É Findi - Pega! Crônica, por AJ Fontes*
10/05/2025
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardado...
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardados no bolso e se dava por satisfeito ter o suficiente para a passagem e meia carteira de minister.
Espantou-se quando sentiu um peso sobre os ombros. Quis se afastar, mas não conseguiu. Um sujeito segurou com firmeza, encostou a boca no ouvido dele.
— Se aperrei não. Só quero o dinheiro.
— Bicho, sobrou o da passagem de ônibus.
— Faça isso não com seu irmão. Preciso levar algum pra casa.
No meio da conversa do que parecia ser de dois amigos no fim de uma farra, o sujeito passou a mão no couro às suas costas e fez nosso amigo se encolher, fechar os olhos. Rápido buscou desviar a atenção.
- Cara, tem gente em algum lugar com dinheiro.
Não teve jeito. Com os olhos fixos e um sorriso se abrindo.
— É um violão, né?
— É com ele que faturo algum. Faz isso não.
— Então...
O sorriso se completou e ele esfregou os dedos na altura dos olhos.
Choroso, olhando as pedras da calçada, entregou o dinheiro amassado, continuou andando. O silêncio fez Nuca voltar a cabeça para o lado e não viu mais o sujeito. Parou, deu meia volta para o bar. Três passos adiante e percebeu alguém caminhando ao lado.
— Passa o dinheiro, senão leva.
O cantor abriu os braços.
— Porra! Acabei de ser assaltado.
— Foi mesmo. Eu vi. Parados no meio da rua, sob o facho da luz do poste, o novato escaneia Nuca.
— O quê é isso aí no bolso?
Desalentado, Nuca retira uma carteira amassada com o último cigarro.
— Aí, velho, te manda que é perigoso andar por aqui.
Em um passe de mágica, as sombras o engoliram.
O autor do frevo Pernambucana, estático, parecia contar as folhas caídas das árvores quando viu chegar um par de pés descalços.
— Moço, tem um dinheiro aí?
— Você tá brincando, né?
— Tá certo, eu vi tudo. Aperrei não que eu levo o senhor no bar.
À maneira dos anteriores, também se escafedeu.
Nuca resolveu encarar as risadas do amigo, no Antiquário. Encostou o pinho em uma cadeira e embarcou no sofá de onde acordou com o sol na cara, saindo de um sonho e gritando.
— Pega ladrão!

*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
Leia outras informações
Vídeo de Lula deixa claro quem lhe ajuda - preciso de Veneziano no Senado
15/06/2026
Lula diz
Que tem uma relação antiga e de confiança com Veneziano. "Ele não faltou uma, uma, ajuda que o governo precisou" . E faz um pedido ao povo da Paraíba para apoiar a caminhada de Veneziano. E afirma que, com Veneziano no Senado, ele terá mais tranquilidade para governar o Brasil. Confira.
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A relação de amizade e confiança do presidente Lula com o Senador Veneziano é antiga e sólida. Nesta fase da pré-campanha, tem muita gente querendo pegar carona no popularidade do presidente e confundir o eleitorado. Para deixar tudo em pratos limpos, o presidente gravou ontem, domingo, 14/06/26, um depoimento exclusivo. Deixando claro quem é o pré-candidato ao Senado que sempre esteve ao seu lado.
Lula diz
Que tem uma relação antiga e de confiança com Veneziano. "Ele não faltou uma, uma, ajuda que o governo precisou" . E faz um pedido ao povo da Paraíba para apoiar a caminhada de Veneziano. E afirma que, com Veneziano no Senado, ele terá mais tranquilidade para governar o Brasil. Confira.
EUA e Irã chegam a acordo para encerrar guerra e reabrir Hormuz, assinatura está marcada para sexta, confira essa e outras manchetes quentes da manhã
15/06/2026
O anúncio
O anúncio foi feito na noite de ontem, domingo (14/06) pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e confirmado em seguida pelo presidente americano, Donald Trump, e por autoridades iranianas.
- Irã exige liberação de bilhões dos EUA para negociar programa nuclear
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã disse ontem, domingo (14/06) que as negociações de 60 dias entre Teerã e Washington, após a assinatura de sexta-feira (19) do memorando de entendimento, dependerão do cumprimento, pelos Estados Unidos, de três compromissos, especialmente a liberação de bilhões de dólares em fundos ir...
Só falta o pacto ser assinado. E a paz voltar a reinar. Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz para encerrar a guerra de quase quatro meses e reabrir o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o comércio de petróleo e gás natural.

O anúncio
O anúncio foi feito na noite de ontem, domingo (14/06) pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e confirmado em seguida pelo presidente americano, Donald Trump, e por autoridades iranianas.

- Irã exige liberação de bilhões dos EUA para negociar programa nuclear
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã disse ontem, domingo (14/06) que as negociações de 60 dias entre Teerã e Washington, após a assinatura de sexta-feira (19) do memorando de entendimento, dependerão do cumprimento, pelos Estados Unidos, de três compromissos, especialmente a liberação de bilhões de dólares em fundos iranianos congelados.
Os compromissos
A mídia oficial iraniana cita Kazem Gharibabadi dizendo que esses compromissos incluem: a suspensão e o fim do bloqueio naval; o fim do estado de guerra e das operações militares, e a liberação dos fundos iranianos congelados.

- Guerra contra o Irã consolida a perda de influência dos Estados Unidos no Oriente Médio
Há mais de cem dias, a maior potência militar do mundo entrou em guerra contra o Irã com o objetivo declarado de eliminar o programa nuclear iraniano, destruir suas capacidades militares e — ao menos na retórica inicial — derrubar o regime em Teerã. Nenhum desses objetivos foi atingido.
Sem sinais
Pelo contrário: não há sinais claros de que Teerã tenha de fato interrompido seu programa nuclear; as forças armadas iranianas seguem capazes de atacar territórios vizinhos em retaliação aos ataques dos Estados Unidos; e o regime iraniano, antes fragilizado e pressionado pelas grandes manifestações populares em janeiro, passou por um processo de renovação e radicalização em resposta à guerra. Quem parece acuado não é Teerã, e sim Washington.

- Preços do petróleo despencam, e bolsas asiáticas sobem após acordo entre Irã e EUA
Impacto na economia global. Os preços do petróleo caíram cerca de 4% na abertura do mercado asiático nesta segunda-feira, após os Estados Unidos e o Irã anunciarem um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O preço
Por volta das 00h45 GMT de hoje, segunda-feira (21h45 de domingo em Brasília), o preço do petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em agosto, referência global do mercado, caiu 4,03%, para US$ 83,81 por barril.

-Irã celebra vitória na guerra contra os Estados Unidos e Israel, diz Brasil 247
O Irã passou a apresentar o acordo de paz com os Estados Unidos como uma vitória política, diplomática e militar, após mais de três meses de guerra que abalaram o Oriente Médio, interromperam o tráfego no Estreito de Ormuz e provocaram forte instabilidade nos mercados globais de energia.
Afirmaram
As informações foram divulgadas pela Al Jazeera, em reportagem de Mohamed Vall, direto de Teerã. Segundo a emissora, autoridades e interlocutores iranianos afirmam que o país não foi forçado a aceitar o acordo e que o entendimento é resultado de um longo processo de negociações difíceis, conduzidas durante semanas com mediação do Paquistão e, mais recentemente, do Catar.

-Lula prepara último pacote de medidas populares antes das restrições eleitorais
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para promover até o fim de junho os últimos anúncios de grande porte focados em ações com apelo popular, enquanto se aproximam as restrições legais do período eleitoral, após forte aumento no volume de eventos neste semestre.
A agenda
A agenda de Lula, que pretende buscar a reeleição em outubro, contou com mais de 100 compromissos relacionados a anúncios de medidas e investimentos, inaugurações, cerimônias comemorativas e visitas a obras e fábricas entre janeiro deste ano e esta semana, quase o dobro do observado em período equivalente de 2025.

- Cantor Oliver Tree é um dos 6 mortos em acidente aéreo no Rio
O cantor norte-americano Oliver Tree é uma das seis vítimas do acidente envolvendo dois helicópteros no Rio de Janeiro. O acidente aconteceu ontem, domingo (14/06). As aeronaves colidiram e caíram no Recreio dos Bandeirantes. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Segunda-Feira, 15 de junho. A semana começa com a notícia dando conta dos avanços para um acordo entre os EUA e o Irã para o encerramento da guerra no Oriente Médio, e a reabertura do Estreito de Ormuz. O mundo espera que desta vez o acordo vingue e que os bombardeios cessem de vez. O anúncio do fim da guerra já causa impacto positivo na economia global. Durante a madrugada, o preço do barril do petróleo despencou. Alívio e um bombardeio de notícias. Vamos conferir as primeiras quentes do dia:
- Irã e EUA chegam a acordo de paz para cessar-fogo imediato e reabertura total do estreito de Ormuz
-EUA e Irã chegam a acordo de paz para reabrir Estreito de Ormuz
-EUA e Irã confirmam acordo para encerrar a guerra 'em todas as frentes'; plano inclui reabertura de Ormuz
- EUA e Irã acertam acordo de paz, mas reabertura de Estreito de Ormuz não deve ser imediata
-EUA e Irã anunciam acordo e fim ‘permanente’ das operações militares
-EUA e Irã anunciam fim da guerra e acordo será assinado na sexta
-Entorno de Vorcaro aponta que PF nunca quis fazer delação premiada
-Queda de helicópteros no Rio de Janeiro deixa 6 mortos
- Rope Jump: criador da modalidade morreu por falha no sistema de cordas
Gaspi, influenciador argentino, está entre as vítimas de colisão de helicópteros no RJ
Queda de avião deixa 12 mortos nos Estados Unidos
-Semana atípica: previsão é de chuvas incomuns e frio rigoroso

E no futebol? Teve dia de Alemanha nos EUA. 7x1. Os Germânicos estrearam na Copa com uma sonora goleada. Foram cruéis e implacáveis. Vieram buscar o penta. Olho neles. E a Seleção Brasileira? Dois dias após a estreia com o placar de 1 x 1 diante do Marrocos, ficou a sensação de que o time poderia ter jogado mais. Mesmo assim, a torcida brasileira segue firme acreditando no hexa. Vamos conferir as manchetes:

-Autor de golaço da Coreia do Sul "imita" comemoração de Ronaldo Fenômeno
-Suécia goleia a Tunísia e assume a liderança do Grupo F da Copa
-Ataque brilha, Suécia goleia a Tunísia e larga na frente no Grupo F
-Feras da Copa: Mohamed Salah, o faraó artilheiro do Egito
-Mesmo sem condição de jogo, Neymar vira sombra para Ancelotti e seu elenco

-Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: "Precisamos melhorar"
-'Lá vem eles de novo': pavor brasileiro com novo 7 a 1, gesto de supremacia branca e lousa japonesa marcam 4º dia de Copa
-Japão busca empate com a Holanda, comprova novo status e liga alerta para o Brasil

-Copa do Mundo 2026: Costa do Marfim marca no final, vence e encerra invencibilidade do Equador
- Ancelotti diz que Seleção jogou com 'alegria e orgulho de representar o Brasil' após empate com Marrocos

Por enquanto é isso. O dia está apenas começando. É São João no Nordeste. E Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México. No Nordeste e no Sul a semana começa com previsão de chuva. Em Brasília, a temperatura é sempre quente. No mundo, além da Copa, as expectativas são para a assinatura do acordo com encerra a guerra no Oriente Médio. Que seja um 15 de junho produtivo e de boas notícias. Continuem acompanhando O Poder. Bom dia a todos.

Severino Lopes
2027, o ano que pode nem terminar, por Marcelo S. Tognozzi*
14/06/2026
Ela rebentará
E no colo do vencedor, seja quem for. Não se trata de pessimismo, muito menos de catastrofismo. Basta não brigar com a realidade e ler os sinais emitidos por um Brasil cada vez mais próximo da tempestade perfeita criada por dilemas econômicos, fiscais e institucionais.
Quem olha adiante
Enxerga a crise de 2027 como os navegadores percebem as tempestades em alto mar. O tempo é de sol e brisa, porém milhas adiante está o bloco de nuvens negras, com ventos fortes e chuva. Ela virá. Será preciso sabedoria para se proteger e sobreviver. As pr...
Já vimos este filme. Como em 2018, temos um ex-presidente preso e um candidato por ele nomeado para enfrentar e derrotar tudo o que está aí. Há ainda o risco real do crescimento avassalador de Renan Santos (Missão), outsider que tudo tem a ganhar e nada a perder. Nos últimos 8 anos seguimos polarizados, mas agora temos novo ingrediente: a crise a caminho virá forte.
Ela rebentará
E no colo do vencedor, seja quem for. Não se trata de pessimismo, muito menos de catastrofismo. Basta não brigar com a realidade e ler os sinais emitidos por um Brasil cada vez mais próximo da tempestade perfeita criada por dilemas econômicos, fiscais e institucionais.
Quem olha adiante
Enxerga a crise de 2027 como os navegadores percebem as tempestades em alto mar. O tempo é de sol e brisa, porém milhas adiante está o bloco de nuvens negras, com ventos fortes e chuva. Ela virá. Será preciso sabedoria para se proteger e sobreviver. As projeções do mercado apontam crescimento em torno de 1,7% para 2027. Vamos andar de lado, sem melhorar a renda da população ou arrecadação suficiente para bancar demandas como segurança, educação e saúde. Ao mesmo tempo, as expectativas para a inflação permanecem em torno de 4%, acima da meta perseguida pelo Banco Central, enquanto a Selic projetada continua em 2 dígitos.
O mercado enxerga riscos
Se os investidores acreditassem em mudanças para melhor, os juros futuros estariam caindo ao invés de se manterem acima de 14% nos curto e médio prazos. Se assim o é, significa que o mercado enxerga riscos relevantes adiante. Basta olhar as contas do governo. O déficit público permanece próximo de 8% do PIB. A dívida bruta aproxima-se de 80% do PIB e subindo. Ao mesmo tempo, a maior parte do orçamento federal são despesas obrigatórias. Sobra pouco ou quase nada para investir. E ainda temos o saco de bondades de R$ 227 bilhões aberto pelo governo neste ano eleitoral. A conta vai chegar salgada e reluzente no ano que vem.
Falta dinheiro para o básico
O Brasil já não consegue pagar o básico. Em 2025, o MEC ficou sem dinheiro para comprar livros didáticos e teve de pedir R$ 1 bilhão a mais. A penúria das agências reguladoras é grande. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) avisou que os cortes afetaram atividades essenciais de certificação, fiscalização e supervisão. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), não tem dinheiro para fiscalizar e mandou parte do pessoal trabalhar em casa. Estão ao deus dará mais de 40 mil postos de combustíveis, além de refinarias, distribuidoras e bases de armazenamento Brasil afora.
Presente e futuro
Isso não pauta a eleição, mas revela a vida como ela é fora da campanha eleitoral. O governo bate seguidos recordes de arrecadação, mas sempre falta dinheiro. A economia segue vulnerável a riscos externos. O agronegócio tem segurado a balança comercial, mas amarga fragilidades, porque importa 85% dos fertilizantes consumidos a cada safra. Em 2025, foram 45 milhões de toneladas, recorde histórico. O preço médio dos fertilizantes importados explodiu. Alguns subiram mais de 30% em março. Aumenta o preço da comida, gera inflação e mais juros. O petróleo ficou cada vez mais caro e mesmo que a guerra no Irã acabe amanhã ainda demorará até tudo voltar ao normal. E o presidente eleito em 2026 terá de fazer das tripas coração para governar.
O sociólogo Michael Mann
Em sua obra sobre as fontes do poder social, ensina que as sociedades raramente entram em crise por falta de recursos ou por ausência de instituições. As crises surgem quando os diversos centros de poder deixam de atuar de forma coordenada e passam a responder prioritariamente às suas próprias lógicas. O olhar de Mann ajuda a entender o que vem por aí. O Brasil tem instituições fortes. Congresso influente e autônomo, o Supremo Tribunal Federal ampliou seu protagonismo político e o Executivo segue poderoso. Mas todos esses centros de poder produzem cada vez menos decisões convergentes.
Os três poderes
O Executivo perdeu capacidade de coordenação. O Congresso ampliou seu controle sobre o orçamento. O Supremo tornou-se árbitro permanente de conflitos com a judicialização da política promovida pelo Executivo com minoria parlamentar.
Alexandre de Moraes, presidente
Em setembro de 2027, teremos ator político extremamente relevante entrando em cena. O ministro Alexandre de Moraes será presidente do Supremo. Na corte existem 3 ministros com vocação e preparo para o exercício do poder. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Moraes. Cada qual ao seu estilo, todos se enquadram na definição do ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães: “o poder é só para quem tem apetite. Quem não tem, pode usufruir das mais diferentes oportunidades de mando que não vai conseguir mandar”. O ministro exercerá o poder ocupando a pista toda. Não sobrará um milímetro sequer.
O exemplo da República da Roma Antiga
No século 1 a.C., a República Romana era a maior potência do mundo conhecido. Rica, militarmente dominante e politicamente sofisticada, não enfrentava crise de pobreza. O problema era outro. Senado, tribunos, magistrados e generais acumulavam poder e influência, mas não administravam bem os conflitos entre eles. As instituições permaneciam de pé. O sistema continuava funcionando. Mas a capacidade de governar diminuía progressivamente. O Brasil não é Roma e estamos no século 21. Mas às vezes o passado ajuda a entender o presente e suas consequências. Sociedades raramente entram em dificuldades por falta de recursos, mas por falhas nos mecanismos de decisão quando as crises surgem.
Nada será como antes
O ano de 2027 tem todos os ingredientes para o fim do ciclo do Brasil na encruzilhada. Zuenir Ventura viu isso quando escreveu 1968: O Ano que Não Terminou. O livro é o testemunho de alguém com sensibilidade para entender que certos anos não terminam quando o calendário acaba. Continuam vivos na memória coletiva, influenciando gerações presentes e futuras. Já se vão quase 50 anos. Fique atento a 2027. Não porque a crise seja inevitável, muito menos a instabilidade econômica, mas porque tem tudo para ser palco de algo que nos tocará fundo, seja ruptura ou consenso. Pode ser que nada seja como antes, igual em 1968.
*Marcelo S. Tognozzi é jornalista, consultor de Relações Inter Governamentais e analista político.

Vamos Lá, Brasil
14/06/2026
Também não vejo a embriaguez de antes. A Copa virou copo furado?
E lá na terra do Tio Sam,os ingressos caríssimos que a televisão não diz.
O bilhete do metrô que leva o torcedor virou "ouro de tolo."
E, se for de carro, o estacionamento é outra fortuna.
Há quem tente ir a pé, embora as autoridades não recomendem.
Um jornalista fez o percurso, exausto, descreveu o absurdo.
Marrocos levantou a bola, o Brasil perdido no meio-campo.
Graças à raça e à ginga de Vini, ainda continuamos um time.
Até quando, não sei.
Só sei que craque não há.O que há é bola maltratada, órfã do gênio, humilhada.
Mas quem tem as bets tem fé na sorte e nos deuses.
Vamos lá, Brasil.
Traz o hexa na marca do pênalti, no ventre desse pântano de glória.
...
Não vejo bandeirinhas nos carros, o verde-amarelo está envergonhado?
Também não vejo a embriaguez de antes. A Copa virou copo furado?
E lá na terra do Tio Sam,os ingressos caríssimos que a televisão não diz.
O bilhete do metrô que leva o torcedor virou "ouro de tolo."
E, se for de carro, o estacionamento é outra fortuna.
Há quem tente ir a pé, embora as autoridades não recomendem.
Um jornalista fez o percurso, exausto, descreveu o absurdo.
Marrocos levantou a bola, o Brasil perdido no meio-campo.
Graças à raça e à ginga de Vini, ainda continuamos um time.
Até quando, não sei.
Só sei que craque não há.O que há é bola maltratada, órfã do gênio, humilhada.
Mas quem tem as bets tem fé na sorte e nos deuses.
Vamos lá, Brasil.
Traz o hexa na marca do pênalti, no ventre desse pântano de glória.
Romero Falcão, cronista e poeta.

Criação ilegal de javali e javaporco ameaça a produção rural e o equilíbrio ecológico
14/06/2026
Questionário
Essa preocupação levou o Ministério da Agricultura e Pecuária a realizar, recentemente, no país, um levantamento – por meio de questionário disponibilizado para produtores rurais (https://bit.ly/4elHiOH )-, para saber detalhes dessa população. As respostas ao questionário foram prorrogadas até o dia 30/06/2026.
Perigo quando soltos
A coordenadora do Programa de Sanidade Suídea da Adagro, Verônica Fabre, relata que quando escapam de propriedades ou são soltos irregularmente n...
A criação, reprodução e soltura de javalis e javaporcos no Brasil são proibidas pelo Ibama devido aos riscos que esses animais representam para a agropecuária, a sanidade animal e o meio ambiente. O alerta é da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), que reforça a importância da colaboração dos produtores rurais para evitar a disseminação dessas espécies invasoras no estado.
Questionário
Essa preocupação levou o Ministério da Agricultura e Pecuária a realizar, recentemente, no país, um levantamento – por meio de questionário disponibilizado para produtores rurais (https://bit.ly/4elHiOH )-, para saber detalhes dessa população. As respostas ao questionário foram prorrogadas até o dia 30/06/2026.

Perigo quando soltos
A coordenadora do Programa de Sanidade Suídea da Adagro, Verônica Fabre, relata que quando escapam de propriedades ou são soltos irregularmente na natureza, javalis e javaporcos passam a viver em estado asselvajado, formando populações de difícil controle. “Esses animais têm grande capacidade de adaptação e sobrevivência quando se encontram em condições favoráveis para se reproduzir rapidamente e ocupar diferentes áreas do território”, reforça Verônica Fabre.

Risco sanitário
Um dos principais problemas associados à presença de javalis e javaporcos é o risco sanitário. Os animais podem atuar como transmissores de doenças que afetam rebanhos comerciais, especialmente a suinocultura, comprometendo a sanidade animal e gerando prejuízos para os produtores rurais.
Além disso
A circulação dessas espécies aumenta os desafios relacionados à biosseguridade das propriedades, exigindo maior atenção dos criadores para proteger seus rebanhos e evitar perdas econômicas.

Danos
Outro impacto significativo está relacionado aos prejuízos causados nas áreas agrícolas. Em busca de alimento, javalis e javaporcos reviram o solo, danificando plantações, pastagens, cercas e outras estruturas rurais. Isso provoca perdas na produção, compromete a produtividade das propriedades e gera custos adicionais para recuperação das áreas afetadas.
Ameaça à fauna silvestre
A presença dessas espécies também representa uma ameaça direta à biodiversidade brasileira. Na natureza, os animais competem com espécies nativas por alimento e espaço, alterando o equilíbrio dos ecossistemas.

Além da competição
Javalis e javaporcos podem predar ninhos, ovos e filhotes de diversas espécies silvestres, contribuindo para a redução de populações da fauna local. O hábito de escavar e revolver o solo favorece processos de erosão, degrada áreas de vegetação e pode provocar o assoreamento de rios, córregos e nascentes. Esses impactos comprometem a conservação dos recursos naturais e afetam diretamente a qualidade ambiental das regiões onde os animais se estabelecem.

Reprodução acelerada
A rápida capacidade reprodutiva dos javalis e javaporcos é um dos fatores que mais preocupam os órgãos de defesa agropecuária e ambiental. Uma única fêmea pode gerar várias crias ao longo do ano, favorecendo o crescimento acelerado das populações e tornando o controle cada vez mais complexo.
Alerta aos produtores
Diante desse cenário, a Adagro reforça que a participação dos produtores rurais é fundamental para prevenir a expansão dessas espécies invasoras e proteger a agropecuária, os rebanhos, a biodiversidade e a economia do estado.

A orientação
É clara: não criar, não reproduzir e não soltar javalis ou javaporcos na natureza. A prevenção continua sendo a medida mais eficaz para evitar danos ao campo e ao meio ambiente.
Serviço
Orientações sobre sanidade animal, biosseguridade e espécies invasoras podem ser obtidas junto às unidades regionais da Adagro ou pelos canais oficiais de atendimento da instituição, a exemplo da Ouvidoria por meio do 0800 081 1020.
Centenário de Ariano Suassuna - espetáculo nesta terça dá a largada
14/06/2026
O legado de uma das maiores personalidades do mundo das letras e artes, contado por seu neto nas vésperas do centenário de nascimento. Uma apresentação que reúne música, dança armorial, vídeos históricos e imagens raras do acervo particular da família. Algo histórico e emocionante.
A aula-espetáculo
Intitulada 'Na Trilha do Mestre' abre a contagem para o centenário de nascimento de Ariano Suassuna nesta próxima terça-feira, dia 16 de junho. Neste diz, o escritor completaria 99 anos. Conduzida pelo historiador João Suassuna, neto mais velho do autor, a apresentação acontece às 18h30 no Teatro Hermilo Borba Filho, bairro do Pona, no Recife. Com entrada gratuita.
Vida e obra
O público percorre a vida e a obra do mestre através da música, dança armorial e imagens do ace...
Um gênio. Um centenário à vista. Um espetáculo para marcar a contagem regressiva, com imagens raras do acervo da família.
O legado de uma das maiores personalidades do mundo das letras e artes, contado por seu neto nas vésperas do centenário de nascimento. Uma apresentação que reúne música, dança armorial, vídeos históricos e imagens raras do acervo particular da família. Algo histórico e emocionante.
A aula-espetáculo
Intitulada 'Na Trilha do Mestre' abre a contagem para o centenário de nascimento de Ariano Suassuna nesta próxima terça-feira, dia 16 de junho. Neste diz, o escritor completaria 99 anos. Conduzida pelo historiador João Suassuna, neto mais velho do autor, a apresentação acontece às 18h30 no Teatro Hermilo Borba Filho, bairro do Pona, no Recife. Com entrada gratuita.

Vida e obra
O público percorre a vida e a obra do mestre através da música, dança armorial e imagens do acervo particular da família.
Imagens inéditas e memórias familiares
Um dos grandes diferenciais da apresentação será a exibição de registros pouco conhecidos do público, preservados ao longo dos anos pela família Suassuna. As imagens ajudam a revelar momentos pessoais do escritor e contextualizam episódios importantes de sua trajetória intelectual e artística.
A proposta
Leva a plateia do riso à reflexão, num encontro entre gerações que revisita o Brasil do sertão, da oralidade e da cultura popular defendido por Ariano. O humor, uma das marcas do escritor, aparece como caminho para pensar a identidade brasileira.
Em nome do avô
“É um diálogo entre mim e meu avô, e da gente com a plateia. O público vai conhecer o contexto e os bastidores de vídeos, muitos já conhecidos, além de imagens do meu acervo particular, numa vivência que vai do riso à reflexão”, afirma João Suassuna.
Relatos pessoais
A apresentação combina relatos pessoais, vídeos históricos e elementos cênicos para mostrar diferentes facetas de Ariano, desde sua atuação como escritor e dramaturgo até sua defesa da cultura popular brasileira.
Viagem pela cultura armorial
A aula-espetáculo também mergulha no universo do Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna na década de 1970. Música e dança fazem parte da narrativa construída no palco, valorizando expressões artísticas inspiradas nas tradições populares do Nordeste.
Jornada
Ao longo da apresentação, o público será conduzido por uma jornada que revisita temas centrais da obra do escritor, como a identidade nacional, o sertão, a oralidade e a riqueza cultural do povo brasileiro.

Humor
O humor, uma das características mais marcantes de Ariano Suassuna, também estará presente, servindo como ponte entre diferentes gerações e estimulando reflexões sobre a formação cultural do país.
Centenário
A celebração acontece um ano antes do centenário, marcado para 2027, e reafirma a permanência de uma obra que continua dialogando com diferentes gerações.
Ariano Suassuna
Ariano Suassuna nasceu no dia 16 de junho de 1927, portanto, completaria 99 nos nesta semana. Ariano Suassuna morreu em 2014, no Recife. Apesar de ter nascido na Paraíba, e ter sua obra inspirada nas memórias da infancia em Taperoá, o escritor também se considerava pernambucano. Foi no estado, para onde se mudou com a família por questoes de seguranca apos o assassinato do pai, no contexto politico da Revolução de 1930, que se tornou advogado, poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo e idealizador do Movimento Armorial, em 1970.
O movimento
Esse movimento foi criado para realizar uma arte brasileira erudita a partir das raízes populares. O folclore nordestino sempre esteve presente na obra de Ariano. Mais do que um movimento, o armorial buscava ser um preceito estético, que partia das ideias de que é preciso criar a partir de elementos realmente originais da cultura popular do país, como os folhetos de cordel, os cantadores, as festas populares, entre outros aspectos.

Obras
Sua obra mais popular é a peça 'O Auto da Compadecida' escrita em 1955. O texto foi adaptado para a televisão e para o cinema. Sua grande obra, no entanto, que o eleva ao patamar dos grandes nomes da literatura universal, é menos conhecida
'Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta'. A obra-prima do escritor brasileiro foi escrita entre 1958 e 1970 e publicada no ano seguinte. Em 1989, Suassuna foi eleito para a cadeira n.º 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi eleito para a cadeira n.º 18 da Academia Pernambucana de Letras e em 2000, ocupou a cadeira n.º 35 da Academia Paraibana de Letras.
Severino Lopes, editor regional de
O Poder.

Antes da bola rolar - Por quem torço pelo Brasil
13/06/2026
Nasci gostando de futebol. De assistir, ouvir no rádio, jogar peladas, mesmo sendo ruim de dar pena. Nessa trajetória ao longo da vida fui de torcedor apaixonado, atleta medíocre a dirigente vitorioso - bi-campeão pelo Santa, em 1987, como diretor de futebol de Zé Neves. Abandonei a cartolagem porque me convenci que não conseguiria desafiar o modelo estabelecido e ele conduziria à inviabilidade. O resultado, infelizmente, está aí. Nunca sofri tanto por estar certo. Continuei torcendo e indo aos jogos. Um dos orgulhos da minha vida: todos os filhos e netos gostam de futebol e torcem pelo Santa Cruz.
O episódio Gael
Gael é o neto caçula. Nasceu em São Paulo e mora lá até hoje. Tem 6 anos. Dia desses, desceu com o pai no elevador, usando a camisa do Santa Cruz. Entrou um homem e quis ser gentil: " Ah, você torce pelo São Paulo". Gael indignado: "Não, Santa Cruz" ai o cidadão argumentou: "S...
Por José Nivaldo Junior*
Nasci gostando de futebol. De assistir, ouvir no rádio, jogar peladas, mesmo sendo ruim de dar pena. Nessa trajetória ao longo da vida fui de torcedor apaixonado, atleta medíocre a dirigente vitorioso - bi-campeão pelo Santa, em 1987, como diretor de futebol de Zé Neves. Abandonei a cartolagem porque me convenci que não conseguiria desafiar o modelo estabelecido e ele conduziria à inviabilidade. O resultado, infelizmente, está aí. Nunca sofri tanto por estar certo. Continuei torcendo e indo aos jogos. Um dos orgulhos da minha vida: todos os filhos e netos gostam de futebol e torcem pelo Santa Cruz.

O episódio Gael
Gael é o neto caçula. Nasceu em São Paulo e mora lá até hoje. Tem 6 anos. Dia desses, desceu com o pai no elevador, usando a camisa do Santa Cruz. Entrou um homem e quis ser gentil: " Ah, você torce pelo São Paulo". Gael indignado: "Não, Santa Cruz" ai o cidadão argumentou: "Santa Cruz lá, mas aqui?" Gael, mais indignado ainda: " Santa Cruz, aqui e em qualquer lugar". E quando o cidadão se afastou, ele ainda falou alto:"Ei, para sempre, viu".

Minhas torcidas nas copas
Em 58, 62, 66, 70, acompanhei tudo torcendo muito. Em 70, comemorei o tri sem limites. Porém, a utilização do título pela ditadura como estratégia para alienar o povo dos seus problemas reais, foi um banho de água fria na minha fervura. Em 74, gostei que a seleção tivesse chegado nas semifinais e ficado em quarto lugar. 78 era ditadura X ditadura, fiquei neutro. Na verdade, só voltei a torcer mesmo pela seleção brasileira em 1986. Não apenas pelo timaço da época, uma das melhors seleções de todos os tempos. Só perde para 70. É páreo para 2002. O motivo da reconversão: a volta da democracia e os meus filhos.

O pênalti de Baggio
Corre Bagio para decidir nos pênaltis a copa de 94. Baixei a cabeça, só pensava nos meus filhos. Amavam futebol e nunca tinham comemorado uma copa. Foi o mais perto de rezar que estive nos últimos 55 anos. Deu certo. Repetimos a torcida em 98, aquilo não foi normal. 2002, uma maravilha de time, uma beleza de comemoração.

De la para cá
A seleção perdeu o rumo. Nao é hora de diagnósticos, assunto esgotado. O escrete tropeçou descendo a escada, nunca mais se arrumou.

Este ano
Estou dividido, não igualitariamente, entre entre razão (10%) e emoção (90%). A razão diz que não temos chance. Uma seleção sem ídolos e sem craques, nunca foi campeã. Ancelotti pode fazer acontecer, mas ainda não mostrou a que veio. Técnico de clube nem sempre tem perfil para seleção. A conferir.

Por quem torço
Desejo ardentemente o título, com uma intensidade muito maior que nos últimos 20 anos. Os netos gostam de futebol, nenhum comemorou a copa. Além dos sobrinhos-netos, todos muito queridos. Os sinos do meu coração dobram por eles nesta Copa do Mundo.
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Oito paraibanos já disputaram Copa do Mundo pela seleção, mas apenas Mazinho levantou a taça
13/06/2026
Cunha e Douglas Santos
Mateus Cunha e Douglas Santos não são os únicos paraibanos a disputar uma Copa do Mundo vestindo a camisa verde e amarela. Ao longo das Copas, oito paraibanos já foram convocados e disputaram o mundial. Além de Cunha e Douglas Santos, integram o seleto grupo Índio, Júnior, Mazinho, Hulk e Otávio.
Mazinho
Destes, Mazinho é o único paraibano a levantar a taça, sendo peça importante do elenco tetracampeão no inesquecível ano de 1994. Naquele ano, o Brasil conquistou o tetra ao bater a Itália na final e Mazinho foi um dos destaques da Seleção. Ele começou a C...
Quando a Seleção Brasileira entrar em campo hoje, sábado (13/06), para enfrentar o Marrocos no início da caminhada rumo ao hexa, na 23ª edição do mundial, os olhares de muitos paraibanos estarão atentos para o lateral esquerdo Douglas Santos e o atacante Matheus Cunha. Eles devem começar como titulares no time do técnico Carlo Ancelotti.
Cunha e Douglas Santos
Mateus Cunha e Douglas Santos não são os únicos paraibanos a disputar uma Copa do Mundo vestindo a camisa verde e amarela. Ao longo das Copas, oito paraibanos já foram convocados e disputaram o mundial. Além de Cunha e Douglas Santos, integram o seleto grupo Índio, Júnior, Mazinho, Hulk e Otávio.
Mazinho
Destes, Mazinho é o único paraibano a levantar a taça, sendo peça importante do elenco tetracampeão no inesquecível ano de 1994. Naquele ano, o Brasil conquistou o tetra ao bater a Itália na final e Mazinho foi um dos destaques da Seleção. Ele começou a Copa de 1994 na reserva, mas ao longo da competição ganhou a titularidade de Raí, que chegou ao mundial com status de camisa 10, mas apresentou baixo rendimento nos primeiros jogos e acabou perdendo a vaga.
Trajetória
Mazinho já tinha uma trajetória importante no futebol brasileiro, havia sido campeão brasileiro pelo Vasco e atuava no Palmeiras. O lateral-direito, natural de Santa Rita, também se destacou no meio de campo. E foi graças à versatilidade que o paraibano foi um dos destaques do Brasil na Copa do Mundo.
Após um empate em 0 a 0 com a Itália no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis e a seleção brasileira ficou com tetra, com o paraibano de Santa Rita entrando para história.

Aluísio Luz
O primeiro paraibano a disputar uma Copa do Mundo, foi Aluísio Francisco da Luz. Conhecido como Índio, ele é natural de Cabedelo e fez história no Flamengo. Pelo clube carioca, o atacante fez mais de 200 jogos e 134 gols, sendo um dos principais goleadores da história rubro-negra. Ele também jogou pelo Corinthians, onde ultrapassou mais de 100 partidas.
Junior
Outro paraibano que também vestiu a camisa da Seleção e do Flamengo foi Leovegildo Lins Gama Júnior, mais conhecido como o Maestro Júnior. Natural de João Pessoa, o lateral-esquerdo é um dos principais jogadores da história do Flamengo e fez parte da geração brilhante comandada por Telê Santana na Amarelinha.
Na Espanha, em 1982, o Brasil chegou como o grande favorito e apresentou um futebol que marcou gerações. Júnior era titular daquele elenco. Mas como o favoritismo não ganha jogo, a Seleção foi eliminada na segunda fase, para a Itália, em Sarriá
Hulk - Copa de 2014
A Copa do Mundo do Brasil, em 2014, foi frustrante para a Seleção, mas marcante para Hulk. O atacante Givanildo Vieira de Sousa, o Hulk foi titular da Seleção de Felipão. Natural de Campina Grande, Hulk construiu a sua trajetória no futebol do exterior, primeiramente na Ásia. Mas foi no Porto que ele ganhou o mundo, foi campeão nacional e venceu também a Liga Europa. Com o alto rendimento, o jogador acabou sendo convocado para a Seleção Brasileira.
No time comandado por Felipão, Hulk participou ativamente da campanha de título da Copa das Confederações 2013. Depois de se consolidar na equipe titular, dificilmente perderia a vaga na Copa do Mundo.
Otávio
Em 2022, a Paraíba contou com o meia Otávio, que defendia o Porto na época, defendeu a seleção de Portugal. Paraibano de João Pessoa, Otávio atuou pelo Internacional antes de seguir para o futebol português. E foi pelo Dragão que ele marcou época, foi multicampeão e se tornou um dos líderes da equipe. Nesse período, ele também se naturalizou português.
Douglas Santos e Matheus Cunha
Na Copa de 2026, considerada a maior de todas com 48 seleções sendo disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, o Brasil terá em campo mais dois paraibano: Douglas Santos e Mateus Cunha.
Nome experiente do futebol brasileiro, Douglas Santos esteve no elenco campeão olímpico no Rio de Janeiro em 2016. Na época, o paraibano de João Pessoa defendia o Atlético-MG. Anos depois, ele rumou para a Europa, atuou por Hamburgo e Zenit, clube que defende até hoje.
Depois de longos anos longe da Seleção Brasileira, o paraibano de João Pessoa foi convocado pelo técnico Carlo Ancelotti. E com o italiano no comando, a adaptação foi imediata, inclusive, no time titular. Douglas participou da reta final da campanha nas Eliminatórias e seguiu firme nos amistosos. Aos 32 anos, esta é sua primeira Copa do Mundo.

Mateus Cunha
O outro paraibano na Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá é o atacante Matheus Cunha, do Manchester United. Assim como Douglas, o jogador é de João Pessoa e foi campeão olímpico com a Seleção Brasileira, só que em Tóquio.
Na atual temporada, Cunha, foi um dos protagonistas da campanha de recuperação que classificou os Diabos Vermelhos para a próxima edição da Liga dos Campeões.
Outros jogadores
Além destes jogadores, paraibanos que também foram convocados mas não chegaram a disputar Copa do Mundo, a exemplo do zagueiro Fábio Bilica e do atacante Marcelinho Paraíba.

AS AVENTURAS DE CACIMBA 45 — O prefeito, o Vaticano e o preço do saber, por Zé da Flauta*
13/06/2026
Não voltou de mãos vazias. Sob a sombra do mesmo juazeiro e estendendo-se por um galpão abandonado, ele fundou a Escola de Artes e Ofícios.
Em poucas semanas, o milagre se fez carne: o barro virava cerâmica fina, o couro cru se transformava em sandálias impecáveis, e jovens que antes vagavam sem rumo agora desenhavam o próprio destino com ferramentas nas mãos.
Simão, imperturbável com seus óculos redondos, organizava as turmas com sua pastinha, enquanto Sebastião ajudava a distribuir os formões e as goivas para os novos artesãos.
O povo, esquecido pelo poder público, descobria que suas mãos podiam produzir riqueza. E o mais assustador para os poderosos: estavam aprendendo rápido demais.
A notícia daquela gente orgulhosa e indepe...
O sol de Carnaúba Seca parecia testemunhar um milagre. Após meses de sumiço, Cacimba pisou novamente na poeira da cidade trazendo nos olhos um brilho que nem a seca conseguia apagar.
Não voltou de mãos vazias. Sob a sombra do mesmo juazeiro e estendendo-se por um galpão abandonado, ele fundou a Escola de Artes e Ofícios.
Em poucas semanas, o milagre se fez carne: o barro virava cerâmica fina, o couro cru se transformava em sandálias impecáveis, e jovens que antes vagavam sem rumo agora desenhavam o próprio destino com ferramentas nas mãos.
Simão, imperturbável com seus óculos redondos, organizava as turmas com sua pastinha, enquanto Sebastião ajudava a distribuir os formões e as goivas para os novos artesãos.
O povo, esquecido pelo poder público, descobria que suas mãos podiam produzir riqueza. E o mais assustador para os poderosos: estavam aprendendo rápido demais.
A notícia daquela gente orgulhosa e independente subiu as escadarias da prefeitura como uma afronta. Não demorou para que o Delegado Alceu batesse à porta do galpão com um recado curto: "O Prefeito Anselmo quer uma conversa com você, Cacimba. E é para já."
No gabinete refrigerado, que cheirava a charuto caro e burocracia, o prefeito não usou rodeios. Olhou para o velho por cima do ombro e disparou, sem um pingo de pudor:
"Cacimba, você precisa parar com essa escola imediatamente. O povo está aprendendo ligeiro demais, homem! Isso é um perigo sem tamanho.
Gente que aprende a pensar e a produzir por conta própria não aceita cabresto, começa a questionar imposto, começa a querer escolher o próprio destino. Você está bagunçando a ordem das coisas!"
Cacimba, segurando o chapéu de palha contra o peito, não se abalou. Olhou fixamente para o homem de terno e respondeu com aquela mansidão que desarmava qualquer arrogância:
"Doutor, eu passei esse tempo fora bebendo direto da fonte. Não trouxe esses métodos de qualquer lugar. São ensinamentos da própria escola do Vaticano, entregues a mim com a missão sagrada de desenvolver a capacidade de trabalho e a dignidade do nosso povo.
O que o senhor chama de perigo, a fé chama de libertação." O prefeito, sentindo o chão político tremer sob seus pés de argila, bateu a mão na mesa e apelou para a única linguagem que conhecia:

"Deixe de conversa bonita, velho! Todo homem tem um preço neste sertão. Diga logo: quanto você quer em dinheiro para fechar as portas desse galpão e sumir daqui rápido?"
Foi aí que o silêncio no gabinete pesou mais que uma lápide. Uma lágrima solitária, carregada da dor de ver a alma do seu povo ser tratada como mercadoria, correu pelo rosto enrugado de Cacimba.
Ele deu um passo à frente, olhou bem no fundo dos olhos gananciosos do prefeito e deu o nó mais profundo que aquela prefeitura já testemunhou:
"O senhor passa a vida botando preço em tudo, Dr. Anselmo... Bota preço no voto, bota preço na terra, bota preço na dignidade alheia.
Mas o saber de um homem não tem preço, doutor. Tem valor. E é um valor inestimável: o valor de provar para cada um desses filhos que eles existem, que eles são gente de verdade e que a vida deles tem importância!
O dinheiro do senhor compra o silêncio dos covardes, mas não compra o orgulho de um pai que hoje consegue dar o pão ao filho com o suor do seu próprio ofício.
Guarde seus trocados, porque o povo descobriu que é livre, e a liberdade não cabe no seu cofre."
Cacimba virou as costas, deixando o prefeito empalidecido, estático e engolindo o próprio veneno na solidão do seu gabinete climatizado, enquanto lá fora, o som das ferramentas dos artesãos continuava a moldar o futuro de Carnaúba Seca.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.

Fim de semana repleto de festividades juninas no Recife:desde concurso de quadrilhas a shows e cortejo de bandeiras
13/06/2026
Um dos destaques do fim de semana é o concurso de quadrilhas juninas do Recife, que reúne 57 quadrilhas, de grupos de diferentes regiões de Pernambuco e tem apresentações tanto no sábado como no domingo. A disputa será realizada nas categorias adulta e Infantojuvenil e distribuirá cerca de R$ 200 mil em prêmios. O concurso acontece no Sítio da Trindade, em Casa Amarela.
Sala de Reboco
No domingo (14/06), a Avenida Rio Branco, no bairro do Recife, se transforma numa sala de reboco para dançar e ouvir forró. A programação começa a partir das 12h com apresentação...
O primeiro fim de semana da programação junina do Recife tem, neste sábado (13/06), além de vários pólos com shows gratuitos de artistas do estado, quadrilhas juninas,e programações especiais. Já neste domingo (14/06), a Avenida Rio Branco recebe shows gratuitos na sala de reboco e o Desfile das Bandeiras com 14 grupos culturais celebrando tradições e padroeiros.
Um dos destaques do fim de semana é o concurso de quadrilhas juninas do Recife, que reúne 57 quadrilhas, de grupos de diferentes regiões de Pernambuco e tem apresentações tanto no sábado como no domingo. A disputa será realizada nas categorias adulta e Infantojuvenil e distribuirá cerca de R$ 200 mil em prêmios. O concurso acontece no Sítio da Trindade, em Casa Amarela.

Sala de Reboco
No domingo (14/06), a Avenida Rio Branco, no bairro do Recife, se transforma numa sala de reboco para dançar e ouvir forró. A programação começa a partir das 12h com apresentação volante do Trio Magia do Sol.
A partir das 16h, Lucas dos Prazeres apresenta seu projeto infantil Zé Tamanquinho. Até as 22h30, subirão ainda ao palco da sala de reboco: Família Salustiano, Salatiel de Camarão, Roberto Cruz e Azulinho.

Cortejo das Bandeiras
Domingo também é dia do chamado Cortejo das Bandeiras, considerado uma celebração às tradições e aos padroeiros juninos pelas ruas do Bairro do Recife. O cortejo reunirá 14 bandeiras e grupos culturais, acompanhados pelas bandinhas Mix e Som Brasil e uma orquestra.
A concentração está marcada no Cais da Alfândega. Os participantes seguirão pelas ruas Marquês de Olinda, Moeda e Mariz e Barros até a Avenida Rio Branco. Entre as atrações estão bandeiras dedicadas a São João e Santo Antônio, representando diferentes comunidades e agremiações culturais da cidade.
— Com informações da PCR e do G1
