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Crime financeiro - Justiça condena três pessoas por envolvimento em esquema bilionário na Braiscompany

16/04/2025

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A Justiça condenou mais três envolvidos no caso Braiscompany, a penas que somam mais de 170 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, operação irregular de instituição financeira e organização criminosa. Outras duas pessoas foram absolvidas por falta de provas.

Mercado de criptoativos

Com sede em Campina Grande, a empresa atuava no mercado de criptoativos e movimentou mais de R$ 1 bilhão em um esquema que prometia falsos retornos financeiros.

Provas

A Justiça considerou provas produzidas ao longo do processo, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além da análise de materiais extraídos de dispositivos eletrônicos por meio de softwares forenses. (O Poder)

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A Justiça condenou mais três envolvidos no caso Braiscompany, a penas que somam mais de 170 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, operação irregular de instituição financeira e organização criminosa. Outras duas pessoas foram absolvidas por falta de provas.

Mercado de criptoativos

Com sede em Campina Grande, a empresa atuava no mercado de criptoativos e movimentou mais de R$ 1 bilhão em um esquema que prometia falsos retornos financeiros.

Provas

A Justiça considerou provas produzidas ao longo do processo, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além da análise de materiais extraídos de dispositivos eletrônicos por meio de softwares forenses. (O Poder)

Leia outras informações

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Lucas Ribeiro no primeiro debate: fugir pela tangente é uma arte?, por Flávio Lúcio*

08/08/2026

O primeiro debate entre os candidatos ao governo da Paraíba aconteceu ontem à noite (sexta-feira, 08/08). Esse certamente foi o debate de estreia de Lucas Ribeiro, candidato do Progressistas, já que o governador jamais disputou um cargo majoritário na condição de titular do mandato — foi candidato a vice de Bruno Cunha Lima, em 2020, e de João Azevêdo, em 2022.

O que dizer do desempenho de Ribeiro? A impressão que ficou, ao final, foi a de que Cícero Lucena e Efraim Filho estão diante de um candidato de laboratório, de gestos ensaiados e discurso pronto. Sobretudo, de saídas pela tangente para escapar de perguntas incômodas e difíceis de responder.

A primeira escapadela aconteceu na resposta à pergunta de Efraim Filho sobre a denúncia do Ministério Público, já acatada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), contra Pollyanna Werton e Tibério Limeira, acusados de receber propina no rumoroso caso envolvendo desvios no Hospital Padre Zé. Os dois ex-secretá...

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O primeiro debate entre os candidatos ao governo da Paraíba aconteceu ontem à noite (sexta-feira, 08/08). Esse certamente foi o debate de estreia de Lucas Ribeiro, candidato do Progressistas, já que o governador jamais disputou um cargo majoritário na condição de titular do mandato — foi candidato a vice de Bruno Cunha Lima, em 2020, e de João Azevêdo, em 2022.

O que dizer do desempenho de Ribeiro? A impressão que ficou, ao final, foi a de que Cícero Lucena e Efraim Filho estão diante de um candidato de laboratório, de gestos ensaiados e discurso pronto. Sobretudo, de saídas pela tangente para escapar de perguntas incômodas e difíceis de responder.

A primeira escapadela aconteceu na resposta à pergunta de Efraim Filho sobre a denúncia do Ministério Público, já acatada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), contra Pollyanna Werton e Tibério Limeira, acusados de receber propina no rumoroso caso envolvendo desvios no Hospital Padre Zé. Os dois ex-secretários de João Azevêdo e do próprio Lucas Ribeiro são réus no processo.

O governador não respondeu por que João Azevêdo não afastou os dois secretários suspeitos nem por que ele próprio os manteve na equipe. Efraim lembrou que ambos continuam fazendo parte do palanque governista.

Confuso, Lucas Ribeiro fugiu da pergunta e passou a defender políticas de maior transparência, o que soou como uma crítica ao próprio João Azevêdo, a quem ele apresenta como responsável por uma obra administrativa que pretende continuar. Nervosismo? Falta de preparo?

Na pergunta seguinte, feita pelo candidato do MDB, Cícero Lucena, sobre a Paraíba pagar o segundo pior salário à Polícia Militar, Lucas Ribeiro utilizou o mesmo artifício empregado por João Azevêdo no enfrentamento com Pedro Cunha Lima, quatro anos atrás: refugiou-se no passado para não responder a perguntas incômodas — embora verdadeiras.

No embate com Efraim Filho, Lucas Ribeiro perguntou qual seria a política de geração de empregos do candidato do PL e afirmou que a Paraíba gerou mais empregos nos últimos meses. O governador esqueceu de lembrar que, na geração de empregos, segundo os dados consolidados de 2024 do próprio Caged, a economia de João Pessoa foi responsável por quase metade dos postos de trabalho criados na Paraíba (49,7%). Se somarmos os empregos gerados em Campina Grande e Santa Rita, esse percentual chega a 70,3%.

É claro que o governo do Estado tem sua participação nesse resultado. Mas as prefeituras das duas maiores cidades do Estado certamente também têm papel decisivo, sobretudo por meio de investimentos e políticas de estímulo ao turismo, ao comércio e às obras públicas.

O ponto alto do debate foi a discussão, levantada corajosamente por Cícero Lucena, sobre o leilão, realizado às pressas e de maneira quase escondida, para a concessão de um dos serviços mais lucrativos e necessários da Cagepa: o saneamento. O leilão aconteceu na Bolsa de Valores de São Paulo, em maio deste ano.

A pergunta de Cícero foi direta: “O senhor tem todas as informações necessárias sobre o que está contemplado nesse projeto. Por que o senhor condenou Campina Grande a 25 anos sem investimentos em esgotamento sanitário?”

Lucas, mais uma vez, tergiversou e voltou a falar do passado — esquecendo que foi no governo Cássio Cunha Lima que a Paraíba mais avançou no saneamento básico.

Num lapso fora do script, Lucas usou primeiro a expressão “leilão”, depois “pregão” e, por último, lembrando-se do ensaio, chamou o negócio de PPP. O governador também não explicou que os cerca de R$ 3 bilhões previstos em investimentos pela empresa vencedora do leilão serão distribuídos ao longo de 25 anos — o equivalente a R$ 120 milhões por ano, aproximadamente o mesmo valor do lucro líquido da Cagepa projetado para 2026.

Enfim, são episódios de um debate que mostram que um candidato pode ser fabricado, ensaiado e preparado para seguir um roteiro. Há inúmeros exemplos desse fenômeno espalhados pelo país — o mais conhecido talvez seja o de Fernando Collor de Mello, na eleição de 1989.

E todo mundo sabe no que deu aquele experimento feito pelo eleitorado.

*Flávio Lúcio é cientista político. Professor de História da UFPB. Doutor em Sociologia.



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Órgão consultivo criado pelo TSE em 2017 e extinto logo depois, volta a funcionar nestas eleições

08/08/2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu reformular um órgão consultivo criado em 2017 pela Corte, na época em que era presidente o ministro Gilmar Mendes, para as eleições deste ano, sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques.

O objetivo é acompanhar riscos ligados à desinformação, mas o grupo terá como foco, mesmo em meio às várias parcerias firmadas pela Corte com plataformas digitais e instituições de pesquisa, ficar com foco fixo nos riscos ligados a qualquer tipo de irregularidade por uso indevido da inteligência artificial (IA).

Não era esperado

A reestruturação do órgão não era tida como certa em função dos vários memorandos de entendimento firmados entre órgãos diversos nos últimos meses para tratar do assunto. Mas depois de debate sobre o tema na sessão mais recente, o colegiado do TSE achou pertinente retomá-lo.

Segundo informaram assessores do Tribunal, essa será a primeira vez que o órgão ficará re...

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resolveu reformular um órgão consultivo criado em 2017 pela Corte, na época em que era presidente o ministro Gilmar Mendes, para as eleições deste ano, sob a gestão do ministro Kassio Nunes Marques.

O objetivo é acompanhar riscos ligados à desinformação, mas o grupo terá como foco, mesmo em meio às várias parcerias firmadas pela Corte com plataformas digitais e instituições de pesquisa, ficar com foco fixo nos riscos ligados a qualquer tipo de irregularidade por uso indevido da inteligência artificial (IA).

Não era esperado

A reestruturação do órgão não era tida como certa em função dos vários memorandos de entendimento firmados entre órgãos diversos nos últimos meses para tratar do assunto. Mas depois de debate sobre o tema na sessão mais recente, o colegiado do TSE achou pertinente retomá-lo.

Segundo informaram assessores do Tribunal, essa será a primeira vez que o órgão ficará responsável por monitorar riscos ligados à IA, além da manipulação de conteúdo digital e à disseminação coordenada de informações falsas ou descontextualizadas, ampliando as atribuições do conselho.

Conselho consultivo

O anúncio foi feito pela corte nesta sexta-feira (07/09) e o grupo instituído será chamado “Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional e Eleições 2026”. Servirá para assessorar o presidente da corte sobre os temas, mas não terá caráter deliberativo –ou seja, não terá poder de decisão.

Na portaria que o instituiu, fica definido que cabe a esse conselho apresentar “recomendações com o objetivo de melhorar ações de prevenção e enfrentamento à desinformação eleitoral”.

As reuniões do órgão vão começar a partir deste mês, ainda sem uma data para a primeira delas. A frequência de encontros deve ser mensal, com funcionamento da estrutura até 31 de dezembro deste ano. Há possibilidade de prorrogação do prazo, o que também será definido pela presidência.

Resoluções da Corte

Resoluções instituídas pelo TSE desde o início do ano sobre as eleições já proibem, por exemplo, o uso de deepfakes (vídeos e áudios não autorizados que emulam candidatos ou outras figuras públicas) e restringe o uso de robôs no contato com eleitores.

Entre os riscos mapeados pelo Tribunal em relação ao uso desta ferramenta no pleito estão a disseminação de nudes falsos (indicativo de violência política de gênero), a responsabilização de influenciadores criados artificialmente e o uso de óculos inteligentes na hora de votar.




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Um dia dos pais sem visita de filhos para Jair Bolsonaro, decide o ministro Moraes, do STF

08/08/2026

Em prisão domiciliar humanitária e impedido de se manifestar de qualquer forma por redes sociais, telefonemas ou outros tipos de contatos, o ex-presidente Jair Bolsonaro vai sentir na pele, neste domingo (09/08,) o resultado de ter tentado driblar as medidas cautelares contra ele e escrito uma carta em apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, divulgada durante live no último dia 11 de julho.

Como consequência implícita, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (08/08) pedido feito pelos filhos para visitá-lo em função do Dia dos Pais. O ministro afirmou que considerou o pedido “prejudicado”, uma vez que “salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, os demais contatos com Bolsonaro estão “suspensos”.

Caráter excepcional da data

Na solicitação, os advogados de defesa do ex-presidente argumentaram o "caráter absolutamente excepcional" da data comemorativa e pediram...

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Em prisão domiciliar humanitária e impedido de se manifestar de qualquer forma por redes sociais, telefonemas ou outros tipos de contatos, o ex-presidente Jair Bolsonaro vai sentir na pele, neste domingo (09/08,) o resultado de ter tentado driblar as medidas cautelares contra ele e escrito uma carta em apoio ao filho, Flávio Bolsonaro, divulgada durante live no último dia 11 de julho.

Como consequência implícita, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (08/08) pedido feito pelos filhos para visitá-lo em função do Dia dos Pais. O ministro afirmou que considerou o pedido “prejudicado”, uma vez que “salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, os demais contatos com Bolsonaro estão “suspensos”.

Caráter excepcional da data

Na solicitação, os advogados de defesa do ex-presidente argumentaram o "caráter absolutamente excepcional" da data comemorativa e pediram a restituição das visitas de Carlos Bolsonaro (PL), Jair Renan Bolsonaro (PL) e Flávio para "preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos". Eduardo Bolsonaro não consta na lista porque está nos Estados Unidos.

Bolsonaro cumpre, no próprio domicílio, em Brasília, ?a pena de 27 anos por tentativa ?de golpe de ?Estado. Ele não pode receber visitas de caráter "político-eleitoral" por ordem do ministro do STF até o final das eleições de 2026.

Descumprimento de medidas

O ministro considerou que a carta do ex-presidente divulgada durante uma live pelo filho Flávio “configurou um desvio de finalidade do direito de visita e um descumprimento da proibição do uso das redes sociais por Bolsonaro”. Em função disso, em 17 de julho, Flávio teve as visitas ao pai suspensas por três meses.

Ao barrar as visitas de Flávio, Moraes proibiu ?também a divulgação de manifestos político-eleitorais, "inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado" e ameaçou com a possibilidade de "adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado".

— Com informações do STF e Agências de Notícias




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Candidatura de Campos protocola representação no TRE-PE contra suposto “gabinete do ódio” financiado por RTL

08/08/2026

O PSB, partido do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos, protocolou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) nesta sexta-feira (07/09) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Teixeira Lyra (PSD).

O movimento consiste em uma reação ao fato de a governadora ter acionado a Justiça Eleitoral e denunciado suposto uso de robôs para atuar contra sua gestão. Os responsáveis pela campanha de Campos relembram que, ao contrário disso, as acusações feitas por eles contra Lyra são antigas e que, no final do ano passado, deputados chegaram até mesmo a acionar a Polícia Federal pedindo para serem investigadas denúncias de que um assessor de RTL estaria comandando uma milícia digital.

Investigação Judicial Eleitoral

A ação quer preservar os conteúdos postados nas redes para uma...

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O PSB, partido do ex-prefeito do Recife e candidato ao governo de Pernambuco João Campos, protocolou representação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) nesta sexta-feira (07/09) contra um suposto gabinete do ódio financiado com recursos públicos do governo do estado, comandado pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Teixeira Lyra (PSD).

O movimento consiste em uma reação ao fato de a governadora ter acionado a Justiça Eleitoral e denunciado suposto uso de robôs para atuar contra sua gestão. Os responsáveis pela campanha de Campos relembram que, ao contrário disso, as acusações feitas por eles contra Lyra são antigas e que, no final do ano passado, deputados chegaram até mesmo a acionar a Polícia Federal pedindo para serem investigadas denúncias de que um assessor de RTL estaria comandando uma milícia digital.

Investigação Judicial Eleitoral

A ação quer preservar os conteúdos postados nas redes para uma eventual Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que pode ser protocolada com o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

"Novas ações se tornaram necessárias, uma vez os conteúdos removidos reapareceram e outros perfis passaram a reproduzir o mesmo material, porque a engrenagem não cessava quando uma única URL era retirada do ar", afirma um trecho do documento encaminhado ao TRE.

Ataques concentrados ao ex-prefeito

Segundo a campanha de Campos, perfis que antes exploravam humor e gastronomia, por exemplo, passaram a concentrar ataques no ex-prefeito do Recife. A peça alega possível relação com o aumento de despesas de publicidade do governo de Pernambuco.

“Estrutura profissional de comunicação, possível sustentação econômica e utilização coordenada de perfis digitais aparentemente independentes. É justamente essa combinação que diferencia o gabinete do ódio da simples militância política espontânea”, diz a representação.

Procurada, a campanha de RTL diz ter recebido a iniciativa “com tranquilidade”, que não se opõe à preservação dos dados e que confia na Justiça Eleitoral.

— Com informações da Folha de São Paulo




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Com o fim das convenções, Lula e Flávio buscam ampliação de palanques nos maiores colégios eleitorais do país

08/08/2026

Passado o fim das convenções partidárias, os dois principais candidatos à presidência da República, Lula e Flávio Bolsonaro, enfrentam agora o desafio de ampliar os palanques que foram definidos nos oito maiores colégios eleitorais do Brasil. Lula se articula para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista tem tradicionalmente maioria dos votos.

Os oito maiores palanques eleitorais do país consistem nos estados de: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará. Juntos, somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.

Nordeste e Sudeste

Lula, conforme cientistas políticos, atua para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, que contam com os dois maiores eleitorados do país, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordes...

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Passado o fim das convenções partidárias, os dois principais candidatos à presidência da República, Lula e Flávio Bolsonaro, enfrentam agora o desafio de ampliar os palanques que foram definidos nos oito maiores colégios eleitorais do Brasil. Lula se articula para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista tem tradicionalmente maioria dos votos.

Os oito maiores palanques eleitorais do país consistem nos estados de: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará. Juntos, somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de brasileiros aptos a votar neste ano.

Nordeste e Sudeste

Lula, conforme cientistas políticos, atua para crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, que contam com os dois maiores eleitorados do país, enquanto Flávio busca ganhar votos no Nordeste, onde o petista é tradicionalmente mais bem votado.

A neutralidade de partidos como Republicanos, Podemos e da federação formada por União Brasil e PP abriu caminho para Lula ganhar espaço, principalmente em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, reduto de Flávio.

Primeiros debates

Por sua vez, Flávio escolheu um vice — o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) — do Nordeste, com o objetivo de ganhar terreno e diminuir a vantagem histórica de Lula entre os nordestinos. Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro, Lula teve 69,34% dos votos válidos da região.

Os dois candidatos já avisaram que não participarão do primeiro debate programado entre os presidenciáveis, pelo canal Globonews.

— Com Agência de Notícias




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Silvio Costa Filho visita Sertão do Estado e amplia apoios

08/08/2026

Com uma base política consolidada tanto no Agreste quanto no Sertão pernambucano, o deputado federal e candidato à reeleição Silvio Costa Filho chega ao período eleitoral fortalecendo alianças e ampliando sua presença nas principais regiões do interior do Estado. Ele intensificou, nesta sexta-feira (07/08), sua agenda política no Sertão de Pernambuco, onde visitou vários municípios.

A movimentação reforça a estratégia do parlamentar, ex-ministro de Portos e Aeroportos do Governo Lula, de fortalecer ainda mais sua base eleitoral no interior do Estado e ampliar sua presença em municípios considerados estratégicos para as eleições deste ano.

Programação intensa

Durante a agenda, Silvio esteve em Betânia, onde foi recebido pelo grupo político liderado pelo ex-prefeito Mário Flor. Em Santa Cruz da Baixa Verde, participou de encontros com o prefeito Dr. Ismael e com o ex-prefeito Tássio, reafirmando a parceria política com importantes lide...

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Com uma base política consolidada tanto no Agreste quanto no Sertão pernambucano, o deputado federal e candidato à reeleição Silvio Costa Filho chega ao período eleitoral fortalecendo alianças e ampliando sua presença nas principais regiões do interior do Estado. Ele intensificou, nesta sexta-feira (07/08), sua agenda política no Sertão de Pernambuco, onde visitou vários municípios.

A movimentação reforça a estratégia do parlamentar, ex-ministro de Portos e Aeroportos do Governo Lula, de fortalecer ainda mais sua base eleitoral no interior do Estado e ampliar sua presença em municípios considerados estratégicos para as eleições deste ano.

Programação intensa

Durante a agenda, Silvio esteve em Betânia, onde foi recebido pelo grupo político liderado pelo ex-prefeito Mário Flor. Em Santa Cruz da Baixa Verde, participou de encontros com o prefeito Dr. Ismael e com o ex-prefeito Tássio, reafirmando a parceria política com importantes lideranças do município.

O roteiro também incluiu reuniões com grupos políticos de Santa Terezinha, São José do Egito e Serra Talhada, fortalecendo o diálogo com lideranças locais e ampliando o arco de apoios em todo o Sertão.

Em Verdejante, Silvio esteve com o candidato a prefeito da última eleição, Carrapicho. Na região, o ex-ministro participou de uma reunião com o grupo político de Carrapicho, em um encontro marcado pela defesa da união das forças políticas em favor do desenvolvimento regional. A agenda terminou em Salgueiro, onde ele se reuniu com o grupo político de George Arraes, candidato a deputado.

Capilaridade do projeto político

As visitas e reuniões diversas demonstram a capilaridade do projeto político liderado pelo deputado federal, que vem recebendo manifestações de apoio de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias de vários pontos do Estado. Ao agradecer a receptividade durante a agenda, Silvio destacou a importância das parcerias construídas.

"Quero agradecer, de coração, a todos os prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças e amigos que nos receberam com tanto carinho. Cada apoio fortalece ainda mais o nosso compromisso de continuar trabalhando por Pernambuco”, destacou.

“Seguiremos unidos, dialogando e levando investimentos, ações e resultados para o Sertão, o Agreste e todas as regiões do nosso Estado. Essa confiança aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de representar o povo pernambucano em Brasília com dedicação e muito trabalho.", acrescentou. Sílvio Costa Filho continua agenda na região neste sábado.




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É Findi - Jornada - Por Marcelo Mário de Melo*

07/08/2026

Temperamos com sonho
nossos passos andantes
costurando trilhas
entre vaga-lumes e estrelas.

E atritando pedras do caminho
fazemos fogo
para aquecer
a esperança com frio.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm



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Temperamos com sonho
nossos passos andantes
costurando trilhas
entre vaga-lumes e estrelas.

E atritando pedras do caminho
fazemos fogo
para aquecer
a esperança com frio.


*Marcelo Mário de Melo, ex-preso político, jornalista e poeta. Seu lema é: "Só ultrapasse pela esquerda". @marcelommm



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É Findi - A Noite - Poema - Por Eduardo Albuquerque*

07/08/2026

Temo a noite, eis a hora;
peremptória, ela se anuncia,
imanente, nada a esvazia,
a mim devora, já agora.

Ainda, mesmo tênue penumbra,
me traz angústia deveras profunda,
quando a si própria desnuda;
assim é, pois decerto nada muda.



Inexiste o supérfluo, nela
tudo se anela, afivela;
são injunções, é sina.

Se perpetua, é destino,
O nada luminoso caminho;
no final, estaremos sozinhos.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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Temo a noite, eis a hora;
peremptória, ela se anuncia,
imanente, nada a esvazia,
a mim devora, já agora.

Ainda, mesmo tênue penumbra,
me traz angústia deveras profunda,
quando a si própria desnuda;
assim é, pois decerto nada muda.



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Inexiste o supérfluo, nela
tudo se anela, afivela;
são injunções, é sina.

Se perpetua, é destino,
O nada luminoso caminho;
no final, estaremos sozinhos.


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99



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É Findi - Silêncios - Poema - Por Felipe Bezerra*

07/08/2026

Para Melson, Tomás e Guilherme


Estamos de certa forma despertos,
sonâmbulos, em sonho pleno,
suspensos no bolsão de oxigênio,
atravessando o deserto do tempo,
na imensa floresta das circunstâncias,
construindo caminhos incertos,
na esperança da transação perfeita.

Seguindo lideranças suspeitas,
muitas vezes, sorvemos desacertos,
cizânias, censuras e abismos,
em sucessivas sinapses desconexas,
na busca do supremo sentido,
que só se estabelece no próximo,
como ensinou há milênios o Cristo.

É salutar, às vezes, descalçar os sapatos
das ambições desmedidas, desconectar
as imposições desarrazoadas das redes,
para cessar a sensação de urgência.

As sinuosas estradas das escolhas,
nas decisões essenciais da vida,
exigem serenidade e sapiência,
mas também ação exata e precisa.

Se não, pai...

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Para Melson, Tomás e Guilherme


Estamos de certa forma despertos,
sonâmbulos, em sonho pleno,
suspensos no bolsão de oxigênio,
atravessando o deserto do tempo,
na imensa floresta das circunstâncias,
construindo caminhos incertos,
na esperança da transação perfeita.

Seguindo lideranças suspeitas,
muitas vezes, sorvemos desacertos,
cizânias, censuras e abismos,
em sucessivas sinapses desconexas,
na busca do supremo sentido,
que só se estabelece no próximo,
como ensinou há milênios o Cristo.

É salutar, às vezes, descalçar os sapatos
das ambições desmedidas, desconectar
as imposições desarrazoadas das redes,
para cessar a sensação de urgência.

As sinuosas estradas das escolhas,
nas decisões essenciais da vida,
exigem serenidade e sapiência,
mas também ação exata e precisa.

Se não, paisagens são sufocadas
por entulhos e desejos supérfluos,
sem volta ao instante específico
da oportunidade lançada ao vento.

Somente quem se encontra consigo
consegue servir aos seus e ao próximo,
sem esperar o imediato regozijo
do materialismo ilusório dos sentidos.

Saibamos aplacar as sedes, sabendo
que as ondas insondáveis do universo
sempre regressam ao ponto de partida,
trazendo, em dobro, a essência emitida.


Recife, 6 de agosto de 2026. Semana de Dia dos Pais.


*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza



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É Findi - Série História de Pernambuco: Quando o Açúcar Entrou na Guerra - Por Alfredo Cabral de Melo*

07/08/2026

Como a crise dos engenhos ajuda a compreender a Restauração Pernambucana


Se os holandeses conquistaram Pernambuco por causa do açúcar, por que tiveram tanta dificuldade para manter a colônia? A resposta começa longe dos campos de batalha. Ela está nos engenhos, que reuniam terras, equipamentos, mão de obra, crédito e comércio, formando o coração da economia pernambucana. Quando essa estrutura foi atingida pela guerra, toda a capitania sentiu seus efeitos.

A destruição de propriedades açucareiras, o abandono de canaviais e as dificuldades para manter a produção afetaram muito mais do que os proprietários. Comerciantes reduziram seus negócios, credores passaram a enfrentar dificuldades para receber e a Companhia das Índias Ocidentais viu comprometida a atividade que justificava o elevado investimento na conquista de Pernambuco. Em uma economia dependente do açúcar, qualquer interrupção da produção repercutia em toda a sociedade.

Os reg...

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Como a crise dos engenhos ajuda a compreender a Restauração Pernambucana


Se os holandeses conquistaram Pernambuco por causa do açúcar, por que tiveram tanta dificuldade para manter a colônia? A resposta começa longe dos campos de batalha. Ela está nos engenhos, que reuniam terras, equipamentos, mão de obra, crédito e comércio, formando o coração da economia pernambucana. Quando essa estrutura foi atingida pela guerra, toda a capitania sentiu seus efeitos.

A destruição de propriedades açucareiras, o abandono de canaviais e as dificuldades para manter a produção afetaram muito mais do que os proprietários. Comerciantes reduziram seus negócios, credores passaram a enfrentar dificuldades para receber e a Companhia das Índias Ocidentais viu comprometida a atividade que justificava o elevado investimento na conquista de Pernambuco. Em uma economia dependente do açúcar, qualquer interrupção da produção repercutia em toda a sociedade.

Os registros reunidos por Pereira da Costa, nos Anais Pernambucanos, preservam referências a engenhos atingidos pelos conflitos, confiscos, destruições e mudanças de posse durante a ocupação holandesa. Reunidas a partir de documentos e registros históricos, essas informações revelam que a guerra transformou profundamente a vida econômica da capitania, muito além dos episódios militares que costumam ocupar maior espaço na memória coletiva.

Conquistar Pernambuco, portanto, era apenas parte do desafio. Era preciso manter funcionando uma economia que dependia de estabilidade, crédito, transporte, mão de obra e acesso aos mercados consumidores. A guerra comprometia cada um desses elementos, tornando lenta e difícil a recuperação da produção açucareira.

É nesse contexto que a crise dos engenhos se relaciona com a Restauração Pernambucana. Durante muito tempo, difundiu-se a ideia de que a insurreição teria sido apenas uma reação de senhores de engenho endividados contra os holandeses. A historiografia contemporânea, entretanto, demonstra que essa interpretação é insuficiente. O endividamento de parte da elite açucareira foi um fator importante, mas se somou a questões políticas, religiosas, militares e econômicas que, em conjunto, desgastaram o domínio neerlandês.

Também seria um equívoco reduzir o conflito a uma simples oposição entre portugueses e holandeses. Proprietários permaneceram em suas terras durante a ocupação, comerciantes buscaram preservar seus negócios, financiadores tentavam recuperar seus créditos e autoridades procuravam manter a arrecadação. Em muitos momentos, interesses econômicos aproximaram grupos que, em outras circunstâncias, estariam em lados opostos.

Enquanto isso, o Recife permanecia ligado ao destino da economia açucareira. O açúcar produzido no interior seguia para o porto e, dali, abastecia os mercados europeus. A prosperidade da cidade dependia diretamente dessa circulação, assim como os produtores dependiam da estrutura portuária para escoar sua produção. Campo e porto formavam uma única engrenagem econômica.

Toda essa atividade era sustentada pelo trabalho compulsório de milhares de pessoas escravizadas. A guerra não eliminou essa realidade, mas alterou seu funcionamento, provocando deslocamentos, escassez de mão de obra em determinadas regiões e novas dificuldades para uma economia que dependia da continuidade da produção. A história dos engenhos, portanto, não pode ser compreendida sem reconhecer a centralidade da escravidão na formação da sociedade pernambucana do século XVII.

Quando a Insurreição Pernambucana começou, em 1645, o domínio holandês já enfrentava dificuldades que ultrapassavam o campo militar. A manutenção da colônia tornava-se cada vez mais onerosa, a recuperação econômica avançava de forma limitada e as tensões entre parte da administração neerlandesa e setores da elite local se intensificavam. Esse conjunto de circunstâncias ajuda a compreender por que a expulsão dos holandeses não pode ser explicada apenas pelas vitórias militares. As batalhas foram decisivas, mas ocorreram em um contexto de desgaste econômico e político que também contribuiu para o desfecho da ocupação.

Foi nos engenhos que se produziu a riqueza que tornou Pernambuco uma das regiões mais cobiçadas do Atlântico. Também foi ali que a guerra revelou seus efeitos mais profundos, alterando patrimônios, relações econômicas e a própria organização da sociedade. Compreender essa realidade é perceber que a história do Brasil Holandês começou muito antes das batalhas e continuou muito depois delas.

Nos Anais Pernambucanos

Ao longo dos Anais Pernambucanos, Pereira da Costa reuniu documentos, registros administrativos e notícias que hoje constituem uma das mais importantes compilações sobre a história de Pernambuco. Confrontados com a historiografia contemporânea, esses registros ajudam a compreender como a guerra afetou o cotidiano dos engenhos e da economia açucareira, revelando aspectos que muitas vezes permanecem à margem das narrativas centradas apenas nos grandes acontecimentos militares.

Na próxima semana: quem foi, afinal, Maurício de Nassau? Muito além das pontes e dos palácios, conheceremos o administrador que encontrou uma economia fragilizada pela guerra e precisou conciliar interesses políticos, militares e comerciais para preservar a mais importante colônia da Companhia das Índias Ocidentais nas Américas.


*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo



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