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Internacional - Na Rússia, Lula celebra 80 anos da vitória contra o nazismo

09/05/2025

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, hoje, sexta-feira (09/05), em Moscou, na Rússia, da parada cívico-militar que celebra os 80 anos de vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

A rendição
 
Nesta data, em 1945, o Exército Vermelho anunciou a rendição incondicional dos alemães, pondo fim ao conflito que devastou a Europa ocidental e matou dezenas de milhões de pessoas por mais de meia década (1939-1945).
 
Dia da Vitória

Na Rússia, a data é conhecida como Dia da Vitória e é marcada por uma grande celebração nacional. Lula está no país desde quarta-feira (7), a convite de Vladimir Putin, com quem manterá reunião bilateral ao longo do dia.
 
Cerimônia
 
De acordo com a agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula inicia a programação às 10h, horário local (4h pelo horário de Brasília) com a participação na cerimô...

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, hoje, sexta-feira (09/05), em Moscou, na Rússia, da parada cívico-militar que celebra os 80 anos de vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

A rendição
 
Nesta data, em 1945, o Exército Vermelho anunciou a rendição incondicional dos alemães, pondo fim ao conflito que devastou a Europa ocidental e matou dezenas de milhões de pessoas por mais de meia década (1939-1945).
 
Dia da Vitória

Na Rússia, a data é conhecida como Dia da Vitória e é marcada por uma grande celebração nacional. Lula está no país desde quarta-feira (7), a convite de Vladimir Putin, com quem manterá reunião bilateral ao longo do dia.
 
Cerimônia
 
De acordo com a agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula inicia a programação às 10h, horário local (4h pelo horário de Brasília) com a participação na cerimônia principal, na Praça Vermelha, centro da capital russa. Em seguida, o presidente participa da cerimônia de oferenda floral no túmulo do soldado desconhecido.
 
A agenda
 
A agenda prossegue com um almoço oferecido por Putin no Palácio do Kremlin, sede do governo russo. Na parte da tarde, ainda pela manhã no Brasil, Lula e Putin se reúnem em agenda bilateral. Estão previstos anúncios de parcerias comerciais e a assinatura de acordos na área de ciência e tecnologia.
 
Reunião bilateral

Ainda nesta sexta, Lula manterá uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e terminará o dia de compromissos com um jantar oferecido pela Embaixada do Brasil em Moscou. Lula está acompanhado da primeira-dama Janja da Silva e por uma comitiva de ministros e autoridades da República, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
 
Pequim
 
De Moscou, Lula e comitiva embarcam no dia seguinte para Pequim, na China, onde participam da cúpula entre o gigante asiático e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), nos dias 12 e 13 de maio, além de fazer uma visita de Estado, com a assinatura de, pelo menos, 16 atos bilaterais.

Foto: Ricardo Stuckert

Leia outras informações

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Maio marcou 188 anos da tragédia sertaneja da Pedra do Reino

30/05/2026

Um pesadelo inimaginável abalou o Sertão do Nordeste, com desfecho em 18 de maio, 188 anos atrás. O tema ganhou a literatura, inclusive com José Lins do Rêgo ('Pedra Bonita') e Ariano Suassuna ('Romance da Pedra do Reino e o príncipe do Sangue do Vai e Volta'). Conheça detalhes desse capítulo marcante da história brasileira com o texto de Valdir José Nogueira de Moura, postado no grupo 'Amigos da História' por Rivaldo Paiva.

Um pesadelo no Sertão

Imagine o nosso Sertão há quase dois séculos. Um cenário de isolamento, misticismo e a promessa de um "Reino Encantado" que livraria o povo da pobreza e da seca. Foi nessa atmosfera que floresceu o movimento da Pedra Bonita, em São José do Belmonte, Pernambuco. Mas o sonho de um reino de riquezas e desencanto terminou em um dos episódios mais sangrentos e trágicos da história de Pernambuco e do Brasil. No dia 18 de maio de 1838 — há 188 anos — o encanto quebrou-se a golpes de espada e tiros de bacamarte....

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Um pesadelo inimaginável abalou o Sertão do Nordeste, com desfecho em 18 de maio, 188 anos atrás. O tema ganhou a literatura, inclusive com José Lins do Rêgo ('Pedra Bonita') e Ariano Suassuna ('Romance da Pedra do Reino e o príncipe do Sangue do Vai e Volta'). Conheça detalhes desse capítulo marcante da história brasileira com o texto de Valdir José Nogueira de Moura, postado no grupo 'Amigos da História' por Rivaldo Paiva.

Um pesadelo no Sertão

Imagine o nosso Sertão há quase dois séculos. Um cenário de isolamento, misticismo e a promessa de um "Reino Encantado" que livraria o povo da pobreza e da seca. Foi nessa atmosfera que floresceu o movimento da Pedra Bonita, em São José do Belmonte, Pernambuco. Mas o sonho de um reino de riquezas e desencanto terminou em um dos episódios mais sangrentos e trágicos da história de Pernambuco e do Brasil. No dia 18 de maio de 1838 — há 188 anos — o encanto quebrou-se a golpes de espada e tiros de bacamarte.

Informante

Tudo começou a ruir quando um fugitivo, José Gomes, conseguiu escapar do arraial e denunciar os sacrifícios humanos que ali ocorriam. O alerta chegou ao Major Manuel Pereira da Silva (foto), chefe de polícia, na Comarca de Flores. Diante do horror relatado, a reação foi imediata. O major convocou seus três irmãos — Simplício, Cipriano e Alexandre Pereira — e mais 30 moradores. Juntos a outros soldados, formaram uma força de 60 combatentes dispostos a por fim ao Reino.



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O confronto

Após uma longa cavalgada sob o sol do sertão, a tropa avistou as imponentes torres de pedra ao entardecer do dia 19 de maio. O confronto foi inevitável e feroz. Durante mais de uma hora de luta corpo a corpo, o chão da Pedra Bonita cobriu-se de sangue. O preço da vitória foi alto para as forças da lei: Alexandre e Cipriano, irmãos do major, tombaram sem vida no combate. Do outro lado, o capitão Simplício Pereira da Silva liderou uma perseguição implacável aos fugitivos.

O massacre

O que se seguiu foi o peso da justiça da época. Homens sobreviventes foram algemados e arrastados em uma lúgubre procissão de "sombras esqueléticas e esfarrapadas", condenados ao confinamento na distante ilha de Fernando de Noronha. As mulheres receberam penas variadas e as crianças, órfãs da tragédia, foram distribuídas entre as famílias de Flores para que pudessem ter um futuro.



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E os líderes?

João Antônio, o primeiro rei da Pedra Bonita, tentou escapar. Foi capturado longe dali, em Minas Gerais, junto com sua esposa, Maria. No entanto, o destino guardava um fim sombrio para o monarca sertanejo: temendo que ele morresse de uma febre palustre durante a viagem de retorno, a polícia decidiu executá-lo no caminho. Maria chegou aos cárceres de Recife, mas acabou sendo indultada pelo então presidente da Província, Francisco do Rego Barros, o futuro Conde da Boa Vista.

O inacreditável aconteceu

A dimensão do choque que abalou a região está gravada nas palavras do então prefeito de Flores, o Coronel Francisco Barbosa Nogueira Paz. Em carta enviada ao governo no dia 25 de maio de 1838 — e publicada no Diário de Pernambuco semanas depois —, ele descreveu o ocorrido como o "Caso mais extraordinário, mais terrível, nunca visto, quase incapaz de acreditar-se".

Dois meses após o silêncio voltar a reinar na Pedra Bonita, o Padre José Francisco Correia — que antes tentara avisar o povo contra aquele delírio — retornou ao local. Com piedade, recolheu as ossadas espalhadas pelo chão, deu-lhes sepultura digna e ergueu uma cruz de madeira. Ali, rezou uma missa, pedindo perdão para as almas daqueles que, enganados pelo fanatismo, perderam a vida.

Luzes e sombras

Hoje, 188 anos depois, lembrar a Pedra Bonita não é apenas revisitar o passado. É compreender como a história do nosso povo é feita de luzes e sombras, e como a memória de nossa terra merece ser guardada e compreendida pelas novas gerações.

Por Valdir José Nogueira de Moura, postado no grupo 'Amigos da História' por Rivaldo Paiva.



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Veneziano visita feira de Barra de São Miguel, que recebe carro-pipa, equipamentos agrícolas e ambulância do SAMU

30/05/2026

Após ter participado na noite desta sexta-feira (29/05) do 3º Festival do Leite e do Mel em São José da Lagoa Tapada, no sertão paraibano, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) amanheceu o sábado (30) na Feira Livre e de Animais da cidade de Barra de São Miguel, no Cariri do estado. Ele foi recebido pelo prefeito João Paulo; pelo presidente da Câmara Municipal, César Augusto; pelo ex-prefeito João Batista; vereadores, secretários municipais, auxiliares de governo e pela população em geral. O prefeito Jurema e vereadores de Barra de Santana também estavam presentes.



Veneziano cumprimentou as pessoas, tirou fotos, e elogiou a estrutura da feira e do mercado público. Depois, em frente à sede da Prefeitura, ao lado do mercado, houve a apresentação de um carro-pipa, dois carroções e ensiladeiras que foram garantidas à administração municipal por articulação de Veneziano.



Gestão séria

Ao falar aos prese...

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Após ter participado na noite desta sexta-feira (29/05) do 3º Festival do Leite e do Mel em São José da Lagoa Tapada, no sertão paraibano, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) amanheceu o sábado (30) na Feira Livre e de Animais da cidade de Barra de São Miguel, no Cariri do estado. Ele foi recebido pelo prefeito João Paulo; pelo presidente da Câmara Municipal, César Augusto; pelo ex-prefeito João Batista; vereadores, secretários municipais, auxiliares de governo e pela população em geral. O prefeito Jurema e vereadores de Barra de Santana também estavam presentes.



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Veneziano cumprimentou as pessoas, tirou fotos, e elogiou a estrutura da feira e do mercado público. Depois, em frente à sede da Prefeitura, ao lado do mercado, houve a apresentação de um carro-pipa, dois carroções e ensiladeiras que foram garantidas à administração municipal por articulação de Veneziano.



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Gestão séria

Ao falar aos presentes, o senador anunciou que ainda no mês de junho chegará à cidade uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU. “Para mim é uma alegria extraordinária estar aqui, recebendo todos os gestos, que significam carinho e confiança no que estamos fazendo. O povo de Barra de São Miguel pode bater no peito e dizer: ‘nós temos uma gestão séria e realizadora’. E nós continuaremos a fazer por esta cidade, porque não fiz ainda tudo o que poderia ter feito”, disse ele.



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“Veneziano é um homem incansável, que tem feito muito pela Paraíba. O Legislativo municipal agradece por você ter dado tanta atenção a esta terra”, declarou o presidente da Câmara. “Veneziano nos ajudou na parte da infraestrutura, calçamento, maquinário, recursos para a saúde e muito mais. E nós temos trabalhado aqui, senador, para que todo o seu esforço em Brasília chegue na casa de quem mais precisa”, acentuou o prefeito.



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Após os contatos com comerciantes e clientes, Veneziano almoçou na feira e seguiu para um encontro com o artista Isac Alexandre Damasceno, de quem ganhou uma escultura. Depois, fez uma visita à Igreja Matriz de São Miguel Arcanjo, padroeiro da cidade.



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Nordeste se prepara para maratona de forró; além de Caruaru e Campina Grande, saiba quais cidades devem atrair muitos visitantes

30/05/2026

Chegou o São João. Forró, mesa farta com comidas típicas e animação. O período mais esperado do calendário turístico nordestino está prestes a começar. O mês de junho tem início nesta semana e as festas de São João já movimentam cidades de todo o Nordeste, impulsionando hotéis, aeroportos, restaurantes, comércio, pousadas e o turismo regional.

Reverenciando os santos Santo Antônio, São João e São Pedro, as festividades juninas transformam o Nordeste a região mais procurada no mês de junho. Destino certo. Gente de todo país. Misturas de sotaques, línguas, culturas e cores.

O reinado do forró

Vai começar a maratona de forró, ao som da sanfona, do triângulo e do zabumba. Entre junho e julho, milhões de turistas de todo país e até do exterior, devem circular pelos principais polos juninos da região, em uma temporada que mistura forró, gastronomia típica, quadrilhas juninas, cultura popular e grandes shows.



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Chegou o São João. Forró, mesa farta com comidas típicas e animação. O período mais esperado do calendário turístico nordestino está prestes a começar. O mês de junho tem início nesta semana e as festas de São João já movimentam cidades de todo o Nordeste, impulsionando hotéis, aeroportos, restaurantes, comércio, pousadas e o turismo regional.

Reverenciando os santos Santo Antônio, São João e São Pedro, as festividades juninas transformam o Nordeste a região mais procurada no mês de junho. Destino certo. Gente de todo país. Misturas de sotaques, línguas, culturas e cores.

O reinado do forró

Vai começar a maratona de forró, ao som da sanfona, do triângulo e do zabumba. Entre junho e julho, milhões de turistas de todo país e até do exterior, devem circular pelos principais polos juninos da região, em uma temporada que mistura forró, gastronomia típica, quadrilhas juninas, cultura popular e grandes shows.



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As três cidades mais importantes

Festas importantes do calendário nacional, como o São João de Campina Grande, na Paraíba, espera receber este ano, nos 33 dias de festa, um público superior a mais de 3 milhões de pessoas. Já as festividades juninas de Caruaru, em Pernambuco, se preparam para 3,5 milhões de pessoas.

As cidades de Campina Grande (PB), Caruaru (PE) e Maracanaú (CE) realizam em 2026 as maiores festas juninas do Brasil. Juntos, os eventos devem atrair mais de 10 milhões de visitantes, movimentando a economia do Nordeste com grandes shows, tradições culturais e festivais de quadrilhas.

43 anos do Maior São João do Mundo

O São João de Campina Grande completa em 2026, 43 anos. Conhecida como o“Maior São João do Mundo", a festa na Rainha da Borborema, idealizada pelo poeta Ronaldo Cunha Lima, promete na edição de 2026, atrair um público superior a 3 milhões de pessoas das diversas regiões do País. Este ano, a programação tem início no dia 3 de junho, estendendo-se até 5 de julho. Serão 33 dias de arrasta-pé.



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Injeção na economia

A edição 2026 da festa deve gerar uma movimentação econômica superior a R$ 800 milhões, segundo os dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do município. A projeção de movimentação econômica apresenta um aumento de 10% em comparação com a movimentação gerada pelos festejos juninos em Campina Grande em 2025, quando a festa gerou mais de R$ 780 milhões.

Parque do Povo

O epicentro do São João é o Parque do Povo, uma área gigantesca que está totalmente decorada e com a gigantesca estrutura praticamente montada. Projetado pelo arquiteto Carlos Alberto, o Parque do Povo este ano completa 40 anos de criação, contando com uma estrutura gigante que mistura shows de grandes nomes da música regional e nacional.

A programação contará com mais de 110 atrações musicais distribuídas ao longo de 33 dias no Palco Principal, reunindo artistas de todas as regiões do país e consolidando a festa como um dos maiores eventos culturais do Brasil.

São João de Caruaru preserva tradição popular

A principal rival de Campina Grande pelo título da maior festa é Caruaru. Distante 130km de Recife, Caruaru ostenta o orgulho de realizar o São João mais cultural do país. A festa toma conta do Pátio de Eventos Luiz Gonzaga e de diversos polos espalhados pela cidade, valorizando a identidade do agreste pernambucano.



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Tema deste ano

O evento deste ano tem como tema "Tecido de tradições, costurando gerações". Segundo a gestão municipal, a escolha do tema do São João de Caruaru 2026 tem como proposta homenagear a história do desenvolvimento da Capital do Agreste.

As homenageadas são as mulheres que marcaram a cultura caruaruense, sendo elas, Anastácia Rainha do Forró, Nádia Maia, Prazeres Barbosa e Mércia Pinheiro. Os festejos começaram com a caravana do São João na Roça, que contará com 13 polos nas comunidades rurais.

Além dos grandes shows, o grande destaque turístico são as comidas gigantes, um festival gastronômico onde são servidos cuscuz, canjica, pamonha e pé-de-moleque em tamanhos colossais (muitas vezes pesando centenas de quilos).



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Tradições

A cidade também foca fortemente nas tradições rústicas, trazendo apresentações de bacamarteiros, bandas de pífano e as feiras de artesanato do Alto do Moura, considerado pela Unesco o maior centro de artes figurativas das Américas.

O palco principal do São João de Caruaru, o Pátio de Eventos, terá, pela primeira vez, apresentações de artistas como Roberto Carlos, Belo, Fagner, Sorriso Maroto, Thiaguinho e Anderson Neiff.

Ao mesmo tempo, além das gigantes tradicionais como Campina Grande e Caruaru, outras cidades nordestinas cresceram fortemente nos últimos anos e entraram definitivamente na rota nacional do turismo junino.

São João de Petrolina

O São João de Petrolina, no sertão de Pernambuco, promete este ano superar as edições anteriores. Ao todo, o ciclo junino contará com mais de 100 atrações, com artistas regionais e nacionais, entre junho e julho. A expectativa é de movimentar R$ 350 milhões na economia local, superando os mais de R$ 300 milhões em 2025.

De acordo com a prefeitura, o evento deve gerar cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos e receber aproximadamente 1 milhão de pessoas durante toda a festa. Será realizado de 19 a 27 de junho, no pátio de eventos Ana das Carrancas. A programação contará com artistas que representam a cultura nordestina e nacional, como João Gomes, Gusttavo Lima, Natanzinho Lima, Safadão, Limão com Mel, Ivete Sangalo, Dorgival Dantas, Thiaguinho, Menos é Mais, Nattan, Marisa Monte, Tarcísio do Acordeon e muito mais.



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São João de Mossoró

E tome forró! O São João de Mossoró, no Rio Grande do Norte, se consolidou como um dos maiores da região. O evento Mossoró Cidade Junina consolida a cidade como um dos destinos mais procurados do Nordeste em junho. A festa acontece na Estação das Artes Eliseu Ventania, uma antiga estação ferroviária reaproveitada, e atrai centenas de milhares de turistas. Este ano, será realizado de 6 a 27 de junho.

O espetáculo teatral Chuva de Bala no País de Mossoró é o grande espetáculo da época. Encenado ao ar livre em frente à Igreja de São Vicente, o espetáculo musical narra o orgulho histórico da cidade: o dia em que o povo mossoroense resistiu e expulsou o bando do temido cangaceiro Lampião, em 1927.

São João de São Luiz

O São João maranhense tem uma identidade única. Em vez de focar prioritariamente no forró, a grande estrela da celebração na capital é o Bumba Meu Boi. Os terreiros e “arraiais” espalhados pelo centro histórico e pela cidade misturam as heranças indígena, negra e portuguesa de forma espetacular.
Para colocar o público no ritmo da festa, a área externa da Arena Castelão, em São Luís, vai receber, entre os dias 6 de junho e 5 de julho, mais uma edição do “Bumba Meu São João”. Neste ano, o festival, que é gratuito, contará com 18 atrações nacionais, reunindo nomes do sertanejo, pagode e forró. Entre os artistas confirmados estão Henrique & Juliano, Leonardo, Gusttavo Lima e Péricles.

São João de Salvador

Depois do axé, o forró. Embora o interior baiano seja famoso por festas tradicionais em cidades como Amargosa, Cruz das Almas e Senhor do Bonfim, a capital da Bahia, Salvador, consolidou-se como um destino turístico junino. Dois espaços da cidade concentram eventos massivos que atraem quem quer curtir o clima do interior sem sair da metrópole.

O Centro Histórico (Pelourinho) ganha uma decoração lúdica com milhares de bandeirolas e balões, oferecendo palcos com sanfoneiros tradicionais e trios de forró em cada esquina. Já no Parque de Exposições, grandes arenas recebem shows de proporções equivalentes às do Carnaval. O turismo gastronômico se destaca com o forte consumo de licores artesanais de frutas (como jenipapo e passas), além de bolos de milho, aipim e carimã servidos nos hotéis e restaurantes da cidade.

Os principais municípios

Municípios como Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Irecê e Senhor do Bonfim apostam em grandes nomes do forró, sertanejo e piseiro para atrair turistas e movimentar a economia local. Entre os artistas já confirmados estão João Gomes, Ana Castela, Bruno & Marrone, Léo Santana, Maiara & Maraisa e Dorgival Dantas.
Santo Antônio e Jequié

São João de Cruz 2026 promete cinco dias de festa, começando no dia 20 e terminando no dia 24 de junho, com uma programação recheada de grandes nomes do forró e sertanejo. Em Santo Antônio de Jesus (BA), as comemorações juninas acontecem de 19 a 24 de junho. A prefeitura anunciou atrações locais e nacionais para agitar a cidade. Em Jequié, também na Bahia, as comemorações começam no dia 14 de junho e seguem até o dia 24.

Dessa forma, preservando elementos da cultura nordestina, valorizando a identidade de um povo com os seus costumes, raízes e tradições, as festas juninas tornam o mês de junho um dos mais animados na região, com comidas típicas, música e dança. Mais que transformar as cidades do Nordeste em um grande arraial, essas festas movimentam toda uma cadeia produtiva, geram emprego e renda e aquecem o turismo.

*Severino Lopes é editor regional de O Poder



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As aventuras de Cacimba 43 — O Espelho de Carnaúba Seca: o segredo revelado, por Zé da Flauta*

30/05/2026

O sol da manhã batia nas lentes de Simão, que continuava de vigília com sua pastinha, enquanto Sebastião usava as grades da janela do Posto de Saúde como trampolim.

Do lado de fora, o burburinho dos gravadores e o empurra-empurra dos jornalistas cessaram num estalo quando a porta de madeira rústica finalmente se abriu.

O Padre Teodoro, ainda ajeitando a batina depois do vexame de ter sido pego com um cesto de vime na cabeça tentando espiar a janela, deu um passo à frente junto com o Delegado Alceu.

A rádio A Voz do Sertão abriu o microfone ao vivo. A cidade parecia ter prendido a respiração; até o vento do sertão parou de soprar para ouvir o que o homem dos dois macaquinhos, o tocador de pife tinha a dizer sobre o tal segredo apocalíptico que fizera a metade do povo correr para o confessionário.

Cacimba cruzou os braços na porta, olhou bem para o mar de rostos suados e famintos por escândalo e soltou um risinho de canto de...

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O sol da manhã batia nas lentes de Simão, que continuava de vigília com sua pastinha, enquanto Sebastião usava as grades da janela do Posto de Saúde como trampolim.

Do lado de fora, o burburinho dos gravadores e o empurra-empurra dos jornalistas cessaram num estalo quando a porta de madeira rústica finalmente se abriu.

O Padre Teodoro, ainda ajeitando a batina depois do vexame de ter sido pego com um cesto de vime na cabeça tentando espiar a janela, deu um passo à frente junto com o Delegado Alceu.

A rádio A Voz do Sertão abriu o microfone ao vivo. A cidade parecia ter prendido a respiração; até o vento do sertão parou de soprar para ouvir o que o homem dos dois macaquinhos, o tocador de pife tinha a dizer sobre o tal segredo apocalíptico que fizera a metade do povo correr para o confessionário.

Cacimba cruzou os braços na porta, olhou bem para o mar de rostos suados e famintos por escândalo e soltou um risinho de canto de boca.

"Meus irmãos, a febre queima o corpo, mas o medo queima o juízo", começou ele, tirando o pífano da cintura.

"O segredo que eu gritei no delírio não era sobre ouro enterrado, nem sobre o cofre da cooperativa, e muito menos sobre o diabo vir buscar a alma de ninguém.

O segredo que Carnaúba Seca esconde é que o caderno de fiado da Mercearia de Seu Antônio sumiu na semana passada... e eu sonhei que quem levou foi o jumento de cego."

A multidão de repórteres se olhou sem entender nada, enquanto o povo da cidade começou a rir de nervoso, percebendo que a "bomba" que quase causou uma guerra civil não passava de uma molecagem do subconsciente de um homem febril.

Por trás da piada, no entanto, a calmaria que se instalou trazia o peso da sabedoria que só Cacimba conseguia arrancar do chão rachado.



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Ele deu dois passos à frente, fitou o Padre Teodoro e os figurões da primeira fila e falou mais manso ainda:

"Vocês correram para cá e se atropelaram na igreja não porque eu sei de algo, mas porque vocês sabem o que carregam no peito. O verdadeiro segredo não estava na minha boca, estava na culpa que fez cada um de vocês achar que eu estava falando das suas próprias fraquezas.

O homem passa a vida construindo cercas e trancando baús, mas esquece que a alma não tem chave. O que assusta o mundo não é a mentira que se conta, é a verdade que se adivinha no silêncio do outro."

O silêncio que se seguiu não era mais de expectativa, mas de um aperto forte no peito de quem ouvia.

Olhando para aquelas pessoas, Cacimba viu lágrimas discretas descendo pelo rosto rústico dos moradores que, por dias, reviraram seus piores remorsos temendo o julgamento público.

Ele estendeu a mão, e Simão entregou-lhe um pequeno pedaço de papel em branco tirado da pastinha, o contrato do nada, a promessa do que já somos.

Cacimba levou o pife aos lábios, e as primeiras notas de uma toada mansa começaram a limpar o ar pesado daquela rua.

Carnaúba Seca entendeu, naquele instante, que o maior mistério da vida não é o que os outros escondem de nós, mas o que nós insistimos em esconder de nós mesmos.

*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.



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PSG ganha o título da Liga dos Campeões 2025/26

30/05/2026

O time Paris Saint-Germain (PSG), da França, ganhou do Arsenal, da Inglaterra, o título da Liga dos Campeões 2025/26 neste sábado (30/05), em Budapeste (Hungria).

Depois de um primeiro tempo abaixo da crítica onde um único gol saiu de uma jogada armada, digna das melhores peladas, depois do empate o jogo melhorou de qualidade e tivemos futebol.

Entretanto a partida ficou no um a um, foi para a prorrogação, não decidiu e, nos pênaltis, o PSG ganhou de quatro a três.
O PSG, com o título, passa s ser bicampeão na Liga dos Campeões.

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O time Paris Saint-Germain (PSG), da França, ganhou do Arsenal, da Inglaterra, o título da Liga dos Campeões 2025/26 neste sábado (30/05), em Budapeste (Hungria).

Depois de um primeiro tempo abaixo da crítica onde um único gol saiu de uma jogada armada, digna das melhores peladas, depois do empate o jogo melhorou de qualidade e tivemos futebol.

Entretanto a partida ficou no um a um, foi para a prorrogação, não decidiu e, nos pênaltis, o PSG ganhou de quatro a três.
O PSG, com o título, passa s ser bicampeão na Liga dos Campeões.




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A tirania do fisco também corrói o Estado de Direito, por Marcelo S. Tognozzi*

30/05/2026

Esta semana o advogado Robert Amsterdam voltou a virar notícia na Europa. Venceu uma causa milionária defendendo a cantora Shakira do fisco espanhol. Foi uma goleada. Ela recebeu de volta 55 milhões de euros (cerca de R$ 324 milhões) pagos indevidamente. E Amsterdam lançou livro, escrito em parceria com seu sócio Christopher Wales, especialista em tributos, conselheiro do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, relatando as atrocidades praticadas pela Agência Tributária da Espanha (AEAT). Hacienda y el estado dual estará nas livrarias (inclusive Amazon) a partir do dia 3 de junho.

O livro é explosivo como quase tudo que envolve Amsterdam. Este advogado de 70 anos ficou famoso ao defender o oligarca russo Mikhail Khodorkovsky, então dono da petroleira Yukos. Contratado em 2003 para defender Khodorkovsky, perseguido por fazer oposição ao presidente Wladimir Putin, transformou a disputa numa batalha internacional sobre Estado de Direito, seletividade judicial e uso polí...

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Esta semana o advogado Robert Amsterdam voltou a virar notícia na Europa. Venceu uma causa milionária defendendo a cantora Shakira do fisco espanhol. Foi uma goleada. Ela recebeu de volta 55 milhões de euros (cerca de R$ 324 milhões) pagos indevidamente. E Amsterdam lançou livro, escrito em parceria com seu sócio Christopher Wales, especialista em tributos, conselheiro do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, relatando as atrocidades praticadas pela Agência Tributária da Espanha (AEAT). Hacienda y el estado dual estará nas livrarias (inclusive Amazon) a partir do dia 3 de junho.

O livro é explosivo como quase tudo que envolve Amsterdam. Este advogado de 70 anos ficou famoso ao defender o oligarca russo Mikhail Khodorkovsky, então dono da petroleira Yukos. Contratado em 2003 para defender Khodorkovsky, perseguido por fazer oposição ao presidente Wladimir Putin, transformou a disputa numa batalha internacional sobre Estado de Direito, seletividade judicial e uso político do sistema tributário.

Sua estratégia não foi apenas jurídica, mas sobretudo política. Mobilizou imprensa, organismos multilaterais, investidores estrangeiros e cortes internacionais. Acusou o Kremlin de usar a máquina fiscal como arma política para expropriar ativos privados e intimidar oligarcas críticos ao regime.

Serviço secreto de Putin

Sua ousadia rendeu-lhe uma visita do serviço secreto de Putin. No meio da noite agentes invadiram seu quarto no hotel em Moscou, o detiveram e, em seguida, veio uma ordem de expulsão. A ofensiva russa terminou com a quebra da Yukos, prisão de Khodorkovsky e confisco dos principais ativos da companhia pela estatal Rosneft. Amsterdam retaliou entrando com ações nos tribunais europeus, pedindo indenização. O Tribunal de Haia condenou a Rússia a pagar US$ 50 bilhões, mas Putin fez cara de paisagem.

O livro de Amsterdam e Wales é importante, porque mostra o lado escuro de um país que se diz democrático, mas faz vista grossa para distorções típicas da ditadura franquista, enterrada em 1975 com as primeiras eleições livres desde os anos 1930. É uma denúncia contundente, inspirada na teoria do cientista político e advogado alemão Ernst Fraenkel (1898-1975). No seu livro O Estado Dual, de 1941, ele descreve a ditadura nazista como um sistema de governo com 2 tipos de autoridade coexistindo dentro do mesmo marco institucional.

O estado normativo e o “outro”

O estado normativo, com leis, tribunais, cidadania, direitos, normas econômicas e uma certa previsibilidade. E outro estado operando à margem destas regras, exercendo um poder sem limites legais, agindo discricionariamente, disseminando o medo e a imprevisibilidade da força coercitiva. Qualquer um, especialmente adversários políticos, poderiam receber a qualquer hora a visita da polícia em casa. Desta forma, os regimes totalitários decidiam o que aconteceria quando estivessem em jogo os interesses do estado e de seus mandatários.

Depois de 85 anos, a teoria de Fraenkel, testada e comprovada, continua de pé. Totalitarismos disfarçados corroem por dentro democracias, semeando o medo, insegurança e a diáspora de riquezas na qual estão empreendedores, artistas, financistas, atletas, cientistas e qualquer um com talento para ganhar dinheiro. No Hacienda y el estado dual, Amsterdam e Wales mostram a vida como ela é nas relações entre o fisco espanhol e os contribuintes. Nesta investigação que consumiu 2 anos de trabalho, revelam a verdadeira tirania de um estado com uma fome voraz por arrecadar cada vez mais. Se Shakira não tivesse contratado o escritório de Robert Amsterdam, provavelmente teria o mesmo destino de milhares e milhares de espanhóis nas últimas décadas, vítimas de um sistema que premia o fiscal quanto mais ele arrecada.

Prêmio em dinheiro

Ao contrário da França, Inglaterra, Suécia, Estados Unidos ou Canadá, a Espanha instituiu um prêmio em dinheiro. No ano passado, o sindicato dos fiscais de renda conseguiu incluir no orçamento 125 milhões de euros (cerca de R$ 736 milhões) para serem distribuídos como bônus de produtividade. Impossível qualquer fiscalização imparcial. Detalhe: se a justiça decidir que o fiscal errou ele não precisa devolver o bônus.

O livro mostra o quanto este tipo de incentivo favorece a tirania do fisco contra os contribuintes. Os prazos para prestar esclarecimentos são curtos, as fiscalizações na maioria das vezes são iniciadas sem base jurídica sólida e provas são colhidas sem mandados específicos. Na maioria das vezes os processos partem de teoria e não de provas concretas para investigar qualquer contribuinte. Zero transparência.

Isso acontece num país onde a carga tributária pode chegar a 47% para pessoas físicas. Além de pagar caro para manter o estado, o contribuinte acaba sendo achacado pela truculência da Receita, movida à base de bonificações pagas com os impostos deste mesmo contribuinte.

Governos que romperam com princípios

No livro Como as democracias morrem de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, são listados exemplos de governos eleitos que romperam com os princípios democráticos, citando Hungria, Venezuela e Peru. Mas não penetram fundo neste lado escuro tratado por Fraenkel e Amsterdam e Wales.

Da mesma forma que os extremismos ameaçam os regimes democráticos, a burocracia sevada com prêmio em dinheiro, tendo como único objetivo o aumento de arrecadação, é um veneno a corroer o Estado de Direito. Numa entrevista ao jornal El Español, Amsterdam contou da sua surpresa quando, numa feira de livros de Barcelona, as pessoas compravam exemplares do Hacienda y el estado dual com dinheiro vivo. “Eles diziam ter medo da Receita descobrir que estavam gastando com aqueles livros. Nunca vi tanta gente comum com tanto medo do fisco”, arrematou.

A cidadania está em xeque num mundo com cada vez menos dinheiro vivo, o que garroteia a liberdade do cidadão comum de gastar o que ganha como bem entender, e enorme pressão por arrecadar não importando as consequências. Afinal, quem fiscalizará o fiscal? No caso da Espanha, o contribuinte emparedado fica entre a cruz e a espada: se faz um acordo e paga, admite a fraude. Se enfrenta, sofre devassa financeira de consequências imprevisíveis.

Relações entre o estado e o cidadão

O livro de Amsterdam e Wales nos faz refletir sobre a qualidade das relações entre o estado e o cidadão. Nos países ditos democráticos, até que ponto a sociedade estaria disposta a aceitar o controle extremo sobre a vida das pessoas, num mundo já devassado por câmeras ou redes sociais, sem freios para exposições?

A diluição da intimidade, a subtração do direito de não ser visto nem reconhecido, como já acontece na China, por exemplo, aos poucos vai virando o novo normal. Na Espanha, a tirania do fisco é cupim a corroer o Estado de Direito de dentro para fora. Deve ser complicado viver num país onde imposto vale mais que democracia.

*Marcelo Tognozzi é referência no jornalismo contemporâneo.

NR - Autorizada a postagem do artigo, originalmente publicado no Poder 360. O título foi mudado e os intertítulos inseridos à revelia do autor.




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Historiador Daniel Breda lança quinta-feira (04) Guia do Brasil Holandês, no Museu do Estado de Pernambuco

30/05/2026

O historiador pernambucano Daniel Breda lança, na próxima quinta-feira (04/06) às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco, o livro Guia do Brasil Holandês, obra bilíngue (português/inglês) voltada para turismo cultural, educação patrimonial e difusão histórica. O projeto reúne pesquisa histórica, formação profissional e experiências urbanas ligadas ao patrimônio compartilhado entre Brasil e Países Baixos no século XVII.

Mais do que um livro, a publicação integra um trabalho amplo de valorização do patrimônio histórico ligado à presença neerlandesa no Nordeste brasileiro, especialmente nas cidades do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

Na prática, combina três frentes principais: a publicação de um livro-guia histórico bilíngue; a realização de workshops e treinamentos para guias de turismo e profissionais de museus; e o desenvolvimento de uma rota ciclística histórica no Recife.

Patrimônio Brasil-Países Baixos

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O historiador pernambucano Daniel Breda lança, na próxima quinta-feira (04/06) às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco, o livro Guia do Brasil Holandês, obra bilíngue (português/inglês) voltada para turismo cultural, educação patrimonial e difusão histórica. O projeto reúne pesquisa histórica, formação profissional e experiências urbanas ligadas ao patrimônio compartilhado entre Brasil e Países Baixos no século XVII.

Mais do que um livro, a publicação integra um trabalho amplo de valorização do patrimônio histórico ligado à presença neerlandesa no Nordeste brasileiro, especialmente nas cidades do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

Na prática, combina três frentes principais: a publicação de um livro-guia histórico bilíngue; a realização de workshops e treinamentos para guias de turismo e profissionais de museus; e o desenvolvimento de uma rota ciclística histórica no Recife.

Patrimônio Brasil-Países Baixos

A iniciativa busca ampliar a divulgação do patrimônio compartilhado Brasil–Países Baixos através do turismo cultural e da educação patrimonial, estimulando novas formas de leitura da paisagem urbana e da memória histórica da região.

O livro foi concebido com rigor acadêmico, mas em linguagem acessível ao público geral, funcionando simultaneamente como guia histórico, material educativo e instrumento de visitação cultural.

Entre os objetivos do projeto estão: oferecer formação qualificada para profissionais ligados ao turismo e à mediação cultural; aproximar o público brasileiro e neerlandês da história do Brasil Holandês; estimular a preservação do patrimônio histórico através do turismo cultural; e criar novas experiências de circulação urbana e leitura da cidade histórica.

A rota ciclística histórica será desenvolvida em parceria com a empresa La Ursa Tours, conectando patrimônio histórico e mobilidade urbana inspirada na tradição ciclística neerlandesa. O projeto recebeu o apoio do Fundo para Patrimônio Cultural, através da Embaixada do Reino dos Países Baixos.

Sobre o livro

O Guia do Brasil Holandês é um percurso histórico pelo Recife, Olinda e arredores, explorando os vestígios materiais, urbanos e culturais do período da ocupação neerlandesa no século XVII.

Com textos em português e inglês, a obra articula mapas, referências históricas e interpretação do espaço urbano para apresentar ao leitor uma experiência de imersão na história do chamado Patrimônio Compartilhado Brasil–Países Baixos.

O enfoque central do livro é o tecido urbano do Recife e suas conexões regionais, considerando não apenas os monumentos mais conhecidos, mas também paisagens, fortificações, igrejas, canais, ruas e espaços ligados à experiência histórica do período holandês.

O projeto inclui ainda ações formativas junto a instituições culturais e museológicas, entre elas: Instituto Ricardo Brennand, Museu da Cidade do Recife, Museu do Estado de Pernambuco, Sinagoga Kahal Zur Israel, Forte do Brum, além de profissionais ligados ao trade turístico pernambucano.



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Período holandês sem ingenuidade

“Um dos objetivos do livro é olhar para o período holandês sem ingenuidade e sem tomar partido automático entre holandeses e portugueses. Era, antes de tudo, uma guerra entre potências coloniais”, afirmou o escritor Daniel Breda.

“O que mais me interessa nesse processo é perceber como a presença neerlandesa produziu uma documentação artística, técnica e científica absolutamente singular para a história do Brasil. Isso nos deixou um legado que permite conhecer o Pernambuco do século XVII com um grau de detalhe raro em qualquer outra região brasileira daquele período”, acrescentou ele.

O autor destacou, ainda, que o trabalho “procura mostrar como a ocupação holandesa deixou marcas profundas na construção da cidade, no urbanismo, na relação com o meio ambiente e até na formação dos bairros e dos subúrbios do Recife e de Olinda”.

“Ao mesmo tempo, ele aborda questões complexas da economia açucareira, da escravização de africanos e das relações entre poderes coloniais e populações indígenas. Mais do que revisitar um passado pitoresco, a proposta é entender como esse período ajudou a moldar a sociedade pernambucana”, frisou.


Um guia menos pitoresco

Breda disse que quis escrever um guia menos pitoresco do que costumam ser livros assim. “Existe em Pernambuco uma tradição muito rica de guias históricos: Mario Sette, Gilberto Freyre, Pereira da Costa – para citar alguns clássicos. E eu me considero devedor dessa tradição. Mas o livro tenta olhar criticamente tanto para as fontes quanto para o imaginário criado em torno da ocupação holandesa, desmontando certos mitos simplistas sobre ser ‘pró-holandês’ ou ‘pró-português’ e sobre a própria formação da identidade pernambucana.

Natural do Recife, Daniel Breda é historiador, mestre em História, com especialização na história judaica durante o período holandês em Pernambuco. Foi pesquisador do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco, sediado na Sinagoga Kahal Zur Israel. Também desenvolveu projetos nas áreas de patrimônio cultural, turismo histórico e educação patrimonial, frequentemente articulados a linguagens artísticas e audiovisuais.

Entre seus trabalhos e projetos destacam-se: Circuito Histórico Judaico de Pernambuco; Projeto Trilha dos Holandeses no Recife; documentários Maurits Script e Doce Brasil Holandês; participação no documentário Drie op Reis, da TV Nederland 3; Plano Piloto de Educação Patrimonial do Estado de Pernambuco; Peça teatral Babilônia Tropical; bem como cursos e oficinas sobre patrimônio cultural e história do Brasil Holandês.

Serviço
Lançamento do livro Guia do Brasil Holandês

Local: Museu do Estado de Pernambuco
Data: 04 de Junho de 2026
Horário: 19h às 21h

O evento é aberto ao público
Instagram: @guiadobrasilholandes

No site www.guiadobrasilholandes.com.br será possível acessar um mapa interativo dos locais discutidos pelo projeto, em Olinda, Recife e Jaboatão.



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Senadores começam a apreciar, de fato, PEC do fim da escala 6X1 a partir da próxima semana

30/05/2026

Começa a tramitar de fato, no Senado, a partir de segunda-feira (01/06) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais, permitindo aos trabalhadores dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados. A PEC 221/19 foi aprovada por ampla maioria na quarta-feira (27/05), em dois turnos, pela Câmara dos Deputados. A bola agora está, portanto, com os senadores.

Um dos pontos polêmicos que os integrantes dessa Casa legislativa terão que decidir é se a carga horária será reduzida em um período de transição de 14 meses, sem que haja qualquer redução de salário, ou de imediato.

Na Câmara, os deputados aprovaram um substitutivo (texto alternativo) do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais, assim como para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), que dividia carga máxima de 36 horas em quatro dias de t...

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Começa a tramitar de fato, no Senado, a partir de segunda-feira (01/06) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais, permitindo aos trabalhadores dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados. A PEC 221/19 foi aprovada por ampla maioria na quarta-feira (27/05), em dois turnos, pela Câmara dos Deputados. A bola agora está, portanto, com os senadores.

Um dos pontos polêmicos que os integrantes dessa Casa legislativa terão que decidir é se a carga horária será reduzida em um período de transição de 14 meses, sem que haja qualquer redução de salário, ou de imediato.

Na Câmara, os deputados aprovaram um substitutivo (texto alternativo) do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais, assim como para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), que dividia carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho.

Prazo de transição

Conforme o texto aprovado, após dois meses da publicação da emenda constitucional passam a valer dois dias de descanso remunerado por semana. A preferência é de que pelo menos um desses dias seja aos domingos. A partir de então, os trabalhadores celetistas terão de cumprir a carga horária semanal máxima de 42 horas.

Somente um ano após esse período — atendendo o prazo de 14 meses — é que será estabelecida definitivamente a carga semanal de 40 horas. Durante esse prazo de transição, será permitido que, por convenção ou acordo coletivo de trabalho, seja ampliada a duração diária da jornada (geralmente de oito horas) para que sejam cumpridas as 42 horas semanais.

Debate sobre impactos econômicos

O Senado já aprovou requerimento para a realização de sessão temática destinada a debater os possíveis impactos sociais e econômicos da PEC. Assinaram o requerimento os senadores Dr. Hiran (PP-RR), Wellington Fagundes (PL-MT), Weverton (PDT-MA) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Também foi iniciada a pressão de representantes do setor empresarial. Na última semana, um grupo formado por dirigentes do setor pediu durante audiência com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que a discussão da proposta seja feita “de maneira técnica e, de preferência, após as eleições de outubro”.

Setor produtivo pede mais tempo

Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban disse que a intenção da visita não foi contestar a proposta, mas “buscar uma solução que atenda a todos os envolvidos”. Não se pode discutir um assunto desses, com tamanha seriedade e importância, de uma forma açodada. Esperamos e temos fé que o Senado vai entender iss”, disse Alban.

Muitos senadores já manifestaram suas posições. Em discurso no plenário, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) abriu o debate sobre o assunto criticando o fim da escala 6x1, sem redução de salário. Para o parlamentar, a proposta “tem caráter eleitoral e não deveria ser analisada pelos senadores antes das eleições”.

“Não houve aumento de produtividade e investimento em máquinas que justificassem isso. As consequências são terríveis. Isso tem um efeito devastador em escola privada e em muitas prefeituras e estados que remuneram por hora, que contratam por CLT [Consolidação das Leis do Trabalho]. Ninguém para pra pensar nisso”.

Base do governo quer votação rápida

Na contramão, o senador Cleitinho (Republicanos-DF) apoiou os dois dias de folga previstos na PEC e pediu que a matéria seja votada o quanto antes. Para ele, a pauta não é de esquerda nem de direita.

“Essa não é uma pauta ideológica, gente. Vai lá na rua, vai ao shopping, vai ao supermercado e pergunta ao trabalhador se ele é de esquerda ou de direita. Ele está se lixando para isso! Ele quer ter um pouco de dignidade, e eu tenho propriedade para falar disso, porque a vida inteira eu trabalhei nessa maldita escala”, afirmou Cleitinho.

O senador Humberto Costa (PT-PE), que manifestou voto favorável, disse esperar que a PEC seja analisada pelo plenário antes do recesso parlamentar de julho. “Mesmo com uma oposição tacanha, que de tudo fez para criar obstáculos à aprovação da matéria, conseguimos uma estrondosa vitória na Câmara. Eu espero que seja rapidamente votada também no Senado, em favor das trabalhadoras e dos trabalhadores brasileiros”, frisou.

— Com Agência Senado




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Câmara dos Deputados vai priorizar na próxima semana votação de projetos relacionados à área de Saúde

30/05/2026

Enquanto no Senado Federal as discussões da próxima semana têm como foco principal a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 para instituição do modelo 5x2, na Câmara dos Deputados, os parlamentares se preparam para iniciar junho com a primeira semana voltada para a apreciação de projetos da área de Saúde.

O objetivo é acelerar a apreciação dessas matérias, de foram que sejam votadas antes do final do mês. Inclusive, em função de outras propostas que devem nortear as votações do plenário logo depois, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no final deste primeiro semestre.

Sem falar na época das festas juninas e nos preparativos para início das eleições (que costumam fazer com que os parlamentares permaneçam mais tempo nos seus estados).

Projetos em destaque

Um dos destaques é o Projeto de Lei (PL) 4225/23, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), que...

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Enquanto no Senado Federal as discussões da próxima semana têm como foco principal a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 para instituição do modelo 5x2, na Câmara dos Deputados, os parlamentares se preparam para iniciar junho com a primeira semana voltada para a apreciação de projetos da área de Saúde.

O objetivo é acelerar a apreciação dessas matérias, de foram que sejam votadas antes do final do mês. Inclusive, em função de outras propostas que devem nortear as votações do plenário logo depois, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no final deste primeiro semestre.

Sem falar na época das festas juninas e nos preparativos para início das eleições (que costumam fazer com que os parlamentares permaneçam mais tempo nos seus estados).

Projetos em destaque

Um dos destaques é o Projeto de Lei (PL) 4225/23, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento. Tem como foco pessoas com dificuldades de aprendizagem.

De acordo com o parecer preliminar da relatora, deputada Andreia Siqueira (PSB-PA), por meio desse PL, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Pessoas com epilepsia

Esse público deverá contar, por exemplo, com tempo adicional para as avaliações, ambiente com menos estímulos para distraí-los, oferta de pessoa para ler (ledor) o material, uso de recursos tecnológicos de apoio e flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

Também está em pauta da Câmara o Projeto de Lei 5538/19, do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), que institui o Programa Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Epilepsia.

Atendimento integral

Segundo o substitutivo da Comissão de Saúde, do deputado Dr. Zacharias Kalil (MDB-GO), os objetivos gerais do programa são proporcionar atendimento integral a pessoas com a doença para reduzir suas manifestações clínicas e sequelas, além de combater a estigmatização social.

A ser desenvolvido no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa pretende melhorar o diagnóstico e o tratamento das pessoas com epilepsia em todos os níveis de atenção à saúde e promover ações educativas para divulgar informações sobre a doença.

Medicamentos hemoderivados

Por sua vez, de autoria do deputado Jorge Solla (PT-BA), o Projeto de Lei 424/15 autoriza a Hemobrás a celebrar contrato de fornecimento com o SUS por meio de dispensa de licitação se a estatal for a única instituição a produzir medicamentos hemoderivados. Criada em 2004, a Hemobrás produz medicamentos derivados do fracionamento do plasma do sangue doado nos postos de coleta em todo o país.

— Com informações da Agência Câmara




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Lei que estimula mulheres artesãs e reconhece ofícios como rendeira, tricoteira e bordadeira entra em vigor

30/05/2026

Está em vigor a Lei 15.419/26, sancionada nesta sexta-feira (29/05), que prevê medidas de estímulo à atividade profissional de mulheres artesãs. A nova legislação determina que os governos Federal, estaduais e municipais passem a regulamentar e promover ações voltada para o fortalecimento do trabalho dessas trabalhadoras.

Entre as medidas previstas estão: a assistência técnica para a qualificação das artesãs (1); incentivos à comercialização dos produtos (2); campanhas de valorização do artesanato feminino (3); e apoio à participação em feiras, exposições e outros espaços de divulgação (4).

A lei teve origem no Projeto de Lei 6249/19, apresentado pela ex-deputada federal Rosa Neide (MT) e pelo deputado federal licenciado José Guimarães (CE). Foi aprovada pela Câmara dos Deputados no final de 2025 e no Senado, no início desse mês.



Categorias reconhecidas como ofícios

A norma lista, como exemplos...

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Está em vigor a Lei 15.419/26, sancionada nesta sexta-feira (29/05), que prevê medidas de estímulo à atividade profissional de mulheres artesãs. A nova legislação determina que os governos Federal, estaduais e municipais passem a regulamentar e promover ações voltada para o fortalecimento do trabalho dessas trabalhadoras.

Entre as medidas previstas estão: a assistência técnica para a qualificação das artesãs (1); incentivos à comercialização dos produtos (2); campanhas de valorização do artesanato feminino (3); e apoio à participação em feiras, exposições e outros espaços de divulgação (4).

A lei teve origem no Projeto de Lei 6249/19, apresentado pela ex-deputada federal Rosa Neide (MT) e pelo deputado federal licenciado José Guimarães (CE). Foi aprovada pela Câmara dos Deputados no final de 2025 e no Senado, no início desse mês.



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Categorias reconhecidas como ofícios

A norma lista, como exemplos de ofícios exercidos por mulheres artesãs, os de rendeira, tricoteira, tapeceira, labirinteira, bordadeira, ceramista, trançadeira, fiandeira, costureira, tecelã, bonequeira, coureira, entalhadora e crocheteira.

Também abre a possibilidade de reconhecimento de outros ofícios exercidos pelas artesãs (pela relevância cultural, social e econômica, e pela preservação de tradições e saberes populares).

Atualização do estatuto

A lei inclui explicitamente a palavra “artesã” na legislação vigente e assegura atenção especial às artesãs na concessão de linhas de crédito especiais e em políticas focadas na redução das desigualdades entre homens e mulheres.

O texto atualizou o Estatuto da Artesã e do Artesão e a Lei 12634/12, que instituiu o dia 19 de março como o Dia Nacional do Artesão. Além disso, a Carteira Nacional da Artesã e do Artesão passa a ser válida por três anos, prazo renovável mediante comprovação das contribuições sociais previstas em regulamento. Antes a validade era de um ano.

— Com Agência Câmara de Notícias



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