Reflexão - A vida depois dos 60 - A Luta Contra o Etarismo, Forma Sutil de Exclusão
15/04/2025
1. Introdução: Quando a Experiência Encontra a Reflexão
O artigo "Etarismo: o preconceito invisível que marginaliza talentos experientes", de Luiz Porto, não é apenas uma reflexão necessária sobre os preconceitos de idade. É, antes, um gesto de coragem filosófica: o autor expõe a si mesmo, com vulnerabilidade e altivez, como exemplo vivo da realidade que denuncia. A generosidade com que Luiz compartilha sua experiência provoca não só empatia, mas também um chamado ao pensamento.
Em resposta a esse gesto, compartilho minha própria trajetória, dialogando com Luiz e propondo uma ampliação filosófica do tema.
A seguir, estabeleço uma troca entre os dois textos iniciais e, a partir deles, desenvolvo uma reflexão conjunta sobre o etarismo, o valor da experiência, o perigo da vitimização e a necessidade de restaurar o bom combate: o do pensamento, oportunizando ao leitor examinar no...
1. Introdução: Quando a Experiência Encontra a Reflexão
O artigo "Etarismo: o preconceito invisível que marginaliza talentos experientes", de Luiz Porto, não é apenas uma reflexão necessária sobre os preconceitos de idade. É, antes, um gesto de coragem filosófica: o autor expõe a si mesmo, com vulnerabilidade e altivez, como exemplo vivo da realidade que denuncia. A generosidade com que Luiz compartilha sua experiência provoca não só empatia, mas também um chamado ao pensamento.
Em resposta a esse gesto, compartilho minha própria trajetória, dialogando com Luiz e propondo uma ampliação filosófica do tema.
A seguir, estabeleço uma troca entre os dois textos iniciais e, a partir deles, desenvolvo uma reflexão conjunta sobre o etarismo, o valor da experiência, o perigo da vitimização e a necessidade de restaurar o bom combate: o do pensamento, oportunizando ao leitor examinar nossos pontos de vista sobre este relevante tema.
2. O Texto de Luiz Porto
"Etarismo: o preconceito invisível que marginaliza talentos experientes
Falar de etarismo é levantar uma questão incômoda, mas extremamente necessária. Especialmente quando ele se manifesta de forma silenciosa, nas entrelinhas dos processos seletivos, nas oportunidades que nunca chegam, nos currículos que sequer são lidos.
Aos mais de 60 anos, com décadas de dedicação, entrega, aprendizado e paixão pelo trabalho, enfrento a dificuldade de me recolocar profissionalmente. Meu currículo provavelmente não é mais lido, meu nome parece não despertar interesse. E o que me pergunto, todos os dias, é: por quê? E não tenho a resposta. Talvez não seja por falta de preparo, experiência ou disposição, mas, aparentemente, por algo que nenhum curso ou competência técnica pode mudar: a minha idade.
Sim, tenho mais de 60 anos. E, sim, também, continuo com a mesma vontade de contribuir, aprender, orientar e servir que tinha aos 22 anos, quando ingressei no meu primeiro emprego no Banco do Brasil. Ao longo da minha jornada, por necessidade de crescimento, mudei de estado, de vida, de rotina. Vivi e trabalhei em lugares incríveis — Bahia, Pará, Paraíba, Roraima — sempre motivado pela necessidade de crescimento e pelo compromisso com a excelência. Em cada novo começo, levei comigo o compromisso de entregar o meu melhor. E sempre o entreguei, deixando nesses locais o melhor de mim, do meu conhecimento, da minha energia e da minha ética profissional. Acreditei, sinceramente, que a experiência era um diferencial, mas, hoje, sinto que para muitas organizações ela parece ser um peso, como se tudo isso tivesse perdido o valor.
Existe uma dolorosa suspeita de que, para muitas empresas, quem passou dos 60 já não tem mais nada a oferecer. Como se a experiência não fosse mais um diferencial, ou como se o tempo vivido fosse um fardo, e não um tesouro. Como se a capacidade de inovar, liderar, ensinar ou aprender tivesse prazo de validade peremptório.
Mas, será mesmo que não temos mais valor? Será que, já tendo trilhado tantos caminhos, enfrentado crises, formado e orientado equipes, tomado decisões difíceis, e, mesmo assim, ainda querer fazer parte do presente e do futuro, não temos mais direito à escuta?
Quantas oportunidades de ouro não estão sendo desperdiçadas ao se ignorarem os mais experientes? Quantos jovens talentos deixariam, talvez, de errar se tivessem ao seu lado mentores maduros para orientá-los? Na cultura oriental, a experiência dos mais velhos é reverenciada como fonte de saber e equilíbrio. Aqui, muitas vezes, é descartada. Não por falta de competência, mas por puro preconceito.
O etarismo nos silencia, nos apaga e, pior, empobrece o mercado, que perde a chance de unir gerações, somar talentos e fortalecer a base das futuras lideranças. Então, é preciso, urgentemente, repensar esse modelo, a fim de valorizar o tempo vivido, integrar gerações, dar voz — e vez — a quem ainda tem muito a contribuir, apesar das “alvas cãs”, como dizia meu saudoso pai.
Que esse post possa abrir olhos, portas e mentes. Eu continuo pronto. Com energia, com amor pelo que faço e com muita vontade de seguir contribuindo. Só preciso de uma chance. Só preciso que olhem além da minha data de nascimento.
A mudança começa agora. Vamos juntos construir um mercado de trabalho mais justo, inclusivo e valorizador da experiência. Porque o futuro pertence a todos nós, independentemente da idade."
3. A Minha resposta
Caro Luiz Porto,
Teu artigo sobre o etarismo é mais do que pertinente — é necessário. Entretanto, o que mais me tocou foi a generosidade com que escolheste falar de ti mesmo, oferecendo tua própria trajetória como exemplo vivo de uma realidade que precisa ser vista com mais seriedade e sensibilidade.
Vejo na tua atitude algo raro: a coragem de unir experiência e vulnerabilidade sem perder a dignidade. E isso, a meu ver, já é uma forma de liderança silenciosa — daquelas que não se impõem, mas que despertam.
Permita-me compartilhar, com humildade, um pouco da minha vivência. Desde que iniciei na advocacia, sempre soube que essa seria minha identidade até o fim da vida. O título de advogado, para mim, é inalienável: não por orgulho, mas por consciência. Só eu mesmo poderia retirá-lo de mim — e bastaria, para mantê-lo, honrar não apenas o Código de Ética da profissão, mas algo que considero a base de tudo: o ethos humano.
Ainda jovem, afirmei com convicção que jamais voltaria a ser Procurador-Geral do Estado do Amazonas. Dizia: “Já fui, não preciso repetir.” Meu projeto era outro: ser Desembargador. Mas em 2019, aos 55 anos — um lustro antes dos 60 — lá estava eu novamente à frente da PGE. E vivi uma das experiências mais ricas da minha trajetória pública. Precisei “morder a língua”. Entendi que aquela era uma matéria da vida profissional que eu ainda não havia sido aprovado. Era preciso refazer. E fiz com gratidão, zelo, respeito e com muito amor. Hoje, não é algo que desejo, mas tampouco me incomodaria em refazer esse caminho — pois sei que seria, inevitavelmente, novo. Nem eu, nem a PGE, somos mais os mesmos...
Aliás, entrei na Procuradoria como o último colocado do meu concurso. E acabei por comandá-la em diversos momentos. Para mim, isso foi sempre uma mensagem de Deus: "os últimos serão os primeiros". Não como mérito individual, mas como sinal silencioso de uma pedagogia maior.
Curiosamente — e é aqui que tua reflexão me reencontra — vivi minha vida profissional orientado por um princípio que cito no artigo que te encaminho: a filosofia de Roberto Marinho. Quando jovem, busquei conviver com os mais velhos para aprender com eles. Hoje, mais velho, sigo aprendendo com os jovens. Isso se tornou um modo de ser. E talvez seja isso o que nos sustenta: a humildade filosófica de quem sabe que o verdadeiro saber é sempre inacabado.
Uma observação importante advinda de tua leitura: quando concorri, nas primeiras vezes, ao cargo de Desembargador, vivi algo que poderia ser chamado de etarismo às avessas. Vários Desembargadores me diziam com elegância: “Gostamos de você, mas você ainda é muito jovem.” Eu tinha 40 anos. Nunca vi nisso um preconceito, mas talvez uma forma polida de escolherem alguém mais próximo, ou mais preparado naquele momento — ou, quem sabe, mais influente politicamente. Nada contra. Isso faz parte do processo e da vida.
O caso do amazonense Mauro Campbell, atual Ministro do STJ, é emblemático. Foi Procurador-Geral de Justiça enquanto eu era PGE. Sempre ocupou funções de relevância desde jovem, com brilhantismo e eficiência. Tornou-se Ministro aos 45 anos. Mas antes disso, também foi recusado como Desembargador. Etarismo? Talvez. Ou apenas os tempos ainda não estavam maduros. Sua trajetória mostra que a vida é cheia de surpresas — e que não devemos desistir diante de uma dificuldade. Às vezes, os obstáculos são a exata lapidação de que precisamos para nos tornarmos maiores.
No meu caso, a cada embate saí mais forte. E percebi que o verdadeiro ganho não era ser Desembargador — era crescer por dentro. Hoje, mais experiente, sou provavelmente o candidato que mais vezes concorreu ao cargo. E sigo, não como quem repete um projeto, mas como quem trilha um caminho com mais serenidade, reverência e respeito pela vida e pelos projetos secretos da Providência. Aprenderei com todos — jovens e idosos — e sei que, no mínimo, sairei melhor do que entrei.
No fundo, querido Porto, reconheço a existência do etarismo, assim como de todos os preconceitos em geral — contra mulheres, negros, homossexuais, etc. Mas penso, sinceramente, que não os devemos temer. Porque, muitas vezes, eles são apenas uma desculpa. Muitos os temem como ameaça presente ou futura. Outros os invocam como escudo. A solução está em não cair na armadilha da vitimização — mas em transformar a dor em propósito. Fazer autorreflexão para compreender qual é a lição que a vida está querendo te ensinar quando essas coisas acontecem.
Mas, infelizmente, a vitimização é mais confortável. Vivemos no eterno jogo da vitimização: “Não fui eu.” Adão, no Paraíso, ao ser advertido por Deus, usou essa ferramenta: “Senhor, foi a mulher que tu me deste.” Lula, no Calvário da Lava-Jato: o tríplex foi coisa da Marisa Letícia...
Acredito que é tempo de restaurar a boa filosofia e trazer a humanidade para o bom combate — que, para mim, é: o bom debate.
Por isso, acredito que este seja teu tempo de te tornar farol — não apenas com palavras, mas com a firmeza do exemplo. Ao escrever como escreveste, deste um passo precioso nessa direção. Tens todo o meu respeito — e, se quiseres seguir esse caminho da entrega frutífera, conte comigo.
Se você me permitir, posso me valer do seu generoso artigo e escrever um diálogo a partir dele, com base nesta resposta e no meu próprio artigo sobre o etarismo. Mas só o farei se você concordar.
Com estima e admiração,
do amigo de sempre,
Jorge Pinho
4. Etarismo: Reflexão, Diagnóstico e Caminho Filosófico
O etarismo, como destaca Luiz, é uma forma sutil de exclusão. Não grita, mas segrega. Não ataca, mas silencia. E é justamente por sua natureza silenciosa que exige uma abordagem mais profunda. Aqui, o pensamento filosófico pode oferecer o que a indignação isolada não consegue: contexto, medida, e sobretudo, transcendência.
Aristóteles já nos ensinava que a virtude reside no meio, entre os excessos e as ausências. O combate ao etarismo não pode ser, portanto, mais uma trincheira identitária que separa velhos e jovens, mas uma ponte de reconhecimento mútuo.
No documentário sobre a vida de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, há uma fala emblemática de Roberto Marinho que ilustra com perfeição a filosofia que defendo: “Quando eu era jovem, me cercava dos mais velhos para aprender com eles. Hoje que sou velho, me cerco dos mais jovens para continuar aprendendo com eles.”
Essa frase sintetiza a sabedoria prática e filosófica que nos falta: a consciência de que o aprendizado é um fluxo contínuo, e que o valor do saber não está em quem o diz, mas no que se diz.
Tenho visto, com admiração, exemplos concretos desse reencontro entre tempo vivido e criatividade renovada. Aqui no Amazonas, o professor Oldeney Sá Valente, que tanto me ensinou na juventude, se reinventa na pintura com serenidade e beleza. Da mesma forma, o querido Félix Valois nos brinda com crônicas cada vez mais sábias, enxutas e comoventes — verdadeiros tesouros de lucidez.
Em Pernambuco, onde cultivo laços afetivos e culturais profundos, testemunhei com alegria a vitalidade intelectual do professor Lourival Holanda, Presidente da Academia Pernambucana de Letras e da jurista Margarida Cantarelli, que continuam contribuindo com vigor, leveza e um senso de missão que transcende o tempo cronológico.
São faróis que iluminam não apenas pelo que já fizeram, mas pelo que continuam a ser: presença viva, atuante e inspiradora.
Martin Buber diria que o verdadeiro encontro ocorre quando um "Eu" encontra um "Tu". O etarismo, ao transformar o outro em um "Ele" genérico e descartável, rompe com a relação dialógica essencial. Um idoso que não é mais ouvido é tratado como objeto, não como pessoa. Mas o mesmo se dá quando um jovem é rejeitado apenas por ser jovem. A verdadeira superação do etarismo exige reencontro, não antagonismo.
O estoicismo, por sua vez, lembra-nos que o valor da vida está naquilo que controlamos: nossas escolhas, nossa coragem, nossa resiliência. Marco Aurélio nos convida a aceitar o que não podemos mudar e agir com dignidade sobre o que nos cabe. O que fazemos diante do etarismo? Vitimização ou propósito? Denúncia estéril ou construção de alternativas?
Como lembrei na mensagem acima dirigida a Luiz Porto, há uma pedagogia silenciosa da vida. Ser recusado, não ouvido ou subestimado pode ser uma forma de afiação interior. Mas isso não significa aceitar injustiças com passividade. Significa respondê-las com altura. Como diz a Cabala Judaica: o que parece ruptura pode ser apenas o início do Tikun, da reparacão.
5. Etarismo: Entre Filosofia e Fragmentação
Vivemos hoje em uma sociedade marcada por bandeiras identitárias que, embora levantadas sob o pretexto da justiça, muitas vezes acabam por fragmentar o tecido social. Entre elas está o etarismo, que precisa ser reconhecido não como mais uma trincheira política, mas como um desafio ético e filosófico.
Entendo que o combate ao etarismo deve ser guiado por valores universais. Não devemos atribuir validade a uma ideia com base na idade de quem a propõe. O que importa é o mérito da ação, da reflexão, do gesto. Como dizia Sócrates, a verdade deve ser buscada pela coerência e pela razão, não pela origem de quem a formula.
Aristóteles complementa esse raciocínio ao afirmar que a virtude está no meio — e o meio, neste caso, é a convivência entre gerações, o reconhecimento mútuo das capacidades e limites de cada uma. Da mesma forma, os estoicos, como Marco Aurélio, insistiam que todos partilhamos uma natureza racional comum. Idade, gênero ou origem não devem ser barreiras ao valor das ideias.
6. O Risco da Vitimização e o Valor da Superação
A fragmentação identitária, quando mal conduzida, gera ressentimento e vitimização. Como escrevi em minha carta a Luiz, há sempre a tentação de transformar a dor em desculpa, e não em propósito. Daí a importância da autorreflexão: o que a vida está querendo nos ensinar quando a resposta não vem como esperávamos?
Esse movimento — entre o que se pede e o que se recebe — é também a dinâmica do amadurecimento. E talvez esteja aí o verdadeiro combate ao etarismo: não na denúncia isolada, mas na atitude filosófica que transforma rejeição em aprendizado e frustração em maturidade.
7. Entre a Dignidade e o Exemplo: O Farol Interior
Talvez a maior contribuição do texto de Luiz Porto esteja em sua disposição para continuar. Ele não se calou. Ele escreveu. E ao escrever, tornou-se farol. Porque todo aquele que transforma dor em linguagem, e linguagem em sentido, passa a iluminar os outros.
Por isso, esta reflexão conjunta não busca encerrar um tema, mas inaugurá-lo em novas camadas. Etarismo não se combate apenas com leis ou com slogans. Combate-se com convivência, com escuta, com exemplos vivos. E sobretudo, com aquela forma superior de maturidade que é capaz de olhar para o próprio caminho com gratidão, mesmo quando trilhado entre pedras.
8. Conclusão: O Tempo como Alquimia e a Filosofia como Ponte
O tempo não nos enfraquece. Ele nos depura. Aos que o acolhem com sabedoria, ele não cobra: ele revela. E talvez a filosofia não seja senão isso: a arte de continuar aprendendo com os que vieram antes e depois de nós. Um jovem que ouve um velho. Um velho que acolhe um jovem. Um humano que reencontra o outro como "Tu". Assim se constrói uma civilização digna do nome.
Luiz Porto me permitiu, neste artigo, não apenas o reencontro com um amigo, mas fundamentalmente a possibilidade de, na condição de amadurecidos, podermos oferecer aos nossos leitores algo cada vez mais raro: um testemunho compartilhado entre gerações. Que este diálogo inspire outras vozes a se erguerem, não para disputar espaço, mas para somar luzes.
A superação do etarismo — e de todo preconceito — não será feita por decretos nem por slogans. Será feita pela escuta, pelo reconhecimento mútuo, pelo exercício da razão e da virtude. A filosofia é, aqui, mais necessária do que nunca. Ela nos ensina que o verdadeiro humano se define não por sua idade, mas por sua capacidade de aprender, dialogar e se transformar.
Que este artigo seja, portanto, mais do que um diálogo entre dois amigos. Que seja um convite à escuta entre gerações, ao reencontro entre experiência e frescor, entre prudência e ousadia — porque só uma sociedade que respeita todas as fases da vida é digna do nome humano.
*Jorge Pinho é advogado, procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
NR - O autor completa hoje 61 anos. Parabéns. Dia oportuno para a publicação deste ensaio.

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PF investiga em Olinda empresa suspeita de fraudes em contratos públicos
18/06/2026
Olinda
Está entre os municípios onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Ao todo, a Justiça Federal expediu nove mandados, sendo oito em Pernambuco, nas cidades de Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Paulista, além de um em João Pessoa, na Paraíba.
As investigações
Tiveram início após a identificação de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica da empresa investigada. Segundo a Polícia Federal, também foram detectados saques frequentes em espécie e transferências para diversas pessoas físicas, levantando suspeitas sobre a destinação do...
A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira a Operação Infesto, que apura um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos firmados por uma empresa especializada em serviços de dedetização e impermeabilização.
Olinda
Está entre os municípios onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Ao todo, a Justiça Federal expediu nove mandados, sendo oito em Pernambuco, nas cidades de Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Paulista, além de um em João Pessoa, na Paraíba.
As investigações
Tiveram início após a identificação de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica da empresa investigada. Segundo a Polícia Federal, também foram detectados saques frequentes em espécie e transferências para diversas pessoas físicas, levantando suspeitas sobre a destinação dos recursos.
2020 a 2024
De acordo com os investigadores, contratos celebrados entre 2020 e 2024 em três municípios pernambucanos resultaram em repasses de aproximadamente R$ 3,8 milhões à empresa. Desse total, cerca de R$ 2,3 milhões tiveram origem em recursos federais.
A apuração
Aponta que parte dos valores recebidos teria sido redistribuída para integrantes do núcleo familiar da sócia da empresa e para terceiros, por meio de operadores financeiros e empresas interpostas, em uma suposta tentativa de ocultar a origem dos recursos. Também foram identificados indícios de repasses financeiros a um agente público durante o período de execução dos contratos, situação que pode indicar pagamento de vantagem indevida.
Segundo a PF
Uma parcela significativa dos contratos analisados foi celebrada por dispensa de licitação e tinha como objeto serviços de controle de pragas, dedetização, sanitização e impermeabilização. Foi justamente nesse contexto que surgiram os indícios de irregularidades investigados na operação.
Os mandados
Têm como objetivo apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam auxiliar no aprofundamento das investigações. Os envolvidos poderão responder, conforme o caso, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal
Destaca que as investigações continuam em andamento e que os fatos ainda estão sob apuração.
Aconteceu hoje - Rumble e Trump Media pedem julgamento de Moraes à revelia nos EUA
18/06/2026
Citação de Moraes por e-mail
Diante disso, a Justiça da Flórida autorizou a citação de Moraes por e-mail. De acordo com a petição, os documentos foram enviados a dois endereços eletrônicos vinculados ao STF, e houve confirmação de entrega em um deles. Caso a Justi...
As empresas Rumble e Trump Media, está última ligada a Donald Trump, pediram à Justiça Federal da Flórida que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, seja julgado à revelia no processo movido contra ele nos EUA. Em petição apresentada hoje, quinta-feira, 18/06, as empresas afirmam que Moraes foi citado por meio de um procedimento autorizado pela própria Justiça americana e tinha até o dia 15/06 para se manifestar. Segundo os autores da ação, o ministro não apresentou resposta, não pediu prorrogação do prazo e tampouco constituiu defesa no processo. A Rumble e a Trump Media sustentam que tentaram notificar Moraes por meses pelos canais previstos na Convenção da Haia e não obtiveram sucesso.
Citação de Moraes por e-mail
Diante disso, a Justiça da Flórida autorizou a citação de Moraes por e-mail. De acordo com a petição, os documentos foram enviados a dois endereços eletrônicos vinculados ao STF, e houve confirmação de entrega em um deles. Caso a Justiça dos EUA acolha o requerimento, o processo seguirá para uma nova etapa, em que a Rumble e a Trump Media poderão tentar obter uma decisão favorável mesmo sem uma manifestação de Moraes sobre o mérito das acusações. Em publicação nas redes sociais, o advogado das empresas, Martin De Luca, afirmou que a ação poderá definir até que ponto decisões de autoridades estrangeiras podem produzir efeitos sobre plataformas, conteúdos e usuários localizados nos EUA.
Caso Master e STF - Ministro André Mendonça deve deixar Daniel Vorcaro na PF
18/06/2026
Contraria a PF
Na prática, ele acabaria mantendo Vorcaro no mesmo local no qual ele elaborou com seus advogados a última proposta de delação premiada, rejeitada pela PF e pela PGR. André Mendonça contudo teme por eventual contato de Vorcaro com o ex-dirigente do BRB, que está preso no presídio da Papuda e também negocia uma colaboração premiada com a PF e a PGR. Se essa for mesmo a decisão de Mendonça, ele contraria a Polícia Federal, que se manifestou a favor da transferênc...
O ministro-relator do Caso Master no STF, André Mendonça, tende a manter o banqueiro Daniel Vorcaro preso na Superintendência da PF e assim manter em aberto a possibilidade de que ele possa fazer uma nova colaboração premiada. Segundo interlocutores do ministro, porém, o principal motivo dessa provável decisão é manter a integridade física de Vorcaro e evitar que ele tenha contato com outros potenciais delatores, como o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Contraria a PF
Na prática, ele acabaria mantendo Vorcaro no mesmo local no qual ele elaborou com seus advogados a última proposta de delação premiada, rejeitada pela PF e pela PGR. André Mendonça contudo teme por eventual contato de Vorcaro com o ex-dirigente do BRB, que está preso no presídio da Papuda e também negocia uma colaboração premiada com a PF e a PGR. Se essa for mesmo a decisão de Mendonça, ele contraria a Polícia Federal, que se manifestou a favor da transferência de Vorcaro para uma cela comum. Por outro lado, atende parcialmente a defesa de Vorcaro que tem defendido uma cela especial por entender haver risco de morte do banqueiro em uma cela comum, mas entende que o melhor caminho, inclusive para uma nova proposta de colaboração premiada, seria a ida dele para uma prisão domiciliar.
Setor Turístico em 2026 - Prefeitura do Recife lança pesquisa para definir plano de capacitação
18/06/2026
Objetivos da pesquisa
A pesquisa pretende identificar áreas prioritárias para a realização de cursos, oficinas, palestras e treinamentos, além de apontar lacunas de competências técnicas e comportamentais e compreender os formatos e horários mais adequados para a participação do público-alvo. “Ao identificar as necessidades do setor, conseguimos planejar ações mais efetivas e ampliar as oportunidades para quem trabalha com turismo no Recife”, ressalta Porto.
Prazo e quem pode participar
O levantamento fica d...
A Prefeitura do Recife, por meio da Escola de Turismo do Recife, iniciou uma pesquisa voltada à construção do Plano Anual de Capacitação do Turismo, PAC-TUR 2026. A iniciativa tem o objetivo de mapear as necessidades de qualificação profissional, aperfeiçoamento técnico e desenvolvimento de competências dos diversos segmentos que integram a cadeia produtiva do turismo na capital pernambucana.
Objetivos da pesquisa
A pesquisa pretende identificar áreas prioritárias para a realização de cursos, oficinas, palestras e treinamentos, além de apontar lacunas de competências técnicas e comportamentais e compreender os formatos e horários mais adequados para a participação do público-alvo. “Ao identificar as necessidades do setor, conseguimos planejar ações mais efetivas e ampliar as oportunidades para quem trabalha com turismo no Recife”, ressalta Porto.

Prazo e quem pode participar
O levantamento fica disponível até agosto e servirá de base para a definição das ações formativas que serão ofertadas, buscando alinhar a programação da Escola de Turismo às demandas apresentadas por profissionais, empresários, estudantes, gestores públicos e demais representantes do setor. Podem participar profissionais do turismo, guias turísticos, agentes de viagens, trabalhadores da hotelaria e gastronomia, empreendedores do setor, condutores e monitores turísticos, artesãos, produtores culturais, estudantes, pesquisadores, servidores públicos e instituições de ensino ligadas à atividade turística.
A pesquisa
A coleta de informações será realizada por meio de formulário eletrônico disponibilizado nos canais oficiais da Prefeitura do Recife e da Escola de Turismo. Após a conclusão da etapa de participação, os dados serão consolidados e analisados pela equipe técnica responsável, subsidiando a elaboração do PAC TUR 2026. Com a iniciativa, a gestão municipal busca fortalecer a política de qualificação profissional do turismo, contribuindo para a empregabilidade, o empreendedorismo e o desenvolvimento do destino Recife.
A pesquisa fica disponível até agosto pelo link: https://escoladeturismo.recife.pe.gov.br/escola-de-turismo-do-recife-lanca-pesquisa-para-construcao-do-plano-anual-de-capacitacao/
Academia de Artes e Letras de Pernambuco comemora Jubileu de Ouro
18/06/2026
Cinco décadas dedicadas às artes, às letras e à preservação da memória cultural de Pernambuco.
Neste Jubileu de Ouro, celebramos os 50 anos da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, instituição que, ao longo de sua trajetória, tem contribuído de forma significativa para o fortalecimento da produção intelectual, artística e cultural do nosso Estado.
Presidida por Moisés Paixão, a Academia permanece fiel à sua missão de valorizar as artes, as letras e os grandes nomes da cultura pernambucana, mantendo viva a tradição de diálogo entre a criação artística, a reflexão intelectual e a defesa de nossa identidade cultural.
Como membro desta Academia desde 2007, quase 20 anos, sinto-me honrado em participar desta celebração e em integrar uma história construída por homens e mulheres que dedicaram suas vidas à cultura de Pernambuco.
Tereza Magalhães e Moisés Paixão
Neste momento comemora...
Introdução
Cinco décadas dedicadas às artes, às letras e à preservação da memória cultural de Pernambuco.
Neste Jubileu de Ouro, celebramos os 50 anos da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, instituição que, ao longo de sua trajetória, tem contribuído de forma significativa para o fortalecimento da produção intelectual, artística e cultural do nosso Estado.
Presidida por Moisés Paixão, a Academia permanece fiel à sua missão de valorizar as artes, as letras e os grandes nomes da cultura pernambucana, mantendo viva a tradição de diálogo entre a criação artística, a reflexão intelectual e a defesa de nossa identidade cultural.
Como membro desta Academia desde 2007, quase 20 anos, sinto-me honrado em participar desta celebração e em integrar uma história construída por homens e mulheres que dedicaram suas vidas à cultura de Pernambuco.

Tereza Magalhães e Moisés Paixão
Neste momento comemorativo, gostaria de destacar a figura de Tereza Magalhães, cuja atuação foi fundamental para a consolidação e o prestígio da Academia ao longo dos anos.
Registro também a importância da gestão do atual presidente, Moisés Paixão, que vem conduzindo a instituição com dedicação, espírito agregador e compromisso com os valores que inspiraram sua fundação, fortalecendo seu papel no cenário cultural pernambucano.
O falecimento de Raimundo Carrero
Esta celebração ocorre também sob o sentimento de profunda tristeza pelo falecimento, anteontem, 16 de junho de 2026, do grande escritor pernambucano Raimundo Carrero.
Carrero foi uma das vozes mais relevantes da literatura brasileira contemporânea, autor de uma obra singular, marcada pela força da imaginação, pela densidade humana e pela profunda ligação com a cultura nordestina.
Grande amigo do presidente Moisés Paixão, foi também meu confrade e querido amigo.
Para esta singela homenagem
Trago os versos do poeta paraibano Irani Medeiros:
Réquiem para Raimundo Carrero
Partiu ao encontro das bibliotecas invisíveis,
onde os livros respiram como pássaros antigos
e as palavras acendem lampiões sobre a névoa do tempo.
Deixou na mesa uma caneta ainda quente,
como se a madrugada pudesse continuar escrevendo
o romance interminável dos homens e dos sonhos.
Agora os sinos da memória dobram baixinho
sobre os telhados molhados da infância nordestina.
Os rios carregam páginas soltas para o mar,
e cada página é uma estrela navegando na correnteza.
O vento recolhe as sílabas esquecidas
e as espalha pelos quintais da eternidade.
Vejo sua sombra atravessando os corredores da chuva,
conversando com personagens que jamais morreram.
As árvores inclinam seus galhos em silêncio,
os pássaros guardam luto dentro das asas,
e a lua costura fios de prata na noite
como quem remenda a ausência de um contador de mundos.
Mas a morte não fecha os livros dos grandes sonhadores.
Ela apenas vira uma página.
E enquanto houver um leitor diante da luz,
enquanto houver um coração escutando o rumor das palavras,
Raimundo Carrero caminhará entre nós,
feito clarão de candeeiro aceso na vasta escuridão do tempo.
(Irani Medeiros
16 de junho de 2026)

Os 99 anos de Ariano Suassuna e o início das comemorações de seu centenário
Neste ano em que Ariano Suassuna completaria 99 anos, iniciam-se também as celebrações que conduzirão ao centenário de nascimento daquele que foi um dos maiores gênios da cultura brasileira.
Além de sua genialidade artística e intelectual, Ariano foi uma figura humana extraordinária, com quem tive a felicidade de conviver desde a infância.
Minha mãe foi sua marchand por muitos anos, enquanto meu pai, Maximiano Campos, escreveu o posfácio da primeira edição de A Pedra do Reino. Ariano, por sua vez, prefaciou Sem Lei nem Rei, entre outros diálogos literários que mantiveram ao longo da vida.
Morávamos na mesma rua, a Rua do Chacon, o que tornou nossa convivência ainda mais próxima e enriquecedora.
Sua voz permanece viva na defesa de nossas raízes, de nossa identidade e da riqueza da cultura popular brasileira.

Homenagem ao Jubileu de Ouro da Academia
Esta é uma data histórica e profundamente significativa.
Celebramos não apenas uma instituição, mas um legado construído por sucessivas gerações de artistas, escritores, intelectuais e defensores da cultura pernambucana.
Parabenizo a Academia de Artes e Letras de Pernambuco, sua diretoria, seus acadêmicos e todos aqueles que contribuíram para que esta casa chegasse aos seus cinquenta anos de existência mantendo viva sua missão cultural.
Que os próximos cinquenta anos sejam igualmente fecundos, inspiradores e comprometidos com a preservação e a valorização das artes, das letras e da memória de Pernambuco.
Por Antônio Campos.
Advogado, escritor e acadêmico.
Educação - Governo cria política nacional para estudantes com superdotação
18/06/2026
O governo federal sancionou hoje, quinta-feira, 18/06, a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, e cria também o cadastro nacional voltado a esse público. A finalidade é assegurar a identificação precoce, o desenvolvimento integral e a inclusão plena de alunos com altas habilidades no sistema educacional brasileiro. O texto inclui ainda aqueles com dupla excepcionalidade – quando a superdotação existe junto com outras condições, como transtornos do neurodesenvolvimento ou deficiências. Dados do Censo Escolar de 2025 registraram cerca de 56 mil estudantes formalmente identificados com altas habilidades ou superdotação. A adesão à política será voluntária para estados, DF e municípios, mediante formalização com o governo federal. Nos casos de adesão, a União poderá oferecer apoio técnico e financeiro para implementação das ações, conforme disponibilidade orçamentária. O financiamento das iniciativas poderá incluir fontes como fundos da educação e programas de investimento público.

Atendimento especializado
Entre as principais medidas, a lei determina que os sistemas de ensino ofereçam atendimento educacional especializado, por meio de ações complementares à escolarização regular, como: programas de enriquecimento curricular; aceleração de estudo; agrupamento de estudantes por áreas de interesse. A norma prevê progressão educacional flexível, ao permitir avanços por disciplina ou área do conhecimento, além da possibilidade de aceleração integral da trajetória escolar. As medidas devem considerar o ritmo de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de cada estudante.

Cadastro Nacional
O Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação ficará sob responsabilidade do MEC. A finalidade é mapear e acompanhar a trajetória educacional desses alunos, para subsidiar a formulação e avaliação de políticas públicas. Esse banco de dados será alimentado com informações de censos educacionais e outras bases oficiais, respeitando a legislação de proteção de dados.
Israel publica mapa mostrando território ocupado no Líbano, e desafia acordo entre Irã e EUA
18/06/2026
Comunicado
"As Forças de Defesa de Israel estão posicionadas na Zona de Segurança, a cerca de 10 km dentro do território libanês, devido a requisitos operacionais. Os soldados continuarão a remover ameaças e a fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel", afirma o comunicado.
O acordo e Netanyahu
O acordo assinado ontem pelos EUA com o Irã exige o fim dos combates em todas as frentes, inclusive no Líban...
Após desafiar o acordo firmado entre EUA e Irã com um ataque ao sul do Líbano hoje, quinta-feira, 18/06, Israel divulgou um mapa nas redes sociais, mostrando a ocupação de suas tropas no território libanês. Segundo as Forças Armadas israelenses, a imagem, mostra a Zona de Segurança que Israel deseja manter para proteger o norte do país de ataques do grupo extremista Hezbollah, com linhas vermelhas marcando uma área com distância de cerca de 10 quilômetros de sua fronteira.

Comunicado
"As Forças de Defesa de Israel estão posicionadas na Zona de Segurança, a cerca de 10 km dentro do território libanês, devido a requisitos operacionais. Os soldados continuarão a remover ameaças e a fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel", afirma o comunicado.

O acordo e Netanyahu
O acordo assinado ontem pelos EUA com o Irã exige o fim dos combates em todas as frentes, inclusive no Líbano, e que as partes garantam “a integridade territorial e a soberania" do país. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no entanto, vem rejeitando continuamente os apelos do presidente norte-americano, Donald Trump, para retirar suas tropas do território libanês e parar com os bombardeios. Duas autoridades israelenses, incluindo uma autoridade de alto escalão próxima a Netanyahu, que falaram à Reuters sob condição de anonimato, afirmaram hoje, 18/06, que Israel está mantendo negociações com os EUA sobre a manutenção do destacamento de suas tropas no sul do Líbano e as descreveu como "difíceis". Ambos disseram que Israel não recuaria em sua posição de que suas tropas permaneceriam mobilizadas no Líbano e criticaram o acordo firmado pelos EUA, dizendo que ele não foi longe o suficiente para abordar as preocupações de Israel em relação ao programa nuclear iraniano. (Foto: Forças de Defesa de Israel)
Presidente do Senado cancela sessão de hoje do Congresso sobre vetos presidenciais
18/06/2026
Vetos do presidente
A sessão de hoje teria 70 itens previstos, sendo 65 vetos do presidente Lula e 5 projetos de crédito orçamentário. Alcolumbre afirmou haver muitas "polêmicas" sobre os temas e criticou o quórum baixo de parlamentares. Os vetos presidenciais podem ser derrubados ou mantidos pelo Congresso, que tem a palavra final sobre a lei. Para a rejeição do veto e retomada do texto original aprovado pelo Congress...
Por falta de acordo entre as lideranças partidárias, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu cancelar a sessão do Congresso Nacional prevista para hoje, quinta-feira, 18/06, para a análise de vetos presidenciais. Segundo ele, uma nova sessão deve ser convocada daqui 15 dias, mesmo que ainda não haja acordo sobre a pauta. "Posso reafirmar para vocês que, com acordo ou sem acordo, daqui a 15 dias, antes do recesso, eu espero ter uma sessão do Congresso", disse em entrevista a jornalistas na Câmara dos Deputados.

Vetos do presidente
A sessão de hoje teria 70 itens previstos, sendo 65 vetos do presidente Lula e 5 projetos de crédito orçamentário. Alcolumbre afirmou haver muitas "polêmicas" sobre os temas e criticou o quórum baixo de parlamentares. Os vetos presidenciais podem ser derrubados ou mantidos pelo Congresso, que tem a palavra final sobre a lei. Para a rejeição do veto e retomada do texto original aprovado pelo Congresso, são necessários os votos de 257 deputados e 41 senadores.
Alcolumbre
Na próxima sessão, a intenção do presidente do Senado é pautar cerca de 20 ou 30 vetos. A estratégia é fatiar a pauta e dividir a análise dos mais de 90 vetos pendentes em mais de uma deliberação. "Nós vamos tentar construir não duas sessões do Congresso, mas três, dividindo ainda mais esse dispositivos", declarou. De acordo com Alcolumbre, uma das dificuldades de acordo envolve posições divergentes entre líderes de uma mesma bancada no Senado e na Câmara, por exemplo. Ele afirmou ter diminuído os itens previstos para a sessão desta quinta, mas, ainda assim, "100% do Congresso" e do governo estavam insatisfeitos. "É inacreditável porque de ontem para hoje, infelizmente, mesmo tirando 300 dispositivos e 20 vetos, as críticas sobre essa pauta ainda estão muito grandes", declarou. Entre os itens pautados estavam, por exemplo, vetos à LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias - e ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, a chamada Lei Antifacção.

Alcolumbre deu a declaração a jornalista ao lado do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, que é responsável por negociar acordos sobre a cédula de votação nas sessão conjuntas. Segundo ele, "não é culpa" de Randolfe a falta de um entendimento. (Com CNN Brasil)
Copa do Mundo 2026 - Com mistério na escalação, Brasil finaliza preparação para enfrentar Haiti amanhã
18/06/2026
Imprensa
Como de praxe, a imprensa pôde acompanhar apenas os 15 minutos iniciais da atividade de hoje no Centro de Treinamento Columbia Park, do New York Red Bulls, em Nova Jersey. Diferentemente de ontem, quando foi possível observar um trabalho tático durante o período liberado aos jornalistas, desta vez, os jogadores, entre eles, o atacante Neymar, fizeram somente um trabalho de aquecimento seguido de uma roda de "bobinho". Houve, ainda, uma brincadeira com Gabriel Martinelli. Aniversariante do dia, o atacante de agora 25 anos teve de passar pelo meio de 2 filas de atletas para receber tapinhas descontraídos de parabéns na cabeça. O trote, festivo, é comum no futebol.
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O técnico Carlo Ancelotti concluiu hoje, quinta-feira, 18/06, os preparativos da seleção brasileira para o segundo jogo pelo Grupo C da Copa do Mundo. Amanhã, sexta-feira, 19/06, o Brasil enfrenta o Haiti na Filadélfia, a partir das 21h30, horário de Brasília.
Imprensa
Como de praxe, a imprensa pôde acompanhar apenas os 15 minutos iniciais da atividade de hoje no Centro de Treinamento Columbia Park, do New York Red Bulls, em Nova Jersey. Diferentemente de ontem, quando foi possível observar um trabalho tático durante o período liberado aos jornalistas, desta vez, os jogadores, entre eles, o atacante Neymar, fizeram somente um trabalho de aquecimento seguido de uma roda de "bobinho". Houve, ainda, uma brincadeira com Gabriel Martinelli. Aniversariante do dia, o atacante de agora 25 anos teve de passar pelo meio de 2 filas de atletas para receber tapinhas descontraídos de parabéns na cabeça. O trote, festivo, é comum no futebol.

Mistério na escalação
A escalação para o duelo contra o Haiti segue um mistério. Ontem, o trabalho tático durante o tempo em que o treino esteve aberto à imprensa tinha Danilo (depois o volante Ederson) na lateral direita, Léo Pereira e Marquinhos na zaga, Douglas Santos fechando o sistema defensivo no lado esquerdo, Fabinho e Bruno Guimarães pelo meio e o quarteto ofensivo com Gabriel Martinelli, Vinícius Júnior, Igor Thiago e Luiz Henrique. Não significa, porém, que esta será a escalação para amanhã, já que Gabriel Magalhães e Raphinha foram poupados, substituídos por Léo Pereira e Gabriel Martinelli, respectivamente. O zagueiro tem sido preservado por conta do desgaste físico da temporada, e o atacante apresentou bolhas no pé na reapresentação após o empate do último sábado, 13/06, com Marrocos, por 1 a 1, em Nova Jersey. Na estreia da Copa, o Brasil atuou com Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinícius Júnior, Raphinha e Igor Thiago. Na entrevista coletiva de ontem, o zagueiro Danilo (que jogou por muitos anos como lateral-direito) admitiu que Ancelotti tem "três ou quatro" dúvidas para sexta-feira, 19/06.