmo impõe à metáfora uma condição mais austera, porque nele a doçura vem depois da verdade e o ouro vem depois da possibilidade do fogo.
Uma sociedade que deseja apenas o mel, recusando o julgamento, termina intoxicada pela própria complacência; uma sociedade que deseja apenas o fogo, recusando a misericórdia e o devido processo, termina incendiada pela vingança.
E o difícil, o raríssimo, é conservar unidos os elementos que nossa paixão gostaria de separar, a verdade e a misericórdia, o julgamento e a justiça, o rigor e a humildade.
Foi por isso que a mensagem de um amigo, recebida neste Rosh Hashaná, me pareceu completar involuntariamente a reflexão, pois ao desejar um ano bom e doce ele pediu ao Todo-Poderoso que nos ajudasse a discernir entre o certo e o errado, a vítima e o culpado.
Discernir
A palavra essencial talvez seja discernir, que não é punir, nem absolver, nem confirmar aquilo que já pensávamos; e o fogo também discerne, uma vez que não cria o ouro e apenas revela a diferença entre aquilo que é ouro e aquilo que estava a ele misturado.
Talvez seja essa a leitura mais fértil de 5787.
Não o ano em que nossos adversários serão desmascarados, o que seria pequeno demais; nem o ano em que uma profecia judaica se realizaria no Brasil, o que seria converter o símbolo em superstição.
Mas um ano no qual aceitemos a disciplina do fogo, com as instituições submetidas à prova, as autoridades submetidas à prova, as acusações submetidas à prova, as narrativas submetidas à prova e, acima de tudo, nós mesmos submetidos ao critério que exigimos dos outros.
A pergunta
Porque ao final existe uma pergunta da qual ninguém escapa, e ela indaga o que restará de nós quando o fogo terminar.
Se nossas convicções sobreviverão às evidências que as contrariam, se nossa indignação continuará a mesma quando o culpado pertencer ao nosso lado, se nossa defesa do devido processo permanecerá firme quando o acusado for alguém que detestamos, se nossa exigência de transparência subsistirá quando os documentos atingirem aqueles que admiramos.
Caso não permaneça, aquilo que chamávamos princípio era apenas preferência; caso permaneça, teremos encontrado ouro.
Talvez seja por isso que emet é palavra tão exigente, começando no alef e só terminando no tav, sem permitir que desçamos do percurso na letra que mais nos convém.
A verdade pede o alfabeto inteiro.
o ouro, o fogo e a exposição
E talvez esteja aí a mais bela possibilidade escondida na aproximação que Knabben percebeu, pois ele viu o ouro, o fogo e a exposição daquilo que estava oculto, e nos é dado subir em seus ombros para enxergar um pouco mais longe.
O sigilo levantado não é o fim, mas o começo; o escândalo não é a verdade, mas matéria de investigação; o fogo não é a sentença, mas o processo de separação; o ouro não é aquele que acusa, mas aquilo que resiste.
E Rosh Hashaná não é o tribunal ao qual conduzimos nossos inimigos para que sejam julgados, e sim o dia em que descobrimos que também estamos na fila, um a um, diante do mesmo Juiz.
Talvez seja por isso, ainda, que o novo ano possa começar no silêncio e terminar numa oração.
Que 5787 seja realmente um ano de ??, de ouro fino, não porque tudo aquilo que desejamos venha a prosperar, mas porque tenhamos a coragem de colocar no fogo o que julgávamos precioso para descobrir-lhe o valor verdadeiro.
Que seja um ano de ???, não porque os outros sejam afinal desmascarados, mas porque aceitemos a verdade inteira, inclusive quando ela nos constranger; que a justiça saiba distinguir o culpado da vítima, que a misericórdia jamais se converta em cumplicidade e que o rigor jamais se converta em vingança;
Que aquilo que estiver escondido venha à luz quando a justiça o exigir, e que aquilo que vier à luz não seja condenado antes de atravessar o exame.
E que, terminado o fogo, reste o que é real, porque se for ouro há de permanecer e se for verdade há de permanecer, sendo todo o resto apenas brilho.
Shaná Tová Umetuká.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
TRE manda retirar propaganda de Raquel Lyra que relaciona João Campos a denúncia em concurso público
13/09/2026
Debate
O tema também foi abordado por Raquel Lyra durante o debate promovido pela Rádio Cidade FM, em Caruaru, na sexta-feira (11). A candidata usou uma réplica para afirmar que nunca foi "fura-fila" e voltou a citar a controvérsia envolvendo a alteração do resultado da seleção, que resultou na nomeação do filho de um juiz .
A decisão
A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo em ação movida pela Frente Popular de Pernambuco, coligação que representa João Campos. No documento, o magistrado concedeu tutela de...
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE) determinou a retirada de uma peça de propaganda da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) que relaciona o ex-prefeito do Recife e também candidato ao governo, João Campos (PSB), às denúncias de um suposto favorecimento na mudança do resultado de um concurso público para procurador do município, em 2025.
Debate
O tema também foi abordado por Raquel Lyra durante o debate promovido pela Rádio Cidade FM, em Caruaru, na sexta-feira (11). A candidata usou uma réplica para afirmar que nunca foi "fura-fila" e voltou a citar a controvérsia envolvendo a alteração do resultado da seleção, que resultou na nomeação do filho de um juiz .
A decisão
A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo em ação movida pela Frente Popular de Pernambuco, coligação que representa João Campos. No documento, o magistrado concedeu tutela de urgência para interromper a veiculação da propaganda.
Solicitou
No processo, a defesa do ex-prefeito também solicitou um direito de resposta. No entanto, o desembargador eleitoral determinou que esse pedido fosse analisado posteriormente pela Justiça Eleitoral.
Recife celebra Parada da Diversidade na orla de Boa Viagem
13/09/2026
Conscientização sobre a importância do voto
Em ano eleitoral, o evento trouxe como lema a conscientização a respeito da importância do voto.
Com o tema “De pé, com o orgulho – Nossos corpos existem, nosso voto decide”, a edição de 2026 terá como um dos principais focos a participação política da população LGBTQIA+, no âmbito das Eleições 2026.
Representatividade
A proposta é relacionar a defesa de direitos e a representatividade à importância do voto e da participação nas decisões que afetam a sociedade.
Primeiro desfile
A Parada da Diversidade teve seu primeiro desfile realizado em junho de 2002. Em 2026, pelo segundo ano consecutivo, não haverá o desfile de trios elétricos pela Avenida Boa Viagem por...
Centenas de pessoas se reuniram hoje, domingo, (13/09), na orla de Boa Viagem, no Parque Dona Lindu, para celebrar a 25ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco.
Conscientização sobre a importância do voto
Em ano eleitoral, o evento trouxe como lema a conscientização a respeito da importância do voto.
Com o tema “De pé, com o orgulho – Nossos corpos existem, nosso voto decide”, a edição de 2026 terá como um dos principais focos a participação política da população LGBTQIA+, no âmbito das Eleições 2026.
Representatividade
A proposta é relacionar a defesa de direitos e a representatividade à importância do voto e da participação nas decisões que afetam a sociedade.
Primeiro desfile
A Parada da Diversidade teve seu primeiro desfile realizado em junho de 2002. Em 2026, pelo segundo ano consecutivo, não haverá o desfile de trios elétricos pela Avenida Boa Viagem por causa das obras na orla da praia. Também foram montados esquemas especiais de trânsito e segurança, com uso de drones e sistema de reconhecimento facial.
Organizado
O evento é organizado pela Associação da Parada da Diversidade de Pernambuco (APDPE), que reúne entidades ligadas ao movimento LGBTQIA+
Boa pergunta - Raquel Teixeira Lyra teria que devolver o R$ 1,2 milhão que recebeu a mais do que poderia?
13/09/2026
A governadora tem reafirmado nas redes sociais que seu patrimônio é inferior a R$ 400 mil. E, segundo sua declaração à Justiça Eleitoral, conseguiu a proeza de ter R$ 1,00 na conta corrente.
O fato
Professor de Direito Constitucional ouvido pelo site Brasil 247 afirma que Constituição não permite a governante de Estado optar pela remuneração do cargo de origem e cita precedente do STF que restringe essa possibilidade a prefeitos e vereadores.
Pela lei
Uma norma aprovada pela Assembleia Legislativa não pode criar uma possibilidade de remuneração incompatível com os limites estabelecidos pela Constituição.
Nesse caso
Se prevalecer esse entendimento,
e ficar comprovada a má-fé, qualq...
A questão do salário da governadora levanta outra pergunta incômoda: onde danado foi parar esse dinheirão todo, mais de R$ 2 milhões e duzentos mil que ela recebeu como procuradora?
A governadora tem reafirmado nas redes sociais que seu patrimônio é inferior a R$ 400 mil. E, segundo sua declaração à Justiça Eleitoral, conseguiu a proeza de ter R$ 1,00 na conta corrente.
O fato
Professor de Direito Constitucional ouvido pelo site Brasil 247 afirma que Constituição não permite a governante de Estado optar pela remuneração do cargo de origem e cita precedente do STF que restringe essa possibilidade a prefeitos e vereadores.
Pela lei
Uma norma aprovada pela Assembleia Legislativa não pode criar uma possibilidade de remuneração incompatível com os limites estabelecidos pela Constituição.
Nesse caso
Se prevalecer esse entendimento,
e ficar comprovada a má-fé, qualquer servidor público pode ser obrigado a devolver a diferença. Com R$ 1,00 na conta, será complicado.