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Sucessão do Papa Francisco - Reflexão sobre o Dilema entre Permanência e Adaptação na Igreja Católica

26/04/2025

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Por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

Introdução - O Zelo e a Esperança: Quando a Palavra é Chamado e Ponte

Escrevo este ensaio como filho da Igreja, devoto de Nossa Senhora de Fátima e de São Jorge — o santo guerreiro que enfrenta o dragão da heresia não com ódio, mas com coragem e fé. A espada de Jorge e o coração de Maria simbolizam, para mim, a união entre a firmeza e a ternura que toda verdadeira fé exige. O falecimento do Papa Francisco marca o encerramento de uma etapa singular na história católica — etapa marcada menos por rupturas declaradas e mais por deslocamentos simbólicos, ambivalências teológicas e reconfigurações pastorais.

Esta não é uma crítica desprovida de razão, tampouco uma homenagem cega. É, como disse Heráclito, um esforço para "ouvir o logos" que atravessa as aparências e ilumina o sentido. O filósofo Josef Pieper ensinava que "quem abandona a verdade em nome da relevância, sacrifica ambas" — e essa adve...

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Por Jorge Henrique de Freitas Pinho*

Introdução - O Zelo e a Esperança: Quando a Palavra é Chamado e Ponte

Escrevo este ensaio como filho da Igreja, devoto de Nossa Senhora de Fátima e de São Jorge — o santo guerreiro que enfrenta o dragão da heresia não com ódio, mas com coragem e fé. A espada de Jorge e o coração de Maria simbolizam, para mim, a união entre a firmeza e a ternura que toda verdadeira fé exige. O falecimento do Papa Francisco marca o encerramento de uma etapa singular na história católica — etapa marcada menos por rupturas declaradas e mais por deslocamentos simbólicos, ambivalências teológicas e reconfigurações pastorais.

Esta não é uma crítica desprovida de razão, tampouco uma homenagem cega. É, como disse Heráclito, um esforço para "ouvir o logos" que atravessa as aparências e ilumina o sentido. O filósofo Josef Pieper ensinava que "quem abandona a verdade em nome da relevância, sacrifica ambas" — e essa advertência talvez ressoe com mais urgência agora, quando a Igreja, no desejo de acompanhar o mundo, corre o risco de perder sua bússola interna.

Este ensaio é uma meditação sobre a tensão que atravessa a alma da Igreja há séculos, mas que nos últimos tempos se tornou visível até aos olhos mais distraídos. Uma tensão entre dois modos de ser católico, entre duas pedagogias espirituais, entre duas visões da missão: conservar ou adaptar? Enraizar-se no eterno ou dialogar com o efêmero? Fazer do templo uma fortaleza de oração ou uma tenda aberta ao mundo?

No fundo, tratamos aqui da luta invisível entre o tempo e a eternidade — e de como a Igreja, que é ponte entre ambos, pode manter-se fiel à sua origem sem deixar de tocar a carne do presente. Como ensinou Romano Guardini, "a Igreja não é do mundo, mas está no mundo, e deve, como Cristo, ser sinal de contradição".

Este é, pois, um texto escrito com zelo e esperança. Zelo por aquilo que recebemos. Esperança no que ainda podemos ser. Que seja lido com a mesma disposição com que foi escrito: com lucidez, com respeito e com amor pela verdade que liberta.

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1. Uma Igreja em Conclave Perpétuo

A Igreja Católica, embora una na fé e nos sacramentos, jamais foi monolítica em sua expressão espiritual. Como ensina Edgar Morin, a unidade viva é sempre complexa — e a complexidade da Igreja reside em sua capacidade de integrar tensões sem se despedaçar. Desde os primeiros concílios, pulsa em seu interior uma dialética profunda entre carisma e hierarquia, tradição e renovação, contemplação e ação, logos e pathos. Não se trata de mera oscilação histórica, mas de uma respiração espiritual que ora se contrai, ora se expande.

Essa tensão estruturante encarnou-se, ao longo dos séculos, em famílias religiosas que não apenas oferecem modos diversos de viver o Evangelho, mas representam verdadeiras visões de mundo e antropologias teológicas. Dentre essas, destacam-se como polos simbólicos os beneditinos e os jesuítas: não apenas por sua influência histórica, mas por corporificarem o eixo axial de um debate que, mesmo sem ruído, modela a alma da Igreja.

Os beneditinos, com sua ênfase na estabilidade, na liturgia e na sacralidade do tempo, vivem sob a égide de uma ontologia ordenada, herdeira de Platão e Santo Agostinho, que encontra em São Tomás sua síntese luminosa: o ser como participação no ser divino. A regra do "ora et labora" estrutura a vida como liturgia contínua, e a liturgia como expressão objetiva do mistério. O mundo precisa ser transformado, sim — mas a partir da forma que liberta, não da espontaneidade que dissolve.

Já os jesuítas, surgidos no bojo da modernidade, respondem a um mundo em ebulição com mobilidade, inteligência estratégica e apelo à consciência. Herdam de Santo Inácio a prática do discernimento, e de Paulo, o zelo por ser "tudo para todos" (1Cor 9,22). A pedagogia ignaciana, influenciada pela mística e pela psicologia interior, se aproxima de um existencialismo cristão pragmático, que privilegia a ação concreta sobre a especulação abstrata. É, como diria Viktor Frankl, uma espiritualidade orientada ao sentido, mais do que à estrutura.

Essas duas ordens — e o que representam — funcionam, portanto, como matrizes simbólicas de dois modos de ser Igreja: um que busca conservar o fogo da Tradição, e outro que tenta adaptá-lo ao sopro dos tempos. Como ensinava Hegel, o verdadeiro progresso não está em negar o passado, mas em integrá-lo a uma forma superior de consciência. A Igreja, se quiser continuar sendo “mãe e mestra”, precisa saber conservar sem paralisar, e inovar sem se dissolver.

Esse equilíbrio é raro. Por isso, como diria Martin Buber, “toda verdadeira tradição é um diálogo entre o que foi e o que pode vir a ser”. O que está em jogo, então, não é apenas uma disputa eclesial, mas o próprio futuro da presença do sagrado no mundo — se como raiz ou como espuma.

2. Beneditinos: O Espírito da Permanência

A espiritualidade beneditina, nascida no silêncio das colinas de Monte Cassino, ergueu os alicerces da Cristandade europeia. Ali, onde o tempo foi ritmado pela liturgia das horas, forjou-se uma concepção de mundo em que o sagrado não se opõe ao cotidiano, mas o atravessa. Para os beneditinos, a vida não se divide entre o profano e o divino — tudo, se bem ordenado, pode tornar-se oferenda. A liturgia, nesse sentido, não é ornamento, mas espinha dorsal. Como ensinava Joseph Ratzinger, “a liturgia é teologia em estado puro”.

A Regra de São Bento, com sua cadência entre trabalho e oração, não busca sufocar o indivíduo, mas libertá-lo da tirania do ego. A obediência, aqui, é um caminho de integração — e não de submissão cega. O monge beneditino aprende que o verdadeiro domínio de si nasce do reconhecimento de que não é senhor de nada. Trata-se de uma antropologia humilde e ontológica: o homem como ser participado, como criatura que floresce sob o ritmo da ordem cósmica.

Essa visão do mundo tem profundas raízes na filosofia clássica e na espiritualidade patrística. Como dizia São Gregório Magno, “os monges são os guardiões do tempo”. Guardiões, porque sabem que o tempo não é apenas medida cronológica, mas espaço simbólico de redenção. O monastério não é fuga, mas vigília. Nele, cultiva-se o que Bento XVI chamaria de “ecologia interior”: uma vida que reencontra o centro para melhor irradiar a luz.

No contexto contemporâneo, essa espiritualidade representa um contrapeso necessário à cultura da dispersão. Quando tudo se acelera, os beneditinos nos ensinam a parar. Quando tudo se adapta, eles preservam. Quando tudo se dissolve em subjetividade, eles nos recordam que há uma forma — e que essa forma não nos aprisiona, mas nos constitui. Como dizia Lao-Tsé, “é o vazio da vasilha que a torna útil” — e a forma beneditina é justamente esse recipiente sagrado onde o ser pode repousar e florescer.

Mais do que uma ordem, os beneditinos são um símbolo da permanência: daquilo que resiste sem endurecer, que guarda sem fossilizar, que contempla sem abandonar o mundo. São, por isso, uma das colunas invisíveis da Igreja — e talvez de toda civilização que ainda deseje ouvir o silêncio antes de pronunciar a palavra.

3. Jesuítas: O Espírito da Adaptação

Se os beneditinos representam a fidelidade à forma que santifica, os jesuítas encarnam a missão que se adapta. Fundada por Santo Inácio de Loyola em um tempo de crise — a Reforma Protestante e os abalos da modernidade nascente — a Companhia de Jesus surgiu como resposta à urgência: formar homens capazes de defender a fé no campo das ideias, da cultura, da política e da ação direta.

Santo Inácio, ferido na guerra, converte-se não a partir da especulação, mas da experiência. Sua pedagogia espiritual parte da interioridade: os Exercícios Espirituais não impõem uma doutrina — conduzem a um confronto radical com a própria consciência. Ali não há dogma, mas discernimento. Não há forma imposta, mas escuta orientada. O modelo não é o do monge que se retira, mas do soldado que avança com estratégia. Como diria Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece” — mas é preciso, ainda assim, ordenar essas razões.

A teologia jesuítica, especialmente a partir do século XX, aproxima-se cada vez mais da antropologia contemporânea: subjetiva, dialógica, histórica. Influenciada por correntes existencialistas e pela teologia da encarnação, privilegia o contexto, a escuta e a ação concreta. Como observa Viktor Frankl, “a vida interpela o homem, e não o contrário” — e o jesuíta é aquele que se coloca a serviço dessa interpelação, pronto a reformular caminhos sem abandonar o horizonte.

Mas é exatamente nesse ponto que surgem as tensões. A flexibilidade, quando não guiada pela verdade, torna-se plasticidade moral. O discernimento, sem raízes metafísicas, escorrega para o relativismo. A busca por diálogo pode silenciar o anúncio. Como advertia Romano Guardini, “o risco da adaptação é que se perca o conteúdo no processo de se tornar compreensível”.
A pedagogia ignaciana, com seu método dialógico e formativo, foi essencial na fundação de colégios, universidades e missões. Os jesuítas foram onde outros não ousaram ir — China, Índia, Japão — aprendendo as línguas, os costumes, as filosofias locais. No entanto, esse mesmo impulso missionário levou-os, muitas vezes, a situações de tensão com a Cúria, com o papado, e com outras ordens que viam ali um excesso de concessão. Não à toa, foram suprimidos em 1773 e restaurados apenas em 1814.

Hoje, com o primeiro papa jesuíta da história, a espiritualidade da Companhia chegou ao vértice da Igreja. Francisco é, em muitos sentidos, a encarnação institucional desse espírito: flexível, pastoral, atento aos pobres, sensível aos sinais dos tempos. Mas também impreciso, ambíguo e, para muitos, excessivamente político. Sua liderança mostra tanto o vigor da espiritualidade inaciana quanto seus dilemas: o risco de perder a clareza no esforço de ser acessível.

A espiritualidade jesuíta é necessária — mas só cumpre seu papel se mantiver vínculo com a verdade objetiva que sustenta a fé. Como ensinava Buber, “o Eu-Tu é a forma originária do encontro”, mas esse encontro não pode anular a alteridade. Uma Igreja que só escuta e nunca anuncia termina por dissolver-se na horizontalidade.

Os jesuítas são, assim, o pulmão missionário da Igreja em tempos de transição. Mas um pulmão, para respirar, precisa de um coração que pulsa em verdade e uma cabeça que pensa com clareza. Quando se separam da liturgia, da forma e da doutrina, tornam-se apenas ativismo. Quando se enraízam nelas, tornam-se canal de renovação viva.

4. Um Duelo que Simboliza uma Guerra Maior

A tensão entre beneditinos e jesuítas não é, em essência, um embate entre instituições. Trata-se, antes, de um duelo simbólico que representa uma cisão mais profunda — um embate entre visões de mundo, entre antropologias teológicas e estratégias espirituais. Essa tensão ecoa na liturgia e na pastoral, na linguagem dos documentos e nas decisões dos sínodos, nos púlpitos e nos colégios, nas dioceses e nos seminários. É uma guerra discreta, mas formativa. Invisível à primeira vista, mas onipresente nos rumos da Igreja contemporânea.

A espiritualidade beneditina propõe a forma como via de salvação: o rito, a regra, a obediência silenciosa como caminho de santificação. Parte de uma ontologia ordenada que vê no mundo um reflexo do Logos divino — e, por isso, busca preservar as mediações sagradas. Sua confiança na tradição é confiança numa sabedoria acumulada, testada pelo tempo e pela oração. Como diria Lao-Tsé, "o que é duro e rígido morrerá; o que é flexível e suave perdurará" — mas o monge beneditino entende essa flexibilidade como fidelidade paciente, e não como adaptação apressada.

A espiritualidade jesuíta, por sua vez, assume o tempo como aliado. A história é lugar de revelação progressiva — e, portanto, o Espírito sopra onde quer e por onde pode. Não teme as tensões, porque acredita que o discernimento contínuo conduz à luz. Adota a lógica da encarnação: o Verbo fez-se carne — logo, a linguagem da fé deve descer até o chão da realidade humana. Como alertava Edgar Morin, no entanto, “o excesso de adaptação pode destruir a identidade”. O jesuíta moderno, ao tentar dialogar com tudo, pode acabar calando o essencial.

Essas duas espiritualidades moldam dois tipos de sensibilidade católica:

• Uma, vertical, hierárquica, silenciosa, ritual, voltada para o mistério e a eternidade.

• Outra, horizontal, relacional, discursiva, voltada para o humano e para a história.

Ambas são legítimas. Mas nenhuma delas é autossuficiente. A Igreja precisa do silêncio que forma e da palavra que envia, do claustro que guarda e do campo que evangeliza. Como dizia São João Paulo II, a Igreja respira com dois pulmões — o oriental e o ocidental. Talvez seja hora de reconhecer que ela também respira com dois movimentos internos: o da conservação e o da missão, o do templo e o da rua.

Negar essa tensão é ilusão. Absolutizá-la é cisma. A sabedoria está em reconhecer que a harmonia só é possível quando há um centro que unifica. E esse centro não é político, nem estratégico — é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, em quem a eternidade abraça o tempo sem se dissolver nele.

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5. Francisco: A Vitória Tática dos Jesuítas?

Com Jorge Mario Bergoglio, a espiritualidade jesuíta não apenas subiu ao trono de Pedro — ela foi entronizada no centro simbólico da Igreja. Pela primeira vez, a Companhia de Jesus, tradicionalmente discreta em relação ao papado, ofereceu ao mundo um papa formado na escola do discernimento, da práxis e da adaptação histórica. E com ele, o espírito inaciano alcançou uma visibilidade e uma influência jamais vistas.

Francisco conduziu a Igreja como quem guia uma missão. Seu estilo rejeitou o aparato cerimonial, preferindo a linguagem gestual e a proximidade afetiva. Reforçou a dimensão sinodal, privilegiou os temas da escuta, da inclusão e da pastoralidade. Deslocou o eixo da ortodoxia para a prática concreta do Evangelho — especialmente entre os pobres, os migrantes e os marginalizados. Seu papado, nesse sentido, foi um exercício ousado de descentralização simbólica.

Mas como todo deslocamento, este também gerou abalos. Muitos fiéis e teólogos viram na ênfase pastoral uma erosão silenciosa da doutrina. A publicação da Amoris Laetitia suscitou confusões sobre a moral familiar. O documento Fiducia Supplicans, ao permitir a bênção pastoral a uniões irregulares, foi lido por uns como gesto de misericórdia e por outros como ruptura simbólica. A ausência de referências claras à condenação do aborto ou à denúncia direta de regimes totalitários alimentou críticas quanto à seletividade moral do Vaticano.

O traço mais distintivo do pontificado de Francisco foi sua ambiguidade programática. Ele não alterou a doutrina formal, mas transformou a atmosfera simbólica. Como alertava Joseph Ratzinger, “a maior heresia não é aquela que nega abertamente o dogma, mas aquela que o dissolve em ambiguidade”. Francisco não negou as verdades da fé — mas, em muitos momentos, deixou de afirmá-las com a clareza que os tempos exigem.

Do ponto de vista estratégico, pode-se dizer que Francisco concretizou a vitória tática dos jesuítas: deslocou a imagem da Igreja de um templo que vigia para um hospital de campanha; de uma guardiã da doutrina para uma cuidadora das feridas humanas. E há mérito nisso. O mundo precisava reencontrar o rosto compassivo da Igreja. Mas a compaixão não pode custar a verdade. Como ensinava Viktor Frankl, “aqueles que oferecem sentido devem ser também guardiões do real”.

O desafio do pontificado de Francisco foi, portanto, o desafio de todo missionário: encontrar linguagem nova sem perder o conteúdo eterno. Seus méritos — como a denúncia profética das injustiças, a aproximação com os mais vulneráveis e a proposta de uma ecologia integral — são reais e significativos. Mas o legado que deixa será inevitavelmente avaliado não apenas pelos frutos imediatos, mas pelas consequências de longo prazo sobre a integridade da fé e a unidade da Igreja.

Como escreveu Martin Buber, “a verdadeira responsabilidade começa quando se responde pelo futuro de uma relação”. Francisco será lembrado como o papa da escuta. Resta saber se, na ânsia de escutar, não deixou de proclamar. Pois uma Igreja que apenas acolhe, mas não propõe, pode tornar-se espelho do mundo, e não sua luz.

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6. Bento XVI: A Tradição como Luz Viva

Se Francisco representa a missão que se inclina, Bento XVI simboliza a tradição que se eleva. Intelectual refinado, teólogo de profundidade incomum, Joseph Ratzinger jamais viu a fé como obstáculo à razão — antes, como sua plenitude. Seu magistério, tanto antes quanto depois do papado, foi marcado por uma convicção central: a verdade não é inimiga da liberdade; ela é sua condição de possibilidade.

Bento XVI via na liturgia o ponto de partida da reforma eclesial. Para ele, a crise da Igreja contemporânea era, em essência, uma crise litúrgica — pois ali onde a adoração perde sua centralidade, a fé se torna sociologia e a moral se converte em pragmatismo. Como ele próprio afirmou: “A crise da Igreja que hoje vivemos é em grande parte devida ao colapso da liturgia”. Sua defesa da forma extraordinária do rito romano não foi nostalgia, mas tentativa de reconduzir a Igreja à sua fonte mística: o mistério pascal celebrado com reverência, sobriedade e beleza.

Sua teologia é herdeira direta da grande tradição patrística e escolástica, mas também dialoga com os desafios modernos. Em sua obra Introdução ao Cristianismo (Einführung in das Christentum), antecipou a necessidade de uma fé adulta, capaz de enfrentar o niilismo com coragem filosófica. Sem ceder ao relativismo, soube dialogar com pensadores como Heidegger, Habermas e Levinas, sempre com a clareza de quem sabe que a verdade cristã não precisa de concessões para ser atual.

Ao renunciar ao papado, Bento XVI encenou uma das maiores lições de humildade e responsabilidade espiritual do nosso tempo. Não por fraqueza, mas por sabedoria. Sua saída não foi abandono — foi testemunho. Recolheu-se ao silêncio do mosteiro Mater Ecclesiae como um monge que intercede, como um bispo que contempla. Como São Bento, entregou-se ao recolhimento para que a Igreja encontrasse de novo seu eixo. Sua renúncia foi, talvez, o gesto mais beneditino do século.

Como recorda Étienne Gilson, “a tradição é a democracia dos mortos” — e Bento XVI entendeu que preservar a tradição não é repetir o passado, mas manter viva a presença do eterno. Em tempos de palavras fáceis, ele foi o homem do logos. Em tempos de sentimentalismo, o homem da sobriedade. Em tempos de confusão, o homem da clareza. Foi, em suma, um farol tranquilo em meio à tempestade.

A história o lembrará como aquele que sustentou a ponte entre a razão e a fé, entre a teologia e a oração, entre a liberdade e a verdade. E como o último guardião de uma forma de catolicismo que ousava dizer, com simplicidade e profundidade: Credo ut intelligam — creio para compreender.

7. A Guerra Silenciosa: Entre o Eterno e o Imediato

A Igreja vive, há séculos, uma tensão fecunda entre o eterno e o tempo, entre a estabilidade da doutrina e a fluidez das circunstâncias. No entanto, o que era outrora um diálogo entre tradição e renovação, nos últimos tempos ganhou contornos de uma disputa mais aguda — quase um antagonismo entre dois modelos de presença eclesial. E embora essa guerra se faça sem gritos, ela molda catedrais e homilias, sínodos e seminários, consciências e vocações.

Trata-se, em sua raiz, de um embate entre dois paradigmas: o da identidade ontológica, que vê a Igreja como extensão sacramental do Logos eterno, e o da relevância histórica, que a concebe como mediadora pastoral das dores do tempo. Ambos são legítimos em si, mas tornam-se mutuamente destrutivos quando um perde a consciência de sua incompletude e tenta excluir o outro.

Essa guerra silenciosa atravessa os ministérios, as liturgias, as catequeses, as decisões papais e a formação do clero. Está presente quando um sacerdote hesita em anunciar verdades difíceis com medo de ferir afetos frágeis. Está viva quando bispos optam por omitir o ensinamento moral da Igreja em nome de uma escuta que nunca se converte em anúncio. Está entranhada em documentos que evitam o dogma, preferindo a ambiguidade como recurso de mediação.

Mas como adverte Aristóteles, “toda virtude é uma tensão entre dois extremos”. A Igreja, para ser santa e eficaz, deve caminhar no filo da espada que separa o zelo do fanatismo e a compaixão do relativismo. O grande desafio está em não perder o centro — e esse centro é o Verbo que se fez carne, mas que não se dissolveu em carne.

Como ensinava Hegel, o verdadeiro progresso é aquele que não destrói a forma anterior, mas a sublima numa síntese mais alta. O que muitos chamam de “guerra ideológica” dentro da Igreja é, na verdade, o reflexo de uma tensão mal resolvida entre fidelidade e inovação, entre a rocha e a onda, entre o altar e a praça. Se essa tensão for acolhida com maturidade, pode gerar santidade. Se for manipulada por ideologias, pode destruir séculos de sabedoria espiritual.

Edgar Morin recorda que “a complexidade não é o caos, mas a coexistência ordenada de contrários”. A Igreja precisa, hoje, de uma pedagogia da complexidade. Uma pedagogia que saiba formar padres que celebrem com solenidade e preguem com compaixão. Bispos que dialoguem com a cultura sem trair o Evangelho. Leigos que sirvam no mundo sem esquecer que pertencem ao Reino.

Essa guerra, embora silenciosa, é real. Mas ela não se vence com slogans, nem com simplificações. Vence-se com fé lúcida, caridade firme e esperança vigilante. Pois o que está em jogo não é apenas o futuro da Igreja — é a forma como o mistério continuará a habitar o mundo.

8. O Futuro do Papado em Tempos de Oscilação

Com a morte de Francisco, a Igreja ingressa em um novo ciclo — não apenas cronológico, mas espiritual e simbólico. O conclave que se avizinha não será apenas a eleição de um novo pontífice: será a definição de um rumo, a escolha de um acento, a sinalização de uma resposta a uma época marcada por contrastes intensos. Em um mundo que oscila entre pulsões revolucionárias e impulsos restauradores, entre tribalismos identitários e cosmopolitismos dissolventes, a Igreja também sente o peso dessa polaridade.

Há cardeais que desejarão a continuidade do espírito pastoral inaugurado por Francisco: uma Igreja sinodal, descentralizada, sensível às margens e disposta a flexibilizar linguagens para alcançar os afastados. Outros — enraizados na tradição doutrinal e na clareza litúrgica — anseiam por uma guinada que recoloque a verdade no centro e reafirme o mistério como pedra angular da fé.

No fundo, a tensão que definirá o conclave não será apenas entre “progressistas” e “conservadores” — categorias insuficientes para abarcar a riqueza da tradição católica. Será uma tensão entre dois modos de conceber a autoridade espiritual: como escuta ou como ensinamento, como hospital ou como fortaleza, como diálogo ou como testemunho. Ambas as posturas têm valor, mas nenhuma pode subsistir sem o sopro do Espírito e sem a fidelidade à Palavra.

Como advertia Viktor Frankl, “o perigo do nosso tempo não é o vazio de sentido, mas o preenchimento com sentidos vazios”. O próximo papa terá o desafio de oferecer um sentido pleno — que não se confunda com ideologia, nem se perca em sentimentalismo. Ele deverá ser pastor e mestre, servo e profeta, guardião da doutrina e médico das almas. Deverá unir os dons de Pedro e Paulo, de Bento e Francisco, de São Jorge e da Virgem Maria.

O futuro do papado dependerá de sua capacidade de reencontrar o centro: não um centro político ou geográfico, mas o centro espiritual da fé. Um centro que esteja em Cristo, Verbo encarnado, presente na Eucaristia e vivo na Tradição. Se o novo papa souber unir liturgia e caridade, verdade e ternura, será um sinal de reconciliação interna e de esperança para o mundo.

Como dizia Martin Buber, “Deus habita nas relações autênticas”. Que a escolha do novo pontífice seja fruto de uma relação autêntica com o Espírito — e não de estratégias humanas. Pois mais do que um gestor, o que se busca é um homem configurado ao mistério. Alguém que não tema a contradição do mundo, porque repousa na paz do eterno.

Conclusão: Entre a Espada de Jorge e o Coração de Maria

Chego ao fim deste ensaio com a alma dividida entre o zelo e a ternura, entre a espada de São Jorge e o coração de Nossa Senhora de Fátima. A espada representa a coragem de lutar pela verdade, mesmo quando ela não é aclamada. O coração representa a capacidade de acolher e amar, mesmo quando o mundo parece indiferente ao sagrado. Ambos, juntos, formam o arquétipo do cristão maduro: firme na doutrina, mas doce no trato; enraizado na Tradição, mas sensível aos clamores do tempo.

A morte de Francisco não encerra apenas um pontificado — ela revela o quanto a Igreja está em movimento, em busca de seu equilíbrio profundo. A tensão entre tradição e adaptação, entre beneditinos e jesuítas, entre a verticalidade do rito e a horizontalidade da escuta, continuará viva. Mas essa tensão não deve ser temida. Como ensina Lao-Tsé, “a tensão é o ponto onde a vida começa a se mover”. E talvez a santidade, neste século, seja justamente a arte de manter-se fiel na tensão — sem rasgar a corda, nem fugir do nó.

Aos que amam a Igreja, cabe a vigilância. Não a vigilância amarga dos que acusam, mas a vigilância orante dos que intercedem. É preciso rezar por um papa que una a clareza de Bento à compaixão de Francisco, que fale a linguagem eterna do Logos com o sotaque do tempo presente, que não tema a luz nem a sombra.

O mundo precisa de uma Igreja que não seja espelho de suas modas, mas farol em suas tempestades. Uma Igreja que saiba dizer "sim, sim; não, não", mas que o faça com lágrimas nos olhos. Uma Igreja que, ao abençoar os caídos, não confunda misericórdia com omissão. Uma Igreja que abrace os pecadores, mas jamais abandone os princípios.

Como ensinava Santo Agostinho, “nas coisas essenciais, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade”. Que o próximo capítulo da Igreja seja escrito com essa tríplice sabedoria. E que o Espírito Santo — que sopra onde quer, mas nunca sopra contra a verdade — inspire os corações dos cardeais e os passos do novo papa.

Pois, no fim, não se trata de vencer disputas internas. Trata-se de continuar a missão de Cristo: anunciar a Verdade que salva, com a beleza que comove e a caridade que transforma.

Que São Jorge nos dê coragem.

Que Maria nos dê discernimento.

Que Cristo nos dê fidelidade até o fim.

Epílogo: Abraão, os Filhos e o Espírito de Convivência

A tensão que percorre a Igreja — entre permanência e adaptação, entre rito e missão — não é um acidente histórico. É, a meu ver, herança espiritual de uma genealogia mais antiga. Ela remonta a Abraão, o pai da fé, cuja descendência se multiplicou em interpretações, povos e promessas.

No coração da tradição judaica, encontramos esse mesmo espírito dialógico: a Torá é interpretada em múltiplas vozes, o Talmude é construído sobre discordâncias, e a liturgia permite variações entre as tradições sefarditas, asquenazes, iemenitas e tantas outras. E, no entanto, apesar de suas divergências, os judeus seguem fiéis à aliança e à identidade comum que os une como povo.

O que sustenta essa convivência não é o consenso absoluto, mas o respeito pela raiz comum e pela seriedade do texto. Interpretar, para eles, não é trair — é aprofundar. Divergir não é romper — é enriquecer. E talvez aí esteja uma lição urgente para nós, católicos: que possamos aprender com os irmãos mais velhos na fé: a arte de viver a tensão sem rachar a unidade.

A Igreja, como casa dos povos, está sendo chamada a essa maturidade: permitir leituras diversas da realidade, experiências litúrgicas complementares, estilos pastorais variados — mas sempre sob a luz do mesmo sol: Cristo, Palavra encarnada.

Se o judaísmo sobreviveu a exílios, perseguições e diásporas mantendo o vínculo com a Palavra, é porque soube diferenciar o essencial do acidental, o núcleo do invólucro. Se a Igreja quiser atravessar este século sem se fragmentar ou se apagar, deverá reencontrar essa sabedoria ancestral.

Como dizia Martin Buber, “a unidade verdadeira não é a anulação da diferença, mas a comunhão no respeito”. Que o próximo tempo da Igreja seja, à semelhança da tenda de Abraão, um lugar onde diferentes peregrinos se sentem acolhidos, e onde o fogo permanece aceso mesmo quando sopra o vento da mudança.

*Jorge Pinho é advogado, procurador do estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Rendimento dos brasileiros bate recorde de R$ 3.367 em 2025, aponta IBGE

08/05/2026

O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente com rendimento no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012.

Os dados

Os dados foram divulgados hoje, sexta-feira (08/05) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil também subiu a um recorde de R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% em relação a 2024.

Melhora

Segundo o IBGE, houve melhora em todas as faixas de renda, porém a desigualdade teve ligeira alta em 2025, após ter descido ao piso histórico em 2024. Em meio ao mercado de trabalho aquecido e aos juros elevados remunerando mais aplicações financeiras, os brasileiros mais ricos tiveram ganho maior do que os demais estratos da população.

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O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente com rendimento no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012.

Os dados

Os dados foram divulgados hoje, sexta-feira (08/05) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil também subiu a um recorde de R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% em relação a 2024.

Melhora

Segundo o IBGE, houve melhora em todas as faixas de renda, porém a desigualdade teve ligeira alta em 2025, após ter descido ao piso histórico em 2024. Em meio ao mercado de trabalho aquecido e aos juros elevados remunerando mais aplicações financeiras, os brasileiros mais ricos tiveram ganho maior do que os demais estratos da população.




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Trens que vêm de Belo Horizonte para o Recife devem evitar colapso da Linha Sul em 2027, diz CBTU

08/05/2026

Metrô do Recife. Os trens que vêm de Belo Horizonte devem evitar colapso da Linha Sul do Recife previsto para 2027, segundo garantiu a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O gerente da Companhia, José Inocêncio, participou das vistorias nos trens de Belo Horizonte que serão transferidos para o Recife após acordo entre o governo federal e o de Pernambuco para “estadualizar” a administração do Metrô do Recife.

A chegada

Segundo ele, a chegada das composições tem como objetivo evitar um colapso na operação da Linha Sul do Metrô do Recife, previsto em estudos técnicos para abril de 2027.

"Nós estamos aqui em Belo Horizonte providenciando o transporte do primeiro trem dos seis que vão para Recife para suprir a operação da Linha Sul do metrô no Recife. Isso faz parte de um processo devido aos estudos que prevê que em abril de 2027 nós poderíamos ter um colapso", afirmou.



O sistema

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Metrô do Recife. Os trens que vêm de Belo Horizonte devem evitar colapso da Linha Sul do Recife previsto para 2027, segundo garantiu a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O gerente da Companhia, José Inocêncio, participou das vistorias nos trens de Belo Horizonte que serão transferidos para o Recife após acordo entre o governo federal e o de Pernambuco para “estadualizar” a administração do Metrô do Recife.

A chegada

Segundo ele, a chegada das composições tem como objetivo evitar um colapso na operação da Linha Sul do Metrô do Recife, previsto em estudos técnicos para abril de 2027.

"Nós estamos aqui em Belo Horizonte providenciando o transporte do primeiro trem dos seis que vão para Recife para suprir a operação da Linha Sul do metrô no Recife. Isso faz parte de um processo devido aos estudos que prevê que em abril de 2027 nós poderíamos ter um colapso", afirmou.



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O sistema

De acordo com nota técnica da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, o sistema metroferroviário do Grande Recife enfrenta uma restrição crítica de frota. Os trens em operação apresentam obsolescência técnica após cerca de 40 anos de uso e são utilizados predominantemente no Ramal Sul do Metrô do Recife.

Trens reprovados em Porto Alegre

Dos 11 trens que devem reforçar o sistema metroviário, cinco viriam de Porto Alegre. Porém, após vistorias, quatro trens foram reprovados por apresentarem alto grau de degradação e pelos custos para recuperação.

Informou

A CBTU informou que o trem aprovado no Rio Grande do Sul deve chegar “em um segundo momento”, mas não especificou quando. Também não confirmou se outros trens serão avaliados, já que o esperado era trazer cinco trens e não apenas um.

Desafios

Quem usa o metrô diariamente conhece bem os desafios. O Metrô do Recife enfrenta, há anos, paralisações e problemas. Os principais problemas estão diretamente ligados a falhas na rede aérea. Nos últimos dois anos, foram registradas várias paralisações. (O Poder)



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Radar Estratégico Ativaweb DataLab - o que rola nas redes sociais hoje

08/05/2026

Nascar sumiu com o pix dos clientes

A fintech Naskar virou o novo epicentro da tensão financeira digital após o desaparecimento de quase R$ 1 bilhão em recursos de clientes do DF e de várias regiões do país. O caso explodiu nas redes sociais durante a madrugada, impulsionado por relatos de clientes desesperados e denúncias sobre o sumiço dos sócios. A percepção digital começa a migrar do “problema financeiro” para “crise institucional”. O tema mistura medo coletivo, sensação de golpe e cobrança imediata por ação da PF e Banco Central. O ambiente digital já trata o caso como “novo escândalo fintech brasileiro”.

“No Brasil hiperconectado, confiança financeira virou patrimônio digital. Quando ela quebra, o colapso é instantâneo", diz Alex Maracajá, diretor da Ativaweb Datalab.

Lula e Trump: Depois do aperto de mãos veio o aperto diplomático

A reunião entre Lula e Trump repercutiu forte no ambiente político brasilei...

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Nascar sumiu com o pix dos clientes

A fintech Naskar virou o novo epicentro da tensão financeira digital após o desaparecimento de quase R$ 1 bilhão em recursos de clientes do DF e de várias regiões do país. O caso explodiu nas redes sociais durante a madrugada, impulsionado por relatos de clientes desesperados e denúncias sobre o sumiço dos sócios. A percepção digital começa a migrar do “problema financeiro” para “crise institucional”. O tema mistura medo coletivo, sensação de golpe e cobrança imediata por ação da PF e Banco Central. O ambiente digital já trata o caso como “novo escândalo fintech brasileiro”.

“No Brasil hiperconectado, confiança financeira virou patrimônio digital. Quando ela quebra, o colapso é instantâneo", diz Alex Maracajá, diretor da Ativaweb Datalab.

Lula e Trump: Depois do aperto de mãos veio o aperto diplomático

A reunião entre Lula e Trump repercutiu forte no ambiente político brasileiro. Apesar do tom amistoso das imagens, os bastidores mostram preocupação do governo sobre tarifas e pressão comercial dos EUA nos próximos 30 dias. O governo tenta vender o encontro como vitória diplomática. Já opositores afirmam que o encontro ainda não blindou o Brasil economicamente.Nas redes, a imagem de Lula ao lado de Trump gerou forte engajamento justamente por quebrar bolhas ideológicas.

“Na política digital, uma foto vale mais que uma coletiva inteira.”(Alek Maracajá).


Master virou "Bolsomaster"

A operação envolvendo o Banco Master entrou numa nova fase após setores ligados ao governo e à oposição iniciarem disputa para colar digitalmente o caso em diferentes grupos políticos. O termo “BolsoMaster” cresceu em grupos políticos e perfis militantes.
O Centrão já demonstra preocupação com possíveis delações e novos nomes citados. O caso começa a contaminar setores além do financeiro e atinge ambiente eleitoral de 2026.

“Em Brasília, escândalo que viraliza rápido deixa de ser financeiro e vira ativo político.”(Alek Maracajá).


Mendonça entrou no jogo e esquentou o clima no STF

O ministro André Mendonça afirmou que delação precisa ser “séria” e ainda declarou que não teve acesso aos relatos completos. A fala repercutiu imediatamente nos bastidores políticos e jurídicos. A oposição comemorou a posição do ministro. Aliados do governo interpretaram a fala como pressão indireta sobre o andamento do caso. O STF continua no centro da disputa narrativa nacional.

“Hoje, cada frase de ministro já nasce como headline e termina como disputa digital.”(Alek Maracajá)

Flávio cobra CPI "sem acordão"

Flávio Bolsonaro elevou o tom ao elogiar Mendonça e pedir uma CPI “sem acordão”. O movimento tenta posicionar o bolsonarismo como defensor da investigação total. O discurso busca antecipar desgaste e afastar conexão política com o caso Master. Perfis de direita impulsionaram o tema durante toda a noite. O termo “acordão” voltou com força nos debates políticos digitais.


Nunes Marques arquiva ação e Brasília respira por 5 minutos

O ministro Nunes Marques arquivou ação movida por Bolsonaro contra Lula e Gleisi Hoffmann. O caso rapidamente entrou no debate político das redes.
Governistas trataram como derrota jurídica da oposição. Oposição respondeu dizendo que o foco agora é o avanço da CPI do Master.

“Em 2026, nenhuma decisão jurídica termina no tribunal. Todas terminam nas redes.” (Alek Maracajá).


Eduardo Bolsonaro apoia "pupilo de Waldemar e a direita briga entre si

O apoio político em São Paulo gerou desgaste entre bolsonaristas e abriu nova onda de críticas internas. Parte da militância enxergou o movimento como aproximação excessiva com o PL tradicional. O tema ganhou força principalmente em grupos conservadores do X e Telegram. A direita segue forte digitalmente, mas cada vez mais fragmentada internamente.


Tema Bodycam da polícia de São Paulo incomoda Tarcísio

A SSP de Tarcísio entrou novamente no debate após divulgação de dados ligados ao uso irregular de bodycams. O tema reacende debate sobre segurança pública e transparência policial. A esquerda tenta nacionalizar o assunto. Já a direita busca blindar Tarcísio focando em índices de criminalidade.

PEC 6x1 continua rodando o Brasil

Após encontro na Paraíba, comissão da PEC 6x1 realiza audiência em São Paulo. O tema continua crescendo organicamente entre jovens trabalhadores e sindicatos digitais. Há aumento gradual de apoio nas plataformas TikTok e Instagram. O debate saiu da internet e entrou definitivamente na agenda política.

Leitura estratégica Ativaweb DataLab

O ambiente digital desta sexta-feira mostra três movimentos simultâneos:

• Crise financeira com potencial emocional alto (Naskar e Master)
• Guerra narrativa intensa entre governo, oposição e STF
• Lula explorando simbolicamente o encontro com Trump para tentar reposicionar imagem internacional

O Brasil hiperconectado vive hoje um ambiente onde economia, justiça e política se fundem em tempo real dentro das redes sociais.

“A nova praça pública brasileira não é mais a rua. É o feed.” (Alek Maracajá)




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É a Guerra. É a Guerra! - Crônica - Por Romero Falcão*

08/05/2026

Em ano eleitoral a palavra guerra atinge vários flancos. Desde a guerra de torcidas nas redes à guerra dos endividados que atormenta o governo federal. Esta não deveria ser tratada com um tampão de gaze e sim com educação financeira da população.

Nas antigas, o sujeito tinha cautela diante da sedução da vitrine. Queria assistir à Copa numa televisão maior, então se programava. Um ano antes começava a juntar dinheiro. Devagarinho, tostão por tostão, chegava à loja e pagava à vista. Nada de dívida.

Agora, a toada é outra. A criatura não tem um dólar furado, mas tem um cartão de crédito. Daí divide a tv em doze vezes "sem juros". Deus ajuda a pagar. — Ô seu idiota, não critique a vida do pobre, é assim que ele pode ter as coisas. É assim que a massa se enrola... Desenrola?



O supermercado bombardeia o bolso da população. Haja guerra no carrinho. Cinco sacolas de compra e lá vem o míssil de quatrocentos reais. Bota no cartão. Expl...

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Em ano eleitoral a palavra guerra atinge vários flancos. Desde a guerra de torcidas nas redes à guerra dos endividados que atormenta o governo federal. Esta não deveria ser tratada com um tampão de gaze e sim com educação financeira da população.

Nas antigas, o sujeito tinha cautela diante da sedução da vitrine. Queria assistir à Copa numa televisão maior, então se programava. Um ano antes começava a juntar dinheiro. Devagarinho, tostão por tostão, chegava à loja e pagava à vista. Nada de dívida.

Agora, a toada é outra. A criatura não tem um dólar furado, mas tem um cartão de crédito. Daí divide a tv em doze vezes "sem juros". Deus ajuda a pagar. — Ô seu idiota, não critique a vida do pobre, é assim que ele pode ter as coisas. É assim que a massa se enrola... Desenrola?



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O supermercado bombardeia o bolso da população. Haja guerra no carrinho. Cinco sacolas de compra e lá vem o míssil de quatrocentos reais. Bota no cartão. Explode o orçamento.

Piorando o cenário, a infantaria dos oportunistas entra em ação nos escalões mais baixos, muito baixos. Tudo é culpa da guerra, da estreita garganta de Omuz. Reclamei do preço do caldo de cana. O comerciante disparou com a ponta da língua.

— É a guerra. É a guerra

Fui dar um grau no sapato. Protestei o preço.

— É a guerra, é a guerra, doutor — disse o sapateiro.



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Mas nada se compara ao campo de batalha da meninada. É preciso um arsenal de munição para fechar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo. A brincadeira pode custar mais de mil reais - segundo a mídia. Mil reais, um tiro de misericórdia na carteira dos pais.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Depois da enchentes, a providência - Governo do Estado faz limpeza de emergência no Rio Beberibe

08/05/2026

A imagem acima, de 19 de maio de 2925, não deixa duvidas. Exatamente há um ano, a governadora de Pernambuco Raquel Teixeira Lyra e a prefeita de Olinda, Mirella Almeida, anunciaram, com o estardalhaço de sempre, um mutirão para limpar o rio Beberibe e beneficiar "milhares de familias". Essas mesmas famílias que ficaram desabrigadas nas chuvas do último final de semana.
Hoje, 08 de maio de 2026, o governo do Estado anuncia, mais discretamente, força-tarefa emergencial de limpeza do Rio Beberibe, desta vez no Porto da Madeira, no Recife. Os trabalhos estão marcados para começar agora, 10h da manhã. Como a governadora é adversária política do prefeito, não há parceria, o que é outra marca de Raquel: dois pesos, duas medidas.

A notícia

Nesta sexta-feira (08/05), o Governo de Pernambuco inicia uma força-tarefa de limpeza emergencial do Rio Beberibe no Recife, com retirada de lixos e entulhos, por exemplo. A intervenção tem por objetivo dimin...

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A imagem acima, de 19 de maio de 2925, não deixa duvidas. Exatamente há um ano, a governadora de Pernambuco Raquel Teixeira Lyra e a prefeita de Olinda, Mirella Almeida, anunciaram, com o estardalhaço de sempre, um mutirão para limpar o rio Beberibe e beneficiar "milhares de familias". Essas mesmas famílias que ficaram desabrigadas nas chuvas do último final de semana.
Hoje, 08 de maio de 2026, o governo do Estado anuncia, mais discretamente, força-tarefa emergencial de limpeza do Rio Beberibe, desta vez no Porto da Madeira, no Recife. Os trabalhos estão marcados para começar agora, 10h da manhã. Como a governadora é adversária política do prefeito, não há parceria, o que é outra marca de Raquel: dois pesos, duas medidas.

A notícia

Nesta sexta-feira (08/05), o Governo de Pernambuco inicia uma força-tarefa de limpeza emergencial do Rio Beberibe no Recife, com retirada de lixos e entulhos, por exemplo. A intervenção tem por objetivo diminuir os riscos de inundações durante o período chuvoso e beneficia todas as comunidades existentes ao longo do Rio. A operação inicia nesta sexta e segue pelo tempo necessário até a conclusão dos trabalhos. Vão estar na ação as secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação e de Recursos Hídricos e Saneamento.

A questão é

Serviços de limpeza e manutenção nunca deveriam ser emergenciais. É algo que deve ser permanente, serviço de rotina. Mas, antes tarde do que nunca.




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A Erosão Moral das Instituições - Por Wellington Carneiro*

08/05/2026

O brasileiro foi anestesiado pela repetição dos absurdos.

Escândalos surgem em sequência, denúncias explodem, cifras milionárias desaparecem, nomes influentes circulam nos bastidores do poder — e, ainda assim, parte das instituições reage com um silêncio constrangedor. O que deveria provocar indignação nacional acaba tratado como mera nota de rodapé no noticiário.

E isso talvez seja o mais grave.

Porque uma nação não desmorona apenas quando a corrupção existe. Ela começa a apodrecer quando a corrupção deixa de causar revolta.

O cidadão comum trabalha, paga impostos abusivos, enfrenta filas em hospitais, insegurança nas ruas e o peso cruel do custo de vida. Enquanto isso, uma elite política e burocrática parece viver em um país paralelo, blindada por influência, relações convenientes e estruturas criadas para proteger os de sempre.

O problema já não é apenas moral. É institucional.

Quando denúncias...

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O brasileiro foi anestesiado pela repetição dos absurdos.

Escândalos surgem em sequência, denúncias explodem, cifras milionárias desaparecem, nomes influentes circulam nos bastidores do poder — e, ainda assim, parte das instituições reage com um silêncio constrangedor. O que deveria provocar indignação nacional acaba tratado como mera nota de rodapé no noticiário.

E isso talvez seja o mais grave.

Porque uma nação não desmorona apenas quando a corrupção existe. Ela começa a apodrecer quando a corrupção deixa de causar revolta.

O cidadão comum trabalha, paga impostos abusivos, enfrenta filas em hospitais, insegurança nas ruas e o peso cruel do custo de vida. Enquanto isso, uma elite política e burocrática parece viver em um país paralelo, blindada por influência, relações convenientes e estruturas criadas para proteger os de sempre.

O problema já não é apenas moral. É institucional.

Quando denúncias envolvendo figuras poderosas aparecem sucessivamente, e a sensação popular é de impunidade permanente, o recado transmitido à sociedade é devastador: existem dois países. Um onde o cidadão responde por tudo. Outro onde determinados grupos parecem nunca responder por nada.

E é justamente nesse ambiente que cresce o descrédito nas instituições.

A população começa a olhar para tribunais, órgãos de controle e estruturas de poder não mais como garantidores da Justiça, mas como peças de um jogo político cuidadosamente articulado para preservar interesses. A confiança pública vai sendo destruída pouco a pouco — não por discursos radicais, mas pela própria repetição dos fatos.

O mais revoltante é perceber que muitos dos que hoje posam como defensores da democracia vêm sendo, durante anos, complacentes com práticas que ajudaram a destruir a credibilidade do Estado brasileiro.

Combatem seletivamente a corrupção. Defendem investigações conforme a conveniência. Pregam moralidade apenas quando o alvo é o adversário.

Isso não é defesa da democracia. É oportunismo institucional.

O Brasil virou um país onde o contribuinte sustenta uma máquina gigantesca que, frequentemente, parece funcionar muito melhor para proteger estruturas de poder do que para servir ao povo.

E enquanto isso acontece, cresce a censura velada, aumenta a perseguição política disfarçada de legalidade e avança uma perigosa tentativa de normalizar o absurdo.

Mas existe um limite.

Nenhuma sociedade suporta indefinidamente a sensação de injustiça permanente. Nenhum povo aceita para sempre assistir aos mesmos grupos escaparem ilesos enquanto o cidadão comum paga a conta de tudo.

A História mostra que regimes de privilégios sempre ruem. Às vezes lentamente. Às vezes de forma repentina.

Porque quando a Justiça perde a capacidade de inspirar confiança, o que entra em colapso não é apenas a imagem das instituições.

É a própria ideia de República.


*Wellington Carneiro é advogado. @pastorwellingtoncarneiro


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.



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EUA esperam que Irã responda hoje sobre proposta de paz

08/05/2026

A espera pela proposta de paz. Os Estados Unidos esperam uma resposta hoje, sexta-feira (08/05) do Irã sobre uma proposta em relação à guerra, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, acrescentando que espera que "seja uma oferta séria".

"Deveríamos saber algo hoje. Ainda não recebemos nada, até a última hora. O sistema deles ainda está muito fragmentado e disfuncional, o que pode estar dificultando as negociações", explicou.

Observou

O principal diplomata americano observou que esperam que a resposta iraniana seja "algo que possa nos levar a um processo sério de negociação".

Mencionou

Rubio também mencionou notícias veiculadas durante a noite de que "o Irã estabeleceu ou está tentando estabelecer alguma agência para controlar o tráfego no Estreito", alertando que "isso seria muito problemático, seria inaceitável".

O Poder

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A espera pela proposta de paz. Os Estados Unidos esperam uma resposta hoje, sexta-feira (08/05) do Irã sobre uma proposta em relação à guerra, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, acrescentando que espera que "seja uma oferta séria".

"Deveríamos saber algo hoje. Ainda não recebemos nada, até a última hora. O sistema deles ainda está muito fragmentado e disfuncional, o que pode estar dificultando as negociações", explicou.

Observou

O principal diplomata americano observou que esperam que a resposta iraniana seja "algo que possa nos levar a um processo sério de negociação".

Mencionou

Rubio também mencionou notícias veiculadas durante a noite de que "o Irã estabeleceu ou está tentando estabelecer alguma agência para controlar o tráfego no Estreito", alertando que "isso seria muito problemático, seria inaceitável".

O Poder




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Jaboatão avança na entrega de donativos para famílias atingidas pelas chuvas

08/05/2026

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes segue intensificando as ações de assistência às famílias atingidas pelas fortes chuvas que atingem o município desde o último dia 1º de maio. Ontem, quinta-feira (07/05), a gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, em parceria com a Defesa Civil e outros órgãos do município, além do apoio do Governo do Estado de Pernambuco, realizou a entrega de novos donativos para moradores da Comunidade dos Coqueiros, em Cavaleiro.

A ação

A ação aconteceu na sede da Regional 2, em Cavaleiro, atendendo moradores acompanhados pela regional e que sofreram impactos causados pelas enchentes. Cerca de 96 famílias receberam kits compostos por colchões, cestas básicas e água mineral.

Medidas

A iniciativa integra o conjunto de medidas emergenciais adotadas pela Prefeitura para acolher, apoiar e garantir assistência às pessoas que ficaram desalojadas ou...

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A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes segue intensificando as ações de assistência às famílias atingidas pelas fortes chuvas que atingem o município desde o último dia 1º de maio. Ontem, quinta-feira (07/05), a gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, em parceria com a Defesa Civil e outros órgãos do município, além do apoio do Governo do Estado de Pernambuco, realizou a entrega de novos donativos para moradores da Comunidade dos Coqueiros, em Cavaleiro.

A ação

A ação aconteceu na sede da Regional 2, em Cavaleiro, atendendo moradores acompanhados pela regional e que sofreram impactos causados pelas enchentes. Cerca de 96 famílias receberam kits compostos por colchões, cestas básicas e água mineral.

Medidas

A iniciativa integra o conjunto de medidas emergenciais adotadas pela Prefeitura para acolher, apoiar e garantir assistência às pessoas que ficaram desalojadas ou tiveram prejuízos provocados pelas chuvas.

Destacou

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, destacou o esforço integrado das equipes que atuam diretamente no atendimento às vítimas.

“As fortes chuvas atingiram diversos bairros de toda a Região Metropolitana do Recife, e aqui no Jaboatão estamos mobilizados para agir da melhor forma possível. Nosso compromisso é priorizar a vida, a segurança e o bem-estar das famílias que tiveram suas casas e comunidades invadidas pelas águas”, afirmou.




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Flamengo se apoia em casos recentes para acreditar em vitória por W.O

08/05/2026

Uma partida que chegou a começar. Durou menos de 5 minutos. Foi interrompida após ameaça de invasão de torcedores. A partida entre Independiente Medellín e Flamengo, que ocorreria ontem, quinta-feira (07/05), foi cancelada devido a confusão no Estádio Atanásio Girardot, na Colômbia.

O duelo

O duelo foi paralisado após protesto de torcedores contra má fase do Medellín; colombianos arremessaram bombas, sinalizadores, grades e invadiram gramado.

Aguarda

O Flamengo aguarda a decisão da Conmebol e espera que a confederação declare W.O. do Medellín, o que acarretaria vitória do Flamengo por 3 a 0.

O otimismo

O otimismo rubro-negro é sustentado por precedentes recentes da própria Conmebol. Em 2025, o Fortaleza venceu o Colo-Colo por W.O. após invasão de torcedores chilenos em uma partida da Libertadores. O entendimento da entidade foi de que o clube mandante falhou na garantia de seg...

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Uma partida que chegou a começar. Durou menos de 5 minutos. Foi interrompida após ameaça de invasão de torcedores. A partida entre Independiente Medellín e Flamengo, que ocorreria ontem, quinta-feira (07/05), foi cancelada devido a confusão no Estádio Atanásio Girardot, na Colômbia.

O duelo

O duelo foi paralisado após protesto de torcedores contra má fase do Medellín; colombianos arremessaram bombas, sinalizadores, grades e invadiram gramado.

Aguarda

O Flamengo aguarda a decisão da Conmebol e espera que a confederação declare W.O. do Medellín, o que acarretaria vitória do Flamengo por 3 a 0.

O otimismo

O otimismo rubro-negro é sustentado por precedentes recentes da própria Conmebol. Em 2025, o Fortaleza venceu o Colo-Colo por W.O. após invasão de torcedores chilenos em uma partida da Libertadores. O entendimento da entidade foi de que o clube mandante falhou na garantia de segurança do evento.

Confiança

Dirigentes do Flamengo demonstraram confiança em receber os três pontos. O diretor José Boto afirmou que o clube entende que o regulamento da Conmebol é claro em casos nos quais o mandante não consegue garantir segurança para a realização da partida.

O Poder




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Corpos de idosas são trocados e mulher é enterrada em cidade distante da família em Pernambuco

08/05/2026

Uma “confusão” em meio a duas famílias enlutadas. E pedidos de exumação e traslado. As duas famílias foram enganadas após uma troca de corpos no Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Recife. Um erro de identificação acabou fazendo com que Railda Mendes Malafaia, de 77 anos, fosse enterrada no lugar de Anerina Maria da Silva, de 80, numa cidade localizada a 51 quilômetros de onde deveria ter sido velada.

Liminar

Esse semana a família conseguiu na Justiça uma liminar, em tutela de urgência, ordenando ao governo do estado fazer a exumação e o traslado dos corpos, porém, até o momento, nenhuma providência foi tomada, segundo os parentes.

NIC

O NIC é o Número de Identificação de Cadáver, um código numérico de oito dígitos usado pela Polícia Científica para identificar os corpos. A sequência é impressa numa tornozeleira colocada no paciente.

Caixão fechado

Railda era natural de...

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Uma “confusão” em meio a duas famílias enlutadas. E pedidos de exumação e traslado. As duas famílias foram enganadas após uma troca de corpos no Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Recife. Um erro de identificação acabou fazendo com que Railda Mendes Malafaia, de 77 anos, fosse enterrada no lugar de Anerina Maria da Silva, de 80, numa cidade localizada a 51 quilômetros de onde deveria ter sido velada.

Liminar

Esse semana a família conseguiu na Justiça uma liminar, em tutela de urgência, ordenando ao governo do estado fazer a exumação e o traslado dos corpos, porém, até o momento, nenhuma providência foi tomada, segundo os parentes.

NIC

O NIC é o Número de Identificação de Cadáver, um código numérico de oito dígitos usado pela Polícia Científica para identificar os corpos. A sequência é impressa numa tornozeleira colocada no paciente.

Caixão fechado

Railda era natural de Rio Largo (AL) e fazia muitos anos que vivia em Pernambuco. Ela morreu no domingo (03/05) enquanto assistia televisão, sentada no sofá da sala do apartamento onde morava, no bairro do Ipsep, na Zona Sul do Recife.

Erro de identificação

Um fator que chamou a atenção da família ao perceber a troca dos corpos foi a diferença física entre as duas mulheres, além dos nomes. Enquanto Railda era branca e tinha o cabelo claro, Anerina Maria era negra e tinha o cabelo escuro.

Laudos

De acordo com a família, dois laudos periciais constataram que Railda e Anerina foram transferidas do SVO já com os NICs trocados. No IML, conforme o relato de André, o reconhecimento do corpo de Railda foi feito por um amigo de infância dele. Com a mudança de nomes, as autópsias também foram trocadas.

Exumação e traslado

Ao descobrir o equívoco, a família de Railda entrou com um pedido na Justiça para que o corpo fosse exumado e levado de volta de Carpina para o Recife. Em liminar expedida na terça-feira (05/05), o juiz Rafael Burgarelli Mendonça Telles, do Plantão Cível, acolheu a solicitação e deu um prazo de 48 horas para que o governo cumprisse a medida.
O magistrado determinou que o estado também fizesse o transporte dos restos mortais de Anerina Maria, sob pena de multa, num valor ainda a ser estipulado.


O Poder com o G1



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