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É Findi - "Como Minha Mãe Me Criou" - Crônica, por Romero Falcão*

10/05/2025

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Sargentona nos dias de hoje

O título do meu texto vem do vídeo de um artista que conta com talento de comediante como sua mãe o preparou na infância para a vida. Depois de assistir, pensei na minha mãe e nas mães dos meninos da minha época de calça curta. Antes de mais nada, é preciso levar em conta que o mundo há 50 anos era outro, e a visão dos pais também. Há entre os dois séculos - 20 e 21 - uma gangorra de valores, cultura, hábitos, costumes. Na minha cabeça de criança havia valores, referências, bem calcados, os quais se deterioraram de maneira assombrosa nas atuais gerações. Algumas pedagogias da mãe das antigas podem soar como ordem unida de uma sargentona nos dias de hoje. Dias em que crianças e adolescentes se fragilizam com "pouco, muito pouco, pouco mesmo".Qualquer coisa é muita coisa até pra adulto jovem. Sim, ao julgamento contemporâneo pode parecer esquisito aqueles traços de educação, mas como disse o escritor Edgar Allan Poe, "Não há beleza rara s...

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Sargentona nos dias de hoje

O título do meu texto vem do vídeo de um artista que conta com talento de comediante como sua mãe o preparou na infância para a vida. Depois de assistir, pensei na minha mãe e nas mães dos meninos da minha época de calça curta. Antes de mais nada, é preciso levar em conta que o mundo há 50 anos era outro, e a visão dos pais também. Há entre os dois séculos - 20 e 21 - uma gangorra de valores, cultura, hábitos, costumes. Na minha cabeça de criança havia valores, referências, bem calcados, os quais se deterioraram de maneira assombrosa nas atuais gerações. Algumas pedagogias da mãe das antigas podem soar como ordem unida de uma sargentona nos dias de hoje. Dias em que crianças e adolescentes se fragilizam com "pouco, muito pouco, pouco mesmo".Qualquer coisa é muita coisa até pra adulto jovem. Sim, ao julgamento contemporâneo pode parecer esquisito aqueles traços de educação, mas como disse o escritor Edgar Allan Poe, "Não há beleza rara sem algo de estranho nas proporções".

Não dourava a pílula

Perdi mamãe muito cedo, na segunda infância, mas os poucos anos em que vivi sob suas asas, deu para sentir o quanto me queria independente, resistente, enfrentando dias de escuridão. Educar um filho sempre foi e será um grande desafio seja qual for o século, a década, o ano, a classe social. Mamãe era realista, não dourava a pílula, mostrava à cria as dificuldades do caminho. Exigia atitude, disciplina nas coisas mais banais, que no fundo me preparava para caminhar com os próprios pés. Limpar a casa, lavar banheiro, louça, alimentar de gás os candeeiros, cuidar do jardim, aprender a fazer muda de planta, carregar sacola de feira no mercado São José. Sem reclamar, não adiantava reclamar. Nessa época, ainda não haviam instalado o chip do sucesso, do dinheiro, do engajamento, da medalha sem esforço, da estrelinha brilhante no céu do Instagram, na nossa cachola. O fracasso pisava, dava pontapé, mas a gente aprendia a se defender. Também havia estacas bem fincadas limitando a realidade de cada um. O que podia e não podia comprar, comer, ter. E quando podia, havia a responsabilidade em contrapartida.

A melhor opção era não ficar com fome

Se quisesse ter cachorro - tivemos vários - teria que se responsabilizar pela limpeza do animal: apanhar cocô, dar banho, alimentar. Terminada a brincadeira, guardar os carrinhos de plástico barato. Dobrar a roupa de cama, esticar o lençol do colchão de capim. Lavar as meias, zelar pela farda da escola. Nunca tive condução para ir e voltar da escola, ia no bagageiro de uma Caloi, a pé, ia de qualquer jeito. Não havia escolha para o lanche, nem para o almoço, comia o que botava na lancheira, no prato. Não havia opções, a melhor opção era não ficar com fome. Não desperdiçar comida sacramentava o décimo primeiro mandamento da família. Apesar das dificuldades mamãe mantinha a dignidade da prole. Escreveu Clarice Lispector no livro "A Hora da Estrela ": "Tudo era mais sóbrio e digno e eu nunca havia comido lagosta". Menino não tinha vontade, gosto, cara feia. Dar piti seria a pior decisão. Roupa de grife? Eu era feliz nos meus calções de feira. Brinquedo bom se chamava criatividade, pedaço de madeira raspado na pedra se transformava em faca de Tarzan. Dinheiro curto, afeto longo. Existência rústica, sem luxo. Disposição para encarar as adversidades,"desenhar vaca na parede e tirar leite". Lutar, cair e levantar. Mamãe sabia que os filhos não são dos pais, são do mundo, e o mundo é cruel. Talvez ela intuísse que sua passagem seria fugaz, e eu precisava desenvolver precoces asas para voar na tempestade.


*Romero Falcão, é um cronista que se arrisca a fazer poema torto, autor do livro: Asas das Horas, com prefácio do Prof. José Nivaldo.

Leia outras informações

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Zé Nivaldo revela o motivo que fez Raquel fugir do debate da Polícia

09/09/2026

O Poder noticiou, várias vezes, as seguidas tentativas da governadora Raquel Teixeira Lyra, de usar a polícia para fins políticos dela própria. Pelo menos, em um caso ela conseguiu e deu errado: um grupo de policiais destacados para seguir e espionar secretários de João Campos, foi desmascarado na televisão, em rede nacional.

Embora

A governadora sempre tenha encontrado policiais dispostos a transgredir a lei, a grande maioria, a denominada banda honesta da polícia, que se contrapõe à banda podre, negou terminantemente seguir comandos errados.

Ai

Certamente temendo ser questionada sobre isso em ambiente onde não poderia negar o óbvio, a governadora preferiu a desculpa de um compromisso. Logo onde? Em Caruaru.

E

Outras oportunidades virão.
Confira o vídeo.

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O Poder noticiou, várias vezes, as seguidas tentativas da governadora Raquel Teixeira Lyra, de usar a polícia para fins políticos dela própria. Pelo menos, em um caso ela conseguiu e deu errado: um grupo de policiais destacados para seguir e espionar secretários de João Campos, foi desmascarado na televisão, em rede nacional.

Embora

A governadora sempre tenha encontrado policiais dispostos a transgredir a lei, a grande maioria, a denominada banda honesta da polícia, que se contrapõe à banda podre, negou terminantemente seguir comandos errados.

Ai

Certamente temendo ser questionada sobre isso em ambiente onde não poderia negar o óbvio, a governadora preferiu a desculpa de um compromisso. Logo onde? Em Caruaru.

E

Outras oportunidades virão.
Confira o vídeo.








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Veneziano: reeleição de Lula fundamental para viabilizar pela Articulação do Semiárido

09/09/2026

O Senador e candidato à reeleição para o Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou hoje, quarta-feira (09/09) em Campina Grande de Plenária da ASA - Articulação do Seminário. Durante os debates, ele afirmou que a reeleição do presidente Lula (PT) é fundamental para a concretização de projetos e políticas públicas defendidos pela ASA.



Fala Vené

“Nós só conseguiremos êxito nas políticas públicas que aqui debatemos, só conseguiremos concretizar as pautas e os projetos defendidos pela ASA, que estão contidos nesta carta que assinaremos ao final desta plenária, se nós reelegermos o nosso presidente Luís Inácio Lula da Silva”, afirmou Veneziano, ao destacar as ações empreendidas em favor da com o envia no Semiárido, com apoio de Lula.

Ao final da Plenária

Veneziano e outros candidatos presentes assinaram a “Carta Política da Articulação do Seminário Paraibano às Candidaturas nas Eleiçõ...

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O Senador e candidato à reeleição para o Senado Federal Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) participou hoje, quarta-feira (09/09) em Campina Grande de Plenária da ASA - Articulação do Seminário. Durante os debates, ele afirmou que a reeleição do presidente Lula (PT) é fundamental para a concretização de projetos e políticas públicas defendidos pela ASA.



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Fala Vené

“Nós só conseguiremos êxito nas políticas públicas que aqui debatemos, só conseguiremos concretizar as pautas e os projetos defendidos pela ASA, que estão contidos nesta carta que assinaremos ao final desta plenária, se nós reelegermos o nosso presidente Luís Inácio Lula da Silva”, afirmou Veneziano, ao destacar as ações empreendidas em favor da com o envia no Semiárido, com apoio de Lula.

Ao final da Plenária

Veneziano e outros candidatos presentes assinaram a “Carta Política da Articulação do Seminário Paraibano às Candidaturas nas Eleições 2026 - Semiárido Vivo: defender a vida, fortalecer a democracia e construir o futuro de Paraíba”, com pautas que defendem políticas públicas permanentes, participação popular e compromisso do Estado com a justiça social, ambiental e climática, para garantir a convivência no Semiárido.



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Crise no STF - Após decisão de Flávio Dino, Mendonça procura Fachin e pede providências. Confira as novidades para o seu Papo da Noite

09/09/2026

André Mendonça procurou o presidente do STF, Edson Fachin, para pedir providências após a decisão de Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF. A movimentação ocorreu hoje, quarta-feira, 09/09, e foi marcada, segundo fontes, por um tom de indignação. Mendonça teria alertado Fachin de que era necessário tomar alguma atitude para que o STF não se tornasse, nas palavras atribuídas a ele, uma "anarquia institucional". Na conversa com Fachin, Mendonça teria argumentado que o caso já caminhava para uma decisão na Segunda Turma do STF, com outros dois ministros tendo referendado sua posição, quando Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu a conclusão do julgamento.

- A decisão de Flávio Dino foi classificada pelo entorno de Mendonça como ilegal, por ter sido tomada de forma unilateral e por atropelar tanto a decisão de Fachin, que era o responsável por analisar o recurso da AGU, quanto a do próprio relator do caso.

- Última...

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André Mendonça procurou o presidente do STF, Edson Fachin, para pedir providências após a decisão de Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF. A movimentação ocorreu hoje, quarta-feira, 09/09, e foi marcada, segundo fontes, por um tom de indignação. Mendonça teria alertado Fachin de que era necessário tomar alguma atitude para que o STF não se tornasse, nas palavras atribuídas a ele, uma "anarquia institucional". Na conversa com Fachin, Mendonça teria argumentado que o caso já caminhava para uma decisão na Segunda Turma do STF, com outros dois ministros tendo referendado sua posição, quando Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu a conclusão do julgamento.

- A decisão de Flávio Dino foi classificada pelo entorno de Mendonça como ilegal, por ter sido tomada de forma unilateral e por atropelar tanto a decisão de Fachin, que era o responsável por analisar o recurso da AGU, quanto a do próprio relator do caso.

- Última Andrei mantido na PF: O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu, a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, do comando da instituição. Também foi derrubada a decisão do ministro Flávio Dino que reconduziu Andrei para o cargo. Com isso, Andrei Rodrigues é mantido no cargo.

- Crise no STF: Fachin marca para dia 15/09 análise de pedido de investigação sobre Moraes.Presidente do STF convocou sessão extraordinária do plenário para discutir processo relatado por André Mendonça envolvendo o ministro.

- Crise no STF: Fachin tira Moraes da relatoria do inquérito das Fake News.

- Caso 'Dark Horse': André Mendonça homologa delação de empresário ligado a fundo dos EUA. Antonio Carlos Freixo Jr. detalha pagamentos ao fundo Havengate, nos EUA, usado para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.



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- Eleições 2026 e TSE: Flávio recebe R$ 44 milhões e lidera doações a candidatos a presidente, Lula vem em seguida, com R$ 35,9 milhões

Segundo dados coletados no sistema do TSE, Flávio Bolsonaro, PL, lidera, até o momento, a arrecadação de doações eleitorais entre os candidatos à Presidência da República, com R$ 44,4 milhões captados, destes, R$ 42,9 milhões vieram do PL, que possui o maior fundo eleitoral entre as legendas neste ano. Na sequência aparece Lula, com R$ 35,9 milhões arrecadados, dos quais R$ 35,1 milhões foram doados pelo PT. Ronaldo Caiado, PSD, ocupa a terceira posição, com R$ 6,6 milhões, com R$ 4,1 milhões vindos do Partido Social Democrático, PSD. Romeu Zema, Novo, recebeu o quarto maior valor, R$ 3,9 milhões, dos quais R$ 3,6 milhões vieram do Partido Novo. Renan Santos, Missão, aparece na quinta colocação, com R$ 1,3 milhão em doações. A maior parte dos recursos recebidos pelo candidato do Missão vem do financiamento coletivo, R$ 1,22 milhão. Já Augusto Cury, Avante, é o candidato com a menor arrecadação entre os principais presidenciáveis nas pesquisas, com R$ 317 mil – dos quais R$ 250 mil vieram do próprio bolso e outros 50 mil do Partido Avante. As informações foram coletadas no sistema Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais hoje, quarta-feira, 09/09. Os dados são atualizados de hora em hora e reúnem informações sobre os candidatos que solicitaram registro à Justiça Eleitoral e suas respectivas contas eleitorais. A arrecadação de recursos pode ocorrer até o dia da eleição, 04/10.

- Eleições 2026: Avante doa mais dinheiro a deputados de sua bancada que a Augusto Cury. Os cinco deputados do Avante que buscam reeleição já levantaram R$ 5,8 milhões da sigla, enquanto Cury recebeu só R$ 50 mil.

- Fraudes do INSS: Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS, que era sócio em empresas investigadas por desvios. Romeu Carvalho Antunes estava preso desde dezembro de 2025 e não poderá manter contato com outros investigados e testemunhas da operação.

- Eleições 2026: Flávio promete 5 ministros “contra aborto e drogas” no STF e critica Moraes.



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- Eleições 2026: Flávio refaz percurso em que Jair Bolsonaro levou facada em 2018

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a Minas Gerais hoje, quarta-feira, 09/09, para refazer o percurso realizado por seu pai, Jair Bolsonaro, no dia em que foi esfaqueado durante campanha na cidade de Juiz de Fora, em 2018. Ao lado de apoiadores, Flávio Bolsonaro foi carregado nos ombros utilizando uma camiseta com a mesma estampa escrita “meu partido é o Brasil”, utilizada por seu pai na data do atentado praticado por Adélio Bispo. “Hoje estou aqui pelo meu pai, Jair Bolsonaro, e pelo Brasil” Completei o trajeto que ele não conseguiu! Obrigado, Juiz de Fora!”, destacou Flávio em publicação na rede social X. A agenda em Juiz de fora estava prevista para ocorrer em 17/08, mas foi adiada para setembro após questões meteorológicas impedirem o deslocamento do candidato até a cidade.

- Eleições 2026: TSE abre investigação sobre suposto abuso de poder econômico em ato de Flávio Bolsonaro em Barretos. Ação questiona uso de palco de evento privado durante campanha presidencial. Ministro determina que Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar apresentem defesa em cinco dias.

- A eleição 2026 em PE: definirá dois representantes de Pernambuco no Senado Federal. Por isso, o eleitor poderá escolher dois candidatos na votação de 4 de outubro. Os eleitos terão mandato de oito anos, entre 2027 e 2035.



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- Eleições 2026 em PE: o DP, a Rádio Cultura do NE e a TV Nova NE participam de debate com candidatos ao Senado amanhã

Seis candidatos ao Senado por Pernambuco estarão frente a frente, amanhã, quinta-feira, 10/09, em debate promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste. O encontro será realizado a partir das 20h55, no Centro de Convenções do Senac Caruaru, no Agreste, e integra a cobertura especial das eleições feita pelos três veículos. A transmissão será ao vivo e poderá ser acompanhada também pelos canais do Diario de Pernambuco, ampliando o acesso dos eleitores ao confronto de propostas entre os postulantes. Confirmaram presença Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD).

- Chuvas em PE: Apac prevê chuva moderada na RMR e Zona da Mata de Pernambuco amanhã, quinta-feira, 10/09. Expectativa do órgão é de volume entre 30 a 50 mm ao longo do dia.



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- Eleições 2026 em PE - João Campos sobre Metrô do Recife: “Nosso compromisso é buscar uma solução definitiva”

O candidato ao governo pela Frente Popular de Pernambuco, João Campos, PSB, afirmou, em sabatina da TV Tribuna, hoje, que pretende buscar uma solução definitiva para os problemas do Metrô do Recife e garantir a expansão do sistema. O candidato também mencionou a criação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ligando o bairro de Afogados ao Centro do Recife. “O metrô hoje apresenta uma dificuldade de funcionamento muito grande, impacta a vida de quem usa esse sistema. Por isso, é preciso ser resolvido. O nosso compromisso é poder buscar uma solução definitiva e que garanta também o sonho da expansão do metrô”, afirmou. “O modelo do estado poder assumir em parceria com o governo federal é um modelo que é preciso ser feito, que tem coisas positivas, mas a gente não pode aceitar sem expansão da malha. O que é isso? Recuperar a malha existente e construir novos”, afirmou.

- Qualidade da água em PE: Pernambuco tem 14 trechos de praias da RMR e do litoral impróprios para banho, segundo a CPRH. Entre os pontos impróprios, dois são na Praia do Janga, em Paulista, onde pelo menos cinco crianças passaram mal e precisaram de atendimento médico.

- Dólar hoje fecha em alta e supera os R$ 5,11 com tensão geopolítica e atenção ao STF. O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,44%, a R$5,1114. No ano, a divisa passou a acumular queda de 6,88%.



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- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, hoje: Estamos muito perto de derrotar o regime do Irã

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou o Monte Hermon, na Síria, hoje, quarta-feira, 09/09, onde afirmou que o regime do Irã está muito perto de cair. Ele também prometeu impedir ameaças ao longo da fronteira de Israel. Ele afirmou que Israel controlava a área do Monte Hermon, descrevendo esse controle como algo sem precedentes. "E a partir desses picos há mais trabalho a fazer – o trabalho principal é derrotar o regime terrorista no Irã. Estamos muito perto disso. Sabemos que todo o eixo cairá de uma vez por todas. Estamos comprometidos em fazer isso e faremos isso", disse o premiê.

- O Peru passou a integrar o "Escudo das Américas", coalizão contra o narcotráfico liderada pelos Estados Unidos e composta por países da América Latina e do Caribe.

- Guerra no Oriente Médio: Irã ameaça ampliar guerra com os EUA e diz estar pronto para conflito prolongado . Autoridade iraniana afirma que Teerã intensificará contra-ataques se Washington mantiver ofensiva contra seu território e petroleiros. Tensão impulsiona petróleo acima de US$ 100.

- Funeral do rei Harald V da Noruega reúne multidão e famílias reais em Oslo. Dezenas de milhares de pessoas se posicionaram ao longo de avenida para cortejo, mantendo silêncio absoluto durante passagem do caixão. As cerimônias de despedida do Rei Harald V da Noruega ocorreram hoje, quarta-feira, 09/09, marcando o desfecho de 13 dias de luto nacional após sua morte, aos 89 anos.



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- Avião de Zelensky quase é atingido por drone a caminho de Oslo, diz premiê da Noruega. Zelensky havia se deslocado para o funeral do rei Harald V.

O avião que levava o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a Oslo quase foi atingido por um drone durante o percurso, disse o premiê da Noruega hoje, quarta-feira, 09/09. "O avião dele quase foi atingido por um drone quando estava decolando da Moldávia", disse Jonas Gahr Støre. Zelensky havia se deslocado para Oslo para o funeral do rei Harald V, na terça-feira, 08/09. Zelensky chegou ao Hotel Plaza, no centro de Oslo, por volta das 21h00 ontem, terça-feira, 08/09. Apesar do incidente, o ucraniano não cancelou seus compromissos: ele se reuniu com Støre ontem mesmo e hoje de manhã. "Perguntei como tinha sido a noite, e ele disse que não foi boa, pois passou o tempo ao telefone recebendo notícias sobre onde os mísseis haviam caído", declarou Støre à imprensa local.




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Cerca de 3.000 entidades cobram esclarecimentos do STF

09/09/2026

Cerca de 3.000 entidades brasileiras assinaram, em conjunto, um manifesto cobrando esclarecimentos do STF, Supremo Tribunal Federal, sobre os episódios recentes que envolvem a Corte. Pedem transparência, imparcialidade e celeridade no julgamento dos fatos para solucionar uma “crise institucional de extrema gravidade”. A mobilização defende que o Plenário do STF faça a análise com urgência, em uma sessão pública, “sem subterfúgios e sem corporativismo”. Dentre as entidades que assinam o documento estão: CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil); CNC (Confederação Nacional do Comércio); CNI (Confederação Nacional da Indústria); Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo); Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo); e Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).



O texto

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Cerca de 3.000 entidades brasileiras assinaram, em conjunto, um manifesto cobrando esclarecimentos do STF, Supremo Tribunal Federal, sobre os episódios recentes que envolvem a Corte. Pedem transparência, imparcialidade e celeridade no julgamento dos fatos para solucionar uma “crise institucional de extrema gravidade”. A mobilização defende que o Plenário do STF faça a análise com urgência, em uma sessão pública, “sem subterfúgios e sem corporativismo”. Dentre as entidades que assinam o documento estão: CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil); CNC (Confederação Nacional do Comércio); CNI (Confederação Nacional da Indústria); Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo); Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo); e Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).



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O texto

“A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social”, diz o texto.

Site Oficial

Apoiam o manifesto entidades das 5 regiões do Brasil. De acordo com a Fiesp, juntas representam aproximadamente 90% do Produto Interno Bruto do país e mais de 40 milhões de empregos. O manifesto tem um site oficial, no qual é possível ler a lista completa das entidades assinantes. A página também possibilita às pessoas apoiarem o posicionamento, por meio de assinatura digital.




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Lula pede quebra total de sigilo em investigações do caso Master e afirmou que o país precisa de explicações

09/09/2026

O presidente Lula defendeu hoje, quarta-feira, 09/09, a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao chamado "caso Master". Na ocasião, Lula também cobrou mais transparência sobre as apurações diante de um possível impacto à disputa eleitoral, na qual ele concorre ao quarto mandato. A mensagem foi publicada em meio à crise no STF em torno das investigações do caso Master. Na mensagem publicada no X, o presidente afirmou que o Brasil precisa de explicações diante do que classificou como "o maior crime financeiro da história do Brasil". Lula também disse haver uma "crise institucional" que atingiu o Poder Judiciário e criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" de informações. Segundo ele, esses vazamentos têm impacto sobre a disputa eleitoral. Lula concorre ao 4o mandato. "O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", escreveu o presidente. "É urgente a quebra completa do sigilo...

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O presidente Lula defendeu hoje, quarta-feira, 09/09, a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao chamado "caso Master". Na ocasião, Lula também cobrou mais transparência sobre as apurações diante de um possível impacto à disputa eleitoral, na qual ele concorre ao quarto mandato. A mensagem foi publicada em meio à crise no STF em torno das investigações do caso Master. Na mensagem publicada no X, o presidente afirmou que o Brasil precisa de explicações diante do que classificou como "o maior crime financeiro da história do Brasil". Lula também disse haver uma "crise institucional" que atingiu o Poder Judiciário e criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" de informações. Segundo ele, esses vazamentos têm impacto sobre a disputa eleitoral. Lula concorre ao 4o mandato. "O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", escreveu o presidente. "É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", afirmou.



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Mendonça x Moraes

O embate ganhou força após o ministro André Mendonça, relator de processos ligados ao caso, retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal que expuseram trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Em reação, Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de apuração sobre a atuação de Mendonça. Os desdobramentos mais recentes da crise envolvem a decisão de Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Hoje, quarta-feira, 09/09, o ministro Flávio Dino derrubou a medida e determinou a recondução dos dois delegados aos cargos.




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Como a Democracia pode Morrer no Brasil - Crônica Poética - Por Walmir Chagas*

09/09/2026

A democracia não morre de uma vez só. Não é como novela que acaba no último capítulo com todo mundo chorando. É mais pé de planta que a gente esquece de regar. Um dia você olha e tá seca, sem folha, sem flor, sem nada. Só o vaso vazio. Ninguém viu quando morreu. Só viu quando já era.

No Brasil, a democracia pode morrer de fome. Não fome de verdade, de barriga vazia. Fome de atenção. Fome de cuidado. Fome de gente que se importe. A gente trata a democracia como trata namoro velho: deixa de ligar, deixa de chamar, deixa de cuidar. Um dia o outro lado cansa e vai embora. Só que nesse caso, o "outro lado" é o nosso direito de escolher quem manda. E quando esse direito vai embora, não volta mais. Não tem "volta, meu amor". Foi.

Já viu como é quando o frevo acaba? A multidão vai embora, a rua fica vazia, só sobra lata de cerveja e papel picado. A democracia é igual. Se ninguém mais pisa no asfalto, se ninguém mais canta, se ninguém mais briga por ela, ela vira s...

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A democracia não morre de uma vez só. Não é como novela que acaba no último capítulo com todo mundo chorando. É mais pé de planta que a gente esquece de regar. Um dia você olha e tá seca, sem folha, sem flor, sem nada. Só o vaso vazio. Ninguém viu quando morreu. Só viu quando já era.

No Brasil, a democracia pode morrer de fome. Não fome de verdade, de barriga vazia. Fome de atenção. Fome de cuidado. Fome de gente que se importe. A gente trata a democracia como trata namoro velho: deixa de ligar, deixa de chamar, deixa de cuidar. Um dia o outro lado cansa e vai embora. Só que nesse caso, o "outro lado" é o nosso direito de escolher quem manda. E quando esse direito vai embora, não volta mais. Não tem "volta, meu amor". Foi.

Já viu como é quando o frevo acaba? A multidão vai embora, a rua fica vazia, só sobra lata de cerveja e papel picado. A democracia é igual. Se ninguém mais pisa no asfalto, se ninguém mais canta, se ninguém mais briga por ela, ela vira só lembrança. Vira foto antiga na gaveta. Vira história que o avô conta pros netos e os netos bocejam. "Vovô, isso existiu mesmo?"

O brasileiro é bom nisso: deixar esfriar. Deixa o café esfriar, deixa o churrasco esfriar, deixa a política esfriar. Aí quando vê, o que era quente virou morno, o que era morno virou frio, e o que era frio já era. Ninguém come, todo mundo reclama, mas ninguém acende o fogo de novo. A gente é especialista em reclamar de comida fria, mas nunca em esquentar de novo.

A democracia também pode morrer de overdose de palhaçada. Já reparou como tudo virou circo? Político é palhaço, jornalista é palhaço, juiz é palhaço, todo mundo é palhaço. Só que no circo de verdade, o palhaço faz a gente rir. Nesse aqui, a gente ri pra não chorar. Porque se parar pra pensar, dá vontade de sentar no chão e chorar igual criança que perdeu o sorvete. E o pior: o sorvete nem era nosso. Era de todo mundo. Mas a gente deixou cair.

Tem mais: a democracia pode morrer de velhice antes do tempo. É como aquele jogador de futebol que tinha tudo pra ser craque, mas parou de treinar. Virou comentarista. Fica só na opinião, na crítica, na reclamação. O jovem hoje olha pra política e vê aquilo mesmo: velho falando, velho decidindo, velho mandando. Aí ele desiste. Pega o violão, pega o skate, pega o celular e vai cuidar da vida. Deixa a democracia pra quem gosta de reunião, de discurso, de gravata. E quem gosta de reunião, discurso e gravata geralmente não gosta de povo. Gosta de silêncio. Povo fazendo silêncio.

Mas tem um detalhe: quem fica cuidando da democracia são justamente os que não querem que ela funcione. É como deixar o galinheiro com a raposa. A raposa agradece, faz a festa, come todas as galinhas e ainda diz que foi pra "proteger o povo das galinhas". E o povo? O povo aplaude. "Que raposa responsável", dizem. "Salvou a gente das galinhas barulhentas".

O Brasil já enterrou democracia antes. Em 1964 foi a mais famosa. Vieram os militares, botaram todo mundo na linha, e o povo aplaudiu. "Graças a Deus", diziam. "Agora tem ordem". Só que ordem de quem manda e quem obedece. Democracia de verdade é bagunça organizada. É gente gritando, gente discordando, gente brigando. Mas é a nossa bagunça. É a gente decidindo junto, mesmo que dê errado. Errado nosso é melhor que certo dos outros. Pelo menos a gente pode xingar.

Hoje o perigo é mais esperto. Não vem de farda, vem de terno. Não vem de quartel, vem de gabinete. Não vem com tanque, vem com caneta. É o decreto que ninguém leu, é a lei que ninguém entendeu, é a decisão que ninguém pediu. E a gente? A gente tá ocupado demais vendo reel no Instagram, demais brigando com desconhecido no Twitter, demais achando que "isso não é comigo". Mas é. É com todo mundo. Quando a democracia morre, ninguém fica vivo. Só fica sobrevivente. E sobrevivente não vive, só espera.

A democracia morre quando a gente para de acreditar que faz diferença. É como torcedor que larga o time na segunda divisão. "Ah, não vale mais a pena". Aí o time vai pra terceira, pra quarta, some do mapa. Quando o torcedor volta a olhar, não tem mais time. Só tem saudade. E saudade não ganha jogo. Saudade não faz gol. Saudade só chora.

O brasileiro é assim: reclama no bar, reclama no grupo da família, reclama na fila do pão. Mas na hora de votar, na hora de cobrar, na hora de ir pra rua, some. Vira fantasma. "Ah, eu não tenho tempo", "Ah, isso não vai mudar nada", "Ah, deixa pra lá". Deixa pra lá é o epitáfio da democracia. "Aqui jaz a democracia. Morreu de 'deixa pra lá'". E o curioso: quem mais diz "deixa pra lá" é quem mais reclama depois. É como quem não vai ao médico e depois reclama que tá doente.

Mas tem jeito. A democracia é como samba: se ninguém tocar, ninguém cantar, ninguém dançar, ela acaba. Mas se tiver um violão, uma voz, um pé batendo no chão, ela renasce. Pode ser samba de uma nota só, pode ser samba de raiz, pode ser samba-enredo. O que importa é ter gente fazendo. Samba não precisa de luxo. Precisa de gente. E democracia também.

A democracia também é como frevo: precisa de multidão, precisa de grito, precisa de confusão. Se ficar só a banda tocando e ninguém, dançar, vira ensaio. Ensaio não é show. Democracia sem povo é ensaio geral pra ditadura. E ditadura não é ensaio. É peça pronta. Com começo, meio e fim. E o fim é sempre o mesmo: povo calado.

A democracia também é como feira: tem que ter gritaria, tem que ter pechincha, tem que ter confusão. Se tudo tá muito quieto, muito organizado, muito "bom dia, boa tarde", tem algo errado. Ou é domingo de manhã cedo, ou é golpe. E domingo de manhã cedo ninguém vai à feira. Só vai quem quer levar vantagem.

A democracia é como forró: precisa de casal, precisa de sanfona, precisa de povo. Se só tiver um dançando sozinho, é triste. Se só tiver a sanfona tocando, é ensaio. Se só tiver o povo olhando, é show de graça. E show de graça ninguém valoriza. A gente gosta é de pagar pra depois reclamar. "Ah, o som tá ruim". "Ah, o lugar tá cheio". Mas foi de graça. Reclama de quê?

A democracia é como capoeira: precisa de roda, precisa de canto, precisa de malícia. Mas malícia boa, de quem joga pra não cair, não de quem joga pra derrubar. E hoje tem muita gente jogando pra derrubar. Diz que é pra "melhorar o jogo", mas é pra ganhar sozinho. E capoeira de um só não é capoeira. É dança. E dança não derruba ninguém. Só embala.

Então é isso: a democracia pode morrer no Brasil. Pode morrer de fome, de velhice, de palhaçada, de "deixa pra lá". Pode morrer de tanto que a gente trata como se não fosse nossa. Como se fosse do governo, do político, do juiz, do outro. Mas não é. É nossa. É do povo. É de quem acorda cedo, pega ônibus, trabalha, volta cansado, mas ainda tem força pra reclamar. Esse mesmo povo tem força pra mudar. Só precisa querer.

Renasce quando a gente para de tratar como coisa de outro. Quando a gente entende que democracia não é só votar a cada dois anos. É cobrar todo dia. É brigar todo dia. É cuidar todo dia. É como planta: tem que regar. Tem que adubar. Tem que tirar o mato. Tem que ficar de olho. Se não, um dia você olha e só tem o vaso vazio. E aí não adianta chorar. Não tem replay. Não tem reprise. O que foi, foi.

A escolha é nossa: deixar morrer ou fazer renascer. E renascer não é com discurso bonito, não é com post no Facebook, não é com "eu avisei". É com pé na rua, é com voz na garganta, é com mão na massa. É com gente. É com nós.

Democracia é isso: nós. Se a gente some, ela some. Se a gente fica, ela fica. Simples assim. E o curioso: quando a gente fica, a vida fica melhor. Não fica perfeita, não fica fácil, não fica barata. Fica melhor. Porque é nossa. E o que é nosso, a gente cuida. Ou deveria.

No fim, democracia é como amor: se não cuidar, acaba. Se não falar, esfria. Se não brigar, vira rotina. E rotina é o primeiro passo pro fim. Porque rotina é silêncio. E silêncio é onde a democracia morre. Sem grito, sem briga, sem confusão. Só silêncio. E silêncio, no Brasil, é sinal de que tem algo errado. Ou é domingo de manhã, ou é golpe. E domingo de manhã já passou.


*Walmir Chagas, é multiartista e livre pensador.



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Entre o Planalto e o Palácio: Quaest revela os rumos da eleição no Brasil e em Pernambuco - Por Antônio Campos*

09/09/2026

A nova pesquisa Quaest, divulgada ontem, terça-feira, 08/09, apresenta um retrato de uma eleição que entra em sua reta decisiva com cenários distintos para Presidência da República, Governo de Pernambuco e Senado. Enquanto a disputa estadual pelo Palácio do Campo das Princesas apresenta uma liderança numericamente mais clara, a corrida pelas duas vagas ao Senado permanece bastante pulverizada. No cenário nacional, a avaliação do governo Lula também demonstra um ambiente de maior desgaste.

Na disputa pelo Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% de João Campos (PSB). Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de agosto, Raquel tinha 44% e João, 36%. A diferença, portanto, caiu de oito para seis pontos percentuais.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, é necessário evitar interpretações precipitadas sobre uma mudança efetiva de tendência. Os dois candidatos permanecem em situação de vantagem nu...

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A nova pesquisa Quaest, divulgada ontem, terça-feira, 08/09, apresenta um retrato de uma eleição que entra em sua reta decisiva com cenários distintos para Presidência da República, Governo de Pernambuco e Senado. Enquanto a disputa estadual pelo Palácio do Campo das Princesas apresenta uma liderança numericamente mais clara, a corrida pelas duas vagas ao Senado permanece bastante pulverizada. No cenário nacional, a avaliação do governo Lula também demonstra um ambiente de maior desgaste.

Na disputa pelo Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto, contra 37% de João Campos (PSB). Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de agosto, Raquel tinha 44% e João, 36%. A diferença, portanto, caiu de oito para seis pontos percentuais.

Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, é necessário evitar interpretações precipitadas sobre uma mudança efetiva de tendência. Os dois candidatos permanecem em situação de vantagem numérica de Raquel, mas dentro de um intervalo estatístico que exige cautela.

O dado mais importante talvez esteja na composição desse eleitorado. Raquel mantém 60% de conhecimento com disposição de voto e 34% de rejeição entre aqueles que a conhecem. João Campos, por sua vez, registra 55% de eleitores que dizem conhecê-lo e votar nele, enquanto 38% afirmam conhecê-lo e não votar nele.

A diferença de rejeição entre os dois é de quatro pontos percentuais, enquanto a diferença entre os que dizem conhecer e votar chega a cinco pontos. Isso significa que, além da intenção de voto estimulada, existe uma disputa importante pelo eleitor que conhece os candidatos, mas ainda não consolidou uma escolha.

A pesquisa espontânea reforça essa leitura. Quando os nomes não são apresentados, Raquel aparece com 33%, mantendo o mesmo percentual do levantamento anterior. João Campos avançou de 22% para 24%. Ainda assim, 40% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um candidato.

Esse número representa um contingente expressivo de eleitores ainda fora das duas principais candidaturas na pesquisa espontânea. Ao mesmo tempo, 76% afirmam que sua escolha é definitiva, contra 23% que admitem a possibilidade de mudar de voto. O dado revela que a maior parte do eleitorado já começa a consolidar suas preferências, mas ainda existe espaço para movimentações na reta final.

Senado: uma eleição muito mais aberta

Se a disputa pelo Governo apresenta dois nomes claramente concentrados na liderança, o cenário para o Senado é significativamente mais indefinido.

Marília Arraes (PDT) aparece numericamente na primeira colocação, com 17%, seguida por Humberto Costa (PT), com 14%, Mendonça Filho (PL), com 11%, e Eduardo da Fonte (PP), com 7%.

Na sequência aparecem Túlio Gadêlha, com 4%, Pastor Gilvan Costa e Carlos Sant'anna, ambos com 1%. Os demais candidatos aparecem com 0% ou percentuais residuais.

Entretanto, a principal informação da pesquisa não está necessariamente no primeiro colocado. Está no tamanho do eleitorado que ainda não definiu suas escolhas.

Na pergunta espontânea, 78% dos entrevistados não conseguiram citar espontaneamente um candidato ao Senado. Mesmo quando os nomes são apresentados, 27% permanecem indecisos e outros 18% afirmam votar branco, nulo ou não votar.

Há ainda uma característica específica dessa eleição: cada eleitor terá direito a dois votos para o Senado. Portanto, a disputa não deve ser interpretada como uma corrida convencional em que apenas o primeiro colocado interessa.

Os números mostram que a diferença entre Marília, Humberto e Mendonça é relativamente pequena. A vantagem de Marília sobre Humberto é de três pontos, enquanto Humberto está apenas três pontos à frente de Mendonça. Considerando a margem de erro de três pontos, os três candidatos estão estatisticamente muito próximos.

O crescimento registrado por Mendonça Filho, de 9% para 11%, e por Eduardo da Fonte, de 6% para 7%, também merece atenção. Ainda que as oscilações estejam sujeitas à margem de erro, elas indicam que o eleitorado para o Senado continua em processo de reorganização.

A redução dos votos brancos, nulos e daqueles que não pretendem votar, de 24% para 18%, também pode indicar que parte do eleitorado começa a transformar uma posição anteriormente indefinida em escolha efetiva. Paralelamente, os indecisos passaram de 26% para 27%, demonstrando que a definição do eleitorado ainda está longe de concluída.

O Senado, portanto, apresenta hoje o cenário mais aberto entre as três disputas analisadas.

Presidência: rejeição continua sendo fator central

No cenário presidencial, a pesquisa Quaest aponta um ambiente marcado por elevados índices de rejeição.

Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 55% de rejeição, enquanto Lula (PT) registra 53%. Na sequência estão Pablo Marçal, com 45%, Ronaldo Caiado, com 41%, Romeu Zema, com 39%, Renan Santos, com 29%, e Augusto Cury, com 26%.

A estabilidade dos números chama atenção. A rejeição de Flávio permanece em 55%, enquanto Lula mantém os mesmos 53% registrados na pesquisa anterior. Entre os demais nomes, as oscilações também são pequenas.

Isso significa que, neste momento, a eleição presidencial apresenta dois grandes ativos políticos em disputa: capacidade de mobilização do eleitorado favorável e capacidade de redução da rejeição.

O dado sobre a avaliação do governo Lula ajuda a compreender esse ambiente. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados desaprovam o governo federal, enquanto 43% aprovam. Outros 7% não souberam ou não responderam.

No levantamento anterior, 48% desaprovavam e 45% aprovavam. Houve, portanto, uma inversão de dois pontos na diferença entre aprovação e desaprovação, que passou de três pontos negativos para sete.

Apesar disso, também é preciso considerar a margem de erro de dois pontos percentuais. A diferença observada entre as duas pesquisas merece acompanhamento, mas não permite, isoladamente, afirmar uma mudança estrutural na avaliação do governo.

O que os números indicam

O conjunto da pesquisa mostra três eleições com características diferentes.

No Governo de Pernambuco, existe uma disputa concentrada em Raquel Lyra e João Campos, com vantagem numérica da atual governadora e uma diferença de seis pontos. A redução da distância em relação ao levantamento anterior indica uma disputa que permanece competitiva, embora Raquel continue à frente.

No Senado, a situação é mais imprevisível. A diferença entre os principais nomes é pequena e há uma enorme quantidade de eleitores que ainda não transformaram suas preferências em votos definidos. Como são duas vagas, alianças, capacidade de transferência de votos e a formação das chamadas "dobradinhas" podem desempenhar papel decisivo.

Na Presidência, o fator rejeição aparece como uma das principais variáveis. Lula e Flávio Bolsonaro apresentam índices superiores a 50% de rejeição, demonstrando a existência de fortes barreiras eleitorais para ambos. Ao mesmo tempo, a avaliação do governo federal apresenta mais desaprovação do que aprovação.

A pesquisa também revela uma característica comum às três disputas: a eleição ainda não está completamente decidida.

No Governo, a maioria já demonstra preferência por nomes específicos, mas 12% continuam indecisos na pesquisa estimulada. No Senado, o nível de indefinição é muito maior. E, no cenário presidencial, os índices elevados de rejeição mostram que a capacidade de ampliar o eleitorado para além da base política de cada candidato poderá ser determinante.

Com menos de um mês para o primeiro turno, a tendência é de intensificação das campanhas, aumento da exposição dos candidatos e maior pressão sobre os eleitores que ainda não consolidaram suas escolhas.

Mais do que observar apenas quem está na frente, os números da Quaest indicam que será fundamental acompanhar quem consegue crescer, quem consegue reduzir rejeição e quem consegue transformar eleitores indecisos em votos efetivos.


*Antônio Campos, Curador Geral da Fliporto, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. @antoniocampos.adv



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Advocacia negocial: antes do Judiciário, a possibilidade de conversar - Por Alfredo Cabral de Melo*

09/09/2026

Durante muito tempo, procurar um advogado significava, quase automaticamente, pensar em um processo. Diante de um problema, buscava-se a petição, a audiência e, ao final, a decisão judicial. A advocacia contemporânea, entretanto, permite uma pergunta anterior: é realmente necessário levar esse conflito ao Judiciário?

É nesse espaço que surge a advocacia negocial. Antes de judicializar, o advogado analisa o conflito, identifica os direitos envolvidos, avalia riscos e procura saber se existe uma solução que possa ser construída pelas próprias partes. Não significa renunciar direitos ou evitar o processo a qualquer custo, mas reconhecer que, em determinadas situações, negociar pode ser a melhor estratégia jurídica.

O Código de Processo Civil estimula a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual. A negociação, portanto, não está fora do sistema de Justiça; integra uma concepção mais ampla de acesso à Justiça.

O papel do advog...

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Durante muito tempo, procurar um advogado significava, quase automaticamente, pensar em um processo. Diante de um problema, buscava-se a petição, a audiência e, ao final, a decisão judicial. A advocacia contemporânea, entretanto, permite uma pergunta anterior: é realmente necessário levar esse conflito ao Judiciário?

É nesse espaço que surge a advocacia negocial. Antes de judicializar, o advogado analisa o conflito, identifica os direitos envolvidos, avalia riscos e procura saber se existe uma solução que possa ser construída pelas próprias partes. Não significa renunciar direitos ou evitar o processo a qualquer custo, mas reconhecer que, em determinadas situações, negociar pode ser a melhor estratégia jurídica.

O Código de Processo Civil estimula a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual. A negociação, portanto, não está fora do sistema de Justiça; integra uma concepção mais ampla de acesso à Justiça.

O papel do advogado, nesse contexto, vai além da elaboração de uma boa petição. É preciso compreender o problema, conhecer os limites jurídicos da negociação e orientar o cliente sobre as consequências de cada escolha. Um bom acordo não é aquele que simplesmente encerra uma discussão, mas aquele que protege direitos e atende, dentro do possível, aos interesses envolvidos.

Essa diferença ganha especial importância nos conflitos familiares. Uma sentença pode definir alimentos, guarda, convivência ou patrimônio, mas não consegue, por si, reconstruir uma relação desgastada. O mesmo pode ocorrer em disputas entre sócios, em relações contratuais ou em conflitos sucessórios, nos quais as pessoas continuarão, de alguma maneira, ligadas depois do processo.

Por isso, é importante fazer a distinção entre resolver um conflito de pacificar uma relação.

O Judiciário exerce uma função indispensável: decide, impõe obrigações, reconhece direitos e encerra juridicamente controvérsias. Mas uma decisão judicial não garante, a pacificação entre as pessoas. É possível sair de um processo com uma sentença favorável e, ainda assim, permanecer o ressentimento, a ruptura ou a impossibilidade de diálogo.

A advocacia negocial pode atuar justamente nesse ponto. Quando as próprias partes participam da construção da solução, existe a possibilidade de encerrar não apenas a disputa jurídica, mas também reduzir o desgaste que a acompanha. Nem sempre isso será possível, evidentemente. Há conflitos que exigem a intervenção judicial e situações em que negociar significaria apenas prolongar uma injustiça.

Por isso, negociar também exige saber quando não negociar.

A advocacia negocial funciona como um filtro. Antes de transformar o problema em processo, verifica-se se existe uma alternativa juridicamente segura, razoável e capaz de atender aos interesses do cliente. Se houver, constrói-se o acordo. Se não houver, o Judiciário permanece como instrumento legítimo e necessário.

Essa postura não enfraquece a Justiça. Ao contrário, permite que o Judiciário seja procurado quando sua intervenção realmente se fizer necessária.

Talvez a pergunta que deva anteceder uma ação judicial seja menos “quem tem razão?” e mais “qual é a melhor maneira de resolver este problema?”. Em alguns casos, a resposta estará em uma sentença. Em outros, estará em uma mesa de negociação.

Porque resolver um conflito é importante. Mas, quando ainda existe espaço para o diálogo, pacificar a relação pode ser ainda mais importante.


*Alfredo Cabral de Melo, Advogado, Membro da ISFL - International Society of Family Law, Membro da Comissão Nacional de Direito Sucessório do CFOAB, Criador e apresentador do Podcast Jurídico - "Cláusula Aberta" pelo YouTube (Link: http://www.youtube.com/@clausulaaberta).



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Solo de Guitarra - Crônica - Por Romero Falcão*

09/09/2026

Prometi a mim mesmo que não iria mais acessar conteúdos políticos. No meu juramento, com a mão em continência ao peito, daqui até a famigerada eleição, me tonarei a criatura do mais alto grau de alienação. Sei que o voto é secreto; o meu é favas contadas, ou melhor, favas atiradas ao fundo do rio lamacento.

No entanto, nos últimos dias, o algoritmo me bombardeou com os canhões da fustigada República. A prometida alienação não resistiu. Acabei entrando na toca do coelho que, em vez de me levar ao País das Maravilhas, jogou-me no país dos escândalos, das tenebrosas transações.

“Vai passar por Brasília um samba popular. Cada obra de Niemeyer vai se arrepiar.”

Que o velho Chico Buarque me perdoe a usurpação poética.

Por falar em música, em arte, lembrei dos jingles das campanhas eleitorais de outrora. Sabe como é, caro leitor: velho vive de passado. Mas como não viver quando se trata de jingles eleitorais?

Fui pesqu...

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Prometi a mim mesmo que não iria mais acessar conteúdos políticos. No meu juramento, com a mão em continência ao peito, daqui até a famigerada eleição, me tonarei a criatura do mais alto grau de alienação. Sei que o voto é secreto; o meu é favas contadas, ou melhor, favas atiradas ao fundo do rio lamacento.

No entanto, nos últimos dias, o algoritmo me bombardeou com os canhões da fustigada República. A prometida alienação não resistiu. Acabei entrando na toca do coelho que, em vez de me levar ao País das Maravilhas, jogou-me no país dos escândalos, das tenebrosas transações.

“Vai passar por Brasília um samba popular. Cada obra de Niemeyer vai se arrepiar.”

Que o velho Chico Buarque me perdoe a usurpação poética.

Por falar em música, em arte, lembrei dos jingles das campanhas eleitorais de outrora. Sabe como é, caro leitor: velho vive de passado. Mas como não viver quando se trata de jingles eleitorais?

Fui pesquisar alguns do século passado. O de Getúlio Vargas dizia assim:

«“Ai, Gegê
Ai, Gegê
Que saudade que nós temos de você
O feijão subiu de preço
O café subiu também
Tudo sobe no cartaz
Só não sobe o cruzeiro
Cada dia desce mais.”»

Eis um trecho do jingle de Ulysses Guimarães:

«“Bote fé no velhinho
O velhinho é demais
Bote fé no velhinho
Ele sabe o que faz.”»

Segue um trecho do de FHC:

«“Ele tem experiência
Ele tem preparo
FHC, eu estou com você
Para fazer acontecer.”»

Fui dar uma olhada nas letras dos candidatos da eleição atual.

O título do jingle do candidato Renan Santos: “A Vingança do Povo”.

Declinei do conteúdo.

Mas modinha de campanha é como gosto musical em cada lar: tem cardápio para todo mundo. Respeito.

Dizem os entendidos no assunto que o melhor jingle é aquele que marca, que fica na cabeça do eleitor, mesmo quando pertence ao seu adversário, o mais terrível adversário.







Independentemente de ideologia, paixão ou briga de torcida.

Um jingle que, queiram ou não queiram os juízes, marcou feito tatuagem no braço direito e esquerdo em termos de melodia, arranjo, sofisticação musical. Nunca houve nada igual no teatro da política. E meu sobrinho - pense num bicho bonito - lá de Brasília, solou na guitarra e me enviou pelo WhatsApp. Olha aí:


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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Mendonça atropela Dudu e Túlio e cola em Raquel em Caruaru e Agreste

09/09/2026

Raquel Teixeira Lyra fez de tudo para que Dudu da Fonte nao fosse seu senador. Fato consumado, a equipe da governadora tratou de estimular Mendonça Filho, do PL, com Flávio Bolsonaro, a se lancar candidato. Mendonça partiu, colou em Raquel e cresceu nas pesquisas. Houve reação: os senadores de Raquel, Túlio Gadelha e Dudu da Fonte conseguiram proibir um vídeo onde Taquel e Mendonça apareciam juntos. Proibicao liminar, registre-se. Hoje, veio o contra-ataque de Mendonça.

A notícia

Com 3 mil bandeirões, pagos com o CNPJ da Campanha de Senador, Mendonça foi para cima de Dudu e Túlio e encheu Caruaru de fotos dele com Raquel.
Depois de levar um revés da Justiça, em ação proposta a pedido de Túlio e Dudu, Mendonça insiste em tentar se posicionar como o senador oficial da chapa de Raquel.

O que vem por ai

O próximo capítulo dessa confusão, deverá ser protagonizado por Dudu e Túlio, exigindo reação da Campanha...

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Raquel Teixeira Lyra fez de tudo para que Dudu da Fonte nao fosse seu senador. Fato consumado, a equipe da governadora tratou de estimular Mendonça Filho, do PL, com Flávio Bolsonaro, a se lancar candidato. Mendonça partiu, colou em Raquel e cresceu nas pesquisas. Houve reação: os senadores de Raquel, Túlio Gadelha e Dudu da Fonte conseguiram proibir um vídeo onde Taquel e Mendonça apareciam juntos. Proibicao liminar, registre-se. Hoje, veio o contra-ataque de Mendonça.

A notícia

Com 3 mil bandeirões, pagos com o CNPJ da Campanha de Senador, Mendonça foi para cima de Dudu e Túlio e encheu Caruaru de fotos dele com Raquel.
Depois de levar um revés da Justiça, em ação proposta a pedido de Túlio e Dudu, Mendonça insiste em tentar se posicionar como o senador oficial da chapa de Raquel.

O que vem por ai

O próximo capítulo dessa confusão, deverá ser protagonizado por Dudu e Túlio, exigindo reação da Campanha da governadora Raquel Teixeira Lyra. A tensão continua no Palácio. A cada pesquisa que os candidatos oficiais aparecem nas últimas posições, o clima fica mais pesado.

Detalhe jurídico

Os bandeirões de Mendonça, para não configurarem campanha irregular, terão de aparecer na Prestação Contas de Raquel. A conferir.








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