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Crime financeiro - Justiça condena três pessoas por envolvimento em esquema bilionário na Braiscompany

16/04/2025

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A Justiça condenou mais três envolvidos no caso Braiscompany, a penas que somam mais de 170 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, operação irregular de instituição financeira e organização criminosa. Outras duas pessoas foram absolvidas por falta de provas.

Mercado de criptoativos

Com sede em Campina Grande, a empresa atuava no mercado de criptoativos e movimentou mais de R$ 1 bilhão em um esquema que prometia falsos retornos financeiros.

Provas

A Justiça considerou provas produzidas ao longo do processo, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além da análise de materiais extraídos de dispositivos eletrônicos por meio de softwares forenses. (O Poder)

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A Justiça condenou mais três envolvidos no caso Braiscompany, a penas que somam mais de 170 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, operação irregular de instituição financeira e organização criminosa. Outras duas pessoas foram absolvidas por falta de provas.

Mercado de criptoativos

Com sede em Campina Grande, a empresa atuava no mercado de criptoativos e movimentou mais de R$ 1 bilhão em um esquema que prometia falsos retornos financeiros.

Provas

A Justiça considerou provas produzidas ao longo do processo, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além da análise de materiais extraídos de dispositivos eletrônicos por meio de softwares forenses. (O Poder)

Leia outras informações

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Entre a Constituição e a conveniência política - Por Wellington Carneiro*

07/05/2026

Há algo profundamente perigoso acontecendo no Brasil.

E não é apenas a crise econômica. Não é apenas a degradação moral da política. Nem mesmo o aparelhamento ideológico das instituições.

O que deveria preocupar qualquer cidadão lúcido é o avanço silencioso do domínio político sobre o Judiciário.

A Justiça existe para proteger a Constituição e o ordenamento jurídico. Não para disputar protagonismo político. Não para tutelar a sociedade. E muito menos para substituir a vontade popular.

Quando ministros passam a agir como atores políticos, quando decisões judiciais começam a produzir efeitos eleitorais, quando interpretações constitucionais parecem seguir conveniências ideológicas, a democracia deixa de respirar normalmente.

Porque o Judiciário foi concebido para ser árbitro. Nunca jogador.

O problema é que, no Brasil de hoje, cresce a sensação de que determinadas Cortes abandonaram a postura de equ...

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Há algo profundamente perigoso acontecendo no Brasil.

E não é apenas a crise econômica. Não é apenas a degradação moral da política. Nem mesmo o aparelhamento ideológico das instituições.

O que deveria preocupar qualquer cidadão lúcido é o avanço silencioso do domínio político sobre o Judiciário.

A Justiça existe para proteger a Constituição e o ordenamento jurídico. Não para disputar protagonismo político. Não para tutelar a sociedade. E muito menos para substituir a vontade popular.

Quando ministros passam a agir como atores políticos, quando decisões judiciais começam a produzir efeitos eleitorais, quando interpretações constitucionais parecem seguir conveniências ideológicas, a democracia deixa de respirar normalmente.

Porque o Judiciário foi concebido para ser árbitro. Nunca jogador.

O problema é que, no Brasil de hoje, cresce a sensação de que determinadas Cortes abandonaram a postura de equilíbrio institucional para assumir um papel ativo na condução do país.

E isso é gravíssimo.

A própria discussão pública sobre “código de ética” para ministros e os alertas sobre politização dentro do sistema revelam que a preocupação já ultrapassou a crítica popular e passou a existir dentro das próprias estruturas do Judiciário.

Nenhuma democracia madura sobrevive quando a população começa a desconfiar da imparcialidade de seus juízes.

Sem confiança no Judiciário, o cidadão perde a última trincheira contra os abusos do poder.

E aqui reside o ponto central: não se trata de defender governo ou oposição. Trata-se de defender limites.

Porque toda instituição que perde seus freios acaba se tornando parte do problema que deveria combater.

O Brasil assiste, há anos, a uma escalada perigosa: decisões monocráticas com impactos nacionais; interpretações elásticas da Constituição; interferências sucessivas entre os Poderes; e um ambiente onde discordar de certas posições passou a ser tratado quase como afronta institucional.

Isso não fortalece a democracia. Isso enfraquece a República.

A independência entre os Poderes não foi criada para ornamentar discursos. Foi criada para impedir concentrações excessivas de autoridade.

Quando um Poder começa a ultrapassar suas fronteiras naturais, os demais deixam de funcionar em equilíbrio. E o resultado é exatamente o que vemos hoje: instabilidade institucional permanente.

O mais preocupante é que muitos dos que antes defendiam limites ao poder agora silenciam diante dos excessos, desde que estes atinjam seus adversários ideológicos.

Mas a história mostra algo simples: todo poder sem controle eventualmente se volta contra a própria sociedade.

Não existe democracia sólida onde juízes sejam tratados como líderes políticos. Não existe liberdade duradoura quando interpretações constitucionais passam a oscilar conforme o clima ideológico do momento.

A Justiça precisa voltar a ser previsível. Precisa voltar a ser técnica. Precisa voltar a ser respeitada não pelo medo, mas pela credibilidade.

Porque quando o cidadão começa a enxergar influência política onde deveria existir apenas imparcialidade, o que entra em colapso não é apenas a confiança nas Cortes.

É a própria ideia de Justiça.


*Wellington Carneiro é advogado. @pastorwellingtoncarneiro


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.



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O fim do Plim-Plim: Como a internet estilhaçou o púlpito da doutrinação, por Zé da Flauta

07/05/2026

Antigamente, o brasileiro acordava com o plim-plim e dormia com o "boa noite" solene que ditava o que era bom, o que era belo e quem era o vilão da semana. Viver no Brasil era como habitar um imenso auditório onde a Rede Globo e as cartilhas escolares formavam um dueto de doutrinação cultural impecável, regendo o coro de milhões com a batuta de um monopólio invisível. Passamos décadas achando que tínhamos opinião própria, quando na verdade estávamos apenas repetindo o roteiro escrito por meia dúzia de iluminados em salas com ar-condicionado no Rio de Janeiro.

Quebra-cabeça

A internet não foi apenas uma ferramenta técnica, mas um "Big Bang" cognitivo que estilhaçou o espelho único da realidade. Saímos da caverna platônica onde as sombras eram projetadas em 4K para um campo aberto e caótico, onde cada indivíduo virou seu próprio emissor e curador. Se antes a verdade era uma mercadoria entregue em domicílio com horário marcado, hoje ela é um quebra-cab...

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Antigamente, o brasileiro acordava com o plim-plim e dormia com o "boa noite" solene que ditava o que era bom, o que era belo e quem era o vilão da semana. Viver no Brasil era como habitar um imenso auditório onde a Rede Globo e as cartilhas escolares formavam um dueto de doutrinação cultural impecável, regendo o coro de milhões com a batuta de um monopólio invisível. Passamos décadas achando que tínhamos opinião própria, quando na verdade estávamos apenas repetindo o roteiro escrito por meia dúzia de iluminados em salas com ar-condicionado no Rio de Janeiro.

Quebra-cabeça

A internet não foi apenas uma ferramenta técnica, mas um "Big Bang" cognitivo que estilhaçou o espelho único da realidade. Saímos da caverna platônica onde as sombras eram projetadas em 4K para um campo aberto e caótico, onde cada indivíduo virou seu próprio emissor e curador. Se antes a verdade era uma mercadoria entregue em domicílio com horário marcado, hoje ela é um quebra-cabeça infinito, forçando o cidadão a abandonar a passividade de espectador para assumir o risco, e a vertigem, de pensar por conta própria.

Reencontro

A emoção desse novo tempo transborda no alívio de quem finalmente ouve vozes que antes eram abafadas pelo chiado do silêncio imposto. É o desabafo de gerações que viram sua cultura, seus valores e suas dores serem ignorados ou caricaturados pelas lentes de quem se achava dono da narrativa nacional. Ver esse monopólio ruir é como assistir à queda de um muro que separava o Brasil real do Brasil oficial; é o reencontro emocionante de um povo com a sua própria diversidade, sem o filtro higienizador dos "doutores" da cultura.

trilha sonora

Refletindo sobre o amanhã, percebemos que a liberdade de expressão não é um porto seguro, mas um mar revolto que exige novos músculos mentais. A mudança é irreversível: a escola e a TV perderam o púlpito sagrado, e agora precisam aprender a dialogar em vez de apenas ditar. A internet quebrou a mordaça, mas cabe a nós garantir que essa nova polifonia não se torne um barulho vazio, e sim a trilha sonora de uma nação que prefere o risco da liberdade ao conforto da doutrinação.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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A amputação do termômetro: informação, poder e o medo da realidade, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

07/05/2026

Quando o poder deixa de suportar o diagnóstico, passa a combater o instrumento que o revela.

1. O fato revelador

O mesmo governo que liberou, regulamentou e passou a arrecadar com apostas esportivas massificadas, as chamadas bets, agora invoca o discurso da proteção social para restringir plataformas de previsão política como a Polymarket.

A contradição não é lateral nem meramente técnica. Ela revela uma diferença profunda entre aquilo que oficialmente se afirma e aquilo que estruturalmente parece incomodar.

As bets operam pela compulsão emocional coletiva. Capturam atenção, estimulam repetição, exploram impulso e já produzem efeitos sociais amplamente debatidos sobre o orçamento das famílias brasileiras, sobretudo entre os mais vulneráveis. Ainda assim, foram institucionalmente incorporadas ao ambiente arrecadatório do Estado.

Já os mercados preditivos possuem natureza distinta. Seu público é menor, mais analít...

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Quando o poder deixa de suportar o diagnóstico, passa a combater o instrumento que o revela.

1. O fato revelador

O mesmo governo que liberou, regulamentou e passou a arrecadar com apostas esportivas massificadas, as chamadas bets, agora invoca o discurso da proteção social para restringir plataformas de previsão política como a Polymarket.

A contradição não é lateral nem meramente técnica. Ela revela uma diferença profunda entre aquilo que oficialmente se afirma e aquilo que estruturalmente parece incomodar.

As bets operam pela compulsão emocional coletiva. Capturam atenção, estimulam repetição, exploram impulso e já produzem efeitos sociais amplamente debatidos sobre o orçamento das famílias brasileiras, sobretudo entre os mais vulneráveis. Ainda assim, foram institucionalmente incorporadas ao ambiente arrecadatório do Estado.

Já os mercados preditivos possuem natureza distinta. Seu público é menor, mais analítico e menos movido pela excitação do jogo do que pela leitura de cenários sob risco financeiro. Se o critério central fosse realmente o dano social, a direção regulatória provavelmente seria inversa.

Mas não é.

E talvez exatamente aí esteja o núcleo real da questão.

2. Quando o problema deixa de ser o fato e passa a ser sua medição

Há momentos em que a tensão entre realidade e narrativa deixa de ser apenas interpretativa e se transforma numa incompatibilidade estrutural entre aquilo que o poder deseja projetar e aquilo que instrumentos independentes começam a revelar.

O conflito deixa então de residir apenas nos fatos e passa a concentrar-se nos mecanismos capazes de medi-los publicamente.

O processo costuma seguir uma sequência relativamente previsível. Primeiro tenta-se interpretar a realidade de maneira favorável. Depois procura-se reorganizá-la simbolicamente por meio de linguagem, enquadramento e mediação narrativa. Por fim, quando a distância entre discurso e percepção já não pode ser suficientemente acomodada, surge a tentação de limitar os instrumentos que expõem essa discrepância.

É nesse ponto que a discussão sobre plataformas como a Polymarket deixa de ser apenas regulatória e passa a adquirir dimensão política.

3. O erro de categoria

A justificativa formal para restrições normalmente recorre a um argumento familiar: proteger o cidadão contra riscos financeiros. O problema é que essa equivalência não se sustenta integralmente.

A aposta tradicional opera essencialmente como entretenimento de risco. Seu valor está na emoção do resultado, não na qualidade da previsão.

Já o mercado preditivo transforma percepção em preço, convicção em exposição patrimonial e expectativa em sinal agregado de informação.

Essa diferença altera a própria natureza do fenômeno. Enquanto o jogo passivo consome expectativa, o mercado de previsão a produz. Enquanto um se encerra no evento, o outro antecipa tendências.

Confundir ambos não representa apenas erro técnico de classificação. Revela uma dificuldade mais profunda de compreender o papel contemporâneo da informação na dinâmica do poder.

4. Quando a opinião passa a ter custo

Os mercados preditivos funcionam de maneira distinta das pesquisas tradicionais porque não perguntam apenas o que as pessoas dizem acreditar. Eles agregam posições financeiras reais assumidas por participantes dispostos a ganhar ou perder dinheiro conforme o cenário projetado se confirme ou fracasse.

Em outras palavras, não se trata apenas de opinião declarada, mas de convicção submetida a risco.

Cada participante passa a precificar probabilidades futuras com base em percepção econômica, humor social, dinâmica política, popularidade, rejeição, força eleitoral e expectativa coletiva de tendência.

O preço formado pelo mercado não representa verdade absoluta nem previsão infalível. Mercados erram, exageram e também sofrem oscilações emocionais. Ainda assim, funcionam como mecanismos descentralizados de agregação de expectativa.

E foi exatamente aí que o problema político parece ter começado.

Quando plataformas como a Polymarket passaram a indicar, em determinados cenários, Luiz Inácio Lula da Silva atrás de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, o mercado deixou de produzir apenas curiosidade estatística e passou a emitir um sinal simbolicamente devastador para o governo.

Nesee contexto, a coincidência temporal entre a crescente repercussão desses sinais políticos e o endurecimento discursivo contra plataformas preditivas passou a produzir, para muitos observadores, a percepção de que o incômodo talvez não estivesse apenas no mecanismo, mas também no conteúdo político que ele começava a revelar.


Porque não se tratava apenas de um número.

Tratava-se da percepção crescente de desgaste político do Lula 3 sendo precificada publicamente por agentes dispostos a colocar dinheiro nessa leitura da realidade.

É precisamente nesse ponto que a tentativa de restrição passou a soar, para muitos observadores, menos como preocupação regulatória legítima e mais como tentativa de conter um indicador politicamente desconfortável.
5. A amputação do termômetro

A força dos mercados preditivos repousa sobre um princípio simples e intelectualmente desconfortável para ambientes excessivamente dependentes de controle narrativo: quem está disposto a errar paga pelo erro.

Essa estrutura cria um filtro inexistente em espaços puramente discursivos. Pesquisas capturam percepções declaradas. Mercados capturam convicções submetidas a risco financeiro.

Isso obviamente não os torna infalíveis. Nenhum mecanismo humano o é. Mas os torna estruturalmente mais resistentes à manipulação superficial.

Distorcer artificialmente um mercado descentralizado exige capital contínuo, coordenação persistente e disposição permanente de absorver prejuízo. Quanto maior a tentativa de afastar o preço da percepção predominante, maior tende a tornar-se o custo necessário para sustentar a distorção.

E talvez seja exatamente aqui que emerge o ponto mais sensível de toda a discussão.

Alterar organicamente a percepção pública exige melhorar a própria realidade política. Exige recuperação econômica, estabilidade institucional, confiança social e capacidade concreta de reorganizar expectativas.

Já restringir instrumentos que medem essas expectativas parece, no curto prazo, muito mais simples.

Não se altera a febre. Reduz-se a visibilidade do termômetro.

6. O medo do sinal

O contraste entre bets e mercados preditivos acaba adquirindo valor simbólico inevitável.

As bets operam pela repetição emocional de massa, capturam impulso contínuo e possuem potencial social destrutivo amplamente superior. Ainda assim, foram normalizadas, regulamentadas e integradas ao sistema arrecadatório estatal.

Os mercados preditivos, ao contrário, produzem algo muito mais delicado para estruturas políticas fragilizadas: sinal descentralizado de percepção.

E sinais tornam-se perigosos quando começam a divergir persistentemente da narrativa dominante.

Durante décadas, a formação de expectativa política esteve concentrada em poucos vetores socialmente legitimados. Grandes veículos de imprensa, institutos de pesquisa e estruturas tradicionais de mediação narrativa exerciam papel quase monopolístico na organização da percepção pública.

Mercados descentralizados alteram essa geometria porque não dependem de autorização institucional para existir, não necessitam de validação editorial e tampouco obedecem integralmente aos antigos centros de curadoria simbólica.

Funcionam como sistemas dispersos de agregação de expectativa.

E exatamente por isso passam a se tornar politicamente inconvenientes quando começam a refletir sinais desconfortáveis para o poder.

7. O termômetro aponta febre

Nas últimas semanas, veículos como CNN Brasil e Estado de S. Paulo passaram a repercutir probabilidades atribuídas por mercados internacionais a cenários eleitorais futuros.

Em determinados recortes, plataformas como a Polymarket passaram a indicar vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva.

O dado isoladamente não determina o futuro. Eleições permanecem abertas, cenários mudam e mercados podem errar.

Mas talvez o ponto central esteja em outro lugar.

O que esses mercados passaram a refletir foi algo politicamente muito mais sensível do que um simples número eleitoral: a crescente percepção de desgaste, fadiga e perda de popularidade do governo Lula 3.

E é precisamente por isso que a tentativa de restringir tais instrumentos soa, para muitos, menos como política legítima de proteção social e mais como esforço simbólico para tapar o sol com uma peneira.

Porque proibir mecanismos de leitura não altera a realidade que eles procuram captar.

Apenas reduz temporariamente sua visibilidade interna.
8. O sinal atravessa fronteiras

Existe ainda um limite estrutural que torna essa tentativa particularmente frágil.

Mercados descentralizados não dependem integralmente de uma única jurisdição para operar. Plataformas internacionais continuam funcionando fora do alcance regulatório doméstico, acessadas por meios indiretos e sustentadas por arquitetura digital distribuída.

A restrição local não elimina o fenômeno. Apenas o desloca.

O sinal não desaparece.

Continua existindo fora das fronteiras institucionais que tentam contê-lo.

E isso produz um paradoxo revelador: quanto mais se tenta controlar a percepção por meios restritivos, mais evidente se torna o desconforto estrutural do próprio poder diante da realidade que emerge.

9. Epílogo — o medo da realidade

Talvez esse seja um dos traços mais delicados das democracias contemporâneas em tempos de erosão narrativa.

O poder já não teme apenas a oposição tradicional. Passa progressivamente a temer instrumentos independentes de medição da realidade, sobretudo quando eles começam a produzir sinais incompatíveis com a imagem que o sistema deseja projetar de si mesmo.

O problema é que governos, instituições e civilizações raramente se fortalecem combatendo mecanismos de diagnóstico.

Toda estrutura política atravessa momentos de desgaste. A fragilidade começa quando governos passam a investir mais energia em administrar sinais do que em enfrentar as causas que os produzem.

Frequentemente começam a se fragilizar exatamente quando confundem controle da percepção com superação efetiva da crise.

Nesse ponto, o problema já não está no termômetro.

Está na febre.

10. Pós-escrito — quando a realidade deixa de pedir autorização

Existe uma questão ainda mais profunda atravessando silenciosamente toda essa discussão.

O poder ainda consegue controlar a percepção coletiva quando a própria sociedade passa a produzir sistemas descentralizados de leitura da realidade?

Durante grande parte do século XX, a formação da percepção pública dependia de estruturas relativamente concentradas de mediação. Grandes jornais, emissoras, institutos de pesquisa, universidades, partidos e governos funcionavam como centros privilegiados de interpretação social.

A própria ideia de realidade pública dependia, em larga medida, da existência desses filtros.

Mas a arquitetura informacional contemporânea começa progressivamente a alterar essa lógica.
Mercados preditivos, redes distribuídas, inteligência artificial, análise descentralizada de dados e sistemas digitais de agregação coletiva passaram a produzir sinais paralelos de percepção social que já não dependem integralmente da validação dos antigos centros institucionais.

E talvez seja exatamente aí que resida uma das maiores tensões políticas do nosso tempo.

Porque estruturas de poder historicamente acostumadas a disputar narrativas passam agora a enfrentar algo mais difícil: ecossistemas autônomos de leitura da realidade.

Nesse novo ambiente, controlar integralmente a percepção coletiva torna-se progressivamente mais complexo.

Não porque o poder tenha desaparecido. Mas porque o monopólio da mediação começou a se fragmentar.


(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.



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O mundo aguarda versão da conversa Trump e Lula

07/05/2026

A imagem da TV Globo não deixa margens a dúvidas. O presidente Donald Trump recebeu Lula na casa Branca com honras, salameleques e tapete vermelho. O que se passou a portas fechadas é, até agora, um mistério. A conversa estava prevista para ser curta, apesar da profusão dos temas, nem sempre convergentes. Até agora, 14h05 desta quinta-feira, 07/05, nada foi divulgado oficialmente. Acontece que Lula pediu mudança em protocolo de encontro com Trump para reunião fechada ser antes de atendimento à imprensa. O brasileiro pediu que os dois se reunissem a portas fechadas antes de falarem com a imprensa. Por conta da solicitação, o atendimento aos jornalistas está atrasado em mais de uma hora. Então, aguardar.

Fala a Agência Brasil

Segundo a agência oficial do governo, o encontro vinha sendo negociado pelas equipes dos dois presidentes e foi fechado há alguns dias. Participam equipes ministeriais e autoridades dos dois países. Não foi mencionado a intensa...

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A imagem da TV Globo não deixa margens a dúvidas. O presidente Donald Trump recebeu Lula na casa Branca com honras, salameleques e tapete vermelho. O que se passou a portas fechadas é, até agora, um mistério. A conversa estava prevista para ser curta, apesar da profusão dos temas, nem sempre convergentes. Até agora, 14h05 desta quinta-feira, 07/05, nada foi divulgado oficialmente. Acontece que Lula pediu mudança em protocolo de encontro com Trump para reunião fechada ser antes de atendimento à imprensa. O brasileiro pediu que os dois se reunissem a portas fechadas antes de falarem com a imprensa. Por conta da solicitação, o atendimento aos jornalistas está atrasado em mais de uma hora. Então, aguardar.

Fala a Agência Brasil

Segundo a agência oficial do governo, o encontro vinha sendo negociado pelas equipes dos dois presidentes e foi fechado há alguns dias. Participam equipes ministeriais e autoridades dos dois países. Não foi mencionado a intensa participação de grandes empresários, apurada e confirmada por O Poder. Inclusive da turma dos frigoríficos, leia-se os notórios irmãos da JBS. Carne não faz parte da agenda oficial mas é o assunto do momento nos Estados Unidos. Muito mais efervescente do que terras raras ou crime organizado.

A expectativa

É de que, durante o encontro, temas como comércio e combate ao crime organizado estejam sendo abordados, assim como questões geopolíticas e a discussão sobre terras raras e minerais críticos.

No mês passado

Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

Assessores inexpressivos

Fazem parte da comitiva presidencial brasileira os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Pelo menos metade deles o povo brasileiro não sabe quem é nem o que apita.

Imagem: G1.




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Exclusivo - Estudo inédito Ativaweb DataLab mostra que corrida presidencial começa no digital

07/05/2026

O estudo, publicado agita em O Poder com exclusividade, mede força, crescimento e engajamento dos pré-candidatos.

A Ativaweb DataLab analisou a presença digital dos principais pré-candidatos - Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, no Instagram e identificou quatro movimentos distintos na largada digital da disputa presidencial de 2026.



O estudo

mostra que Lula tem o maior patrimônio digital, com a maior base de seguidores; Flávio Bolsonaro aparece como a maior força de mobilização em escala; Romeu Zema é o grande fenômeno de crescimento do período, com avanço expressivo de seguidores e engajamento; e Ronaldo Caiado mantém força regional, mas ainda precisa ampliar sua presença nacional.

Mais do que medir seguidores

O levantamento cruza crescimento, engajamento, força territorial, cidades, estados, idade, sexo, qualidade da audiência e índices próprios da Ativaweb DataL...

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O estudo, publicado agita em O Poder com exclusividade, mede força, crescimento e engajamento dos pré-candidatos.

A Ativaweb DataLab analisou a presença digital dos principais pré-candidatos - Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, no Instagram e identificou quatro movimentos distintos na largada digital da disputa presidencial de 2026.



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O estudo

mostra que Lula tem o maior patrimônio digital, com a maior base de seguidores; Flávio Bolsonaro aparece como a maior força de mobilização em escala; Romeu Zema é o grande fenômeno de crescimento do período, com avanço expressivo de seguidores e engajamento; e Ronaldo Caiado mantém força regional, mas ainda precisa ampliar sua presença nacional.

Mais do que medir seguidores

O levantamento cruza crescimento, engajamento, força territorial, cidades, estados, idade, sexo, qualidade da audiência e índices próprios da Ativaweb DataLab.

Fala Alek Maracajá

“A Ativaweb DataLab não faz monitoramento. Vai além: decifra comportamento, interpreta dados públicos e transforma números em leitura estratégica de cenário, audiência em mapa de influência, território em força competitiva e engajamento em poder real de decisão”, afirma Alek Maracajá, diretor da empresa.

A leitura

Revela que a corrida presidencial já começou antes da urna: começou na atenção, na narrativa e na capacidade de transformar audiência em influência.

O estudo completo

Apresenta rankings, comparativos, forças, fraquezas e o mapa digital dos pré-candidatos à Presidência.



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Indústria nacional varia 0,1% e acumula alta de 3,1% em 2026

07/05/2026

A produção industrial cresceu pelo terceiro mês consecutivo, ao variar 0,1% na passagem de fevereiro para março. Em 2026, o setor acumula expansão de 3,1%. Com esse resultado, a produção industrial está 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje, quinta-feira (07/05), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.

Outras contribuições

Outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%).

Atividades

Por outro lado, entre...

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A produção industrial cresceu pelo terceiro mês consecutivo, ao variar 0,1% na passagem de fevereiro para março. Em 2026, o setor acumula expansão de 3,1%. Com esse resultado, a produção industrial está 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje, quinta-feira (07/05), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.

Outras contribuições

Outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%).

Atividades

Por outro lado, entre as 16 atividades que recuaram na produção, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou crescimento de 8,5%; e a segunda intensificando a queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%).




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Açude de Boqueirão na Paraíba, deve atingir 60% da capacidade já em maio, mas não deve sangrar

07/05/2026

Por Severino Lopes


Água em abundância. Com as últimas chuvas, o Açude Epitácio Pessoa, situado em Boqueirão, principal reservatório responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema, ultrapassou os 50,08% de sua capacidade, segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).

O açude

O açude, construído pelo Departamento de Obras Contra a Seca (DNOCS), há mais de 60 anos, se encontra com mais de 237 milhões de metros cúbicos de água, impulsionado por chuvas e pela transposição do Rio São Francisco.

Os dados

De acordo com dados atualizados da Agência Executiva de Gestão das Águas , o manancial segue em recuperação gradual, refletindo o período de chuvas na região. Responsável pelo abastecimento de Campina Grande e de outras 20 cidades do compartimento da Borborema, o açude é considerado estratégico para a segurança hídri...

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Por Severino Lopes


Água em abundância. Com as últimas chuvas, o Açude Epitácio Pessoa, situado em Boqueirão, principal reservatório responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema, ultrapassou os 50,08% de sua capacidade, segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).

O açude

O açude, construído pelo Departamento de Obras Contra a Seca (DNOCS), há mais de 60 anos, se encontra com mais de 237 milhões de metros cúbicos de água, impulsionado por chuvas e pela transposição do Rio São Francisco.

Os dados

De acordo com dados atualizados da Agência Executiva de Gestão das Águas , o manancial segue em recuperação gradual, refletindo o período de chuvas na região. Responsável pelo abastecimento de Campina Grande e de outras 20 cidades do compartimento da Borborema, o açude é considerado estratégico para a segurança hídrica do interior paraibano.



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Recuperação

O número consolida uma recuperação considerada histórica para o principal manancial do Compartimento da Borborema e reforça a segurança hídrica de Campina Grande e das cidades atendidas pelo sistema adutor.

O crescimento

O crescimento acelerado do açude é reflexo direto da intensa recarga registrada desde o início do ano, especialmente nas últimas semanas, quando as precipitações se concentraram sobre o Cariri paraibano e em toda a bacia hidrográfica que deságua no reservatório.

Recebeu

Somente no mês de abril, Boqueirão recebeu mais de 33 milhões de metros cúbicos de água nova. Somados os aportes de março e abril, o incremento já supera 50 milhões de metros cúbicos, configurando uma das maiores elevações dos últimos anos.

A marca simbólica

A marca de 50% da capacidade foi ultrapassada na última sexta-feira, quando o manancial atingiu 50,08% do volume total armazenável. O índice considerado simbólico por representar a consolidação de um cenário de tranquilidade no abastecimento após anos de preocupação com estiagens prolongadas e risco de racionamento.

Subida do nível

Com a permanência das chuvas, rios afluentes em alta vazão e o solo já saturado, a tendência é de continuidade na subida do nível ao longo dos próximos dias. Pelas projeções do monitoramento hídrico, Boqueirão deve avançar rapidamente durante o mês de maio até alcançar a faixa dos 60%, consolidando um dos cenários mais positivos para o abastecimento de Campina Grande e região em muitos anos.



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Não deve sangrar

Apesar das fortes chuvas registrada na Paraíba nos meses de abril e começo de maio, e das águas advindas do Rio São Francisco, o açude de Boqueirão não deve sangrar este ano.
Com capacidade para armazenar 411,686 milhões de metros cúbicos de água, o manancial foi inaugurado em 16 de janeiro de 1957 e logo se transformou na principal fonte de abastecimento de Campina Grande.

Sangrou 18 vezes

Desde a inauguração, em 1957, Boqueirão sangrou 18 vezes, nos anos de 1967, 1968, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 198, 1984, 1985, 1986 1989. Depois ele passou 15 anos sem sangrar.

A última vez

Na última vez que o açude sangrou em 2011, a população fez festa para comemorar o espetáculo proporcionado pela natureza. Quando o açude de Boqueirão sangrou pela última vez, , ele teve a melhor fase de sua história. Segundo os dados da Aesa, ele passou 202 dias transbordando água ininterruptamente.

Chegou aos 63%

Em 2020, com as cheias dos rios Taperoá e Paraíba, o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão atingiu 63,7% do volume total e ficou a quatro metros para atingir a capacidade máxima e sangrar.Há 15 anos, a população sonha em ver a 19ª sangria do açude.

O Poder



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PF e CGU apuram fraudes milionárias em licitações e lavagem de dinheiro em cidades da Paraíba

07/05/2026

Um desfio milionário. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã de hoje, quinta-feira (07/05) a Operação Viga Mestra, com o objetivo de combater possíveis fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa em municípios do Sertão da Paraíba.

Expedidos

Foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Desterro, Patos e João Pessoa. As investigações apontam indícios de direcionamento em contratações públicas realizadas nos municípios de Cacimbas e Desterro, com favorecimento a empresas do ramo da construção civil.

Utilizadas

De acordo com a apuração, pessoas teriam sido utilizadas para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos desviados. Também foram identificadas movimentações financeiras atípicas entre os investigados, como transferências recorrentes, saques em espécie e circulação de valor...

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Um desfio milionário. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram na manhã de hoje, quinta-feira (07/05) a Operação Viga Mestra, com o objetivo de combater possíveis fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e atuação de organização criminosa em municípios do Sertão da Paraíba.

Expedidos

Foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de Desterro, Patos e João Pessoa. As investigações apontam indícios de direcionamento em contratações públicas realizadas nos municípios de Cacimbas e Desterro, com favorecimento a empresas do ramo da construção civil.

Utilizadas

De acordo com a apuração, pessoas teriam sido utilizadas para ocultar os verdadeiros beneficiários dos recursos desviados. Também foram identificadas movimentações financeiras atípicas entre os investigados, como transferências recorrentes, saques em espécie e circulação de valores incompatíveis com a renda declarada, elementos que podem caracterizar lavagem de dinheiro.

Receberam

Os levantamentos indicam que as empresas investigadas receberam mais de R$ 33 milhões em contratos com os municípios, sendo parte significativa proveniente de recursos federais destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb).
A operação busca aprofundar as provas sobre o esquema e responsabilizar os envolvidos. (O Poder)




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PF aponta que Ciro Nogueira recebeu vantagens indevidas de Daniel Vorcaro na 5ª fase de operação Compliance Zero

07/05/2026

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje, quinta-feira (07/05), mais uma fase da Operação Compliance Zero e mira pela primeira vez o núcleo político por suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Está sendo cumprido mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido.

Autorizada

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A PF apontou, em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), recebeu "vantagens indevidas" de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

Diálogos

Segundo Polícia Federal, foi encontrado no celular de Vorcaro diálogos com o senador e ordens de pagamento do banqueiro para uma pessoa de nome Ciro, citado sem sobrenome. Na época, o senador disse conhecer Vorcaro, mas afirmou não ter proximidade e negou ter recebido pagamentos.

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A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje, quinta-feira (07/05), mais uma fase da Operação Compliance Zero e mira pela primeira vez o núcleo político por suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Está sendo cumprido mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido.

Autorizada

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A PF apontou, em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), recebeu "vantagens indevidas" de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

Diálogos

Segundo Polícia Federal, foi encontrado no celular de Vorcaro diálogos com o senador e ordens de pagamento do banqueiro para uma pessoa de nome Ciro, citado sem sobrenome. Na época, o senador disse conhecer Vorcaro, mas afirmou não ter proximidade e negou ter recebido pagamentos.

As mensagens

A Polícia Federal encontrou mensagens no celular de Vorcaro nas quais ele se refere ao senador como um "grande amigo de vida" e comemora uma iniciativa legislativa de Ciro que beneficiava o Master.

A data

A data da mensagem de comemoração ao que chamou de "bomba atômica no mercado financeiro", 13 de agosto de 2024, coincide com a da emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autonomia financeira do Banco Central, apresentada por Ciro Nogueira, para aumentar o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão. (O Poder)



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Quatro dos cinco trens que viriam de Porto Alegre para Recife são reprovados em vistoria por más condições

07/05/2026

Metrô do Recife. O acordo entre o governo federal e o de Pernambuco para “estadualizar” a administração do Metrô do Recife, firmado em dezembro do ano passado, previa o envio de 11 trens para reforçar o sistema metroviário. No entanto, a remessa da frota, que já estava atrasada, deve ser reduzida para sete, após quatro das cinco locomotivas que viriam de Porto Alegre não serem aprovadas durante vistoria.

Outros problemas

De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), além da reprovação nas vistorias, há problemas envolvendo os outros seis trens, vindos de Belo Horizonte, que estariam sendo vendidos para um ferro-velho por um valor menor do que foi pago pelo governo.

Reforçar o sistema

Dos 11 trens que devem reforçar o sistema metroviário e seriam enviados de Belo Horizonte e Porto Alegre, seis deveriam ter chegado em janeiro.

Reprovados

Segundo a Com...

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Metrô do Recife. O acordo entre o governo federal e o de Pernambuco para “estadualizar” a administração do Metrô do Recife, firmado em dezembro do ano passado, previa o envio de 11 trens para reforçar o sistema metroviário. No entanto, a remessa da frota, que já estava atrasada, deve ser reduzida para sete, após quatro das cinco locomotivas que viriam de Porto Alegre não serem aprovadas durante vistoria.

Outros problemas

De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), além da reprovação nas vistorias, há problemas envolvendo os outros seis trens, vindos de Belo Horizonte, que estariam sendo vendidos para um ferro-velho por um valor menor do que foi pago pelo governo.

Reforçar o sistema

Dos 11 trens que devem reforçar o sistema metroviário e seriam enviados de Belo Horizonte e Porto Alegre, seis deveriam ter chegado em janeiro.

Reprovados

Segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), os trens do Rio Grande do Sul foram reprovados por causa do grau de degradação e dos custos para recuperação. O órgão informou ainda que eles devem chegar “em um segundo momento”, mas não especificou quando.

Desafios

Quem usa o metrô diariamente conhece bem os desafios. O Metrô do Recife enfrenta, há anos, paralisações e problemas.
Os principais problemas estão diretamente ligados a falhas na rede aérea. Nos últimos dois anos, foram registradas várias paralisações. (O Poder)



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