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Futebol: A bola não entra por acaso, artigo de Natanael Sarmento*

17/04/2025

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As notícias do futebol dessa semana refletem o lodaçal do fundo do poço cavado pela CBF. O jogador Bruno Henrique do Flamengo é indiciado por manipulação de resultados e seis jornalistas são demitidos da ESPN, todos críticos da gestão da CBF.

Lamentável

O futebol em geral - da seleção em particular - rasteja nessa sarjeta. A camisa verde-amarela dos 5 títulos mundiais foi apropriada indevidamente pelos golpistas da extrema direita. É mais uma usurpação de símbolo nacional. A canarinha é patrimônio do país do futebol, da “pátria de chuteiras”...
Na memória
da criança ribeirinha, em Natal, os quatriênios da Capa do Mundo mediam o tempo. Das vitórias certas da seleção de Garrincha e Pelé. Os torcedores rivais do ABC e América se misturavam nas arquibancadas do estádio Juvenal Lamartine. A bola rolava mais solta que a grana.





É ruim

O pobre multimilionário futebol b...

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As notícias do futebol dessa semana refletem o lodaçal do fundo do poço cavado pela CBF. O jogador Bruno Henrique do Flamengo é indiciado por manipulação de resultados e seis jornalistas são demitidos da ESPN, todos críticos da gestão da CBF.

Lamentável

O futebol em geral - da seleção em particular - rasteja nessa sarjeta. A camisa verde-amarela dos 5 títulos mundiais foi apropriada indevidamente pelos golpistas da extrema direita. É mais uma usurpação de símbolo nacional. A canarinha é patrimônio do país do futebol, da “pátria de chuteiras”...
Na memória
da criança ribeirinha, em Natal, os quatriênios da Capa do Mundo mediam o tempo. Das vitórias certas da seleção de Garrincha e Pelé. Os torcedores rivais do ABC e América se misturavam nas arquibancadas do estádio Juvenal Lamartine. A bola rolava mais solta que a grana.

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É ruim

O pobre multimilionário futebol brasileiro de hoje. Dentro e fora dos gramados. Perna- de-paus milionários. Clubes tradicionais do Norte a Sul do país sucateados. Criminosas “torcidas organizadas”. Ditadura dos 'cartolas' corruptos. Calendários esdrúxulos. Monopólios das transmissões. Abissais diferenças entre as 124 equipe das séries A(20), B(20), C(20) e D(64).

Piada

Viramos chacota no mundo da bola, mormente, depois de derrotas humilhantes - Alemanha 7 x 1 Brasil em casa e Argentina 4 x 1 pelas, eliminatórias de 2026.

Dúvidas

Que houve com o futebol brasileiro? Desaprendemos? Os outros melhoraram? Gestão incompetente? Corrupção? Temos que há um pouco de tudo, mas, todo pirão tem um ingrediente determinante.

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Escolha

Ao fino leitor, o que mais apetecer. O popular ensina: “Quem paga a conta, escolhe o prato”

Profissionalizou?

No capitalismo, por profissionalizar entende-se adentrar formalmente no mercado, no sistema. No caso, virar negócio. Gerar lucros. Eis as SAFs – Sociedades Anônimas do Futebol. Salvação? Bazófias. Qual o compromisso dos investidores da Bolsa ou da bola? Bom futebol ou bons lucros? Simples assim.
O torcedor
É o bobo da corte no botim dos piratas. Os apaixonados, - o cronista se inclui nessa categoria - roem as unhas e se esfalfam, de indignação. Nas três primeiras rodadas do brasileirão, o Sport Clube do Recife foi escandalosamente surrupiado pela arbitragem que favoreceu São Paulo, Palmeiras e Vasco.

“Erro de arbitragem”

É a desculpa esfarrapada de juiz imperito ou negligente – senão preordenado - no máximo é afastado para “reciclagem”. Os prejuízos e pontos perdidos, ficam. Já passou da hora do transnacional campeonato brasileiro contratar árbitros estrangeiros. A ideia não agrada ao 'Warmengo' e demais queridinhos da CBF?

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O X O

A CPI do futebol, na Câmara Federal, tem dois relatórios e nenhum resultado. Nada de novo no front. A ética do Parlamento Nacional do Orçamento secreto tem pressa para cassar mandato de Glauber Braga - crítico das falcatruas secretas. Dormita em gavetas centenas de acusações contra protegidos pela imunidade parlamentar - amigos do rei Arthur Lira.

Quem paga a conta

A epidemia de 'bets' e igrejas pentecostais suscita suspeitas quanto à origem lícita de tais negócios. Se seguem as regras do jogo legal, calha o “fallow the Money” – atribuições institucionais das polícias e Ministério Público.
Boladas das casas de apostas patrocinam o campeonato. Todas as equipes da série “A”. O Flamengo recebe 470 milhões da PixBet, Corinthias 309 milhões da Betano, o sarrafo vai baixando até o último da fila.
Propriedades
Escudos de Clubes aparecem menos que as marcas dos patrocinadores. Camisas, calções e materiais de treinamentos lembram abadás de carnaval. É massacrante a poluição publicitária - estádios, mídias, durante as transmissões nas telas compartilhadas, a nova modinha.

Faz tempo

Herança de “ficha suja” vem de longe. Antecede a dinastia dos chefões Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero - este com mandato de prisão da Interpol, sequer saía do Brasil.
Eleição 2025
Ronaldo “fenômeno”, ex-jogador da seleção, anunciou pretensão de concorrer à Presidência da CBF. Abandonou a peleja sem entrar em campo.
Nesse jogo eleitoral de cartas marcadas da CBF votam 27 Presidentes de Federações Estaduais e 40 representantes dos clubes. Ou seja, tudo dominado.

Explica quase tudo

Os salários dos cartolas estaduais eram de R$ 50 mil reais até 2021. Com o Ednaldo Rodrigues pulou para R$ 215 mil e 16º salário. Precisa dizer mais?

Rabo de fora

Trajetória do Ednaldo, presidente reeleito por aclamação - 100% dos votos – também diz tudo. Na primeira presidência, ele foi apoiado por Ricardo Teixeira e Del Nero. Foi afastado, judicialmente, por “irregularidades”. Retornou em 2024, liminar do Gilmar Mendes - STF. O Processo perdeu objeto após 7 adiamentos. Ednaldo Rodrigues tem mandato presidencial na CBF até 2030.

Esperança

Gosto de olhar a vida com esperança. Me identifico com os semeadores de mudanças e revoluções. Mesmo com toda lama, prefiro a generosa conclusão do lendário goleiro Lev Yachin, ao pendurar as luvas em sua última partida: “que belo é o futebol!”

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do Diretório Nacional da UP – Unidade Popular Pelo Socialismo.

NR - Os artigos assinados expressam a opinião dos seus autores. Eventuais visões discordantes serão acolhidas de imediato.

Leia outras informações

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Dia Internacional da Mulher - Crônica, por Maria Inês Machado*

07/03/2026

Dia 8 de Março

Mês de março, me dei conta de algo curioso. Durante muito tempo classificaram as mulheres de musa, mãe, santa, pecadora. Era sempre uma moldura pronta, esperando apenas que cada uma de nós entrasse nela.
Raramente nos perguntaram quem queríamos ser.

Ainda assim, as mulheres aprenderam a construir asas. Não dessas que aparecem em histórias de fantasia, mas das que nascem da coragem de levantar todos os dias e seguir em frente. Asas feitas de trabalho, de silêncio suportado, de resiliência, de falas inteligentes, de resistência que ninguém vê.

Mas toda vez que uma mulher tenta voar um pouco mais alto, parece que surgem lâminas no caminho. Elas aparecem de forma explícita ou camuflada, disfarçadas em comentários, em desigualdades que muitos fingem não perceber, em violências que ainda insistem em existir.

Feminicídio. Violência doméstica. Desigualdade salarial. Preconceito.

Não são episódios i...

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Dia 8 de Março

Mês de março, me dei conta de algo curioso. Durante muito tempo classificaram as mulheres de musa, mãe, santa, pecadora. Era sempre uma moldura pronta, esperando apenas que cada uma de nós entrasse nela.
Raramente nos perguntaram quem queríamos ser.

Ainda assim, as mulheres aprenderam a construir asas. Não dessas que aparecem em histórias de fantasia, mas das que nascem da coragem de levantar todos os dias e seguir em frente. Asas feitas de trabalho, de silêncio suportado, de resiliência, de falas inteligentes, de resistência que ninguém vê.

Mas toda vez que uma mulher tenta voar um pouco mais alto, parece que surgem lâminas no caminho. Elas aparecem de forma explícita ou camuflada, disfarçadas em comentários, em desigualdades que muitos fingem não perceber, em violências que ainda insistem em existir.

Feminicídio. Violência doméstica. Desigualdade salarial. Preconceito.

Não são episódios isolados, conforme querem fazer parecer. São marcas de uma estrutura que se construiu ao longo do tempo.

E ainda assim, as mulheres continuam.

Talvez porque a força feminina nunca tenha sido exatamente aquilo que muitos imaginaram. Não está em jogos de sedução nem em papéis moldados pelo olhar alheio. Está na capacidade de sustentar vidas, famílias, comunidades inteiras, muitas vezes sem reconhecimento.

Se o mundo tivesse uma voz, arrisco dizer que ela seria feminina. Não pela ideia superficial que tantas vezes associam às mulheres, mas pela firmeza silenciosa de quem sustenta muito mais do que aparece.

Dia Internacional da Mulher. Muita gente oferece flores, e elas são bonitas, claro. Mas talvez o que mais se precise não sejam flores.

Talvez o que realmente importa seja coragem para romper o silêncio, fortalecer quem precisa de proteção e, principalmente, desmontar preconceitos que ainda parecem naturais demais.

A mulher não é vitrine. Vitrines exibem e trocam conforme a moda.
A mulher não é tendência.
A mulher é base, sustentação, enfim fundamento.

E talvez o verdadeiro sentido deste dia esteja justamente nisso: lembrar que não se trata de uma celebração passageira, mas de compromisso, respeito. Extinção de foco distorcido.

Asas já existem. Inquebrantáveis.

E as lâminas...

*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.



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Mulher - Poema - Por, Romero Falcão*

07/03/2026

Dia 8 de Março - O Dia Internacional da Mulher

És mais bela e graciosa
do que todas as rosas.
És espinho mais perfurante
que o jardim enalteceu.
És a mais pungente alegria
que o riso conheceu.

Mulher

o beijo delicado e cheiroso
na bruta face do homem.
Mulher,
tua luminosa arquitetura
a sustentar a grosseira natureza humana.
Tudo ruiria se não fosse o apoio das tuas mãos,
tudo entardeceria se não fosse a claridade do teu olhar.

Mulheres

dóceis, generosas, brilhantes, belas, temperamentais, loucas, exatas, práticas,
sofisticadas, arrogantes, dissimuladas, adúlteras, malandras, balzaquianas, safadas,
maliciosas, melindrosas, gananciosas, cultas, selvagens,
lógicas, complexas, misteriosas, exóticas.

por todas elas

os homens se acham, sonham, enlouquecem,
m...

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Dia 8 de Março - O Dia Internacional da Mulher

És mais bela e graciosa
do que todas as rosas.
És espinho mais perfurante
que o jardim enalteceu.
És a mais pungente alegria
que o riso conheceu.

Mulher

o beijo delicado e cheiroso
na bruta face do homem.
Mulher,
tua luminosa arquitetura
a sustentar a grosseira natureza humana.
Tudo ruiria se não fosse o apoio das tuas mãos,
tudo entardeceria se não fosse a claridade do teu olhar.

Mulheres

dóceis, generosas, brilhantes, belas, temperamentais, loucas, exatas, práticas,
sofisticadas, arrogantes, dissimuladas, adúlteras, malandras, balzaquianas, safadas,
maliciosas, melindrosas, gananciosas, cultas, selvagens,
lógicas, complexas, misteriosas, exóticas.

por todas elas

os homens se acham, sonham, enlouquecem,
mergulham no vício e na fúria,
machucam-se, masturbam-se, desgraçam-se,
abrem caminhos, chocam-se com todos os medos,

criam força, coragem e fraqueza, viram todas as mesas,
debruçam-se na varanda da solidão, provam da dor do abandono,
povoam paraíso e inferno,
erguem-se, constroem labirintos, fogem, debandam, retornam,
recolhem-se, acolhem-se dentro da feminina carne
mas poucos, pouquíssimos,
penetram fundo na misteriosa e transcendente existência de uma mulher.

*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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É Findi - O Salvador, por Ana Pottes*

07/03/2026

A esteira rola carregando casacos, sapatos, maletas, bolsas e passaportes que vão sendo engolidos por um buraco negro, por trás de uma cortina de tiras de borracha preta. Do lado de cá, eu e três amigas seguimos na fila das mulheres enquanto os rapazes estão em outra. Nos sentimos isoladas e inseguras. Eu, por falar mal o inglês e sem nada compreender da língua local. Uma situação, no mínimo, vexatória.

Os rapazes longe, não se dão conta do que nos envolvem, preocupados com os controles que recaem sobre eles.

Uma das amigas está em uma fila que anda rápido. A nossa estagnou: Uma jovem de olho repuxado, cabelo liso e voz gasguita abre malas para retirar coisas, enquanto esbraveja para duas outras. Isso nos prende com umas cinco pessoas a nossa frente.

O barulho das máquinas engolidoras de malas, as vozes imperativas, quase em gritos, das fiscais que se apoiam em palavras incompreensíveis para nós, tomam o ambiente e pesam sobre os nossos ombr...

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A esteira rola carregando casacos, sapatos, maletas, bolsas e passaportes que vão sendo engolidos por um buraco negro, por trás de uma cortina de tiras de borracha preta. Do lado de cá, eu e três amigas seguimos na fila das mulheres enquanto os rapazes estão em outra. Nos sentimos isoladas e inseguras. Eu, por falar mal o inglês e sem nada compreender da língua local. Uma situação, no mínimo, vexatória.

Os rapazes longe, não se dão conta do que nos envolvem, preocupados com os controles que recaem sobre eles.

Uma das amigas está em uma fila que anda rápido. A nossa estagnou: Uma jovem de olho repuxado, cabelo liso e voz gasguita abre malas para retirar coisas, enquanto esbraveja para duas outras. Isso nos prende com umas cinco pessoas a nossa frente.

O barulho das máquinas engolidoras de malas, as vozes imperativas, quase em gritos, das fiscais que se apoiam em palavras incompreensíveis para nós, tomam o ambiente e pesam sobre os nossos ombros viajantes. Um cheiro de suor se mistura com o de perfume vazando das malas abertas. Reclamo da garota que está segurando a fila:
Absurdo! Não sabe o que é e o que não é permitido?

O espaço é estreito e pequeno para tanta gente. Tenho a sensação de que estou na Coreia, China ou outro desses países, pela concentração de orientais por metro quadrado. A fiscal deixa o posto e tudo para novamente. Um século transcorre. Nosso desejo é passar rápido pela sala de tortura. A mulher-fiscal retorna morosa, a bebericar um cafezinho.

Bolas! Estamos cansados e a alfândega? Ainda!

Nisso percebo Maria, que na outra fila, segue para o detector de metais, mas fica retida na fiscal e está, de olhar fixo, com os músculos da face em tensão, lhe fazendo perguntas incompreensíveis, em tom impositivo. Aflita, olho para as amigas e, num átimo, gritamos em coro:

Abdul... Abdul... Abdul...

Na fila dos homens, os rapazes, até então preocupados com seus passos, indagam de olhos arregalados: o que houve? O que aconteceu?

Pânico entre todos do grupo e aos berros pedimos: chamem Abdul! e apontamos para Maria, retida pela mulher-fiscal.

No aeroporto da cidade do Cairo, eu e mais doze pessoas procuramos pelo nosso receptivo, que fala bem português e decifra hieróglifos, falados e escritos. Abdul, nosso salvador.

Maria retida pela fiscal, repete com voz trêmula, embargada pelo nervosismo: vou para Recife. Me deixe passar. Vou para casa. Moro no Recife.
O aperreio aumenta com a ausência do receptivo. Estamos sem poder ajudar, sem ultrapassar a máquina, proibidas de chegar próximo à Maria e, sem entender o que era indagado, só nos resta gritar: Abdul...Abdul...Abdul...a plenos pulmões.

O medo de Maria ser retirada da nossa vista e levada sabe Alá para onde, aumenta a cada segundo.

Quando a figura esguia, de tez clara, vestindo seus trinta e poucos anos em uma camisa branca chega junto da mulher-fiscal, nos acalmamos. Explica o que é necessário fazer e Maria segue, não para Recife, mas para a fase seguinte da câmara de torturas. Respiramos aliviadas, enquanto retiramos sapatos, tênis, casacos, bolsas, óculos, relógios, cintos e quem sabe até marcapassos e jogamos tudo para ser engolido pela máquina faminta.

Do outro lado, a busca pelos pertences é outra luta. Achei um pé do meu tênis entre os objetos de outra viajante, que me entrega com um “sorry”. Atrás do meu sorriso forçado se vê a irritação tensa e cansada.

Ultrapassada as trincheiras com tudo e todos salvos, comentando uns com os outros os fatos ocorridos, seguimos para o embarque ao ritmo de risadas relaxadas. Um dos rapazes tem a ideia de contar os presentes. Um, dois, três, ... doze. Doze? Somos treze. Quem falta? Alguém grita: Cadê Sônia? Sôniiiiiaaaaaa!!!!!! Abdul corre sobre seus passos. Vamos perder o voo! vamos perder o voo! E o grupo em coro: Sôniiiiiaaaaaaaa!!!!!

Uma réstia de sol entra pelas cortinas e o barulho daquelas máquinas famintas vão se assemelhando ao som abafado de um ar-condicionado que há meses pede substituição. Sinto o pijama grudado na pele, me revolvo entre os lençóis, procuro o travesseiro ainda tateando, abro os olhos e identifico um lugar seguro. Espicho braços, pernas e respiro aliviada.

*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!



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É Findi – O Jumento e o Computador, por Xico Bizerra*

07/03/2026

Sou sertão. Sertão que já pariu tanta poesia e verso e continua a inspirar quem conhece o sagrado terreno dessas terras. E daí saem cantigas e prosas a motivar os cabras e as cabrochas carentes de um abraço ou cafuné. É um tocador de fole numa esquina qualquer, um cego de feira ou um cantador versejando palavras, um poeta inspirado que bebe no bar a cachaça da alegria e tira gosto com pedaços de saudade, e assim mantém a claridade divina das coisas do interior, que não saem do nosso interior. Feliz de quem, como eu, teve a ventura de desabrochar no sertão e conhecer a luz do sol debaixo de um céu azul, que só se vê por lá. Anjos e Deuses haverão de cuidar sempre desse pedaço de chão. Chão em que vive o jumento amigo, injustiçado quando a ele se concede a falta de compreensão que lhe é culturalmente atribuída. Por isso, faço questão de destacar meu apreço pelo animal e a antipatia natural que tenho pelas ‘modernagens’ cibernéticas. Vai ver o problema é do USB – Usuário Super Burro. Viva...

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Sou sertão. Sertão que já pariu tanta poesia e verso e continua a inspirar quem conhece o sagrado terreno dessas terras. E daí saem cantigas e prosas a motivar os cabras e as cabrochas carentes de um abraço ou cafuné. É um tocador de fole numa esquina qualquer, um cego de feira ou um cantador versejando palavras, um poeta inspirado que bebe no bar a cachaça da alegria e tira gosto com pedaços de saudade, e assim mantém a claridade divina das coisas do interior, que não saem do nosso interior. Feliz de quem, como eu, teve a ventura de desabrochar no sertão e conhecer a luz do sol debaixo de um céu azul, que só se vê por lá. Anjos e Deuses haverão de cuidar sempre desse pedaço de chão. Chão em que vive o jumento amigo, injustiçado quando a ele se concede a falta de compreensão que lhe é culturalmente atribuída. Por isso, faço questão de destacar meu apreço pelo animal e a antipatia natural que tenho pelas ‘modernagens’ cibernéticas. Vai ver o problema é do USB – Usuário Super Burro. Viva o Sertão, o jumento e dane-se a máquina de fazer doido chamada computador, com seus imeios, zaps e facebooks.

*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.



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É Findi – As Galerias do Maltado - por Carlos Bezerra Cavalcanti*

07/03/2026

Reminiscente dos anos vinte do século passado, quando foi criada pelo cubano Fidélio Lago "As Galerias" como é conhecida essa casa de lanches madrugadora, serve o mais famoso maltado da cidade do Recife. Localizou-se, durante muitos anos, desde 1928 até a década de 1990, entre as Avenidas Marquês de Olinda e Rio Branco, num prédio que funcionou como depósito da Pernambuco Tramways. Depois, mais recentemente, o estabelecimento foi transferido para o início da Rua do Bom Jesus.

A Casa notabilizou-se por ficar à noite e à madrugada, funcionando com um número considerável de fregueses, que entravam e saíam pelas suas portas largas, uma do lado, na Av. Rio Branco, e a outra na Marquês de Olinda.

O maltado e o bolo de chocolate polvilhado de amendoim, apelidado de pó de serra, lhe deram fama até hoje.
Outra opção das Galerias, que ajudou a torná-la mais conhecida, principalmente, entre os jovens daquela época, era a gasosa, o refrigerante da década de qua...

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Reminiscente dos anos vinte do século passado, quando foi criada pelo cubano Fidélio Lago "As Galerias" como é conhecida essa casa de lanches madrugadora, serve o mais famoso maltado da cidade do Recife. Localizou-se, durante muitos anos, desde 1928 até a década de 1990, entre as Avenidas Marquês de Olinda e Rio Branco, num prédio que funcionou como depósito da Pernambuco Tramways. Depois, mais recentemente, o estabelecimento foi transferido para o início da Rua do Bom Jesus.

A Casa notabilizou-se por ficar à noite e à madrugada, funcionando com um número considerável de fregueses, que entravam e saíam pelas suas portas largas, uma do lado, na Av. Rio Branco, e a outra na Marquês de Olinda.

O maltado e o bolo de chocolate polvilhado de amendoim, apelidado de pó de serra, lhe deram fama até hoje.
Outra opção das Galerias, que ajudou a torná-la mais conhecida, principalmente, entre os jovens daquela época, era a gasosa, o refrigerante da década de quarenta, preparada na frente do freguês, essências de morango, groselha, framboesa e guaraná, sem falar na famosa vitamina de banana, servida com sorvetes de vários sabores.



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Desde 1955 esta casa comercial está sob a responsabilidade do filho de Fidélio, Antônio Gomes

*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras



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É Findi - Três Idiomas - Conto - Por, Romero Falcão*

07/03/2026

Eu, um neófito na feitiçaria da escrita, e um comparsa — de extensa ficha literária, que escreve para jornal e tem vários livros na praça — conversávamos sobre o universo pet. Falar, e sobretudo escrever, a respeito desse tema de maneira crítica é perder um amigo, um amor, um leitor. Cria aversão, repulsa. Por experiência própria, sei que o terreno é pantanoso.

Calado, Olhando para os Pés

Voltando ao elemento que escreve para jornal, relato minhas impressões de ontem à tarde, quando entrei num pet shop. Ele me escuta calado, olhando para os pés.

— Sabe, fui até lá tentar arranjar um capítulo. Uso a velha estratégia: mexo nas mercadorias, finjo procurar marca de ração, lançamento do último brinquedo, um crematório estiloso. Provoco a moça do outro lado do balcão:

— Tem coleira cravejada de diamante?
— Diamante não, mas de ouro 18 o senhor encontra numa loja especializada em joias para pets.
Me belisco. Não,...

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Eu, um neófito na feitiçaria da escrita, e um comparsa — de extensa ficha literária, que escreve para jornal e tem vários livros na praça — conversávamos sobre o universo pet. Falar, e sobretudo escrever, a respeito desse tema de maneira crítica é perder um amigo, um amor, um leitor. Cria aversão, repulsa. Por experiência própria, sei que o terreno é pantanoso.

Calado, Olhando para os Pés

Voltando ao elemento que escreve para jornal, relato minhas impressões de ontem à tarde, quando entrei num pet shop. Ele me escuta calado, olhando para os pés.

— Sabe, fui até lá tentar arranjar um capítulo. Uso a velha estratégia: mexo nas mercadorias, finjo procurar marca de ração, lançamento do último brinquedo, um crematório estiloso. Provoco a moça do outro lado do balcão:

— Tem coleira cravejada de diamante?
— Diamante não, mas de ouro 18 o senhor encontra numa loja especializada em joias para pets.
Me belisco. Não, não estou sonhando.



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Momentos de Pobreza Criativa

Uma dondoca me “acalma” — com muitas aspas — ao adentrar o estabelecimento. Pelo menos elas — as dondocas — têm me salvado em momentos de pobreza criativa. Pois bem: a moça bonita, bem-vestida, de aparência respeitável, fala do pet como se fosse a melhor raça que o Altíssimo criou.

Também tem Cara de Dondoca

Eu compreendo o desencanto pela raça humana — guerras, feminicídio, sacanagem dos parceiros e parentes, carência, solidão. Ao passo que o pet não trai, não abandona; é fiel, companheiro na doença, na pobreza, na morte; está sempre à disposição, fazendo festa, feliz, abanando o rabinho vinte e quatro horas. A propósito, o pet no braço da dondoca também tem cara de dondoca — e já deixou de ser animal há muito tempo — será matriculado numa escola chique. Aprenderá a latir em três idiomas.



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O Bicho de Manuel Bandeira

Do outro lado da pista, pela vidraça, observo uma criança de rua farejando lixo — o “bicho” de Manuel Bandeira continua atual. O mais grave, o sintoma preocupante, para mim, é que tudo corre normalmente. Não há indignação. Um texto sequer na mídia, blogs, jornais, redes sociais. Nada, nada. Tudo anestesiado.

Pergunto ao escritor:

— Não atormenta tua pena essa realidade?
— Sim, claro, abomino essa inversão de valores.
— Então por que não senta ao teclado com toda a contundência, entre o primeiro parágrafo e o ponto final?

— Aí você me queima.

E ficou nisso. Sim, eu sei: ele não escreverá uma linha. Talvez a lucidez dele seja de ouro, e a minha, de lata.

Tenho medo de tomar o lugar de fala dos pets.

*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.



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Este texto é uma ficção; qualquer semelhança é mera coincidência.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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É Findi - Elegi um Lugar Pra Mim - Crônica, por Malude Maciel*

07/03/2026

Estou no meu lugar favorito.

Há anos, fujo da rotina em minha cidade interiorana, Caruaru, buscando as águas mornas, belas e transparentes do mar de Peroba, litoral alagoano.

Saudades

Estava sentindo falta porque sempre é no mês de fevereiro que costumo realizar essa estadia na praia, devido ao meu aniversário e também da minha neta, mais nova, que nasceu na mesma data, porém devido ao carnaval este ano, só agora, consegui desfrutar dessa maravilha.

Aqui em casa, a opinião é de que: quando todos voltam da temporada de veraneio é que a gente vai usufruir do que é bom. É que aglomerações trazem inconvenientes. Quando há muita concorrência, tudo fica difícil e as vezes complicado.
Assim, é inteligente escolher um tempo mais tranquilo, especialmente para quem tem uma idade que dizem ser a melhor, mas discordo.
Mas, desde que cheguei só acontecem coisas boas.
Fui logo correndo pra o banho de mar,...

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Estou no meu lugar favorito.

Há anos, fujo da rotina em minha cidade interiorana, Caruaru, buscando as águas mornas, belas e transparentes do mar de Peroba, litoral alagoano.

Saudades

Estava sentindo falta porque sempre é no mês de fevereiro que costumo realizar essa estadia na praia, devido ao meu aniversário e também da minha neta, mais nova, que nasceu na mesma data, porém devido ao carnaval este ano, só agora, consegui desfrutar dessa maravilha.

Aqui em casa, a opinião é de que: quando todos voltam da temporada de veraneio é que a gente vai usufruir do que é bom. É que aglomerações trazem inconvenientes. Quando há muita concorrência, tudo fica difícil e as vezes complicado.
Assim, é inteligente escolher um tempo mais tranquilo, especialmente para quem tem uma idade que dizem ser a melhor, mas discordo.
Mas, desde que cheguei só acontecem coisas boas.
Fui logo correndo pra o banho de mar, nesse bonito lugar de ondas calmas e claras.

Recordação

Logo avistei o barco denominado: "Maria Farofa", não Maria Farinha, como outros. E, lembrei de anos atrás quando o mesmo foi inaugurado, aqui na Pousada Barra Velha, com direito a champanhe quebrada no casco, como acontece com as grandes embarcações. Talvez amanhã, seja possível um passeio náutico ao longo da costa.

Privilégio

Para completar o quadro de privilégio, a pousada aqui é uma beleza, seu proprietário, Sr. Luiz Cláudio (Lula), atende, com sua equipe, de forma muitíssimo agradável, o que recomendo, sem restrição.

Que amanhã seja melhor

É costume dizer-se: que amanhã seja melhor que hoje. E esse é meu desejo, agradecendo a Deus pelas benesses desse dia.

Feliz amanhã para todos nós! E viva o lindo mar brasileiro!

*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.



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É Findi – Se Você Diz Ser Poeta, Faça Melhor Duque Eu - Por Poeta Pica-Pau*

07/03/2026

Venha com sua poética
Do jeito que tu quiser
Faça tudo o que souber
Dentro da sua estética
Na poesia e na métrica
Inspiração me bateu
Vou tirar seu apogeu
Com uma rima concreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu

No terreiro da cantiga
Não recuo não me calo
Quando rimo solto o galo
Da verdade que me instiga
Minha rima não mendiga
Ela nunca se perdeu
Sou poeta que nasceu
Na curva, ladeira e reta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu

No batente da palavra
Aprendi na vida inquieta
Transformar a linha reta
Na verdade que se lava
Minha rima não agrava
Nem mesmo quem é plebeu
Sou poeta que nasceu
Pra vida simples e discreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu

*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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Venha com sua poética
Do jeito que tu quiser
Faça tudo o que souber
Dentro da sua estética
Na poesia e na métrica
Inspiração me bateu
Vou tirar seu apogeu
Com uma rima concreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu

No terreiro da cantiga
Não recuo não me calo
Quando rimo solto o galo
Da verdade que me instiga
Minha rima não mendiga
Ela nunca se perdeu
Sou poeta que nasceu
Na curva, ladeira e reta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu

No batente da palavra
Aprendi na vida inquieta
Transformar a linha reta
Na verdade que se lava
Minha rima não agrava
Nem mesmo quem é plebeu
Sou poeta que nasceu
Pra vida simples e discreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu

*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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Indústria nacional cresce 1,8% em janeiro de 2026; revela IBGE

06/03/2026

A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

Divulgada

As informações foram divulgada hoje, sexta-feira (06/03) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente.

O resultado

Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ain...

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A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.

Divulgada

As informações foram divulgada hoje, sexta-feira (06/03) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente.

O resultado

Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ainda está abaixo do recorde de 15,3% de crescimento no mês de maio de 2011.

O crescimento

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o crescimento de janeiro de 2026 se deu diante de uma "intensa queda" da produção em dezembro de 2025, que tinha sido a mais elevada desde março de 2021.




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Data Magna de Pernambuco: o que abre e o que fecha no Grande Recife no feriado

06/03/2026

Instituído pela Lei Estadual 16.059, de 9 de junho de 2017, o feriado da Data Magna celebra um momento histórico importante para o estado, quando Pernambuco se separou do Brasil, em 1817, e foi uma república independente por 74 dias durante a Revolução Pernambucana.

Neste ano, o dia de folga cai hoje, sexta-feira (06/03), emendando com o fim de semana, o que vai impactar o funcionamento do comércio e de diversos serviços.

Confira, abaixo, o que abre e o que fecha no Grande Recife no feriado da Data Magna:

Comércio de rua

O comércio do Centro do Recife funciona parcialmente, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife). Cada estabelecimento decide se abre ou não e em quais horários.

Correios

Por causa do feriado, estão suspensos os atendimentos nas agências e nas unidades operacionais dos Correios em Pernambuco na sexta-feira (6).
O atendimento automatizado, p...

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Instituído pela Lei Estadual 16.059, de 9 de junho de 2017, o feriado da Data Magna celebra um momento histórico importante para o estado, quando Pernambuco se separou do Brasil, em 1817, e foi uma república independente por 74 dias durante a Revolução Pernambucana.

Neste ano, o dia de folga cai hoje, sexta-feira (06/03), emendando com o fim de semana, o que vai impactar o funcionamento do comércio e de diversos serviços.

Confira, abaixo, o que abre e o que fecha no Grande Recife no feriado da Data Magna:

Comércio de rua

O comércio do Centro do Recife funciona parcialmente, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife). Cada estabelecimento decide se abre ou não e em quais horários.

Correios

Por causa do feriado, estão suspensos os atendimentos nas agências e nas unidades operacionais dos Correios em Pernambuco na sexta-feira (6).
O atendimento automatizado, por meio da Atendente Virtual dos Correios, segue funcionando normalmente nos seguintes canais:
pela internet;
pelos telefones 4003-8210; 0800-881-8210 e 0800-881-8211 (atendimento a pessoas com deficiência auditiva);
pelo WhatsApp (11) 4003-8210;

Shoppings

Hoje, sexta-feira (06/03), os centros de compras da Região Metropolitana funcionam nos seguintes horários:
Shopping RioMar: das 12h às 21h;
Shopping Recife: das 12h às 21h;
Plaza Shopping Casa Forte: das 12h às 21h;
Shopping Tacaruna: das 12h às 21h;
Shopping Boa Vista: das 10h às 19h;
Shopping ETC: das 12h às 18h;
Paulista North Way Shopping: das 9h às 22h;
Shopping Guararapes: das 9h às 22h;
Shopping Costa Dourada: das 9h às 22h.

Bancos

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos não abrem para atendimento presencial ao público nas datas consideradas feriados oficiais, sejam eles municipais, estaduais ou nacionais. Por isso, as agências não funcionam nesta sexta-feira (6) em Pernambuco.

Em algumas localidades, as salas de autoatendimento ficam disponíveis aos clientes, a critério da instituição, mas as compensações bancárias, como a TED, não são efetivadas nos feriados. Somente o PIX funciona normalmente

TJPE

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai funcionar em regime de plantão durante o feriado da Data Magna em todo o estado, das 13h às 17h.

Cultura, esportes e lazer

Hoje, sexta-feira (06/03), os espaços culturais da prefeitura do Recife vão funcionar no seu horário regular. O Paço do Frevo, no Bairro do Recife, funciona das 10h às 18h no dia do feriado e das 11h às 19h no sábado (7) e no domingo (8). Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia).

Mercados, feiras e restaurantes populares

As feiras livres e os mercados públicos abrem com horário especial, das 6h às 13h. Já os restaurantes populares seguem funcionando normalmente após esse horário.

A data

O dia 6 de março não é apenas mais um feriado no calendário pernambucano. A Data Magna de Pernambuco representa um dos capítulos mais marcantes da nossa história e relembra o início da Revolução Pernambucana de 1817, quando homens e mulheres deste estado decidiram enfrentar o domínio colonial português em nome de ideias como liberdade, autonomia e justiça. Foi um gesto de coragem que colocou Pernambuco no centro das primeiras grandes lutas políticas do Brasil.

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