É Findi - Pega! Crônica, por AJ Fontes*
10/05/2025
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardado...
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardados no bolso e se dava por satisfeito ter o suficiente para a passagem e meia carteira de minister.
Espantou-se quando sentiu um peso sobre os ombros. Quis se afastar, mas não conseguiu. Um sujeito segurou com firmeza, encostou a boca no ouvido dele.
— Se aperrei não. Só quero o dinheiro.
— Bicho, sobrou o da passagem de ônibus.
— Faça isso não com seu irmão. Preciso levar algum pra casa.
No meio da conversa do que parecia ser de dois amigos no fim de uma farra, o sujeito passou a mão no couro às suas costas e fez nosso amigo se encolher, fechar os olhos. Rápido buscou desviar a atenção.
- Cara, tem gente em algum lugar com dinheiro.
Não teve jeito. Com os olhos fixos e um sorriso se abrindo.
— É um violão, né?
— É com ele que faturo algum. Faz isso não.
— Então...
O sorriso se completou e ele esfregou os dedos na altura dos olhos.
Choroso, olhando as pedras da calçada, entregou o dinheiro amassado, continuou andando. O silêncio fez Nuca voltar a cabeça para o lado e não viu mais o sujeito. Parou, deu meia volta para o bar. Três passos adiante e percebeu alguém caminhando ao lado.
— Passa o dinheiro, senão leva.
O cantor abriu os braços.
— Porra! Acabei de ser assaltado.
— Foi mesmo. Eu vi. Parados no meio da rua, sob o facho da luz do poste, o novato escaneia Nuca.
— O quê é isso aí no bolso?
Desalentado, Nuca retira uma carteira amassada com o último cigarro.
— Aí, velho, te manda que é perigoso andar por aqui.
Em um passe de mágica, as sombras o engoliram.
O autor do frevo Pernambucana, estático, parecia contar as folhas caídas das árvores quando viu chegar um par de pés descalços.
— Moço, tem um dinheiro aí?
— Você tá brincando, né?
— Tá certo, eu vi tudo. Aperrei não que eu levo o senhor no bar.
À maneira dos anteriores, também se escafedeu.
Nuca resolveu encarar as risadas do amigo, no Antiquário. Encostou o pinho em uma cadeira e embarcou no sofá de onde acordou com o sol na cara, saindo de um sonho e gritando.
— Pega ladrão!

*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
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"Gostaria de fazer uma pontuação aqui que me parte muito importante, tendo em vista a menção ao meu nome e ao cargo de procurador-geral da República também procurador-geral da República só pode ser investigado depois da autorização do órgão próprio do Ministério Público Federal, mas eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha reconhecido que não havia nada do que foi colhido que pudesse induzir a alguma prática de ilícito por parte do procurador-geral da República".
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, STF, disse hoje, terça-feira, 15/09, na retomada do julgamento que decide se a Corte autoriza uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, que os ministros estão envoltos sob uma pressão que vem, inclusive, de fora do país. Dino citou uma reportagem do site UOL mostrando que os EUA cogitam voltar a aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes, e que ele e Gilmar Mendes, aliados do ministro, também estariam na mira das sanções. A Magnitsky permite bloquear contas mantidas por uma pessoa física no sistema financeiro dos EUA, incluindo movimentações em cartões de crédito. “Eu, presidente, reputo isso como de enorme gravidade jurídica e constitucional. Isso daqui é o tribunal supremo de um país soberano. Portanto, esse ambiente de pressão ilegítima deve constituir alvo da indignação não do tribunal, mas de todos os brasileiros", afirmou.
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Dino vota a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para o processo contra Moraes, aquele que acusa o relator André Mendonça de ter cometido irregularidades na fase pré-processual. O ministro minimizou eventuais críticas da opinião pública ao processo. “Há essa ideia falsa de que o tribunal deve se submeter a pressões. Ora, se um órgão técnico se submete a maiorias ocasionais ou a órgãos de poder, sejam públicos ou privados, ele não serve para nada", disse.
STF - Flávio Bolsonaro é surpreendido com impedimento de Nunes Marques, um voto a menos
15/09/2026
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Enquanto isso, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo. O voto da ministra Cármen Lúcia é uma incógnita.
A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, PL, admitiu, nos bastidores, que foi pega de surpresa com a declaração de impedimento de voto do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, STF, no caso que analisa a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A expectativa dos aliados de Flávio Bolsonaro era de que Nunes Marques votasse pela abertura do processo, acompanhado de Luiz Fux, André Mendonça e do presidente da Corte, Edson Fachin. Agora, a análise é de que, com um voto a menos, assim como o de Dias Toffoli, que se declarou suspeito, a tendência é de que Moraes pode sair menos enfraquecido do que o calculado pela campanha.

Três votos contra e Cármen
Enquanto isso, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin devem votar contra a abertura do processo. O voto da ministra Cármen Lúcia é uma incógnita.
Mais uma testemunha detalha pagamentos pix para atacar João e elogiar Raquel
15/09/2026
Antes, foi o Metrópoles
O novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinador
master do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação...
O Gabinete que "não existe" continua acumulando evidências bem existentes. Mais uma testemunha que participou de um grupo de WhatsApp voltado a ações de engajamento político nas redes sociais detalhou ao site Brasil 247 como funcionaria o pagamento por pix a jovens recrutados para publicar comentários favoráveis à governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra (PSD), e críticos ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Antes, foi o Metrópoles
O novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinador
master do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação à disputa estadual de 2026.
Depoimento
'A gente tinha que comentar as postagens dela e as postagens que tinham o nome dela no meio – tanto para falar bem, positivamente, como para falar mal de alguém”, afirmou a mulher.
Ataques a João Campos
A testemunha disse que os integrantes recebiam links de postagens e instruções sobre o tipo de comentário a ser feito. As mensagens deveriam ser longas, com elogios a Raquel Teixeira Lyra, críticas a João Campos e uso recorrente do coração roxo, símbolo associado à militância da governadora.
As novas informações
Reforçam a suspeita de uma operação organizada para remunerar engajamento político nas redes sociais em Pernambuco. O relato da testemunha, somado aos prints, comprovantes de pix e vínculos empresariais citados, amplia a pressão sobre a campanha de Raquel Teixeira Lyra e coloca sob suspeita a atuação de funcionários e empresas ligadas ao ecossistema da Aposta Ganha.
Os acusados
A empresa e a governadora, negaram. O espaço aqui é garantido para manifestação, sem edição, de todos os citados.
STF - Imprensa internacional repercute a sessão que decide sobre a abertura de investigação contra Moraes
15/09/2026
The Washington Post
O jornal norte-americano The Washington Post citou a gravidade da crise no STF, que também está afetando a eleição presidencial brasileira, segundo a reportagem. O jornal ainda relacionou os ministros à situação política atual do país, o que fez com que "muitos brasileiros tenham passado a manhã (e tarde) grudados na televisão". Complementou, ainda, que "Os dois ministros (Moraes e Mendonça) do maior tribunal brasileiro são tidos como representantes dos lados opostos do polarizado espectro político brasileiro".
Reuters
A agência de notícias britânica Reuters afirmou que o mérito da sessão no Supremo é "sem precedentes" e...
A imprensa internacional repercute a sessão de hoje, terça-feira, 15/09, no Supremo Tribunal Federal, STF, que decidirá sobre a abertura de uma investigação contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes, por um suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
The Washington Post
O jornal norte-americano The Washington Post citou a gravidade da crise no STF, que também está afetando a eleição presidencial brasileira, segundo a reportagem. O jornal ainda relacionou os ministros à situação política atual do país, o que fez com que "muitos brasileiros tenham passado a manhã (e tarde) grudados na televisão". Complementou, ainda, que "Os dois ministros (Moraes e Mendonça) do maior tribunal brasileiro são tidos como representantes dos lados opostos do polarizado espectro político brasileiro".
Reuters
A agência de notícias britânica Reuters afirmou que o mérito da sessão no Supremo é "sem precedentes" e que o julgamento contribuirá para aprofundar a crise no mais alto tribunal brasileiro a poucas semanas das eleições presidenciais. O veículo ainda classificou Moraes como “um dos ministros mais poderosos” do STF.

ABC News
O jornal norte-americano ABC News afirmou em reportagem nesta terça que "uma crise sem precedentes chacoalha" a Corte brasileira. O veículo destacou que "o caos que tomou conta do tribunal deriva do colapso do Banco Master" e que “vários políticos importantes e integrantes do Judiciário foram ligados ao caso”.
The Economist
Já o jornal britânico The Economist afirmou que "o Supremo Tribunal Federal do Brasil está em crise", e que Moraes está no centro dela. A reportagem ainda descreve o embate entre Moraes e André Mendonça, que se deu após o escândalo do caso Master vir à tona.

A AFP
A Agência France-Presse, AFP, destacou o julgamento como o exame dos laços de Moraes, que classificou como “uma das figuras mais poderosas do Brasil”, com um banqueiro preso, se referindo a Vorcaro. O veículo estabeleceu, ainda, uma linha do tempo com a sequência de fatos que marcaram o ambiente da Corte nas últimas duas semanas, desde que Mendonça levantou o sigilo do relatório da PF relativo às investigações, culminando na sessão de hoje.
Eleições 2026 - João Campos hoje: "eu trabalho, me mobilizo e acredito na eleição de Lula para presidente."
15/09/2026
Perfeita harmonia em PE e no Brasil
"Do ponto de vista político, há uma perfeita harmonia e alinhamento, não só aqui em Pernambuco, mas também a nível nacional, com a própria candidatura de Alckmin, o vice-presidente que é do nosso partido. E a construção de mais de 13 palanques no Brasil que a gente fez junto com o PT para o pres...
Durante entrevista hoje, terça-feira, 15/09, à CNN Brasil, João Campos, PSB, o ex-prefeito de Recife e candidato ao governo de Pernambuco, comentou o apoio do PT a seu nome no pleito deste ano. Afastou qualquer animosidade entre seu nome e o diretório estadual do PT, ao garantir que a composição da chapa foi aprovada pela maioria dos integrantes do partido. Segundo ele, discordâncias e decisões não unânimes fazem parte da democracia, mas o foco da chapa, além do apoio no âmbito local, é promover o palanque para o presidente Lula, que tem Geraldo Alckmin, do PSB, Partido Socialista Brasileiro, como seu vice.

Perfeita harmonia em PE e no Brasil
"Do ponto de vista político, há uma perfeita harmonia e alinhamento, não só aqui em Pernambuco, mas também a nível nacional, com a própria candidatura de Alckmin, o vice-presidente que é do nosso partido. E a construção de mais de 13 palanques no Brasil que a gente fez junto com o PT para o presidente Lula. Além de apoiar o presidente em todos os estados da federação."

Além de uma eleição
"Uma aliança que é para além de uma eleição; é uma aliança de quem acredita que a política deve cuidar de quem mais precisa e de eventuais posições divergentes", declarou.
João não vê o Brasil elegendo Flávio
A reeleição de Lula foi um dos pontos que João defendeu em suas falas, principalmente por projetos estaduais que dependem de parceria com o governo federal. Ao ser questionado sobre o trabalho com o senador Flávio Bolsonaro, PL, caso ambos sejam eleitos, o candidato não apostou na possibilidade de ver "o Brasil elegendo Flávio Bolsonaro". "Eu não vejo o Brasil elegendo Flávio Bolsonaro e vejo o Lula sendo reeleito. Então, de forma muito sincera e verdadeira, eu trabalho, me mobilizo e acredito na eleição de Lula para presidente."
Satenpe pede no STF devolução de R$ 1,2 milhão de salário de Raquel Teixeira Lyra afastada da PGE-PE há 15 anos
15/09/2026
Raquel Teixeira Lyra está afastada da PGE-PE há 15 anos
Raquel Teixeira Lyra está afastada da Procuradoria, PGE-PE, há 15 anos. Desde quando foi eleita governadora, ela abre mão do subsídio de R$ 22 mil do Executivo para receber como procuradora. No último mês, ela recebeu mais de R$ 60 mil em valores brutos. A opção se baseia na Lei 18.139/2023, que autoriza servidores estaduais em cargos eletivos a optarem pela remuneração mais conveniente. O argumento apresentado pelo Sa...
O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco, Satenpe, acionou o STF, pedindo que a governadora Raquel Teixeira Lyra, PSD, devolva cerca de R$ 1,2 milhão recebido como procuradora do estado e que ela passe a receber subsídio pelo cargo executivo. O valor mencionado pelo Satenpe é a diferença excedente entre o que Raquel Teixeira Lyra recebeu pela Procuradoria-Geral do Estado de Pernambuco, PGE-PE, e o montante que ela teria recebido pelo cargo de governadora.
Raquel Teixeira Lyra está afastada da PGE-PE há 15 anos
Raquel Teixeira Lyra está afastada da Procuradoria, PGE-PE, há 15 anos. Desde quando foi eleita governadora, ela abre mão do subsídio de R$ 22 mil do Executivo para receber como procuradora. No último mês, ela recebeu mais de R$ 60 mil em valores brutos. A opção se baseia na Lei 18.139/2023, que autoriza servidores estaduais em cargos eletivos a optarem pela remuneração mais conveniente. O argumento apresentado pelo Satenpe à Corte é que a legislação, proposta por Raquel Teixeira Lyra em janeiro de 2023, fere o artigo 38 da Constituição Federal, que só autoriza a medida para prefeitos e vereadores.
Petição da Satenpe
Na petição, o Satenpe afirma ser “necessário impedir que a norma continue produzindo efeitos financeiros em favor da própria Chefe do Executivo que a propôs e sancionou”, e lembra que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.381/AL, julgada pelo plenário do STF, já havia invalidado legislações estaduais que estabeleciam possibilidade de escolha de salários por agentes públicos em cargos eletivos. Ao STF, o Satenpe ainda diz haver "urgência para que as supostas irregularidades sejam sanadas".
Eleições 2026 - Flávio pede ao TSE que proíba Lula de fazer lives no Alvorada, PT afirma que regras eleitorais foram cumpridas
15/09/2026
A Petição dos advogados e os pedidos da campanha de Flávio
Na petição assinada pelos advogados, a campanha do candidato do PL afirma que o petista incorreu em prática de conduta vedada a agente público. Para a equipe de Flávio, embora a legislação autorize excepcionalmente o uso de residências oficiais para reuniões e contatos de campanha, essas atividades não podem assumir c...
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acionou o TSE para impedir que o presidente Lula, PT, utilize as dependências do Palácio da Alvorada para a transmissão de eventos de cunho eleitoral. A representação contesta a realização de uma transmissão ao vivo de campanha ocorrida no último domingo, 13/09, a partir da residência oficial da Presidência. No domingo, a equipe de Lula declarou que o ato utilizou estritamente equipamentos de campanha e respeitou as normas eleitorais vigentes. A ação da campanha de Flávio foi protocolada na noite de ontem, segunda-feira, 14/09.
A Petição dos advogados e os pedidos da campanha de Flávio
Na petição assinada pelos advogados, a campanha do candidato do PL afirma que o petista incorreu em prática de conduta vedada a agente público. Para a equipe de Flávio, embora a legislação autorize excepcionalmente o uso de residências oficiais para reuniões e contatos de campanha, essas atividades não podem assumir caráter de ato público. A defesa de Flávio pontua também que as regras vigentes do TSE estabelecem condições cumulativas para transmissões eleitorais a partir de cômodos da residência oficial, entre as quais: A transmissão deve ocorrer em ambiente neutro, sem símbolos institucionais; A participação deve ser restrita exclusivamente à pessoa detentora do cargo; O conteúdo deve tratar unicamente da própria candidatura; não podem ser utilizados recursos materiais ou serviços públicos. A campanha de Flávio solicita: A remoção imediata do vídeo publicado no canal oficial de Lula no YouTube e a intimação da empresa Google Brasil; Ordem liminar para que a chapa governista se abstenha de realizar novas transmissões eleitorais ou utilizar a estrutura do Alvorada e serviços públicos exclusivos do cargo em desacordo com a legislação; ao final do processo, a aplicação de uma multa.

Campanha de Lula
Procurada após a transmissão, a assessoria de campanha do presidente Lula afirmou, no domingo, que a live "utilizou estritamente os equipamentos da campanha" e que "o Palácio da Alvorada é a residência oficial do governo e espaço privado do Presidente Lula". A equipe do petista assegurou ainda que tem pautado sua atuação em conformidade com as normas do TSE e que vem adotando as medidas de defeso eleitoral desde julho — transferindo as transmissões de cunho político das redes oficiais da Empresa Brasil de Comunicação, EBC, para as páginas pessoais e de campanha do candidato.
Brasil 247: Testemunha detalha pagamentos para atacar João Campos e elogiar Raquel Teixeira Lyra
15/09/2026
O esquema
Havia sido revelado no dia 9 pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, com base em mensagens e comprovantes de Pix. Agora, o novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinadormaster do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram e...
O Gabinete que "não existe" continua acumulando evidências bem existentes. Uma testemunha que participou de um grupo de WhatsApp voltado a ações de engajamento político nas redes sociais detalhou como funcionaria o pagamento por pix a jovens recrutados para publicar comentários favoráveis à governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra (PSD), e críticos ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
O esquema
Havia sido revelado no dia 9 pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, com base em mensagens e comprovantes de Pix. Agora, o novo relato que o Brasil 247 teve acesso aponta que os grupos eram administrados por pessoas ligadas à Aposta Ganha, casa de apostas sediada em Caruaru, reduto eleitoral de Raquel, e com relações comerciais com eventos da cidade. A Aposta Ganha é patrocinadormaster do São João de Caruaru.
Segundo a testemunha
O grupo era usado desde 2024 para impulsionar publicações no Instagram em defesa da governadora e para desgastar João Campos com antecedência em relação à disputa estadual de 2026. O ex-prefeito foi reeleito no Recife em 2024 com 78% dos votos, a maior vitória da história da capital pernambucana.
Depoimento
“Era um grupo específico para a campanha de Raquel – em 2024 isso. Quer dizer, não era campanha, (porque) ela já tinha ganho (a eleição de 2022 para o governo). Porém ela estava sem engajamento no Instagram. A gente tinha que comentar as postagens dela e as postagens que tinham o nome dela no meio – tanto para falar bem, positivamente, como para falar mal de alguém”, afirmou a mulher.
Relato aponta ataques a João Campos
A testemunha disse que os integrantes recebiam links de postagens e instruções sobre o tipo de comentário a ser feito. As mensagens deveriam ser longas, com elogios a Raquel Teixeira Lyra, críticas a João Campos e uso recorrente do coração roxo, símbolo associado à militância da governadora.
Fala a fonte
“Se fosse o comentário de um jornal detonando ela, a gente tinha que comentar o que ela estava fazendo. Se fosse uma postagem de João Campos, a gente tinha que falar também, detonando. Por exemplo: enquanto a minha governadora trabalha, o prefeito Tik Tok só faz festa. As postagens eram sempre longas, os comentários eram sempre longos, falando bem, o emoji roxo do coração. Eles mandavam o link no grupo com a postagem para a gente comentar, a gente colocava o visto e o pagamento era feito”, relatou.
De acordo com a mulher
Os pagamentos eram feitos “na hora”, por Pix, após a confirmação de que os comentários haviam sido publicados. O valor padrão era de R$ 75 por pacote de comentários em perfis do Instagram.
Pagamento por produtividade
“Sim, era por quantidade de postagens. Era sempre R$ 75 o valor. Porém, tinha mês que eu recebia quatro pix de R$ 75 e tinha mês que eu recebia dois ou um. Dependia da quantidade de postagens que ela mandasse a gente comentar. Se fosse uma semana que tinha muitas postagens, a gente recebia uns quatro pix por semana. Se fosse um mês que tinha pouca postagens, a gente recebia dois pix de quinze em quinze dias”, disse.
Advogada administrava grupo, segundo testemunha
A testemunha apontou Maria Eduarda Lucena Freire, conhecida como Duda Lucena, como administradora do “Grupo Engajamento”. Duda se apresenta no LinkedIn como advogada da Aposta Ganha. Segundo o relato, era ela quem enviava os links de matérias e postagens, definia o tom dos comentários, cobrava a participação dos integrantes e fazia os pagamentos por Pix.
A coluna do Metrópoles
Já havia mostrado que Duda trabalhou para a Aposta Ganha de janeiro de 2024 a junho deste ano. Ela negou ter estimulado ataques a João Campos. “Eu nunca pedi para ninguém falar nada contra ninguém”, afirmou à coluna.
As mensagens
Indicam cobranças explícitas por comentários positivos à governadora. Em 9 de julho de 2024, antes da campanha municipal, Duda orientou o grupo a defender Raquel em publicações críticas à gestora. “Reforcem a questão da fake news, que não é de hoje que o governo de Raquel sofre ataques como este. Que mesmo assim ela segue firme sempre buscando o melhor”, escreveu.
Após a orientação
Uma integrante publicou: “Raquel vem fazendo melhorias constantes para Pernambuco, acredito muito que fizemos a escolha certa e ela só vem confirmando isso! ”. Segundo o Metrópoles, em duas publicações de blogueiros analisadas, 30 dos 86 comentários terminavam com coração lilás, o equivalente a 35%.
Prints
Também mostram cobranças no grupo. Em uma das mensagens, Duda escreveu: “Gente, tá muito fraco. Se vocês não quiserem ficar, é só sair”. Em outra, pediu que integrantes comentassem: “Enquanto Raquel trabalha, o prefeito quer mídia”. Também há registros em que ela diz que faria os Pix e menciona sorteios de pagamentos de R$ 50.
Vínculos com a Aposta Ganha
Para recrutar participantes, segundo a testemunha, Duda não informava vínculo com a Aposta Ganha, mas com a Prosp3cct, empresa de eventos que atua em Caruaru, Gravatá e no Litoral Sul de Pernambuco. As pessoas eram chamadas a partir de grupos de divulgação de festas e shows.
Alex Galindo
Apontado como um dos administradores da Aposta Ganha, também estava no grupo de WhatsApp destinado ao engajamento político. Ele aparece nos registros como sócio-proprietário da Prosp3cct e se apresenta como diretor de operações da bet.
Um indicativo
Da relação entre as empresas é que a Prosp3cct aparece registrada na Receita Federal com domínio “@apostaganha.bet”. Duda também consta como funcionária da RWR Tecnologia em Sistemas de Dados LTDA, cujo único sócio, Ramon Raul de Lima, é sócio-administrador da Aposta Ganha. O endereço eletrônico registrado para a RWR na Receita é “fiscal@apostaganha.bet”, o mesmo informado pela Aposta Ganha.
A rede de conexões
Inclui ainda David Antony Neves, um dos administradores da bet, que foi assessor jurídico da Secretaria de Desenvolvimento Agrário no governo Raquel Teixeira Lyra. Ele deixou a gestão estadual em agosto de 2024 para assumir cargo na Aposta Ganha.
Tem mais
Outra funcionária atual da casa de apostas citada no caso é Ana Carolina Amorim, que passou pela Fundação de Cultura de Caruaru entre 2023 e 2024, período em que a bet investiu R$ 2 milhões no São João do município. Seu ingresso na Aposta Ganha ocorreu no mesmo mês em que estava previsto o último pagamento para garantir a marca no São João de Caruaru em 2024.
Patrocínio no reduto eleitoral de Raquel
A Aposta Ganha é a maior patrocinadora do São João de Caruaru há cinco anos, período que inclui a segunda gestão de Raquel Teixeira Lyra à frente da prefeitura e sua chegada ao governo estadual. Nos últimos dias antes de se afastar para disputar o governo, em 2022, Raquel organizou um chamamento público para cotas de patrocínio do evento.
Muita grana
Por meio da RR Produções, a Aposta Ganha aportou mais de R$ 2,4 milhões entre 2022 e 2024 no São João de Caruaru. A cidade é a principal base política da governadora e foi administrada por ela antes da eleição estadual.
A ligação política
Também aparece nas redes. Alex Galindo surge em foto ao lado de André Teixeira Filho, primo, braço-direito e ex-secretário de Raquel Teixeira Lyra. Na publicação, André Teixeira menciona a organização da festa privada Gonzagão, em Caruaru. “Mais um ano fazendo o que a gente ama”, escreveu.
Raquel Lyra nega irregularidade
Após a publicação da reportagem do Metrópoles, a assessoria de Raquel Teixeira Lyra afirmou que a campanha da governadora “atua dentro da lei e das regras eleitorais”. A equipe também sustentou que o apoio recebido por ela nas redes seria espontâneo.
Versão de Raquel
“O apoio que ela recebe nas redes é espontâneo e nasce do trabalho entregue em Pernambuco, como qualquer pernambucano pode constatar”, disse a assessoria. A campanha também afirmou existir uma “estrutura organizada de ataques que opera contra a governadora” e que o caso estaria em apuração no Judiciário.
A Aposta Ganha
Negou financiar ações políticas. “A companhia esclarece que não apoia nem financia campanhas políticas, partidos ou candidatos”, afirmou. A empresa também disse que “jamais financiou ou contratou pessoas para realizar comentários, publicações ou manifestações de natureza político-eleitoral em favor ou contra qualquer candidato ou partido”.
As novas informações
Reforçam a suspeita de uma operação organizada para remunerar engajamento político nas redes sociais em Pernambuco. O relato da testemunha, somado aos prints, comprovantes de Pix e vínculos empresariais citados, amplia a pressão sobre a pré-campanha de Raquel Teixeira Lyra e coloca sob escrutínio a atuação de funcionários e empresas ligadas ao ecossistema da Aposta Ganha.