Crime financeiro - Justiça condena três pessoas por envolvimento em esquema bilionário na Braiscompany
16/04/2025
Mercado de criptoativos
Com sede em Campina Grande, a empresa atuava no mercado de criptoativos e movimentou mais de R$ 1 bilhão em um esquema que prometia falsos retornos financeiros.
Provas
A Justiça considerou provas produzidas ao longo do processo, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além da análise de materiais extraídos de dispositivos eletrônicos por meio de softwares forenses. (O Poder)
Mercado de criptoativos
Com sede em Campina Grande, a empresa atuava no mercado de criptoativos e movimentou mais de R$ 1 bilhão em um esquema que prometia falsos retornos financeiros.
Provas
A Justiça considerou provas produzidas ao longo do processo, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além da análise de materiais extraídos de dispositivos eletrônicos por meio de softwares forenses. (O Poder)
Leia outras informações
Ministro Nunes Marques, do TSE, publica regras para acelerar julgamento de ações sobre propaganda eleitoral e direito de resposta
10/10/2026
As medidas foram adotadas após questionamentos entre ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um possível represamento de decisões individuais que não estariam sendo imediatamente submetidas a referendo em plenário, além de críticas a respeito de uma suposta concentração de poder nas figuras do presidente e do vice-presidente da Corte (o vice-presidente é o ministro André Mendonça).
Julgamentos de mérito
Em um memorando circular enviado ao colegiado do TSE nesta sexta-feira (09/10), Nunes Marques estabeleceu que o julgamento do mérito de ações sobre direito de resposta deve ser iniciado, no máximo, um dia depois da conclusão dos autos ao gabinete do relator.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kássio Nunes Marques publicou uma série de regras para acelerar o julgamento de ações sobre propaganda eleitoral e direito de resposta nas semanas que antecedem o segundo turno da eleição, que ocorre dia 25.
As medidas foram adotadas após questionamentos entre ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um possível represamento de decisões individuais que não estariam sendo imediatamente submetidas a referendo em plenário, além de críticas a respeito de uma suposta concentração de poder nas figuras do presidente e do vice-presidente da Corte (o vice-presidente é o ministro André Mendonça).
Julgamentos de mérito
Em um memorando circular enviado ao colegiado do TSE nesta sexta-feira (09/10), Nunes Marques estabeleceu que o julgamento do mérito de ações sobre direito de resposta deve ser iniciado, no máximo, um dia depois da conclusão dos autos ao gabinete do relator.
Afirmou, também, que pode convocar sessões extraordinárias para dar conta do volume de processos. E destacou que os relatores podem levar seus casos "em mesa" para julgamento em plenário — ou seja, sem necessidade de que o presidente do TSE marque a data previamente.
Submetidos de imediato ao plenário
Nos ofícios encaminhados aos ministros, Kassio Nunes Marques também reforçou que "todas as decisões (concessivas ou não) relativas a pedidos de liminar em matéria de propaganda eleitoral e direito de resposta devem ser submetidas imediatamente ao plenário, inclusive por sessão virtual".
Ele decidiu, ainda, nomear mais um magistrado para integrar o fluxo de distribuição das ações sobre propaganda eleitoral. Para isso, foi indicado o ministro Marco Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça (STK) que atuará juntamente com ele [ Kassio], o vice-presidente [ministro Mendonça] e a ministra Estela Aranha nesses processos.
“Razoável duração do processo”
No documento, o presidente da Corte eleitoral ainda afirmou que “as normas traduzem um conjunto de medidas integradas com o propósito de assegurar a razoável duração do processo, a eficiência administrativa e a prioridade absoluta na prestação jurisdicional para o segundo turno das eleições de 2026 ".
Nunes Marques ressaltou que o TSE tem "enfrentado um volume muito expressivo de demandas", mas os ministros têm se empenhado para “agilizar os trabalhos, dar respostas rápidas a questões urgentes e, ao mesmo tempo, assegurar a apreciação colegiada desta corte".
— Com Agências de Notícias
Após passar por cirurgia de urgência, ex-presidente José Sarney está hospitalizado em São Luís
10/10/2026
José Sarney foi admitido na unidade hospitalar à tarde, após apresentar dores abdominais. Ele passou por avaliação clínica e exames de imagem antes da cirurgia. De acordo com o boletim médico, o ex-presidente permanece sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar na UTI. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.
Pneumonia bacteriana
Desde a última quinzena de setembro, Sarney tem apresentado problemas de saúde. No último dia 24, ele se internou no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento de um quadro de pneumonia bacteriana. Ele recebeu alta hospitalar no dia 30.
...
O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, passou por uma cirurgia abdominal nesta sexta-feira (09/10) logo após ser internado com fortes dores em São Luís (MA). Segundo boletim médico, o procedimento ocorreu sem intercorrências e ele está estável, em acompanhamento pós-operatório na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
José Sarney foi admitido na unidade hospitalar à tarde, após apresentar dores abdominais. Ele passou por avaliação clínica e exames de imagem antes da cirurgia. De acordo com o boletim médico, o ex-presidente permanece sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar na UTI. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.
Pneumonia bacteriana
Desde a última quinzena de setembro, Sarney tem apresentado problemas de saúde. No último dia 24, ele se internou no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento de um quadro de pneumonia bacteriana. Ele recebeu alta hospitalar no dia 30.
No último domingo (04/10), ele votou em São Luís, acompanhado do neto Adriano Sarney e de integrantes de sua equipe. Na ocasião, cumprimentou os mesários e, após votar, falou sobre a participação dos eleitores no processo democrático. “Fico muito comovido e, ao mesmo tempo, muito satisfeito quando vejo a festa democrática que o Brasil vive”, afirmou.
— Com Agências de Notícias
TSE aciona Polícia Federal e MP para apurar mais de 30 mil ameaças feitas a servidores da Corte
10/10/2026
Pouco tempo depois de terem sido observadas, a Justiça Eleitoral acionou as plataformas X (antigo Twitter) e Meta para a remoção das postagens. Além disso, tanto os servidores quanto os familiares dessas pessoas passaram a contar com efetivo de segurança reforçado até o segundo turno das eleições.
Responsabilização dos autores
Em nota à imprensa o Tribunal informou que acionou a PF e o Ministério Público (MP) para apurar e responsabilizar os autores desses ataques.
Segundo o comunicado, o Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais...
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal para investigar ameaças de diversas formas feitas na internet contra servidores da Corte. Conforme informações da área de Tecnologia da Informação (TI) do TSE as ameaças começaram a ser observadas na última terça-feira (06/10) e até a tarde de ontem (09/10) correspondiam a mais de 30 mil publicações nas redes sociais.
Pouco tempo depois de terem sido observadas, a Justiça Eleitoral acionou as plataformas X (antigo Twitter) e Meta para a remoção das postagens. Além disso, tanto os servidores quanto os familiares dessas pessoas passaram a contar com efetivo de segurança reforçado até o segundo turno das eleições.
Responsabilização dos autores
Em nota à imprensa o Tribunal informou que acionou a PF e o Ministério Público (MP) para apurar e responsabilizar os autores desses ataques.
Segundo o comunicado, o Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e o Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação (NIGED) têm acompanhado a escalada de hostilidades contra integrantes da Justiça Eleitoral.
Exposição de dados pessoais e ódio
Na nota, a Corte ressaltou também que as investidas contém, além de ameaças, desinformação, exposição indevida de dados pessoais de servidores, discurso de ódio e ameaças veladas, inclusive direcionadas a familiares de tais trabalhadores.
“Ataques indevidos e sem fundamento, de qualquer natureza, contra o sistema eletrônico de votação e ameaças a servidores públicos federais constituem crimes previstos no Código Penal e na legislação penal especial”, enfatizou o documento.
Próximos dias de campanha de Lula e Flávio terão como marca disputas no campo digital
10/10/2026
As duas campanhas montaram verdadeiras tropas para conseguir maior número de seguidores, mudar votos e conquistar a vitória nas urnas.
“Exército de Lula”
Por parte do PT, a principal aposta da campanha é o grupo criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) intitulado “Exército de Lula".
Trata-se de grupo via WhatsApp que recebe todos os dias orientações para uma mobilização massiva via redes sociais. Para se ter ideia, até essa sexta-feira (09/10), o canal registrava 3 milhões de seguidores.
“Tropa de Flávio”
Do outro lado, a campanha do senador Flávio Bolsonaro anun...
Por mais que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25, cumpram agendas que passam por passeatas, atos públicos, encontros com apoiadores e eventos diversos, a guerra desta etapa da campanha se dá mesmo, no campo digital.
As duas campanhas montaram verdadeiras tropas para conseguir maior número de seguidores, mudar votos e conquistar a vitória nas urnas.
“Exército de Lula”
Por parte do PT, a principal aposta da campanha é o grupo criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) intitulado “Exército de Lula".
Trata-se de grupo via WhatsApp que recebe todos os dias orientações para uma mobilização massiva via redes sociais. Para se ter ideia, até essa sexta-feira (09/10), o canal registrava 3 milhões de seguidores.
“Tropa de Flávio”
Do outro lado, a campanha do senador Flávio Bolsonaro anunciou a criação da chamada "Tropa do Flávio", também no WhatsApp, que contava, até o fechamento desta edição, com pouco mais de um milhão de pessoas.
Durante uma live para a militância, Janones — coordenador da tropa pró-Lula — orientou os apoiadores sobre publicações coordenadas e distribuição de conteúdos para alcançar eleitores indecisos. A estratégia prevê chegar a cinco milhões de apoiadores mobilizados nas plataformas.
“Estamos em 2026”, diz Janones
"Não estamos nos anos 80 mais, estamos em 2026. É aqui que a coisa é decidida. A gente perdeu o primeiro turno só na rede social", afirmou ele . A mudança de estratégia também passa pela linguagem utilizada pela militância.
O deputado pediu que os apoiadores deixem de lado termos técnicos e abordagens que considera distantes do cotidiano popular. Em vez disso, defendeu a divulgação de temas como o Prouni, o Bolsa Família e o fim da escala de trabalho 6 x 1, com mensagens diretas e de fácil compreensão.
Na orientação sobre engajamento, Janones recomendou uma sequência de ações para ampliar a circulação de conteúdos: curtir, comentar, compartilhar rapidamente, publicar nos Stories, enviar por mensagem direta, divulgar links em grupos do WhatsApp e assistir aos vídeos até o fim, mesmo sem áudio. Ele também orientou os apoiadores a concentrar esforços nos eleitores indecisos, nos que podem mudar de voto e nas pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno.
Orientações à “Tropa do Flávio”
Como resposta à mobilização digital petista, o presidenciável do PL anunciou, na criação da "Tropa do Flávio", que o objetivo do grupo é a distribuição de mensagens e materiais de campanha. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o senador criticou a estratégia digital atribuída ao PT.
"Vocês estão vendo aí a grande organização, a grande facção digital que o PT criou para inventar um monte de fake news e espalhar”, acusou, pedindo que os apoiadores também divulguem o seu grupo.
Representações com denúncias
Tanto a Coligação ‘Brasil Pronto Pra Mais’, do candidato petista, quanto a campanha de Flávio Bolsonaro acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma série de representações que apontam desde uma suposta manipulação do alcance de publicações favoráveis até esquemas para impulsionar conteúdos ligados aos adversários.
Ambas as partes ressaltam que relatos levantam suspeitas sobre o tratamento diferente dado pelas plataformas aos conteúdos políticos e pede que o TSE determine critérios isonômicos na distribuição das publicações, sob o argumento de que uma eventual restrição injustificada poderia comprometer o equilíbrio da disputa presidencial.
Encaminhamentos à PF e à PGE
Os fatos também foram encaminhados à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para apuração de possíveis crimes eleitorais.
A empresa Meta, dona do Facebook e do Instagram, alegou falhas técnicas afetando métricas de vídeos e afirmou que sua equipe está trabalhando para resolver a questão o mais rápido possível", informou. A manifestação, porém, não esclarece quais vídeos foram afetados, a dimensão do problema ou se houve impacto na distribuição das publicações.
— Com Agências de Notícias
Agenda dos presidenciáveis neste sábado (10): Flávio (PL) participa de moto carreata em São Gonçalo (RJ), Lula tem passeata em Natal (RN)
10/10/2026
O presidente Lula, que tenta a reeleição, está em Natal (RN), onde participa de uma passeata em Natal (RN), com Cadu Xavier, candidato do PT ao governo do estado no segundo turno, no Bairro de Alecrim. A concentração acontece no cruzamento da Rua Baraúna com a Coronel Estevam, em frente à Igreja Universal.
Depois do evento, o presidente tem encontro com apoiadores e descansa para seguir roteiro de viagens durante os próximos dias nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Moto carreata e encontro com mulheres
Flávio Bolsonaro (PL) participa de uma moto carreata em São Gonçalo (RJ). A concentração acontece na Avenida Presidente Kennedy...
Os candidatos à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprem, neste sábado (10/10), compromissos de campanha para o segundo turno das eleições. As agendas incluem reuniões políticas, encontros com apoiadores, passeatas, carreatas e outros eventos.
O presidente Lula, que tenta a reeleição, está em Natal (RN), onde participa de uma passeata em Natal (RN), com Cadu Xavier, candidato do PT ao governo do estado no segundo turno, no Bairro de Alecrim. A concentração acontece no cruzamento da Rua Baraúna com a Coronel Estevam, em frente à Igreja Universal.
Depois do evento, o presidente tem encontro com apoiadores e descansa para seguir roteiro de viagens durante os próximos dias nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Moto carreata e encontro com mulheres
Flávio Bolsonaro (PL) participa de uma moto carreata em São Gonçalo (RJ). A concentração acontece na Avenida Presidente Kennedy, 765, no bairro Estrela do Norte e a chegada na Rua Yolanda Saad Abuzaid, no bairro Alcantara.
Ao meio dia ele participa do encontro intitulado ‘Mulheres com Flávio Bolsonaro’, no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, na capital fluminense e à tarde, a partir das 15h, estará na celebração oficial dos 100 anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, no Maracanãzinho.
Entrevista - Antônio Campos anuncia candidatura à prefeitura de Olinda
09/10/2026
É escritor com diversas obras publicadas (como Pense S.A., O Grande Portal e Viver é Resistir). É o idealizador e curador da Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) e preside o Instituto Maximiano Campos (IMC). Concorreu à prefeitura em 2016 e 2024, pautando seus debates em temas voltados à segurança pública, revitalização urbana, patrimônio histórico, saúde e geração de emprego. Hoje, sexta-feira, 09/10, ele anunciou sua pré-pré candidatura a prefeito. O Poder foi conversar com ele.
O Poder -Por que o anúncio agora, em meio ao segundo turno da disputa nacional?
Antônio Campos - O meu avô, Miguel Arraes, dizia uma frase muito interessante que serve para esses momentos: "Quem é manco, parte cedo" (risos). É uma forma de mostrar também a minha indignação com o que está acontecendo em Olinda, que passa talvez pelo moment...
Antônio Campos é advogado com especialização em Direito Empresarial e Direito do Entretenimento,
É escritor com diversas obras publicadas (como Pense S.A., O Grande Portal e Viver é Resistir). É o idealizador e curador da Fliporto (Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas) e preside o Instituto Maximiano Campos (IMC). Concorreu à prefeitura em 2016 e 2024, pautando seus debates em temas voltados à segurança pública, revitalização urbana, patrimônio histórico, saúde e geração de emprego. Hoje, sexta-feira, 09/10, ele anunciou sua pré-pré candidatura a prefeito. O Poder foi conversar com ele.
O Poder -Por que o anúncio agora, em meio ao segundo turno da disputa nacional?
Antônio Campos - O meu avô, Miguel Arraes, dizia uma frase muito interessante que serve para esses momentos: "Quem é manco, parte cedo" (risos). É uma forma de mostrar também a minha indignação com o que está acontecendo em Olinda, que passa talvez pelo momento mais difícil de sua existência, sem assistência, sem limpeza, sem o cuidado que o olindense merece. O tempo vai passando e nada muda, só piora. Acredito que ninguém fica satisfeito com o que está vendo na cidade. Locais importantes e polos de cultura, como a biblioteca do Carmo, estão completamente abandonados. Não há uma preocupação com a cultura, com a saúde, com o saneamento. Há obras intermináveis que atrapalham a mobilidade. A cidade, que é patrimônio histórico da humanidade, está passando por uma situação de alerta. Vamos debater e conversar para chegar a um consenso.

O Poder - O senhor tem sonhos ou propostas?
AC - Temos projetos, soluções e, principalmente, temos coragem para mudar isso. Nós vamos cuidar das pessoas".
O Poder - O senhor esta alinhado com o campo político da governadora e com Flávio. A prefeita atual é desse mesmo campo...
AC - Eu realmente anunciei e votei na governadora e em Flávio Bolsonaro. E, no segundo turno, votarei outra vez em Flávio Bolsonaro. Eu não tenho preocupação com isso. Sobre a ligação da prefeita com a governadora, vamos conversar com a governadora no momento oportuno e dialogar com as pessoas que sabem que Olinda não está bem.
O Poder - Usando quais argumentos?
Ac - Temos que ver a cidade de outra forma, e não como está. Olinda precisa ter uma política própria, que olhe para as estruturas na sua totalidade. Somos e estamos em uma zona importante do Estado e precisamos gerar emprego, levando algo diferente do que há hoje para as pessoas. Olinda precisa crescer economicamente. Minha decisão é independente da governadora, mas vamos sentar à mesa e conversar".
O Poder - Estruturalmente o que Antônio Campos pode oferecer a Olinda?
AC - Do ponto de vista estrutural, o que uma possível gestão Antônio Campos pode oferecer ao olindense é segurança, emprego, renda, cultura, lazer, saúde e assistência às pessoas. Vamos reabrir o Cine Olinda, fechado há anos, recuperar espaços culturais e promover outros locais, buscar e gerar recursos no município, programas voltados ao turismo. A segurança é um ponto forte a ser implementado e posto em prática. A valorização dos bairros,
Também será prioridade. Olinda não é só a parte histórica ou o carnaval.
O Poder - E o seu olhar social?
AC - Queremos criar uma assistência voltada às pessoas em situação de rua, dando-lhes um espaço digno para ter comida quente, uma roupa e um lugar para tomar um banho, ao preço simbólico de R$ 1,00. Por que um real? Para estabelecer o princípio de que aquilo tem valor, é apenas para dar o senso de responsabilidade e não ser banalizado. Isso com apoio psicológico e sem discriminar quem quer que seja. Sabemos que é também um caso de saúde pública e será algo que ajudará na reflexão dessas pessoas, auxiliando-as a buscar outra forma de viver".
O Poder - o mar continua avançando. O que a prefeitura pode fazer?
AC - Vamos nos voltar para o avanço do mar, que já está em um momento crítico. Hoje existem técnicas de contenção que podemos implementar para resolver esse caso de grande preocupação para os olindenses.
O Poder - E quanto à segurança, problema eternizado...
AC - A segurança é um ponto crucial que pretendemos resolver, pois todos já cansamos de ver o que está acontecendo na cidade. Vamos para o debate, principalmente com o povo, levar ideias e projetos que são muitos, para realmente solucionar os problemas de emprego, geração de renda e redução de impostos, fazendo algo verdadeiramente transformador na nossa Olinda.

É Findi - Manifesto - Poema - Por Felipe Bezerra*
09/10/2026
mas mesmo assim levanto
a voz, o braço e o pensamento.
Contra tudo aquilo que é falso,
contra a deturpação dos fatos,
o maliciosamente afirmado.
Sigo contra quem faz o diabo
na eleição e no mandato,
como já foi dito e ressaltado.
Contra as inverdades reiteradas,
agora judicialmente toleradas,
em conluio escancarado.
Sobre tudo isso penso e reflito.
Mas encontro alívio e regozijo,
na singeleza dos acontecimentos.
Eis o crepúsculo do último mandato
do líder popular corrompido,
que traiu sua gente e seus princípios.
Que se afogou na vaidade do cargo,
no luxo desmedido e no escárnio,
pondo em tudo centenário sigilo.
Bora, já deu. Fora!
Até nunca mais!
Adeus líderes imorais!
Recife, 08 de outubro de 2026.
Eu sigo imerso no vão do vento,
mas mesmo assim levanto
a voz, o braço e o pensamento.
Contra tudo aquilo que é falso,
contra a deturpação dos fatos,
o maliciosamente afirmado.
Sigo contra quem faz o diabo
na eleição e no mandato,
como já foi dito e ressaltado.
Contra as inverdades reiteradas,
agora judicialmente toleradas,
em conluio escancarado.
Sobre tudo isso penso e reflito.
Mas encontro alívio e regozijo,
na singeleza dos acontecimentos.
Eis o crepúsculo do último mandato
do líder popular corrompido,
que traiu sua gente e seus princípios.
Que se afogou na vaidade do cargo,
no luxo desmedido e no escárnio,
pondo em tudo centenário sigilo.
Bora, já deu. Fora!
Até nunca mais!
Adeus líderes imorais!
Recife, 08 de outubro de 2026.
*Felipe Bezerra, advogado e poeta. @felipebezerradesouza
NR - Os poemas assinados refletem a opinião e inspiração dos seus autores. O Poder evita publicar textos militantes e estimula o livre confronto de ideias.
O É Findi é uma coluna semanal de cultura e lazer. Exclusiva de O Poder. Através de qualquer matéria, você acessa as demais. Boas leituras. Leia e compartilhe.
É Findi - (Des)encontro - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
09/10/2026
(ou foi desencontro?)
um leve, sutil tocar,
um pequeno andar.
Até tua casa, na praça,
um enlevo, uma graça;
batia meu coração qual
o do beija-flor, volteio igual.
A sós, voltei radiante!
Adolescente, inexperiente,
minh'alma em cântaros!
Sofri rios de prantos,
ex-amor, dor excruciante,
mortífero e vil expediente.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
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Primeiro encontro,
(ou foi desencontro?)
um leve, sutil tocar,
um pequeno andar.
Até tua casa, na praça,
um enlevo, uma graça;
batia meu coração qual
o do beija-flor, volteio igual.
A sós, voltei radiante!
Adolescente, inexperiente,
minh'alma em cântaros!

Sofri rios de prantos,
ex-amor, dor excruciante,
mortífero e vil expediente.
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99

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É Findi - Série História de Pernambuco - Quando a guerra ultrapassou Pernambuco - Por Alfredo Cabral de Melo*
09/10/2026
A guerra também era discutida em Lisboa, enquanto a Companhia das Índias Ocidentais procurava preservar aquilo que ainda controlava. Portugal precisava sustentar a guerra contra a Espanha e, ao mesmo tempo, lidar com o conflito provocado pela presença holandesa em seus territórios ultramarinos. Em 1648, D. João IV buscava uma solução para o impasse e solicitou pareceres sobre a possibilidade de fazer a paz mediante concessões territoriais aos neerlandeses....
A primeira batalha dos Guararapes, em abril de 1648, foi uma vitória importante para as forças da Restauração, mas não resolveu a guerra. Recife continuava sob domínio holandês, protegido por suas fortificações e pelo acesso ao mar. A Companhia das Índias Ocidentais ainda tinha capacidade de reação, como demonstrou a chegada, em março daquele ano, da armada de Witte de With, trazendo novos soldados e recursos. A partir dali, porém, compreender o que acontecia em Pernambuco exigia olhar para além dos campos de batalha.
A guerra também era discutida em Lisboa, enquanto a Companhia das Índias Ocidentais procurava preservar aquilo que ainda controlava. Portugal precisava sustentar a guerra contra a Espanha e, ao mesmo tempo, lidar com o conflito provocado pela presença holandesa em seus territórios ultramarinos. Em 1648, D. João IV buscava uma solução para o impasse e solicitou pareceres sobre a possibilidade de fazer a paz mediante concessões territoriais aos neerlandeses. Entre os envolvidos nessa discussão estava o padre Antônio Vieira. Sua posição, porém, não foi simples nem permaneceu a mesma ao longo do processo. Inicialmente contrário ao projeto de entrega, Vieira acabou defendendo, no chamado “Papel Forte”, a aceitação do acordo como alternativa diante das dificuldades militares e financeiras enfrentadas por Portugal. O documento, intitulado “Papel a favor da entrega de Pernambuco aos holandeses”, tornou-se um dos registros mais expressivos daquele debate. Sua posição, contudo, não prevaleceu. A questão estava longe de ser simples. De um lado, havia o custo de continuar a guerra; de outro, a importância econômica dos territórios açucareiros e o próprio significado político de abandoná-los.
Essa discussão revela uma dimensão pouco lembrada da Restauração. Enquanto os homens que haviam se levantado contra o domínio holandês continuavam lutando em Pernambuco, a possibilidade de entregar novamente o Nordeste aos neerlandeses era examinada na própria Corte portuguesa. A primeira batalha dos Guararapes, ao contrário de encerrar o problema, contribuiu para modificar o ambiente político em Lisboa. A vitória fortaleceu aqueles que defendiam a continuidade da resistência e dificultou a aceitação das concessões territoriais que estavam sendo negociadas.
A posição de Vieira também ajuda a compreender como as decisões tomadas naquele momento estavam longe de obedecer a uma única lógica. O jesuíta não era, desde o início, um defensor da entrega de Pernambuco. Segundo Evaldo Cabral de Mello, ele chegou a se opor ao projeto e a criticar aqueles que pretendiam fazer concessões aos neerlandeses. Foi diante do agravamento das dificuldades portuguesas e do impasse das negociações que passou a defender a aceitação do tratado, entendendo que Portugal não teria condições de sustentar simultaneamente a guerra contra a Espanha e a disputa com os holandeses.
No Recife, entretanto, a Companhia das Índias Ocidentais não parecia disposta a simplesmente aceitar a situação. A chegada de Witte de With reforçou a capacidade militar neerlandesa e permitiu novas operações. O Recôncavo baiano esteve entre os espaços atingidos por essas ações, mostrando que a disputa não estava limitada ao território imediatamente próximo ao Recife. O domínio das rotas marítimas continuava sendo importante para os holandeses, que ainda tinham condições de movimentar tropas e recursos entre diferentes pontos do litoral.
Foi nesse mesmo ano que outro acontecimento passou a ter importância para aquela disputa. Em agosto de 1648, Salvador Correia de Sá e Benevides reconquistou Luanda, que estava sob controle holandês desde 1641. A expedição partira do Rio de Janeiro e tinha como objetivo recuperar a praça africana. Angola ocupava posição importante dentro da presença portuguesa no Atlântico e sua reconquista representava, portanto, mais do que uma vitória isolada em território africano.
A notícia chegou a Lisboa em 25 de novembro, quando o debate sobre as concessões aos neerlandeses ainda não estava encerrado. Segundo Evaldo Cabral de Mello, a possibilidade de encontrar uma solução negociada havia alimentado algum otimismo na Corte, mas a notícia da reconquista de Luanda contribuiu para dissipá-lo. O acontecimento fortaleceu aqueles que defendiam a continuidade da resistência e tornou ainda mais difícil a aceitação da entrega do Nordeste. Não se trata, portanto, de afirmar que Luanda decidiu o destino de Pernambuco, mas de reconhecer que sua reconquista interferiu no ambiente político em que esse destino estava sendo discutido.
A ligação entre Pernambuco e Angola, aliás, não começou naquele ano. Antes mesmo da reconquista de Luanda, havia projetos portugueses que relacionavam a recuperação de posições nos dois espaços. Salvador Correia de Sá já havia apresentado propostas que envolviam Pernambuco e Angola, sinal de que, para alguns dos homens que pensavam a recuperação do poder português, os dois territórios podiam ser considerados dentro de uma questão estratégica mais ampla. Isso não significa que a batalha dos Guararapes e a operação de Luanda tenham sido partes de uma única campanha. Eram acontecimentos distintos, com objetivos próprios, mas inseridos em uma conjuntura em que Portugal procurava recuperar posições perdidas para os neerlandeses.
A coincidência dos acontecimentos de 1648, entretanto, merece atenção. Em março, Witte de With chegou ao Recife com reforços para as forças holandesas. Em abril, a primeira batalha dos Guararapes terminou com a derrota das tropas neerlandesas. Em agosto, Luanda voltou ao domínio português. Enquanto esses acontecimentos se desenrolavam nos diferentes espaços do conflito, em Lisboa continuava a discussão sobre a possibilidade de alcançar a paz mediante concessões territoriais aos neerlandeses. Eram movimentos distintos, com objetivos próprios, mas que ajudam a compreender a dimensão atlântica de uma disputa que já não podia ser observada apenas a partir de Pernambuco.
Seria precipitado dizer que o domínio holandês estava acabado. Recife permanecia em suas mãos, a Companhia ainda possuía capacidade militar e a guerra continuaria por mais alguns anos. O que se percebe em 1648 é algo menos definitivo, mas talvez mais revelador: a presença neerlandesa começava a ser pressionada em diferentes espaços, enquanto Portugal procurava encontrar meios para recuperar aquilo que havia perdido sem comprometer sua própria capacidade de sobrevivência política.
É nesse sentido que Luanda ganha importância para a história que estamos contando. Sua reconquista não decidiu a guerra de Pernambuco, nem permite afirmar, isoladamente, que a presença holandesa estava condenada. Mas, colocada ao lado de Guararapes, das operações no Nordeste e das discussões diplomáticas em Lisboa, ela ajuda a perceber que a disputa já ultrapassava os limites da capitania e envolvia diferentes pontos do Atlântico.
A Restauração, naquele momento, já não cabia apenas no espaço entre os engenhos e o Recife. Havia uma guerra sendo travada em Pernambuco, uma disputa pelo controle de territórios e rotas do Atlântico e, ao mesmo tempo, uma negociação diplomática que poderia decidir o que Portugal conservaria ou estaria disposto a entregar. O resultado ainda não estava definido.
Talvez seja justamente por isso que 1648 seja um ano tão revelador. Os combates mostravam a capacidade militar das forças da Restauração, enquanto a diplomacia revelava que nem todos em Portugal estavam convencidos de que a guerra deveria continuar a qualquer preço. Do outro lado, os holandeses ainda tinham força para reagir, mas precisavam defender um domínio que começava a ser pressionado em diferentes pontos.
A guerra continuava, mas, naquele momento, já havia ultrapassado Pernambuco.
Fontes de referência:
Evaldo Cabral de Mello, “Antônio Vieira e o negócio do Brasil”, Revista Serrote, nº. 4, Instituto Moreira Salles, julho de 2011.
Evaldo Cabral de Mello, Olinda Restaurada e O Negócio do Brasil.
José Antônio Gonsalves de Mello, Fontes para a História do Brasil Holandês.
Documentação histórica relativa à reconquista de Luanda em 1648 e à atuação de Salvador Correia de Sá e Benevides.
*Alfredo Cabral de Melo, é Advogado, Historiador, Jornalista, e Membro do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e do Instituto Histórico do Maranhão (IHGM). @alfredo.cabral.de.melo

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É Findi - Série Prédios Ícones de Pernambuco - Hangar do Aeroclube de Pernambuco - Por Silvio Amorim*
09/10/2026
Fundação
O Aeroclube de Pernambuco foi fundado oficialmente em 15 de marco de 1940, em sessão no Automóvel Clube de Pernambuco. Além dos sócios fundadores, representantes da sociedade civil. Assis Chateaubriand, jornalista e empresário da comunicação, aparece entre os fundadores do Aeroclube de Pernambuco. Ele foi importante na multiplicação dos aeroclubes no Brasil para formação de pilotos civis e no incentivo a "Campanha Nacional de Aviação" e "Asas para a Juventude".
Naquela época, os hidroaviões eram fundamentais para a aviação comercial porque não precisav...
O Aeroclube de Pernambuco teve suas origens no período em que a aviação começava a se consolidar no Recife. Inicialmente, o Aeroclube utilizou áreas do Campo do Ibura, onde a aviação já vinha se desenvolvendo. Com a expansão das instalações aeronáuticas e a implantação do futuro Aeroporto dos Guararapes, o Aeroclube precisou procurar outro espaço e instalou-se no Pina.

Fundação
O Aeroclube de Pernambuco foi fundado oficialmente em 15 de marco de 1940, em sessão no Automóvel Clube de Pernambuco. Além dos sócios fundadores, representantes da sociedade civil. Assis Chateaubriand, jornalista e empresário da comunicação, aparece entre os fundadores do Aeroclube de Pernambuco. Ele foi importante na multiplicação dos aeroclubes no Brasil para formação de pilotos civis e no incentivo a "Campanha Nacional de Aviação" e "Asas para a Juventude".
Naquela época, os hidroaviões eram fundamentais para a aviação comercial porque não precisavam de pistas terrestres. A Bacia do Pina oferecia uma enorme área de água para pousos e decolagens. Em 7 de março de 1925, o Recife recebeu correspondência transportada por avião no então Campo do Pina, numa época em que a aviação francesa começava a estabelecer ligações aéreas com a Cidade do Recife.
Continuidade
Portanto, existe uma continuidade histórica:
A entidade acabou se estabelecendo no Encanta Moça, em 1943, com área de 11.9 hectares, tendo como finalidade a formação de pilotos civis que poderiam integrar a reserva da Aeronáutica. O hangar de ferro foi doado pelo governo francês. O Brasil estava às vésperas da Segunda Guerra Mundial e havia necessidade de ampliar rapidamente o número de aviadores.
Aqui funcionou durante 73 anos uma escola de formação de pilotos, além de atividades de aero desporto, guarda de aeronaves e apoio à aviação não regular. Em 1945, o Aeroclube era considerado o primeiro do Brasil em número de aviões disponíveis para voo, com 22 aeronaves.

Formação de pilotos
Até o encerramento das atividades, já havia formado aproximadamente 2.000 pilotos, cumprindo uma ação social e educacional.
O Aeroclube se tornou parte da vida social e cultural do Recife. Um espaço de lazer e social que recebia exposições, apresentações de aeromodelismo, curso de paraquedismo, eventos, auto cine drive-in e atividades abertas ao público. A pista, os aviões, os hangares e o manguezal formavam uma paisagem bastante singular.
Em 2013, o terreno foi retomado para a implantação da Via Mangue, parque e conjunto habitacional. Em 15 de março daquele ano, coincidentemente na data de aniversário da fundação do Aeroclube de Pernambuco, as aeronaves foram retiradas e as operações da pista foram interrompidas.
*Silvio Amorim, Brvetou-se piloto no Aeroclube de Pernambuco.
*Silvio Amorim é advogado e orgulhoso ex-aluno interno do Colégio Diocesano de Garanhuns. Faz parte da associação Teatro de Amadores de Pernambuco.

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