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Mano Medeiros : servidores do Jaboatão dos Guararapes terão aumento acima da inflação

09/05/2025

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Depois do reajuste salarial aos profissionais da Educação, o prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, anunciou hoje, sexta-feira (09/05) o aumento salarial para os demais servidores do município. Após rodadas de negociação com os sindicatos que representam 12 categorias profissionais, ficou definido que o reajuste será de 5,33%.

Esse percentual

Ficou bem acima da tabela do IPCA, que foi de 4,56%. O acordo foi fechado com o Sindicato dos Servidores Municipais de Jaboatão dos Guararapes - SINSMUJG. O reajuste será feito em duas parcelas. A partir de maio, será aplicado o percentual de 4,56%. E, em outubro deste ano, a diferença percentual será implementada na folha de pagamento.

O aumento

Vai repercutir financeiramente com uma despesa anual no valor de R$ 313.153.832,45. As 12 categorias beneficiadas abrangem um universo de 3.090 servidores lotados em todos os setores da Prefeitura do Jaboatão dos G...

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Depois do reajuste salarial aos profissionais da Educação, o prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, anunciou hoje, sexta-feira (09/05) o aumento salarial para os demais servidores do município. Após rodadas de negociação com os sindicatos que representam 12 categorias profissionais, ficou definido que o reajuste será de 5,33%.

Esse percentual

Ficou bem acima da tabela do IPCA, que foi de 4,56%. O acordo foi fechado com o Sindicato dos Servidores Municipais de Jaboatão dos Guararapes - SINSMUJG. O reajuste será feito em duas parcelas. A partir de maio, será aplicado o percentual de 4,56%. E, em outubro deste ano, a diferença percentual será implementada na folha de pagamento.

O aumento

Vai repercutir financeiramente com uma despesa anual no valor de R$ 313.153.832,45. As 12 categorias beneficiadas abrangem um universo de 3.090 servidores lotados em todos os setores da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes.

O prefeito

Mano Medeiros assinou mais esse acordo e reafirmou o compromisso do Governo Municipal em valorizar todas as categorias de trabalhadores. "Essa semana já fechamos um acordo com o pessoal da Educação. Agora, mais uma etapa vencida, que vai beneficiar milhares de trabalhadores do Jaboatão. Como sempre, resultado de um esforço orçamentário e financeiro, garantindo melhorias salariais para todos", disse Mano.

Leia outras informações

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Trump anuncia que operação entre EUA e Nigéria matou segundo nome do grupo terrorista Estado Eslâmico

16/05/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (15/05) que uma operação militar conjunta entre forças especiais norte-americanas e as Forças Armadas da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, considerado o segundo na linha de comando global do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS).

O anúncio foi feito por Trump em sua rede social e depois confirmado pelo presidente da Nigéria, Bola Ahmed Adekunle Tinubu.

De acordo com a declaração de Trump, a missão foi descrita como "meticulosamente planejada e muito complexa". O líder terrorista, apontado pelo governo americano como o mais ativo em atividade no mundo, usava o continente africano como base operacional oculta.

Interrupção de novos atentados

O governo dos EUA afirmou que a eliminação de al-Minuki enfraquece significativamente as operações globais do ISIS e interrompe o planejamento de novos atentados contra civis na África e em alvos am...

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (15/05) que uma operação militar conjunta entre forças especiais norte-americanas e as Forças Armadas da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, considerado o segundo na linha de comando global do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS).

O anúncio foi feito por Trump em sua rede social e depois confirmado pelo presidente da Nigéria, Bola Ahmed Adekunle Tinubu.

De acordo com a declaração de Trump, a missão foi descrita como "meticulosamente planejada e muito complexa". O líder terrorista, apontado pelo governo americano como o mais ativo em atividade no mundo, usava o continente africano como base operacional oculta.

Interrupção de novos atentados

O governo dos EUA afirmou que a eliminação de al-Minuki enfraquece significativamente as operações globais do ISIS e interrompe o planejamento de novos atentados contra civis na África e em alvos americanos. O presidente também agradeceu publicamente a parceria e a coordenação do governo da Nigéria no suporte logístico e tático da ação.

Segundo o presidente nigeriano, al-Minuki era "alto responsável pelo Estado islâmico e um dos terroristas mais ativos no mundo". "Nossas forças armadas negras, determinadas e travadas em colaboração militar com as forças armadas dos Estados-Unidos, passaram por uma operação conjunta audaciosa que deu um golpe durante os limites do Estado islâmico", declarou Tinubu.

Al-Mainuki era considerado a figura-chave na organização e financiamento do Estado Islâmico e vinha planejando ataques contra os Estados Unidos e seus interesses, de acordo com um funcionário que falou sob condição de anonimato a Associated Press.

No comando desde 2018

Nascido na província de Borno, na Nigéria, em 1982, al-Mainuki assumiu o comando da filial do Estado Islâmico na África Ocidental depois que o líder anterior do grupo na região, Mamman Nur, foi morto em 2018, de acordo com o Counter Extremism Project, que monitora grupos militantes.

Al-Mainuki estava baseado na região do Sahel, conforme informações do grupo de monitoramento. Em dezembro, Trump ordenou que as forças americanas lançassem ataques contra o grupo Estado Islâmico na Nigéria, embora tenha divulgado poucos detalhes na época sobre o impacto.

A Nigéria tem lutado contra múltiplos grupos armados, incluindo pelo menos dois afiliados ao Estado Islâmico, enquanto enfrenta uma crise de segurança multifacetada. Os afiliados do Estado Islâmico na África emergiram como alguns dos grupos militantes mais ativos do continente após o colapso do califado do Estado Islâmico na Síria e no Iraque em 2017.

— Com Agências Internacionais de Notícias




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DataFolha aponta empate entre Lula e Flávio no 2º turno; mas pesquisa foi feita antes do escândalo 'Dark Horse'

16/05/2026

O resultado da mais recente pesquisa do Instituto DataFolha, divulgado no início da tarde deste sábado (16/05) apontou empate para o segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois têm 45% das intenções de voto. No quesito rejeição, 47% dos entrevistados disseram que não votariam no atual presidente no primeiro turno, enquanto 43% disseram o mesmo sobre Flávio.

Aparentemente, não houve muita alteração em relação aos percentuais anteriores, se não fosse um grande detalhe: a pesquisa foi realizada entre a terça-feira (12/05) e a quarta-feira (13/05), ou seja,antes da divulgação do caso “Dark Horse”. Assim ficou conhecida a descoberta de mensagens trocadas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Portanto, a pesquisa não registrou o impacto do eleitorado em relação às notícias dos últimos dias, que revelaram proximidade entre o ex-banqueiro, atualmente preso, e o clã Bolsonaro. Nas mensagens...

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O resultado da mais recente pesquisa do Instituto DataFolha, divulgado no início da tarde deste sábado (16/05) apontou empate para o segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois têm 45% das intenções de voto. No quesito rejeição, 47% dos entrevistados disseram que não votariam no atual presidente no primeiro turno, enquanto 43% disseram o mesmo sobre Flávio.

Aparentemente, não houve muita alteração em relação aos percentuais anteriores, se não fosse um grande detalhe: a pesquisa foi realizada entre a terça-feira (12/05) e a quarta-feira (13/05), ou seja,antes da divulgação do caso “Dark Horse”. Assim ficou conhecida a descoberta de mensagens trocadas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Portanto, a pesquisa não registrou o impacto do eleitorado em relação às notícias dos últimos dias, que revelaram proximidade entre o ex-banqueiro, atualmente preso, e o clã Bolsonaro. Nas mensagens, que começaram a ser divulgadas no fim da tarde de quarta-feira, Flávio cobra de Vorcaro o pagamento de valores para bancar a produção de filme sobre a vida do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — produção a ser intitulada “Dark Horse” (forma como ficou conhecido o caso.

Intenções de voto

Conforme o resultado apurado, Lula e Flávio seguem empatados com 45% das intenções de voto cada um, na simulação de segundo turno. Outros 9% dizem que votariam em branco ou nulo, e 1% afirma que não sabe em quem votará.

No tocante às rejeições, entre os entrevistados, 47% dizem que não votariam no atual presidente de jeito nenhum no primeiro turno, enquanto 43% não votariam em Flávio. As porcentagens seguem estáveis: eram de 48% e 46% de rejeição, respectivamente, em abril.

Vantagem de Lula sobre Zema e Caiado

O levantamento aponta que Lula abriu vantagem sobre os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Na disputa direta com Zema, Lula aparece com 46% das intenções de voto, frente a 40% do ex-governador de Minas Gerais. Já contra Caiado, o petista marca 46%, ante 39% do ex-governador de Goiás. Em ambos os casos, 13% dos eleitores dizem que votariam em branco, e 2%, que não sabem.

No levantamento anterior, em abril, Lula estava em empate técnico com Flávio, Zema e Caiado na simulação de segundo turno.

Primeiro turno

Na pesquisa desta semana, no cenário estimulado de primeiro turno, o presidente aparece com 38% dos votos, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%, Zema e Caiado, com 3%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Outros 9% afirmam que votarão branco ou nulo e, 3%, dizem que não sabem.

Em outra hipótese de primeiro turno, com Ciro Gomes (PSDB) na disputa, Lula registra 37%, empatado tecnicamente com Flávio, com 34%. O tucano aparece com 5% das intenções de voto, enquanto Zema tem 4%, e Caiado, Renan Santos e Augusto Cury (Avante) têm 2% cada. Ciro Gomes já afirmou, entretanto, que não pretende concorrer ao Palácio do Planalto —ele é pré-candidato ao Governo do Ceará.

Pergunta espontânea

Na pergunta espontânea, quando o instituto não apresenta o nome dos candidatos, Lula tem larga vantagem, com 27% das menções. Flávio aparece depois, com 18%, seguido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (que está inelegível), com 3%, e Caiado, com 1%. Nesse cenário, 3 9% afirmam que não sabem em quem pretendem votar.

O Datafolha perguntou a cada entrevistado em qual número ele se encaixa, considerando uma escala de 1 a 5, em que 1 é bolsonarista e 5, petista. Assim, o eleitor que se identifica como o número 3 não está alinhado a nenhum dos polos.

Num cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, 38% desses eleitores independentes afirmam que votariam no filho de Bolsonaro, e 32%, no presidente, situação de empate técnico, uma vez que a margem de erro nesse grupo é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos. Outros 27% dizem que votariam em branco ou nulo.

O Datafolha realizou 2.004 entrevistas com a população brasileira de 16 anos ou mais, em todo o Brasil, em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

— Com DataFolha e informações do UOL e da Folha de São Paulo




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Em lugar da reputação Ypê escolheu proteger o caixa e acabou contaminando a imagem, o balanço e o futuro do seu negócio

16/05/2026

Por Fernando Castilho*

Indústrias, redes de comércio e de serviços e investidores devem prestar muita atenção ao caso da empresa Química Amparo Ltda., dona da marca Ypê. Não apenas pelo que ele fez na defesa de suas posições na Anvisa, mas também pelo que ele não fez em termos de proteção de seu ativo reputacional, que é a sua marca.

Como se sabe, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Na prática, significa a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos.

A agência manteve os termos da Resolução nº 1.834, de 05 de maio, punindo a empresa por descumprimento da Resolução RDC nº 47, de 2013, que instituiu no Brasil o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes, detectado durante inspeção sanitária realizada na fábrica...

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Por Fernando Castilho*

Indústrias, redes de comércio e de serviços e investidores devem prestar muita atenção ao caso da empresa Química Amparo Ltda., dona da marca Ypê. Não apenas pelo que ele fez na defesa de suas posições na Anvisa, mas também pelo que ele não fez em termos de proteção de seu ativo reputacional, que é a sua marca.

Como se sabe, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Na prática, significa a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos.

A agência manteve os termos da Resolução nº 1.834, de 05 de maio, punindo a empresa por descumprimento da Resolução RDC nº 47, de 2013, que instituiu no Brasil o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes, detectado durante inspeção sanitária realizada na fábrica de Amparo (SP) em abril. A Anvisa suspendeu a determinação de recolhimento dos produtos pela empresa.

O caso ganhou repercussão nacional além da punição da agência pela determinação do recolhimento dos produtos, mas pela associação de políticos com o caso lembrando que os acionistas da Química Amparo Ltda., fizeram doações para o então candidato Jair Bolsonaro e até a associação de que a Anvisa estava privilegiando a empresa em favor da Minuano, controlada pelo grupo J&F dos irmão Batista, que tem ligações com o governo Lula.

Denúncia foi de um concorrente

Felizmente, a divulgação da informação de que foi a partir da denúncia de uma empresa concorrente, a Unilever, usando uma plataforma da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), além de um canal de comunicação formal com a Anvisa, trouxe ao público uma prática de mercado que é a fiscalização dos produtos pelas próprias concorrentes, o que é muito bom para o consumidor.

A revelação veio com uma informação adicional que ajuda a entender o caso e mais ainda o erro da Química Amparo Ltda., no gerenciamento da crise reputacional da marca Ypê: Unilever já enfrentou problema semelhante ao da Ypê no exterior. Em dezembro de 2022, a marca The Laundress, comprada em 2019, fez um recall voluntário de 8 milhões de unidades de produtos como detergentes para roupas e amaciantes nos Estados Unidos e no Canadá.

O motivo era a presença de bactérias que poderiam afetar pessoas com sistema imunológico enfraquecido e outros problemas de saúde. Foram recolhidas 800 mil unidades, a marca ofereceu aos clientes a opção de reembolso. Mas a Unilever reportou uma perda de € 89 milhões (cerca de R$ 512 milhões) em seu relatório anual de 2022 devido ao recall.

Briga de gigante no setor de saneantes

O setor de saneantes segundo a Abipla (Associação Brasileira de das Indústrias de produtos de Limpeza de uso doméstico e industrial) faturou em 2024 R$ 36,2 bilhões (US$ 7,170 bilhões). Gera 50 mil empregos diretos e tem aproximadamente 2.600 mil empresas (2.594) no mercado, a maioria formada pelas microempresas (2.195) e apenas 16 grandes empresas, entre elas a Unilever e a Química Amparo Ltda.

Mas parece claro que a empresa de 75 anos, dona de marcas líderes em vários segmentos, não percebeu o risco quando, em abril, os técnicos da Anvisa estiveram na sua fábrica matriz e detectaram 76 irregularidades. Entre os problemas em etapas críticas de produção, foram constatadas falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

E menos ainda quando a agência de vigilância, em 7 de maio de 2026, publicou a proibição e recolhimento de 23 produtos líquidos da Ypê. Em lugar de pensar na marca, a empresa pensou no caixa. Ela recorreu da proibição da Anvisa e abriu um confronto onde já estava vencida. E insistiu pensando no caixa até que esta sexta-feira (15) perdeu mais uma vez.

No mundo atual, especialmente pelo advento das redes sociais, a reputação vale mais do que o faturamento de um ano. E a Amparo não percebeu isso. Não entendeu que quando a Anvisa comunicou ao público que estava determinando o recolhimento de 23 produtos líquidos da Ypê, o que menos importava era o prejuízo com os produtos nas mãos do consumidor ou nos depósitos e prateleiras dos clientes . Era urgente cuidar da marca Ypê construída ao longo de 75 anos.

Entre o caixa e a marca

É compreensível que o CFO da empresa (certamente escudado pelo acionista controlador) tenha usado a calculadora em lugar da inteligência e se preocupado em questionar o resultado da Anvisa. Até porque sabia que a denúncia vinha da Unilever, que não fabrica detergente no Brasil, mas estava levando uma surra no mercado com o OMO na competição com o sabão em pó da Ypê Tixan.

Eles não perceberam que a denúncia a partir de exame doméstico de um sabão em barra da Ypê apenas serviu de argumento para um alvo que estava na outra ponta da gôndola no confronto de detergentes em pó.

E como um erro sempre leva a outro, eles partiram para a contestação com laudos e análises sem perceber que o problema não era mais de produto, mas de imagem. Ela era quem precisava ser preservada.

Hoje, e a luz das decisões da Anvisa e da empresa, pode dizer que se a Amparo tivesse olhado a tempestade que se aproximava e não apenas o raio, a medida mais acertada teria sido se antecipar ao barulho do trovão

A empresa deveria ter fechado a fábrica, iniciado uma mobilização entre seus colaboradores para revisar todos os processos e comunicar isso não apenas à Anvisa, mas ao mercado em anúncio pela TV aberta, já que o produto é de massa, e informar que estava não apenas recolhendo os produtos do chamado lote com final 1, mas promovendo o recall de todos eles, nos pontos de venda e no SAC.

Tempo de recuperar as gôndolas

Claro que isso iria custar muito dinheiro. Mas seria muito mais barato que o embate da retirada das gôndolas, como os clientes de atacado e varejo fizeram sem consultar a empresa. A Ypê terá que dizer a seus clientes que reconhecia as dificuldades, que isso era pontual numa de suas fábricas, mas que, por possuir outras cinco que tinham certificação da Anvisa, estava substituindo os produtos por outros fabricados noutras plantas. Inclusive, a de Pernambuco é a mais moderna do grupo.

Para indústrias, redes de comércio e de serviços e investidores fica a lição. Em tempo de crise, o que menos importa é se provar nos tribunais que se tem razão. Os processos burocráticos levam tempo, desgastam e não raro destroem reputações conquistadas em décadas.

A história ensina que o importante é preservar a marca porque ela é o ativo mais valioso porque está no inconsciente coletivo. A Química Amparo Ltda. errou quando pensou no caixa e não na reputação da marca Ypê.

Vai pagar caro e levará tempo para ter de volta sua credibilidade. Simplesmente porque conquistou o coração dos consumidores pela qualidade dos seus produtos.

Pode levar tempo, pode até nem mais dar tempo. Mas sempre é bom lembrar um ensinamento de um velho publicitário pernambucano (Carol Fernandes) que cunhou o postulado de que “A melhor técnica de venda é um produto melhor”.

Nota da Redação - os artigos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o contraditório e acolhe o livre debate de ideias. Todos os citados, pessoas físicas ou jurídicas, têm espaço irrestrito para suas manifestações.

*Fernando Castilho é jornalista e colunista de economia do JC.



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Anvisa mantém parte da proibição de produtos Ypê e exige plano de gestão da empresa, enquanto segue na avaliação do caso

16/05/2026

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Com a decisão inicial, continua válida a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos com lotes de numeração final 1.

Mas o fabricante deve apresentar um plano de gestão para os produtos já distribuídos, incluindo orientações ao consumidor, enquanto o recurso apresentado pela empresa seguirá o trâmite normal de tramitação e avaliação na agência.

Recomendação às pessoas

Por enquanto, a recomendação é que as pessoas não usem os itens suspensos e mantenham esses produtos lacrados ou bem fechados em local seco e ventilado. Outras orientações serão fornecidas pela empresa, que pode ser contatada por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Nesta semana, em reuniões técnicas, a em...

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Com a decisão inicial, continua válida a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos com lotes de numeração final 1.

Mas o fabricante deve apresentar um plano de gestão para os produtos já distribuídos, incluindo orientações ao consumidor, enquanto o recurso apresentado pela empresa seguirá o trâmite normal de tramitação e avaliação na agência.

Recomendação às pessoas

Por enquanto, a recomendação é que as pessoas não usem os itens suspensos e mantenham esses produtos lacrados ou bem fechados em local seco e ventilado. Outras orientações serão fornecidas pela empresa, que pode ser contatada por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Nesta semana, em reuniões técnicas, a empresa reconheceu que as falhas apontadas pela fiscalização da Anvisa e de São Paulo precisam ser corrigidas. A Ypê relatou o aporte de investimentos e apresentou mais de 200 ações que estão sendo implantadas nas linhas de produção e controle.

Ajustes necessários

O relator do recurso interposto junto à Anvisa, diretor-presidente Leandro Safatle, destacou que “fica evidente a convergência de interesses entre o poder público e a empresa: promover os ajustes necessários, corrigir falhas identificadas e assegurar à sociedade a disponibilização de produtos que atendam aos requisitos de qualidade e segurança. É importante destacar que a empresa tem buscado diálogo com a Anvisa”.

Desde o início da suspensão, determinada pela agência em 7 de maio, a empresa informa que manteve sua linha de produção inoperante, iniciou as ações de limpeza, a readequação de processos, a melhoria do controle de qualidade e aquisição de equipamentos.

Próximos passos

A expectativa é que a adoção de um plano de gerenciamento para os produtos com risco sanitário, previamente validado pela Anvisa, reforce o controle e monitoramento das ações implementadas. Dessa forma, também é assegurado que as medidas sejam conduzidas de forma organizada e efetiva, reduzindo os riscos à população.

A Anvisa informou que, em breve, vai organizar uma nova inspeção para avaliar o avanço das correções. A Agência se colocou à disposição da Química Amparo para fornecer orientação técnica, esclarecer dúvidas e apoiar, no âmbito de suas competências, a avaliação das medidas propostas.

Entenda o caso

No dia 7 de maio, a Anvisa publicou a proibição e recolhimento de 23 produtos líquidos da Ypê. Em inspeção conjunta realizada pela agência, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo (GVS-Campinas), foram detectadas 76 irregularidades.

Entre os problemas em etapas críticas de produção, foram constatadas falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

Reunião colegiada

No entanto, um dia depois, a medida da Anvisa foi temporariamente suspensa após a empresa apresentar recurso contra a decisão. Nesta sexta-feira, na 1ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada – 2026, os diretores mantiveram as proibições e suspenderam apenas o recolhimento.

A agência destaca que a decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário, conduzida em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após fiscalização conjunta na fábrica.

— Com informações da Anvisa




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Filho de José Dirceu diz que pai segue candidato e fará campanha, mesmo em tratamento contra linfoma

16/05/2026

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou pelas redes sociais que seu pai, o ex-ministro José Dirceu, continuará com a pré-campanha para deputado federal por São Paulo mesmo após receber o diagnóstico de linfoma no duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Aos 80 anos, José Dirceu tinha anunciado que disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, o que levou a dúvidas quanto à eleição depois do seu diagnóstico. Mas segundo Zeca Dirceu, o ex-ministro está decidido a manter as atividades políticas durante o tratamento contra o câncer e pretende ser candidato.

“O nosso Zé guerreiro do povo brasileiro não é de se dobrar. Já enfrentou e venceu a ditadura, quatro eleições como deputado, um câncer no rim em 2020, uma cirurgia na cabeça em 2024 e três prisões injustas sem provas”, afirmou.

“Nunca titubeou”

O deputado também revelou ter conversado diversas vezes com o pai desde o aparecimento d...

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O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou pelas redes sociais que seu pai, o ex-ministro José Dirceu, continuará com a pré-campanha para deputado federal por São Paulo mesmo após receber o diagnóstico de linfoma no duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Aos 80 anos, José Dirceu tinha anunciado que disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, o que levou a dúvidas quanto à eleição depois do seu diagnóstico. Mas segundo Zeca Dirceu, o ex-ministro está decidido a manter as atividades políticas durante o tratamento contra o câncer e pretende ser candidato.

“O nosso Zé guerreiro do povo brasileiro não é de se dobrar. Já enfrentou e venceu a ditadura, quatro eleições como deputado, um câncer no rim em 2020, uma cirurgia na cabeça em 2024 e três prisões injustas sem provas”, afirmou.

“Nunca titubeou”

O deputado também revelou ter conversado diversas vezes com o pai desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a confirmação da doença. “Conversei muito com ele nestes últimos dias. Desde os sintomas até o diagnóstico, ele nunca titubeou: está decidido a continuar com a pré-campanha de deputado federal por São Paulo”, declarou, também por meio de mensagens nas redes.

Segundo Zeca, José Dirceu iniciará sessões de quimioterapia e deverá adaptar parte da agenda política para o formato virtual durante o tratamento. O deputado demonstrou confiança na recuperação do pai e citou exemplos de superação dentro do campo político.

“Vale recordar que Lula e Dilma tiveram câncer e foram curados. Nossa família segue com confiança na força do meu pai, mas principalmente na fé em Deus, que tem um propósito grande na vida desse homem que já fez muito pelo Brasil e precisa continuar cumprindo a sua missão”, disse.

Internação para exames

José Dirceu foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no último domingo (10/05) para a realização de exames. Em boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15/05), a unidade hospitalar informou que o ex-ministro “se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico”.

O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estágio da doença nem previsão para conclusão do tratamento.

— Com Agências de Notícias




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Delação do ex-presidente do BRB sobre fraudes no Banco Master deve ser formalizada até final do mês

16/05/2026

Informações que circulam entre representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal são de que está próxima a formalização do acordo de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e as relações que ele tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de redução das penas que receberá ao final do processo.

Tanto Costa quanto Vorcaro estão presos, mas a Polícia Federal não autorizou a primeira proposta de delação proposto pelos advogados de Vorcaro por considerar que apresentava material que não descreveria sequer autoridades sobre as quais os investigadores já sabem que existe algum nível de envolvimento.

Foi feito, então, um acordo para que os advogados do ex-banqueiro apresentem uma segunda proposta.

Termo de confidencialidade

Enquanto isso, na próxima semana devem ter início tratativas finais para firmar a propo...

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Informações que circulam entre representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal são de que está próxima a formalização do acordo de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e as relações que ele tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de redução das penas que receberá ao final do processo.

Tanto Costa quanto Vorcaro estão presos, mas a Polícia Federal não autorizou a primeira proposta de delação proposto pelos advogados de Vorcaro por considerar que apresentava material que não descreveria sequer autoridades sobre as quais os investigadores já sabem que existe algum nível de envolvimento.

Foi feito, então, um acordo para que os advogados do ex-banqueiro apresentem uma segunda proposta.

Termo de confidencialidade

Enquanto isso, na próxima semana devem ter início tratativas finais para firmar a proposta com Costa a partir da assinatura, por ele, de um termo de confidencialidade com os investigadores — período em que fornece as informações a que teve acesso, cita envolvidos nas fraudes e compartilha provas.

A previsão é de que até o fim deste mês a colaboração do ex-dirigente do BRB seja protocolada oficialmente e aceita pela corporação. Na atual fase, Costa está definindo com os advogados o material que será apresentado.

A avaliação é de que há um conteúdo robusto, especialmente sobre o caminho do dinheiro, além da participação de autoridades do Distrito Federal no esquema criminoso das fraudes cometidas pelo Banco Master. O ex-dirigente do BRB também cita autoridades federais.

Peça importante no esquema

De acordo com a legislação que rege a delação premiada, o réu colaborador deve apontar criminosos com mais relevância que ele e chefes do esquema, para, então, obter os benefícios válidos pelo acordo. Além disso, deve apresentar documentos e provas que comprovem sua versão.

Paulo Henrique Costa é considerado uma peça importante no esquema fraudulento por ter dirigido o BRB em um momento em que as fraudes e as práticas criminosas corroeram o caixa e o patrimônio do banco público, deixando um prejuízo bilionário.

A iniciativa da delação partiu dele próprio, no mês passado, quando trocou de advogados para negociar a colaboração.

Nessa sexta-feira (15/05), em reunião com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores pediram mais tempo para concluir o inquérito que apura o envolvimento entre Master e BRB. A equipe apontou que surgiram novos fatos, novas linhas de investigação e que o prazo para entregar o material, é insuficiente. Mendonça se mostrou disposto a autorizar a prorrogação.

— Com Agências de Notícias




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Entenda a briga entre Gilmar Mendes e Romeu Zema que chegou ao STJ e pode ter outros desdobramentos

16/05/2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta sexta-feira (15/05) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PGR foi acionada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no Supremo, após Gilmar Mendes ter pedido a ele, em 20 de abril passado, que Zema fosse investigado no âmbito do mesmo processo.

O que levou ao pedido foi vídeo reproduzido várias vezes nas redes sociais do ex-governador em que ele faz críticas ao STF, em especial a Mendes e ao ministro Dias Toffoli no contexto do caso do Banco Master. No vídeo, os dois são retratados como fantoches.

Honra e imagem do STF

No pedido, Mendes disse que o conteúdo do vídeo "vilipendia" não apenas a honra e a imagem do Supremo”, assim como a dele. No seu parecer, porém, Gonet negou a solicitação do ministro para incl...

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta sexta-feira (15/05) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PGR foi acionada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no Supremo, após Gilmar Mendes ter pedido a ele, em 20 de abril passado, que Zema fosse investigado no âmbito do mesmo processo.

O que levou ao pedido foi vídeo reproduzido várias vezes nas redes sociais do ex-governador em que ele faz críticas ao STF, em especial a Mendes e ao ministro Dias Toffoli no contexto do caso do Banco Master. No vídeo, os dois são retratados como fantoches.

Honra e imagem do STF

No pedido, Mendes disse que o conteúdo do vídeo "vilipendia" não apenas a honra e a imagem do Supremo”, assim como a dele. No seu parecer, porém, Gonet negou a solicitação do ministro para incluir Zema no inquérito das fake news, mas o indiciou por “proferir imputações falsas” a Mendes — que hoje é decano do Supremo.

O procurador-geral afirmou, no parecer, que o foro para o tema é o Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque o crime tem relação com o exercício do cargo — uma vez que Zema teria utilizado perfis públicos associados a sua atuação institucional e política e o ato ocorreu dentro de atuação pública do então governador.

“Excede o admissível”

Para Gonet, a postagem, de fato, “excede o domínio da crítica admissível”. “O conteúdo, sob aparente roupagem humorística, atribui a Gilmar Mendes conduta criminosa, como corrupção passiva, ao retratar solicitação de vantagem indevida em razão da função jurisdicional”, destacou no seu parecer.

"O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no artigo 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime", ressaltou a denúncia da PGR.

“Liberdade de expressão”

Zema, que logo no dia do pedido feito por Gilmar Mendes contra ele, afirmou que o vídeo dizia respeito ao seu direito de exercer liberdade de expressão, afirmou ontem que não vai recuar “um milímetro”. E repetiu o termo "intocáveis" – utilizado na gravação que levou à denúncia.

"Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Se estão incomodados com uma sátira, deve ser que a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro", enfatizou.

Em Abril, Zema já tinha afirmado que “o humor é usado para criticar o poder desde que o mundo é mundo” e questionou o fato de ser processado por isso. Mas na avaliação da PGR, esse “humor” extrapolou quando atribuiu ao ministro uma conduta criminosa.




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Por que Joaquim Barbosa tem condições reais de disputar a presidência da República? Pelas regras eleitorais, isso é possível?

16/05/2026

A notícia de que Joaquim Barbosa pode ser candidato à presidência da República nas eleições deste ano, divulgada recentemente, suscitou dúvidas entre muita gente, principalmente no Judiciário. Como isso é possível? Ele pode se filiar após o encerramento do prazo eleitoral para filiações partidárias? Acontece que, no caso dele, a opção pode ser aventada porque tudo foi feito desde o final de março e início de abril, mas seguiu em segredo até agora.

Pouco dias antes de se encerrar pela Justiça eleitoral o período de filiação partidária de cidadãos que tenham interesse em ser candidatos a um cargo nas eleições deste ano — que foi 4 de abril --, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se filiou ao partido Democracia Cristã (DC).

Seria o ‘Plano B’

A estratégia já estava montada desde aquela época como “plano B”. O candidato pela legenda à presidência da República é o ex-ministro e ex-deputado federal por várias legislaturas Aldo...

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A notícia de que Joaquim Barbosa pode ser candidato à presidência da República nas eleições deste ano, divulgada recentemente, suscitou dúvidas entre muita gente, principalmente no Judiciário. Como isso é possível? Ele pode se filiar após o encerramento do prazo eleitoral para filiações partidárias? Acontece que, no caso dele, a opção pode ser aventada porque tudo foi feito desde o final de março e início de abril, mas seguiu em segredo até agora.

Pouco dias antes de se encerrar pela Justiça eleitoral o período de filiação partidária de cidadãos que tenham interesse em ser candidatos a um cargo nas eleições deste ano — que foi 4 de abril --, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se filiou ao partido Democracia Cristã (DC).

Seria o ‘Plano B’

A estratégia já estava montada desde aquela época como “plano B”. O candidato pela legenda à presidência da República é o ex-ministro e ex-deputado federal por várias legislaturas Aldo Rebelo (ex- PCdoB). Mas Barbosa foi visto como uma outra alternativa, caso surgisse alguma necessidade.

Como Rebelo não tem pontuado nas pesquisas de intenção de voto, o DC começou a tocar o seu “plano B” para disputar o Palácio do Planalto. E quando os dirigentes do partido passaram a entrar em contato com outras legendas e postular alianças, o que aconteceu poucos dias atrás, muita gente ficou admirada e questionou se é legalmente possível.

Especialistas em legislação eleitoral afirmam que sim, pelo fato de que ele já estava com sua situação registrada e oficializada no DC. Agora, mais do que a questão regulamentar — que apesar da regularização pode vir a ser contestada por outros pré-candidatos por algum motivo diverso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — entra em campo um outro debate.

Trajetória considerada dúbia

Relator da ação penal do mensalão, Barbosa tem uma trajetória considerada dúbia por muita gente. Ele entrou no STF indicado por Lula. Foi, anos depois, o responsável pela condenação dos principais líderes do PT, incluindo os ex-ministros dos primeiros governos de Lula José Genoíno e José Dirceu.

De temperamento explosivo, colecionou vários desafetos dentro do próprio STF — o que acelerou seu pedido de aposentadoria da Corte — discutiu com advogados e representantes de diversas categorias profissionais. Por fim, surpreendeu o Brasil quatro anos atrás, quando apareceu em vídeos pedindo votos para o mesmo presidente Lula cujos principais assessores condenou e cujo governo ajudou a desgastar.

Não quer falar a respeito, por enquanto

Barbosa ainda não é o pré-candidato oficial do DC. O candidato continua sendo Rebelo, que já deu sinais, segundo pessoas do seu entorno, de não ter interesse em disputar a eleição. Procurado, o ex-ministro também avisou por sua assessoria que não quer se pronunciar a respeito.

Hoje com 71 anos, Joaquim Barbosa ficou durante 11 no STF. Foi o primeiro magistrado negro a conseguir um assento no Supremo. Em 2018, se filiou ao PSB e chegou a aventar uma possibilidade de ser candidato, mas terminou desistindo.

Pautas de seu interesse

Passou a ser tido como uma aposta provável pelo DC por ter como pautas, possíveis medidas que possam reformular o funcionamento do Judiciário, a criação de regras de conduta para ministros do STF e limites para penduricalhos, temas de simpatia dos eleitores diante da crise institucional que abala o STF e muitos dos seus ministros. E assuntos, inclusive, sobre os quais ele sempre falou.

Existe, entre os organizadores do partido, uma expectativa de que, em função desse contexto, Barbosa aceite substituir Rebelo na candidatura, mas pessoas do entorno dele em Brasília são cautelosos e preferem dizer que “tudo ainda está em clima de tratativas”.

Sem tempo de TV

Pesquisas que teriam sido encomendadas pelo DC apontaram a candidatura ao seu nome como positiva por parte dos eleitores, pelo fato de ter saído de uma família pobre e ter subido na vida em função de muito estudo e aprovação em concursos públicos.

A tarefa será difícil do ponto de vista de infraestrutura, uma vez que, por ser pequena, a legenda tem poucos recursos, não tem tempo de TV e nem direito a participar de debates. Mas o presidente da sigla, João Caldas, tem procurado outras siglas para propor alianças e avaliar se, de fato, a candidatura é viável.




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Oposição cobra explicações sobre troca de delegado que investigava INSS

16/05/2026

Provocou forte repercussão política a notícia divulgada nesta sexta-feira (15/05) de que a Polícia Federal decidiu substituir o setor que apura as fraudes ocorridas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), descobertas pela ‘Operação Sem Desconto’, para outra área da corporação. A iniciativa resultou na retirada do delegado que vinha atuando no caso, Guilherme Figueiredo Silva, das investigações.

A repercussão não ficou apenas no mundo político. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) — relator do processo sobre o tema na Corte — chamou o comando da PF para uma reunião com urgência para saber o motivo da mudança, no final da tarde de ontem.



Esclarecimentos, convocação e reunião de líderes

Além disso, o senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, enviou um ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, exigindo esclarecimentos sobre o caso e falou em necessidade de “transpar...

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Provocou forte repercussão política a notícia divulgada nesta sexta-feira (15/05) de que a Polícia Federal decidiu substituir o setor que apura as fraudes ocorridas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), descobertas pela ‘Operação Sem Desconto’, para outra área da corporação. A iniciativa resultou na retirada do delegado que vinha atuando no caso, Guilherme Figueiredo Silva, das investigações.

A repercussão não ficou apenas no mundo político. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) — relator do processo sobre o tema na Corte — chamou o comando da PF para uma reunião com urgência para saber o motivo da mudança, no final da tarde de ontem.



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Esclarecimentos, convocação e reunião de líderes

Além disso, o senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, enviou um ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, exigindo esclarecimentos sobre o caso e falou em necessidade de “transparência integral sobre os motivos da substituição”.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) pediu a convocação de Rodrigues, para explicar pessoalmente, no Congresso Nacional, o que motivou a mudança. Líderes oposicionistas já informaram que farão uma reunião na próxima segunda-feira (18/05) para discutir a questão e ver outras medidas que podem ser adotadas, tanto na esfera legislativa quanto junto ao Judiciário.

Argumento oficial da PF

As investigações que vinha sendo conduzidas pelo delegado Guilherme Figueiredo Silva tiveram início no final de 2024 e ficaram mais intensas com a deflagração da Operação Sem Desconto, da PF, em abril do ano passado, que constatou descontos ilegais de milhares de aposentados e pensionistas do INSS.

A informação oficial da Polícia Federal é de que o controle das apurações saiu da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF (DPrev) e migrou para um grupo que investiga crimes envolvendo políticos com foro no Supremo Tribunal Federal (STF) — Cinq — pelo fato de ter entre os investigados, muitos políticos e autoridades.



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Delegado vinha investigando Lulinha

Só que além de ser um delegado com trajetória elogiada pelos pares e especializado na apuração de fraudes previdenciárias, Guilherme Silva vinha atuando na apuração de suposto envolvimento do filho do presidente Lula,Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, com o principal responsável pelo esquema, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, chamado de “o careca do INSS”.

A DPrev é subordinada à Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Fazendários (CGFaz). Já o Cinq, novo setor responsável pelo caso, fica dentro da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro (CGRC).



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Possíveis ligações com o Careca do INSS

Em nota, a PF afirmou que a transferência "foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações" e que "não houve alteração na equipe que conduz as investigações".

Conforme informações divulgadas pelo Portal G1, uma das suspeitas que tem sido apurada pela PF é de que o Careca, que está preso preventivamente desde o ano passado, tenha usado dinheiro desviado do INSS para contratar Lulinha para atuar em sua empresa de cannabis medicinal.

Mudança feita sem alardes

Segundo pessoas que acompanham as investigações sobre os desvios no INSS, a mudança ocorreu há cerca de duas semanas, sem alardes, motivo pelo qual provocou surpresa quando descoberta ontem. Não chegou a ser divulgada oficialmente, apenas por meio de uma portaria.

Além disso, o delegado que saiu, Guilherme Silva, tem conhecimento aprofundado do caso e, como coordenador, tem visão geral de todos os inquéritos.

A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários, donos de associações e sindicatos e políticos que foram alvos de mandados de busca e apreensão — como os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), Gorete Pereira (MDB-CE) e o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades.

— Com Agências de Notícias




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Desfile de Lula e filme de Bolsonaro concorrem à pior ideia de todos os tempos. Saiba quem ganha

16/05/2026

Pesquisa e redação equipe O Poder.

Nem vamos criar suspense. Nessa, os Bolsonaro levam o Oscar disparado. Sem tapete vermelho, só verde/amarelo, verde de doença, amarelo de vergonha.

Ideia ruim existe

Costuma-se dizer, principalmente para contemplar aliados sinceros porém amadores, em campanhas eleitorais, que não existem ideias ruins. Existem as que são mais ou menos adequadas às circunstâncias. No geral, é isso mesmo. Porém existem as exceções. Ideias que são ruins na essência. Nascem ruins, prosperam pior, transformam-se em desastre e, as piores das piores, as campeãs de ruindade, transformam-se em tragédias. Exemplo dos dois casos: o desfile de Lula no Carnaval do Rio/2026. Foi péssimo mas acabou escapando rastejando na lama. Mas esse filme Dark sobre Bolsonaro supera tudo. Esse é realmente tragédioso. Nada se aproveita, tudo é negativo.

Por onde começar?

A ideia é ruim, o títu...

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Pesquisa e redação equipe O Poder.

Nem vamos criar suspense. Nessa, os Bolsonaro levam o Oscar disparado. Sem tapete vermelho, só verde/amarelo, verde de doença, amarelo de vergonha.

Ideia ruim existe

Costuma-se dizer, principalmente para contemplar aliados sinceros porém amadores, em campanhas eleitorais, que não existem ideias ruins. Existem as que são mais ou menos adequadas às circunstâncias. No geral, é isso mesmo. Porém existem as exceções. Ideias que são ruins na essência. Nascem ruins, prosperam pior, transformam-se em desastre e, as piores das piores, as campeãs de ruindade, transformam-se em tragédias. Exemplo dos dois casos: o desfile de Lula no Carnaval do Rio/2026. Foi péssimo mas acabou escapando rastejando na lama. Mas esse filme Dark sobre Bolsonaro supera tudo. Esse é realmente tragédioso. Nada se aproveita, tudo é negativo.

Por onde começar?

A ideia é ruim, o título, 'Dark Horse', péssimo. É preciso intimidade com o inglês para entender a expressão. Não é "cavalo sombrio" como seria uma tradução literal. Significa, no jargão das corridas de cavalo , "O Azarão". Até em português é ruim.
A produção, nos Estados Unidos, é totalmente sem noção. O roteiro, entre a ficção e o drama, não diz nada. A direção é de Cyrus Nowrasteh (Quem?), que provavelmente nunca botou os pés em Jacarepaguá ou no Lago Sul. O roteiro é de Mário Frias, deputado do PL e da área cultural. Segundo se informa, estreia como roteirista e acumula a produção executiva da obra. Que conta com o surpreendente ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal.

Caviezel

É um bom ator, mas azarado. No momento carrega sua cruz, injustiçado e amaldiçoado em Hollywood. Inclusive discriminado pelos magnatas judeus da área, após sua magnífica interpretação de Jesus em 'A Paixão de Cristo', de Mel Gibson. De lá para cá, só cacete no lombo do ator. O filme sobre Bolsonaro iria quebrar a ziquizira. Não deu. Agravou o momento 'dark' do ator.

Patrocínio ou investimento?

Há uma diferença, é verdade. Patrocínio é alguém, pessoa jurídica, geralmente, pagar para associar seu nome ou marca a uma obra ou evento. Investimento, é alguém botar dinheiro com o objetivo de lucrar com a bilheteria. Flávio Bolsonaro tem tentado explicar que Vorcaro, ou o Master, ou outra empresa subsidiária da rede criminosa, eram investidores. Que como não estavam cumprindo o contrato, ele cobrou. Formalmente, tudo certo. O fato do cara cobrado estar prestes a ser preso até justifica a pressa e a ternura da cobrança. Os problemas começam nos detalhes, sempre eles.

O investidor

Não interessa se o interlocutor era inocente ou não das falcatruas de Daniel Vorcaro. Qualquer negócio com o magnata soa, hoje, estranho e suspeito. Principalmente quando é realmente estranho ou suspeito.

O valor

O filme mais assistido no Brasil, sobre Edir Macedo, custou R$ 12 milhões e rendeu de bilheteria R$ 16 milhões. Foi visto por 12,1 milhões de espectadores. O segundo mais visto de todos os tempos foi a comédia 'Minha Mãe é uma peça', 11,6 milhões de espectadores. 'Os 10 Mandamentos, o filme, vem a seguir com 11,3 milhões. Em quarto, 'Tropa de Elite 2', com 10,8 milhões de espectadores. O filme 'Lula, o Filho do Brasil' custou 12 milhões, valor captado junto a empresas e investidores da iniciativa privada. O modelo foi quase o mesmo. A diferença foi o custo. Sim. E o filme "Ainda estou aqui", que ganhou o Oscar ano passado, custou R$ 45 milhões.

Caro até para Hollywood

O filme sobre Bolsonaro custou algo em torno de U$ 26 milhões. Em reais, algo como R$ 130 milhões. Ou seja, mais caro do que a soma dos filmes mais tops produzidos no Brasil em todos os tempos, incluindo o recente sucesso internacional 'O Agente Secreto', que conquistou o mundo custando cerca de 20% que o filme 'Dark Horse'.

Vorcaro

Devia se considerar um Midas para achar que lucraria com investimento tão exótico. Caso o público recorde de 20 milhões de patriotas fosse ao cinema pagando inteira, para contribuir, ainda assim o filme ficaria no vermelho. Logo no vermelho, que ironia.




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