É Findi - Pega! Crônica, por AJ Fontes*
10/05/2025
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardado...
Ressoava uma das tantas músicas que ouvimos no show de Paulinho da Viola no Classic hall, ao chegarmos em um bar participante do Comida de Buteco, próximo ao Mercado da Encruzilhada.
Meio aos nacos do salgado principal da casa, goles de caipirinha, cerveja e rum com coca-cola, o prezado compositor e cantor Nuca Sarmento percebeu que estávamos no Antiquário. Era esse o nome do bar, nos idos de 1970, onde o amante da boa música cantava acompanhado de seu violão.
Ele recordou uma das muitas noites que tocou e cantou lá. Tomava os últimos goles de rum misturado, depois da apresentação, enquanto o amigo e proprietário tentava convencê-lo de dormir no sofá do escritório. Nuca agradeceu, mas queria mesmo era encostar a cabeça no seu travesseiro. Guardou o instrumento, colocou nas costas e disse até logo.
Cabeça baixa, seguiu pela calçada do mercado, alheio ao vazio da noite, contando de cabeça os cruzeiros guardados no bolso e se dava por satisfeito ter o suficiente para a passagem e meia carteira de minister.
Espantou-se quando sentiu um peso sobre os ombros. Quis se afastar, mas não conseguiu. Um sujeito segurou com firmeza, encostou a boca no ouvido dele.
— Se aperrei não. Só quero o dinheiro.
— Bicho, sobrou o da passagem de ônibus.
— Faça isso não com seu irmão. Preciso levar algum pra casa.
No meio da conversa do que parecia ser de dois amigos no fim de uma farra, o sujeito passou a mão no couro às suas costas e fez nosso amigo se encolher, fechar os olhos. Rápido buscou desviar a atenção.
- Cara, tem gente em algum lugar com dinheiro.
Não teve jeito. Com os olhos fixos e um sorriso se abrindo.
— É um violão, né?
— É com ele que faturo algum. Faz isso não.
— Então...
O sorriso se completou e ele esfregou os dedos na altura dos olhos.
Choroso, olhando as pedras da calçada, entregou o dinheiro amassado, continuou andando. O silêncio fez Nuca voltar a cabeça para o lado e não viu mais o sujeito. Parou, deu meia volta para o bar. Três passos adiante e percebeu alguém caminhando ao lado.
— Passa o dinheiro, senão leva.
O cantor abriu os braços.
— Porra! Acabei de ser assaltado.
— Foi mesmo. Eu vi. Parados no meio da rua, sob o facho da luz do poste, o novato escaneia Nuca.
— O quê é isso aí no bolso?
Desalentado, Nuca retira uma carteira amassada com o último cigarro.
— Aí, velho, te manda que é perigoso andar por aqui.
Em um passe de mágica, as sombras o engoliram.
O autor do frevo Pernambucana, estático, parecia contar as folhas caídas das árvores quando viu chegar um par de pés descalços.
— Moço, tem um dinheiro aí?
— Você tá brincando, né?
— Tá certo, eu vi tudo. Aperrei não que eu levo o senhor no bar.
À maneira dos anteriores, também se escafedeu.
Nuca resolveu encarar as risadas do amigo, no Antiquário. Encostou o pinho em uma cadeira e embarcou no sofá de onde acordou com o sol na cara, saindo de um sonho e gritando.
— Pega ladrão!

*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.
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A Bola Biônica - Crônica - Por Romero Falcão*
25/05/2026
É a Copa da Inteligência Artificial. A nova bola vem carregada de tecnologia. Traz a marca da Adidas e os símbolos nacionais dos anfitriões: a águia mexicana, as estrelas americanas e a folha de bordo canadense.
Mas o que impressiona é a capacidade cerebral da pelota. A Trionda conversa com o VAR. Um sensor interno registra toque, rotação, velocidade, trajetória. Detecta mão na bola, identifica o instante exato do chute.
Não sei como se comporta no quique. Feito um GPS, prevê o efeito, muda de direção antes da patada? A gorducha também é à prova d'água. Nem a tempestade faz dela bola de chuva.
Quem sabe, Trionda anteveja as jogadas e ensine aos “craques”- com muitas aspas- de Ancelotti a folha seca de Didi...
Ainda hoje ecoa o vozeirão de Cid Moreira: Jabulaaaaani. Jabulani foi a bola da Copa de 2010. Sim, cada Mundial batiza sua cria. Agora nasceu a Trionda — referência aos três países-sede: EUA, México e Canadá.
É a Copa da Inteligência Artificial. A nova bola vem carregada de tecnologia. Traz a marca da Adidas e os símbolos nacionais dos anfitriões: a águia mexicana, as estrelas americanas e a folha de bordo canadense.
Mas o que impressiona é a capacidade cerebral da pelota. A Trionda conversa com o VAR. Um sensor interno registra toque, rotação, velocidade, trajetória. Detecta mão na bola, identifica o instante exato do chute.

Não sei como se comporta no quique. Feito um GPS, prevê o efeito, muda de direção antes da patada? A gorducha também é à prova d'água. Nem a tempestade faz dela bola de chuva.
Quem sabe, Trionda anteveja as jogadas e ensine aos “craques”- com muitas aspas- de Ancelotti a folha seca de Didi — aquele torpedo que dava um nó na coluna dos goleiros diante da curva do couro bruto que desafiava as leis da física, na Copa de 58.
Em 58, a bola pesava horrores. Encharcada, virava um maciço de chumbo. Era bola raiz, artesanal, costurada à mão. Um dinossauro perto da máquina que rolará em 2026. Mesmo assim, Pelé encantou o mundo aos 17 anos. Garrincha continuou entortando os “João”. O couro primitivo flutuava na chuteira do gênio.
Às vezes me pergunto se tanta tecnologia não transforma o futebol num videogame. Uma partida milimetricamente correta, previsível, burocrática. O computador deletando o improviso humano.
O gol de Maradona em 86 — a célebre “mão de Deus” — não driblaria a bola biônica. E talvez aí morra a arte do futebol. O erro do árbitro, a malícia do jogador, a dúvida: tudo fazia parte da poesia do futebol.
Agora quem decide é a frieza do algoritmo.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

Os Fantasmas do Açúcar - Os Mortos que dão Votos, por Zé da Flauta
25/05/2026
Milagre
O boato político não é fruto da ignorância, é engenharia fina de quem sabe que o medo é o cabo eleitoral mais barato do mundo. Para manter o povo de joelhos, o poder não precisa de propostas de governo, precisa de fantasmas de estimação. Ressuscit...
O boato correu as feiras de gado feito rastro de pólvora: “Os holandeses estão subindo o Capibaribe!”. Nos alpendres das usinas, velhos coronéis de farda mofada decidiram reviver as glórias coloniais e a praça virou o quartel-general do absurdo. Jagunços de chapéu de couro trocavam a enxada por bacamartes amarrados com arame, enquanto o vigário benzendo cartucheiras vazias jurava que Nassau era o cão em figura de gente. Moços que nunca tinham visto uma gota de água salgada vigiavam o canavial, prontos para atirar no primeiro sujeito loiro que aparecesse vendendo espelhos ou cobrando imposto em nome de Amsterdã. A província inteira parecia uma ópera bufa encenada debaixo de um sol de estalar mamona.
Milagre
O boato político não é fruto da ignorância, é engenharia fina de quem sabe que o medo é o cabo eleitoral mais barato do mundo. Para manter o povo de joelhos, o poder não precisa de propostas de governo, precisa de fantasmas de estimação. Ressuscitam-se os mortos do século XVII para que os vivos esqueçam de cobrar o preço do feijão no presente. Diante de uma ameaça invisível, o homem abre mão da própria lucidez e corre para os braços do primeiro tirano que lhe prometa salvação. É a velha farsa palaciana que se repete a cada eleição: inventa-se o monstro na véspera para vender o milagre no dia do voto.
Choro
O que os donos do poder ignoram é o tamanho da dor que essa mentira planta no peito de quem só tem a pele e o osso. Naquela noite de vigília, o velho Cassiano não pensava em geopolítica, olhava para as mãos calejadas e para o roçado que separava seus filhos da fome. Com um nó na garganta, ele abraçou a esposa na porta do casebre e pediu que ela escondesse os meninos no jirau se o canhão cantasse. O choro silencioso daquela mulher na escuridão tinha o peso de uma tragédia real e comovente. Há um heroísmo trágico no homem do nosso interior, que se dispõe a morrer de peito aberto por uma presepada de palanque, simplesmente porque ama a santidade da sua pátria-chão.
A invasão
No dia seguinte, as urnas fecharam, a poeira assentou e os holandeses, obviamente, não vieram. Os mesmos de sempre subiram no coreto entre foguetes, celebrando a "vitória da ordem" enquanto dividiam os cargos da prefeitura. Cassiano voltou para a roça a pé, guardou o bacamarte mudo e olhou para a terra rachada que pedia chuva. Percebeu, no silêncio do seu desamparo, que os verdadeiros invasores nunca falaram língua estrangeira. A invasão que lhe arrancava o couro todos os dias era a da miséria e da usura dos que governam, deixando Pernambuco igual: sangrando e amando na mesma intensidade.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

Como o PIB das Nações Desenhou as Fronteiras do Nosso Futebol, por Roberto Vieira
25/05/2026
Pib
Havia uma distância econômica, claro, mas ela não era suficiente para romper o cordão umbilical que prendia nossos craques aos clubes locais. Com o PIB nacional saltando de modestos US$ 2,5 bilhões em 1930 para US$ 201,2 bilhões em 1978, os gramados brasileiros eram ricos, autônomos e capazes de reter 100% dos talentos que encantavam o planeta.
1980
O ponto de inflexão, contudo, ganha contornos dramáticos nos anos 1980. O início do descolamento econômico coincide com o mergulho do Brasil n...
Olhar para os números frios da economia global e cruzá-los com as listas de convocação da Seleção Brasileira é decifrar a crônica de um êxodo anunciado. Da Copa de 1930 até o final da década de 1970, o futebol brasileiro viveu em uma redoma de autossuficiência técnica e financeira. Enquanto a Europa Ocidental lambia as feridas de duas grandes guerras e se reconstruía lentamente, o Brasil consolidava o seu profissionalismo.
Pib
Havia uma distância econômica, claro, mas ela não era suficiente para romper o cordão umbilical que prendia nossos craques aos clubes locais. Com o PIB nacional saltando de modestos US$ 2,5 bilhões em 1930 para US$ 201,2 bilhões em 1978, os gramados brasileiros eram ricos, autônomos e capazes de reter 100% dos talentos que encantavam o planeta.
1980
O ponto de inflexão, contudo, ganha contornos dramáticos nos anos 1980. O início do descolamento econômico coincide com o mergulho do Brasil na hiperinflação e na chamada "década perdida", enquanto as potências europeias consolidavam blocos de riqueza sem precedentes. Em 1980, as primeiras frestas na soberania nacional se abriram com as saídas de Falcão e Dirceu. Era o aviso do destino. Em 1990, com a Europa Ocidental batendo a impressionante marca de US$ 3,4 trilhões de PIB enquanto o Brasil amargava recessões profundas e planos econômicos frustrados, a porteira se abriu definitivamente: a Seleção perdia, pela primeira vez na história, a maioria absoluta de atletas que atuavam em solo nacional.
11
Durante 11 Copas do Mundo consecutivas, o PIB das potências europeias cresceu, mas o mercado do futebol permaneceu local. Resultado: virtualmente 100% dos convocados jogavam no Brasil. Em 1984, ano em que o PIB brasileiro atingiu US$ 543 bilhões contra US$ 3,9 trilhões do bloco europeu, a balança do futebol encontrou sua simetria exata no tetracampeonato: metade do elenco atuava em solo nacional, metade já brilhava no exterior.
2002
O pentacampeonato de 2002 marcou o último suspiro de uma Seleção com maioria de atletas baseados no Brasil (13 de 23). A partir dali, a disparidade explodiu: nas Copas de 2006 a 2026, com o PIB do bloco europeu rompendo a barreira dos US$ 11 trilhões, o número de atletas "caseiros" desabou para uma média isolada de apenas 3 por edição.
Globalização
O legado desse choque estatístico é a transformação definitiva da Seleção Brasileira em um produto da globalização e do abismo cambial. A histórica janela de 2014 marcou o ápice nominal do PIB brasileiro (US$ 2,45 trilhões), mas a indústria do futebol europeu já havia se tornado uma máquina corporativa intransponível, alimentada por moedas fortes e direitos de transmissão bilionários.
Várzea
O esporte que outrora dependia apenas do talento moldado nas várzeas e nos grandes clubes cariocas e paulistas curvou-se, inevitavelmente, à matemática das nações. A desvalorização crônica do Real frente ao Dólar e ao Euro nas últimas décadas sacramentou o isolamento financeiro do futebol nacional. Hoje, o gráfico de convocações não deixa margem para dúvidas: o Brasil consolidou-se como o maior celeiro exportador do mundo, restando aos clubes locais o papel de formar os gênios para que as economias de mais de 11 trilhões de dólares desfrutem do espetáculo.
Flamengo
A organização financeira de Flamengo e Palmeiras no Brasil, assim como do River Plate na Argentina, clube com maior média de público no mundo são uma boa notícia. Mas o futebol sul-americano só poderá fazer frente ao europeu novamente sob duas circunstâncias. Ou abraçamos o capitalismo com unhas e dentes ou quem sabe a Europa e Oriente Médio mergulhando de vez noutra de suas guerras intermináveis. Qual deles vem primeiro?
NOTA: Para quem curte futebol, Copas e história está no ar pelo Instagram o @tresdecopas.podcast com este seu amigo e os historiadores José Renato Sátiro Santiago e Bruno Balacó. Estaremos conversando em episódios antes da Copa 2026, com programas diários durante o torneio.
Roberto Vieira é médico e cronista

A Heresia da Elegia à Cegueira de Saramago, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
25/05/2026
José Saramago contou que a ideia de escrever Ensaio sobre a Cegueira nasceu enquanto estava sozinho num restaurante em Lisboa, quando uma pergunta atravessou sua consciência: "E se nós fôssemos todos cegos?"
A resposta surgiu imediatamente: de certo modo, nós já estávamos. Não uma cegueira física, mas da razão, da sensibilidade e da capacidade humana de reconhecer o outro.
Uma cegueira muito mais profunda porque habitava já o coração da civilização contemporânea.
A partir daí, o romance deixa de ser apenas ficção perturbadora e assume dimensão filosófica.
A epidemia de cegueira que se alastra na trama do livro de Saramago apenas torna visível uma condição que já eclodia silenciosamente no homem moderno: a perda progressiva da visão interior.
Poucos escritores conseguiram diagn...
"Há homens que atravessam a noite buscando a aurora. Outros transformam a própria noite em morada filosófica."
José Saramago contou que a ideia de escrever Ensaio sobre a Cegueira nasceu enquanto estava sozinho num restaurante em Lisboa, quando uma pergunta atravessou sua consciência: "E se nós fôssemos todos cegos?"
A resposta surgiu imediatamente: de certo modo, nós já estávamos. Não uma cegueira física, mas da razão, da sensibilidade e da capacidade humana de reconhecer o outro.
Uma cegueira muito mais profunda porque habitava já o coração da civilização contemporânea.
A partir daí, o romance deixa de ser apenas ficção perturbadora e assume dimensão filosófica.
A epidemia de cegueira que se alastra na trama do livro de Saramago apenas torna visível uma condição que já eclodia silenciosamente no homem moderno: a perda progressiva da visão interior.
Poucos escritores conseguiram diagnosticar com tamanha potência simbólica essa degradação espiritual.
Há em Saramago uma lucidez amarga, quase cirúrgica, que atravessa as ilusões confortáveis da civilização contemporânea e expõe o homem diante da própria precariedade moral.
Sob determinadas circunstâncias, aquilo que chamamos racionalidade dissolve-se rapidamente. Instituições revelam fragilidades inesperadas. Homens aparentemente civilizados regridem a formas primitivas de medo e brutalidade.
Mas a profundidade de Saramago vai além dessa constatação política. Ele intuiu algo ainda mais perturbador: o homem contemporâneo não vive cercado de estímulos. Vive sob avalanche contínua deles.
Em determinado momento, perguntou publicamente qual sentido haveria em receber quinhentos jornais por dia se essa profusão impediria justamente a compreensão. A pergunta não era retórica. Era diagnóstico.
A multiplicação
A multiplicação incessante de imagens, vozes e informações já não amplia necessariamente a consciência. Muitas vezes apenas a fragmenta.
O homem deixa de contemplar e começa apenas a reagir. Não amadurece aquilo que recebe: consome fluxos sucessivos de informação até perder, progressivamente, a capacidade de prestar atenção ao essencial.
Para Saramago, vivemos mergulhados num tipo de Luna Park, um grande parque audiovisual onde sons, imagens e notificações disputam continuamente nossa atenção.
O resultado é uma forma inédita de cegueira: não pela escassez de luz, mas pela saturação dela.
Por isso a imagem da caverna platônica continua tão assustadoramente atual. Platão compreendia que a prisão mais profunda não é física, mas interior.
O homem acorrentado não apenas sofre as correntes. Adapta-se a elas, passa lentamente a confundir as sombras com o próprio real. Constrói identidades e pertencimentos ao redor das próprias limitações perceptivas. As sombras deixam de parecer prisão e tornam-se familiaridade existencial.
Contudo, o aspecto mais decisivo da alegoria nunca esteve apenas na saída da caverna. O ponto central era o retorno.
O homem que contemplou a Luz — percebendo que aquilo que durante toda a vida chamara de realidade eram apenas sombras —, mesmo sabendo que poderá ser incompreendido, ridicularizado, agredido ou até morto, aceita retornar à caverna e assumir responsabilidade diante daqueles que ainda permanecem aprisionados.
Percepção espiritual
Existe nisso uma percepção espiritual raramente compreendida pela modernidade: conhecimento não é isolamento. Contemplação não é fuga. A verdade, quando verdadeira, gera responsabilidade.
Sócrates morre bebendo cicuta porque retornou. Porque permaneceu desafiando as sombras que os outros adoravam.
A estrutura que Platão deixou como herança à civilização ocidental é clara: ascensão da consciência não é performance intelectual solitária. É transformação do ser que gera responsabilidade diante de quem ainda está preso.
Antes de nomear a divergência com Saramago, é preciso reconhecer que grandes consciências também desceram aos abismos sem absolutizá-los.
Dostoiévski mergulhou nos subterrâneos morais da alma e ainda assim preservava uma pergunta aberta sobre redenção. Suas personagens sofrem barbaramente, mas algo dentro delas continua buscando reconciliação com o ser.
Kierkegaard abraçou o desespero para compreender a angústia existencial do homem diante da liberdade.
Viktor Frankl atravessou os campos de concentração e ainda assim escreveu que conservamos a liberdade de escolher nossa atitude.
Todos eles contemplaram a ruptura humana com coragem rara. Reconheceram que o abismo era real. Ainda assim — e isso é decisivo — permanecia viva em cada um deles uma pergunta fundamental que continuava movendo suas consciências: o que pode salvar o homem?
É exatamente neste ponto que emerge a tensão filosófica central com Saramago. A grande heresia da modernidade não nasceu da incapacidade de perceber a escuridão. Nasceu quando o diagnóstico passou lentamente a ocupar o lugar da transcendência. Quando a capacidade de denunciar tornou-se substituta de capacidade de recomposição.
Homem moderno
O homem moderno tornou-se extraordinariamente sofisticado para desmontar estruturas, revelar hipocrisias, identificar mecanismos invisíveis de manipulação. Desenvolveu refinamento crítico impressionante.
Ao mesmo tempo, começou lentamente a perder a coragem metafísica necessária para afirmar aquilo que poderia transcender o próprio colapso.
Saramago encarna magnificamente essa condição moderna. Sua literatura percebe com rara lucidez a cegueira humana, a fragilidade das instituições, a precariedade moral da civilização. Sua crítica é genuína, sua indignação legítima, sua recusa da brutalidade moral.
Ainda assim — e aqui está o ponto de divergência — existe diferença profunda entre atravessar a escuridão e permanecer diante dela como se fosse horizonte definitivo da existência.
É exatamente por isso que existe algo tão profundamente simbólico nos últimos movimentos da própria vida de Saramago.
Depois de denunciar durante décadas o excesso audiovisual da modernidade, de criticar como a fragmentação causada pela saturação de imagens produz cegueira, ele realiza movimento inesperado.
Próximo do fim da vida, começa a observar silenciosamente o crescimento das flores. Acompanha os ciclos do jardim. Conversa com as plantas.
E — o mais revelador — demonstra constrangimento diante dessa experiência, quase como se precisasse pedir desculpas à própria racionalidade moderna pela dimensão contemplativa daquilo que vivia.
Existe enorme significação nesse constrangimento. Porque falar com plantas só parece ingênuo para uma civilização que desaprendeu completamente a contemplar.
O homem que passou décadas denunciando a substituição da realidade pelas imagens terminava buscando, no crescimento lento e silencioso das flores, algum vínculo restante com aquilo que ainda não havia sido totalmente artificializado.
Consciência fatigada
A consciência fatigada pelo excesso de estímulos procurava reencontrar ritmo, presença, permanência e reconciliação interior. Não através de novos conceitos filosóficos. Através de silêncio.
Existe profunda lição aí. Sua alma aproxima-se da transcendência enquanto sua consciência racional permanece desconfiada dela. Existe nele uma intuição existencial de contemplação e reconexão com algo originário.
Ao mesmo tempo, permanece certa hesitação diante da linguagem metafísica necessária para reconhecer plenamente aquilo que já experimenta corporalmente. Isso transforma Saramago numa figura ainda mais humana — e filosoficamente mais trágica.
Como se a própria vida começasse a conduzi-lo para uma direção que sua teoria já não conseguia acompanhar plenamente.
Talvez por isso exista algo profundamente simbólico no próprio nome que Saramago carrega.
Em tradições sapienciais antigas, como a Guematria, a linguagem não era compreendida apenas como signo fonético. Os nomes carregavam dimensão simbólica, espiritual e existencial. Não como prova objetiva da realidade, mas como tentativa contemplativa de perceber correspondências entre linguagem, experiência humana e estrutura do ser.
Em "Saramago" há tensão quase involuntária entre três dimensões: sarar (curar), amargo (a ferida, a verdade incômoda) e âmago (o centro profundo).
Como se a própria sonoridade do nome revelasse uma tensão que a consciência percebe antes mesmo de conseguir formulá-la completamente.
Forma hebraica clássica
Há mais ainda nessa estrutura. Convertendo "José" para sua forma hebraica clássica — Yosef — alcança-se valor numérico 156.
Yosef representa, na tradição cabalística, o arquétipo daquele que desce ao poço sem permanecer aprisionado nele. Que interpreta sonhos — reconhece ordem possível dentro do caos. Que atravessa escravidão, prisão e abandono sem perder capacidade de reorganização interior. Yosef não absolutiza a queda.
"Saramago" transliterado assume valor numérico 312 — precisamente o dobro. Como se a própria estrutura sonora amplificasse a tensão: descida e retorno, ferida e possibilidade de cura, diagnóstico e esperança de recomposição.
O nome completo, José Saramago, totaliza 468 — três vezes a matriz inicial. Uma progressão que sugere intensificação contínua daquilo que Yosef representava.
Mas a profundidade emerge de outra correspondência ainda. O valor 312 aproxima-se simbolicamente de chadash — ?????? — "novo". Não novo como esquecimento do passado, mas novo como renovação genuína.
Como se Saramago inaugurasse uma percepção intensificada da cegueira civilizacional ao mesmo tempo em que — sem o saber conscientemente — carregasse no próprio nome a possibilidade de cura que sua obra ainda não consegue nomear completamente. A tensão permanece ali, silenciosa, na própria estrutura das letras.
Sua literatura possui precisamente essa força trágica. Aproxima-se continuamente da ferida humana com extraordinária honestidade existencial. Desmonta falsas seguranças. Rasga o verniz confortável da civilização. Mergulha no âmago da condição humana recusando anestesias fáceis.
Ao mesmo tempo, permanece longamente diante da própria ruptura. Como se tivesse aprendido profundamente a revelar a ferida sem concluir integralmente a travessia metafísica da cura.
Por outro lado, seria profundamente injusto reduzir Saramago a um homem sem grandeza espiritual. Sua obra revela inquietação moral autêntica, sincera preocupação com a dignidade humana e recusa genuína da brutalidade civilizacional.
Ética real
Há em sua consciência uma ética real. E é justamente por isso que sua tensão filosófica se torna tão profundamente humana — não apesar da incompletude, mas através dela.
Porque o verdadeiro drama não está na ingenuidade que afirma transcendência demais. Está na sofisticação que recusa reconhecer a própria fome de Logos mesmo quando a sente.
Os clássicos atravessaram os séculos não porque tenham resolvido definitivamente a cegueira humana.
O homem continua errando, repetindo mecanismos antigos de destruição, produzindo novas formas de aprisionamento.
Ainda assim, algo amadurece lentamente através da história. A consciência amplia-se, ainda que tortuosamente. A compaixão reaparece em novas formas. A beleza resiste de maneiras inesperadas.
E alguns homens continuam retornando à caverna — conhecendo os custos disso — para ajudar outros a caminhar em direção à Luz.
Platão ainda ensina a voltar-se para a realidade após conhecer as sombras. Santo Agostinho continua dialogando com a inquietação interior da alma. Lao-Tsé ainda sopra sobre a história a delicadeza metafísica da harmonia com o real.
E talvez Saramago — apesar de permanecer intelectualmente desconfiado da transcendência e resistente às linguagens metafísicas tradicionais, como alguém que percebeu a Luz sem conseguir reconciliar-se inteiramente com ela — também realize, de alguma forma, esse trabalho.
Porque sua própria contradição testemunha algo profundamente humano: a alma não consegue viver indefinidamente apenas de fragmentação, mesmo quando a razão moderna tenta convencer-se de que deveria.
A alma humana não vive apenas de informação. Não nasceu apenas para reconhecer sombras. Não foi criada para permanecer eternamente administrando o colapso que diagnostica.
Travessia
Nasceu para realizar a difícil travessia em direção à Luz. Não porque a Luz seja fácil. Mas porque sem ela, o homem permanece suspenso numa melancolia ontológica — conhecendo profundamente sua própria prisão sem coragem de sair.
A modernidade destruiu muitas ilusões — algumas legitimamente precisavam ser destruídas. Mas ao destruir, aprendeu muito bem a criticar e muito mal a reconstruir. Tornou-se sofisticada em diagnóstico e fraca em esperança. Forte em denúncia e frágil em afirmação.
No fim, porém, não basta revelar o amargo. É preciso realmente sarar.
E talvez seja justamente nessa impossibilidade de sarar completamente — nessa suspensão entre a denúncia da escuridão e a recusa da Luz — que Saramago deixa seu testemunho mais profundo.
Porque ele nos mostra, através da própria contradição vivida, que a alma humana continua buscando transcendência mesmo quando a mente aprendeu a desconfiar dela.
E que talvez — apenas talvez — esse seja o primeiro passo verdadeiro em direção à cura.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

Botafogo-PB encara o Ituano pela Série C do Brasileiro em luta contra zona de rebaixamento
25/05/2026
O duelo
No duelo desta noite, o Belo joga para se afastar do grupo que luta contra o rebaixamento, ocupando a 18ª posição com seis pontos, acima do Z-2, que é aberto pelo Itabaiana com cinco pontos.
A fase
A fase no Botafogo-PB não é boa na Terceirona. Após iniciar a a com duas vitórias, o Alvinegro da Estrela Vermelha vai tentar encerrar uma dura sequência de cinco derrotas consecutivas. A última delas foi para a Inter de Limeira por 1 a 0, em pleno Estádio Almeidão, na semana passada, pela 7ª rodada da competição nacional.
O retorno
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Será um jogo decisivo. E de fundamental importância para a permanência na Série C do Brasileiro e o sonho do acesso. Sem vencer há várias rodadas e flertando com a zona de rebaixamento, o Botafogo-PB enfrenta o Ituano hoje, segunda-feira (25/05), às 20h, no Estádio Novelli Júnior, na cidade de Itu, pela itava rodada do Campeonato Brasileiro da Série C.
O duelo
No duelo desta noite, o Belo joga para se afastar do grupo que luta contra o rebaixamento, ocupando a 18ª posição com seis pontos, acima do Z-2, que é aberto pelo Itabaiana com cinco pontos.
A fase
A fase no Botafogo-PB não é boa na Terceirona. Após iniciar a a com duas vitórias, o Alvinegro da Estrela Vermelha vai tentar encerrar uma dura sequência de cinco derrotas consecutivas. A última delas foi para a Inter de Limeira por 1 a 0, em pleno Estádio Almeidão, na semana passada, pela 7ª rodada da competição nacional.
O retorno
Para este jogo, o treinador Marcelo Fernandes espera contar com a presença do meia Nenê, que virou polêmica nos últimos dias após viajar para a França em meio à crise do clube. O jogador é o artilheiro do time com seis gols.
Recuperado
Recuperado de uma lesão na panturrilha, o camisa 10 fará seu 1º jogo sob o comando do técnico. O lateral-esquerdo PK, também recuperado de contusão, deve aparecer entre os relacionados para encarar o Ituano.
Crise
O Botafogo-PB vive um momento de crise e vem de uma sequência de resultados negativos, sendo derrotado pela Inter de Limeira no Almeidão por 1 a 0 na última rodada.
O Ituano
Já o Ituano a situação é diferente. Com duas vitórias consecutivas, sobre Guarani (3 a 1) e Confiança (1 a 0), o Ituano soma 13 pontos (quatro vitórias, um empate e duas derrotas) e iniciou a rodada na quarta posição – sua melhor colocação no campeonato até aqui. A Série C é cartada final da temporada para o Galo de Itu, que ficou sem o acesso na A2 do Paulista.
A posição na tabela
O Ituano ocupa a quinta posição na competição com 13 pontos e está a apenas quatro pontos do líder Brusque, que aparece com 17 pontos.
Ficha Técnica
Ituano
Wesley, Lucas Mota, Léo Coltro, Matheus Mancini, Marthãe Tiaguinho; Thassio, Kauan Richard e Xavier; Razera e Neto Berola. Técnico: Mazola Júnior
Botafogo-PB
Luiz Daniel, Erick, Yan Souto, Octávio, Gustavo e Jhonata Varela; Igor Maduro, Dudu Nardini e Nenê; Gabriel Tota, Felipe Azevedo e Rodolfo. Técnico: Marcelo Fernandes
Árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto (MT)
Assistentes: Carlos Eduardo Ribeiro (MT) e Gustavo Aníbal Silva (MT
Severino Lopes
O Poder
Oposição se une no Sertão em torno de Cícero, Veneziano e André Gadelha
25/05/2026
João Estrela
Um desses encontros selou o apoio do ex-prefeito e importante liderança da cidade de Sousa e região, João Estrela, que declarou seu apoio à chapa fechada do MDB. “Vamos juntos. A nossa disposição é a melhor e a maior possível. Vamos trabalhar, vamos pra cima e vamos ganhar”, afirmou João Estrela, em vídeo postado nas redes sociais veja: https://www.instagram.com/reel/DYuwh26R4Io/?igsh=MnpieXp0YnoyeDAw
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O pré-candidato a governador da Paraíba Cícero Lucena, acompanhado do seu pré-candidato a vice-governador, Diogo Cunha Lima, do Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pré-candidato à reeleição e do pré-candidato ao Senado André Gadelha, passou o final de semana no Sertão do estado. Eles participaram de várias atividades de pré-campanha e mantiveram reuniões que culminaram em apoios importantes, para a eleição que se aproxima.

João Estrela
Um desses encontros selou o apoio do ex-prefeito e importante liderança da cidade de Sousa e região, João Estrela, que declarou seu apoio à chapa fechada do MDB. “Vamos juntos. A nossa disposição é a melhor e a maior possível. Vamos trabalhar, vamos pra cima e vamos ganhar”, afirmou João Estrela, em vídeo postado nas redes sociais veja: https://www.instagram.com/reel/DYuwh26R4Io/?igsh=MnpieXp0YnoyeDAw

Compromissos com o Sertão
Cícero, Diogo, Veneziano e André também participaram de outras atividades, nas cidades de Assunção, Sousa, Cajazeiras, São João do Rio do Peixe e Catole do Rocha. “Um final de semana proveitoso, que reforçou ainda mais nossos compromissos com o sertão e a Paraíba”, afirmou Veneziano, que também é presidente estadual do MDB na Paraíba.

Palestra no Iahgp revelou documentos e registros inéditos do translado do crânio do padre João Ribeiro
25/05/2026
O evento
Começou com as considerações iniciais do secretário perpétuo do Iahgp, Reinaldo Carneiro Leão, que presidiu a mesa. A seguir, o professor José Ricardo fez a sua explanação abordando quem foi o padre João Ribeiro, sua importância, o translado de seu crânio, a data comemorativa, a comenda padre e as considerações finais com propostas para vivenciar os 25 anos de seu translado para Paulista, a serem completados em 29 de outubro deste ano.
Testemunhas
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O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (Iahgp) recebeu na manhã do último sábado (23 de maio) o professor e historiador José Ricardo de Souza que apresentou sua palestra sobre 'O Legado do Padre João Ribeiro para a cidade do Paulista', contemplando os 209 anos de seu martírio e a proximidade dos 25 anos do translado de seu crânio para a Igreja de Santa Isabel, Rainha de Portugal, no centro da cidade do Paulista.

O evento
Começou com as considerações iniciais do secretário perpétuo do Iahgp, Reinaldo Carneiro Leão, que presidiu a mesa. A seguir, o professor José Ricardo fez a sua explanação abordando quem foi o padre João Ribeiro, sua importância, o translado de seu crânio, a data comemorativa, a comenda padre e as considerações finais com propostas para vivenciar os 25 anos de seu translado para Paulista, a serem completados em 29 de outubro deste ano.

Testemunhas
Estiveram presentes pessoas que participaram do translado do crânio do padre, como Demétrio Andrade, na época secretário de Turismo, cultura e esportes, e o historiador Tácito Galvão, responsável pela coleta da documentação. Demétrio fundamentou os trâmites legais do translado e sepultamento, além do próprio Reinaldo Carneiro Leão.

A palestra
Contou com exibição de trechos de imagens do translado do crânio do padre João Ribeiro captados na época. O ator Buda Lira, que interpretou o sacerdote no filme '1817 - A Revolução Esquecida', dirigido por Tizuka Yamazaki, enviou um vídeo contando sobre a experiência de ter interpretado o padre revolucionário. O padre Valdemir José, que estava à frente da Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres de Maranguape, na época, também enviou seu depoimento em vídeo para ser exibido na palestra.
Despertar interesse
A iniciativa trouxe para o Ciclo de Palestras do Iahgp um pouco da história recente da cidade do Paulista que faz parte do imaginário popular e marcou a memória afetiva da cidade. "Ao tazer à pauta a História do padre João Ribeiro espero provocar o interesse dos paulistenses e também dos pernambucanos sobre questões que julgo importantes, como a volta do feriado municipal na data de seu martírio, que foi em 19 de maio de 1817, afirmou o historiador José Ricardo.
Revisão na comenda
A pauta da comenda Padre João Ribeiro também foi pontuada pelo professor: "é preciso e urgente que se reveja a forma e os critérios para a concessão dessa comenda, o que temos hoje é uma verdadeira banalização da mesma, quem realmente deveria ser homenageado, nunca recebeu esta honraria, como é o caso de Reinaldo Carneiro Leão, Tácito Galvão e Demétrio Andrade, três pessoas que tiveram um protagonismo no translado do crânio para a cidade do Paulista". O historiador defende que a comenda padre João Ribeiro deveria ser entregue no dia de sua morte, com direito ao feriado municipal e homenagens ao criador da bandeira de Pernambuco. "Esta é uma história que precisa ser levada para as salas de aula da cidade do Paulista, para que nossos estudantes sejam multiplicadores desse conhecimento, porque isso mexe com muita coisa para o município, vai do turismo à memória afetiva da cidade", pontou.
Assista
A palestra foi gravada e pode ser assistida pelo YouTube no Canal Muita História pra Contar. O Link da palestra vai a seguir.
https://youtu.be/0Ufs3R0O-VI?si=AHSodpK-29zLZfv7

Câmeras de monitoramento instaladas por facção na Escadaria da Penha, em João Pessoa, são apreendidas
25/05/2026
Monitoramento
De acordo com a corporação, o monitoramento era proveniente para o tráfico de drogas e estavam instaladas em funcionamento em postes de energia da escadaria. A retirada do equipamento do local foi feita com apoio de funcionários da empresa que fornece energia elétrica no estado.
A apreensão
A apreensão foi feita pela 9ª Delegacia Distritral de João Pessoa, que fica localizada na Zona Sul da capital. A delegacia informou que outros casos semelhantes já foram registrados e, nos próximos dias, novos pontos de monitoramento vão ser desativados.
Outras câmeras
Outras câmeras foram desinstaladas em outro bairro de João Pessoa. Uma câmera utilizada pelo tráfico de drogas para monitorar uma comunidade...
A Polícia Civil apreendeu na manhã de hoje, segunda-feira (25/05), três câmeras de monitoramento instaladas por uma facção criminosa na Escadaria da Penha, em João Pessoa.
Monitoramento
De acordo com a corporação, o monitoramento era proveniente para o tráfico de drogas e estavam instaladas em funcionamento em postes de energia da escadaria. A retirada do equipamento do local foi feita com apoio de funcionários da empresa que fornece energia elétrica no estado.
A apreensão
A apreensão foi feita pela 9ª Delegacia Distritral de João Pessoa, que fica localizada na Zona Sul da capital. A delegacia informou que outros casos semelhantes já foram registrados e, nos próximos dias, novos pontos de monitoramento vão ser desativados.
Outras câmeras
Outras câmeras foram desinstaladas em outro bairro de João Pessoa. Uma câmera utilizada pelo tráfico de drogas para monitorar uma comunidade de João Pessoa foi desativada no dia 18 de maio pela Polícia Civil. O equipamento estava em rua no bairro de Mangabeira IV, na Zona Sul de João Pessoa.
O Poder
"Acordo com Irã será significativo ou não haverá acordo", diz Trump
25/05/2026
Tem buscado
Trump tem buscado repetidamente distanciar a si mesmo e as negociações em andamento para um acordo de paz com o Irã das comparações com o acordo nuclear firmado pelo ex-presidente Barack Obama, afirmando em uma postagem matinal nas redes sociais na segunda-feira que o acordo, ainda não divulgado, será “exatamente o oposto”.
“O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo. Será exatamente o oposto do desastre do JCPOA negociado pelo governo Obama, que representou um caminho direto e aberto para o Irã obter armas nucleares”, disse o presidente em uma publicação na rede Truth Social.
Entendimento
Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Ba...
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje, segunda-feira (25/05) que o acordo com o Irã será ou um acordo excelente e significativo ou não haverá acordo algum com o país.
Tem buscado
Trump tem buscado repetidamente distanciar a si mesmo e as negociações em andamento para um acordo de paz com o Irã das comparações com o acordo nuclear firmado pelo ex-presidente Barack Obama, afirmando em uma postagem matinal nas redes sociais na segunda-feira que o acordo, ainda não divulgado, será “exatamente o oposto”.
“O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo. Será exatamente o oposto do desastre do JCPOA negociado pelo governo Obama, que representou um caminho direto e aberto para o Irã obter armas nucleares”, disse o presidente em uma publicação na rede Truth Social.
Entendimento
Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que um certo grau de entendimento foi alcançado com os Estados Unidos em diversas questões, mas um acordo não é iminente.
"Não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos", declarou Baghaei em uma coletiva de imprensa em Teerã, capital do país.
O Poder
FGTS libera R$ 8,2 bilhões para quitar dívidas no programa Desenrola a partir de hoje
25/05/2026
O saldo
Os trabalhadores poderão usar até 20% do saldo ou até R$ 1 mil, o que for maior, para amortização ou quitação de dívidas em atraso. A negociação é feita diretamente com o banco.
Prazo
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, após a consulta do saldo, as instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.
Depois da validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à instituição financeira.
O Poder
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) começa hoje, segunda-feira (25/05) a liberar R$ 8,2 bilhões que poderão ser utilizados para renegociação de dívidas por meio do programa Novo Desenrola Brasil.
O saldo
Os trabalhadores poderão usar até 20% do saldo ou até R$ 1 mil, o que for maior, para amortização ou quitação de dívidas em atraso. A negociação é feita diretamente com o banco.
Prazo
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, após a consulta do saldo, as instituições financeiras terão um prazo estimado de até 30 dias para formalizar os contratos com os trabalhadores e registrar as informações nos sistemas da Caixa Econômica Federal.
Depois da validação do contrato, a Caixa fará a transferência direta do valor do FGTS à instituição financeira.
O Poder