É Findi - Pega! Crônica, por AJ Fontes*
10/05/2025
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardado...
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardados no bolso e se dava por satisfeito ter o suficiente para a passagem e meia carteira de minister.
Espantou-se quando sentiu um peso sobre os ombros. Quis se afastar, mas não conseguiu. Um sujeito segurou com firmeza, encostou a boca no ouvido dele.
— Se aperrei não. Só quero o dinheiro.
— Bicho, sobrou o da passagem de ônibus.
— Faça isso não com seu irmão. Preciso levar algum pra casa.
No meio da conversa do que parecia ser de dois amigos no fim de uma farra, o sujeito passou a mão no couro às suas costas e fez nosso amigo se encolher, fechar os olhos. Rápido buscou desviar a atenção.
- Cara, tem gente em algum lugar com dinheiro.
Não teve jeito. Com os olhos fixos e um sorriso se abrindo.
— É um violão, né?
— É com ele que faturo algum. Faz isso não.
— Então...
O sorriso se completou e ele esfregou os dedos na altura dos olhos.
Choroso, olhando as pedras da calçada, entregou o dinheiro amassado, continuou andando. O silêncio fez Nuca voltar a cabeça para o lado e não viu mais o sujeito. Parou, deu meia volta para o bar. Três passos adiante e percebeu alguém caminhando ao lado.
— Passa o dinheiro, senão leva.
O cantor abriu os braços.
— Porra! Acabei de ser assaltado.
— Foi mesmo. Eu vi. Parados no meio da rua, sob o facho da luz do poste, o novato escaneia Nuca.
— O quê é isso aí no bolso?
Desalentado, Nuca retira uma carteira amassada com o último cigarro.
— Aí, velho, te manda que é perigoso andar por aqui.
Em um passe de mágica, as sombras o engoliram.
O autor do frevo Pernambucana, estático, parecia contar as folhas caídas das árvores quando viu chegar um par de pés descalços.
— Moço, tem um dinheiro aí?
— Você tá brincando, né?
— Tá certo, eu vi tudo. Aperrei não que eu levo o senhor no bar.
À maneira dos anteriores, também se escafedeu.
Nuca resolveu encarar as risadas do amigo, no Antiquário. Encostou o pinho em uma cadeira e embarcou no sofá de onde acordou com o sol na cara, saindo de um sonho e gritando.
— Pega ladrão!

*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
Leia outras informações
Última: Ex-deputado Alexandre Ramagem é preso nos EUA pelo ICE
13/04/2026
Fuga e lista da Interpol
Segundo as investigações da PF, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os EUA. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Al...
O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA, ICE, dos EUA prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem. A informação foi confirmada pela Polícia Federal. Ramagem foi condenado pelo STF a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Fuga e lista da Interpol
Segundo as investigações da PF, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os EUA. Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025. O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Lula, Arraes e Jarbas, por ?Roberto Vieira
13/04/2026
Lula tem duas opções. Tentar o quarto mandato ou dizer adeus após o tricampeonato nas eleições presidenciais. Mas Lula dorme pensando no companheiro Miguel Arraes que perdeu sua última eleição em 1998. Abandonado até pelo próprio PT de Lula.
?Jarbas
?Em 1998, o cenário político pernambucano testemunhou um terremoto de proporções históricas. Jarbas Vasconcelos, então embalado por uma gestão modernizadora na prefeitura do Recife, desafiou a aura de invencibilidade que cercava Miguel Arraes. Com uma coligação que unia o PMDB ao PFL, Jarbas impôs uma derrota acachapante ao "Velho Arraes", conquistando o Palácio do Campo das Princesas com uma maioria de votos que encerrou um ciclo de hegemonia e consolidou uma nova força política no estado.
?Traição
?A derrota de 1998 não foi apenas um revés eleitoral, mas um golpe profundo no legado de Arraes. Ao lado de seu neto, o então jovem Eduardo Campos, Arraes viu sua...
?
Lula tem duas opções. Tentar o quarto mandato ou dizer adeus após o tricampeonato nas eleições presidenciais. Mas Lula dorme pensando no companheiro Miguel Arraes que perdeu sua última eleição em 1998. Abandonado até pelo próprio PT de Lula.
?Jarbas
?Em 1998, o cenário político pernambucano testemunhou um terremoto de proporções históricas. Jarbas Vasconcelos, então embalado por uma gestão modernizadora na prefeitura do Recife, desafiou a aura de invencibilidade que cercava Miguel Arraes. Com uma coligação que unia o PMDB ao PFL, Jarbas impôs uma derrota acachapante ao "Velho Arraes", conquistando o Palácio do Campo das Princesas com uma maioria de votos que encerrou um ciclo de hegemonia e consolidou uma nova força política no estado.
?Traição
?A derrota de 1998 não foi apenas um revés eleitoral, mas um golpe profundo no legado de Arraes. Ao lado de seu neto, o então jovem Eduardo Campos, Arraes viu sua imagem de mito invencível ruir diante do pragmatismo das urnas. O isolamento foi acentuado pelo abandono estratégico de antigos aliados, incluindo setores do próprio PT, que já miravam novos horizontes nacionais e locais, deixando o líder histórico de Pernambuco enfrentar o crepúsculo de sua carreira política em uma solidão institucional inesperada.
?Ostras
?Para Lula, a história de Arraes serve como um espelho incômodo. O presidente se equilibra entre o desejo de um quarto mandato e a preservação de sua biografia como tricampeão. O risco de um ocaso semelhante ao do companheiro pernambucano materializa-se na figura de Flávio Bolsonaro. O adversário, vindo de Rio das Ostras como um elemento inesperado no xadrez nacional, representa a ameaça de uma derrota final que poderia manchar o retrospecto vitorioso de Lula, transformando o sonho da continuidade em um melancólico adeus.
Pelé
Lula talvez devesse aceitar o exemplo do sábio Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Tricampeão do mundo, cheio de puxa saco pedindo pra ele jogar a Copa de 1974 - inclusive Médici e Geisel - o Rei disse não. E escapou da Laranja Mecânica. A inesperada ostra daqueles tempos.
Roberto Vieira é médico e cronista

Veneziano garante voto e articulação pela aprovação do piso nacional dos Garis
13/04/2026
O evento
O evento foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema - Sintab em Campina Grande. Veneziano estava acompanhado da pre-candidata a deputada estadual Ana Claudia e da vereadora campinense Pâmela Vital.
Reafirmou
Durante o encontro, Veneziano reafirmou seu apoio e o trabalho de articulação pela aprovação do Piso Nacional dos Garis (PL 4146/2020) e do Piso Nacional do Apoio (PL 2531/2021). As duas matérias foram aprovados na Câmara dos Deputados e seguiram para análise e votação no Senado Federal.
Lembrou
Veneziano lembrou que sua luta em favor das duas categorias e dos servidores públicos em geral vem desde a época em que era prefeito de Campina Grande.
“Nosso ap...
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou hoje, segunda-feira (13/04) do Encontro Estadual dos Garis e Pessoal de Apoio.

O evento
O evento foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema - Sintab em Campina Grande. Veneziano estava acompanhado da pre-candidata a deputada estadual Ana Claudia e da vereadora campinense Pâmela Vital.
Reafirmou
Durante o encontro, Veneziano reafirmou seu apoio e o trabalho de articulação pela aprovação do Piso Nacional dos Garis (PL 4146/2020) e do Piso Nacional do Apoio (PL 2531/2021). As duas matérias foram aprovados na Câmara dos Deputados e seguiram para análise e votação no Senado Federal.
Lembrou
Veneziano lembrou que sua luta em favor das duas categorias e dos servidores públicos em geral vem desde a época em que era prefeito de Campina Grande.
“Nosso apoio às diversas categorias de servidores públicos tem acompanhado a nossa história, ao longo dos anos. Da mesma forma como conseguimos o piso nacional de categorias como os Agentes Comunitários de Saúde, os Agentes de Combate às Endemias, vamos trabalhar para que essa luta de todos aqui seja coroada de pleno êxito, afinal de contas, é uma luta mais do que justa. Já conversamos com o presidente Davi Alcolumbre (do Senado) e estamos viabilizando ao votos necessários à aprovação”, declarou Veneziano.

A Padaria de Promessas e o banquete das migalhas, por Zé da Flauta
13/04/2026
Suor
Já o capitalismo é aquele que não te dá bom dia de graça, mas te oferece um emprego na oficina dele. Ele não quer saber se você leu Marx ou se acredita em fadas, ele quer saber se você sabe consertar um cano ou fritar um ovo. É o sistema que entende que o motor do mundo não é a caridade de gabinete, mas a vontade do sujeito de comprar um sapato novo. No mercado, o "lucro" não é pecado, é simplesmente o combustível que faz a padaria ab...
O socialismo é aquele que faz um churrasco enorme com o dinheiro dos outros, mas esquece de comprar a carne e acaba servindo apenas o discurso. Ele adora falar em dividir o pão, mas o problema é que, no final das contas, o pão some e só sobra a fila. É a tentativa de transformar o Estado num pai eterno que, de tanto abraçar o filho, acaba sufocando qualquer chance de o coitado aprender a andar sozinho. É uma igualdade tão absoluta que todo mundo acaba ficando igualzinho: sem nada no bolso e com a barriga roncando.
Suor
Já o capitalismo é aquele que não te dá bom dia de graça, mas te oferece um emprego na oficina dele. Ele não quer saber se você leu Marx ou se acredita em fadas, ele quer saber se você sabe consertar um cano ou fritar um ovo. É o sistema que entende que o motor do mundo não é a caridade de gabinete, mas a vontade do sujeito de comprar um sapato novo. No mercado, o "lucro" não é pecado, é simplesmente o combustível que faz a padaria abrir às cinco da manhã sem precisar de um decreto governamental para isso.
Fuga
Onde o Estado mete muito o bico, a riqueza foge pela janela. É cômico, se não fosse trágico, ver intelectuais de poltrona defendendo regimes que distribuem pobreza enquanto eles mesmos não abrem mão do celular de última geração. A lógica é implacável, sem o incentivo de ganhar a vida, a nossa vida entra em modo "descanso de tela". O socialismo produz especialistas em formulários e filas, enquanto o mercado produz gente que resolve problemas. Um regime oferece um peixe podre por semana e o outro te deixa ser o dono da rede.
Reação
A verdadeira revolução não acontece em palanques ou salões regados a whisky, mas no balcão de quem decide empreender apesar de toda a burocracia. Soberania de verdade é poder pagar as contas sem dever favores a nenhum político de estimação. A reação necessária é trocar o "coitadismo" pela livre iniciativa, deixando o povo criar, vender e prosperar em paz. Afinal, a melhor política social que existe ainda é a carteira assinada ou o lucro de um negócio próprio, porque dignidade a gente não recebe de esmola, a gente conquista com o próprio talento.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

Os 195 anos do Hino Nacional Brasileiro, por José Ricardo de Souza*
13/04/2026
A melodia
A melodia tornou-se bastante conhecida e já teve três letras diferentes. A primeira, de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, tratava da abdicação de D. Pedro I (1831). Sua primeira execução aconteceu naquele ano, portanto há 195 anos atrás, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro). Um dos trechos da letra era assim: "Os bronzes da tirania/Já no Brasil não rouquejam/Os monstros que o escravizavam/Já entre nós não vicejam".
...
Em 13 de abril de 1831, foi executado pela primeira vez o Hino Nacional do Brasil, no Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro; na data em que o núcleo da família imperial deixou o solo brasileiro para regressar a Portugal. A música, composta por Francisco Manuel da Silva, era inicialmente chamada de "Marcha Triunfal", composta em 1822 para comemorar a Independência do Brasil, ela foi refeita em 1831 para se tornar o "Hino da Abdicação.
A melodia
A melodia tornou-se bastante conhecida e já teve três letras diferentes. A primeira, de autoria de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, tratava da abdicação de D. Pedro I (1831). Sua primeira execução aconteceu naquele ano, portanto há 195 anos atrás, no cais do Largo do Paço (ex-Cais Pharoux, atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro). Um dos trechos da letra era assim: "Os bronzes da tirania/Já no Brasil não rouquejam/Os monstros que o escravizavam/Já entre nós não vicejam".
Coroação
Com a posterior coroação de Dom Pedro II, em 1841, sua letra foi trocada e a composição passou a ser considerada o hino nacional brasileiro, embora de maneira não oficial. A melodia serviu de inspiração ao músico norte-americano Louis Moreau Gottschalk para a sua magistral "Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro", dedicado à princesa Isabel e apresentado no Rio de Janeiro em 1869.
Proclamação da República
Após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, o governo provisório liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca convidou o maestro Carlos Gomes (1836-1896), à época compositor brasileiro de projeção internacional, a compor o que seria o Hino Nacional do Brasil. A letra já estava escolhida: seria um poema de Medeiros e Albuquerque publicado no jornal Diário do Comércio, do Rio de Janeiro, em 26 de novembro de 1889. Carlos Gomes recusou o convite, por isso fez-se um concurso para a escolha do Hino Nacional republicano.
Nove músicos
No dia 4 de janeiro de 1890, vinte e nove músicos apresentaram seus hinos, entre os quais escolheram-se quatro. O vencedor foi Leopoldo Miguez, com a letra já conhecida, de autoria de Medeiros de Albuquerque. No entanto, o presidente marechal Deodoro da Fonseca disse que “dava preferência ao velho”, referindo-se à melodia de Francisco Manuel da Silva. Por isso, o hino nacional foi criado por decreto de 20 de janeiro de 1890, o qual estabelecia que se usaria a composição de Francisco Manuel da Silva.
Composição
Como a composição de Francisco Manuel da Silva não tinha letra, Joaquim Osório Duque Estrada escreveu-a especialmente, mas apenas em 1909. Portanto, o hino nacional da República continuou a usar a música composta no Império, em 1831. Além de tudo, marcou a postura pouco democrática do então presidente marechal Deodoro.
A obra
A obra de Miguez acabou se tornando o Hino da Proclamação da República. Durante o centenário da Proclamação da Independência, em 1922, a letra escrita pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada em 1909 finalmente tornou-se oficial pelo presidente Epitácio Pessoa e permanece até hoje. A Lei Nº 12.031, de 21 de setembro de 2009, tornou-se obrigatória a execução do hino nacional ao menos uma vez por semana nas escolas de ensino fundamental do Brasil. O Hino Nacional Brasileiro é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece a Constituição.
*O autor é professor da rede pública estadual de ensino; historiador e escritor. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e da Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista (ALAP). Criador do projeto Muita História pra Contar. @josericardope01 nas principais redes sociais.
Série presidentes da República: Prudente de Morais, o triunfo do baronato do café, por Natanael Sarmento*
13/04/2026
Prudente José de Morais Barros nasceu numa vila de Itu, São Paulo, em 1841. Bacharelou-se advogado em 1863 e mudou-se para Piracicaba onde exerceu advocacia por dois anos e casou-se com uma herdeira da aristocracia cafeeira local. No Partido Liberal da monarquia elegeu-se vereador a partir de 1864 por várias legislaturas. 1887 troca os Liberais pelo PRP, o Partido Republicano Paulista, elege-se Deputado Provincial – estadual - em duas legislaturas. Elege-se deputado Geral da Assembleia imperial em 1885. Foi nomeado governador de SP pelo governo provisório de Deodoro, após o golpe contra a Monarquia. Elege-se senador em 1990. Na liderança do PRP presidiu a Assembleia Nacional Constituinte da República, em 1891. Concorreu e perdeu a eleição presidencial para Deodoro na votação indireta do Congresso Nacional. Elegeu seu vice- Presidente Marechal Floriano Peixoto que derrotou o vice da chapa de Deodoro. Retomou a cadeira do senado e completou o mandato. Em 1884 disputou e venceu a primeira eleição presidencial direta apoiado pelo baronato do café e por Floriano Peixoto presidente com a renúncia de Deodoro em 1891.

Primeira eleição direta
Na primeira eleição direta presidencial qualquer eleitor brasileiro podia votar e ser votado presidente, livremente. Dos 205 “votados” mais de cem com voto único, quase todos com votações pífias. A disputa nacional ficou entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais: Prudente de Morais do “café” e mineiro Affonso Pena do “leite”. O café venceu com 276.588 votos. 0,8% da população nacional estimada em 15 milhões de habitantes.
Governança
Procurou ampliar favores e privilégios dos fazendeiros exportadores do café, com políticas protecionistas. A chamada política de “Valorização do café”. Transformou as demandas do “Convênio de Taubaté” dos barões do café em Lei Federal. O Tesouro Nacional pagava preço fixo pelo café, independente do preço no mercado mundial. Na guerra, as importações caíram e os preços despencaram. Os lucros dos cafeicultores exportadores, ao contrário, aumentavam, com medida governamental de desvalorização a moeda nacional. O valor do câmbio baixo empurrava o preço do café despencavam mas os fazendeiros lucravam fortunas na conversão do valor de moedas fortes estrangeira para a moeda fraca dos “mil-réis”. O mecanismo contábil inflava o valor de troca no ágio especulativo do preço do café que correspondia a 65% de todas as exportações brasileiras.

Esbórnia do café
A “política de valorização” aumentava a dívida pública nacional, enriquecia os barões e endividava a nação. Com déficit no orçamento o governo brasileiro recorria aos empréstimos junto aos bancos ingleses. Os Rothschilds liberaram 10 mil libras esterlinas nos chamados “Funding Loan” - empréstimos de consolidação. Grande parte dessa dinheirama voltava para os bancos credores para pagamento de juros e correções dos empréstimos feitos pelo Brasil entre 1898 e 1901. Nessa ciranda financeira a dívida pública externa só aumentava. Boa parte do dinheiro esmerilado na manutenção da máquina burocrática ademais dos gastos extraordinários nas gigantescas campanhas militares destinadas a exterminar o arruado de camponeses pobres conhecido como Arraial de “Canudos", nos confins dos Sertões da Bahia. O “glorioso exército” nacional mobilizou nada menos de doze mil soldados e precisou de cinco expedições para destruir e devastar Canudos.
Externamente
A política externa pautou o chamado “pragmatismo defensivo”. Com mediações da Inglaterra e da Suíça resolveu conflitos territoriais no Amapá com a Guiana Francesa e com a própria Inglaterra, lembremos, dos empréstimos bancários, na solução da Ilha Trindade do litoral do Espírito Santo pretendida pela Grã-Bretanha. Destacamos o reatamento de relações diplomáticas com Portugal e facilitação da imigração japonesa.
Transição ou continuação?
A historiografia oficial considera sua governança como transição da república de “espada” para a das “oligarquias”. Bazófias. O poder na República Velha com militar ou civil nunca saiu dos latifúndios do grandes fazendeiros e industriais, banqueiros e comerciantes exportadores. Não é o rabo que balança o cachorro. O capitão-do- mato tem papel importante no regime escravista mas não manda na fazenda nem é dono dos escravos. Na obra “A ideologia Alemã” Marx e Engels explicam: “A classe que tem os meios de produção à sua disposição tem também o controle do Estado e dos meios de produção intelectual”. O poder do Estado brasileiro e a legalidade burguesa funcionava para assegurar a propriedade dos ricos e promover o desenvolvimento econômico voltado para esses ricos latifundiários e burgueses valorizando as oligarquias paulistas e mineiras. O aparato repressivo da legalidade estatal aparecia com o fiscal da receita e a polícia e exército para reprimir pobres e trabalhadores, com os movimentos sociais tratados como “caso de polícia”.

Estadualismo
A maior autonomia dos estados decorrente do federalismo da Constituição de 1891 fortaleceu as oligarquias regionais. Institucionalmente, Prudente de Morais deu os primeiros pontos do babado da chamada “política dos governadores”. Do mecanismo político que foi fundamental e característico de toda República Velha – 1889-1930. Que propiciava a troca de favores recíprocos entre governos estaduais e a União Federal. Apelidada pelo vulgo de política “Café com Leite”.
Atentado
Militares descontentes e próximos de Floriano Peixoto faziam cerrada oposição cerrada ao governo, posto que alijados do Paço. O atentado contra a vida do Presidente de Morais é atribuído a “florianistas”. O soldado Marcelino Bispo de Mello autor do atentado acaba matando o Ministro da Guerra Marechal Bittencourt. O soldado Marcelino apareceu enforcamento na prisão. Réu morto e inquérito arquivado. Prudente de Morais com mamão e açúcar para decretar Estado de Sítio e suspender garantias constitucionais. Com poderes de Consul romano, o coronel barão do café governava a sua fazenda, e “tudo ficava como dantes, no quartel de Abrantes”.
A morte
Prudente de Morais faleceu em 1902, na cidade de Piracicaba, com tuberculose, aos 61 anos.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Da direção nacional da UP - Partido da Unidade Popular.
NR - Os textos assinados refletem a opinião dos seus autores.

PL animado - Coronel Meira projeta vitória de Flávio Bolsonaro e articula chapa forte em Pernambuco
13/04/2026
afirmou ao repórter Alberes Xavier que o partido acompanha os números “com tranquilidade” e reforçou o discurso de mudança no país.
Povo cansado
“Isso a gente já vem acompanhando há muito tempo. O povo brasileiro está cansado, principalmente com a insegurança e com a corrupção. Há um clamor por mudança”, declarou. Coronel Meira também destacou que o PL aposta no fortalecimento da pauta de segurança pública como eixo central de debate, citando inclusive a proposta de criação de um ministério específico para a área em um eventual novo governo.
No cenário estadual
O deputado reforçou o nome de Anderson Ferreira como prioridade do partido na disputa pelo Senado e demonstrou confiança no cre...
Os resultados das últimas pesquisas eleitorais divulgadas, mostrando Flávio Bolsonaro (PL) em condição de empate técnico com o presidente Lula, animaram o bolsonarismo em todo o país. O deputado federal Coronel Meira (PL)
afirmou ao repórter Alberes Xavier que o partido acompanha os números “com tranquilidade” e reforçou o discurso de mudança no país.
Povo cansado
“Isso a gente já vem acompanhando há muito tempo. O povo brasileiro está cansado, principalmente com a insegurança e com a corrupção. Há um clamor por mudança”, declarou. Coronel Meira também destacou que o PL aposta no fortalecimento da pauta de segurança pública como eixo central de debate, citando inclusive a proposta de criação de um ministério específico para a área em um eventual novo governo.
No cenário estadual
O deputado reforçou o nome de Anderson Ferreira como prioridade do partido na disputa pelo Senado e demonstrou confiança no crescimento da legenda no estado. “Pernambuco vai ter um PL forte. Estamos trabalhando para ampliar nossa bancada e construir uma chapa competitiva, com homens e mulheres preparados para representar o povo”, afirmou.
2o voto
Questionado sobre o segundo voto para o Senado em 2026, Coronel Meira afirmou que a definição ainda dependerá das estratégias do partido, especialmente em relação à disputa pelo Governo do Estado. No entanto, deixou claro que o posicionamento político do PL será determinante nas alianças. "O partido vai definir isso no momento certo. Mas há um ponto claro: não estaremos ao lado de candidatos que estejam alinhados ao governo federal. Estamos trabalhando para aglutinar forças e apresentar o melhor projeto para Pernambuco”, concluiu.
Lula demite presidente do INSS Gilberto Waller. Wolney anuncia mulher no comando do órgão
13/04/2026
Esteve à frente
Waller nunca agradou ao ministro Wolney enquanto esteve à frente do INS S. Ele simplesmente não conseguiu baixar as filas de espera, o que foi promessa de campanha de Lula. Assumiu o comando do instituto em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social, uma semana após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que revelou um esquema bilionário de desvios em aposentadorias de aposentados e pensionistas, mas vinha ainda da cota do ex-ministro Luppi. Nel Lula nem o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, aprovavam seu trabalho.
"A partir desta segunda-feira (13), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa a ser liderado por Ana Cristina Viana Silveira. Ser...
Mudança no INSS, 11 meses depois. O presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, foi demitido hoje, segunda-feira (13/04). No lugar dele assume Ana Cristina Viana Silveira, que é servidora de carreira do órgão.
Esteve à frente
Waller nunca agradou ao ministro Wolney enquanto esteve à frente do INS S. Ele simplesmente não conseguiu baixar as filas de espera, o que foi promessa de campanha de Lula. Assumiu o comando do instituto em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social, uma semana após a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que revelou um esquema bilionário de desvios em aposentadorias de aposentados e pensionistas, mas vinha ainda da cota do ex-ministro Luppi. Nel Lula nem o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, aprovavam seu trabalho.
"A partir desta segunda-feira (13), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passa a ser liderado por Ana Cristina Viana Silveira. Servidora de carreira, ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto. Ana Cristina substitui Gilberto Waller, que esteve à frente da instituição nos últimos 11 meses", diz o comunicado emitido pelo governo federal.
O Poder
Papa Leão XIV reage e diz que 'não tem medo' de Trump
13/04/2026
- Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer - disse o Papa a jornalistas durante o voo para a Argélia nesta segunda-feira.
Primeiro pontífice
O papa Leão XIV, o primeiro pontífice americano da história, mantém uma relação complexa com o governo Trump. Ele se manifestou contra a guerra no Irã e afirmou rejeitar as orações “daqueles que fazem guerra”.
- Não somos políticos, não lidamos com assuntos externos sob a mesma perspectiva que ele pode compreender, mas acredito na mensagem do Evangelho como prom...
O Papa Leão XIV respondeu, durante o voo de Roma para a África hoje, segunda-feira (13/04) a um ataque feito durante a madrugada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas redes sociais, afirmando que não teme o governo americano e que busca promover o valor evangélico da paz.
- Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer - disse o Papa a jornalistas durante o voo para a Argélia nesta segunda-feira.
Primeiro pontífice
O papa Leão XIV, o primeiro pontífice americano da história, mantém uma relação complexa com o governo Trump. Ele se manifestou contra a guerra no Irã e afirmou rejeitar as orações “daqueles que fazem guerra”.
- Não somos políticos, não lidamos com assuntos externos sob a mesma perspectiva que ele pode compreender, mas acredito na mensagem do Evangelho como promotor da paz — afirmou.
O Poder

Bloqueio de Ormuz pelos EUA está marcado para as 11h desta segunda-feira
13/04/2026
O Estreito
Apesar de já ter sido restringido pelo Irã, o Estreito não está tecnicamente fechado, já que Teerã tem permitido gradualmente a passagem de alguns petroleiros em troca de um pedágio de até 2 milhões de dólares por navio.
E, principalmente, o Irã tem permitido que o seu próprio petróleo entre e saia da região durante a guerra.
Pode cortar
Segundo os especialistas, ao fechar o estreito, Washington pode cortar uma fonte fundamental de financiamento para o governo e para as operações militares do Irã.
“O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”,...
Os Estados Unidos vão bloquear o Estreito de Ormuz às 11h (no horário de Brasília) hoje, segunda-feira (13/04), segundo anúncio do país feito no domingo (12).
O Estreito
Apesar de já ter sido restringido pelo Irã, o Estreito não está tecnicamente fechado, já que Teerã tem permitido gradualmente a passagem de alguns petroleiros em troca de um pedágio de até 2 milhões de dólares por navio.
E, principalmente, o Irã tem permitido que o seu próprio petróleo entre e saia da região durante a guerra.
Pode cortar
Segundo os especialistas, ao fechar o estreito, Washington pode cortar uma fonte fundamental de financiamento para o governo e para as operações militares do Irã.
“O bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, disse o Comando Central dos Estados Unidos, em uma publicação no X.
Os navios
Segundo o governo americano, os navios que não estejam viajando para ou de portos iranianos poderão passar livremente pelo Estreito de Ormuz, pois o bloqueio "não impedirá a liberdade de navegação" dessas embarcações.
O anúncio
O anúncio do Comando Central dos EUA se dá após Trump ter declarado hoje cedo um bloqueio na passagem, medida que poderá aumentar o preço do petróleo, enquanto Washington procura intensificar a sua influência sobre Teerã..
O Poder