Ensaio - Quando o Riso Fere: Memes, Memórias e a Fraternidade Luso-Brasileira
22/04/2025
Recebi, há poucos dias, um desses memes que circulam com a leveza perigosa das piadas virais: chamava Portugal de “Guiana Brasileira”. À primeira vista, confesso, hesitei entre o riso espontâneo e o incômodo moral. Mas a reflexão venceu a hesitação — e é por isso que escrevo.
Quando a ironia escapa ao bom senso e transforma laços históricos em caricatura, é sinal de que algo mais profundo precisa ser revisto. E não apenas no plano simbólico, mas no mais íntimo dos sentimentos — aquele que liga a memória dos povos à identidade de cada indivíduo.
Falo, aqui, também de mim. Pois trago comigo uma identidade dupla: nasci brasileiro, com mãe amazonense e ascendente indígena, mas também carrego em minhas raízes o nome e o solo de Angeja, vila portuguesa de onde partiram sucessivamente, meu bisavô, meu avô e meu pai, sem perder laços com Portugal, em busca de um novo horizonte. É por isso que não falo como...
Recebi, há poucos dias, um desses memes que circulam com a leveza perigosa das piadas virais: chamava Portugal de “Guiana Brasileira”. À primeira vista, confesso, hesitei entre o riso espontâneo e o incômodo moral. Mas a reflexão venceu a hesitação — e é por isso que escrevo.
Quando a ironia escapa ao bom senso e transforma laços históricos em caricatura, é sinal de que algo mais profundo precisa ser revisto. E não apenas no plano simbólico, mas no mais íntimo dos sentimentos — aquele que liga a memória dos povos à identidade de cada indivíduo.
Falo, aqui, também de mim. Pois trago comigo uma identidade dupla: nasci brasileiro, com mãe amazonense e ascendente indígena, mas também carrego em minhas raízes o nome e o solo de Angeja, vila portuguesa de onde partiram sucessivamente, meu bisavô, meu avô e meu pai, sem perder laços com Portugal, em busca de um novo horizonte. É por isso que não falo como estrangeiro, mas como alguém que tem dois lados da alma voltados um para o outro — Brasil e Portugal não me dividem, antes me completam.
Talvez por isso me preocupe ver o surgimento de certos discursos — ainda que disfarçados de brincadeira — que zombam da relação entre nossos povos. Pois há algo de sagrado na amizade luso-brasileira, algo que não pode ser reduzido a meme, ironia ou revanchismo histórico. Essa relação, que já resistiu a tantos embates, floresceu na convivência e na miscigenação, no idioma comum e na saudade partilhada.
De modo geral, os portugueses que vieram para o Brasil aceitaram — com espantosa elegância — a alma leve e brincalhona do brasileiro. Riram ao serem tratados como os "portugas", trabalharam lado a lado, criaram laços aqui. Deixaram exemplos substanciais de uma ética de trabalho vigorosa. Foram alvos de piadas, sim, mas nunca deixaram de nos tratar como irmãos respeitando nossa cultura e costumes.
Por isso, ver agora brasileiros — sobretudo os que vivem em Portugal — por vezes desejando impor seus hábitos e modos ao país que os acolheu — é mais que um erro de etiqueta cultural: é um sinal de imaturidade ética. Pois como bem ensina a tradição sapiencial de todos os tempos, quem é recebido deve respeitar a casa que o abriga.
E aqui vale recordar o gesto de amor de um rei muitas vezes injustiçado: Dom João VI, tão ridicularizado por caricaturas republicanas, mas que talvez tenha sido o único monarca europeu que verdadeiramente amou o Brasil. Foi ele quem transferiu o coração político do Império para esta terra, trouxe o tesouro acumulado do reino, embelezou o Rio de Janeiro e criou instituições, imprensa, academias e, mais do que tudo, dignificou o Brasil como Reino Unido — algo sem precedentes na história colonial do Ocidente. Seu corpo repousa em Portugal, mas seu coração está no Brasil. Literalmente.
Rechaço, portanto, com serenidade, mas com firmeza, a visão difundida por pensadores como Caio Prado Júnior, que viu na colonização portuguesa um “erro estrutural” e nos portugueses degredados a semente do fracasso nacional. Essa narrativa, embora possa até ser considerada útil como provocação teórica, ignora o amor concreto de milhões de portugueses que aqui fincaram raízes e ajudaram a construir nossa cultura com dignidade, sacrifício e fé.
Além disso, alimentar essa visão distorcida é perpetuar o que Nelson Rodrigues chamou de “complexo de vira-lata”: um ressentimento mal resolvido que degenera em arrogância disfarçada de ousadia. É o tipo de riso que não emancipa, mas infantiliza. Que não une, mas afasta. Que não cura, mas fere.
E há ainda um dado estratégico a ser considerado. Portugal é um país demograficamente envelhecido, com carência crescente de força de trabalho e desafios geográficos que impõem limitações naturais ao seu crescimento. Neste cenário, a presença brasileira — culturalmente próxima, linguisticamente integrada e economicamente ativa — poderia e deveria ser vista como um fator de renovação e esperança, não de tensão e antagonismo.
Contudo, quando memes zombeteiros circulam com desdém, reforçando estereótipos e rompendo a delicada harmonia da convivência, abrem espaço para o ressentimento e fortalecem justamente as vozes que defendem restrições migratórias, discursos de fechamento identitário e nacionalismos excludentes, de qualquer espectro que veem o estrangeiro como ameaça, não como irmão. Ou seja, criam mais obstáculos do que pontes. E tornam mais difícil o que deveria ser natural: a integração afetiva, cultural e social de brasileiros em solo português tanto quanto de portugueses em solo brasileiro.
Somos irmãos, mas como todos os irmãos não somos iguais e precisamos amar e respeitar nossas diferenças.
Este ensaio, portanto, não nasce como censura, mas como convite. Um convite à maturidade histórica, à responsabilidade simbólica e à amizade consciente. O que queremos entre Brasil e Portugal? Uma ponte que honra o passado e constrói o futuro? Ou um abismo escavado por memes e ressentimentos reciclados?
1. A Fraternidade que une Brasil e Portugal
Portugal não é, para os brasileiros, um país qualquer. É, em parte significativa, uma casa de família. E não há metáfora mais justa. Pois há casas onde moram afetos antigos, memórias dolorosas, heranças mal resolvidas — mas também há amor, respeito e pertencimento. E é essa mistura, complexa e autêntica, que define os vínculos verdadeiros.
Desde o início da colonização até os dias atuais, mantivemos uma relação marcada por laços linguísticos, espirituais, afetivos e comerciais. Fomos, sim, uma colônia. Mas também fomos extensão viva de uma cultura milenar, que nos legou idioma, sistema jurídico, música barroca, poesia épica, pão quente nas manhãs e a saudade como categoria existencial.
Fomos gerados com violência — como todo nascimento. Mas crescemos com afeto, interdependência e reencontro.
Ao longo do século XX, milhares de portugueses vieram para o Brasil. E aqui, não lhes foi negado o chão, nem o trabalho, nem o abraço. Entraram em nossas padarias, nos casamentos mistos, nos negócios de bairro, nas festas de São João e até na arquitetura da memória.
Os brasileiros aprenderam a rir com os “portugas”, e com o tempo, os “portugas” aprenderam a rir de volta. Esse jogo de palavras jamais foi simples — mas era jogado com o espírito da reciprocidade cultural. Ria-se com, e não de.
Hoje, com o aumento da presença brasileira em Portugal, o movimento se inverte — e o desafio é o mesmo: aprender a respeitar, sem perder a leveza.
Mas a leveza precisa vir acompanhada da escuta. E a escuta pressupõe maturidade: saber quando uma brincadeira toca feridas históricas, e quando um gesto simbólico é mal interpretado como arrogância.
É hora de recordar que a fraternidade verdadeira exige mais do que afinidade — exige postura. Porque o amor entre nações, como entre irmãos, não se sustenta na zombaria, mas na reverência mútua. E se Portugal é, para muitos brasileiros, uma casa de família, há que se entrar nela com respeito, não com memes — com gratidão, não com desdém.
2. A Tentação da Ressignificação Irônica
Brincar chamando Portugal de "colônia brasileira" pode parecer subversivo, provocador ou até espirituoso. Em tempos de redes sociais, onde tudo vira palco e a inteligência parece medida pela acidez do comentário, o humor travestido de crítica ganha curtidas como se ganhasse sentido. Mas o gesto, ao repetir-se sem o tom certo, passa do chiste à hostilidade simbólica. E mais que isso: revela um mal-estar mais profundo, travestido de piada.
Ao sugerir, ainda que ironicamente, uma inversão colonial, os autores desses memes não resolvem o passado — apenas o caricaturam. Reeditam, sem sabedoria, feridas históricas que pedem cura e não revanche. E ao zombar da pátria-mãe, negam não só o respeito ao outro, mas a própria maturidade do Brasil como nação adulta.
Não é com trocadilhos que se reformam civilizações.
A história não se corrige com sarcasmo. E tampouco se vingam erros do passado zombando de nações irmãs.
Portugal não é um opressor anônimo. É um rosto. É a avó que falava “muito bem obrigada”; é o avô que montou uma padaria e criou sete filhos; é o idioma que nos deu “amor”, “liberdade” e “esperança”.
Tratar Portugal com desdém é zombar da própria carne. É cuspir no espelho. Afinal, o que estamos dizendo ao mundo quando ironizamos justamente aqueles com quem partilhamos sangue, fé, vocabulário e um destino cruzado pela história?
Essa ironia juvenil — muitas vezes vinda de quem não pisou em Portugal, não ouviu um fado ao vivo nem sentiu a cortesia silenciosa de um velho lisboeta — revela mais sobre o riso que queremos impor do que sobre o vínculo que desejamos manter.
É uma forma perversa de reescrever a história pela via da arrogância e não da reconciliação.
É, em essência, uma tentativa de inverter a hierarquia para manter o jogo de poder — apenas trocando os lados.
Mas a maturidade civilizacional não consiste em inverter o chicote, e sim em abandoná-lo. Não se constrói um novo mundo zombando do antigo — e sim redimindo seus símbolos, reconhecendo suas sombras e honrando o que há de luminoso em sua herança.
Se a colonização impôs silêncios, que agora falemos — mas com grandeza. Se a história nos feriu, que agora cicatrizemos — mas sem escárnio. Porque a dignidade de uma nação se mede também pela forma como ela trata aqueles que a antecederam.
E Portugal nos antecedeu — na língua, na fé, na forma de amar e até na maneira de rir. E o fez não com fechamento, mas com uma abertura rara: ao longo dos séculos, assimilou e integrou, com maestria inigualável, saberes, sabores e culturas do mundo inteiro — da África ao Oriente, do Brasil à Índia, de Macau a Moçambique. Poucos povos souberam transformar o encontro com o outro em herança viva como os portugueses. Que não nos falte, agora, o mínimo de reverência madura diante de quem nos ensinou, inclusive, a arte de conviver entre diferenças sem perder a identidade.
3. A Ética do Estrangeiro e o Respeito às Tradições Alheias
Como aprendemos ainda na infância — brincadeira só é brincadeira quando todos estão dispostos a brincar. Quando um dos lados ri e o outro silencia, já não há mais jogo: há imposição. E quando o riso constrange em vez de acolher, o gesto deixa de ser lúdico e passa a ser opressor, mesmo que envolto em ironia leve.
Aprendi todas as piadas de português com minha mãe — uma mulher amazonense espirituosa, filha de uma portuguesa e de um homem nascido do encontro entre um cearense e uma índia boliviana. Diante de sua leveza, meu pai — português de Angeja — ouvia tudo com a tranquilidade serena dos que estão em paz com sua identidade. Talvez por também carregar Portugal no sangue, aprendi desde cedo que essa origem me permitia rir de mim mesmo e, por vezes, até me desculpar com elegância por erros engraçados que cometi ao longo da vida, dizendo: “desculpem, sou português...”. Era uma forma de assumir, com doçura, os tropeços da humanidade comum.
O povo judeu, a quem muito prezo e com quem compartilho vínculos espirituais profundos, também carrega essa capacidade notável de rir de si mesmo — de transformar feridas em ironia refinada, e de fazer da tragédia uma forma de sabedoria.
O problema começa quando se deseja ridicularizar o outro sem que ele possa participar da brincadeira — ou quando não conseguimos parar, mesmo depois que o outro expressa desconforto. Nesse momento, o que era humor vira arrogância. O riso perde a leveza. E o vínculo, em vez de ser reafirmado, é rompido.
Platão, em sua República, já alertava que a educação moral começa nos jogos. É brincando que se aprende a respeitar limites, a entender o outro e a simular o mundo com ética.
Aristóteles, mais uma vez com sua lucidez cirúrgica, distinguia entre o riso nobre — que eleva, une e educa — e o riso vulgar, que humilha, rebaixa e desagrega.
Montaigne, esse mestre da ironia delicada, sabia usar o humor sem ferir, o sarcasmo sem ofender, a crítica sem destruir. Seu humor era bálsamo, não veneno.
O que falta, talvez, no debate público atual — e especialmente na cultura digital dos memes — é essa consciência ancestral: relações entre nações exigem o mesmo respeito que relações entre irmãos adultos.
E isso vale para ambos os lados do Atlântico.
A liberdade para rir não pode atropelar a dignidade do outro.
A leveza só é leveza quando repousa sobre um solo de respeito mútuo.
A piada, quando usada como ferramenta ideológica ou instrumento de vingança simbólica, perde sua graça e adquire gravidade — ainda que disfarçada de descontração.
É verdade que o brasileiro tem uma capacidade ímpar de rir da própria tragédia. Mas essa virtude, quando aplicada de modo irresponsável às relações internacionais, pode se tornar vício.
Rir do próprio sofrimento é sabedoria. Rir do outro, quando ele não consente, é arrogância.
E quando esse outro é um povo que nos acolhe, que partilha nossa história, que fala nossa língua e que hoje enfrenta dilemas demográficos, culturais e migratórios, o riso desrespeitoso se converte em obstáculo para o futuro.
A maturidade exige sensibilidade: saber quando silenciar, quando rir, e quando — sobretudo — não rir.
4. Os Abismos do Riso Ideológico
Não é improvável que esses memes aparentemente inofensivos tenham raízes mais profundas — e mais perigosas. O uso reiterado da zombaria como instrumento político é um velho truque de engenharia cultural: ri-se não apenas por humor, mas para desconstruir símbolos, ridicularizar vínculos e corroer a dignidade das tradições.
Não se trata apenas de “rir de Portugal”, mas de minar o sentido de pertencimento entre povos irmãos, transformando o orgulho compartilhado em motivo de constrangimento.
Suspeito, sim, que parte desse discurso seja alimentada por correntes ideológicas que têm, por vocação, o desmonte de tudo aquilo que liga — e a exaltação de tudo que separa.
Para essas correntes, o reencontro da lusofonia, o fortalecimento dos laços culturais entre Brasil e Portugal, a persistência da língua comum e da ética judaico-cristã como herança espiritual compartilhada são ameaças — e não riquezas.
Não por acaso, o alvo preferencial dos escárnios são justamente os pilares que sustentam esse elo: a família, a fé, o trabalho, a estética clássica, a tradição como legado — e não como prisão.
Portugal e Brasil, apesar de suas divergências — históricas, políticas, climáticas — ainda compartilham o essencial de uma mesma alma civilizacional.
Ambos cultivam a palavra como gesto sagrado, a música como ponte emocional, o pão como metáfora do encontro.
Ambos sabem, mesmo em silêncio, o que é saudade.
Dividir-nos por memes, piadas ou sarcasmos digitais é uma forma barata — e perigosa — de enfraquecer justamente aquilo que nos torna mais fortes: nossa aliança afetiva e simbólica.
Quando rimos do que deveria ser honrado, não estamos sendo modernos — estamos apenas sendo manipuláveis.
E quando alimentamos esse riso com o fogo do ressentimento e da ideologia, o que era ponte vira trincheira.
O riso, quando se faz instrumento de corrosão cultural, deixa de ser sinal de leveza e passa a ser indício de decadência.
E na história das civilizações, nunca foi o escárnio que construiu catedrais ou preservou alianças. Foi o respeito, o diálogo e o amor pela permanência.
5. Conclusão: O Riso que Constrói ou o Riso que Rompe
O humor é um dom humano — talvez o mais sutil deles. É ele que nos permite suportar o peso da existência sem perder a leveza da alma. Mas como todo dom, deve ser cultivado com sabedoria, medida e discernimento.
Não é hora de rir dos irmãos — mas de rir com eles.
Não é tempo de construir abismos — mas de atravessá-los com pontes de afeto e respeito.
E se Portugal é, para nós, uma casa antiga de família — marcada por contradições, afetos e memórias partilhadas — cabe-nos, como bons herdeiros, honrar seus alicerces, renovar suas colunas e não brincar com o fogo onde já arderam mágoas.
O Brasil é sim um país que sabe rir. Mas também precisa aprender a rir com elevação. E isso inclui saber quando o riso constrói e quando o riso rompe.
Rir de Portugal como se fosse subalterno é, no fundo, rir de nossa própria origem, da nossa língua, da nossa história e, sobretudo, de nós mesmos — mas de forma inconsciente e ingrata.
Este ensaio não é um apelo à censura. É um apelo à consciência.
Não há maturidade civilizacional sem a arte do limite. E não há amizade verdadeira sem respeito.
Porque, no fim das contas, os memes passam. Mas as memórias ficam.
E cabe a nós — brasileiros e portugueses — decidir se essa memória será escrita com afeto e reverência, ou manchada por um sarcasmo vazio, indigno do que fomos, do que somos e do que ainda podemos ser.
Epílogo: Quando o Riso Voltar a Ser Ponte
Tudo indica que os memes que escarnecem de Portugal surgiram apenas recentemente — e não como herança cultural, mas como sintoma de um momento.
Foi em novembro de 2024, diante de uma simples expressão brasileira "Fala Galera" usada na recepção da atleta portuguesa Kika Nazareth pelo Barcelona, que reacendeu-se uma faísca. Uma reação irônica virou combustível para um escárnio maior. E o que era leveza espontânea passou a ser repetição estratégica, alimentada por redes, algoritmos e ressentimentos.
As plataformas digitais tornaram-se palco — e os símbolos, marionetes.
Alteraram-se entradas na Wikipédia, nomes no Google Maps, títulos em vídeos virais — tudo em nome de um humor que pouco honra o que temos de mais valioso: a nossa comunhão de destino.
Nesse mesmo período, não por acaso, autoridades portuguesas e brasileiras reuniram-se para combater a xenofobia contra brasileiros em Portugal, enquanto a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial registrava um aumento relevante nas denúncias.
A coexistência, que já não era simples, passou a exigir ainda mais maturidade.
E a reação de muitos portugueses veio não com violência, mas com um apelo à razão.
Nokas, influenciadora com mais de 240 mil seguidores, resumiu o desconforto: “Primeiro, foi o meme do ouro. Depois, surgiu que falamos um português arcaico, um português pré-histórico. E agora, somos uma Guiana?”
Bruna Filipa, tiktoker portuguesa, confessou: “Fico com vergonha alheia. É muita falta de respeito.”
Fábio Gonçalves também se manifestou pedindo que a brincadeira cessasse, em nome da dignidade de quem compartilha conosco uma história de laços e não de muros.
Essas vozes portuguesas são preciosas. Não reagem com ódio, mas com decepção.
E por isso merecem ser ouvidas com atenção — porque demonstram que, do outro lado do Atlântico, a esperança de convivência permanece, mesmo diante da ironia desequilibrada.
Por isso este texto não é — e nunca foi — sobre censura.
É sobre responsabilidade.
Sobre a delicadeza que se exige de quem sabe o valor daquilo que pode ser perdido por descuido: o afeto entre dois povos cuja história é feita de sangue, pão, lágrimas, música e fé.
Que os portugueses não cedam ao preconceito nem ao cansaço diante dos excessos de seus hóspedes.
E que os brasileiros se lembrem de que ser acolhido exige humildade — e não vaidade.
Que ambos saibam que uma amizade secular não se destrói por memes — mas pode ser ferida por eles.
Que aprendamos, pois, a rir de novo.
Mas juntos.
Com o outro — não do outro.
Porque quando o riso volta a ser ponte, a civilização reencontra o seu caminho.
*Jorge Pinhoé advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
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O líder brasileiro também afirmou que o combate aos crimes transnacionais e ao narcotráfico "devem fazer parte da agenda de desenvolvimento”. Lula fez a segunda crítica indireta a Trump e sua decisão de classificar os grupos criminosos brasileiros como terroristas. Lula afirmou que esse combate deve ser feito por meio de mais cooperação internacional, inclusive com ações da Interpol.
O presidente também criticou a desigualdade e o que classificou como falta de vontade política para diminuí-la. “Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado. O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”, disse ele.
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Nota CBF
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rejeita as informações de suposto uso indevido de verbas da entidade divulgadas pelo portal Léo Dias no dia de hoje. As despesas realizadas pela entidade são vinculadas exclusividade às ativ...
A Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, reagiu em nota oficial a uma denúncia contra o presidente da entidade, Samir Xaud. Segundo a apuração do site, Portal Léo Dias, Xaud teria pago a hospedagem da empresária Camila Cristina Andrade, do setor de fitness, no Hyatt Regency Grand Central, em Nova York, de 02 a 10/06, véspera do início da Copa do Mundo. Os gastos teriam somado 59.424,81 reais. O portal divulgou, ainda, fotos do dirigente ao lado de Camila no restaurante Harry Cipriani, em Manhattan, em registro feito por fotógrafo paparazzo. No dia seguinte, ainda segundo o portal, Xaud teria enfim embarcado para a cerimônia de abertura, na Cidade do México, ao lado de sua esposa, Natália.

Nota CBF
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rejeita as informações de suposto uso indevido de verbas da entidade divulgadas pelo portal Léo Dias no dia de hoje. As despesas realizadas pela entidade são vinculadas exclusividade às atividades institucionais da CBF e despesas particulares dos dirigentes são arcadas pelos próprios. A atual gestão da CBF tem como pilares a transparência, a responsabilidade administrativa e o compromisso com a integridade. A CBF reforça que permanece à disposição para qualquer esclarecimento adicional.”
São João Gomes - Cantor apresenta projeto junino no Recife amanhã, com ingressos gratuitos
16/06/2026
Cidade Junina
O espaço se transformará em uma grande passarela cultural, reunindo manifestações populares, gastronomia, artesanato, música e experiências que resgatam a essência do verdadeiro São João. Com a proposta de ampliar a experiência junina para além...
Após turnê pelo Brasil e Europa com o projeto São João Gomes, o cantor João Gomes volta ao Recife com o show amanhã, quarta-feira, 17/06. A apresentação encerra a temporada com uma edição na Avenida Alfredo Lisboa, no Bairro do Recife, onde a festa começa às 15h00, com ingressos gratuitos. João Gomes apresentará o repertório do projeto Pé de Serrita, em uma apresentação especialmente pensada para celebrar as raízes do forró e da cultura nordestina. A programação musical contará ainda com show de Mestrinho e apresentação da Escola de Oito Baixos de Caruaru, reforçando o compromisso do projeto com a valorização dos ritmos e tradições que fazem do São João uma manifestação cultural única.

Cidade Junina
O espaço se transformará em uma grande passarela cultural, reunindo manifestações populares, gastronomia, artesanato, música e experiências que resgatam a essência do verdadeiro São João. Com a proposta de ampliar a experiência junina para além dos shows, o evento oferece uma imersão completa nas cidades juninas, valorizando as tradições, os personagens e as manifestações culturais que fazem dessa festa uma das maiores expressões da identidade nordestina.
Para marcar essa proposta, o Recife Antigo receberá uma ocupação inédita, transformando todo o seu entorno em uma grande cidade junina. Ao longo da Avenida Alfredo Lisboa, o público poderá acompanhar desfiles de quadrilhas juninas, grupos de bacamarteiros, bois e diversas atrações culturais. Os cortejos sairão da Praça do Pilar em direção ao vão coberto do Cais do Sertão, espaço que será transformado em um grande Quadrilhódromo para apresentações durante todo o dia.
Ingressos
Os bilhetes para o São João Gomes ainda podem ser retirados no site Ingresse. O evento contará com as modalidades de ingresso solidário, através da doação de 2 kg de alimentos, ou ingresso acompanhado do copo oficial do evento.

Réquiem para Raimundo Carrero, por Irani Medeiros*
16/06/2026
onde os livros respiram como pássaros antigos
e as palavras acendem lampiões sobre a névoa do tempo.
Deixou na mesa uma caneta ainda quente,
como se a madrugada pudesse continuar escrevendo
o romance interminável dos homens e dos sonhos.
Agora os sinos da memória dobram baixinho
sobre os telhados molhados da infância nordestina.
Os rios carregam páginas soltas para o mar,
e cada página é uma estrela navegando na correnteza.
O vento recolhe as sílabas esquecidas
e as espalha pelos quintais da eternidade.
Vejo sua sombra atravessando os corredores da chuva,
conversando com personagens que jamais morreram.
As árvores inclinam seus galhos em silêncio,
os pássaros guardam luto dentro das asas,
e a lua costura fios de prata na noite
como quem remenda a ausência de um contador de mu...
Partiu ao encontro das bibliotecas invisíveis,
onde os livros respiram como pássaros antigos
e as palavras acendem lampiões sobre a névoa do tempo.
Deixou na mesa uma caneta ainda quente,
como se a madrugada pudesse continuar escrevendo
o romance interminável dos homens e dos sonhos.
Agora os sinos da memória dobram baixinho
sobre os telhados molhados da infância nordestina.
Os rios carregam páginas soltas para o mar,
e cada página é uma estrela navegando na correnteza.
O vento recolhe as sílabas esquecidas
e as espalha pelos quintais da eternidade.
Vejo sua sombra atravessando os corredores da chuva,
conversando com personagens que jamais morreram.
As árvores inclinam seus galhos em silêncio,
os pássaros guardam luto dentro das asas,
e a lua costura fios de prata na noite
como quem remenda a ausência de um contador de mundos.
Mas a morte não fecha os livros dos grandes sonhadores.
Ela apenas vira uma página.
E enquanto houver um leitor diante da luz,
enquanto houver um coração escutando o rumor das palavras,
Raimundo Carrero caminhará entre nós,
feito clarão de candeeiro aceso na vasta escuridão do tempo.
*Irani Medeiros, nascido em Pombal, PB, é poeta, escritor, biógrafo, pesquisador e filósofo.
16.06.2026.
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Última Caso Master - Vorcaro bancou suítes em hotel para Hugo Motta e Ciro Nogueira, diz PF
16/06/2026
O presidente da Câmara e o senador ainda não se manifestaram.
No dia 18/06, Vorcaro informou a um auxiliar que precisaria de reservas em Lisboa para os dias 24 a 30, para ele próprio e também mais 2 quartos para "Ciro e Hugo". Foram reservadas suítes no hotel Four Seasons. Ao assistente, Vorcaro demonstrou, segundo a PF, "acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço lo...
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, bancou a hospedagem do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Lisboa, no fim de junho de 2024, e pediu a um auxiliar reforço na privacidade dos hóspedes, de acordo com análise de material apreendido pela PF, Polícia Federal. À época, aconteceriam eventos na capital portuguesa como o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como 'Gilmarpalooza', por ser capitaneado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes.

O presidente da Câmara e o senador ainda não se manifestaram.
No dia 18/06, Vorcaro informou a um auxiliar que precisaria de reservas em Lisboa para os dias 24 a 30, para ele próprio e também mais 2 quartos para "Ciro e Hugo". Foram reservadas suítes no hotel Four Seasons. Ao assistente, Vorcaro demonstrou, segundo a PF, "acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior". "Preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro", disse Vorcaro, em áudio. "Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista."
Na confusão instalada na chapa de Raquel, Miguel Coelho crava: "Ela vai anunciar muito em breve"
16/06/2026
A confusão
Se instalou nos arraiais juninos da governadora Raquel Teixeira Lyra, após a decisão anunciada por Lula de palanque único em Pernambuco, com João Campos. Os raquelistas acusaram o golpe. Para complicar o quadro, a pesquisa Folha PE/Ipespe aponta quatro competidores a duas vagas no senado com chances numéricas praticamente iguais: Mendonça Filho, o próprio Miguel, o concorrente/aliado Dudu da Fonte, integrante da mesma federação e Túlio Gadelha, apresentado semanas atrás como o representante lulista na chapa. Discurso que...
De ontem para hoje, muita coisa mudou no interior do grupo raquelista. Ou pode mudar, a fogueira ainda está queimando. Miguel Coelho, boa praça, simpático e eficiente, trafega com tranquila naturalidade por todos os grupos políticos. Tem ligações com João Campos e com Raquel Lyra. Dialoga fácil com todos. Ontem atacava. Hoje defende Raquel, nem fica corado. De uma coisa não abre mão: sua pretensão de disputar o senado.
A confusão
Se instalou nos arraiais juninos da governadora Raquel Teixeira Lyra, após a decisão anunciada por Lula de palanque único em Pernambuco, com João Campos. Os raquelistas acusaram o golpe. Para complicar o quadro, a pesquisa Folha PE/Ipespe aponta quatro competidores a duas vagas no senado com chances numéricas praticamente iguais: Mendonça Filho, o próprio Miguel, o concorrente/aliado Dudu da Fonte, integrante da mesma federação e Túlio Gadelha, apresentado semanas atrás como o representante lulista na chapa. Discurso que fez água com a decisão de Lula de apoiar apenas João.

Miguel
Administra bem suas contradições e diz que a governadora logo logo vai anunciar a chapa completa.
A conferir.
STF - Começa o julgamento de Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA
16/06/2026
Tendência
A tendência é que o colegiado – formado por Flávio Dino (presidente da Turma), Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – condenem o ex-parlamentar pelos crimes. A votação ocorrerá na segui...
Com a sessão marcada para começar às 14h00, a Primeira Turma do STF dá início hoje, terça-feira, 16/06, ao julgamento da ação em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, PL, que é réu sob acusação do crime de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Eduardo será representado pela DPU, Defensoria Pública da União. Ao longo do processo, o órgão já defendeu falta de imparcialidade e que a PGR "confunde atuação política com poder de coação". A sessão começa com a leitura do relatório - resumo - do caso pelo relator. Depois, manifestam-se a PGR e a defesa, que será feita pelo defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa. Na sequência, a votação é aberta.

Tendência
A tendência é que o colegiado – formado por Flávio Dino (presidente da Turma), Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – condenem o ex-parlamentar pelos crimes. A votação ocorrerá na seguinte ordem: Moraes, Zanin, Cármen e Dino. Caso seja confirmado, os ministros ainda devem discutir a dosimetria da pena.
Crime - Coação
A denúncia oferecida pela PGR afirma que o filho de Jair Bolsonaro, PL, atuou no exterior para tentar constranger o STF e impedir a condenação do pai no caso da trama golpista. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão, e está cumprindo a pena em prisão domiciliar. (Com a Folha de S.Paulo)
Recife- Porto Digital lança Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital
16/06/2026
NERD
O NERD deve atuar como um ecossistema de plataformas, com foco em desenvolvimento econômico sustentável, inclusão e progresso social. A iniciativa conta com uma governança que começa com um Advisory Board formado por executivos e líderes de referência nacional e do ecossistema de inovação do Porto Digital. No primeiro ano, a plataforma tem como objetivos: formar 400 novos empreendedores e lideranças executivas por ano; requalificar 300 pessoas para empregabilidade em tecnologia, por meio de academias de reskilling; qualificar 120 startups por ano e abrigar...
O Porto Digital lançou o Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital, o NERD. O espaço, que será instalado no bairro do Recife, visa formar empreendedores, impulsionar empresas de tecnologias e impulsionar a transformação digital. No total, o investimento é de R$ 18,5 milhões por meio da Financiadora de Estudos e Projetos, Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
NERD
O NERD deve atuar como um ecossistema de plataformas, com foco em desenvolvimento econômico sustentável, inclusão e progresso social. A iniciativa conta com uma governança que começa com um Advisory Board formado por executivos e líderes de referência nacional e do ecossistema de inovação do Porto Digital. No primeiro ano, a plataforma tem como objetivos: formar 400 novos empreendedores e lideranças executivas por ano; requalificar 300 pessoas para empregabilidade em tecnologia, por meio de academias de reskilling; qualificar 120 startups por ano e abrigar mais de 200 startups da comunidade early stage; apoiar mais de 100 empresas de tecnologia de médio e grande porte; apoiar a transformação digital de mais de 150 empresas de mercado tradicional; promover mais de 500 conexões de negócios.
Prefeitura do Recife
A gestão municipal também realizou a cessão do imóvel histórico que sediará o espaço, localizado na Rua Dona Maria César, 70, no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana. O imóvel integra o conjunto arquitetônico do Bairro do Recife, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, desde 1998.

Board e curadores
Fazem parte do board Ana Carla Abrão (CEO do Open Finance Brasil), Anaterra Oliveira (CTO da Dasa), André Petenussi (CTO da Localiza), Cristiano Lincoln (conselheiro da Tempest), Domingos Monteiro (conselheiro da Trillia), Edilson Reis (CIO da Bradesco Seguros), Marcos Lisboa (economista e ex-presidente do Insper), Mauro Alarcon (CIO da Alpargatas), Robledo Castro (CTO da Pague Menos), Silvio Meira (presidente do Conselho de Administração do Porto Digital), Simone Pittner (CTO da Aramis) e Tiago Tasso (CTO do Grupo Moura).
Além do Advisory Board, a plataforma contará com um corpo de cerca de 40 curadores, todos lideranças de referência em temas como inteligência artificial, finanças, saúde, energia e varejo. A função será influenciar a agenda e a estratégia da plataforma de modo mais assertivo. (Foto: Porto Digital)
Na França - Lula e Trump não se cumprimentam durante foto do G7
16/06/2026
Lula, Von der Leyen e Trump
Após a foto, Lula conversou rapidamente com Úrsula von der Leyen ainda no local do retrato. A previsão é que eles tenham uma reunião bilateral ainda nesta terça-feira, às 17h20 no horário local, com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa...
O presidente Lula posou na foto oficial do G7 hoje, terça-feira, 16/06, junto com o presidente Trump em meio ao cenário de tensão envolvendo a proposta de aplicação de novas tarifas contra o Brasil pelos Estados Unidos. Durante a foto oficial, Lula ficou ao lado do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz. Atrás do presidente estava a líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Diferentemente do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, participou do chamado "retrato família". Ele ficou ao lado do anfitrião da cúpula, Emmanuel Macron, da França.
Lula, Von der Leyen e Trump
Após a foto, Lula conversou rapidamente com Úrsula von der Leyen ainda no local do retrato. A previsão é que eles tenham uma reunião bilateral ainda nesta terça-feira, às 17h20 no horário local, com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião. Não há informação se os presidentes brasileiro e norte-americano se falaram na abertura da cúpula.

G7 e o Brasil
O G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais, como economia, guerra, clima e segurança. É um fórum político, não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência. Compõem o grupo EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, além da União Europeia, que participa das reuniões. O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para reuniões, como aconteceu com Lula na atual cúpula, que ocorre em Évian-les-Bains, na França. (Fotos: Reuters)
Adeus, Raimundo Carrero! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
16/06/2026
o Recife sofre, arrasado;
Pernambuco vazio, calado,
o Brasil no chão, dobrado!
Pesadas nuvens, céu encoberto,
a natureza, se vê, protesta:
assim, tão perto o São João ...
não haverá festejos no Sertão!
“A História de Bernarda Soledade”,
“O Senhor Agora Vai Mudar de Corpo”,
“Sombra Severa”, “Maçã Agreste”,
“Minha Alma é Irmã de Deus”.
Romancista engajado nas lutas sociais,
espelhastes teu povo, os desiguais;
respondestes tua inquietude visceral:
fazes parte da literatura universal.
Teu legado literário é singular:
ícone do Movimento Armorial;
fantasmagórico, és seminal,
romanceastes os sertões, oh, imortal!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Salgueiro triste, enlutado;
o Recife sofre, arrasado;
Pernambuco vazio, calado,
o Brasil no chão, dobrado!
Pesadas nuvens, céu encoberto,
a natureza, se vê, protesta:
assim, tão perto o São João ...
não haverá festejos no Sertão!
“A História de Bernarda Soledade”,
“O Senhor Agora Vai Mudar de Corpo”,
“Sombra Severa”, “Maçã Agreste”,
“Minha Alma é Irmã de Deus”.

Romancista engajado nas lutas sociais,
espelhastes teu povo, os desiguais;
respondestes tua inquietude visceral:
fazes parte da literatura universal.
Teu legado literário é singular:
ícone do Movimento Armorial;
fantasmagórico, és seminal,
romanceastes os sertões, oh, imortal!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
