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Música e literatura - Bairro da Ermidinha realiza 1ª  Feira Cultural em Floresta no Pernambuco

15/04/2025

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O poético bairro de onde se descortina um belo pôr do sol. No próximo sábado (19/04) às 17 horas, o bairro da Ermidinha viverá um momento de confraternização, com a realização da 1ª  Feira Cultural da cidade.

Atrações

O evento terá comidas típicas, música, artesanato e apreciação do por do sol. Essas atrações segundo os organizadores simbolicamente representará um movimento de Voluntariado , retomando uma identidade que torna Floresta um município de tradições diferenciadas.

A feirinha

A feirinha de arte e artesanato contará com degustação de sabores, trilha sonora, com apresentação de um coral que vai cantar músicas que fazem parte de nosso imaginário coletivo.

O Projeto

O Projeto Floresta + Linda e Empreendedora, coordenado por Gracinha Novaes em parceria com o projeto Guardiões, liderado por Guto Ferraz, organizou uma rifa de uma obra de arte de Beth Marques, um ventilad...

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O poético bairro de onde se descortina um belo pôr do sol. No próximo sábado (19/04) às 17 horas, o bairro da Ermidinha viverá um momento de confraternização, com a realização da 1ª  Feira Cultural da cidade.

Atrações

O evento terá comidas típicas, música, artesanato e apreciação do por do sol. Essas atrações segundo os organizadores simbolicamente representará um movimento de Voluntariado , retomando uma identidade que torna Floresta um município de tradições diferenciadas.

A feirinha

A feirinha de arte e artesanato contará com degustação de sabores, trilha sonora, com apresentação de um coral que vai cantar músicas que fazem parte de nosso imaginário coletivo.

O Projeto

O Projeto Floresta + Linda e Empreendedora, coordenado por Gracinha Novaes em parceria com o projeto Guardiões, liderado por Guto Ferraz, organizou uma rifa de uma obra de arte de Beth Marques, um ventilador e um liquidificador (doados respectivamente por Guto Ferraz, Paula Moraes e Letícia Ferraz).

A rifa

A quota da rifa é de apenas R$ 10,00 e pode ser adquirida pelo pix gutoferraz@uol.com.br. Importante encaminhar o comprovante para Eliadja (+55 87 99640-9788) para que possa escolher os seus números. (O Poder)

Leia outras informações

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Guerra no Oriente Médio - Irã rejeita negociar após fracasso de ataques de Trump

27/07/2026

Apesar de Donald Trump ter suspendido no fim de semana os ataques pontuais ao Irã, após ter sido advertido pela cúpula militar dos Estados Unidos de que a campanha não estava tendo efeito, o governo da teocracia rejeitou hoje, segunda-feira, 27/07, reabrir negociações de paz.

Versão de Trump

Já o presidente americano disse ao site Axios que "está em conversas muito profundas com o Irã" e que pode tomar "ação militar forte" se não houver avanços. Ele já afirmou isso antes, inclusive na semana passada. "Não [darei] muito tempo. Ou vai rapidamente, ou não vai", completou.

Irã

O porta-voz diplomático do Irã, Esmail Baghaer, também afirmou que seu país irá cessar os ataques retaliatórios contra no Golfo Pérsico enquanto Trump fizer o mesmo. Ainda assim, grupos regionais ligados a Teerã fizeram lançamentos pontuais de drones contra aliados americanos na região, em um aparente teste de estresse.

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Apesar de Donald Trump ter suspendido no fim de semana os ataques pontuais ao Irã, após ter sido advertido pela cúpula militar dos Estados Unidos de que a campanha não estava tendo efeito, o governo da teocracia rejeitou hoje, segunda-feira, 27/07, reabrir negociações de paz.

Versão de Trump

Já o presidente americano disse ao site Axios que "está em conversas muito profundas com o Irã" e que pode tomar "ação militar forte" se não houver avanços. Ele já afirmou isso antes, inclusive na semana passada. "Não [darei] muito tempo. Ou vai rapidamente, ou não vai", completou.

Irã

O porta-voz diplomático do Irã, Esmail Baghaer, também afirmou que seu país irá cessar os ataques retaliatórios contra no Golfo Pérsico enquanto Trump fizer o mesmo. Ainda assim, grupos regionais ligados a Teerã fizeram lançamentos pontuais de drones contra aliados americanos na região, em um aparente teste de estresse.




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Governador de Buenos Aires critica falas de Milei na convenção do PL: "vergonha alheia"

27/07/2026

O governador de Buenos Aires, na Argentina, Axel Kicillof, criticou o discurso que o presidente argentino, Javier Milei, fez durante a convenção do PL em São Paulo no fim de semana. Kicillof chamou de "vergonha alheia" as falas de Milei, que criticou o governo brasileiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Alexandre de Moraes.



Discurso de Milei

No discurso, o presidente argentino chamou Moraes, que impediu que Milei visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro, de "lixo careca", e o presidente Lula de "presidiário". As falas fizeram o Itamaraty convocar o embaixador em Buenos Aires, em ato de protesto.



Governador de Buenos Aires

"Assistimos com constrangimento ao presidente Milei ofender e insultar o governo brasileiro, seu presidente e toda uma nação. Da província de Buenos Aires, reafirmamos que a Argentina respeita as nações irmãs e está comprometida com a integração regi...

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O governador de Buenos Aires, na Argentina, Axel Kicillof, criticou o discurso que o presidente argentino, Javier Milei, fez durante a convenção do PL em São Paulo no fim de semana. Kicillof chamou de "vergonha alheia" as falas de Milei, que criticou o governo brasileiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Alexandre de Moraes.



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Discurso de Milei

No discurso, o presidente argentino chamou Moraes, que impediu que Milei visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro, de "lixo careca", e o presidente Lula de "presidiário". As falas fizeram o Itamaraty convocar o embaixador em Buenos Aires, em ato de protesto.



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Governador de Buenos Aires

"Assistimos com constrangimento ao presidente Milei ofender e insultar o governo brasileiro, seu presidente e toda uma nação. Da província de Buenos Aires, reafirmamos que a Argentina respeita as nações irmãs e está comprometida com a integração regional", escreveu Kicillof em suas redes sociais. O governador portenho — um dos principais opositores políticos de Milei e ex-ministro da Economia durante o governo da ex-presidente Cristina Kirchner — disse ainda que ligou para o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Kicillof afirmou ter transmitido ao chanceler brasileiro que "Milei não representa o sentimento do povo argentino". "O Brasil é o nosso principal parceiro comercial. Com essas provocações, Milei coloca em risco investimentos, exportações, milhares de empregos e os interesses da Argentina — tudo isso para apoiar um candidato a mando de Trump. A relação com o Brasil exige responsabilidade, não provocação", escreveu ele.



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Itamaraty

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir hoje, 27/07, com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, a prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países. A medida ocorre após discurso do presidente argentino Javier Milei na convenção do PL, no sábado, 25/07. Ontem, 26/07, o governo brasileiro decidiu chamar Bitelli para consultas em Brasília. O embaixador chegou em solo brasileiro na manhã de hoje. Além disso, o Itamaraty também convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para "transmitir a repulsa" do governo brasileiro e cobrar explicações sobre a atuação de Milei em território nacional.




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"Milagre (econômico ) em Fátima, Portugal" - Por Jarbas Beltrão*

27/07/2026

'Lisboa - Fátima'

No dia 14/09/2025, em razão de minha viagem com destino ao leste europeu, fiz uma parada em Lisboa, seguindo de Lisboa para a cidade de Fátima.

Por dois dias me hospedei com minha esposa num simpático Hotel denominado Santo Antônio de Pádua. No restaurante do Hotel, fiz todas as refeições por dois dias. Bom serviço, climatização de boa condição, boa culinária e excelentes vinhos, tudo com preços acessíveis

Pela quarta vez estive em Fátima, a última foi em 2023. Verificamos que a cidade tem sempre nos surpreendido com seu crescimento econômico, mesmo com uma situação nacional portuguesa, nada boa.

'Exemplo de Fátima'

Fátima é um exemplo de cidade com vida econômica ancorada e inspirada em vocação local.

É, principalmente no turismo religioso, que encontra-se o eixo da economia da cidade, irradiando seu crescimento para toda a região que possui proximidades da cid...

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'Lisboa - Fátima'

No dia 14/09/2025, em razão de minha viagem com destino ao leste europeu, fiz uma parada em Lisboa, seguindo de Lisboa para a cidade de Fátima.

Por dois dias me hospedei com minha esposa num simpático Hotel denominado Santo Antônio de Pádua. No restaurante do Hotel, fiz todas as refeições por dois dias. Bom serviço, climatização de boa condição, boa culinária e excelentes vinhos, tudo com preços acessíveis

Pela quarta vez estive em Fátima, a última foi em 2023. Verificamos que a cidade tem sempre nos surpreendido com seu crescimento econômico, mesmo com uma situação nacional portuguesa, nada boa.

'Exemplo de Fátima'

Fátima é um exemplo de cidade com vida econômica ancorada e inspirada em vocação local.

É, principalmente no turismo religioso, que encontra-se o eixo da economia da cidade, irradiando seu crescimento para toda a região que possui proximidades da cidade.

É um testemunho de que crescimento econômico, não tem de ser fenômeno estimulado ou planejado pelo Estado.

Não é o Estado que detém a iniciativa ou a "batuta" do crescimento econômico. Ele entra como facilitador da vida econômica. Como necessária ancoragem de apoio aos empreendimentos.

Ao Estado, cabe construções da infra-estrutura, autovias, ferrovias, abastecimento d'água, energia elétrica, saneamento, indústrias de base; isto quando necessário, além de segurança pública e outras garantias.

Em muitas situações a iniciativa privada supre tais iniciativas de infra-estrutura, casos da Inglaterra e Estados Unidos.

A cidade de Fátima, nasceu / desenvolve-se com uma revelação religiosa, a partir da aparição de Nossa Senhora para três crianças campesinas, e ali revelou segredos proféticos que atingiriam toda Humanidade.

'Fátima e as peregrinações'

A fé cristã em especial dos Católicos, transformou a cidade em local obrigatório de peregrinações de várias nacionalidades, com adorações, e agradecimentos de graças alcançadas pr fiéis, principamente Católicos romanos.

Também, pra Fátima, seguem fiéis em busca do alcançe de milagres e auxílios de Nossa Senhora de Fátima.



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Fiéis de todo mundo procuram aquele destino, e até os não-cristãos fiéis de outros credos bem os que se revelan ateus.

'Efeitos da demanda por Fátima'

A demanda pela cidade é a razão para o surgimento de uma infinidade de iniciativas econômicas de diversas dimensões e categorias, que geraram e geram surgimento de diversos empreendimentos, como: Hotéis, restaurantes, lojas de souveniers, agências de turismo, empresas de transportes, manutenções de empreendimentos públicos e privados, comércio, indústrias e artesanato etc.

Fátima tem setores de sua economia onde se manifesta o "lasser faire / lasser lasser", com grande evidência.

Em qualquer economia onde se cultue a liberdade, essa fórmula sempre será praticada, com mais ou com menos energia empreendedora.

'Irradiação da liberdade econômica'

Diante da possibilidade de sustentação de famílias, as mesmas ficam radicadas naquela "urbe"; são os grupos que farão parte de empreendimentos ligados ao fornecimento e abastecimentos vários e serviços de manutenção.

Surgem empresas de atendimentos para a população local, saúde, educação, segurança privada, mercados, lazer e por aí vai.

'O mercado é um jardim econômico"

É da forma que aqui apresento que, nasce e floresce a economia; um "jardim" com diversos produtos e mercados domésticos que florescem.

Mercados com diversas/desiguais camadas; comprova- se desta forma que "desigualdade não é uma falha do sistema, desigualdade é o aviso que, o sistema está funcionando".

Dentro desse sistema existem canais de mobilidade social, daí prosperidade social ou perdas de lugares na hierarquia.

O mercado é um mosaico de diferentes cores e cortes; defender um homogenizacão é defender seu fim - propósito do socialismo coletivista estatizante - é defender o "reset civilizacional".

Portanto, dentro dos empreendimentos nascem hierarquias de ocupações/empregos, trabalhos e camadas sociais de diferentes posições e rendas,

De acordo com suas diferentes posições naquela hierarquia de trabalho, surgem diferentes e desiguais formas de consumo, gerando outras formas de trabalho. Muitas se afastam das formas originais e tradicionais.

'Formação de uma Ordem econômica'

Assim se formam as ordens econômicas, elas muitas vezes vão incorporando outras ordens, formando uma ordem econômica que fará parte de uma organização superior, a "Ordem nacional e global.

É o fenômeno econômico descrito por Frederich Hayeck em sua obra: "Erros fatais do Socialismo" .



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Na originalidade a economia é uma construção carregada de espontaneidade da ação humana, tentar transformá-la em algo que só se mexe com a mão do planejador "Estado /Partido aí sim, é leva-la ao caos - como tem sido levada pelos experimentos estatizantes.

Planificar a retirada da "injustiça" (?) ("falha do sistema") substituindo-a por uma "igualdade social artificial" é destruir a civilização.


Fica dito


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Fortalecer as Medidas Protetivas também significa preservar sua finalidade. - Alfredo Cabral de Melo*

27/07/2026

A Lei Maria da Penha representa uma das maiores conquistas do Direito brasileiro na proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. As medidas protetivas de urgência, por sua natureza preventiva, constituem instrumentos indispensáveis para interromper ciclos de violência e assegurar a tutela de direitos fundamentais.

A efetividade desse sistema depende da resposta rápida do Estado, mas também da permanente observância da finalidade para a qual esses mecanismos foram concebidos.

Em conflitos familiares de alta litigiosidade, especialmente aqueles que envolvem guarda, convivência e dissolução da sociedade conjugal, podem surgir alegações que exigem do Poder Judiciário uma análise técnica, criteriosa e individualizada. Isso não significa colocar em dúvida a palavra da vítima ou relativizar a gravidade da violência doméstica. Significa reconhecer que toda decisão judicial deve ser construída a partir das provas produzidas e orientada pelo...

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A Lei Maria da Penha representa uma das maiores conquistas do Direito brasileiro na proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. As medidas protetivas de urgência, por sua natureza preventiva, constituem instrumentos indispensáveis para interromper ciclos de violência e assegurar a tutela de direitos fundamentais.

A efetividade desse sistema depende da resposta rápida do Estado, mas também da permanente observância da finalidade para a qual esses mecanismos foram concebidos.

Em conflitos familiares de alta litigiosidade, especialmente aqueles que envolvem guarda, convivência e dissolução da sociedade conjugal, podem surgir alegações que exigem do Poder Judiciário uma análise técnica, criteriosa e individualizada. Isso não significa colocar em dúvida a palavra da vítima ou relativizar a gravidade da violência doméstica. Significa reconhecer que toda decisão judicial deve ser construída a partir das provas produzidas e orientada pelo devido processo legal.

Quando se fala em eventuais desvios de finalidade na utilização das medidas protetivas, trata-se de hipóteses excepcionais, cuja demonstração exige cautela e fundamentação consistente. O reconhecimento dessa possibilidade não enfraquece a Lei Maria da Penha; ao contrário, contribui para preservar sua legitimidade e sua credibilidade institucional.

Em um Estado Democrático de Direito, proteção às vítimas, segurança jurídica e garantias fundamentais não são valores concorrentes. São princípios que se complementam e que devem orientar a atuação do sistema de justiça na busca por soluções que conciliem efetividade, responsabilidade e respeito à dignidade da pessoa humana.

Fortalecer a Lei Maria da Penha é garantir que suas medidas protetivas continuem cumprindo sua missão constitucional: proteger quem efetivamente necessita, com celeridade, sensibilidade e rigor jurídico.


*Alfredo Cabral de Melo, Advogado, Parecerista, Especialista em Direito de Família e Sucessões, Direito Civil e Processo Civil, Membro da ISFL - International Society of Family Law, Membro da Comissão de Direito Eleitoral - OAB/PE, Membro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/PE, Criador e apresentador do Podcast Jurídico - "Cláusula Aberta" pelo YouTube (Link: http://www.youtube.com/@clausulaaberta). @alfredo.cabral.de.melo



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Academia (Segunda Parte) - Crônica - Por Romero Falcão*

27/07/2026

Há um mês e meio entrei para uma academia. Não, caro leitor, não é academia de gente ilustre nas letras; é academia de fazer músculos importantes. Escrevi uma crônica neste jornal, "Robôs me Abraçando", em que narrei minhas impressões das três primeiras aulas experimentais — 0800. Agora continuo a parada, contando a evolução do meu voo de galinha.

Barriga Tanquinho

Meus cambitos engrossaram alguns milímetros. Engrossaram? Ou é ilusão do espelho? Por falar em espelho, paguei com a língua — ou melhor, com a pena. No texto anterior, meti o sarrafo nos garotões de olhos fixos nos espelhos. Não é que estou fazendo o mesmo. Olho-me de lado, de frente, de costas, procurando ver o que ainda não tenho. Imaginando uma barriga tanquinho. Será possível nesta idade? Que coisa ridícula.

Chega de Bobagem

Mas nós, acadêmicos dos ferros, temos um salvo-conduto literário: Clarice Lispector tinha um fascínio pelos espelhos. Escrev...

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Há um mês e meio entrei para uma academia. Não, caro leitor, não é academia de gente ilustre nas letras; é academia de fazer músculos importantes. Escrevi uma crônica neste jornal, "Robôs me Abraçando", em que narrei minhas impressões das três primeiras aulas experimentais — 0800. Agora continuo a parada, contando a evolução do meu voo de galinha.

Barriga Tanquinho

Meus cambitos engrossaram alguns milímetros. Engrossaram? Ou é ilusão do espelho? Por falar em espelho, paguei com a língua — ou melhor, com a pena. No texto anterior, meti o sarrafo nos garotões de olhos fixos nos espelhos. Não é que estou fazendo o mesmo. Olho-me de lado, de frente, de costas, procurando ver o que ainda não tenho. Imaginando uma barriga tanquinho. Será possível nesta idade? Que coisa ridícula.

Chega de Bobagem

Mas nós, acadêmicos dos ferros, temos um salvo-conduto literário: Clarice Lispector tinha um fascínio pelos espelhos. Escreveu até um texto sobre eles. O que existiria além da imagem comprometida pelo superficial? Olha o que ela disse: "Quem olha um espelho conseguindo, ao mesmo tempo, isenção de si mesmo; quem consegue vê-lo sem se ver; quem entende que sua profundidade é ele ser vazio; quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestígio da própria imagem — então percebeu seu mistério."

Chega de bobagem. Vamos ao essencial do mundo do treino.

Peço Ajuda aos Confrades

Deu trabalho criar intimidade com as máquinas. Regulagem das pernas, altura do banco, posição da cabeça. Puxa alavanca. Ajusta daqui, dali. Peço ajuda aos confrades. Um deles disse:

— Depois da primeira semana, você pega o jeito.

Respondi:

— Que jeito? Estou há um mês aqui.

O homem fez uma cara que parecia dizer, na melhor das hipóteses:

— Coitado... Na certa sofre de algum dano cognitivo.

Tudo Vai Desabar

Mas sinto que estou evoluindo. E me enturmando com a galera. Na esteira ao meu lado, um jovem corre feito louco. A pisada é tão forte que parece que tudo vai desabar.

Pausa para Hidratação

Rapei as economias e comprei uma garrafa decente, capaz de fazer frente às dos meus colegas. Não pega bem carregar uma garrafinha plástica de água mineral. Já não passo vergonha na pausa para hidratação. Estou pegando o jeito.

Indústria do Bumbum

Também confesso que venho estudando a indústria do bumbum: do corte dos tecidos — calças coladíssimas — aos efeitos das máquinas e dos suplementos que prometem definir o músculo mais cobiçado da República.

Toda Discrição é Pouca

A academia me oferece mais do que saúde e boa forma. Ela me abriu um novo universo para explorar a seco, a frio e a fundo. No entanto, tenho receio de que meu apuro observador acabe sendo mal interpretado por algum glúteo avantajado. Deus me livre. Toda discrição é pouca. Afinal, o Estatuto do Idoso não faz milagre.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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A vida real não cabe no papel - A ilusão de moldar o homem por decreto, por Zé da Flauta

27/07/2026

Há uma arrogância histórica que habita os gabinetes acarpetados e as mentes dos engenheiros sociais de ocasião: a ilusão de que o mundo pode ser reduzido a um plano perfeito desenhado numa folha de papel.

Do alto de suas torres de marfim, burocratas e doutrinadores passam a vida rabiscando decretos, tabelando a economia e inventando "novos homens" como quem desenha plantas de edifícios que jamais habitarão. Acreditam, na sua soberba tecnocrática, que a sociedade é uma imensa massa de modelar à espera de um sopro divino vindo de cima. Só esquecem um detalhe fundamental: o papel aceita qualquer bobagem, mas o chão da vida cobra a conta de cada linha mal traçada.

Donos do plano

Quando a ordem vem de cima para baixo, sem pedir licença à cultura, à história e à natureza de quem vive na ponta, o desastre é questão de tempo. A vida real tem um temperamento arisco que não se deixa enquadrar em estatísticas frias ou planilhas de gabinete.

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Há uma arrogância histórica que habita os gabinetes acarpetados e as mentes dos engenheiros sociais de ocasião: a ilusão de que o mundo pode ser reduzido a um plano perfeito desenhado numa folha de papel.

Do alto de suas torres de marfim, burocratas e doutrinadores passam a vida rabiscando decretos, tabelando a economia e inventando "novos homens" como quem desenha plantas de edifícios que jamais habitarão. Acreditam, na sua soberba tecnocrática, que a sociedade é uma imensa massa de modelar à espera de um sopro divino vindo de cima. Só esquecem um detalhe fundamental: o papel aceita qualquer bobagem, mas o chão da vida cobra a conta de cada linha mal traçada.

Donos do plano

Quando a ordem vem de cima para baixo, sem pedir licença à cultura, à história e à natureza de quem vive na ponta, o desastre é questão de tempo. A vida real tem um temperamento arisco que não se deixa enquadrar em estatísticas frias ou planilhas de gabinete.

O burocrata não sabe o preço do pão no balcão da padaria, não entendem a dor do comerciante que mata um leão por dia e muito menos o valor do suor de quem produz. Na tentativa de impor uma utopia geométrica sobre uma realidade viva e imperfeita, os "donos do plano" acabam criando monstros: a escassez vira norma, a liberdade vira ameaça e o cidadão comum é tratado como um mero detalhe atrapalhando a perfeição do projeto.

O legítimo e duradouro

O resultado desse divórcio entre o papel e o chão é sempre a violência. Como a realidade teima em não se curvar ao dogma escrito no Diário Oficial, quem está no topo nunca admite o erro da teoria; prefere culpar a realidade. Dobram a aposta, aumentam a fiscalização, criam novas proibições e tentam dobrar o povo na marra. Foi assim em todas as grandes tiranias da história e continua sendo assim nas pequenas tiranias do cotidiano moderno.

Esquece-se que tudo o que é legítimo, sólido e duradouro na história humana não nasceu de uma canetada autoritária, mas de baixo para cima: na confiança do aperto de mão, no comércio honesto, no respeito mútuo e na sabedoria acumulada pelas gerações.

O vento da realidade

A grande tragédia do nosso tempo é continuar entregando o destino de quem trabalha duro nas mãos daqueles que só conhecem o mundo através da tinta dos relatórios. Nenhuma teoria, por mais bonita que pareça no papel, tem o direito de triturar o brio do indivíduo ou a vocação de um povo.

Enquanto o mundo continuar acreditando que a felicidade e a ordem podem ser decretadas por quem nunca pisou no barro da existência, continuaremos assistindo ao mesmo espetáculo triste: catedrais de papel rindo do povo, até que o primeiro vento forte da realidade as derrube.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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"Paulista Centenária" - Por Ricardo Andrade*

27/07/2026

"Paulista Centenária" é um espaço-tempo, uma plataforma de debates, sugestões e propostas, visando contribuir com o planejamento a médio e longo prazo, da cidade do Paulista, face ao seu centenário(1935/2035), que se avizinha. Numa iniciativa do Movimento Pró-Museu, que completa 21 anos em julho de 2026, e com o apoio do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arquitetônico, Antropológico do Paulista), da TGI, da Revista AlgoMais, e da Uninassau, receberemos a exposição do Arquiteto e Urbanista, Francisco Cunha, que irá abordar sobre o tema, "PLANEJAMENTO URBANO DE LONGO PRAZO, uma necessidade urgente". O evento ocorrerá no Auditório da Uninassau/Paulista, no dia 30 de junho, às 15h00.



Prof. Francisco Cunha

Nessa palestra de Francisco Cunha, no dia 30, às 15h no Auditório da Uninassau, comemoraremos os 21 anos do Movimento Pró-Museu. Vale salientar que o Prof. Francisco Cunha, possui larga experiência, no que tange ao planejamento,...

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"Paulista Centenária" é um espaço-tempo, uma plataforma de debates, sugestões e propostas, visando contribuir com o planejamento a médio e longo prazo, da cidade do Paulista, face ao seu centenário(1935/2035), que se avizinha. Numa iniciativa do Movimento Pró-Museu, que completa 21 anos em julho de 2026, e com o apoio do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arquitetônico, Antropológico do Paulista), da TGI, da Revista AlgoMais, e da Uninassau, receberemos a exposição do Arquiteto e Urbanista, Francisco Cunha, que irá abordar sobre o tema, "PLANEJAMENTO URBANO DE LONGO PRAZO, uma necessidade urgente". O evento ocorrerá no Auditório da Uninassau/Paulista, no dia 30 de junho, às 15h00.



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Prof. Francisco Cunha

Nessa palestra de Francisco Cunha, no dia 30, às 15h no Auditório da Uninassau, comemoraremos os 21 anos do Movimento Pró-Museu. Vale salientar que o Prof. Francisco Cunha, possui larga experiência, no que tange ao planejamento, formulação, implementação, monitoramento etc no ciclo das políticas públicas, e suas práticas e perspectivas inovadoras.



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*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370



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Buchada e Trump, por Roberto Vieira*

27/07/2026

A discussão sobre um eventual terceiro mandato de Donald Trump reacendeu o debate político e constitucional nos Estados Unidos. Até meados do século XX, a limitação de dois mandatos não era uma regra escrita na Constituição, mas sim uma forte tradição política inaugurada por George Washington, que recusou concorrer a um terceiro mandato em 1797 para evitar qualquer semelhança com o poder monárquico.

Essa barreira informal foi quebrada em 1940 por Franklin D. Roosevelt (FDR). O contexto extraordinário que justificou essa quebra de tradição foi a dupla crise global: a Grande Depressão econômica interna e a ascensão do nazifascismo que culminou na Segunda Guerra Mundial.


Getúlio Vargas

A manifestação oficial do governo brasileiro, expressa nos telegramas trocados entre os presidentes, traduziu a reeleição de Roosevelt como um triunfo da estabilidade hemisférica e da Política de Boa Vizinhança.

Para Vargas, que go...

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A discussão sobre um eventual terceiro mandato de Donald Trump reacendeu o debate político e constitucional nos Estados Unidos. Até meados do século XX, a limitação de dois mandatos não era uma regra escrita na Constituição, mas sim uma forte tradição política inaugurada por George Washington, que recusou concorrer a um terceiro mandato em 1797 para evitar qualquer semelhança com o poder monárquico.

Essa barreira informal foi quebrada em 1940 por Franklin D. Roosevelt (FDR). O contexto extraordinário que justificou essa quebra de tradição foi a dupla crise global: a Grande Depressão econômica interna e a ascensão do nazifascismo que culminou na Segunda Guerra Mundial.


Getúlio Vargas

A manifestação oficial do governo brasileiro, expressa nos telegramas trocados entre os presidentes, traduziu a reeleição de Roosevelt como um triunfo da estabilidade hemisférica e da Política de Boa Vizinhança.

Para Vargas, que governava o Brasil sob o Estado Novo, a continuidade de Roosevelt simbolizava uma aliança estratégica fundamental para a segurança e a coesão das Américas frente às ameaças externas, reforçando laços de cooperação mútua em um momento em que a ordem mundial cambaleava.

Assis Chateaubriand

Em suas análises na imprensa, Chateaubriand encarou o terceiro mandato sob a ótica de um "imperativo categórico e absoluto do momento". Para ele, embora a quebra da tradição washingtoniana ferisse a disciplina democrática clássica, o colapso da França e a ameaça global a justificavam plenamente.

Chateaubriand argumentava que o eleitorado americano agiu impulsionado por uma necessidade suprema de defesa da civilização, enxergando em Roosevelt não uma ameaça ditatorial, mas sim o timoneiro indispensável para salvar as democracias do Ocidente da barbárie totalitária.

Austregésilo de Athayde:

Em artigo publicado com o título "O meu voto em Roosevelt", o pensador pernambucano reconheceu o melindre constitucional de se romper com a longa tradição de limitar a presidência a dois mandatos.

No entanto, Athayde sustentou que a gravidade do momento histórico superava os formalismos institucionais ordinários. Para ele, a soberania popular manifestada nas urnas legitimava a escolha, pois cabia ao povo americano decidir quem melhor o representava para enfrentar os perigos monumentais que rondavam a liberdade global, consolidando Roosevelt como o guardião necessário da ordem jurídica internacional.

Buchada

Enquanto o mundo acompanhava a reeleição histórica de Franklin D. Roosevelt para o terceiro mandato nos Estados Unidos, o Recife vivia o clima de preparação para o Campeonato Brasileiro de Seleções de 1940. Nas páginas do Diário de Pernambuco, registrou-se um animado treino noturno no campo dos Aflitos, promovido pela Federação Pernambucana de Desportos.

Colocou

O ensaio colocou frente a frente a equipe formada por jogadores amadores e o selecionado de profissionais. Sob o comando técnico de Oswaldo Salsa, os amadores — com Buchada no gol, Periquito no meio e os jovens Orlando Pingo de Ouro e Ademir Menezes no ataque — venceram os profissionais por 4 a 2 no primeiro tempo, período em que souberam da eleição de Roosevelt nos Estados Unidos.

Foi quando Salsa tirou Buchada do gol e os profissionais viraram o jogo para 11 a 4. O artilheiro Chemp não perdeu a piada e gritou para Salsa: "Em Buchada e Roosevelt não se mexe, Professor!". Resta saber se para nosso leitor Trump é Roosevelt ou Buchada...

*Roberto Vieira é médico e cronista



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A América do Sul Deixou de Ser uma Zona de Paz: A Guerra Híbrida Já Está Entre Nós - Por Amadeu Robalinho*

27/07/2026

Durante décadas, a classe dirigente latino-americana sustentou a confortável premissa de que a América do Sul permaneceria distante das grandes disputas estratégicas internacionais. Essa percepção, construída após o encerramento das rivalidades interestatais que marcaram parte do século XX e reforçada pela relativa ausência de guerras convencionais entre as principais nações da região, alimentou a falsa convicção de que o subcontinente estaria naturalmente protegido das profundas transformações do ambiente geopolítico global.

A história demonstra exatamente o contrário.

Nenhuma região dotada de abundância energética, riqueza mineral, capacidade alimentar, biodiversidade estratégica e posição geográfica privilegiada permaneceu indefinidamente à margem da competição entre potências. O século XXI apenas substituiu os instrumentos de disputa. Onde antes predominavam exércitos, esquadras e bombardeios, hoje predominam inteligência estratégica, guerra cibernétic...

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Durante décadas, a classe dirigente latino-americana sustentou a confortável premissa de que a América do Sul permaneceria distante das grandes disputas estratégicas internacionais. Essa percepção, construída após o encerramento das rivalidades interestatais que marcaram parte do século XX e reforçada pela relativa ausência de guerras convencionais entre as principais nações da região, alimentou a falsa convicção de que o subcontinente estaria naturalmente protegido das profundas transformações do ambiente geopolítico global.

A história demonstra exatamente o contrário.

Nenhuma região dotada de abundância energética, riqueza mineral, capacidade alimentar, biodiversidade estratégica e posição geográfica privilegiada permaneceu indefinidamente à margem da competição entre potências. O século XXI apenas substituiu os instrumentos de disputa. Onde antes predominavam exércitos, esquadras e bombardeios, hoje predominam inteligência estratégica, guerra cibernética, coerção econômica, controle tecnológico, influência informacional, espionagem industrial e disputa por cadeias globais de suprimentos.

A guerra mudou de forma, mas jamais deixou de existir.

Essa transformação constitui um dos fundamentos daquilo que proponho como Engenharia de Soberania e Estratégia: uma abordagem segundo a qual a soberania nacional não pode mais ser compreendida apenas como conceito jurídico ou político. Ela deve ser concebida como um sistema complexo de engenharia institucional, tecnológica, econômica, militar e social, cujo objetivo é garantir a capacidade permanente de uma nação preservar sua autonomia diante de pressões externas.

Sob essa perspectiva, a soberania deixa de ser um estado de direito para tornar-se uma capacidade operacional.

A Guerra Híbrida representa precisamente o ambiente em que essa engenharia passa a ser testada.

Os conflitos contemporâneos são planejados para evitar o custo político de uma guerra convencional. Em vez da ocupação territorial imediata, busca-se enfraquecer gradativamente os pilares do Poder Nacional. Ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas, campanhas massivas de desinformação, espionagem tecnológica, manipulação financeira, sanções econômicas, disputas pelo domínio de semicondutores, inteligência artificial, satélites e minerais estratégicos passaram a integrar o repertório permanente da competição internacional.

Os acontecimentos observados nas últimas décadas evidenciam essa transformação. Ataques a redes elétricas, sabotagens contra infraestruturas energéticas, interferências em processos políticos por meio do ambiente digital, restrições tecnológicas entre grandes potências e a crescente disputa por minerais críticos demonstram que o centro de gravidade da guerra deslocou-se para os sistemas que sustentam o funcionamento do Estado moderno.

Nesse contexto, a América do Sul deixou definitivamente de ocupar posição periférica.

A região reúne características que historicamente atraem interesses estratégicos internacionais. Concentra aproximadamente um terço da água doce superficial do planeta, enormes reservas minerais, gigantesca capacidade agroalimentar, petróleo em águas profundas, biodiversidade singular e posição geográfica privilegiada entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

O Brasil ocupa posição absolutamente central nesse tabuleiro.

A Amazônia representa um ativo ambiental e estratégico de dimensão continental. O Atlântico Sul conecta rotas marítimas indispensáveis ao comércio internacional. A Amazônia Azul protege recursos energéticos, pesqueiros e minerais de elevado valor econômico. O pré-sal consolidou o Brasil entre os maiores produtores mundiais de petróleo offshore. O nióbio, as terras raras, o grafite e outros minerais críticos tornaram-se componentes indispensáveis para as tecnologias que definirão a supremacia industrial e militar das próximas décadas.

Sob a ótica da Engenharia de Soberania e Estratégia, tais recursos não representam apenas riqueza econômica. Constituem componentes estruturais da capacidade nacional de decisão independente.

Ao longo da História, nenhuma potência ascendeu sem controlar simultaneamente energia, tecnologia, logística, indústria e capacidade militar. Da mesma forma, nenhuma nação perdeu relevância internacional exclusivamente em razão de derrotas militares; em regra, a perda da soberania inicia-se pelo enfraquecimento de suas estruturas produtivas, científicas, tecnológicas e institucionais.

É precisamente esse processo que torna a Guerra Híbrida particularmente perigosa.

Paralelamente, a expansão das organizações criminosas transnacionais adiciona um fator de instabilidade raramente observado em períodos anteriores. O narcotráfico, a mineração ilegal, o contrabando de armas, os crimes ambientais e as sofisticadas redes internacionais de lavagem de dinheiro passaram a explorar as fragilidades estatais e a desafiar diretamente a autoridade pública em diferentes regiões da América do Sul.

Embora não existam elementos que permitam afirmar uma coordenação sistemática entre essas organizações e governos estrangeiros, é inegável que sua atuação amplia vulnerabilidades internas que podem ser exploradas por diferentes atores em contextos de competição estratégica.

Sob a perspectiva da Engenharia de Soberania e Estratégia, segurança pública e defesa nacional deixam de constituir sistemas independentes. Tornam-se componentes de uma única arquitetura destinada à preservação do Poder Nacional.

O mesmo ocorre com infraestrutura crítica.

Redes elétricas, sistemas financeiros, refinarias, portos, aeroportos, hidrovias, telecomunicações, cabos submarinos, centros de processamento de dados, satélites e cadeias logísticas passaram a constituir verdadeiros objetivos estratégicos permanentes.

Uma nação pode permanecer formalmente em paz e, simultaneamente, sofrer perdas econômicas, tecnológicas, institucionais e políticas equivalentes às produzidas por uma guerra convencional.

É exatamente esse o paradigma do século XXI.

Nesse ambiente, soberania deixa de ser retórica constitucional para converter-se em capacidade concreta de antecipação, adaptação e resposta.

A Engenharia de Soberania e Estratégia propõe justamente essa mudança de paradigma. Em vez de compreender Defesa Nacional apenas como responsabilidade das Forças Armadas, ou Segurança Pública apenas como atribuição policial, essa abordagem integra defesa, inteligência, indústria, ciência, engenharia, infraestrutura, segurança pública, diplomacia, logística e inovação tecnológica em um único sistema estratégico voltado à preservação da autonomia nacional.

As guerras futuras dificilmente começarão com tropas cruzando fronteiras.

Elas poderão iniciar-se pela paralisação de portos, pela interrupção de sistemas financeiros, pela manipulação da informação, pelo comprometimento de cadeias produtivas, por ataques cibernéticos, pela dependência tecnológica ou pela incapacidade industrial de responder rapidamente a crises internacionais.

A pergunta estratégica, portanto, não é se a América do Sul será afetada pela crescente competição entre potências. Os movimentos observados nas últimas décadas indicam que essa competição já alcançou a região sob diferentes formas.

A verdadeira questão consiste em saber se o Brasil será capaz de construir um projeto nacional de longo prazo capaz de fortalecer sua resiliência institucional, tecnológica, industrial e militar antes que essas pressões atinjam níveis incompatíveis com a preservação de sua autonomia estratégica.

As nações que compreenderem essa realidade investirão em ciência, engenharia, indústria de defesa, inteligência, infraestrutura crítica e inovação tecnológica como instrumentos de soberania.

As que permanecerem presas aos paradigmas do século XX descobrirão, talvez tarde demais, que a guerra do século XXI não começa quando o primeiro disparo é efetuado. Ela começa quando uma nação perde, silenciosamente, a capacidade de decidir o próprio destino.

É precisamente nesse ponto que a Engenharia de Soberania e Estratégia se apresenta não apenas como uma formulação teórica, mas como uma proposta de interpretação integrada do Poder Nacional, concebida para responder aos desafios de um ambiente internacional em que a competição permanente substituiu a paz aparente, e a capacidade de resistir tornou-se o principal indicador da verdadeira soberania.


*Amadeu Robalinho, é Comissário Especial da Polícia Civil de PE, pós-graduado em Engenharia Naval e especialista em Política, Estratégia, Defesa e Segurança Pública. Atua como Conselheiro de Assuntos de Defesa Nacional e Segurança Pública da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-PE), desenvolvendo estudos e artigos sobre soberania, geopolítica, indústria de defesa e desenvolvimento estratégico do Brasil. @amadeurobalinho


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Primeira Loja Maçônica do Brasil - Aerópago de Itambé (1801) - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

27/07/2026

Uma das principais decorrências na América Latina da Independência das Treze Colônias na América do Norte, em 4 de julho de 1776 e da Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789, foi a concepção dos princípios democráticos centrifugados através do iluminismo de Descartes, Montesquieu, Voltaire e Rousseau, consolidado no trinômio Igualdade, Liberdade e Fraternidade, exemplificado em Robspierre, na defesa dos direitos do povo.

Segundo Ulisses Brandão;( )

No Brasil, foi em Pernambuco, aonde primeiro chegaram os ventos democráticos dos Estados Unidos e Libertários da França. Positivamente, o ponto de partida para a divulgação das idéias igualitárias e emancipadoras, surgiu no Areópago de Itambé, Sociedade Secreta Maçônica, fundada pelos anos de 1796, embrião de muitas outras nascidas posteriormente.

O Dr. Manoel de Arruda Câmara ao voltar da Europa no fim do XVIII, fundou o areópago de Itambé, uma sociedade política, de onde saíram as Academ...

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Uma das principais decorrências na América Latina da Independência das Treze Colônias na América do Norte, em 4 de julho de 1776 e da Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789, foi a concepção dos princípios democráticos centrifugados através do iluminismo de Descartes, Montesquieu, Voltaire e Rousseau, consolidado no trinômio Igualdade, Liberdade e Fraternidade, exemplificado em Robspierre, na defesa dos direitos do povo.

Segundo Ulisses Brandão;( )

No Brasil, foi em Pernambuco, aonde primeiro chegaram os ventos democráticos dos Estados Unidos e Libertários da França. Positivamente, o ponto de partida para a divulgação das idéias igualitárias e emancipadoras, surgiu no Areópago de Itambé, Sociedade Secreta Maçônica, fundada pelos anos de 1796, embrião de muitas outras nascidas posteriormente.

O Dr. Manoel de Arruda Câmara ao voltar da Europa no fim do XVIII, fundou o areópago de Itambé, uma sociedade política, de onde saíram as Academias do Cabo e do Paraíso, que o substituíram, com a sua dissolução, em decorrência da Revolta dos Suassuna, em 1801 e a conseqüente viagem para a Europa de seu mentor, o brilhante biólogo e cientista, Dr. Manuel Arruda da Câmara (1752-1810), frade Carmelita do Convento de Goiana, Frei Manuel do Coração de Jesus que fez o curso de medicina iniciado na Universidade de Coimbra e terminado na de Montpelier, e que imprimiu, em 1810, no Rio de Janeiro, um extenso trabalho sobre as plantas do Brasil. Foi companheiro de José Bonifácio (também maçom) em investigações científicas na Europa. Secularizado em Roma, veio para Pernambuco (1796), onde se afirmou como botânico das primeiras experimentações com cera de carnúba, caroá, abacaxi, mangabeira, defensor da valorização da floricultura nordestina assim como da matéria-prima dessa região. Sob a égide do pensamento iluminista, propagado pelos movimentos da América do Norte e da França. "Fundou o areópago de ltambé. Escola de Politização, Matriz de outras sociedades secretas de programa libertário", no dizer de Mauro Motta.

Este núcleo embrionário era o representante dos interesses e centrifugadores dos ideais iluministas para todo o Nordeste brasileiro e de forma mais acendrada para Pernambuco (Goiana, Recife e Olinda), e dos pensamentos humanistas e democráticos, verdadeiras causas dos movimentos revolucionários aqui ocorridos ( Revolução Pernambucana de 1817, Convenção de Beberibe (1821) e Confederação do Equador (1824).

Comparando os dois líderes maçônicos, Manoel de Carvalho Paes de Andrade e José Bonifácio de Andrada e Silva, (de níveis internacionais) temos que, o primeiro, de tendências democráticas e ante-monárquicas, queria uma independência republicana, enquanto que o segundo, uma independência monárquica, então, a rigor, teríamos um PATRIARCA da independência, do Norte, em Pernambuco e um PATRIARCA da Independência, do Sul, no Rio de Janeiro. Um defendendo os interesses republicanos e contra a monarquia absolutista, no Norte e outro defendendo os interesses da dinastia de Bragança e da monarquia constitucionalista, (mesmo que com a constituição “engessada”), no Sul.

Durante a história de Pernambuco, que a Maçonaria, através de seus membros, ajudou a fazer, principalmente, nos dois últimos séculos, quando ela se portou de forma exemplar, sendo hoje humanamente impossível enumerar os feitos benéficos praticados à nação brasileira por essa brilhante sociedade.

A fim de robustecer as considerações sobre este assunto, é de vital importância citar os depoimentos encontrados no trabalho literário de Manuel Arão, História da Maçonaria no Brasil editado no Recife em 1926 - 1º volume - "Já anteriormente dissemos, transcrevendo uma opinião autorizada, o que esse areópago era na ordem da evolução das idéias. Esse magistério que ele constituía de dar as noções do que ocorria pelo mundo, ao sabor das idéias democráticas que dominavam o fim do século passado (XIX), era alguma coisa mais de que uma simples loja maçônica, nos seus moldes atuais e tal presentemente a concebemos."

Oliveira Lima o considera (o areópago) uma sociedade secreta, política e maçônica no seu espírito...

“vem dos dois Arrudas, um dos quais médico de Montpellier, faziam parte dessa misteriosa associação, que parece ter sido o marco inicial das organizações maçônicas no país, os três irmãos Francisco de Pauta, Luiz Francisco e José Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, dos quaes o primeiro era o senhor do engenho Suassuna, justamente - o que é notável coincidência, como filiação de uma corrente de idéias - esses três irmãos foram os apontados e acusados como os instigadores de um vasto plano revolucionário cujo objetivo era constituir, em Pernambuco, um estado independente, sob o protetorado de Napoleão Bonaparte, a águia audaciosa, então em plena ascensão de sua conquista, de abraçar o mundo em tentáculos vitoriosos."

Isto se passava ao alvorecer do século XIX, (1801). Dias Martins, em sua obra Os Martyres Pernambucanos, que Oliveira Lima classifica de "manual, por excelência de Pernambuco revolucionário", expõe sobre esse curioso episódio de nossa história política, que Francisco de Paula e Luiz Francisco foram presos pela denúncia dada de sua conivência ao audacioso plano revolucionário, e que, quanto ao terceiro irmão que, ao momento se encontrava em Lisboa, como emissário dos conspiradores, conseguiu pôr-se a salvo, fazendo-se o rumo da Inglaterra.

Ainda outro emissário, Francisco de Paula Albuquerque, estava com a incumbência de estabelecer as relações diplomáticas com os Estado Unidos e o Rio da Prata em relação à malograda república que foi um sonho de liberdade idealizada sob a proteção do vitorioso corso. (Napoleão Bonaparte)

Segundo Maximiano Lopes Machado ( ) pg. 46: “ O desembargador João Osório confirma a existência de uma conspiração em 1801, no sentido da idéias ensinadas pelos irmãos Arruda; falava nas prisões de Francisco de Paula e Luís Francisco, em devassa, exame de papéis e na soltura dos conspiradores, depois de quatro anos, por ter o escrivão subtraído uma das cartas por quatrocentos mil réis, segundo consta na devassa”.

A influência do Areópago é tão clara que a loja fechou logo após a Revolta dos Suassuna.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras.



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