Mano Medeiros : servidores do Jaboatão dos Guararapes terão aumento acima da inflação
09/05/2025
Esse percentual
Ficou bem acima da tabela do IPCA, que foi de 4,56%. O acordo foi fechado com o Sindicato dos Servidores Municipais de Jaboatão dos Guararapes - SINSMUJG. O reajuste será feito em duas parcelas. A partir de maio, será aplicado o percentual de 4,56%. E, em outubro deste ano, a diferença percentual será implementada na folha de pagamento.
O aumento
Vai repercutir financeiramente com uma despesa anual no valor de R$ 313.153.832,45. As 12 categorias beneficiadas abrangem um universo de 3.090 servidores lotados em todos os setores da Prefeitura do Jaboatão dos G...
Esse percentual
Ficou bem acima da tabela do IPCA, que foi de 4,56%. O acordo foi fechado com o Sindicato dos Servidores Municipais de Jaboatão dos Guararapes - SINSMUJG. O reajuste será feito em duas parcelas. A partir de maio, será aplicado o percentual de 4,56%. E, em outubro deste ano, a diferença percentual será implementada na folha de pagamento.
O aumento
Vai repercutir financeiramente com uma despesa anual no valor de R$ 313.153.832,45. As 12 categorias beneficiadas abrangem um universo de 3.090 servidores lotados em todos os setores da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes.
O prefeito
Mano Medeiros assinou mais esse acordo e reafirmou o compromisso do Governo Municipal em valorizar todas as categorias de trabalhadores. "Essa semana já fechamos um acordo com o pessoal da Educação. Agora, mais uma etapa vencida, que vai beneficiar milhares de trabalhadores do Jaboatão. Como sempre, resultado de um esforço orçamentário e financeiro, garantindo melhorias salariais para todos", disse Mano.
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Quando a verdade se torna inconveniente, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
09/03/2026
“A pior forma de injustiça é aquela que se apresenta com aparência de justiça.”
—
1 — A comparação impossível
Há momentos em que uma simples leitura de jornal é suficiente para provocar perplexidade intelectual. Foi exatamente essa sensação que experimentei ao ler a reportagem publicada pela BBC intitulada “Israel lança novos ataques contra Líbano e Irã; base da missão de paz da ONU é atingida: o que aconteceu até agora no 7º dia da guerra”.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp9r3v7y7n8o).
À primeira vista, o texto apresenta o que parece ser uma cobertura equilibrada do conflito envolvendo Irã e Israel. Relatos de civis assustados, descrições de explosões, números de mortos e declarações diplomáticas aparecem em sequência, criando a impressão de neutralidade jornalística. No entanto, basta uma leitura um pouco mais atenta para p...
Imprensa, diplomacia e a moral seletiva do nosso tempo
“A pior forma de injustiça é aquela que se apresenta com aparência de justiça.”
—
1 — A comparação impossível
Há momentos em que uma simples leitura de jornal é suficiente para provocar perplexidade intelectual. Foi exatamente essa sensação que experimentei ao ler a reportagem publicada pela BBC intitulada “Israel lança novos ataques contra Líbano e Irã; base da missão de paz da ONU é atingida: o que aconteceu até agora no 7º dia da guerra”.
(Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp9r3v7y7n8o).
À primeira vista, o texto apresenta o que parece ser uma cobertura equilibrada do conflito envolvendo Irã e Israel. Relatos de civis assustados, descrições de explosões, números de mortos e declarações diplomáticas aparecem em sequência, criando a impressão de neutralidade jornalística. No entanto, basta uma leitura um pouco mais atenta para perceber algo profundamente estranho: diferenças fundamentais entre as ações dos atores envolvidos simplesmente desaparecem da narrativa.
O leitor é conduzido a concluir que estamos diante de mais um capítulo de uma guerra indistinta em que ambos os lados ocupam posições moralmente equivalentes. Israel ataca, o Irã responde, e o ciclo da violência se repete. Tudo parece caber dentro de uma mesma categoria moral indiferenciada.
Mas essa equivalência narrativa levanta uma pergunta inevitável. Quando ataques são dirigidos deliberadamente contra cidades e populações civis, enquanto operações militares são declaradamente orientadas contra infraestrutura estratégica e instalações militares, ainda faz sentido tratar ambas as ações como se pertencessem à mesma categoria moral?
É precisamente nesse ponto que a filosofia precisa intervir. Quando distinções fundamentais desaparecem sob o peso de uma narrativa aparentemente equilibrada, o pensamento crítico tem o dever de recuperar aquilo que a narrativa dissolveu: a capacidade de distinguir. Sem distinção, não existe julgamento. E sem julgamento, a própria ideia de responsabilidade moral começa a desaparecer.
2 — A engenharia narrativa da imprensa
Se a reportagem da BBC citada acima serve como ponto de partida, ela também revela algo mais profundo do que um simples problema de redação jornalística. Ela expõe um fenômeno recorrente da comunicação contemporânea: a engenharia narrativa através da qual fatos reais são organizados de maneira a conduzir o leitor a uma determinada interpretação.
Observe-se, por exemplo, a estrutura da matéria. O texto começa afirmando que o conflito atual teria sido desencadeado após o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a Israel e aos Estados Unidos. Ao fazer isso, a narrativa estabelece imediatamente um ponto de partida específico para a história: o momento da ação israelense.
No entanto, conflitos internacionais raramente começam no ponto em que uma reportagem decide iniciar sua narrativa. Eles possuem antecedentes, tensões acumuladas, rivalidades ideológicas e estratégias regionais que se desenvolvem ao longo de décadas. Quando a história começa no momento da resposta militar de um dos atores, todo o contexto anterior desaparece da consciência do leitor.
Outro aspecto chama atenção. Grande parte dos testemunhos humanos presentes na reportagem descreve o sofrimento de civis no Irã ou no Líbano. Essas vozes são importantes e merecem ser ouvidas. Mas a ausência de relatos equivalentes de civis israelenses sob ataque cria uma distribuição assimétrica de empatia.
Nada disso exige falsificação de fatos. Basta escolher onde a história começa, quem fala e quais emoções são enfatizadas. Assim, a narrativa permanece aparentemente neutra, enquanto a interpretação do leitor já foi cuidadosamente orientada.
3 — A simetria moral artificial
É neste ponto que a narrativa jornalística começa a produzir um dos fenômenos mais perigosos do debate público contemporâneo: a simetria moral artificial. Trata-se de uma forma de apresentação dos fatos que coloca ações profundamente diferentes dentro de uma mesma categoria moral indistinta.
Na reportagem da BBC que mencionamos anteriormente, os ataques atribuídos a Israel aparecem lado a lado com as acusações do Irã sobre vítimas civis e destruição urbana. A sequência narrativa sugere que ambos os lados estariam engajados em práticas equivalentes dentro de uma mesma lógica de violência.
Mas essa equivalência ignora diferenças fundamentais. O regime iraniano construiu ao longo de décadas uma estratégia regional baseada no uso de milícias e grupos armados que operam deliberadamente a partir de áreas civis e que frequentemente dirigem ataques contra cidades israelenses. Mísseis disparados contra centros urbanos não têm como alvo quartéis ou instalações militares. Seu alvo é a população que vive nessas cidades.
Israel, por sua vez, declara explicitamente que suas operações militares são dirigidas contra infraestrutura estratégica, depósitos de armas, centros de comando e posições militares. Isso não significa que não existam tragédias humanas ou vítimas civis — guerras urbanas são tragicamente complexas. Mas significa que existe uma diferença essencial de princípio entre atacar deliberadamente populações civis e atacar instalações militares mesmo quando elas se encontram em áreas densamente povoadas.
A filosofia moral sempre insistiu que a intenção da ação importa. Quando essa distinção desaparece da narrativa pública, a análise deixa de ser moral e passa a ser apenas retórica. Sem distinguir quem toma civis como alvo e quem afirma buscar objetivos militares, a própria ideia de responsabilidade desaparece.
4 — A redução economicista da guerra
Uma explicação que aparece com frequência em debates políticos, reportagens e comentários acadêmicos procura reduzir conflitos internacionais a uma única causa: os interesses econômicos da indústria bélica. Segundo essa interpretação, guerras existiriam essencialmente porque empresas produtoras de armamentos lucram com a venda de armas e, portanto, teriam interesse em perpetuar conflitos.
Essa narrativa tornou-se particularmente popular em determinados ambientes intelectuais e políticos, onde funciona quase como uma explicação automática para qualquer crise internacional. Sempre que um conflito irrompe, surge rapidamente a mesma interpretação: tudo não passaria de mais um capítulo do negócio global das armas.
O problema dessa explicação não é apenas sua simplicidade. É sua incapacidade de explicar a realidade histórica.
Guerras existiam muito antes da existência de qualquer indústria moderna de armamentos. O Império Persa guerreou com as cidades gregas séculos antes de existir qualquer fabricante de mísseis. As Cruzadas mobilizaram reinos inteiros da Europa medieval por motivações religiosas e estratégicas que nada tinham a ver com mercados industriais. Mesmo no século XX, conflitos devastadores foram impulsionados por ideologias políticas, rivalidades nacionais e projetos de poder muito mais amplos do que qualquer cálculo comercial.
No caso específico do regime de Irã, a hostilidade declarada contra Israel não nasceu de interesses da indústria militar ocidental. Ela deriva de uma ideologia revolucionária consolidada após a Revolução Islâmica de 1979, que passou a tratar a eliminação do chamado “regime sionista” como parte de sua identidade política e estratégica.
Reduzir esse tipo de conflito a interesses econômicos é ignorar aquilo que a filosofia política sempre soube: guerras são frequentemente movidas por ambição, crença, identidade e projetos de poder. O dinheiro pode financiar a guerra, mas raramente explica sua origem.
Quando a análise abandona essas dimensões humanas e históricas, o resultado não é esclarecimento, mas simplificação. E simplificações confortáveis raramente ajudam a compreender conflitos complexos.
5 — O silêncio seletivo e a moral condicionada
Se a imprensa frequentemente constrói narrativas que produzem equivalências artificiais, a diplomacia internacional muitas vezes reforça essa confusão através de um fenômeno igualmente perturbador: o silêncio seletivo diante de certos regimes. Esse silêncio raramente é fruto apenas de prudência diplomática. Muitas vezes ele revela alinhamentos ideológicos que acabam condicionando a aplicação de princípios morais.
Tomemos como exemplo recente as declarações do presidente francês Emmanuel Macron. Ao comentar acontecimentos no Oriente Médio, Macron não hesitou em condenar publicamente ações militares atribuídas a Israel e reafirmar a necessidade de respeitar a soberania dos países da região. Esse tipo de posicionamento aparece frequentemente no discurso diplomático europeu e é apresentado como defesa consistente do direito internacional.
O problema surge quando se observa o contraste. O mesmo vigor moral raramente aparece quando se trata de denunciar a estratégia regional do regime de Irã, que há décadas financia e arma milícias que operam fora das estruturas formais do Estado e que frequentemente conduzem ataques contra populações civis.
Esse contraste torna-se ainda mais significativo quando consideramos o contexto político mais amplo. A postura internacional de Macron tem sido marcada por uma tentativa constante de afirmar autonomia estratégica europeia em relação à política externa dos Estados Unidos, especialmente sob governos que adotam posições mais firmes em relação ao regime iraniano. Nesse cenário, a crítica a Israel torna-se politicamente conveniente enquanto a condenação direta do Irã tende a ser suavizada.
Do ponto de vista filosófico, o problema não está no cálculo diplomático — ele sempre existiu na política internacional. O problema surge quando esse cálculo passa a determinar quais princípios morais serão invocados e quais serão silenciosamente ignorados.
Quando
a moral se torna dependente da conveniência ideológica, ela deixa de orientar a política e passa a servi-la. E nesse momento os princípios universais deixam de ser universais. Tornam-se apenas instrumentos retóricos de uma disputa política mais ampla.
6 — O pragmatismo diplomático e o verniz moral
Diante das inconsistências da narrativa internacional, muitos defensores da diplomacia contemporânea recorrem a um argumento conhecido: o pragmatismo político. Segundo essa visão, Estados não podem agir apenas guiados por princípios morais abstratos. Eles precisam considerar interesses nacionais, equilíbrio regional e riscos estratégicos. Essa lógica foi descrita de forma clássica por pensadores como Nicolau Maquiavel e continua a orientar grande parte da política internacional.
O problema não está no pragmatismo em si. O problema aparece quando esse cálculo estratégico passa a ser apresentado ao público sob a forma de uma moral universal que não corresponde à prática real.
Um exemplo recente ilustra essa contradição. Tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Emmanuel Macron têm recorrido com frequência à linguagem do direito internacional e da proteção de civis para criticar operações militares de Israel. Esse discurso aparece em fóruns internacionais, pronunciamentos diplomáticos e entrevistas à imprensa.
No entanto, a mesma intensidade moral raramente aparece quando se trata de denunciar um elemento central da instabilidade regional: o apoio do regime de Irã a organizações armadas classificadas internacionalmente como terroristas, entre elas o Hezbollah e o Hamas. Esses grupos não escondem que seus ataques frequentemente têm como alvo populações civis e centros urbanos israelenses.
Esse contraste revela algo importante. O pragmatismo diplomático continua existindo, mas ele é revestido por uma linguagem moral seletiva. Certos princípios são invocados com vigor quando se trata de determinados atores, enquanto diante de regimes que patrocinam organizações terroristas o discurso se torna cauteloso ou silencioso.
Do ponto de vista filosófico, a consequência é clara. Quando princípios universais passam a depender da conveniência política do momento, eles deixam de orientar a política e passam apenas a justificá-la. O verniz moral permanece, mas a coerência desaparece.
7 — A lição de Sócrates e a coragem da verdade
Quando observamos as contradições entre discurso moral e prática política, a tradição filosófica oferece um exemplo que continua profundamente atual. A figura de Sócrates permanece um símbolo duradouro da coragem intelectual diante das conveniências do poder.
Sócrates viveu em uma Atenas que se orgulhava de sua democracia e de sua liberdade de pensamento. Ainda assim, foi justamente essa cidade que o condenou à morte. Seu crime não foi conspirar contra o Estado nem incitar violência. Seu crime foi algo muito mais simples e, ao mesmo tempo, muito mais perturbador: fazer perguntas que revelavam as contradições entre aquilo que os homens diziam defender e aquilo que realmente faziam.
O método socrático consistia precisamente em expor incoerências. Ele interrogava políticos, oradores e cidadãos influentes até que suas próprias palavras revelassem inconsistências internas. Não atacava pessoas por paixão ou ressentimento. Limitava-se a mostrar que certos discursos públicos não resistiam ao exame racional.
Essa postura acabou tornando-se intolerável para muitos dos que ocupavam posições de poder. Quando a verdade começa a desmontar narrativas convenientes, ela se transforma rapidamente em ameaça.
A lição de Sócrates permanece essencial porque nos lembra de algo que frequentemente esquecemos: a filosofia não existe apenas para produzir conceitos abstratos. Ela existe para examinar a vida pública e revelar quando princípios proclamados deixam de coincidir com a realidade.
Quando líderes invocam direitos humanos seletivamente, quando a imprensa dissolve distinções morais evidentes e quando a diplomacia prefere o silêncio à coerência, o espírito socrático nos recorda que a primeira tarefa do pensamento é simplesmente dizer aquilo que muitos preferem não ouvir.
8 — O dever do filósofo: nomear o erro à luz de princípios objetivos
Chegados a este ponto, a questão que permanece não pode ser reduzida a uma simples disputa de opiniões. A distinção entre ações legítimas e ilegítimas em conflitos armados não é uma invenção retórica de comentaristas ou filósofos. Ela está codificada em princípios objetivos do direito internacional humanitário, desenvolvidos ao longo de séculos e formalizados nas Convenções de Genebra.
Entre esses princípios, um dos mais fundamentais é o princípio da distinção: combatentes devem distinguir entre alvos militares e populações civis. Ataques deliberados contra civis não são apenas moralmente questionáveis; eles constituem violações diretas das normas que procuram limitar a barbárie da guerra.
Quando organizações armadas como Hamas ou Hezbollah dirigem ataques contra centros urbanos ou operam deliberadamente a partir de áreas civis, essas ações entram em conflito direto com esse princípio. O fato de esses grupos receberem apoio político, financeiro ou militar do regime de Irã torna essa realidade ainda mais relevante para qualquer análise séria do conflito regional.
Essas constatações não dependem de simpatias ideológicas nem de preferências políticas. Elas derivam de normas reconhecidas pela própria comunidade internacional. O problema surge quando essas normas passam a ser invocadas seletivamente, conforme o ator envolvido.
É precisamente nesse ponto que o papel do pensamento filosófico se torna indispensável. O filósofo não cria esses princípios; ele apenas lembra que eles existem e pergunta por que deixam de ser aplicados com consistência.
Sem essa exigência de coerência, o direito internacional torna-se linguagem diplomática vazia e a moral pública se dissolve em narrativas convenientes. E quando isso acontece, o que desaparece não é apenas a clareza do debate — é a própria autoridade das normas que pretendem proteger a vida humana em tempos de guerra.
9 — Guerra justa e Sharia: quando uma tradição é desvirtuada
Um dos equívocos mais recorrentes nas análises contemporâneas sobre o Oriente Médio consiste em tratar o conflito apenas como uma disputa geopolítica ou econômica. Essa abordagem ignora um elemento essencial: diferentes civilizações desenvolveram, ao longo dos séculos, princípios morais destinados a limitar a violência da guerra.
Na tradição ocidental, esses limites foram sistematizados na teoria da guerra justa, elaborada por pensadores como Santo Agostinho e Tomás de Aquino. Entre seus princípios centrais está a obrigação moral de distinguir entre combatentes e civis e a proibição de ataques deliberados contra populações inocentes.
O que raramente aparece no debate público é que a tradição jurídica islâmica também desenvolveu princípios semelhantes. Juristas muçulmanos clássicos estabeleceram limites claros para a condução da guerra, incluindo a proibição de matar mulheres, crianças, idosos e religiosos que não participassem das hostilidades. Essas normas aparecem em diferentes escolas da jurisprudência islâmica e mostram que a preocupação em conter a barbárie da guerra não pertence a uma única civilização.
É justamente por isso que a estratégia regional do regime de Irã levanta uma questão ainda mais grave. Ao financiar e armar organizações como Hezbollah e Hamas, cujas operações frequentemente atingem centros urbanos e populações civis, o regime iraniano não entra apenas em choque com normas do direito internacional moderno. Ele também se afasta de princípios reconhecidos pela própria tradição jurídica islâmica.
O problema, portanto, não é um choque inevitável entre civilizações. O problema é a distorção política de tradições morais que originalmente buscavam limitar a violência.
Quando uma tradição religiosa ou filosófica é reinterpretada para justificar estratégias que ignoram deliberadamente a distinção entre combatentes e civis, aquilo que se perde não é apenas coerência jurídica. Perde-se também a autoridade moral da própria tradição invocada.
10 — Conclusão: restaurar a distinção moral
Ao longo deste ensaio procuramos examinar um fenômeno que se tornou cada vez mais frequente no debate público contemporâneo: a dissolução das distinções morais fundamentais na análise dos conflitos internacionais.
Vimos como certas narrativas jornalísticas, mesmo quando baseadas em fatos reais, podem organizar esses fatos de maneira a produzir equivalências artificiais entre ações profundamente diferentes. Observamos também como a diplomacia contemporânea frequentemente recorre à linguagem universal dos direitos humanos enquanto aplica esses mesmos princípios de forma seletiva, conforme conveniências políticas momentâneas.
Esse fenômeno torna-se ainda mais problemático quando confrontado com normas objetivas já reconhecidas pela própria comunidade internacional. O direito humanitário consolidado nas Convenções de Genebra estabelece com clareza um princípio central: a obrigação de distinguir entre combatentes e populações civis.
Essa distinção não é um detalhe técnico. Ela representa uma das últimas barreiras morais erguidas pela civilização para limitar a violência da guerra.
Quando organizações como Hamas e Hezbollah dirigem ataques contra centros urbanos, ou quando populações civis se tornam deliberadamente instrumentos estratégicos em conflitos armados, essas ações entram diretamente em choque com esse princípio fundamental. E quando regimes como o do Irã financiam e armam essas estruturas, essa realidade não desaparece apenas porque certas narrativas preferem ignorá-la.
Ao mesmo tempo, quando operações militares dirigidas contra infraestrutura estratégica são automaticamente colocadas na mesma categoria moral que ataques deliberados contra civis, aquilo que desaparece
não é apenas a precisão do debate. Desaparece a própria capacidade de julgar.
A história da filosofia sempre insistiu que o primeiro passo da justiça é a distinção. Desde Aristóteles sabemos que julgar exige reconhecer diferenças reais entre ações diferentes. Quando tudo passa a parecer igual, responsabilidade e culpa tornam-se indistinguíveis.
É precisamente nesse ponto que a tarefa do pensamento filosófico se torna indispensável. Não para simplificar conflitos complexos nem para substituir a análise política pela indignação moral, mas para preservar aquilo que torna o julgamento humano possível: a capacidade de distinguir.
Sem essa distinção, a linguagem moral da política internacional torna-se apenas retórica. Com ela, ainda permanece aberta a possibilidade de que princípios universais voltem a orientar o mundo em vez de apenas justificar suas contradições.
Quando a distinção moral desaparece, a injustiça não precisa mais se esconder. Ela passa a se disfarçar na linguagem da própria justiça.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

Eduardo da Fonte trabalha para ampliacao imediata da oncologia pediátrica no Agreste de PE
09/03/2026
O ICIA
Atua há mais de duas décadas no atendimento a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos diagnosticados com câncer, oferecendo acompanhamento que inclui diagnóstico, tratamento, cirurgias, quimioterapia e cuidados paliativos. A instituição atende pacientes de diversas cidades do interior de Pernambuco e de regiões vizinhas.
Aprovação técnica
De acordo com o parlamentar, o processo de habilitação já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias no Ministério da Saúde. A proposta recebeu aprovação técnica em 2025 e aguarda apenas a publi...
O deputado federal Eduardo (Dudu) da Fonte solicitou ao Ministério da Saúde a publicação da portaria que habilita o Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA), em Caruaru, como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) exclusiva em oncologia pediátrica no Sistema Único de Saúde (SUS). O pedido foi encaminhado ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O ICIA
Atua há mais de duas décadas no atendimento a crianças e adolescentes de 0 a 19 anos diagnosticados com câncer, oferecendo acompanhamento que inclui diagnóstico, tratamento, cirurgias, quimioterapia e cuidados paliativos. A instituição atende pacientes de diversas cidades do interior de Pernambuco e de regiões vizinhas.
Aprovação técnica
De acordo com o parlamentar, o processo de habilitação já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias no Ministério da Saúde. A proposta recebeu aprovação técnica em 2025 e aguarda apenas a publicação da portaria para formalizar o reconhecimento da unidade no âmbito do SUS.
Atendimentos
Entre 2002 e 2025, o ICIA cadastrou mais de 4 mil novos pacientes e realizou milhares de atendimentos multiprofissionais, exames, cirurgias e sessões de quimioterapia. A instituição também desenvolve iniciativas como a Caravana do Diagnóstico Precoce, que capacitou profissionais de saúde em dezenas de municípios pernambucanos.
Fala Dudu
“O ICIA já realiza um trabalho essencial no atendimento a crianças e adolescentes com câncer no interior de Pernambuco. A habilitação como unidade de alta complexidade vai garantir mais estrutura, segurança e ampliação do atendimento. Nosso objetivo é fortalecer a rede de oncologia pediátrica e assegurar que essas famílias tenham acesso a tratamento digno e especializado perto de casa”, afirmou Eduardo da Fonte.
O Poder com o blog do Tavares Neto.
Pedro Campos destaca PEC da Segurança de Lula como resposta ao avanço do crime organizado, por Alberes Xavier*
09/03/2026
A proposta
Foi aprovada, na semana passada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e agora segue para análise do Senado. O texto prevê maior coordenação nacional das políticas de segurança, além de fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que integra ações entre União, estados e municípios no combate à criminalidade.
A medida
Também busca ampliar investimentos na área e estruturar uma política mais articulada para enfrentar o avanço do crime organizado no Brasil.
Debate amplo
Pedro Campos l...
O deputado federal Pedro Campos (PSB) destacou, em entrevista exclusiva, a importância da chamada PEC da Segurança Pública, proposta enviada ao Congresso Nacional pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no país por meio de integração entre as forças de segurança e ampliação de recursos para o setor.
A proposta
Foi aprovada, na semana passada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e agora segue para análise do Senado. O texto prevê maior coordenação nacional das políticas de segurança, além de fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), que integra ações entre União, estados e municípios no combate à criminalidade.
A medida
Também busca ampliar investimentos na área e estruturar uma política mais articulada para enfrentar o avanço do crime organizado no Brasil.
Debate amplo
Pedro Campos lembrou que participou diretamente do debate da proposta na Câmara e ressaltou que a iniciativa pretende garantir recursos e integração entre as polícias para enfrentar o crescimento das organizações criminosas.
“Vale ressaltar que a PEC da Segurança é uma proposta do governo do presidente Lula. Eu fiz parte da Comissão Especial que debateu essa temática e a ideia é integrar as forças policiais e garantir recursos, inclusive a parte vinda do Fundo Social do Pré-Sal e também uma parte vinda da tributação das bets”, afirmou.
O parlamentar
Também avaliou que o avanço do crime organizado exige uma resposta coordenada do Estado brasileiro, com planejamento nacional e financiamento adequado para as políticas públicas de segurança.
“É uma iniciativa muito importante porque o crime organizado cada vez mais tem ganhado corpo nacionalmente e internacionalmente e para enfrentar isso a gente precisa de políticas articuladas, de integração nacional e de dinheiro. Então a PEC da Segurança responde a essas necessidades e dá uma resposta a esse objetivo”, disse.
Pedro Campos
Ainda citou outras iniciativas legislativas apresentadas pelo governo federal para enfrentar o avanço das facções criminosas no país.
“Como foi também o PL das facções do Governo do presidente Lula, que foi apresentado para poder enfrentar o crime organizado, que hoje é o grande problema da segurança pública do Brasil”, concluiu.
*Alberes Xavier é radialista e blogueiro. Comanda a Rede Pernambuco de Rádios.
(Edição de Jamerson Ramos e O Poder)

Executivo Romero Raposo vai receber homenagem por case de reestruturação empresarial do Grupo João Santos
09/03/2026
O prêmio Executivo do Ano 2025, concedido pela seccional Pernambuco do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), lança luz sobre um dos mais emblemáticos processos de recuperação empresarial em curso no Brasil: o do Grupo João Santos.
Homenageado da edição
É o pernambucano Romero Raposo que integra, desde 2022, a Diretoria Administrativo-Financeira do conglomerado, participando ativamente da condução da quinta maior recuperação judicial do país. O processo envolve a reestruturação de passivos bilionários, a retomada de operações industriais estratégicas e a preservação de milhares de empregos diretos.
Sobre sua atuação
Destacam-se o cumprimento de obrigações financeiras, a reorganização do fluxo de caixa e o fortalecimento da governança corporativa — elementos essenciais para restabelecer a credibilidade junto ao mercado e aos credores.
A entre...
Por Beto Lago*
O prêmio Executivo do Ano 2025, concedido pela seccional Pernambuco do IBEF (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), lança luz sobre um dos mais emblemáticos processos de recuperação empresarial em curso no Brasil: o do Grupo João Santos.
Homenageado da edição
É o pernambucano Romero Raposo que integra, desde 2022, a Diretoria Administrativo-Financeira do conglomerado, participando ativamente da condução da quinta maior recuperação judicial do país. O processo envolve a reestruturação de passivos bilionários, a retomada de operações industriais estratégicas e a preservação de milhares de empregos diretos.
Sobre sua atuação
Destacam-se o cumprimento de obrigações financeiras, a reorganização do fluxo de caixa e o fortalecimento da governança corporativa — elementos essenciais para restabelecer a credibilidade junto ao mercado e aos credores.
A entrega da premiação
Será nesta quarta-feira (11 de março), no Mar Hotel. O reconhecimento do IBEF-PE evidencia a importância de lideranças técnicas e estratégicas na condução de empresas em cenários de elevada complexidade econômica.
*Beto Lago é jornalista.
Foto de abertura: Társio Alves

Equívocos sobre a Revolução de 1817 serão esclarecidos hoje na APL
09/03/2026
Na sexta-feira passada, 06/03/26, Pernambuco comemorou, com feriado e cerimônia político-militar burocrática, a denominada Data Magna. Criada por proposição da então deputada estadual Terezinha Nunes em 2017, no bicentenário do importantíssimo movimento denominado Revolução Pernambucana de 1817. A intenção da deputada foi a melhor possível. Infelizmente, não houve a subsequente adoção de uma política de governo para esclarecer a população em geral e especialmente os alunos das redes pública e privada sobre o significado do feriado. Assim, 99% das pessoas goza de um merecido descanso sem saber porque. O pior é a persistência de alguns equívocos sobre o movimento que comprometem a compreensão do que ocorreu, do seu sentido, da sua importância. E essa ignorância permeia os órgãos oficiais, as mais altas autoridades, praticamente a totalidade do stablisment intelectual brasileiro, especialmente os produtores de narrativas oficiais do Centro...
Por José Nivaldo Junior*
Na sexta-feira passada, 06/03/26, Pernambuco comemorou, com feriado e cerimônia político-militar burocrática, a denominada Data Magna. Criada por proposição da então deputada estadual Terezinha Nunes em 2017, no bicentenário do importantíssimo movimento denominado Revolução Pernambucana de 1817. A intenção da deputada foi a melhor possível. Infelizmente, não houve a subsequente adoção de uma política de governo para esclarecer a população em geral e especialmente os alunos das redes pública e privada sobre o significado do feriado. Assim, 99% das pessoas goza de um merecido descanso sem saber porque. O pior é a persistência de alguns equívocos sobre o movimento que comprometem a compreensão do que ocorreu, do seu sentido, da sua importância. E essa ignorância permeia os órgãos oficiais, as mais altas autoridades, praticamente a totalidade do stablisment intelectual brasileiro, especialmente os produtores de narrativas oficiais do Centro-Sul do país.
Hoje
A longa caminhada para restabelecer algumas verdades ganha um capítulo especial com a conferência do historiador George Cabral, hoje, segunda-feira 9/03/26, às 15h, na Academia Pernambucana de Letras - APL. George é uma das estrelas mais brilhantes da constelação dos historiadores brasileiros atuais. Pós-doutor, professor da UFPE, pesquisador do CNPq e autor de diversas obras de referência, é presidente do centenário Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano , Iahgp e integrante da própria APL. Sua palestra e o debate subsequente, tradição da Casa, deverão lançar luzes contra o preconceito e a ignorância.

Preconceitos remanescentes
Pelo menos três distorções graves sobre 1817 devem ser combatidas sempre na tentativa de corrigi-las. A primeira e mais grave não é apenas distorção, é erro grosseiro de compreensão da própria História do Brasil. Costumam chamar 1817 de movimento anti-colonial, quando dois anos antes, em 1815, o Brasil deixou de ser colônia de Portugal e foi elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. Isso se aprende ainda no ensino fundamental mas muitos escritores e intelectuais renomados, além de políticos, naturalmente, continuam ignorando fato de tamanha relevância. Além do mais, a sede do Reino Unido, a capital, ficava no Rio de Janeiro. Como falar em movimento anti-colonial?
A segunda, diz respeito ao separatismo. Insistem que a Revolução queria se separar do Brasil. Não é verdade. O movimento era contra o absolutismo, em sintonia com o republicanismo dos Estados Unidos, da América Latina e com os movimentos liberais europeus. Queria transformar o Brasil em República. A bandeira, que começou com uma estrela (PE) ganhou mais duas (PB e RN) e a proposta era agregar as das demais províncias, à medida que fossem aderindo à República.
O terceiro grande equívoco diz respeito à escravidão. Dizem os historiadores sulistas, seguidos por macaqueadores provincianos, que o movimento não incluía a abolição da escravatura. Falso. Começou decretando a liberdade dos escravos que se alistar-se nas forças armadas revolucionárias e iniciou a abolição gradativamente da escravidão. Com as naturais resistências da maioria dos senhores de engenho. Proposta inabalável, que dividiu o comando revolucionário e facilitou o seu esmagamento em 75 dias.
Tem muito mais
Por ora, fiquemos por aqui. Não sei que abordagem o professor George Cabral fará na sua palestra, que, antecipo, será brilhante, como sempre. E, espero, terá debate. Uma oportunidade a mais para que o sentido da Data Magna, que como registrado acima, ainda não chegou à sociedade, alcance mais alguns formadores de opinião, professores, multiplicadores naturais de verdades escondidas e propositadamente distorcidas. Para quem não conhece, a APL fica na Avenida Rui Barbosa, no Recife. Entrada e estacionamento gratuito pela Avenida Malaquias, logo após a AABB. E, lembrando, começa 15h. A APL tem tradição de pontualidade.
*José Nivaldo Junior é comunicador, Mestre em História, ex-professor da UFPE, diretor do Jornal O Poder.

Coordenador de telescópio no Sertão da PB citado em relatório dos EUA nega que local seja base militar da China
09/03/2026
Três pesquisadores
Élcio Abdalla disse que apenas três pesquisadores de universidades do país asiático fazem parte da cúpula de comando e que o governo chinês entra apenas como apoio tecnológico e dos pesquisadores e que "se houver alguma influência, é uma influência brasileira".
Integra projeto
O laboratório instalado no Sertão da Paraíba integra o projeto internacional BINGO (Baryon Acoustic Oscillations in Neutral Gas Observations), voltado à pesquisa em radioastronomia. A in...
O Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia e Tecnologia, instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, no Sertão da Paraíba, foi mencionado em um relatório de um comitê do Congresso dos Estados Unidos que analisa possíveis instrumentos de espionagem da China na América Latina. O coordenador do projeto, o físico Élcio Abdalla, negou que o local seja uma base militar e reforçou o caráter científico do local.
Três pesquisadores
Élcio Abdalla disse que apenas três pesquisadores de universidades do país asiático fazem parte da cúpula de comando e que o governo chinês entra apenas como apoio tecnológico e dos pesquisadores e que "se houver alguma influência, é uma influência brasileira".
Integra projeto
O laboratório instalado no Sertão da Paraíba integra o projeto internacional BINGO (Baryon Acoustic Oscillations in Neutral Gas Observations), voltado à pesquisa em radioastronomia. A iniciativa busca detectar oscilações acústicas bariônicas (BAO) por meio da observação de sinais em radiofrequência para averiguar a matéria e a energia escura do universo. O projeto reúne instituições do Brasil e da China, como o CESTNCRI, a UFCG, a UFPB e o Governo da Paraíba.
Mapeamento florestal
O coordenador disse também que uma das tecnologias do radiotelescópio pode ser usada para outros fins, inclusive de mapeamento de florestas brasileiras e segurança.
Essa tecnologia em questão é chamada de Phased array, que é um conjunto de antenas para, no caso, serem apontadas para o céu e conseguir dados sobre a energia escura e a matéria escura. Mas essas antenas podem ser usadas no mapeamento e outras finalidades.
O Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Cláudio Furtado, também desmentiu a existência de uma base militar secreta chinesa na Paraíba, mas que só vai se posicionar após o Itamaraty.
Acusou
Em meio ao conflito no Oriente Médio, um relatório de uma comissão do Congresso dos EUA divulgado na semana passada acusou a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. Duas das instalações nomeadas no documento ficam no Brasil.
O documento
No documento, os deputados americanos mostram especial preocupação com a participação chinesa em uma estação na Bahia feita com uma empresa de satélites – e demonstram preocupação com uma potencial perda da hegemonia militar sobre a região, considerada como “esfera de influência” de Washington.
Estação terrestre
Além da estrutura no Sertão paraibano, o documento também menciona a Estação Terrestre de Tucano, localizada em Salvador, na Bahia.
Severino Lopes
O Poder

Escritório de esposa de Moraes produziu 36 pareceres para Banco Master
09/03/2026
Os dados
Os dados foram divulgados pelo próprio escritório de advocacia, que prestou serviços para a empresa do banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.
Nota
Em nota pública, a esposa do magistrado também ressalta que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede da instituição financeira, além de dois encontros por videoconferência. De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, "para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica", informa.
Contratada
A banca de direito foi contratada de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 pelo Banco Master e realizou “ampla consultoria e atuação jurídica”. O serviç...
O escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), produziu 36 pareceres jurídicos e opiniões legais para o Banco Master.
Os dados
Os dados foram divulgados pelo próprio escritório de advocacia, que prestou serviços para a empresa do banqueiro Daniel Vorcaro até o ano passado.
Nota
Em nota pública, a esposa do magistrado também ressalta que promoveu 79 reuniões semipresenciais na sede da instituição financeira, além de dois encontros por videoconferência. De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, "para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica", informa.
Contratada
A banca de direito foi contratada de fevereiro de 2024 a novembro de 2025 pelo Banco Master e realizou “ampla consultoria e atuação jurídica”. O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados.
"Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação", prossegue o texto.
Três escritórios
Ao todo, foram contratados ainda outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.(O Poder)
Prefeitura detalha iniciativa para combater violência de gênero
09/03/2026
A tecnologia
A tecnologia atua integrada ao prontuário eletrônico das unidades de saúde, analisando dados clínicos e históricos de atendimento e emitindo alertas para médicos, enfermeiros, dentistas e profissionais das equipes multidisciplinares quando forem identificados indícios compatíveis com situações de violência.
Ações
A agenda também apresentará outras ações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres no Recife. O evento será realizado na Sala de Monitoramento , no Gabin...
A prefeitura do Recife realiza, hoje, segunda-feira (09/03), a primeira reunião com as Secretarias envolvidas na iniciativa Clara IA – Inteligência Artificial a Serviço da Vida, ferramenta desenvolvida para apoiar profissionais da Atenção Básica na identificação precoce de mulheres em situação de risco de violência e feminicídio. Após a reunião, o prefeito João Campos atenderá a imprensa para detalhar a ferramenta.
A tecnologia
A tecnologia atua integrada ao prontuário eletrônico das unidades de saúde, analisando dados clínicos e históricos de atendimento e emitindo alertas para médicos, enfermeiros, dentistas e profissionais das equipes multidisciplinares quando forem identificados indícios compatíveis com situações de violência.
Ações
A agenda também apresentará outras ações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres no Recife. O evento será realizado na Sala de Monitoramento , no Gabinete do Prefeito.
Edson Vieira anuncia R$ 500 mil para a saúde de Sairé durante agenda no município
09/03/2026
O evento, liderado pelo prefeito Gildo Dias, contou com as presenças do deputado federal Renildo Calheiros, além de vereadores, secretários municipais e moradores da cidade, que acompanharam de perto a entrega dos equipamentos e os anúncios realizados durante a agenda.
“Quero parabenizar o prefeito Gildo Dias pela entrega da UBS do Vale Verde e também da nova van, que vai reforçar o atendimento à população. São investimentos importantes que mostram o compromisso com a saúde do povo de Sairé. Aproveitamos esse momento para anunciar mais uma conquista fruto do nosso trabalho e da nossa articulação: R$ 500 mil para fortalecer ainda mais a saúde do m...
O deputado estadual Edson Vieira esteve neste sábado (07) em Sairé, no Agreste pernambucano, onde participou da entrega de novos investimentos para a saúde do município. Na ocasião, foram inauguradas a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Vale Verde e uma nova van que passa a reforçar o atendimento à população.
O evento, liderado pelo prefeito Gildo Dias, contou com as presenças do deputado federal Renildo Calheiros, além de vereadores, secretários municipais e moradores da cidade, que acompanharam de perto a entrega dos equipamentos e os anúncios realizados durante a agenda.
“Quero parabenizar o prefeito Gildo Dias pela entrega da UBS do Vale Verde e também da nova van, que vai reforçar o atendimento à população. São investimentos importantes que mostram o compromisso com a saúde do povo de Sairé. Aproveitamos esse momento para anunciar mais uma conquista fruto do nosso trabalho e da nossa articulação: R$ 500 mil para fortalecer ainda mais a saúde do município. Seguimos fazendo política com parceria, responsabilidade e ações que melhoram a vida das pessoas”, destacou Edson Vieira.
O prefeito Gildo Dias comemorou a parceria e ressaltou a importância do apoio do deputado para o município.
“A parceria com o deputado Edson Vieira tem sido muito importante para Sairé. Esses recursos chegam para fortalecer a saúde e garantir mais estrutura e mais atendimento para a nossa população. Ficamos felizes em contar com esse apoio”, afirmou o prefeito.
Sport domina Náutico e amplia hegemonia no Campeonato Pernambucano
09/03/2026
Os títulos
São 17 títulos a mais que o segundo colocado na lista, o Santa Cruz, que tem 29, e quase o dobro da quantidade do Náutico, que tem 24. A estatística que comprova a hegemonia do Leão dentro do estado.
Foi soberano
Depois de um empate por 3 a 3 na Ilha do Retiro, em que erros individuais impediram a vitória, o Sport foi soberano neste domingo, nos Aflitos. Bateu o rival na casa dele por 3 a 0, com superioridade tática construída, principalmente, por conta das escolhas acertadas do técnico Roger Silva.
46 vezes campeão pernambucano. Soberano. Um título para lavar a “alma” do torcedor ainda ressentido com o rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Contra o tradicional rival Náutico, o Sport cresceu nas duas partidas finais, principalmente a da volta, nos Aflitos, neste domingo, colocando por terra os melhores números do alvirrubro no Pernambucano 2026 e conquistando sua 46ª taça.
Os títulos
São 17 títulos a mais que o segundo colocado na lista, o Santa Cruz, que tem 29, e quase o dobro da quantidade do Náutico, que tem 24. A estatística que comprova a hegemonia do Leão dentro do estado.
Foi soberano
Depois de um empate por 3 a 3 na Ilha do Retiro, em que erros individuais impediram a vitória, o Sport foi soberano neste domingo, nos Aflitos. Bateu o rival na casa dele por 3 a 0, com superioridade tática construída, principalmente, por conta das escolhas acertadas do técnico Roger Silva.
Era divisor de águas
A finalíssima do Pernambucano era um divisor de águas. Derrota provavelmente definiria uma saída antes do início da Série B. Agora, com o título, ele entrou para a história do clube e ganhou fôlego para continuidade do trabalho.
O Poder
Foto: Marlon Costa/AGIF
