Reflexão - A vida depois dos 60 - A Luta Contra o Etarismo, Forma Sutil de Exclusão
15/04/2025
1. Introdução: Quando a Experiência Encontra a Reflexão
O artigo "Etarismo: o preconceito invisível que marginaliza talentos experientes", de Luiz Porto, não é apenas uma reflexão necessária sobre os preconceitos de idade. É, antes, um gesto de coragem filosófica: o autor expõe a si mesmo, com vulnerabilidade e altivez, como exemplo vivo da realidade que denuncia. A generosidade com que Luiz compartilha sua experiência provoca não só empatia, mas também um chamado ao pensamento.
Em resposta a esse gesto, compartilho minha própria trajetória, dialogando com Luiz e propondo uma ampliação filosófica do tema.
A seguir, estabeleço uma troca entre os dois textos iniciais e, a partir deles, desenvolvo uma reflexão conjunta sobre o etarismo, o valor da experiência, o perigo da vitimização e a necessidade de restaurar o bom combate: o do pensamento, oportunizando ao leitor examinar no...
1. Introdução: Quando a Experiência Encontra a Reflexão
O artigo "Etarismo: o preconceito invisível que marginaliza talentos experientes", de Luiz Porto, não é apenas uma reflexão necessária sobre os preconceitos de idade. É, antes, um gesto de coragem filosófica: o autor expõe a si mesmo, com vulnerabilidade e altivez, como exemplo vivo da realidade que denuncia. A generosidade com que Luiz compartilha sua experiência provoca não só empatia, mas também um chamado ao pensamento.
Em resposta a esse gesto, compartilho minha própria trajetória, dialogando com Luiz e propondo uma ampliação filosófica do tema.
A seguir, estabeleço uma troca entre os dois textos iniciais e, a partir deles, desenvolvo uma reflexão conjunta sobre o etarismo, o valor da experiência, o perigo da vitimização e a necessidade de restaurar o bom combate: o do pensamento, oportunizando ao leitor examinar nossos pontos de vista sobre este relevante tema.
2. O Texto de Luiz Porto
"Etarismo: o preconceito invisível que marginaliza talentos experientes
Falar de etarismo é levantar uma questão incômoda, mas extremamente necessária. Especialmente quando ele se manifesta de forma silenciosa, nas entrelinhas dos processos seletivos, nas oportunidades que nunca chegam, nos currículos que sequer são lidos.
Aos mais de 60 anos, com décadas de dedicação, entrega, aprendizado e paixão pelo trabalho, enfrento a dificuldade de me recolocar profissionalmente. Meu currículo provavelmente não é mais lido, meu nome parece não despertar interesse. E o que me pergunto, todos os dias, é: por quê? E não tenho a resposta. Talvez não seja por falta de preparo, experiência ou disposição, mas, aparentemente, por algo que nenhum curso ou competência técnica pode mudar: a minha idade.
Sim, tenho mais de 60 anos. E, sim, também, continuo com a mesma vontade de contribuir, aprender, orientar e servir que tinha aos 22 anos, quando ingressei no meu primeiro emprego no Banco do Brasil. Ao longo da minha jornada, por necessidade de crescimento, mudei de estado, de vida, de rotina. Vivi e trabalhei em lugares incríveis — Bahia, Pará, Paraíba, Roraima — sempre motivado pela necessidade de crescimento e pelo compromisso com a excelência. Em cada novo começo, levei comigo o compromisso de entregar o meu melhor. E sempre o entreguei, deixando nesses locais o melhor de mim, do meu conhecimento, da minha energia e da minha ética profissional. Acreditei, sinceramente, que a experiência era um diferencial, mas, hoje, sinto que para muitas organizações ela parece ser um peso, como se tudo isso tivesse perdido o valor.
Existe uma dolorosa suspeita de que, para muitas empresas, quem passou dos 60 já não tem mais nada a oferecer. Como se a experiência não fosse mais um diferencial, ou como se o tempo vivido fosse um fardo, e não um tesouro. Como se a capacidade de inovar, liderar, ensinar ou aprender tivesse prazo de validade peremptório.
Mas, será mesmo que não temos mais valor? Será que, já tendo trilhado tantos caminhos, enfrentado crises, formado e orientado equipes, tomado decisões difíceis, e, mesmo assim, ainda querer fazer parte do presente e do futuro, não temos mais direito à escuta?
Quantas oportunidades de ouro não estão sendo desperdiçadas ao se ignorarem os mais experientes? Quantos jovens talentos deixariam, talvez, de errar se tivessem ao seu lado mentores maduros para orientá-los? Na cultura oriental, a experiência dos mais velhos é reverenciada como fonte de saber e equilíbrio. Aqui, muitas vezes, é descartada. Não por falta de competência, mas por puro preconceito.
O etarismo nos silencia, nos apaga e, pior, empobrece o mercado, que perde a chance de unir gerações, somar talentos e fortalecer a base das futuras lideranças. Então, é preciso, urgentemente, repensar esse modelo, a fim de valorizar o tempo vivido, integrar gerações, dar voz — e vez — a quem ainda tem muito a contribuir, apesar das “alvas cãs”, como dizia meu saudoso pai.
Que esse post possa abrir olhos, portas e mentes. Eu continuo pronto. Com energia, com amor pelo que faço e com muita vontade de seguir contribuindo. Só preciso de uma chance. Só preciso que olhem além da minha data de nascimento.
A mudança começa agora. Vamos juntos construir um mercado de trabalho mais justo, inclusivo e valorizador da experiência. Porque o futuro pertence a todos nós, independentemente da idade."
3. A Minha resposta
Caro Luiz Porto,
Teu artigo sobre o etarismo é mais do que pertinente — é necessário. Entretanto, o que mais me tocou foi a generosidade com que escolheste falar de ti mesmo, oferecendo tua própria trajetória como exemplo vivo de uma realidade que precisa ser vista com mais seriedade e sensibilidade.
Vejo na tua atitude algo raro: a coragem de unir experiência e vulnerabilidade sem perder a dignidade. E isso, a meu ver, já é uma forma de liderança silenciosa — daquelas que não se impõem, mas que despertam.
Permita-me compartilhar, com humildade, um pouco da minha vivência. Desde que iniciei na advocacia, sempre soube que essa seria minha identidade até o fim da vida. O título de advogado, para mim, é inalienável: não por orgulho, mas por consciência. Só eu mesmo poderia retirá-lo de mim — e bastaria, para mantê-lo, honrar não apenas o Código de Ética da profissão, mas algo que considero a base de tudo: o ethos humano.
Ainda jovem, afirmei com convicção que jamais voltaria a ser Procurador-Geral do Estado do Amazonas. Dizia: “Já fui, não preciso repetir.” Meu projeto era outro: ser Desembargador. Mas em 2019, aos 55 anos — um lustro antes dos 60 — lá estava eu novamente à frente da PGE. E vivi uma das experiências mais ricas da minha trajetória pública. Precisei “morder a língua”. Entendi que aquela era uma matéria da vida profissional que eu ainda não havia sido aprovado. Era preciso refazer. E fiz com gratidão, zelo, respeito e com muito amor. Hoje, não é algo que desejo, mas tampouco me incomodaria em refazer esse caminho — pois sei que seria, inevitavelmente, novo. Nem eu, nem a PGE, somos mais os mesmos...
Aliás, entrei na Procuradoria como o último colocado do meu concurso. E acabei por comandá-la em diversos momentos. Para mim, isso foi sempre uma mensagem de Deus: "os últimos serão os primeiros". Não como mérito individual, mas como sinal silencioso de uma pedagogia maior.
Curiosamente — e é aqui que tua reflexão me reencontra — vivi minha vida profissional orientado por um princípio que cito no artigo que te encaminho: a filosofia de Roberto Marinho. Quando jovem, busquei conviver com os mais velhos para aprender com eles. Hoje, mais velho, sigo aprendendo com os jovens. Isso se tornou um modo de ser. E talvez seja isso o que nos sustenta: a humildade filosófica de quem sabe que o verdadeiro saber é sempre inacabado.
Uma observação importante advinda de tua leitura: quando concorri, nas primeiras vezes, ao cargo de Desembargador, vivi algo que poderia ser chamado de etarismo às avessas. Vários Desembargadores me diziam com elegância: “Gostamos de você, mas você ainda é muito jovem.” Eu tinha 40 anos. Nunca vi nisso um preconceito, mas talvez uma forma polida de escolherem alguém mais próximo, ou mais preparado naquele momento — ou, quem sabe, mais influente politicamente. Nada contra. Isso faz parte do processo e da vida.
O caso do amazonense Mauro Campbell, atual Ministro do STJ, é emblemático. Foi Procurador-Geral de Justiça enquanto eu era PGE. Sempre ocupou funções de relevância desde jovem, com brilhantismo e eficiência. Tornou-se Ministro aos 45 anos. Mas antes disso, também foi recusado como Desembargador. Etarismo? Talvez. Ou apenas os tempos ainda não estavam maduros. Sua trajetória mostra que a vida é cheia de surpresas — e que não devemos desistir diante de uma dificuldade. Às vezes, os obstáculos são a exata lapidação de que precisamos para nos tornarmos maiores.
No meu caso, a cada embate saí mais forte. E percebi que o verdadeiro ganho não era ser Desembargador — era crescer por dentro. Hoje, mais experiente, sou provavelmente o candidato que mais vezes concorreu ao cargo. E sigo, não como quem repete um projeto, mas como quem trilha um caminho com mais serenidade, reverência e respeito pela vida e pelos projetos secretos da Providência. Aprenderei com todos — jovens e idosos — e sei que, no mínimo, sairei melhor do que entrei.
No fundo, querido Porto, reconheço a existência do etarismo, assim como de todos os preconceitos em geral — contra mulheres, negros, homossexuais, etc. Mas penso, sinceramente, que não os devemos temer. Porque, muitas vezes, eles são apenas uma desculpa. Muitos os temem como ameaça presente ou futura. Outros os invocam como escudo. A solução está em não cair na armadilha da vitimização — mas em transformar a dor em propósito. Fazer autorreflexão para compreender qual é a lição que a vida está querendo te ensinar quando essas coisas acontecem.
Mas, infelizmente, a vitimização é mais confortável. Vivemos no eterno jogo da vitimização: “Não fui eu.” Adão, no Paraíso, ao ser advertido por Deus, usou essa ferramenta: “Senhor, foi a mulher que tu me deste.” Lula, no Calvário da Lava-Jato: o tríplex foi coisa da Marisa Letícia...
Acredito que é tempo de restaurar a boa filosofia e trazer a humanidade para o bom combate — que, para mim, é: o bom debate.
Por isso, acredito que este seja teu tempo de te tornar farol — não apenas com palavras, mas com a firmeza do exemplo. Ao escrever como escreveste, deste um passo precioso nessa direção. Tens todo o meu respeito — e, se quiseres seguir esse caminho da entrega frutífera, conte comigo.
Se você me permitir, posso me valer do seu generoso artigo e escrever um diálogo a partir dele, com base nesta resposta e no meu próprio artigo sobre o etarismo. Mas só o farei se você concordar.
Com estima e admiração,
do amigo de sempre,
Jorge Pinho
4. Etarismo: Reflexão, Diagnóstico e Caminho Filosófico
O etarismo, como destaca Luiz, é uma forma sutil de exclusão. Não grita, mas segrega. Não ataca, mas silencia. E é justamente por sua natureza silenciosa que exige uma abordagem mais profunda. Aqui, o pensamento filosófico pode oferecer o que a indignação isolada não consegue: contexto, medida, e sobretudo, transcendência.
Aristóteles já nos ensinava que a virtude reside no meio, entre os excessos e as ausências. O combate ao etarismo não pode ser, portanto, mais uma trincheira identitária que separa velhos e jovens, mas uma ponte de reconhecimento mútuo.
No documentário sobre a vida de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, há uma fala emblemática de Roberto Marinho que ilustra com perfeição a filosofia que defendo: “Quando eu era jovem, me cercava dos mais velhos para aprender com eles. Hoje que sou velho, me cerco dos mais jovens para continuar aprendendo com eles.”
Essa frase sintetiza a sabedoria prática e filosófica que nos falta: a consciência de que o aprendizado é um fluxo contínuo, e que o valor do saber não está em quem o diz, mas no que se diz.
Tenho visto, com admiração, exemplos concretos desse reencontro entre tempo vivido e criatividade renovada. Aqui no Amazonas, o professor Oldeney Sá Valente, que tanto me ensinou na juventude, se reinventa na pintura com serenidade e beleza. Da mesma forma, o querido Félix Valois nos brinda com crônicas cada vez mais sábias, enxutas e comoventes — verdadeiros tesouros de lucidez.
Em Pernambuco, onde cultivo laços afetivos e culturais profundos, testemunhei com alegria a vitalidade intelectual do professor Lourival Holanda, Presidente da Academia Pernambucana de Letras e da jurista Margarida Cantarelli, que continuam contribuindo com vigor, leveza e um senso de missão que transcende o tempo cronológico.
São faróis que iluminam não apenas pelo que já fizeram, mas pelo que continuam a ser: presença viva, atuante e inspiradora.
Martin Buber diria que o verdadeiro encontro ocorre quando um "Eu" encontra um "Tu". O etarismo, ao transformar o outro em um "Ele" genérico e descartável, rompe com a relação dialógica essencial. Um idoso que não é mais ouvido é tratado como objeto, não como pessoa. Mas o mesmo se dá quando um jovem é rejeitado apenas por ser jovem. A verdadeira superação do etarismo exige reencontro, não antagonismo.
O estoicismo, por sua vez, lembra-nos que o valor da vida está naquilo que controlamos: nossas escolhas, nossa coragem, nossa resiliência. Marco Aurélio nos convida a aceitar o que não podemos mudar e agir com dignidade sobre o que nos cabe. O que fazemos diante do etarismo? Vitimização ou propósito? Denúncia estéril ou construção de alternativas?
Como lembrei na mensagem acima dirigida a Luiz Porto, há uma pedagogia silenciosa da vida. Ser recusado, não ouvido ou subestimado pode ser uma forma de afiação interior. Mas isso não significa aceitar injustiças com passividade. Significa respondê-las com altura. Como diz a Cabala Judaica: o que parece ruptura pode ser apenas o início do Tikun, da reparacão.
5. Etarismo: Entre Filosofia e Fragmentação
Vivemos hoje em uma sociedade marcada por bandeiras identitárias que, embora levantadas sob o pretexto da justiça, muitas vezes acabam por fragmentar o tecido social. Entre elas está o etarismo, que precisa ser reconhecido não como mais uma trincheira política, mas como um desafio ético e filosófico.
Entendo que o combate ao etarismo deve ser guiado por valores universais. Não devemos atribuir validade a uma ideia com base na idade de quem a propõe. O que importa é o mérito da ação, da reflexão, do gesto. Como dizia Sócrates, a verdade deve ser buscada pela coerência e pela razão, não pela origem de quem a formula.
Aristóteles complementa esse raciocínio ao afirmar que a virtude está no meio — e o meio, neste caso, é a convivência entre gerações, o reconhecimento mútuo das capacidades e limites de cada uma. Da mesma forma, os estoicos, como Marco Aurélio, insistiam que todos partilhamos uma natureza racional comum. Idade, gênero ou origem não devem ser barreiras ao valor das ideias.
6. O Risco da Vitimização e o Valor da Superação
A fragmentação identitária, quando mal conduzida, gera ressentimento e vitimização. Como escrevi em minha carta a Luiz, há sempre a tentação de transformar a dor em desculpa, e não em propósito. Daí a importância da autorreflexão: o que a vida está querendo nos ensinar quando a resposta não vem como esperávamos?
Esse movimento — entre o que se pede e o que se recebe — é também a dinâmica do amadurecimento. E talvez esteja aí o verdadeiro combate ao etarismo: não na denúncia isolada, mas na atitude filosófica que transforma rejeição em aprendizado e frustração em maturidade.
7. Entre a Dignidade e o Exemplo: O Farol Interior
Talvez a maior contribuição do texto de Luiz Porto esteja em sua disposição para continuar. Ele não se calou. Ele escreveu. E ao escrever, tornou-se farol. Porque todo aquele que transforma dor em linguagem, e linguagem em sentido, passa a iluminar os outros.
Por isso, esta reflexão conjunta não busca encerrar um tema, mas inaugurá-lo em novas camadas. Etarismo não se combate apenas com leis ou com slogans. Combate-se com convivência, com escuta, com exemplos vivos. E sobretudo, com aquela forma superior de maturidade que é capaz de olhar para o próprio caminho com gratidão, mesmo quando trilhado entre pedras.
8. Conclusão: O Tempo como Alquimia e a Filosofia como Ponte
O tempo não nos enfraquece. Ele nos depura. Aos que o acolhem com sabedoria, ele não cobra: ele revela. E talvez a filosofia não seja senão isso: a arte de continuar aprendendo com os que vieram antes e depois de nós. Um jovem que ouve um velho. Um velho que acolhe um jovem. Um humano que reencontra o outro como "Tu". Assim se constrói uma civilização digna do nome.
Luiz Porto me permitiu, neste artigo, não apenas o reencontro com um amigo, mas fundamentalmente a possibilidade de, na condição de amadurecidos, podermos oferecer aos nossos leitores algo cada vez mais raro: um testemunho compartilhado entre gerações. Que este diálogo inspire outras vozes a se erguerem, não para disputar espaço, mas para somar luzes.
A superação do etarismo — e de todo preconceito — não será feita por decretos nem por slogans. Será feita pela escuta, pelo reconhecimento mútuo, pelo exercício da razão e da virtude. A filosofia é, aqui, mais necessária do que nunca. Ela nos ensina que o verdadeiro humano se define não por sua idade, mas por sua capacidade de aprender, dialogar e se transformar.
Que este artigo seja, portanto, mais do que um diálogo entre dois amigos. Que seja um convite à escuta entre gerações, ao reencontro entre experiência e frescor, entre prudência e ousadia — porque só uma sociedade que respeita todas as fases da vida é digna do nome humano.
*Jorge Pinho é advogado, procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
NR - O autor completa hoje 61 anos. Parabéns. Dia oportuno para a publicação deste ensaio.

Leia outras informações
É Findi - Pião - O Poema Fará Parte do 'Poemarana', Inédito - Por, Eduardo Albuquerque*
21/03/2026
Me diz meu irmão
Cante a canção
Lá do meu sertão
Roda pião, roda pião
Para não, para não
Danças no chão
Cadê o cordão?
Joga no chão
Pega na mão
Com o cordão
Tira do chão
Joga pião, joga pião
Roda pião, roda pião
Roda pião, joga pião
Joga pião, roda pião!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
Joga pião, joga pião
Me diz meu irmão
Cante a canção
Lá do meu sertão

Roda pião, roda pião
Para não, para não
Danças no chão
Cadê o cordão?

Joga no chão
Pega na mão
Com o cordão
Tira do chão

Joga pião, joga pião
Roda pião, roda pião
Roda pião, joga pião
Joga pião, roda pião!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.

É Findi - Amar É... - Crônica - Por, Ana Pottes*
21/03/2026
Lembrei deles quando me caiu nas mãos um texto sobre o tema. Confesso, que fiquei desolada, pois vi o sentimento fechado em um quadrado e rotulado como "com defeito de fábrica". Amores defeituosos, fadados a fracassar. Um pensamento bem coerente, estiloso, mas fundamentado em sentimentos negativos, amedrontados e desconfiados, colocados em uma fortaleza defensiva, tal como as muralhas da China. Descrevia amantes consumidos por ressentimentos e mágoas, enrolados em permanentes conflitos e grandes obsessões. O certo é que, em um cenário belicosamente desenhado, só podem surgir guerras. Amores fenecem. Murcham todos os quereres. Talvez resista apenas Narciso e seu espelho mágico.
O...
Quem se recorda das figurinhas vendidas em pacotes, com três unidades, de um jovem casal cheio de poses, sorrisos e olhares? E em cada uma delas, as reticências seguidas por frases cheias de positividade e de romance? Colecionar esse álbum foi uma febre nas décadas de 1970 e 1980.
Lembrei deles quando me caiu nas mãos um texto sobre o tema. Confesso, que fiquei desolada, pois vi o sentimento fechado em um quadrado e rotulado como "com defeito de fábrica". Amores defeituosos, fadados a fracassar. Um pensamento bem coerente, estiloso, mas fundamentado em sentimentos negativos, amedrontados e desconfiados, colocados em uma fortaleza defensiva, tal como as muralhas da China. Descrevia amantes consumidos por ressentimentos e mágoas, enrolados em permanentes conflitos e grandes obsessões. O certo é que, em um cenário belicosamente desenhado, só podem surgir guerras. Amores fenecem. Murcham todos os quereres. Talvez resista apenas Narciso e seu espelho mágico.
O esperado e o desejado, ao se falar de afetos, é que as pessoas envolvidas em trocas relacionais maturas evoluam. Carinhos, atenções, amores; e o reconhecimentos das falhas, imperfeições, erros; identificação das diferenças, outros olhares para o mundo, e principalmente, respeito às idiossincrasias, apontam para crescimentos pessoais. Amores não são estáticos; são construídos a cada segundo de sua existência; guardam peculiaridades; necessitam de cuidados e atenções constantes. Os amantes se tornam maiores à medida que se reconhecem inteiros, distintos, únicos e capazes de olhar para cada instante, no qual o amor é gerado, com atenção, respeito e compartilhamento.
Surge uma outra questão: e os conflitos deixam de existir?
Nunca. Esses necessitam de identificação e trabalho. São positivos, representam as diferentes percepções sobre a vida e ajudam no reconhecimento delas. Se não combinam, atritam e devem ser tratados para não se transformar em trincheiras. Quando cuidados, geram mudanças. São proativos. Pedem conversas, diálogos, ações e não comportamentos de avestruz. É simples.
É fácil?
E quem disse que amar é...
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Origamis Azuis, Croniqueta, por Xico Bizerra*
21/03/2026
Meu barquinho azul hoje navega no mar tão azul quanto ele e as estrelas azuis povoam o azul do céu. E nós, eu e Bernardo, conseguimos vislumbrar barquinhos e estrelas ainda que o azul do céu e do mar não tenha a tonalidade do azul que desejamos. Nossos olhos veem o que queremos ver. Doce e singelamente.
Hoje, todos os meus lápis de cor são de uma cor só que eu não posso revelar. Ganha um presente azul quem descobrir a cor dos meus lápis azuis. São tão coloridos quanto os lápis azuis de Bernardo e os origamis que a avó, a mã...
Minha cor preferida era o verde até Bernardo me confessar que sua cor predileta é o azul. Então vi como estava errado: claro que o azul é a cor mais bonita, muito mais bonita que o verde. A partir dessa constatação, minha cor preferida passou a ser o azul, não importa se o claro ou o escuro, se o marinho ou o da Pérsia, mas o azul, qualquer que seja o tom. Não há como discordar da sabedoria de Bernardo.

Meu barquinho azul hoje navega no mar tão azul quanto ele e as estrelas azuis povoam o azul do céu. E nós, eu e Bernardo, conseguimos vislumbrar barquinhos e estrelas ainda que o azul do céu e do mar não tenha a tonalidade do azul que desejamos. Nossos olhos veem o que queremos ver. Doce e singelamente.

Hoje, todos os meus lápis de cor são de uma cor só que eu não posso revelar. Ganha um presente azul quem descobrir a cor dos meus lápis azuis. São tão coloridos quanto os lápis azuis de Bernardo e os origamis que a avó, a mãe e a tia fazem para ele. Todos azuis. Viva o azul!
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - É Filha Única. Inteligentíssima - Crônica - Por, Romero Falcão*
21/03/2026
Máquina Burocrática
A filha do meu amigo — na entrada da adolescência — precisa, com urgência, de uma cirurgia complexa. O plano de saúde negou. Ele entrou na Justiça, o juiz concedeu a liminar, mas esbarra na máquina burocrática. A máquina que Kafka operou com estilo e gênio. Enquanto isso, os pais sofrem com a espera infinita, e a menina sente as dores da doença e dos homens.
Na Leitura dos Clássicos
Mas a literatura — sempre ela. A mesma que salvou Graciliano Ramos na infância atormentada; a mesma que acudiu o magnífico poeta alagoano de nascimento, pernam...
Salto do ônibus e vou ao encontro de um amigo inteligente, ácido, irônico. Ele anda descrente na humanidade. Teme o ardil e a fúria destrutiva da natureza humana. Não é para menos — principalmente quando surge um novo Calígula para reforçar George Orwell : “Se quer uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando um rosto humano — para sempre”.

Máquina Burocrática
A filha do meu amigo — na entrada da adolescência — precisa, com urgência, de uma cirurgia complexa. O plano de saúde negou. Ele entrou na Justiça, o juiz concedeu a liminar, mas esbarra na máquina burocrática. A máquina que Kafka operou com estilo e gênio. Enquanto isso, os pais sofrem com a espera infinita, e a menina sente as dores da doença e dos homens.
Na Leitura dos Clássicos
Mas a literatura — sempre ela. A mesma que salvou Graciliano Ramos na infância atormentada; a mesma que acudiu o magnífico poeta alagoano de nascimento, pernambucano de poesia, Ângelo Monteiro ainda menino. A filha do meu amigo também encontra na leitura dos clássicos força, resistência, transformação e esperança.
Sem Convicção, Cheias de Dúvidas e Defeitos
Não sou religioso. Ele também não. Somos duas criaturas sem convicção, cheias de dúvidas e defeitos. Ainda assim, na véspera do encontro, avisei que levaria a imagem de Nossa Senhora da Saúde. Concordou — a esposa é uma mulher de fé.
Menos Cruel Este Vale de Lágrimas
Na Guararapes, tiro a santa do bolso, envolta em papel fino, quase de seda. Ele a segura, aperta na mão e me abraça forte. O silêncio se faz presente — e nele nos encontramos. Dividimos um afeto mudo, olhares que procuram respostas na frieza da lei e no mistério do sofrimento. Cabisbaixo, desabafa, perdido, impotente.
É filha única. Inteligentíssima, estudiosa, sensível — alguém que tem tudo para tornar menos cruel este vale de lágrimas.

Também Aguarda Socorro
Enquanto falamos, caminhamos pelo centro do Recife. Aponto para o chão: as pedras portuguesas desaparecem; as poucas que restam são ilhas cercadas por pequenos blocos de cimento. Ainda assim, ele me anima: diz que o prédio do Liceu de Artes e Ofícios, na Praça da República, está sendo recuperado, depois de anos de abandono. Lembro do sobrado de Clarice Lispector, que também aguarda socorro.

Feito Turistas
Para levantar o astral, convido-o a dar um pulo no Chá-Mate Brasília, onde filmaram cenas de O Agente Secreto. A casa, com mais de quatro décadas, resiste ali perto, como um refúgio. Chegamos feito turistas: tiramos fotos, perguntamos ao dono sobre as filmagens — ele conta tudo, tim-tim por tim-tim. O filme ressuscitou pontos da cidade. Há quanto tempo eu não tomava um chá-mate no coração do Recife? Pedimos dois, com limão, e duas empadas de queijo.
Há uma Cidade Que tem Vida e Sonho
Depois nos despedimos. Meu olhar o acompanha até dobrar a esquina. Sim: “Dentro de nós há uma coisa que não tem nome: isso é o que somos”, escreveu José Saramago.

Mas dentro de nós dois também há uma cidade que tem nome, vida, filme e sonho: Recife.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi - Malude Maciel* se Arrisca Em Salto Quádruplo Esta Semana
21/03/2026
Baseados na premissa de que: "precisou, ligou, chegou", achamos que quando estivermos doentes ou necessitados de ajuda urgente, é só telefonar e logo vem a solução, seja para o SAMU, polícia, bombeiro, etc. Mas, isso não corresponde à nossa realidade. Sabemos que, na prática, nenhum desses serviços funciona a contento, basta fazer o teste e vem a decepção.
Casos graves
Outro dia, perto de casa, houve uma festa (farra), que durou a noite inteira, entrando pela madrugada num barulho tremendo, incomodando demais toda a vizinhança. Alguém resolveu acionar a polícia e fez diversas chamadas sem, se quer, ser atendido. Se fosse um caso mais grave, de vida ou morte, seria a mesma coisa e as consequências, mais danosas.
Inacreditável
Resultado de pesquisas comprovaram que 80% das ligações para atendimento ao público nas diversas áreas, são provenientes de trotes. As vi...
Trote é Crime - Crônica
Baseados na premissa de que: "precisou, ligou, chegou", achamos que quando estivermos doentes ou necessitados de ajuda urgente, é só telefonar e logo vem a solução, seja para o SAMU, polícia, bombeiro, etc. Mas, isso não corresponde à nossa realidade. Sabemos que, na prática, nenhum desses serviços funciona a contento, basta fazer o teste e vem a decepção.
Casos graves
Outro dia, perto de casa, houve uma festa (farra), que durou a noite inteira, entrando pela madrugada num barulho tremendo, incomodando demais toda a vizinhança. Alguém resolveu acionar a polícia e fez diversas chamadas sem, se quer, ser atendido. Se fosse um caso mais grave, de vida ou morte, seria a mesma coisa e as consequências, mais danosas.
Inacreditável
Resultado de pesquisas comprovaram que 80% das ligações para atendimento ao público nas diversas áreas, são provenientes de trotes. As viaturas, que não são muitas, deslocam-se ao local da solicitação e, constatam que não houve a ocorrência. Isso prejudica enormemente toda a estrutura do determinado serviço, pois o pessoal se desloca, gasta combustível e sobretudo deixa de atender outras solicitações que podem ser verdadeiras, correndo o risco de chegar tarde demais porque perdeu tempo com brincadeiras de terrível mau gosto.
Má educação doméstica
Ficou privado também que a maioria das ligações partem de crianças, por brincadeira, sem vigilância dos pais.
Se o serviço já é precário, fica ainda mais complicado lidar com essa falta de educação, quando as famílias não vigiam seus filhos, permitindo que atos inconsequentes atrapalhem o bom andamento de serviços essenciais à população e ao bem público. São vidas que estão em jogo e também bens materiais (num incêndio, por exemplo), e a responsabilidade passa muito pela educação dada em casa .
Fazendo a sua parte
Que cada pessoa se sinta responsável e se comprometa em colaborar, no sentido de evitar transtornos dessa natureza.
Nadar Contra a Corrente - Poema
Não acredito
em tudo que se propaga.
A mídia,
muitas vezes é mentirosa.
É preciso triagem
rigorosa,
a fim de encontrar-se
a verdade.
A interpretação é perigosa,
sem critério não se chega
a nada,
o bom senso deve estar atento
nos momentos de nossa
caminhada.
Que os valores possam
ser fortalecidos.
Lutemos para o Bem
ser vencedor
para que no fim
dessa jornada
deixemos um legado
de amor.

Vaidade - Poema
Fala-se tanto em amor
Mas, o que impera é a vaidade
Arrogância, pecado, maldade
Querer ser mais que os demais
As pessoas pensam ser maiores e melhores
Num mundo sem nenhuma humildade
Poe isso que não há felicidade
Os relacionamentos são cada vez piores
Os egos ficam inflados
Recebendo fama e elogio
Mesmo tendo um coração vazio
Há indivíduos carentes de aplausos
Interessante é buscar profundidade
Na vida, na alma da pessoa
Lembrando que tudo é vaidade
Ninguém está aqui vivendo à toa.
Vivendo e respeitando - Poema
Respeito
Uma pequena palavra
Que traz grandes soluções
Para imensos problemas
Havendo respeito mútuo
Muitas desavenças são evitadas
Inclusive guerras entre nações
Respeito à natureza
Respeito aos mais fracos, doentes e necessitados
Respeito à todas as pessoas
Respeito às crenças
Respeito às diferenças
Respeito à vida
Respeito a si mesmo
Respeito é bom e eu gosto.
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – As Cinco Mais - Por Poeta Pica-Pau*
21/03/2026
Que vem me encabulando
É uma fila de banco
Um político discursando
Uma mulher barraqueira
Uma torneira pingando
E o peste do carro do ovo
Na minha porta gritando
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
As cinco coisas no mundo
Que vem me encabulando
É uma fila de banco
Um político discursando
Uma mulher barraqueira
Uma torneira pingando
E o peste do carro do ovo
Na minha porta gritando
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.

É Findi – Série de Artigos Baseados no Livro: "O Recife e Seus Bairros" - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*
21/03/2026
A Festa Da Mocidade
No período compreendido entre 1937 e o início dos anos 60, o Recife vivenciou uma das mais belas e concorridas festas populares, a famosa Festa Da Mocidade. Era realizada sob o patrocínio da Casa do Estudante de Pernambuco, e teve como seu principal gestor, o Presidente daquela entidade estudantil, no final da década de 30, Gaspar Regueira Costa.
A Festa da Mocidade funcionava por quase todo verão (nordestino) Setembro/Fevereiro, encerrando-se no período carnavalesco, tendo parte de sua renda revertida para a C.E.P. responsável, como vimos, pela sua organização.
Segundo Rostand Paraíso no seu “ Antes que o Tempo A-pague”, 2ª edição, Recife 1996 pags. 152 e 153:
“Para garantir sucesso social...
Hoje, começaremos uma série de artigos baseados no meu livro "O Recife e seus Bairros", para isso vamos começar com um acontecimento festivo que marcou o Recife de meados do século passado:
A Festa Da Mocidade
No período compreendido entre 1937 e o início dos anos 60, o Recife vivenciou uma das mais belas e concorridas festas populares, a famosa Festa Da Mocidade. Era realizada sob o patrocínio da Casa do Estudante de Pernambuco, e teve como seu principal gestor, o Presidente daquela entidade estudantil, no final da década de 30, Gaspar Regueira Costa.
A Festa da Mocidade funcionava por quase todo verão (nordestino) Setembro/Fevereiro, encerrando-se no período carnavalesco, tendo parte de sua renda revertida para a C.E.P. responsável, como vimos, pela sua organização.
Segundo Rostand Paraíso no seu “ Antes que o Tempo A-pague”, 2ª edição, Recife 1996 pags. 152 e 153:
“Para garantir sucesso social e financeiro, seu administra-dor José Luís Arantes, contratava artistas locais e do Sul, às ve-zes aproveitando aqueles trazidos pela PRA 8, que já se encon-travam no Recife. Assim tínhamos, Ary Maranhão (O Salomão Absalão), artista local que contracenava com Zé Coió, baiano radicado no Rio de Janeiro e exímio cantador de embolada, e, numa permanente renovação: Nelson Gonçalves e sua Companhia de Revista, Rose Rondlli, Raul Roullien, Eva Etachini, Colé e sua Companhia, Silva Filho e tantos outros entre os quais o sucesso máximo daquela época, Walter Pinto e suas lindas mulheres, vedetes do Teatro rebolado que costumavam se apresentar no Hotel Serrador do Rio e que aqui encenavam engraçadas e atraentes comédias musicais como...”É de Xurrupito... e “Tem bu-bu-bu no bo-bo-bó...” comédias que praticamente encerravam o ciclo de apresentações da Festa da Mocidade no Parque 13 de Maio, isso em torno de 1958”.

Na Festa da Mocidade funcionava, ainda, grande atração da meninada, o Parque Xangai, com o Polvo, Auto-Pista, Roda Gigante, Trem Fantasma, Tira Prosa, Auto Shoot, Stands de Tiro ao Alvo, etc. Não faltava o Posto de Radio também com o tradicional “De alguém para alguém” onde, como músicas favoritas, aqui como em outros lugares, imperavam “Lábios que Beijei”, na voz de Orlando Silva e “Fascinação”, com Carlos Galhardo.
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras

Vice de João Campos ja mostrou a que veio. Confira o vídeo
20/03/2026
Perfil
Carlos Costa é advogado, economista e político estreante. Ele é irmão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e filho do ex-deputado Silvio Costa. Até recentemente, Carlos Costa era pré-candidato a deputado federal, mas foi escolhido para compor a chapa majoritária como representante do Republicanos, partido com forte presença em comunidades religiosas evangélicas e perfil conservador.
Am...
Para muita gente, até quinta-feira, Carlos Costa não passava de pré-candidato a Deputado Federal, irmão do ministro Silvinho Costa e filho de 'Silvão' Costa. Hoje, depois do pré-lançamento da candidatura, onde Carlos Costa ocupa a vice do prefeito do Recife, não ficaram dúvidas. Polido, educado, preparado, o vice veio para somar e ampliar. Na sua estreia como majoritário, jogou com a firmeza e precisão de um craque consagrado. Assista ao vídeo no final da matéria e forme sua própria opinião.

Perfil
Carlos Costa é advogado, economista e político estreante. Ele é irmão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e filho do ex-deputado Silvio Costa. Até recentemente, Carlos Costa era pré-candidato a deputado federal, mas foi escolhido para compor a chapa majoritária como representante do Republicanos, partido com forte presença em comunidades religiosas evangélicas e perfil conservador.
Amplia
A escolha de Carlos Costa sinaliza uma estratégia de ampliação da base aliada de João Campos, buscando consolidar uma coalizão ampla e diversificada para as eleições de 2026. Ele é descrito como alguém próximo ao “novo” na política, com perfil inovador e alinhado à gestão de João Campos no Recife.
Confira a fala do vice no evento de hoje, sexta-feira, 20/03.
(O Poder com informações do blog de Nill Junior)
André Heráclio do Rego toma posse e lança livro na APL segunda-feira
20/03/2026
No ato, André dará palestra sobre 'O Século XIX na obra de Gilberto Freire', título do seu livro mais recente. Em seguida haverá sessão de autógrafos nos jardins da APL. O evento é aberto ao público.
Perfil
André Ricardo Heráclio Do Rêgo é
diplomata, escritor e historiador.
Pernambucano do Recife, onde nasceu no dia 30 de julho de 1968, no Real Hospital Português.
Estudou no Colégio Nóbrega e na Faculdade de Direito do Recife. Possui graduação em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco (1993), mestrado em Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos pela Universi...
O evento acontecerá no dia 23/03, segunda-feira próxima, a partir das 15 horas, na Academia Pernambucana de Letras -APL, no bairro das Graças, no Recife. Estacionamento gratuito e entrada pela Avenida Malaquias, logo após a AABB. André passa a integrar a relação dos sócios-correspondentes da APL, que recentemente incorporou nessa categoria escritores com obra reconhecida.
No ato, André dará palestra sobre 'O Século XIX na obra de Gilberto Freire', título do seu livro mais recente. Em seguida haverá sessão de autógrafos nos jardins da APL. O evento é aberto ao público.
Perfil
André Ricardo Heráclio Do Rêgo é
diplomata, escritor e historiador.
Pernambucano do Recife, onde nasceu no dia 30 de julho de 1968, no Real Hospital Português.
Estudou no Colégio Nóbrega e na Faculdade de Direito do Recife. Possui graduação em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco (1993), mestrado em Estudos Ibéricos e Ibero-Americanos pela Universidade de Paris X Nanterre (2000) e doutorado em Estudos Portugueses, Brasileiros e da África Lusófona pela Universidade de Paris X Nanterre (2004), este último reconhecido como de História Social pela Universidade de São Paulo (USP), em 2010. André tem pós-doutorados na Universidade Católica de Lisboa, em História Social e no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo.
No Itamaraty serviu em Bonn, Berlim, Estocolmo, Lisboa e Assunção. Autor de diversas obras consagradas, é co-organizador, junto com Múcio Aguiar, do livro Nordeste II - desdobramento da obra homônima de Gilberto Freire, que será lançada no dia 26/03, na AIP, dentro das comemorações do bicentenário do Diário de Pernambuco.

Agora é oficial - João Campos deixará prefeitura para disputar o governo do Estado
20/03/2026
Em ato repleto de apoiadores e lideranças políticas, no Hotel Luzeiros, na Zona Sul do Recife, o prefeito da capital, João Campos (PSB), anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições deste ano, no início da tarde de hoje.
Aliados de peso
João chegou ao local acompanhado da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), do pré-candidato a vice, Carlos Costa, e do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB)
Ta...
Partidários da governadora Raquel Teixeira Lyra, dia sim outro também, distribuíam flexadas nas redes sociais levantando dúvidas sobre se João Campos deixaria mesmo a prefeitura do Recife para enfrentar a governadora e sua poderosa máquina administrativa e eleitoral, rodando em cima da estrutura do Estado e da utilização de milhões de reais, para contemplar prefeituras e aliados. Hoje, a dúvida, que só existia no delírio dos partidários da governadora, acabou de vez.
Em ato repleto de apoiadores e lideranças políticas, no Hotel Luzeiros, na Zona Sul do Recife, o prefeito da capital, João Campos (PSB), anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições deste ano, no início da tarde de hoje.
Aliados de peso
João chegou ao local acompanhado da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), do pré-candidato a vice, Carlos Costa, e do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB)
Também esteve no local a senadora Teresa Leitão (PT). O senador Humberto Costa (PT), cotado para a outra vaga ao Senado na chapa de João, cumpre agenda no interior e conforme já tinha avisado, não compareceu.
Nova pauta
Ao chegar ao hotel, João Campos conversou com jornalistas e disse que atende a um chamado do povo de Pernambuco.
“Eu anuncio hoje, com muita alegria, a nossa pré-candidatura ao Governo do Estado de Pernambuco. A Frente Popular de Pernambuco está aqui reunida, atendendo a um clamor do povo do Estado que quer voltar a ver Pernambuco acelerando, querendo oportunidades, fortalecendo a saúde pública, trazendo de volta a educação pública de Pernambuco para o primeiro lugar do Brasil”, declarou o prefeito.
Transição
Realizada a obra artesanal da montagem da chapa, esta semana, feito o anúncio, o prefeito vai dedicar os próximos dias a uma intensa agenda de entrega de obras, algumas estruturantes e de grande porte, outras de forte repercussão social. O objetivo do prefeito, segundo se comenta no seu entorno, é consolidar a imagem de um gestor eficiente, que pensa grande e vai deixar marcas recordes na administração do Recife.
Depois é pré-campanha
O prefeito tem até o dia 04 de abril para concluir essa etapa de entregas. A partir daí, liberado dos compromissos administrativos, vai se dedicar à pré-campanha, fazendo o que os compromissos do cargo o impediram de fazer até agora: percorrer o Estado, visitando os municípios, para sentir de perto a realidade de cada região e acenar com as perspectivas de um novo tempo e novo ritmo para Pernambuco. Como já virou bordão, é o jogo sendo jogado.
(O Poder com informações de Larissa Rodrigues – repórter do Blog do Magno).