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Câmara aprova pena maior para injúria racial contra mulheres e idosos

16/04/2025

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A Câmara dos Deputados aprovou ontem, 15/04, em votação simbólica, um projeto que aumenta a pena para o crime de injúria racial se praticado contra mulheres e idosos. O texto segue agora para análise pelo Senado. Atualmente, a Lei do Racismo fixa pena de 2 a 5 anos e multa. A proposta acrescenta um dispositivo à lei para prever que essa pena aumenta de um terço a dois terços se o crime for praticado contra mulher ou pessoa idosa. Segundo a norma, a pena é aplicada por “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional”. A autora do PL: “casos de injúrias raciais são cometidos persistentemente no Brasil e, as vítimas mais frequentes dessa prática criminosa são pessoas negras, com especial foco nas mulheres e em pessoas idosas”. “Isso tem uma relevância muito grande pelo contexto da nossa sociedade, que tem o racismo como uma prática, e também se tratando de pessoas idosas”, afirmou a relatora.

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A Câmara dos Deputados aprovou ontem, 15/04, em votação simbólica, um projeto que aumenta a pena para o crime de injúria racial se praticado contra mulheres e idosos. O texto segue agora para análise pelo Senado. Atualmente, a Lei do Racismo fixa pena de 2 a 5 anos e multa. A proposta acrescenta um dispositivo à lei para prever que essa pena aumenta de um terço a dois terços se o crime for praticado contra mulher ou pessoa idosa. Segundo a norma, a pena é aplicada por “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional”. A autora do PL: “casos de injúrias raciais são cometidos persistentemente no Brasil e, as vítimas mais frequentes dessa prática criminosa são pessoas negras, com especial foco nas mulheres e em pessoas idosas”. “Isso tem uma relevância muito grande pelo contexto da nossa sociedade, que tem o racismo como uma prática, e também se tratando de pessoas idosas”, afirmou a relatora.

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Comove Brasília, neste sábado (22), morte de veterinária atacada por cães que fazem a segurança do Senado Federal

22/08/2026

Repercutiu em todo o Distrito Federal a morte, neste sábado (22/08), da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, atacada quando trabalhava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia do Senado.

Em primeiro lugar, porque apesar de não ser uma informação omitida pela instituição, nem toda a população sabia que o Senado Federal também contava com cães para fazer a segurança de parlamentares e conter confrontos observados na área externa dessa casa legislativa. Muito menos que possuía um canil.

Em segundo lugar, pela ferocidade do episódio, que chocou muitos cidadãos. Com 36 anos de idade, aparentando ser mais nova, Vitória foi estagiária de Medicina Veterinária no Senado entre 2022 a 2024 e retornou posteriormente à instituição como profissional terceirizada, na prestação do serviço de cuidado dos animais.

Ração aos animais

Ela foi mordida no pescoço por um dos cães, um pastor-belga, na última terça-fe...

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Repercutiu em todo o Distrito Federal a morte, neste sábado (22/08), da médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, atacada quando trabalhava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia do Senado.

Em primeiro lugar, porque apesar de não ser uma informação omitida pela instituição, nem toda a população sabia que o Senado Federal também contava com cães para fazer a segurança de parlamentares e conter confrontos observados na área externa dessa casa legislativa. Muito menos que possuía um canil.

Em segundo lugar, pela ferocidade do episódio, que chocou muitos cidadãos. Com 36 anos de idade, aparentando ser mais nova, Vitória foi estagiária de Medicina Veterinária no Senado entre 2022 a 2024 e retornou posteriormente à instituição como profissional terceirizada, na prestação do serviço de cuidado dos animais.

Ração aos animais

Ela foi mordida no pescoço por um dos cães, um pastor-belga, na última terça-feira (18/08), quando entrou no canil para dar a ração deles. A veterinária ficou alguns minutos sozinha, machucada, até que um policial legislativo a encontrou deitada e sangrando.

O policial realizou os primeiros socorros e chamou uma ambulância que a encontrou em parada cardiorespiratória e a reanimou. A veterinária foi encaminhada ao Hospital de Base de Brasília, onde passou por uma cirurgia após sofrer mordidas na região do pescoço, que causaram hemorragia e a deixaram em estado grave.

A situação e as causas do ataque ainda estão sendo analisadas, uma vez que a profissional não era desconhecida dos cães, pelo contrário: atuava no manejo e cuidados de saúde desses animais há tempos. Inclusive, o cachorro que a atacou foi retirado do local e está em isolamento, para observação mais detalhada sobre sua saúde e seu comportamento.

Perplexidade e repercussão

Desde o anúncio do óbito, além da perplexidade das pessoas como um todo, não param de repercutir nos veículos de imprensa de Brasília e nas redes sociais notas de solidariedade e sentimentos aos colegas e à família da veterinária.

"Neste momento de dor, o Senado expressa sua solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, lembrada pela dedicação com que sempre desempenhou suas atividades", ressaltou em nota oficial, a mesa diretora do Senado.

Também o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindlegis) se manifestou. A entidade afirmou em nota que “expressa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de trabalho e coloca-se à disposição da família”. Além disso, reforçou que “devem prevalecer o respeito à memória de Vitória e o acolhimento daqueles que convivem com a dor de sua ausência".




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Entrevista — “Atores políticos que antes não coexistiam, agora atuam sob os mesmos holofotes", afirma Marcelo S.Tognozzi

22/08/2026

Observador atento dos principais problemas do Brasil, o jornalista e analista político Marcelo S. Tognozzi critica, nesta entrevista, o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia — um dos maiores do país, que entrou em recuperação judicial na última semana — a suspensão das demissões.

Na contramão de muitos especialistas em relações de trabalho, ele é da opinião que o que está acontecendo no Brasil “não é muito diferente do que vivemos em um passado recente”. Só que, em sua avaliação, desta vez a crise econômica “trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário”.

O Poder — O senhor criticou o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia, que iniciou a semana pedindo recuperação judicial, a suspensão das demissões já feitas. Por que motivo?

Marcelo Tognozzi — O Brasil parece estar eternamente numa marc...

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Observador atento dos principais problemas do Brasil, o jornalista e analista político Marcelo S. Tognozzi critica, nesta entrevista, o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia — um dos maiores do país, que entrou em recuperação judicial na última semana — a suspensão das demissões.

Na contramão de muitos especialistas em relações de trabalho, ele é da opinião que o que está acontecendo no Brasil “não é muito diferente do que vivemos em um passado recente”. Só que, em sua avaliação, desta vez a crise econômica “trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário”.

O Poder — O senhor criticou o fato de a Justiça trabalhista ter determinado ao grupo Casas Bahia, que iniciou a semana pedindo recuperação judicial, a suspensão das demissões já feitas. Por que motivo?

Marcelo Tognozzi — O Brasil parece estar eternamente numa marcha da insensatez e os fatos às vezes parecem ficção. O grupo Casas Bahia, empresa que pediu recuperação judicial, tem dívida de R$ 17,3 bilhões. Para continuar operando, precisa fechar 298 lojas e demitir entre 1,9 mil e 2 mil empregados. A Justiça do Trabalho aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que demissões em massa devem passar por uma negociação com os sindicatos, mas o problema é muito maior do que se imagina. Se a empresa está derretendo, precisa tomar medidas duras e amargas para sobreviver.

Impor o retorno dos demitidos sem que sejam obrigados a devolver as indenizações recebidas, não vai salvar o emprego de ninguém. Morrerão todos abraçados, empresa e trabalhadores.

O Poder — Mas o senhor não concorda com o que disseram alguns sindicalistas, que do ponto de vista social foi uma decisão acertada, pelo menos nesse período de reestruturação do grupo?

Marcelo Tognozzi — Não se atrapalha quem tenta sobreviver. Principalmente no cenário deste ano eleitoral, com a economia enfrentando muitos problemas, o governo gastando mais do que poderia e os impostos crescendo mais do que deveriam. De janeiro a abril deste ano, 602 empresas entraram em recuperação judicial e outras 234 faliram. No início deste segundo semestre havia 6.341 empresas em recuperação judicial no Brasil, um aumento de 65,8% sobre igual período de 2023, nos primeiros meses de Lula 3.

Os trabalhadores sabem que o grosso dos empregos são gerados pela iniciativa privada e que quanto menos empresas, a oferta de postos de trabalho cai e menos dinheiro circulará na economia. A crise chega em ondas, até se estabelecer de vez como aconteceu no Dilma 2.

O Poder — Então, ao seu ver, esses eventos alertam para uma repetição de fatos observados em um Brasil nem tão remoto?

Marcelo Tognozzi — Quem leu ‘Anatomia de um Desastre’, livro escrito pelos jornalistas Cláudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, sabe os detalhes e os bastidores de um dos piores momentos do Brasil. A crise dissecada no livro foi edificada a partir de intervenção desastrosa na economia, cujas consequências todos nós conhecemos bem no bolso e no lombo. O que está acontecendo agora não é muito diferente do que vivemos no passado recente, porque a crise foi se instalando ao longo dos últimos três anos e trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário. A crise do governo Dilma, ficou restrita ao Executivo e Legislativo, terminando em impeachment com o Supremo negociando para aliviar Dilma que, ao contrário de Fernando Collor, não perdeu os direitos políticos e se candidatou ao Senado por Minas em 2018. Desta vez a crise está escalando num volume jamais visto.

O Poder — Com base em quais fundamentos o senhor considera que a escalada está sendo pior?

Marcelo Tognozzi — O custo do dinheiro reduziu drasticamente a margem dos produtores rurais, que vivem um paradoxo. Eles colherão safra recorde de 354 milhões de toneladas, mas, ao mesmo tempo, devem muito. Há até R$ 100 bilhões em operações ligadas ao agro que podem entrar em renegociação. Parte disso, R$ 36,7 bilhões, são créditos inadimplentes, enquanto R$ 63,5 bilhões correspondem a operações prorrogadas ou renegociadas. Até 113 mil tomadores podem ser alcançados. No agro, como no comércio, as recuperações judiciais estão explodindo. Somente este ano já foram 517 pedidos de recuperação judicial, 33% a mais do que no mesmo período de 2025. Num cenário em que temos aumento dos preços dos fertilizantes provocado pela guerra no Irã e na Ucrânia, o custo para produzir alimentos tenderá a subir ainda mais em 2027.

O Poder — Muito dessa crise também não é interferência do cenário internacional?

Marcelo Tognozzi — O cenário geopolítico promete ser mais hostil em 2027, com os Estados Unidos e seus aliados latino-americanos batendo bumbo em volta do Brasil, mas também com o acirramento da polarização na Europa, onde a direita está crescendo sustentada pelo discurso anti-imigração. Na Inglaterra o conservador e garoto propaganda do Brexit Nigel Farage, do Reform UK, voltou ao parlamento com a narrativa de independência. Farage dificilmente será inquilino do número 10 de Downing Street, mas pode empurrar o eleitorado para a opção mais conservadora ou desequilibrar o jogo dos Trabalhistas no parlamento.

Na França, Marine Le Pen lidera as pesquisas com mais de 30% dos votos para as presidenciais de abril de 2027. Claro que tudo isso pode mudar, como mudou na última eleição, mas esta é a tendência do momento. A França, junto com a Irlanda, são os maiores adversários do acordo Mercosul-EU. E na Espanha, pesquisas indicam que a direta e centro-direita até agora são as preferidas do eleitorado nas eleições do ano que vem, com chances de levarem 186 cadeiras no parlamento, ficando com 10 a mais que o necessário para a maioria. Todo este cenário exigirá do Brasil uma atenção redobrada não apenas à diplomacia formal do Itamaraty, mas especialmente à diplomacia empresarial que tem na JBS e na Embraer seus maiores expoentes.

O Poder — O que o senhor imagina que pode ser feito, já que a situação está tão perto da que foi observada em 2015 e 2016?

Marcelo Tognozzi — Se temos uma economia com risco cada vez maior de repetir a crise econômica de 10 anos atrás, vamos precisar de muita negociação e muita paciência diante do quadro político-institucional que teremos pela frente.

Não adianta encurralar empresas, aumentar impostos e algemá-las, porque corremos o risco de perder capital e cérebros para nossos vizinhos, como já vem acontecendo com o Paraguai. E isso não acontece só aqui.

O Poder — Pode citar exemplos observados em outros países?

Marcelo Tognozzi — No início de agosto, a Câmara de Comércio da Flórida lançou campanha de agradecimento do prefeito socialista de Nova York Zohran Mamdani, chamando-o de maior incentivador da economia do estado, tantas foram as empresas que saíram da cidade rumo ao Sul dos Estados Unidos. Um outdoor foi erguido em Times Square em “homenagem” ao prefeito. “Nós queremos agradecer a ele pelos postos de trabalho, as empresas, as pessoas que ele empurrou para fora de Nova York e muitas delas vieram para a Flórida”, disse Mark Wilson, CEO da Câmara de Comércio numa reportagem publicada no New York Post.

O Poder — Não é uma contradição reclamar do prefeito de Nova York que terminou afastando empresas e postos de trabalho por suas medidas e achar ruim a Justiça brasileira suspender demissões de uma empresa em recuperação?

Marcelo Tognozzi — O Brasil precisa muito das empresas e empreendedores, mas ninguém segura emprego na marra. Quem acorda cedo todo dia para trabalhar sabe que sem economia sadia a vida vira um inferno. Aumenta a violência, a pobreza e todos perdem.

Quando você se deparar com uma medida que pode fazer empresários e trabalhadores morrerem abraçados, lembre do professor Mário Henrique Simonsen. Ele dizia que “os pobres ficam ainda mais pobres quando têm de sustentar os burocratas nomeados para supostamente enriquecê-los”.




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Deputado Edson Vieira conquista mais apoios no município de Lajedo

22/08/2026

O deputado estadual Edson Vieira (Podemos), conhecido por sua capacidade de articulação, segue ampliando sua base de apoios no período eleitoral. Neste sábado (22/08), o parlamentar anunciou, por meio das redes sociais, a adesão do vereador Adelson Enfermeiro, do município de Lajedo, ao seu projeto político.

Adelson está no seu quinto mandato como vereador e, nas eleições de 2024, foi o segundo parlamentar mais votado do município. Em Lajedo, Edson Vieira já conta também com o apoio do experiente vereador Evandro Couto.

Expandindo a atuação

“Nossa candidatura é estadual e, graças ao nosso trabalho e à experiência comprovada, estamos conseguindo expandir a atuação. A responsabilidade aumenta cada vez mais, e estou pronto para representar Lajedo no parlamento”, destacou o deputado.

Nesta sexta-feira (21/08), Vieira já havia anunciado o apoio de Bel Galdino, que foi candidato à prefeito de Lajedo nas eleições de 2024. As...

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O deputado estadual Edson Vieira (Podemos), conhecido por sua capacidade de articulação, segue ampliando sua base de apoios no período eleitoral. Neste sábado (22/08), o parlamentar anunciou, por meio das redes sociais, a adesão do vereador Adelson Enfermeiro, do município de Lajedo, ao seu projeto político.

Adelson está no seu quinto mandato como vereador e, nas eleições de 2024, foi o segundo parlamentar mais votado do município. Em Lajedo, Edson Vieira já conta também com o apoio do experiente vereador Evandro Couto.

Expandindo a atuação

“Nossa candidatura é estadual e, graças ao nosso trabalho e à experiência comprovada, estamos conseguindo expandir a atuação. A responsabilidade aumenta cada vez mais, e estou pronto para representar Lajedo no parlamento”, destacou o deputado.

Nesta sexta-feira (21/08), Vieira já havia anunciado o apoio de Bel Galdino, que foi candidato à prefeito de Lajedo nas eleições de 2024. As novas adesões reforçam a presença do deputado no município e a construção de sua trajetória rumo à reeleição.




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Lula reitera meta de criar um Ministério de Segurança Pública, durante comício no Rio

22/08/2026

O presidente Lula reiterou neste sábado (22/08), a promessa de criar, caso seja eleito presidente pela quarta vez, o Ministério da Segurança Pública. A declaração foi feita no Estádio Moça Bonita, localizada em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.

“A gente tirou o papel do Governo Federal na segurança pública, porque o regime militar estava há 23 anos mandando na segurança e a gente resolveu transferir para o Estado. A União hoje tem um papel muito fraco. Eu enviei uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Segurança Pública para o Senado e, quando for votada, criarei o ministério. Vou preparar mais a Polícia Federal, preparar mais a Polícia Rodoviária”, afirmou Lula.

Território “do povo”

Numa crítica velada aos confrontos observados de 2024 até este ano no Rio, em função de diversas operações policiais que levaram à morte de vários integrantes da comunidade que não tinham envolvimento com as facções, Lula frisou: “Vamos devol...

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O presidente Lula reiterou neste sábado (22/08), a promessa de criar, caso seja eleito presidente pela quarta vez, o Ministério da Segurança Pública. A declaração foi feita no Estádio Moça Bonita, localizada em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense.

“A gente tirou o papel do Governo Federal na segurança pública, porque o regime militar estava há 23 anos mandando na segurança e a gente resolveu transferir para o Estado. A União hoje tem um papel muito fraco. Eu enviei uma PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Segurança Pública para o Senado e, quando for votada, criarei o ministério. Vou preparar mais a Polícia Federal, preparar mais a Polícia Rodoviária”, afirmou Lula.

Território “do povo”

Numa crítica velada aos confrontos observados de 2024 até este ano no Rio, em função de diversas operações policiais que levaram à morte de vários integrantes da comunidade que não tinham envolvimento com as facções, Lula frisou: “Vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 1,2 mil. Vamos prender e dizer que a rua é do povo e não dos bandidos”.

O presidente também ressaltou o trabalho feito pelo governador interino do Estado, desembargador Ricardo Couto, desde março deste ano. “Ele está começando essa limpeza e você Paes, vai chegar e pegar o Estado já com uma limpeza boa para tocarmos nosso planejamento” disse, referindo-se a Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito da cidade e candidato ao governo estadual. “Você vai encontrar o Estado mais limpo”, acrescentou o presidente virando-se para Paes. Essa foi a primeira agenda de campanha do presidente no Rio.

— Com Agências de Notícias




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Flávio Bolsonaro defende anistia, castração química e continuidade do Bolsa Família

22/08/2026

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a falar, durante o comício que realizou no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, neste sábado (22/08), em temas como castração química para estupradores, anistia para os condenados dos atos de depredação em 8 de janeiro de 2023 e continuação do programa Bolsa Família como algumas das suas prioridades, caso seja eleito.

Flávio destacou que pretende manter o programa, considerado uma marca do seu principal adversário, o presidente Lula. “Eu sei que muita gente precisa do Bolsa Família e nós vamos garantir que vocês recebam o programa. Mas vamos fazer muito mais”, frisou, ao dizer que o programa é um “direito adquirido que ninguém tem o direito de tocar ou acabar”. Ele, entretanto, reforçou a necessidade de serem feitas “manutenções” no programa.

Segurança pública

No tocante à segurança pública, o senador acentuou que se eleito pretende classificar o Primeiro Com...

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a falar, durante o comício que realizou no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, neste sábado (22/08), em temas como castração química para estupradores, anistia para os condenados dos atos de depredação em 8 de janeiro de 2023 e continuação do programa Bolsa Família como algumas das suas prioridades, caso seja eleito.

Flávio destacou que pretende manter o programa, considerado uma marca do seu principal adversário, o presidente Lula. “Eu sei que muita gente precisa do Bolsa Família e nós vamos garantir que vocês recebam o programa. Mas vamos fazer muito mais”, frisou, ao dizer que o programa é um “direito adquirido que ninguém tem o direito de tocar ou acabar”. Ele, entretanto, reforçou a necessidade de serem feitas “manutenções” no programa.

Segurança pública

No tocante à segurança pública, o senador acentuou que se eleito pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas. “Esses caras vão mofar na cadeia ou vão ser neutralizados pela nossa polícia“, afirmou.

O combate às organizações criminosas tem sido amplamente explorado pela campanha do senador, que aposta em um discurso radical de combate à criminalidade. Estiveram ao lado de flávio o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, além de aliados políticos do bolsonarismo no estado, como o ex-ministro da Saúde e candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Pazuello (PL).

— Com Agências de Notícias




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Silvio Costa Filho defende, em Brejo da Madre de Deus, ampliação de infraestrutura logística para impulsionar indústria da moda

22/08/2026

O ex-ministro de Portos e Aeroportos de Lula e candidato à reeleição como deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) defendeu, neste sábado (22/08), a ampliação da infraestrutura logística de Brejo da Madre de Deus como estratégia para fortalecer a economia e impulsionar ainda mais a indústria da moda — tanto no município, como na região onde está localizado, no agreste pernambucano.

A defesa foi feita durante entrevista concedida por ele à Rádio Colinas, no município, ao lado do ex-candidato a prefeito Josevaldo Cowboy, seu aliado político e parceiro de longa data. Os dois discutiram alternativas para ampliar a estrutura necessária ao desenvolvimento econômico local, com destaque para a melhoria da infraestrutura aeroportuária.

Fortalecimento do aeroporto

Segundo Silvio, o fortalecimento do aeroporto é uma medida importante para ampliar a conectividade de Brejo Madre de Deus, facilitar a chegada de investimentos e criar melhores con...

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O ex-ministro de Portos e Aeroportos de Lula e candidato à reeleição como deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) defendeu, neste sábado (22/08), a ampliação da infraestrutura logística de Brejo da Madre de Deus como estratégia para fortalecer a economia e impulsionar ainda mais a indústria da moda — tanto no município, como na região onde está localizado, no agreste pernambucano.

A defesa foi feita durante entrevista concedida por ele à Rádio Colinas, no município, ao lado do ex-candidato a prefeito Josevaldo Cowboy, seu aliado político e parceiro de longa data. Os dois discutiram alternativas para ampliar a estrutura necessária ao desenvolvimento econômico local, com destaque para a melhoria da infraestrutura aeroportuária.

Fortalecimento do aeroporto

Segundo Silvio, o fortalecimento do aeroporto é uma medida importante para ampliar a conectividade de Brejo Madre de Deus, facilitar a chegada de investimentos e criar melhores condições para o crescimento da cadeia produtiva da moda no município e no estado como um todo.

“Brejo Madre de Deus tem uma economia forte, com uma indústria da moda que gera emprego, renda e oportunidades. Precisamos ampliar a infraestrutura logística para que essa produção possa crescer ainda mais. A melhoria do aeroporto é uma prioridade e, junto com Cowboy, vamos trabalhar para transformar essa estrutura em um instrumento de desenvolvimento para o município e toda a região”, afirmou o ex-ministro e candidato.

Luta pela Transnordestina

O deputado também destacou que a melhoria da logística precisa estar integrada a grandes projetos que ampliem as alternativas de escoamento da produção. Nesse sentido, afirmou que continuará trabalhando para garantir o avanço das obras da Ferrovia Transnordestina, considerada estratégica para a integração logística do Nordeste.

A ferrovia é apontada pelo Governo Federal como um importante corredor para reduzir custos e ampliar a competitividade da produção regional.

Melhorias estruturais

A parceria entre Silvio Costa Filho e Josevaldo Comboy, construída ao longo dos anos, reforça a articulação política em torno de uma agenda voltada para o desenvolvimento de Brejo Madre de Deus. A proposta tem como objetivo unir esforços para buscar investimentos e melhorias estruturais que acompanhem o crescimento da atividade econômica do município.

Cowboy ressaltou a atuação do deputado em defesa de Pernambuco e da cidade. “Silvio tem feito muito pelo nosso Estado e também por Brejo da Madre de Deus. É um parceiro de longa data, que conhece as necessidades da região e tem disposição para trabalhar por investimentos que possam gerar mais emprego, renda e desenvolvimento. Vamos continuar juntos nessa luta”, destacou.




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As aventuras de Cacimba 55 — A festa, a feira e o trio de Cacimba, por Zé da Flauta*

22/08/2026

Carnaúba Seca acordou em clima de guerra declarada. Padre Severino, com a firmeza de quem se acha dono do céu e da terra, resolveu montar a grande quermesse da padroeira bem no meio da praça central. O problema é que o sábado era sagrado para outro altar: o da feira livre.




Se as barracas de quermesse ocupassem a praça, os feirantes não teriam onde arrumar as frutas, as rapaduras nem os panos. Ia ser prejuízo na certa para quem dependia daquele dia para botar comida na mesa, enquanto o cofre da paróquia saía estufado. A conversa corria solta e o clima estava quente, até que Cacimba chegou, amarrou seu jumento no pé de oiti e chamou Simão e Sebastião para o conselho.

— Mestre, pelas minhas contas na caderneta, a divisão do espaço tá gerando um déficit de diplomacia e um excesso de sermão, alertou Simão, ajeitando os óculos redondos.

— É o sagrado pisando na barriga do faminto! gritou Sebastião, saltando de um galho para...

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Carnaúba Seca acordou em clima de guerra declarada. Padre Severino, com a firmeza de quem se acha dono do céu e da terra, resolveu montar a grande quermesse da padroeira bem no meio da praça central. O problema é que o sábado era sagrado para outro altar: o da feira livre.



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Se as barracas de quermesse ocupassem a praça, os feirantes não teriam onde arrumar as frutas, as rapaduras nem os panos. Ia ser prejuízo na certa para quem dependia daquele dia para botar comida na mesa, enquanto o cofre da paróquia saía estufado. A conversa corria solta e o clima estava quente, até que Cacimba chegou, amarrou seu jumento no pé de oiti e chamou Simão e Sebastião para o conselho.

— Mestre, pelas minhas contas na caderneta, a divisão do espaço tá gerando um déficit de diplomacia e um excesso de sermão, alertou Simão, ajeitando os óculos redondos.

— É o sagrado pisando na barriga do faminto! gritou Sebastião, saltando de um galho para o outro.

Cacimba não disse uma palavra de cara. Tirou o pífano da sacola, soprou uma nota aguda que fez o Padre Severino interromper a medição das barracas e gritou para a praça toda:

— Na terra de Deus, a reza e o sustento comem na mesma mesa! Se a festa não vai até a feira, a feira vira a própria festa!

A solução foi de uma simplicidade genial: em vez de brigar pelo espaço da praça, Cacimba propôs transformar o corredor da feira no próprio caminho da procissão e dos festejos. Para selar a paz e animar o povo, montou ali mesmo o grupo mais inusitado do sertão.

Cacimba assumiu o pífano com suas melodias de encantar o vento. No ombro esquerdo, Simão levou a coisa a sério e assumiu a zabumba, batendo o ritmo com a precisão de um relógio e a caderneta ajeitada no cinto.

No ombro direito, Sebastião pegou o triângulo e meteu o sarrafo no metal, fazendo uma folia tão animada que não teve feirante compenetrado nem carola de terço na mão que resistisse.

Quando o primeiro baião ecoou entre as barracas de jerimum e os balcões de quermesse, o Padre Severino viu o povo dançando junto, comprando farinha e doando para a igreja no mesmo passo. Não teve prejuízo, não teve briga e a praça inteira virou um salão só.


No fim da tarde, com o bolso dos feirantes cheio e as doações do altar garantidas, o padre teve que tirar o chapéu para o trio. E Cacimba, guardando o pífano, piscou para os dois companheiros nos ombros: a razão da zabumba e a emoção do triângulo tinham salvo o sábado mais uma vez.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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Com visitas e reuniões, Zé Queiroz e Iza Arruda cumprem agenda de campanha pelas ruas de Caruaru

22/08/2026

Candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, o ex-parlamentar e ex-prefeito de Caruaru por vários mandatos José Queiroz (MDB) cumpriu, neste sábado (22/08), agenda de campanha ao lado de Iza Arruda (MDB), com quem forma dobradinha na disputa para a Câmara Federal. Queiroz e Iza iniciaram a manhã na Feira de Caruaru, no Parque 18 de Maio, onde percorreram corredores, cumprimentaram feirantes e visitantes e conversaram com a população.

Durante a passagem pela feira, os candidatos ouviram reclamações sobre as condições do espaço e também manifestações contrárias à transferência da Feira do Paraguai para outro local, anunciada recentemente pela Prefeitura de Caruaru. De lá, Queiroz e Iza seguiram para o centro da cidade, onde deram continuidade à agenda, sempre fazendo paradas e conversando com comerciantes, trabalhadores e eleitores.



Defesa dos interesses de PE

“Tenho feito um apelo ao povo de Caruaru para que poss...

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Candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, o ex-parlamentar e ex-prefeito de Caruaru por vários mandatos José Queiroz (MDB) cumpriu, neste sábado (22/08), agenda de campanha ao lado de Iza Arruda (MDB), com quem forma dobradinha na disputa para a Câmara Federal. Queiroz e Iza iniciaram a manhã na Feira de Caruaru, no Parque 18 de Maio, onde percorreram corredores, cumprimentaram feirantes e visitantes e conversaram com a população.

Durante a passagem pela feira, os candidatos ouviram reclamações sobre as condições do espaço e também manifestações contrárias à transferência da Feira do Paraguai para outro local, anunciada recentemente pela Prefeitura de Caruaru. De lá, Queiroz e Iza seguiram para o centro da cidade, onde deram continuidade à agenda, sempre fazendo paradas e conversando com comerciantes, trabalhadores e eleitores.



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Defesa dos interesses de PE

“Tenho feito um apelo ao povo de Caruaru para que possamos ampliar os votos. Em cada cidade que vou, escuto as demandas da população e vou anotando. Na Alepe [Assembleia Legislativa de Pernambuco], quero defender os interesses de Pernambuco, mas com uma atenção especial para Caruaru, que é a minha cidade, a terra que eu amo. Sou um cara vital, tenho energia, faço musculação, cuido da minha saúde. Estou pronto para a luta”, destacou Zé Queiroz.

Entusiasmada com a receptividade da população nas ruas, Iza Arruda afirmou que, já em seu primeiro mandato, destinou recursos para Caruaru e ressaltou a parceria com Queiroz.



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Presença nas ruas

“Hoje, temos a oportunidade de estar aqui com ele, que foi um grande prefeito e fez tanto pelo município. Ao lado de Zé Queiroz e com Wolney (filho de Zé Queiroz) ministro da Previdência, vamos trabalhar muito. Se já fizemos em nosso primeiro mandato, em pouco menos de quatro anos, imagine agora com essa grande dobradinha”, enfatizou a candidata a deputada federal.

Desde o último domingo (16/08), quando teve início oficialmente a campanha eleitoral, Zé Queiroz tem ampliado sua presença nas ruas, dialogando com as pessoas e ouvindo reivindicações e sugestões da população. O candidato também vem cumprindo agendas em outros municípios de Pernambuco, onde conta com apoios políticos e lideranças que integram o projeto de seu retorno à Assembleia Legislativa em 2027.




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Ivan Moraes cobra de Raquel Teixeira Lyra câmeras corporais prometidas para a PM de Pernambuco

22/08/2026

O candidato da Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes, criticou nesta sexta-feira (21/08) a atual governadora, Raquel Teixeira Lyra (PSD), por não ter comprado câmeras corporais para os policiais militares de Pernambuco, quando ela argumentou que que o Governo Federal já destinou verba para a aquisição dos equipamentos.

“Eu digo que a transparência é o escudo do bom gestor. A política tem que ser um aquário, todo mundo tem que ver o que é que o político está fazendo para poder saber se ele está fazendo direito ou errado. Se o cara está fazendo direito, é de boa que haja transparência. A polícia, a mesma coisa. Raquel, se o dinheiro está no cofre, bota a câmera! Que medo é esse?”, questionou Moraes.

Policiais na linha de frente

Em sua colocação, o candidato enfatizou que são os policiais — e não os governadores e as governadoras — que estão na linha de frente, correndo risco de vida e necessitando...

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O candidato da Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes, criticou nesta sexta-feira (21/08) a atual governadora, Raquel Teixeira Lyra (PSD), por não ter comprado câmeras corporais para os policiais militares de Pernambuco, quando ela argumentou que que o Governo Federal já destinou verba para a aquisição dos equipamentos.

“Eu digo que a transparência é o escudo do bom gestor. A política tem que ser um aquário, todo mundo tem que ver o que é que o político está fazendo para poder saber se ele está fazendo direito ou errado. Se o cara está fazendo direito, é de boa que haja transparência. A polícia, a mesma coisa. Raquel, se o dinheiro está no cofre, bota a câmera! Que medo é esse?”, questionou Moraes.

Policiais na linha de frente

Em sua colocação, o candidato enfatizou que são os policiais — e não os governadores e as governadoras — que estão na linha de frente, correndo risco de vida e necessitando da proteção conferida pelas câmeras corporais, que asseguram meios de provar a conduta adequada dos bons policiais.

“Policial não tem vida de videogame, não. O policial merece todo o respeito. A câmera protege, sim, e sempre protegerá o bom policial. Agora, não vai proteger o cara que trabalha errado”, afirmou o candidato.

De acordo com ele, sete meses após após a confirmação do repasse federal de R$ 24 milhões para a adesão de câmeras corporais para a Polícia Militar de Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) ainda não abriu licitação para comprar os equipamentos.

R$ 23,9 milhões já destinados

Em fevereiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) destinou R$ 23,9 milhões ao estado de Pernambuco para a compra de 1.463 câmeras corporais para a Polícia Militar. À época, a SDS prometeu que 1.064 câmeras corporais seriam utilizadas pela PM na Região Metropolitana do Recife (RMR), e outras 399 iriam para municípios do interior pernambucano.

“Em setembro do ano passado, o secretário Alessandro Carvalho, que comanda a pasta da Defesa Social, prometeu que a PM de Pernambuco receberia as primeiras câmeras corporais em até seis meses, prazo que se esgotou em março deste ano. Estamos no final de agosto, chegou o período eleitoral e a governadora não deu ordem para a abertura da licitação para a compra das câmeras”, enfatizou Moraes.




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Odisseia, de Nolan: um filme sem deuses, por Flávio Lúcio Vieira*

22/08/2026

Como grande interessado em mitologia grega e tendo escrito um livro inspirado na obra de Homero, cujo principal personagem se chama Ulisses, minha expectativa era imensa desde que as filmagens de Odisseia, de Christopher Nolan, foram anunciadas. Há 15 dias, assisti ao filme e só agora tive tempo de escrever a resenha que segue abaixo.

Comecemos assim. Quando entramos no cinema, ou mesmo antes disso, o que esperamos quando o filme que escolhemos assistir é uma adaptação de uma obra literária? Mais ainda, quando se trata de uma epopeia milenar, que não apenas estabelece os fundamentos da narrativa da literatura ocidental, mas é, ainda hoje, lido com grande interesse? De minha parte, espero que as adaptações à linguagem cinematográfica corrompam minimamente a obra e esta seja, nos trechos principais, uma manifestação visual do que construímos mentalmente durante a leitura.

Não são presentes assim que, normalmente, o cinema nos entrega. Há uma arbitrariedade q...

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Como grande interessado em mitologia grega e tendo escrito um livro inspirado na obra de Homero, cujo principal personagem se chama Ulisses, minha expectativa era imensa desde que as filmagens de Odisseia, de Christopher Nolan, foram anunciadas. Há 15 dias, assisti ao filme e só agora tive tempo de escrever a resenha que segue abaixo.

Comecemos assim. Quando entramos no cinema, ou mesmo antes disso, o que esperamos quando o filme que escolhemos assistir é uma adaptação de uma obra literária? Mais ainda, quando se trata de uma epopeia milenar, que não apenas estabelece os fundamentos da narrativa da literatura ocidental, mas é, ainda hoje, lido com grande interesse? De minha parte, espero que as adaptações à linguagem cinematográfica corrompam minimamente a obra e esta seja, nos trechos principais, uma manifestação visual do que construímos mentalmente durante a leitura.

Não são presentes assim que, normalmente, o cinema nos entrega. Há uma arbitrariedade que é comum nos roteiros baseados em obras escritas, cujos direitos são vendidos pelos autores aos estúdios de cinema, que passam a dispor de enorme liberdade para fazer o que desejarem com elas. Lembro de uma manifestação de Rick Riordan sobre o roteiro de Percy Jackson e o ladrão de raios: "O trabalho de uma vida passando por um moedor de carne". Em pontos cruciais, o filme passa longe da história contada no livro.

Obviamente, não é esse o caso da Odisseia, o que, a meu ver, torna a situação ainda mais grave, já que a epopeia de Homero pertence há séculos à humanidade. Talvez seja esse o motivo para que a "adaptação" do diretor e roteirista Christopher Nolan tenha causado tanto desconforto aos estudiosos e apreciadores da obra de Homero. São tantas as "adaptações" que fica impossível abordá-las aqui uma a uma. Portanto, vou me deter nas que considero as mais relevantes.

Um homem freudiano

Vamos começar pela caracterização do guerreiro Odisseu (Ulisses), que Nolan transforma num homem freudiano, cheio de culpas, portanto, num típico homem moderno. Não que o Odisseu de Homero seja imune ao sofrimento, mas a noção de culpa moral moderna não bate bem com o protagonista da Odisseia, que se derrama em saudades ao longo de toda a obra, sobretudo quando o aedo cego Demódoco canta para a corte do rei feácio Alcínoo, que se reúne em homenagem ao até então desconhecido estrangeiro.

Odisseu quase havia se afogado depois que Poseidon lançou uma tempestade que destruiu a jangada na qual o rei de Ítaca saiu da ilha de Calipso, indo parar na praia onde Nausica, a filha de Alcínoo, o achou desacordado e nu. Depois de exibir suas habilidades atléticas, Odisseu chora ao ouvir sobre a Guerra de Troia e seu nome ser citado ao lado do de Aquiles. Assim como esse, tantos outros episódios foram cortados da Odisseia de Nolan.

A imagem que construímos de Odisseu depois de lermos a Odisseia pouco tem a ver com esse homem introspectivo e carregado de culpa, sentimento que, no filme, é onipresente e parece ter mais importância que seu desejo de voltar a Ítaca para reencontrar a esposa Penélope, o filho Telêmaco e recuperar seu reino. Vale lembrar o óbvio: o título do poema épico de Homero homenageia seu protagonista, sendo a narrativa clássica da jornada do herói Odisseu.

Cavalo de Troia

Nolan insere ao longo do filme inúmeros flashbacks das lembranças das mortes causadas por decisões de Odisseu, sobretudo nos minutos finais. Em vez de Penélope e Telêmaco, o Odisseu de Nolan parece não conseguir esquecer seus soldados e companheiros de viagem que morreram, sobretudo, seu papel central no massacre da população de Troia, que vivia no interior das muralhas — e que continuaria protegida por elas não fosse o ardil sugerido pelo rei de Ítaca depois de dez anos de guerra: a construção do célebre cavalo de madeira, deixado nas praias de Troia, sugerindo o reconhecimento da derrota e uma oferenda a Atena.

O ardil é uma síntese do personagem e de como Odisseu ficou imortalizado. Conseguir voltar para casa é a verdadeira glória de Odisseu. Por isso, Atena ser sua deusa de devoção não foi uma escolha aleatória: em contraponto à força e à violência da guerra, representadas por Ares, que atuou ao lado dos troianos, Atena é a deusa da sabedoria e da estratégia de guerra.

Portanto, sob outra perspectiva, a guerra é inseparável da personalidade de Odisseu, tanto na Ilíada quanto na Odisseia. O que o distingue dos outros heróis da Ilíada é a inteligência e a astúcia para alcançar suas vitórias. Porém, antes de tudo, Odisseu é um guerreiro. E ele não foi a Troia apenas para resgatar Helena — nem ele nem a coligação de reinos aqueus liderada por Agamêmnon.

Posição estratégica

Troia era uma cidade-estado rica e poderosa que ocupava uma posição geográfica estratégica na entrada do estreito de Dardanelos, na Turquia atual. Conquistá-la representava mais que um ato heroico a ser imortalizado, como foi por Homero e por outras obras que não chegaram até nós. Sua conquista rendeu riquezas aos vencedores — na Odisseia, as referências ao espólio trazido da guerra deixam evidente a importância material da conquista.

Outro epíteto pelo qual Odisseu ficou conhecido — o saqueador de cidades — demonstra o quanto foi arbitrária e anacrônica a escolha de Nolan para descrever a personalidade de Odisseu, uma espécie de soldado americano corroído pelas más lembranças de guerras como a do Vietnã. Essa escolha de Nolan não foi banal. Ela é o fio condutor da narrativa.

Se a intenção foi dar ao personagem mais profundidade e complexidade, considero que o efeito final foi o oposto. Dela emergiu um Odisseu insosso, triste, a não ser no episódio final em que nosso herói finalmente chega a Ítaca e, disfarçado de mendigo, mata as dezenas de pretendentes de Penélope — o melhor momento do filme, exatamente por ter sido o mais fiel à narrativa de Homero.

Mera projeção de Atena

O filme de Nolan é um filme sem deuses. Atena tem um papel central na Odisseia de Homero. Na de Nolan, é uma mera projeção, o alter ego de Odisseu que, quando surge na tela, o faz apenas para manifestar, com um olhar severo, sua reprovação aos atos de violência cometidos por seu mais dileto devoto. Até a ardente deusa Calipso foi transformada em psicanalista, e as areias das praias de Ogígia, em seu divã.

É a Calipso que Odisseu narra os episódios que o levaram até a ilha, e é de lá que o rei de Ítaca parte direto para seu reino, ficando assim suprimidos os belos episódios que transcorrem na corte do rei Alcínoo. Não há paixão entre Odisseu e Calipso, não há sexo, embora ele tenha passado sete anos, dos vinte que ficou longe de casa, ao lado da estonteante ninfa — certamente, os dois não passaram esse tempo apenas conversando.

Isso é relevante porque Nolan parece desejar que o público veja Odisseu como um castiço guerreiro. Odisseu desejava voltar para os braços da esposa, é certo, porém manteve durante sua permanência em Ogígia uma relação amorosa e sexual com Calipso. E nada desse tórrido romance é apresentado no filme. A relação entre Calipso e Odisseu se resume às narrações que servirão para quebrar a resistência da ninfa, que tentava manter o amado por perto, chegando mesmo a oferecer-lhe a imortalidade em troca.

A Calipso de Nolan é, ao mesmo tempo, capaz de usar a flor de lótus para ludibriar Odisseu — artimanha inventada por Nolan, provavelmente para justificar por que cargas-d'água nosso herói passou tanto tempo numa ilha paradisíaca com uma ninfa. Com isso, ele desejou justificar a não resistência de Odisseu às investidas de Calipso?

Sem Poseidon nem Hermes

Por outro lado, Calipso mostra generosidade e compreensão diante da tristeza do amado e libera-o para ele partir de volta para casa sem mais artifícios. Nada mais distante da atitude da Calipso de Homero, que só permitiu que Odisseu voltasse finalmente para casa depois que uma assembleia dos deuses, da qual não participou Poseidon, inimigo mortal do nosso herói e personagem central da Odisseia, determinou seu retorno — Poseidon também não tem lugar no filme. Hermes também. Foi o mensageiro de Zeus e de todo o Olimpo que voou à Ogígia para comunicar a decisão dos deuses, e Calipso, mesmo contrariada, teve de obedecer, o que também foi suprimido do filme. Hermes tem papel decisivo em outro episódio.

Sem sua advertência a Odisseu sobre o perigo de se encontrar com Circe sem consumir uma erva capaz de neutralizar o efeito da poção que ela ofereceu aos companheiros de Odisseu, transformando-os em porcos, nosso herói jamais teria retornado a Ítaca e estaria ainda hoje preso em alguma pocilga.

No episódio no qual atua Circe, a deusa de belas tranças, ressoa uma estética medieval, fazendo, a meu ver, uma referência ao arquétipo da bruxa, da mulher que vive sozinha na natureza e domina o uso das ervas para fazer poções e feitiços em caldeirões fumegantes. A Circe de Nolan não tem nada de sensual. É válido lembrar que, depois que Odisseu a ameaçou com sua espada, a Circe de Homero tentou levá-lo para a cama e fez suas servas banhá-lo. A Circe de Nolan mostra até certo desprezo pelos homens, que comem feito porcos até se transformarem neles.

Bom como entretenimento, decepcionante como adaptação

Enfim, com exceção de Calipso e Circe, deusas inferiores na escala que termina no panteão olímpico, os deuses não têm lugar na Odisseia de Nolan. Atena, por exemplo, tem importância decisiva na epopeia de Homero, intervindo em momentos-chave: atua para libertar Odisseu da ilha de Calipso e, nos corpos de Mentes e Mentor, convence Telêmaco a sair de Ítaca em busca de informações sobre o pai.

Enfim, como repeti em várias ocasiões ao longo deste texto, o que vi no cinema foi a Odisseia de Christopher Nolan, tais foram as "releituras", algumas anacrônicas — não fosse assim, não seria Hollywood, não é mesmo? — feitas pelo diretor, que é também roteirista do filme. Enfim, como entretenimento, Odisseia de Nolan é um bom filme. Como adaptação da obra mais importante da literatura ocidental, é decepcionante.

*Flávio Lúcio Vieira é doutor em Sociologia e professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

NR - O texto recebeu intertítulos para se adaptar ao formato editorial de O Poder, sem interferência no seu conteúdo



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