É Findi - Pega! Crônica, por AJ Fontes*
10/05/2025
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardado...
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardados no bolso e se dava por satisfeito ter o suficiente para a passagem e meia carteira de minister.
Espantou-se quando sentiu um peso sobre os ombros. Quis se afastar, mas não conseguiu. Um sujeito segurou com firmeza, encostou a boca no ouvido dele.
— Se aperrei não. Só quero o dinheiro.
— Bicho, sobrou o da passagem de ônibus.
— Faça isso não com seu irmão. Preciso levar algum pra casa.
No meio da conversa do que parecia ser de dois amigos no fim de uma farra, o sujeito passou a mão no couro às suas costas e fez nosso amigo se encolher, fechar os olhos. Rápido buscou desviar a atenção.
- Cara, tem gente em algum lugar com dinheiro.
Não teve jeito. Com os olhos fixos e um sorriso se abrindo.
— É um violão, né?
— É com ele que faturo algum. Faz isso não.
— Então...
O sorriso se completou e ele esfregou os dedos na altura dos olhos.
Choroso, olhando as pedras da calçada, entregou o dinheiro amassado, continuou andando. O silêncio fez Nuca voltar a cabeça para o lado e não viu mais o sujeito. Parou, deu meia volta para o bar. Três passos adiante e percebeu alguém caminhando ao lado.
— Passa o dinheiro, senão leva.
O cantor abriu os braços.
— Porra! Acabei de ser assaltado.
— Foi mesmo. Eu vi. Parados no meio da rua, sob o facho da luz do poste, o novato escaneia Nuca.
— O quê é isso aí no bolso?
Desalentado, Nuca retira uma carteira amassada com o último cigarro.
— Aí, velho, te manda que é perigoso andar por aqui.
Em um passe de mágica, as sombras o engoliram.
O autor do frevo Pernambucana, estático, parecia contar as folhas caídas das árvores quando viu chegar um par de pés descalços.
— Moço, tem um dinheiro aí?
— Você tá brincando, né?
— Tá certo, eu vi tudo. Aperrei não que eu levo o senhor no bar.
À maneira dos anteriores, também se escafedeu.
Nuca resolveu encarar as risadas do amigo, no Antiquário. Encostou o pinho em uma cadeira e embarcou no sofá de onde acordou com o sol na cara, saindo de um sonho e gritando.
— Pega ladrão!

*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
Leia outras informações
Mendonça diz que retirar sigilo do celular de Vorcaro tumultua julgamento
13/09/2026
Pedido
No documento, o magistrado pede que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determine que quatro delegados prestem informações sobre "eventuais constrangimentos sofridos ao longo das investigações".
Reitera
Mendonça reitera que "todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os Ministros deste Tribunal" e diz que "dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão"
Contribuir para o tumulto
Por último, o ministro afirma que "a inserção de elementos adicionais, que não constam dos aut...
Em ofício publicado hoje, domingo, (13/09), o Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, afirmou que a possível retirada do sigilo das informações do celular do banqueiro Daniel Vorcaro “contribuiria para tumultuar o julgamento”.
Pedido
No documento, o magistrado pede que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determine que quatro delegados prestem informações sobre "eventuais constrangimentos sofridos ao longo das investigações".
Reitera
Mendonça reitera que "todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os Ministros deste Tribunal" e diz que "dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão"
Contribuir para o tumulto
Por último, o ministro afirma que "a inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro" poderia "contribuir para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural".
A gravidade dos fatos não autoriza atalhos
Mendonça também cita uma frase de Edson Fachin ao final do documento. "Nesse sentido, como bem enfatizou o eminente Presidente, 'A gravidade dos fatos não autoriza atalhos', mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".
Com CNN
Veneziano participa de grande mobilização pro-Lula em Sousa
13/09/2026
Recebido em Sousa
Veneziano foi recebido pelas lideranças progressistas de Sousa, e seguiu em passeata ao lado do candidato a deputado estadual Flávio Brasileiro (PT), da presidente do PT de Sousa, Vera Vernaide e do vereador Daniel Pinto. “Receber o carinho e a energia do povo renova nossas forças e nos motiva ainda mais a seguir na luta por uma Paraíba mais justa e por um Brasil que cuide de quem mais precisa”, disse Veneziano.
Reeleger presidente e senador
A passeata percorreu as principais ruas da cidade, numa demonstração clara da necessidade de reeleger Lula e Veneziano.
“Foi uma noite histórica para Sousa. Vamos reconduzir nosso presidente Lula e, na...
O senador e candidato à reeleição ao Senado Federal, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), participou na noite de ontem (12/09) de um grande ato em favor da reeleição do presidente Lula (PT) e da democracia, na cidade de Sousa, no sertão do estado.
Recebido em Sousa
Veneziano foi recebido pelas lideranças progressistas de Sousa, e seguiu em passeata ao lado do candidato a deputado estadual Flávio Brasileiro (PT), da presidente do PT de Sousa, Vera Vernaide e do vereador Daniel Pinto. “Receber o carinho e a energia do povo renova nossas forças e nos motiva ainda mais a seguir na luta por uma Paraíba mais justa e por um Brasil que cuide de quem mais precisa”, disse Veneziano.
Reeleger presidente e senador
A passeata percorreu as principais ruas da cidade, numa demonstração clara da necessidade de reeleger Lula e Veneziano.
“Foi uma noite histórica para Sousa. Vamos reconduzir nosso presidente Lula e, na Paraíba, reeleger Veneziano, para que o povo paraibano possa continuar a ter um Senador que dignifica o seu mandato”, afirmou Daniel.
O fogo, o ouro e a verdade, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
13/09/2026
A verdade não é aquilo que aparece quando o sigilo cai. É aquilo que permanece depois que tudo o que apareceu atravessou o fogo.
Há coincidências que nada demonstram e que, no entanto, impõe-se serem pensadas. O primeiro erro, e o mais visível, consiste em atribuir-lhes uma causalidade que não possuem, convertendo o acaso em oráculo e a impressão em prova; o segundo erro, menos percebido porque se apresenta com as vestes respeitáveis da prudência, consiste em recusar, por medo do primeiro, todo e qualquer sentido àquilo que a realidade inesperadamente aproximou.
Entre a superstição e a cegueira
Entre a superstição, que enxerga desígnio onde há apenas encontro, e a cegueira, que se nega a interrogar aquilo que o encontro sugere, existe um território legítimo e antiquíssimo da inteligência humana, no qual não se demonstra, mas se compreende, e ao qual d...
Rosh Hashaná 5787 e aquilo que permanece depois do julgamento
A verdade não é aquilo que aparece quando o sigilo cai. É aquilo que permanece depois que tudo o que apareceu atravessou o fogo.
Há coincidências que nada demonstram e que, no entanto, impõe-se serem pensadas. O primeiro erro, e o mais visível, consiste em atribuir-lhes uma causalidade que não possuem, convertendo o acaso em oráculo e a impressão em prova; o segundo erro, menos percebido porque se apresenta com as vestes respeitáveis da prudência, consiste em recusar, por medo do primeiro, todo e qualquer sentido àquilo que a realidade inesperadamente aproximou.
Entre a superstição e a cegueira
Entre a superstição, que enxerga desígnio onde há apenas encontro, e a cegueira, que se nega a interrogar aquilo que o encontro sugere, existe um território legítimo e antiquíssimo da inteligência humana, no qual não se demonstra, mas se compreende, e ao qual damos o nome de símbolo.
Foi nesse território que Natanael Knabben entrou ao publicar em sua conta no Instagram, às vésperas de Rosh Hashaná, uma provocação bem mais interessante do que sua aparência inicial deixava supor.
O ano judaico 5787 estava para começar; e, ao mesmo tempo, no Brasil, as investigações relacionadas ao Banco Master começavam a ter partes substanciais de seu conteúdo tornadas públicas, pois na passagem do dia 10 para o dia 11 de setembro o ministro André Mendonça levantou o sigilo de quinze procedimentos e em seguida ampliou a publicidade de outros documentos, preservando apenas aquilo que considerou ligado a diligências ainda em curso. O que havia permanecido oculto começava a aparecer.
Knabben percebeu a aproximação e fez dela uma imagem, lendo 5787, simbolicamente, como um ano de verdade e de refinamento, no qual o escondido viria à superfície, o ouro precisaria atravessar o fogo e a impureza haveria de separar-se daquilo que tivesse valor verdadeiro.
Teve, porém, o cuidado decisivo de advertir que não estava formulando profecia alguma, e essa advertência merece ser conservada com o mesmo zelo com que se conserva a imagem.
O peshat e o derash
Não pretendo, portanto, descobrir no calendário hebraico uma previsão criptografada a respeito do Supremo Tribunal Federal, do Banco Master ou de qualquer personagem da vida brasileira, porque isso reduziria uma tradição milenar à condição subalterna de horóscopo político.
O que pretendo é outra coisa: aceitar a porta que Knabben entreabriu e verificar até onde ela conduz quando atravessamos o peshat, que é o sentido imediato, e avançamos pelo remez e pelo derash, que são os territórios da alusão e da interpretação.
O primeiro passo já produz uma surpresa. O Salmo 19 afirma que ??????????? ?????? ?????, mishpetei Adonai emet, os juízos do Eterno são verdade, e acrescenta que são justos em conjunto; e no versículo imediatamente seguinte esses mesmos juízos são declarados mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ??, paz, que é o ouro fino, e mais doces do que o mel.
Julgamento, verdade, justiça, ouro depurado e doçura comparecem assim quase sem intervalo, numa sequência bíblica de densidade extraordinária, e é difícil atravessá-la justamente em Rosh Hashaná sem perceber aquilo que ela nos autoriza a pensar.
O propósito de Rosh Hashaná
Porque Rosh Hashaná não é apenas a festa de um ano que se inicia. A Mishná o apresenta como momento de julgamento, no qual todos os habitantes do mundo passam diante do Eterno, um por um, enquanto suas ações são examinadas.
E a imagem que a tradição depois consagrou, a das ovelhas que desfilam diante do pastor, existe precisamente para impedir que a multidão dissolva a responsabilidade de cada um.
O homem comparece sozinho, e é nesse ponto que o simbolismo se afasta da política para tornar-se muito mais exigente do que ela, porquanto é fácil desejar um ano em que a verdade exponha os outros e é dificílimo desejar um ano em que ela nos exponha a nós.
A palavra hebraica para verdade é ???, emet, e há algo de admirável em sua própria arquitetura, pois ela começa no ?, alef, primeira letra do alfabeto, passa pelo ?, mem, situado entre os extremos, e termina no ?, tav, que é a última.
De modo que a tradição pôde enxergar nessa disposição a imagem de uma verdade que não se contenta com o fragmento e exige o percurso inteiro.
O Talmud leva a observação adiante quando contrapõe emet a ???, sheker, a falsidade, notando que as letras de sheker se encontram vizinhas umas das outras, ao alcance da mão, enquanto as de emet se encontram distantes e obrigam a caminhar.
E notando ainda, na própria forma gráfica dos caracteres, que a falsidade se apoia precariamente enquanto a verdade repousa sobre base estável, donde a máxima segundo a qual a verdade permanece e a falsidade não permanece. Outro ensinamento acrescenta que o selo do Santo, bendito seja Ele, é emet.
Em uma linguagem menos religiosa
Talvez seja possível traduzir tudo isso para uma linguagem menos religiosa sem diminuir-lhe a força.
Verdade não é a correspondência instantânea entre uma afirmação e um pedaço avulso da realidade; é aquilo que resiste quando o começo, o meio e o fim são considerados em conjunto.
Quando a evidência favorável e a evidência contrária são submetidas ao mesmo critério, e quando a versão que desejamos verdadeira recebe exatamente o mesmo fogo que aplicamos à versão de nossos adversários.
O caminho até a verdade sob o viés jurídico
Disso decorrem consequências jurídicas, políticas e pessoais que a pressa costuma atropelar, porque um documento autêntico pode conter uma afirmação falsa, uma conversa verdadeira pode admitir interpretações divergentes.
Um fato provado pode ser incapaz de sustentar a conclusão que alguém pretende dele extrair, uma suspeita pode justificar a investigação sem justificar a condenação, e o levantamento de um sigilo pode trazer ao conhecimento público fatos importantes sem entregar, com eles, aquilo que chamaríamos a verdade do caso.
É aqui que eu modificaria uma das imagens de Knabben, e o faria precisamente porque a estimo, para conduzi-la um pouco mais longe.
Quando o sigilo cai, não é a verdade que aparece, ou pelo menos não é ainda: o que aparece é o minério, isto é, a matéria bruta na qual o ouro talvez esteja contido junto com tudo aquilo que ouro não é.
A verdade principia depois, quando o material revelado é confrontado com outros documentos, quando as versões se examinam reciprocamente, quando se estabelece a cronologia, quando se pergunta quem sabia o quê e em que momento veio a sabê-lo, quando se distingue o indício da prova.
A associação da causalidade, a proximidade da cumplicidade e a irregularidade do crime; e principia, sobretudo, no instante em que concedemos àquele de quem desconfiamos a possibilidade de que os fatos não signifiquem aquilo que gostaríamos que eles significassem.
Esse é o fogo. O fogo verdadeiro não é a publicação, mas o exame.
O ouro
Por isso a imagem do ouro é tão apropriada, já que ninguém reconhece o ouro porque alguém escreveu "ouro" sobre a pedra, sendo necessário separá-lo daquilo que o acompanha.
O livro dos Provérbios formula a metáfora com concisão admirável ao dizer que o crisol é para a prata e o forno para o ouro, mas que o Eterno é quem prova os corações, deslocando para o interior do homem o mesmo princípio que testa o meta.
E esse deslocamento é essencial, porque o refinamento que exigimos das instituições não pode ser recusado quando chega à consciência de quem o exige.
Quem sabe resida exatamente aí o risco das épocas politicamente polarizadas, nas quais todos pedem fogo, quase sempre para o outro.
O fogo
Queremos que ele alcance o adversário, o governante de quem desconfiamos, o magistrado cuja atuação contestamos, o partido que rejeitamos, o empresário que nos parece comprometido, o jornalista que julgamos parcial; e o fogo, assim manejado, deixa de ser instrumento de purificação para converter-se em simples arma.
Ora, o fogo que escolhe de antemão aquilo que deve queimar já não procura ouro nenhum: procura combustível.
Rosh Hashaná rompe essa facilidade, pois a tradição não põe cada homem diante do tribunal para que apresente o rol dos pecados alheios, mas o coloca ele próprio diante do Juiz, e essa distinção, que parece pequena, muda tudo.
É também aqui que a gematria, desde que tratada como linguagem simbólica e não como máquina de antecipar acontecimentos, oferece uma possibilidade fascinante.
O ano 5787
O ano que começa é 5787, escrito tradicionalmente ?????, e suas duas últimas letras formam ??, paz, valendo peh oitenta e zayin sete, de sorte que paz soma oitenta e sete: justamente uma das palavras bíblicas para o ouro fino, precioso, depurado, o mesmo paz do Salmo 19, no qual os juízos verdadeiros são declarados mais desejáveis do que o ouro e do que muito ouro fino.
Não é preciso afirmar que 5787 "significa" o ano do ouro; basta perceber que o número autoriza o jogo interpretativo, porque o símbolo não obriga a realidade, apenas nos oferece uma pergunta.
Que seja, pois, um ano de paz; mas de que ouro estamos falando? O ouro da prosperidade seria a leitura mais imediata, embora exista outra, espiritualmente mais interessante, que é a do ouro restante depois do refinamento, não o brilho mas a substância, não aquilo que parecia valioso antes do fogo mas aquilo que continua valendo depois dele.
A verdade por trás dos números
Podemos avançar mais um passo, declarando agora, sem sombra de ambiguidade, que entramos no terreno de uma construção interpretativa nossa. ???, emet, possui valor gemátrico quatrocentos e quarenta e um.
Pois alef vale um, mem vale quarenta e tav vale quatrocentos; e a soma de seus algarismos nos devolve nove, exatamente como a soma dos algarismos de 5787 nos devolve vinte e sete, cuja redução é igualmente nove.
Nenhum tribunal admitiria semelhante operação como prova, nenhuma investigação deveria orientar-se por ela e nada se demonstra com isso; a Cabala, porém, jamais reduziu o número à condição de perícia criminal, porque a gematria pertence a outra ordem de leitura e procura ressonâncias, e a ressonância, neste caso, é bela: 5787 e ??? se encontram no nove.
Há ainda outra, que me parece mais eloquente. Retirado o milhar, como ordinariamente se faz na representação abreviada do ano, restam 787, cujos algarismos somam vinte e dois, que é o número das letras fundamentais do alfabeto hebraico.
E restituído o milhar, a soma alcança vinte e sete, que é o número das formas gráficas quando às vinte e duas letras se acrescentam as cinco finais, ?, ?, ?, ?, ?.
Não apresento isso como ensinamento recebido dos sábios, e sim como remez, como alusão construída, e é precisamente por isso que vale perguntar o que ela nos permite enxergar.
787 nos conduz às vinte e duas letras, 5787 nos conduz às vinte e sete formas, e dentro desse alfabeto emet vai de alef a tav, do princípio ao fim, tendo entre ambos o caminho.
Talvez a verdade seja exatamente isso, aquilo que exige percorrer o alfabeto inteiro quando a mentira já encontrou três letras vizinhas bastantes para formar uma narrativa.
O nosso tempo
E temos aqui uma imagem quase perfeita do nosso tempo, no qual a informação nunca esteve tão disponível sem que a verdade se tornasse proporcionalmente mais fácil.
Recebemos em segundos documentos, gravações fragmentárias, mensagens extraídas de telefones, denúncias, vídeos, recortes, delações, manchetes, decisões judiciais e comentários instantâneos.
E cada fragmento pode ser rigorosamente verdadeiro sem que o quadro construído com eles deixe de ser falso, porque a mentira mais sofisticada dispensa a invenção de fatos e se contenta em selecionar verdades, sendo perfeitamente possível mentir apenas escolhendo com acerto aquilo que será mostrado e aquilo que permanecerá fora do enquadramento.
Emet exige o contrário: alef, mem, tav, o começo, o percurso e o fim.
O fogo imparcial
Isso nos devolve ao Brasil. Se os documentos antes sigilosos revelarem corrupção, que os responsáveis respondam, seja qual for sua posição, partido, ideologia ou função; se revelarem irregularidades cometidas por pessoas que admiramos, o fogo não pode ser diminuído para protegê-las.
E se as acusações dirigidas contra aqueles que combatemos não resistirem ao exame, tampouco nos é lícito conservar a condenação apenas porque ela nos convém politicamente. Fora disso não estaremos buscando verdade alguma, e sim escolhendo a escória e o ouro antes mesmo de acender o forno.
Shabbat
Existe ainda uma coincidência extraordinariamente apropriada a este ano, pois o primeiro dia de Rosh Hashaná, 12 de setembro de 2026, cai em Shabbat. Costumamos pensar a festa pelo som do shofar, aquele chamado ancestral que rompe o torpor da consciência.
Quando, porém, o primeiro dia coincide com o Shabbat, a prática rabínica tradicional é não tocá-lo, e a antiga tensão entre as expressões bíblicas yom teruá, dia do toque, e zikhron teruá, memória do toque, adquire uma ressonância especial.
Eis uma imagem que Knabben não utilizou e que me parece completar toda a construção: 5787 começa em silêncio.
O ano que podemos simbolicamente associar à verdade e ao refinamento não se inaugura com alguém gritando a verdade aos outros, e sim com a suspensão do som.
E talvez haja nisso uma sabedoria que nos escapa, a de ouvir antes de falar, de examinar antes de acusar, de ler o documento inteiro antes de decidir o que ele prova, de suportar a dúvida por algum tempo antes de converter o indício em certeza, e de perguntar de onde nós próprios precisamos retornar antes de exigir que alguém faça teshuvá.
O silêncio do primeiro dia não nega o shofar: prepara-o. E a dúvida metodológica não é inimiga da verdade, sendo antes uma das maneiras pelas quais nos recusamos a substituí-la pela pressa.
Após o percurso
É somente depois desse percurso que o Salmo 19 pode ser relido em toda a sua força. Aquilo que no início aparecia como uma sequência admirável de imagens revela agora uma ordem moral: os juízos são verdadeiros e justos, por isso valem mais do que o ouro fino e podem, enfim, ser mais doces do que o mel.
A doçura, portanto, não antecede a prova; vem depois dela.
O ouro tampouco é valioso porque reluz, mas porque suporta o processo que separa o metal daquilo que apenas o acompanha. Julgamento, verdade, ouro e mel deixam então de ser quatro símbolos justapostos e passam a formar um percurso.
Costumamos desejar Shaná Tová Umetuká, um ano bom e doce, comemos maçã com mel e pedimos que a doçura alcance aqueles que amamos; mas o Salmo impõe à metáfora uma condição mais austera, porque nele a doçura vem depois da verdade e o ouro vem depois da possibilidade do fogo.
Uma sociedade que deseja apenas o mel, recusando o julgamento, termina intoxicada pela própria complacência; uma sociedade que deseja apenas o fogo, recusando a misericórdia e o devido processo, termina incendiada pela vingança.
E o difícil, o raríssimo, é conservar unidos os elementos que nossa paixão gostaria de separar, a verdade e a misericórdia, o julgamento e a justiça, o rigor e a humildade.
Foi por isso que a mensagem de um amigo, recebida neste Rosh Hashaná, me pareceu completar involuntariamente a reflexão, pois ao desejar um ano bom e doce ele pediu ao Todo-Poderoso que nos ajudasse a discernir entre o certo e o errado, a vítima e o culpado.
Discernir
A palavra essencial talvez seja discernir, que não é punir, nem absolver, nem confirmar aquilo que já pensávamos; e o fogo também discerne, uma vez que não cria o ouro e apenas revela a diferença entre aquilo que é ouro e aquilo que estava a ele misturado.
Talvez seja essa a leitura mais fértil de 5787.
Não o ano em que nossos adversários serão desmascarados, o que seria pequeno demais; nem o ano em que uma profecia judaica se realizaria no Brasil, o que seria converter o símbolo em superstição.
Mas um ano no qual aceitemos a disciplina do fogo, com as instituições submetidas à prova, as autoridades submetidas à prova, as acusações submetidas à prova, as narrativas submetidas à prova e, acima de tudo, nós mesmos submetidos ao critério que exigimos dos outros.
A pergunta
Porque ao final existe uma pergunta da qual ninguém escapa, e ela indaga o que restará de nós quando o fogo terminar.
Se nossas convicções sobreviverão às evidências que as contrariam, se nossa indignação continuará a mesma quando o culpado pertencer ao nosso lado, se nossa defesa do devido processo permanecerá firme quando o acusado for alguém que detestamos, se nossa exigência de transparência subsistirá quando os documentos atingirem aqueles que admiramos.
Caso não permaneça, aquilo que chamávamos princípio era apenas preferência; caso permaneça, teremos encontrado ouro.
Talvez seja por isso que emet é palavra tão exigente, começando no alef e só terminando no tav, sem permitir que desçamos do percurso na letra que mais nos convém.
A verdade pede o alfabeto inteiro.
o ouro, o fogo e a exposição
E talvez esteja aí a mais bela possibilidade escondida na aproximação que Knabben percebeu, pois ele viu o ouro, o fogo e a exposição daquilo que estava oculto, e nos é dado subir em seus ombros para enxergar um pouco mais longe.
O sigilo levantado não é o fim, mas o começo; o escândalo não é a verdade, mas matéria de investigação; o fogo não é a sentença, mas o processo de separação; o ouro não é aquele que acusa, mas aquilo que resiste.
E Rosh Hashaná não é o tribunal ao qual conduzimos nossos inimigos para que sejam julgados, e sim o dia em que descobrimos que também estamos na fila, um a um, diante do mesmo Juiz.
Talvez seja por isso, ainda, que o novo ano possa começar no silêncio e terminar numa oração.
Que 5787 seja realmente um ano de ??, de ouro fino, não porque tudo aquilo que desejamos venha a prosperar, mas porque tenhamos a coragem de colocar no fogo o que julgávamos precioso para descobrir-lhe o valor verdadeiro.
Que seja um ano de ???, não porque os outros sejam afinal desmascarados, mas porque aceitemos a verdade inteira, inclusive quando ela nos constranger; que a justiça saiba distinguir o culpado da vítima, que a misericórdia jamais se converta em cumplicidade e que o rigor jamais se converta em vingança;
Que aquilo que estiver escondido venha à luz quando a justiça o exigir, e que aquilo que vier à luz não seja condenado antes de atravessar o exame.
E que, terminado o fogo, reste o que é real, porque se for ouro há de permanecer e se for verdade há de permanecer, sendo todo o resto apenas brilho.
Shaná Tová Umetuká.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
TRE manda retirar propaganda de Raquel Lyra que relaciona João Campos a denúncia em concurso público
13/09/2026
Debate
O tema também foi abordado por Raquel Lyra durante o debate promovido pela Rádio Cidade FM, em Caruaru, na sexta-feira (11). A candidata usou uma réplica para afirmar que nunca foi "fura-fila" e voltou a citar a controvérsia envolvendo a alteração do resultado da seleção, que resultou na nomeação do filho de um juiz .
A decisão
A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo em ação movida pela Frente Popular de Pernambuco, coligação que representa João Campos. No documento, o magistrado concedeu tutela de...
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE) determinou a retirada de uma peça de propaganda da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) que relaciona o ex-prefeito do Recife e também candidato ao governo, João Campos (PSB), às denúncias de um suposto favorecimento na mudança do resultado de um concurso público para procurador do município, em 2025.
Debate
O tema também foi abordado por Raquel Lyra durante o debate promovido pela Rádio Cidade FM, em Caruaru, na sexta-feira (11). A candidata usou uma réplica para afirmar que nunca foi "fura-fila" e voltou a citar a controvérsia envolvendo a alteração do resultado da seleção, que resultou na nomeação do filho de um juiz .
A decisão
A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo em ação movida pela Frente Popular de Pernambuco, coligação que representa João Campos. No documento, o magistrado concedeu tutela de urgência para interromper a veiculação da propaganda.
Solicitou
No processo, a defesa do ex-prefeito também solicitou um direito de resposta. No entanto, o desembargador eleitoral determinou que esse pedido fosse analisado posteriormente pela Justiça Eleitoral.
Recife celebra Parada da Diversidade na orla de Boa Viagem
13/09/2026
Conscientização sobre a importância do voto
Em ano eleitoral, o evento trouxe como lema a conscientização a respeito da importância do voto.
Com o tema “De pé, com o orgulho – Nossos corpos existem, nosso voto decide”, a edição de 2026 terá como um dos principais focos a participação política da população LGBTQIA+, no âmbito das Eleições 2026.
Representatividade
A proposta é relacionar a defesa de direitos e a representatividade à importância do voto e da participação nas decisões que afetam a sociedade.
Primeiro desfile
A Parada da Diversidade teve seu primeiro desfile realizado em junho de 2002. Em 2026, pelo segundo ano consecutivo, não haverá o desfile de trios elétricos pela Avenida Boa Viagem por...
Centenas de pessoas se reuniram hoje, domingo, (13/09), na orla de Boa Viagem, no Parque Dona Lindu, para celebrar a 25ª edição da Parada da Diversidade de Pernambuco.
Conscientização sobre a importância do voto
Em ano eleitoral, o evento trouxe como lema a conscientização a respeito da importância do voto.
Com o tema “De pé, com o orgulho – Nossos corpos existem, nosso voto decide”, a edição de 2026 terá como um dos principais focos a participação política da população LGBTQIA+, no âmbito das Eleições 2026.
Representatividade
A proposta é relacionar a defesa de direitos e a representatividade à importância do voto e da participação nas decisões que afetam a sociedade.
Primeiro desfile
A Parada da Diversidade teve seu primeiro desfile realizado em junho de 2002. Em 2026, pelo segundo ano consecutivo, não haverá o desfile de trios elétricos pela Avenida Boa Viagem por causa das obras na orla da praia. Também foram montados esquemas especiais de trânsito e segurança, com uso de drones e sistema de reconhecimento facial.
Organizado
O evento é organizado pela Associação da Parada da Diversidade de Pernambuco (APDPE), que reúne entidades ligadas ao movimento LGBTQIA+
Boa pergunta - Raquel Teixeira Lyra teria que devolver o R$ 1,2 milhão que recebeu a mais do que poderia?
13/09/2026
A governadora tem reafirmado nas redes sociais que seu patrimônio é inferior a R$ 400 mil. E, segundo sua declaração à Justiça Eleitoral, conseguiu a proeza de ter R$ 1,00 na conta corrente.
O fato
Professor de Direito Constitucional ouvido pelo site Brasil 247 afirma que Constituição não permite a governante de Estado optar pela remuneração do cargo de origem e cita precedente do STF que restringe essa possibilidade a prefeitos e vereadores.
Pela lei
Uma norma aprovada pela Assembleia Legislativa não pode criar uma possibilidade de remuneração incompatível com os limites estabelecidos pela Constituição.
Nesse caso
Se prevalecer esse entendimento,
e ficar comprovada a má-fé, qualq...
A questão do salário da governadora levanta outra pergunta incômoda: onde danado foi parar esse dinheirão todo, mais de R$ 2 milhões e duzentos mil que ela recebeu como procuradora?
A governadora tem reafirmado nas redes sociais que seu patrimônio é inferior a R$ 400 mil. E, segundo sua declaração à Justiça Eleitoral, conseguiu a proeza de ter R$ 1,00 na conta corrente.
O fato
Professor de Direito Constitucional ouvido pelo site Brasil 247 afirma que Constituição não permite a governante de Estado optar pela remuneração do cargo de origem e cita precedente do STF que restringe essa possibilidade a prefeitos e vereadores.
Pela lei
Uma norma aprovada pela Assembleia Legislativa não pode criar uma possibilidade de remuneração incompatível com os limites estabelecidos pela Constituição.
Nesse caso
Se prevalecer esse entendimento,
e ficar comprovada a má-fé, qualquer servidor público pode ser obrigado a devolver a diferença. Com R$ 1,00 na conta, será complicado.
Dark Horse: Dino retira sigilo de material da polícia de SP sobre produtora
13/09/2026
Entregar à polícia
O ministro ainda mandou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo entregar à Polícia Federal todo o material bruto extraído de celulares apreendidos, além dos aparelhos, computadores e documentos recolhidos.
Uso de emendas parlamentares
A investigação é uma das duas frentes no STF relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”. O braço relatado por Dino mira o possível uso irregular de emendas parlamentares. O outro inquérito sobre a obra está sob relatoria do ministro André Mendonça.
Alvos da investigação
Entre os alvos da investigação de Dino estão o deputado federal...
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, hoje, domingo (13/09) tomou a decisão de retirar o sigilo da investigação do caso Dark Horse. O caso apura possível direcionamento de emendas parlamentares para o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro(PL).
Entregar à polícia
O ministro ainda mandou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo entregar à Polícia Federal todo o material bruto extraído de celulares apreendidos, além dos aparelhos, computadores e documentos recolhidos.
Uso de emendas parlamentares
A investigação é uma das duas frentes no STF relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”. O braço relatado por Dino mira o possível uso irregular de emendas parlamentares. O outro inquérito sobre a obra está sob relatoria do ministro André Mendonça.
Alvos da investigação
Entre os alvos da investigação de Dino estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, e Karina Gama, dona da Go Up.
Mandados de busca e apreensão em 3 estados e no DF
Na última quinta-feira (10/09), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará na Operação Make Up, autorizada por Dino. Frias e Karina estavam entre os alvos.
Organização criminosa
Segundo a PF, a investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa formada por agentes públicos e privados e suspeita de direcionar recursos recebidos por meio de emendas para empresas contratadas de maneira irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
Esquema de desvio
No despacho deste domingo, Dino afirmou que, após analisar o material produzido pela investigação da Polícia Civil de São Paulo, os elementos indicam um possível “sofisticado esquema de destinação e desvio de recursos públicos”, principalmente de emendas parlamentares federais.
Frias e Go Up
A apuração também cita movimentações entre Frias e a Go Up. Segundo a PF, o deputado teria enviado valores à empresa em montante considerado incompatível com os rendimentos declarados por ele.
Esclarecimento sobre emenda parlamentar
Em março, Dino já havia determinado que Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme. O ministro pediu informações sobre possíveis irregularidades na execução desses recursos.
Frias negou
Em manifestação enviada ao Supremo em maio, Frias negou irregularidades e afirmou que os valores tiveram finalidade social.
Justificativa para ação
Para justificar o levantamento do sigilo neste domingo, Dino citou decisões recentes de Mendonça e Edson Fachin e afirmou que há uma “viragem jurisprudencial em curso” no STF sobre a publicidade de investigações.
Mencionou
O ministro também mencionou o risco de “vazamentos seletivos” e disse que investigados em situações semelhantes devem receber o mesmo tratamento.
Veneziano garante empenho para construção de ponte que vai beneficiar mais de dez cidades do sertão paraibano
13/09/2026
Destinou
Para a concretização desta obra, Veneziano destinou R$ 7 milhões, valor que receberá uma complementação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
“Nós estamos destinando este valor de R$ 7 milhões, através de uma emenda de comissão que nós indicamos, e o restante nós já conversamos com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para que haja a complementação, a depender apenas do projeto que será elaborado pelas prefeituras beneficiadas”, disse Veneziano.
3º eixo da Transposição do Rio São Francisco
Ainda sobre segurança hídrica, o senador Veneziano tem defendido ativamente a viabilização...
Uma obra histórica. O senador e candidato à reeleição, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), garantiu empenho para a construção da sonhada Ponte do Padre Solon, sobre o Rio Piranhas. A obra vai beneficiar diretamente as populações de mais de 10 cidades do sertão da Paraíba.
Destinou
Para a concretização desta obra, Veneziano destinou R$ 7 milhões, valor que receberá uma complementação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
“Nós estamos destinando este valor de R$ 7 milhões, através de uma emenda de comissão que nós indicamos, e o restante nós já conversamos com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para que haja a complementação, a depender apenas do projeto que será elaborado pelas prefeituras beneficiadas”, disse Veneziano.
3º eixo da Transposição do Rio São Francisco
Ainda sobre segurança hídrica, o senador Veneziano tem defendido ativamente a viabilização e a aceleração das obras do Ramal Piancó, considerado o 3º eixo da Transposição do Rio São Francisco na Paraíba. A obra é apontada como crucial para garantir o abastecimento de água do Vale do Piancó e regiões próximas.
Recebeu
Recentemente Veneziano recebeu prefeitos de 13 cidades do Vale do Piancó, onde reafirmou o seu compromisso em continuar buscando recursos para o Sertão paraibano. Este ano Veneziano já tratou da construção do Ramal Piancó (3º eixo da Transposição do Rio São Francisco na Paraíba, no Ministério da Integração Nacional, com o ministro Waldez Góes.
Crucial
Veneziano classificou a obra como crucial para a segurança hídrica do Vale do Piancó e regiões adjacentes, para levar água do São Francisco, a partir de Conceição, perenizando o Rio Piancó. Ele lembrou que quando estiver concluído, o Ramal vai garantir abastecimento em áreas de estiagem frequente, beneficiando mais de 1 milhão de habitantes.
Lembrou
O Senador lembrou que recebeu do Ministro a garantia de que está tudo pronto para a licitação, prevista para este ano, a depender apenas da licença ambiental.
O Poder
Candidato ao Senado, André Gadelha defende fortalecimento da saúde nos municípios para facilitar vida dos paraibanos
13/09/2026
Escassez de recursos
André Gadelha ressaltou que a escassez de recursos para descentralizar os serviços de saúde está diretamente associada ao mau uso das verbas públicas e as relações promíscuas no ambiente político.
Falta de assistência
André Gadelha ressaltou que a falta de assistência médica adequada no interior obriga famílias a se mudarem para a capital de favor ou a arcarem com custos de aluguel, gerando ociosidade e vulnerabilidade social para os jovens.
Apoio ao produtor rural
André voltou a defender um maior investimento na agricultura no Sertão paraibano,...
Ao participar de um debate neste final de semana em Cajazeiras, promovido pela TV Diário no Sertão, o candidato ao Senado pela Paraíba, André Gadelha (MDB), defendeu o fortalecimento das estruturas de saúde nos municípios como forma de facilitar a vida dos paraibanos, principalmente, nas cidades de menor porte.
Escassez de recursos
André Gadelha ressaltou que a escassez de recursos para descentralizar os serviços de saúde está diretamente associada ao mau uso das verbas públicas e as relações promíscuas no ambiente político.
Falta de assistência
André Gadelha ressaltou que a falta de assistência médica adequada no interior obriga famílias a se mudarem para a capital de favor ou a arcarem com custos de aluguel, gerando ociosidade e vulnerabilidade social para os jovens.
Apoio ao produtor rural
André voltou a defender um maior investimento na agricultura no Sertão paraibano, que garanta a geração de 30 mil empregos diretos. Nesse sentido, ele prometeu apresentar propostas de apoio ao produtor rural, como a criação de um “seguro antissafra” para garantir renda ao homem do campo nos períodos de entressafra, reafirmando a necessidade de romper com práticas tradicionais da política regional.
Transposição
Ele outro debate, André lembrou que o Sertão vem sendo beneficiado com as águas da transposição do rio São Francisco, mas há pouca percepção de como ela pode alavancar a geração de empregos.
“O Alto Sertão, que recebe aguás do rio São Francisco, temos que ter um olhar clínico para lá. Sousa tem 5 mil hectares em São Gonçalo, que pode ser expandido para 10 mil se a gente fizer um investimento de R$ 150 milhões, substituindo canais abertos por tubulações. A gente diminui o desperdício, diminui a evaporação e utiliza 30% do que a gente está usando hoje para manter 5 mil hectares. Investimento pequeno. Se eu colocar um casal para trabalhar por hectare, tenho 20 mil empregos gerados diretamente”, afirmou o candidato.
Vale do Piancó
Outra região citada por André Gadelha foi o Vale do Piancó. Segundo ele, investimentos em agricultura podem fazer a localidade ter 10 mil novos empregos diretos. No entanto, ele condicionou essas transformações a outros investimentos em infraestrutura.
“O Vale do Piancó vamos transformar em uma Petrolina. Se pegar mil hectares por cidade, teremos 18 mil. Tem a região de Pombal, de Cajazeiras. Vamos transformar a Paraíba em celeiro de produção. Ninguém tem terras melhores do que a nossa Paraíba. Vamos lutar por um braço da Transnordestina. Com a grande produção, teremos uma grande quantidade de caminhões e não temos rodovia para isso. Estamos lutando pela triplicação”, argumentou André Gadelha.
O Poder
Fachin não quer adiar julgamento e pretende resolver crise antes de eleição
13/09/2026
Anúncio da data
Fachin anunciou a data em ofício de resposta ao ministro Alexandre de Moraes no dia de ontem, sábado (12/09). O ministro havia solicitado que o pedido de investigação contra Mendonça fosse analisado na terça-feira (15/09), na mesma sessão de análise de apuração contra Moraes.
Mendonça em fase de instrução
No documento, Fachin afirma que a análise em sessões separadas assegura um “adequado direcionamento dos trabalhos” e destaca que o pedido contra Mendonça ainda está em fase de instrução.
Fala do presidente
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, marcou os julgamento de pedidos de investigação dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça para os dias 15 e 23 de setembro respectivamente. A intenção é que ocorram antes do primeiro turno das eleições, mas podem ser adiados por pedido de vista - mais tempo para análise - por algum magistrado.
Anúncio da data
Fachin anunciou a data em ofício de resposta ao ministro Alexandre de Moraes no dia de ontem, sábado (12/09). O ministro havia solicitado que o pedido de investigação contra Mendonça fosse analisado na terça-feira (15/09), na mesma sessão de análise de apuração contra Moraes.
Mendonça em fase de instrução
No documento, Fachin afirma que a análise em sessões separadas assegura um “adequado direcionamento dos trabalhos” e destaca que o pedido contra Mendonça ainda está em fase de instrução.
Fala do presidente
“A liberação para inclusão imediata em calendário importaria na submissão ao plenário de matéria cuja instrução preliminar ainda não se encontra concluída”, disse.
O magistrado destaca que o prazo para a prestação das informações solicitadas a Mendonça se encerra na segunda-feira (14/09), véspera do julgamento sobre Moraes.
Envolvimento de Alexandre de Moraes com Vorcaro
O pedido contra Moraes se refere ao seu envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça pediu a apuração de possíveis irregularidades envolvendo Alexandre de Moraes a partir de elementos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
52 mensagens
Segundo o relatório policial, foram identificadas 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. As informações vieram a público no início do mês, depois que Mendonça retirou o sigilo da investigação sobre as mensagens.
Usurpação
Já o pedido contra Mendonça se refere a acusação de usurpação da direção das investigações, condução irregular das tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra Moraes.
Com a CNN