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Cultura, Sobre a Diversidade de um conceito – 6 – Cultura e Aprendizagem Por Jorge Tarcísio da Rocha Falcão *

09/06/2025

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1. Do que estamos falando?

Discorrer sobre o binômio conceitual que fornece o título para este capítulo, no contexto desse livro, é uma tarefa ao mesmo tempo inescapável e prazerosa. Os demais capítulos dialogam igualmente com “cultura”, de forma que, espera-se, o leitor que percorrer este livro terá, ao fim e ao cabo, elementos para avançar na elaboração de sua própria construção acerca da cultura. De nossa parte, não nos furtaremos a dar nossa contribuição, aqui, não somente em termos da dialogia ensejada pelo título, como também na circunscrição deste que é um dos conceitos centrais da psicologia, em várias de suas vertentes: o conceito de aprendizagem.

A psicologia é uma ciência (apesar de certo descrédito de muitos quanto à justeza dessa afirmação) que convive, em sua vertente acadêmica ou formal, com a chamada “psicologia do senso comum”, denominada por um dos psicólogos mais proeminentes do século 20, Jerome Bruner, de “folkpsychology” (em t...

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1. Do que estamos falando?

Discorrer sobre o binômio conceitual que fornece o título para este capítulo, no contexto desse livro, é uma tarefa ao mesmo tempo inescapável e prazerosa. Os demais capítulos dialogam igualmente com “cultura”, de forma que, espera-se, o leitor que percorrer este livro terá, ao fim e ao cabo, elementos para avançar na elaboração de sua própria construção acerca da cultura. De nossa parte, não nos furtaremos a dar nossa contribuição, aqui, não somente em termos da dialogia ensejada pelo título, como também na circunscrição deste que é um dos conceitos centrais da psicologia, em várias de suas vertentes: o conceito de aprendizagem.

A psicologia é uma ciência (apesar de certo descrédito de muitos quanto à justeza dessa afirmação) que convive, em sua vertente acadêmica ou formal, com a chamada “psicologia do senso comum”, denominada por um dos psicólogos mais proeminentes do século 20, Jerome Bruner, de “folkpsychology” (em termos aproximados, “psicologia popular”, cf. Bruner,1997).

Para Bruner, essa psicologia do senso comum, ou popular, ou da ”mesa de bar”, ou das tias e avós, tem dialogado produtivamente com a Psicologia, desde seu nascedouro como ciência no laboratório alemão de Wilhelm Wundt, em Leipzig, no século XIX. A concretização desse diálogo pode ser rastreada no desenvolvimento de muitos conceitos da psicologia, que antes e depois de serem “científicos”, foram, são e serão conceitos do acervo social e cultural mais amplo, que vai desde o recôndito dos lares e as “mesas de bar” até a literatura, o teatro, o cinema, a política e a lista segue. Poderíamos mencionar uma pluralidade de conceitos para ilustrar esse dado da genealogia conceitual em psicologia, mas vamos nos ater a um único conceito, et pour cause: o conceito de aprendizagem.

Com isso, convidamos de imediato o leitor a uma breve digressão de natureza metateórica, para em seguida trazer subsídios acerca do papel constituinte e inescapável da cultura quando se fala de aprendizagem, e mais especificamente, da aprendizagem humana.


Além dessa permeabilidade de muitos dos conceitos científicos em relação ao conhecimento do senso comum, é preciso preliminarmente fazer face a alguns pontos de referência cruciais, pontos estes de natureza extra-científica, ou mais especificamente, de natureza filosófica: quando falamos sobre “gente”, sobre o fenômeno humano, estamos basicamente falando sobre um domínio de problematização assimilável à natureza, ou à cultura?

Famoso dilema

Esse famoso dilema, que pode ser pesquisado em motores de busca informatizados através do filtro “nature versus nurture”, perdura como questão de fundo para vários sistemas teóricos em várias ciências, aí incluídas a psicologia, as ciências da educação, a sociologia, e tantas outras. Abordar a questão da aprendizagem em diálogo com a cultura implica em necessariamente assumir posição nesse debate em aberto, seja de forma explícita ou implícita.


O leitor mais atento deve ter percebido a menção que foi feita, dois parágrafos acima, à aprendizagem humana. Ora, para muitas “vozes1” do debate pluriparadigmático 2 voltado para a questão da aprendizagem, essa especificação seria desnecessária, na medida em que os fundamentos da aprendizagem seriam semelhantes para a espécie humana e para as demais espécies – notadamente mamíferos (mas não apenas). Não foi por outra razão que muitos pesquisadores e propositores de teorias acerca de aprendizagem usaram roedores, aves (galinhas e pombos), cães, cavalos e outras espécies para pesquisar processos de aprendizagem extensíveis aos humanos 3.

Recordo-me de debate transdisciplinar de que participei há cerca de dois anos atrás, voltado justamente para a questão da aprendizagem, em que um colega pesquisador especializado em processos de aprendizagens nas baleias e golfinhos me questionou acerca da minha insistência em falar especificamente em processos de aprendizagem humanos. No auge do calor de nossos debates, ele me inquiriu nos seguintes termos: “Que aspectos básicos dos processos de aprendizagem nos humanos não estariam contemplados em baleias, e vice-versa?” Eis aqui uma excelente questão!
Partimos aqui do pressuposto que o indivíduo humano é, sobretudo, um ser de cultura e história, sem prejuízo da materialidade biológica, da corporeidade inerente a cada um de nós. Esse não é um texto que tenha pretensões com o estabelecimento de uma verdade, em busca de adesão pela fé.

Trata-se antes de um exercício reflexivo que parte e conduz a formulações necessariamente em (re)construção4. Trata-se, sobretudo, de uma discussão em aberto até hoje. No âmbito restrito do presente capítulo, vamos nos restringir a pouco mais que apresentar aqui algumas “vozes” teórico-epistemológicas que aludem ao pressuposto acima: dois “gigantes” da psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento se notabilizaram pelo debate/embate de ideias envolvendo a perspectiva de aprendizagem humana baseada em processos de adaptação biológica (como foi o caso do “gigante” Jean Piaget5), e a perspectiva de aprendizagem como processo de aquisição de amplificadores culturais e construção de significados inserida em contexto sócio-histórico-cultural (como foi o caso do outro “gigante”, Lev Vigotski6).

O leitor é aqui vivamente encorajado a percorrer o artigo escrito por Jerome Bruner, por ocasião de evento comemorativo ao centenário de nascimento dos dois gigantes. supracitados (ambos nascidos em 1896), com o provocativo título de “Celebrando a divergência: Piaget e Vygotsky” (Celebratingdivergence: Piaget and Vygotsky) – cfBruner, 1997b). Nesse artigo, aliás, Jerome Bruner nos adverte, citando o físico Niels Böhr, para o fato de que “os opostos a grandes verdades podem igualmente ser verdadeiros; apenas os opostos a pequenas verdades é que são [necessariamente] falsos” (Bruner, 1997b, pg. 64, tradução nossa).

É com esse espírito que voltamos a ressaltar que não propomos aqui a verdade definitiva sobre os processos de aprendizagem, mas haveremos, inevitavelmente, de assumir postura teórico-filosófica nesse debate mais amplo, sem o qual nada de muito interesse, nesse debate acerca da interação entre aprendizagem e cultura, poderia ser acrescentado. Então retomemos a provocação do colega estudioso da aprendizagem das baleias, no que diz respeito ao desafio de contribuir sobre a aprendizagem humana.

2. De que aprendizagem nós estamos falando?

Uma cena frequentemente vivenciada nas famílias que têm crianças pequenas, na faixa etária de mais ou menos doze meses de vida, é aquela em que alguém alegremente observa, em meio a gritos de alegria: “Olha só, Fulaninho(a) aprendeu a andar!” Trata-se ainda de um andar incipiente, aos trambolhões, mas os poucos passinhos desajeitados não passam despercebidos de pais, tios e tias, avós, enfim... Não muito tempo depois, os comentários familiares entusiásticos voltarão a se repetir, dando conta de que nosso(a) Fulaninho(a), agora, está aprendendo a falar...


Dados empíricos acumulados pela psicologia, medicina pediátrica, neurofisiologia, ciências da educação e outros domínios costumam ser unânimes em termos de dois aspectos comuns a muitos estudos: em primeiro lugar, crianças “aprendem” a andar e a falar praticamente num mesmo momento de seu percurso de vida, independentemente de serem europeias, africanas, orientais ou esquimós; em segundo lugar, não é usual que, nesses processos de “aprendizagem”, essas crianças disponham de “professores” ou instrutores mais ou menos sistemáticos – contam no máximo com a “torcida”, com os incentivos, aqui e ali, para seus progressos de marcha ou de fala. Esse tipo de constatação classicamente tem motivado a distinção, no âmbito do campo conceitual da aprendizagem, de aspectos relacionados ao desenvolvimento.

Em outras palavras, aspectos relacionados ao que, grosso modo, poderia ser chamado de maturação, dependente, por sua vez, da integridade de certo aparato neuromotor individual. Se pensamos então, de forma genérica, em processos de ampliação de competências e habilidades humanas, alguns desses processos tenderão para o polo da maturação (como nos casos da aquisição de fala e marcha mencionados acima), enquanto outros processos tenderão para o polo da instrução assistida, que alguns chamarão de aprendizagem propriamente dita.

O polo maturacional se associa à palavra-chave prontidão: ter atingido determinado grau de maturação que torna o indivíduo “pronto” para aprender; o polo instrucional, por sua vez, se associa à palavra-chave aquisição: ao aprendiz são oferecidos informações, procedimentos, algoritmos dos quais ele precisa se apropriar, inicialmente através de acumulação mnemônica, posteriormente em termos de ressignificação.


Aprendizagem e desenvolvimento, com seus polos instrucionais e maturacionais,são conceitos que têm uma clara interseção na trajetória biográfica de cada indivíduo, mas têm igualmente suas especificidades 7. Cabe aqui, então, arriscar a proposição de definição conceitual para aprendizagem, apesar das dificuldades que isso acarreta. Propomos que a aprendizagem humana diz respeito a um processo de aquisição ou ampliação de competências e conhecimentos. Trata-se de conceito complexo, que de fato envolve um campo conceitual que, dentre outros aspectos, contemplará a cultura, a história, um dinamismo de trocas sociais que irão desde as trocas no âmbito da díade mãe-bebê, até os contextos de aquisição de habilidades sociais complexas (como é o caso do contexto de trabalho, passando inescapavelmente pela escola 8).

A proposição conceitual proposta acima para a aprendizagem tem cinco pontos derivados a explicitar:

1. A aprendizagem humana se diferencia da aprendizagem dos demais animais na medida em que o indivíduo humano, ele próprio, se desgarra de todas as outras espécies, como ser provido de consciência de si e do outro (Buber, 1974; Damasio, 2000; Rommetveit, 2003), como ser dotado de mente que o conecta semioticamente à realidade circunjacente e aos demais humanos, graças ao funcionamento simbólico 10 fundado na linguagem (Vygotsky, 2014; Bakhtine/Volochinov, 1997; Marx, 1975). Há entre humanos e as demais espécies um abismo intransponível, não obstante a corporeidade inelutável que conecta mente, cérebro e corporeidade (Damásio, 1996).

2. A aprendizagem humana, resguardada sua especificidade e irredutibilidade, tem pontos de contato com a aprendizagem das demais espécies, como proposto já no início do século XX por Edward Thorndike, ao propor a Lei do Efeito para as aquisições de aprendizagem (lei que serviria de base para as formulações comportamentalistas que se seguiriam): O princípio da lei do efeito desenvolvida por Edward Thorndike sugere que “(...) as respostas seguidas de perto pela satisfação ficarão firmemente ligadas à situação e, portanto, mais propensas a voltar a ocorrer quando a situação se repete. Por outro lado, se a situação é seguida por desconforto, as ligações com a situação serão mais fracas, e o comportamento de resposta é menos provável de ocorrer quando a situação é repetida”(https://psicoativo.com/2016/08/lei-do-efeito-de-thorndike-importancia-psicologia.html; Thorndike, 1932).


Trocando em miúdos, nós todos, humanos, elefantes de circo, baleias, cães, ratos de laboratório (ou não), temos nossa aprendizagem estabelecida em função de recompensas prazerosas ou puniçõesdesprazerosas que recebemos nos diversos contextos de funcionamento social (contexto escolar inclusive). Tomando de empréstimo o título do maravilhoso romance de Steinbeck11, isso é válido para “ratos e homens”, mas não esgota o campo de problematização relacionado à aprendizagem, e isso por uma razão, aqui, apenas enunciada: a unidade de análise da psicologia não se limita ao comportamento, que deve necessariamente ser abarcado no bojo das funções mentais superiores 12.
3. O processo de aprendizagem de um indivíduo humano apresenta aspectos comuns em relação a todos os outros demais indivíduos, na medida em que compartilhamos a mesma filogênese, a mesma corporeidade, os mesmos determinantes relacionados à espécie (no sentido biológico-taxonômico) em que nos inserimos.
4. O processo de aprendizagem de um indivíduo humano apresenta aspectos comuns em relação a determinado sub-grupo de indivíduos. Isso guarda relação com aspectos de etnia, língua, cultura e história (com suas diversas sub-culturas, como a escolar, a religiosa, a política, os contextos de trabalho, e assim por diante 13), com a patologia (tendo em vista o compartilhamento decorrente da imersão em vivências de doenças e adoecimento), com restrições funcionais associadas a patologias ou endógenas, como restrições sensoriais (cegueira, surdez...), restrições cognitivo-afetivas (como nos quadros de síndromes de Down ou Autismo), dentre outras.
5. Finalmente, o processo de aprendizagem de um indivíduo humano é específico e singular para este indivíduo. Este ponto alude à subjetividade, à afetividade, ao acervo de vivências 14 de cada indivíduo.


Cinco pontos

Os cinco pontos a que acima aludimos poderiam sugerir opções de ênfases concorrentes entre si, mas não o são; de fato, são concomitantes. Aderimos aqui à perspectiva segundo a qual o fenômeno humano vai do universal ao particularíssimo, com pontos intermediários de especificação em relação ao universal, mas nenhum desses momentos descritivos pode pretender o monopólio da narrativa teórica acerca do ser gente.

Como, nessa ordem de ideias, entender e aceitar que o indivíduo humano seja de fato inexoravelmente atravessado pelo social, cultural, histórico e político, sem com isso admitirmos que estamos desconsiderando aspectos da universalidade biológica, aspectos ligados à corporeidade, à inexorabilidade do orgânico? Ou mesmo desconsideramos aspectos da “solidão existencial” de cada um em sua “torre de marfim”. De fato cabe a cada um se reinventar ao ressignificar o acervo que recebe do contexto social, histórico e cultural desde o nascimento. A aprendizagem tem papel crucial nesse processo, cuja discussão encerra essas breves considerações.

3. Aprendizagem e cultura

Aprendizagem é necessariamente um conceito que se flexiona transitivamente: aprende-se sempre alguma coisa, para determinado fim, em esforço que se faz no bojo de campo conceitual específico 15. Aprendem-se conceitos da matemática, das ciências, da linguagem, com seus desafios cognitivos específicos, no bojo de campos conceituais que cada um construirá como acervo seu (eventualmente a partir de campos conceituais formais de referência), e para fins diversos como obter a esperada aprovação escolar, ou funcionar em contexto de realidade extra-escolar.

Cabe, em relação a esse último ponto, comentário acerca do movimento de pesquisa e teorização conduzido pelo programa de Pós-Graduação em Psicologia Cognitiva da UFPE, Recife-PE, na década de 80 do século passado, movimento resumido por livro e artigos (em diversos idiomas) focados no tópico “na vida dez, na escola zero” (cfCarraher, Carraher e Schliemann, 1982; 1988).

O livro resume todo um acervo de pesquisas que poderiam ser resumidos nos termos seguintes: tarefas que aparentemente são isomórficas, em termos conceituais abstratos, como lidar com situações de composição aditiva, percentagens e sistemas de medidas, são resolvidas sem dificuldade por crianças em contexto de comércio de rua, as mesmas crianças que fracassam drasticamente quando as “mesmas” situações são abordadas em termos de tarefas escolares. Dados semelhantes foram coletados com cozinheiras às voltas com a gestão de repastos para grupos variáveis de comensais, marceneiros, pedreiros, trabalhadores nas culturas da cana de açúcar, dentre outros 16.


A proposta de uma “aprendizagem descontextualizada”, que eventualmente vem no bojo de algumas críticas à oferta pedagógica escolar, carece de sentido na medida em que o contexto escolar, lócus de contratos didáticos(cf. Schubauer-Leoni,1986) variados, é, ele próprio, um contexto específico. Nesse sentido, Yves Chevallard mostrou a dinâmica que preside todo o esforço sócio-cultural de adaptação dos conteúdos de saber em sua fonte acadêmico-formal (o “saber sábio”, ou “savoir-savant”) rumo ao saber “ensinável”, o saber dos livros didáticos e dos planos pedagógicos de ensino, o “saber destinado ao ensino” ou “savoirenseigné” (Cf.Chevallard, 1985).

Rigorosamente falando, situações “descontextualizadas” de aprendizagem são vistas aqui como uma espécie de paradoxo lógico, na medida em que, a não ser que pensemos em aprendizes-máquinas, conteúdos de aprendizagem vêm de algum lugar contextual, e se destinam a algum tipo de finalidade – mesmo que seja habitual ouvir de muitos aprendizes que o que frequentemente se lhes pede que aprendam “não serve para nada”…

Para alguma coisa, em algum contexto, há de servir: Jean Leave, EtienneWenger e pedsquisadores associados produziram várias observações e pesquisas evidenciando que aquilo que aprendemos se insere necessariamente em, comunidades de praticantes (“communitiesofpractice” – cf Lave &Rogoff, 1984; Lave, 1988; 1991; 1997; 2016; Lave, Smith &Buttler, 1988; ), que variam desde grupos de vigilantes do peso, contexto de comércio em feiras livres, contexto acadêmico de produção de conhecimento, e assim por diante. O conhecimento se insere em contextos específicos, e os processos de aprendizagem a eles relacionados, idem.


Para além da oferta de contextos de significação para a aprendizagem, a cultura fornece ferramentas associadas aos processos de aprendizagem – sejam ferramentas do tipo “próteses conceituais”, seja do tipo “metáforas conceituais”. Em sua pesquisa de doutoramento, Izabel Hazin mostrou um caminho de superação da dificuldade de crianças epilépticas em comporem operações aditivas (contas de somar) para as quais seria necessário por unidades sob unidades, dezenas sob dezenas, e centenas sob centenas, para a devida operação algorítmica; estas crianças, devido a graves comprometimentos de natureza neuropsicológica, tinham imensa dificuldade em fazer o ordenamento acima aludido, porém Hazin mostrou que a simples indicação das unidades, dezenas e centenas com cores diferentes era suficiente para prover os alunos com prótese cultural eficiente e suficiente para a superação da dificuldade decorrente da epilepsia! (cf. Hazin e cols., 2006).

Na linha das metáforas conceituais, o recurso ao ábaco nos sistemas escolares orientais provê os aprendizes de ferramenta representacional que apoia, concretamente, a construção do sistema de valor de lugar decimal que preside o sistema de contagem em base dez.

4. À guisa de conclusão

Na linha do que se discutiu até o presente ponto, aprender é um processo crucial para a construção do lugar social de cada indivíduo. Aprendem-se conteúdos escolares, o que constitui a face talvez mais corrente do que se costuma ser recoberto por “aprendizagem” (ou, de forma ainda mais corrente, “ensino-aprendizagem”), mas aprendem-se também habilidades e competências extra-escolares, dentre as quais aquelas relacionadas ao contexto de trabalho. Nesse sentido, especificamente, cabe reservar ênfase ao fenômeno complexo associado à capacidade de aprender a aprender.

Para muitos pesquisadores na área da psicologia do trabalho, a possibilidade de conseguir e/ou manter um posto de trabalho no século XXI, em termos mundiais, está diretamente relacionada à competência de cada indivíduo no sentido de aprender e reaprender continuadamente – sem prejuízo dos aspectos políticos, sociais e econômicos de consideração igualmente presente nesta discussão. Num contexto histórico e cultural em que sistemas informatizados vêm “aprendendo”, e “aprendendo a aprender”, os sistemas-aprendizes humanos vêm sendo desafiados a demonstrar e preservar especificidade e poder.

Aludimos, no início dessa discussão, à especificidade do processo de aprendizagem humana, face a outros animais não-humanos; cabe aqui, mesmo que de forma apenas alusiva, estender a discussão aos processos de aprendizagem assistidos por inteligência artificial em máquinas. Tais sistemas já existem e funcionam, no controle de tráfego aéreo, no atendimento médico e psicológico remoto, no monitoramento meteorológico, e segue.

Para além da discussão acerca da postura de aceitação ou recusa desses movimentos da contemporaneidade, cabe abordar as consequências desse debate para os processos de aprendizagem humanos. Os jangadeiros que conduzem suas jangadas de vela triangular no litoral do nordeste do Brasil lidam com situações de composição vetorial, para realizarem seu trabalho, sem que disponham de nenhuma ferramenta conceitual formal relacionada a vetores. Trata-as, aqui, do que Gérard Vergnaud denominou “competência-em-ação” (Vergnaud, 1990). Isso não é absolutamente possível no domínio da inteligência de máquinas, que não podem prescindir de algoritmos, regras e conhecimentos explícitos e pré-programados. Nesse sentido, o que sabem os que não sabem 17?

Sabem para além do conhecimento meramente informacional, factual, explícito, restrito a indivíduos – sabem de forma a complementar o que sabem com o que é sabido, comunitariamente, por outros. Sabem no contexto de uma cultura historicamente dinâmica, em que os procedimentos de produção de significado são necessariamente cogenéticos. Aprendizagem humana é, portanto, constitutivamente cultural e histórica.

5. Referências

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Jorge Tarcísio da Rocha Falcão é do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) falcao.jorge@gmail.com

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Lula cita doramas e 'K-Pop', em primeira visita do presidente da Coreia do Sul ao Brasil. Confira as novidades para o seu Papo da Noite

27/07/2026

O presidente Lula citou doramas e o filme 'Guerreiras do K-Pop' durante uma declaração ao lado do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, que faz uma visita oficial ao Brasil hoje, 27/07. O presidente fez a menção às produções ao comentar a transformação sul-coreana a partir de investimentos em educação, inovação e capacidade industrial, que, na avaliação de Lula, colocaram o país asiático como referência no cenário mundial. Acordos na área de educação e cinema e um possível acordo entre Mercosul e Coreia do Sul estiveram na pauta da reunião de do presidente brasileiro Lee Jae-myung. Durante discurso, o presidente Lula destacou a parceria entre os dois países e afirmou que Brasil e Coreia "defenderam as democracias frente aos ataques de setores extremistas".

Lula e Lee Jae-myung assinaram memorandos sobre minerais críticos e terras raras, além de acordos de cooperação sobre cultura, segurança e inteligência artificial. O governo brasileiro também quer ampliar...

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O presidente Lula citou doramas e o filme 'Guerreiras do K-Pop' durante uma declaração ao lado do presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, que faz uma visita oficial ao Brasil hoje, 27/07. O presidente fez a menção às produções ao comentar a transformação sul-coreana a partir de investimentos em educação, inovação e capacidade industrial, que, na avaliação de Lula, colocaram o país asiático como referência no cenário mundial. Acordos na área de educação e cinema e um possível acordo entre Mercosul e Coreia do Sul estiveram na pauta da reunião de do presidente brasileiro Lee Jae-myung. Durante discurso, o presidente Lula destacou a parceria entre os dois países e afirmou que Brasil e Coreia "defenderam as democracias frente aos ataques de setores extremistas".

Lula e Lee Jae-myung assinaram memorandos sobre minerais críticos e terras raras, além de acordos de cooperação sobre cultura, segurança e inteligência artificial. O governo brasileiro também quer ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros ao mercado sul-coreano, incluindo a abertura de mercado para carne bovina.

- 'Tarifaço' dos EUA: Lula recebeu o presidente coreano no Palácio da Alvorada em um momento no qual o Brasil busca ampliar mercados para reduzir os impactos do 'tarifaço' imposto pelos EUA na economia. O encontro com Lee Jae-myung ocorre cerca de 5 meses após Lula viajar ao país asiático.

- Doramas e K-Pop: Os doramas são séries de TV do leste asiático conhecidas por enredos dramáticos e cativantes. Já a animação "Guerreiras do K-Pop" explora a cultura pop e o folclore da Coreia do Sul. No Brasil, ambas as produções conquistaram um público massivo e altamente engajado graças à forte expansão da onda coreana, impulsionada pelas plataformas de streaming.

- A primeira-dama da Coreia do Sul também desembarcou no Brasil e deve cumprir uma agenda cultural em SP. Empresários sul-coreanos também estão no Brasil para compromissos com o setor produtivo brasileiro.

- Jornais argentinos destacam fala de Durigan chamando Milei de "palhaço". Declaração de ministro da Fazenda ganhou destaque nos principais jornais argentinos após ataques de Javier Milei a Lula e à economia brasileira durante visita ao Brasil.

- Alberto Fernández, ex-presidente da Argentina, chama Milei de "energúmeno" após visita de mandatário ao Brasil. Político kirchnerista respondeu a críticas nas suas redes sociais sobre sua visita a Lula na prisão em 2018.



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- 'Tarifaço' de Trump: Lula discute acordo China-Mercosul com Xi Jinping. Em nota divulgada após telefonema entre presidentes dos dois países, o governo chinês disse que apoia o Brasil "na defesa de sua soberania e independência" e "na oposição à interferência externa".



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- Eleições 2026: TSE terá outra reunião com embaixadores para explicar urna eletrônica

O Tribunal Superior Eleitoral, TSE, marcou para o dia 17/08 uma segunda reunião com embaixadores, representantes diplomáticos e organismos internacionais, a fim de explicar o funcionamento da urna eletrônica brasileira, bem como do sistema eleitoral do país. O encontro ocorrerá na sede do TSE e dará continuidade às ações de transparência voltadas à comunidade internacional. Nela, o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, voltará a explicar o funcionamento das urnas eletrônicas. A manifestação veio após o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, ter adotado a mesma estratégia de seu pai, Jair Bolsonaro, de divulgar, a embaixadores de outros países, informações falsas sobre a urna eletrônica, levantando questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

- Eleições 2026: Líderes religiosos têm a menor influência declarada, com 23% de muita ou um pouco de interferência. Opinião de amigos próximos terá muita ou alguma influência para 40% dos homens, ante 31% das mulheres.

- Unesco reconhece Teatros da Amazônia como Patrimônio Mundial Cultural. Theatro da Paz e Teatro Amazonas foram inaugurados no século XIX.

- Eleições 2026: o Movimento Democrático Brasileiro, MDB, decidiu não lançar candidato à Presidência da República ou mesmo firmar coligações nacionais. A decisão foi formalizada em convenção nacional hoje.

- Eleições 2026: Sem citar caso de Flávio, Nunes Marques, TSE, diz que IA em campanha é lícita.

- Datafolha: Para 52%, Trump age para beneficiar Flávio Bolsonaro.

- Fazenda: Dario Durigan diz que poderá sugerir a Lula mudança na "taxa das blusinhas". Tributo foi instituído no governo Lula em agosto de 2024 e retirado em abril deste ano. Arrecadação no período foi de R$ 8,2 bilhões

- Prefeitura do Recife: 'Exame Mais Perto' ofertou 3.768 ultrassonagrafias para pacientes do SUS. Desde o lançamento, em 31/03, equipe multiprofissional e ultrassom móvel estiveram em seis unidades de saúde da Prefeitura do Recife. Prefeito Victor Marques conferiu iniciativa hoje na USF do Pilar.



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- Eleições 2026: Semana será marcada por sequência de pesquisas antes das convenções partidárias em Pernambuco

A semana que antecede as convenções partidárias promete movimentar o cenário político em Pernambuco com a divulgação de uma série de pesquisas de intenção. Amanhã. terça-feira, 28/07, serão divulgadas as pesquisas dos institutos Quaest e Ipespe. Já na sexta-feira, 31/07, será a vez dos levantamentos do Datafolha e da Real Time Big Data, completando uma semana de intensa expectativa em torno dos números da corrida eleitoral. A sequência de pesquisas começou hoje, segunda-feira, 27/07, com a divulgação do levantamento do instituto Múltipla.

- Eleições 2026: João Campos ressalta fé e tradição da Missa do Vaqueiro e promete criar circuito estadual do evento.

- Eleições 2026: UP, PSTU e Democrata oficializam candidaturas ao Governo de Pernambuco. Convenções no Recife definiram chapas e homologaram candidatos ao governo e ao Senado.



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- Sobre os carroceiros e a Prefeitura do Recife: “Prefeitura fez esforço para dar alternativas"

O secretário de Ordem Pública e Segurança do Recife, SEOPS, Alexandre Rebelo, declarou, em entrevista hoje, que a situação dos carroceiros que utilizam tração animal ainda não foi completamente resolvida por conta da falta de adesão da categoria ao projeto da prefeitura. Disse que a gestão municipal ofereceu capacitação profissional e indenizações aos carroceiros que aceitassem deixar o ofício e entregar os cavalos tracionados nas carroças para serviços de cuidado animal. Poucos, porém, aceitaram o acordo. A prefeitura fez todo um esforço para dar uma alternativa a essas pessoas. Foi feito um cadastramento para que elas fossem indenizadas pela carroça que porventura existisse, também pelo cavalo que ele tivesse, que iria ser realocado para uma área rural. Inclusive daríamos um curso de capacitação para que esses trabalhadores procurassem um outro caminho. Uma parte das pessoas aderiu a isso e outras não”, explicou o secretário.

- Dólar hoje sobe 0,62%, a R$ 5,11, seguindo exterior, mesmo com trégua entre EUA e Irã. O Irã afirmou no domingo que interromperá seus próprios ataques desde que os EUA façam o mesmo.


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- Guerra na Ucrânia - Rússia sobre possível proposta de paz dos EUA e Ucrânia: "nada concreto"

Kremlin afirmou hoje, segunda-feira, 27/07, que não tomou conhecimento de nenhuma informação específica sobre novas propostas para um acordo de paz na Ucrânia antes da reunião em Washington entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Os dois líderes devem se reunir em Washington amanhã, terça-feira, 28/07. Uma fonte ucraniana afirmou na semana passada que autoridades dos EUA e da Ucrânia vinham discutindo uma proposta de cessar-fogo aéreo a ser apresentada aos russos como parte de uma nova rodada de negociações de paz. “É verdade que essa informação surgiu há alguns dias, mas, até o momento, não passa de especulação da mídia. Não há detalhes específicos sobre esse assunto, nem há detalhes específicos a respeito de quaisquer novas propostas ou sugestões”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

- República Democrática do Congo tem mais de mil novos casos de ebola em 10 dias. Dos 3.200 pacientes que contraíram a doença no país africano desde o início do surto, em abril, quase metade morreu. Trata-se da terceira pior epidemia de ebola já registrada na história.



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- ONU alerta para risco de ressurgimento do HIV por corte de financiamento. Com queda de 18%, recursos chegaram a US$7,3 bilhões em 2025.

- Kim Jong-un, Líder da Coreia do Norte, comemora aniversário de guerra com a filha ao seu lado. Em celebração ao armistício que pôs fim aos combates da Guerra da Coreia, Kim Jong-un apareceu em cerimônias oficiais acompanhado da filha, reforçando os holofotes sobre sua possível herdeira política.

- Haiti marca para dezembro primeira eleição em uma década. Pleito seria em agosto, mas foi adiado por questões de segurança.



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- Crise Diplomática - chefe de gabinete de Milei sobre reação do Brasil: “Não exagerem”

O chefe de gabinete de Javier Milei, Diego Santilli, justificou as falas do presidente da Argentina durante a convenção nacional do PL no último sábado, 25/07, e minimizou a crise entre os países. “Não exagerem”, disse o representante do governo Milei sobre a reação brasileira de convocar o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas, e o pedido de esclarecimentos a Daniel Raimondi, o representante diplomático da Argentina no Brasil. A declaração em entrevista ao canal 'La Nación +', no qual Santilli também afirmou que marqueteiros ligados ao PT ajudaram a fazer campanha para o então candidato peronista Sérgio Massa contra Milei. “Vieram aqui, fizeram campanha, fizeram de tudo, o gabinete de Lula disse barbaridades sobre o presidente e sobre a Justiça argentina e foram onde quiseram. Então que não venham exagerar”, disse Santilli.

- Além do chefe de gabinete, Javier Milei voltou a fazer acusações ao presidente brasileiro. À 'Rádio Mitre', o presidente argentino alegou que o governo do Brasil financiou uma “campanha anti-argentina” e chamou Lula de “ex-presidiário”.

- O Itamaraty, em nota: o Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou não haver precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, profira “agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”. “É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, concluiu a pasta.




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Prefeitura do Recife - Abertas as inscrições para 200 vagas da CNH Social Recife

27/07/2026

As inscrições para as 200 vagas da 3a edição do 'Programa CNH Social Recife' seguem abertas até o dia 22/09. Voltada para pessoas em situação de vulnerabilidade social inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, CadÚnico, a iniciativa oferece gratuitamente a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro), além da adição de categoria. O edital foi publicado no Diário Oficial do Município no último sábado, 25/07, e as inscrições devem ser feitas pela plataforma Conecta Recife.

Mudanças

Nesta edição, o programa traz mudanças para ampliar o acesso dos candidatos. Entre as novidades estão a criação de pontuação específica para jovens de 18 a 24 anos, o custeio do exame toxicológico, que passou a ser obrigatório para a primeira habilitação pela legislação Federal, a ampliação do prazo de inscrições para 60 dias e a simplificação do processo para quem já participou da seleção anterior. Esses candidatos poderão apenas co...

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As inscrições para as 200 vagas da 3a edição do 'Programa CNH Social Recife' seguem abertas até o dia 22/09. Voltada para pessoas em situação de vulnerabilidade social inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, CadÚnico, a iniciativa oferece gratuitamente a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro), além da adição de categoria. O edital foi publicado no Diário Oficial do Município no último sábado, 25/07, e as inscrições devem ser feitas pela plataforma Conecta Recife.

Mudanças

Nesta edição, o programa traz mudanças para ampliar o acesso dos candidatos. Entre as novidades estão a criação de pontuação específica para jovens de 18 a 24 anos, o custeio do exame toxicológico, que passou a ser obrigatório para a primeira habilitação pela legislação Federal, a ampliação do prazo de inscrições para 60 dias e a simplificação do processo para quem já participou da seleção anterior. Esses candidatos poderão apenas confirmar os dados cadastrais e a categoria desejada, sem necessidade de reapresentar documentos já validados, salvo em caso de alteração das informações.

Custeio e quem participa

O programa custeia todas as etapas do processo de habilitação, incluindo taxas do Detran-PE, exames médicos e psicológicos, exame toxicológico quando exigido, aulas teóricas e práticas, provas e um reteste gratuito em caso de reprovação. Podem participar pessoas com mais de 18 anos, residentes no Recife, inscritas no CadÚnico e que atendam aos requisitos previstos no Código de Trânsito Brasileiro. A seleção considera critérios de vulnerabilidade social, priorizando, entre outros grupos, pessoas negras, indígenas, pessoas com deficiência, mulheres em situação de violência, mulheres chefes de família, trabalhadores por aplicativo, beneficiários do Bolsa Família e pessoas sem vínculo formal de trabalho.




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Acordo de Livre Comércio - Lula anuncia grupo de trabalho para acelerar acordo Mercosul e Coreia

27/07/2026

O presidente Lula anunciou hoje, segunda-feira, 27/07, um grupo de trabalho para acelerar o acordo Mercosul com a Coreia do Sul durante visita do presidente do país, Lee Jae-myung, ao Brasil.

Objetivo

O objetivo do grupo de trabalho é "identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações" de um acordo de livre comércio. "Nesse grupo de trabalho, indiquei meu companheiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin, para ser o coordenador do nosso grupo, para fazer com que a nossa relação possa andar mais rápido, e o presidente Lee indicou uma pessoa de confiança dele para facilitar os acordos entre Brasil e Coreia", disse Lula.

Primeira vez no Brasil

O chefe do Executivo também ressaltou a aproximação entre Brasil e o país asiático. "Há 11 anos não recebíamos uma visita de Estado de um presidente da Coreia do Sul. Essa também é a primeira vez que o presidente Lee v...

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O presidente Lula anunciou hoje, segunda-feira, 27/07, um grupo de trabalho para acelerar o acordo Mercosul com a Coreia do Sul durante visita do presidente do país, Lee Jae-myung, ao Brasil.

Objetivo

O objetivo do grupo de trabalho é "identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações" de um acordo de livre comércio. "Nesse grupo de trabalho, indiquei meu companheiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin, para ser o coordenador do nosso grupo, para fazer com que a nossa relação possa andar mais rápido, e o presidente Lee indicou uma pessoa de confiança dele para facilitar os acordos entre Brasil e Coreia", disse Lula.

Primeira vez no Brasil

O chefe do Executivo também ressaltou a aproximação entre Brasil e o país asiático. "Há 11 anos não recebíamos uma visita de Estado de um presidente da Coreia do Sul. Essa também é a primeira vez que o presidente Lee vem ao Brasil. Janja tem o prazer de apresentar à primeira-dama um pouco da diversidade da cultura brasileira e receber a gentileza com a qual foi recebida em Seul", afirmou. Em fevereiro, Lula viajou à Coreia do Sul para uma reunião com o presidente e empresários. No mesmo mês, os governos anunciaram expansão do comércio e da mineração. A expectativa do Planalto é de que essa seja a última vez que Lula recebe chefes de Estado em Brasília até o fim das eleições de 2026. A única agenda internacional prevista é a viagem aos EUA para participação da Assembleia-Geral da ONU.

Negociações

As negociações para um acordo comercial foram lançadas em 2018 e, após anos de tratativas, voltaram a ganhar fôlego nos últimos meses. A avaliação no Planalto é de que o tarifaço global dos EUA tem incentivado países a firmar novos tratados e diversificar parceiros. (Com a CNN)




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Guerra no Oriente Médio - Irã rejeita negociar após fracasso de ataques de Trump

27/07/2026

Apesar de Donald Trump ter suspendido no fim de semana os ataques pontuais ao Irã, após ter sido advertido pela cúpula militar dos Estados Unidos de que a campanha não estava tendo efeito, o governo da teocracia rejeitou hoje, segunda-feira, 27/07, reabrir negociações de paz.

Versão de Trump

Já o presidente americano disse ao site Axios que "está em conversas muito profundas com o Irã" e que pode tomar "ação militar forte" se não houver avanços. Ele já afirmou isso antes, inclusive na semana passada. "Não [darei] muito tempo. Ou vai rapidamente, ou não vai", completou.

Irã

O porta-voz diplomático do Irã, Esmail Baghaer, também afirmou que seu país irá cessar os ataques retaliatórios contra no Golfo Pérsico enquanto Trump fizer o mesmo. Ainda assim, grupos regionais ligados a Teerã fizeram lançamentos pontuais de drones contra aliados americanos na região, em um aparente teste de estresse.

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Apesar de Donald Trump ter suspendido no fim de semana os ataques pontuais ao Irã, após ter sido advertido pela cúpula militar dos Estados Unidos de que a campanha não estava tendo efeito, o governo da teocracia rejeitou hoje, segunda-feira, 27/07, reabrir negociações de paz.

Versão de Trump

Já o presidente americano disse ao site Axios que "está em conversas muito profundas com o Irã" e que pode tomar "ação militar forte" se não houver avanços. Ele já afirmou isso antes, inclusive na semana passada. "Não [darei] muito tempo. Ou vai rapidamente, ou não vai", completou.

Irã

O porta-voz diplomático do Irã, Esmail Baghaer, também afirmou que seu país irá cessar os ataques retaliatórios contra no Golfo Pérsico enquanto Trump fizer o mesmo. Ainda assim, grupos regionais ligados a Teerã fizeram lançamentos pontuais de drones contra aliados americanos na região, em um aparente teste de estresse.




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Governador de Buenos Aires critica falas de Milei na convenção do PL: "vergonha alheia"

27/07/2026

O governador de Buenos Aires, na Argentina, Axel Kicillof, criticou o discurso que o presidente argentino, Javier Milei, fez durante a convenção do PL em São Paulo no fim de semana. Kicillof chamou de "vergonha alheia" as falas de Milei, que criticou o governo brasileiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Alexandre de Moraes.



Discurso de Milei

No discurso, o presidente argentino chamou Moraes, que impediu que Milei visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro, de "lixo careca", e o presidente Lula de "presidiário". As falas fizeram o Itamaraty convocar o embaixador em Buenos Aires, em ato de protesto.



Governador de Buenos Aires

"Assistimos com constrangimento ao presidente Milei ofender e insultar o governo brasileiro, seu presidente e toda uma nação. Da província de Buenos Aires, reafirmamos que a Argentina respeita as nações irmãs e está comprometida com a integração regi...

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O governador de Buenos Aires, na Argentina, Axel Kicillof, criticou o discurso que o presidente argentino, Javier Milei, fez durante a convenção do PL em São Paulo no fim de semana. Kicillof chamou de "vergonha alheia" as falas de Milei, que criticou o governo brasileiro e o ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, Alexandre de Moraes.



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Discurso de Milei

No discurso, o presidente argentino chamou Moraes, que impediu que Milei visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro, de "lixo careca", e o presidente Lula de "presidiário". As falas fizeram o Itamaraty convocar o embaixador em Buenos Aires, em ato de protesto.



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Governador de Buenos Aires

"Assistimos com constrangimento ao presidente Milei ofender e insultar o governo brasileiro, seu presidente e toda uma nação. Da província de Buenos Aires, reafirmamos que a Argentina respeita as nações irmãs e está comprometida com a integração regional", escreveu Kicillof em suas redes sociais. O governador portenho — um dos principais opositores políticos de Milei e ex-ministro da Economia durante o governo da ex-presidente Cristina Kirchner — disse ainda que ligou para o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. Kicillof afirmou ter transmitido ao chanceler brasileiro que "Milei não representa o sentimento do povo argentino". "O Brasil é o nosso principal parceiro comercial. Com essas provocações, Milei coloca em risco investimentos, exportações, milhares de empregos e os interesses da Argentina — tudo isso para apoiar um candidato a mando de Trump. A relação com o Brasil exige responsabilidade, não provocação", escreveu ele.



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Itamaraty

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir hoje, 27/07, com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, a prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países. A medida ocorre após discurso do presidente argentino Javier Milei na convenção do PL, no sábado, 25/07. Ontem, 26/07, o governo brasileiro decidiu chamar Bitelli para consultas em Brasília. O embaixador chegou em solo brasileiro na manhã de hoje. Além disso, o Itamaraty também convocou o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para "transmitir a repulsa" do governo brasileiro e cobrar explicações sobre a atuação de Milei em território nacional.




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"Milagre (econômico ) em Fátima, Portugal" - Por Jarbas Beltrão*

27/07/2026

'Lisboa - Fátima'

No dia 14/09/2025, em razão de minha viagem com destino ao leste europeu, fiz uma parada em Lisboa, seguindo de Lisboa para a cidade de Fátima.

Por dois dias me hospedei com minha esposa num simpático Hotel denominado Santo Antônio de Pádua. No restaurante do Hotel, fiz todas as refeições por dois dias. Bom serviço, climatização de boa condição, boa culinária e excelentes vinhos, tudo com preços acessíveis

Pela quarta vez estive em Fátima, a última foi em 2023. Verificamos que a cidade tem sempre nos surpreendido com seu crescimento econômico, mesmo com uma situação nacional portuguesa, nada boa.

'Exemplo de Fátima'

Fátima é um exemplo de cidade com vida econômica ancorada e inspirada em vocação local.

É, principalmente no turismo religioso, que encontra-se o eixo da economia da cidade, irradiando seu crescimento para toda a região que possui proximidades da cid...

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'Lisboa - Fátima'

No dia 14/09/2025, em razão de minha viagem com destino ao leste europeu, fiz uma parada em Lisboa, seguindo de Lisboa para a cidade de Fátima.

Por dois dias me hospedei com minha esposa num simpático Hotel denominado Santo Antônio de Pádua. No restaurante do Hotel, fiz todas as refeições por dois dias. Bom serviço, climatização de boa condição, boa culinária e excelentes vinhos, tudo com preços acessíveis

Pela quarta vez estive em Fátima, a última foi em 2023. Verificamos que a cidade tem sempre nos surpreendido com seu crescimento econômico, mesmo com uma situação nacional portuguesa, nada boa.

'Exemplo de Fátima'

Fátima é um exemplo de cidade com vida econômica ancorada e inspirada em vocação local.

É, principalmente no turismo religioso, que encontra-se o eixo da economia da cidade, irradiando seu crescimento para toda a região que possui proximidades da cidade.

É um testemunho de que crescimento econômico, não tem de ser fenômeno estimulado ou planejado pelo Estado.

Não é o Estado que detém a iniciativa ou a "batuta" do crescimento econômico. Ele entra como facilitador da vida econômica. Como necessária ancoragem de apoio aos empreendimentos.

Ao Estado, cabe construções da infra-estrutura, autovias, ferrovias, abastecimento d'água, energia elétrica, saneamento, indústrias de base; isto quando necessário, além de segurança pública e outras garantias.

Em muitas situações a iniciativa privada supre tais iniciativas de infra-estrutura, casos da Inglaterra e Estados Unidos.

A cidade de Fátima, nasceu / desenvolve-se com uma revelação religiosa, a partir da aparição de Nossa Senhora para três crianças campesinas, e ali revelou segredos proféticos que atingiriam toda Humanidade.

'Fátima e as peregrinações'

A fé cristã em especial dos Católicos, transformou a cidade em local obrigatório de peregrinações de várias nacionalidades, com adorações, e agradecimentos de graças alcançadas pr fiéis, principamente Católicos romanos.

Também, pra Fátima, seguem fiéis em busca do alcançe de milagres e auxílios de Nossa Senhora de Fátima.



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Fiéis de todo mundo procuram aquele destino, e até os não-cristãos fiéis de outros credos bem os que se revelan ateus.

'Efeitos da demanda por Fátima'

A demanda pela cidade é a razão para o surgimento de uma infinidade de iniciativas econômicas de diversas dimensões e categorias, que geraram e geram surgimento de diversos empreendimentos, como: Hotéis, restaurantes, lojas de souveniers, agências de turismo, empresas de transportes, manutenções de empreendimentos públicos e privados, comércio, indústrias e artesanato etc.

Fátima tem setores de sua economia onde se manifesta o "lasser faire / lasser lasser", com grande evidência.

Em qualquer economia onde se cultue a liberdade, essa fórmula sempre será praticada, com mais ou com menos energia empreendedora.

'Irradiação da liberdade econômica'

Diante da possibilidade de sustentação de famílias, as mesmas ficam radicadas naquela "urbe"; são os grupos que farão parte de empreendimentos ligados ao fornecimento e abastecimentos vários e serviços de manutenção.

Surgem empresas de atendimentos para a população local, saúde, educação, segurança privada, mercados, lazer e por aí vai.

'O mercado é um jardim econômico"

É da forma que aqui apresento que, nasce e floresce a economia; um "jardim" com diversos produtos e mercados domésticos que florescem.

Mercados com diversas/desiguais camadas; comprova- se desta forma que "desigualdade não é uma falha do sistema, desigualdade é o aviso que, o sistema está funcionando".

Dentro desse sistema existem canais de mobilidade social, daí prosperidade social ou perdas de lugares na hierarquia.

O mercado é um mosaico de diferentes cores e cortes; defender um homogenizacão é defender seu fim - propósito do socialismo coletivista estatizante - é defender o "reset civilizacional".

Portanto, dentro dos empreendimentos nascem hierarquias de ocupações/empregos, trabalhos e camadas sociais de diferentes posições e rendas,

De acordo com suas diferentes posições naquela hierarquia de trabalho, surgem diferentes e desiguais formas de consumo, gerando outras formas de trabalho. Muitas se afastam das formas originais e tradicionais.

'Formação de uma Ordem econômica'

Assim se formam as ordens econômicas, elas muitas vezes vão incorporando outras ordens, formando uma ordem econômica que fará parte de uma organização superior, a "Ordem nacional e global.

É o fenômeno econômico descrito por Frederich Hayeck em sua obra: "Erros fatais do Socialismo" .



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Na originalidade a economia é uma construção carregada de espontaneidade da ação humana, tentar transformá-la em algo que só se mexe com a mão do planejador "Estado /Partido aí sim, é leva-la ao caos - como tem sido levada pelos experimentos estatizantes.

Planificar a retirada da "injustiça" (?) ("falha do sistema") substituindo-a por uma "igualdade social artificial" é destruir a civilização.


Fica dito


*Jarbas Beltrão é historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco - UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia Defesa e Segurança Nacional. (Adesg Famesc).Especialista (MBA) em Geopolítica/Novas Fronteiras/Cibernética e IA. (Adesg/Instituto Venturo)



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NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.




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Fortalecer as Medidas Protetivas também significa preservar sua finalidade. - Alfredo Cabral de Melo*

27/07/2026

A Lei Maria da Penha representa uma das maiores conquistas do Direito brasileiro na proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. As medidas protetivas de urgência, por sua natureza preventiva, constituem instrumentos indispensáveis para interromper ciclos de violência e assegurar a tutela de direitos fundamentais.

A efetividade desse sistema depende da resposta rápida do Estado, mas também da permanente observância da finalidade para a qual esses mecanismos foram concebidos.

Em conflitos familiares de alta litigiosidade, especialmente aqueles que envolvem guarda, convivência e dissolução da sociedade conjugal, podem surgir alegações que exigem do Poder Judiciário uma análise técnica, criteriosa e individualizada. Isso não significa colocar em dúvida a palavra da vítima ou relativizar a gravidade da violência doméstica. Significa reconhecer que toda decisão judicial deve ser construída a partir das provas produzidas e orientada pelo...

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A Lei Maria da Penha representa uma das maiores conquistas do Direito brasileiro na proteção das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. As medidas protetivas de urgência, por sua natureza preventiva, constituem instrumentos indispensáveis para interromper ciclos de violência e assegurar a tutela de direitos fundamentais.

A efetividade desse sistema depende da resposta rápida do Estado, mas também da permanente observância da finalidade para a qual esses mecanismos foram concebidos.

Em conflitos familiares de alta litigiosidade, especialmente aqueles que envolvem guarda, convivência e dissolução da sociedade conjugal, podem surgir alegações que exigem do Poder Judiciário uma análise técnica, criteriosa e individualizada. Isso não significa colocar em dúvida a palavra da vítima ou relativizar a gravidade da violência doméstica. Significa reconhecer que toda decisão judicial deve ser construída a partir das provas produzidas e orientada pelo devido processo legal.

Quando se fala em eventuais desvios de finalidade na utilização das medidas protetivas, trata-se de hipóteses excepcionais, cuja demonstração exige cautela e fundamentação consistente. O reconhecimento dessa possibilidade não enfraquece a Lei Maria da Penha; ao contrário, contribui para preservar sua legitimidade e sua credibilidade institucional.

Em um Estado Democrático de Direito, proteção às vítimas, segurança jurídica e garantias fundamentais não são valores concorrentes. São princípios que se complementam e que devem orientar a atuação do sistema de justiça na busca por soluções que conciliem efetividade, responsabilidade e respeito à dignidade da pessoa humana.

Fortalecer a Lei Maria da Penha é garantir que suas medidas protetivas continuem cumprindo sua missão constitucional: proteger quem efetivamente necessita, com celeridade, sensibilidade e rigor jurídico.


*Alfredo Cabral de Melo, Advogado, Parecerista, Especialista em Direito de Família e Sucessões, Direito Civil e Processo Civil, Membro da ISFL - International Society of Family Law, Membro da Comissão de Direito Eleitoral - OAB/PE, Membro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/PE, Criador e apresentador do Podcast Jurídico - "Cláusula Aberta" pelo YouTube (Link: http://www.youtube.com/@clausulaaberta). @alfredo.cabral.de.melo



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Academia (Segunda Parte) - Crônica - Por Romero Falcão*

27/07/2026

Há um mês e meio entrei para uma academia. Não, caro leitor, não é academia de gente ilustre nas letras; é academia de fazer músculos importantes. Escrevi uma crônica neste jornal, "Robôs me Abraçando", em que narrei minhas impressões das três primeiras aulas experimentais — 0800. Agora continuo a parada, contando a evolução do meu voo de galinha.

Barriga Tanquinho

Meus cambitos engrossaram alguns milímetros. Engrossaram? Ou é ilusão do espelho? Por falar em espelho, paguei com a língua — ou melhor, com a pena. No texto anterior, meti o sarrafo nos garotões de olhos fixos nos espelhos. Não é que estou fazendo o mesmo. Olho-me de lado, de frente, de costas, procurando ver o que ainda não tenho. Imaginando uma barriga tanquinho. Será possível nesta idade? Que coisa ridícula.

Chega de Bobagem

Mas nós, acadêmicos dos ferros, temos um salvo-conduto literário: Clarice Lispector tinha um fascínio pelos espelhos. Escrev...

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Há um mês e meio entrei para uma academia. Não, caro leitor, não é academia de gente ilustre nas letras; é academia de fazer músculos importantes. Escrevi uma crônica neste jornal, "Robôs me Abraçando", em que narrei minhas impressões das três primeiras aulas experimentais — 0800. Agora continuo a parada, contando a evolução do meu voo de galinha.

Barriga Tanquinho

Meus cambitos engrossaram alguns milímetros. Engrossaram? Ou é ilusão do espelho? Por falar em espelho, paguei com a língua — ou melhor, com a pena. No texto anterior, meti o sarrafo nos garotões de olhos fixos nos espelhos. Não é que estou fazendo o mesmo. Olho-me de lado, de frente, de costas, procurando ver o que ainda não tenho. Imaginando uma barriga tanquinho. Será possível nesta idade? Que coisa ridícula.

Chega de Bobagem

Mas nós, acadêmicos dos ferros, temos um salvo-conduto literário: Clarice Lispector tinha um fascínio pelos espelhos. Escreveu até um texto sobre eles. O que existiria além da imagem comprometida pelo superficial? Olha o que ela disse: "Quem olha um espelho conseguindo, ao mesmo tempo, isenção de si mesmo; quem consegue vê-lo sem se ver; quem entende que sua profundidade é ele ser vazio; quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestígio da própria imagem — então percebeu seu mistério."

Chega de bobagem. Vamos ao essencial do mundo do treino.

Peço Ajuda aos Confrades

Deu trabalho criar intimidade com as máquinas. Regulagem das pernas, altura do banco, posição da cabeça. Puxa alavanca. Ajusta daqui, dali. Peço ajuda aos confrades. Um deles disse:

— Depois da primeira semana, você pega o jeito.

Respondi:

— Que jeito? Estou há um mês aqui.

O homem fez uma cara que parecia dizer, na melhor das hipóteses:

— Coitado... Na certa sofre de algum dano cognitivo.

Tudo Vai Desabar

Mas sinto que estou evoluindo. E me enturmando com a galera. Na esteira ao meu lado, um jovem corre feito louco. A pisada é tão forte que parece que tudo vai desabar.

Pausa para Hidratação

Rapei as economias e comprei uma garrafa decente, capaz de fazer frente às dos meus colegas. Não pega bem carregar uma garrafinha plástica de água mineral. Já não passo vergonha na pausa para hidratação. Estou pegando o jeito.

Indústria do Bumbum

Também confesso que venho estudando a indústria do bumbum: do corte dos tecidos — calças coladíssimas — aos efeitos das máquinas e dos suplementos que prometem definir o músculo mais cobiçado da República.

Toda Discrição é Pouca

A academia me oferece mais do que saúde e boa forma. Ela me abriu um novo universo para explorar a seco, a frio e a fundo. No entanto, tenho receio de que meu apuro observador acabe sendo mal interpretado por algum glúteo avantajado. Deus me livre. Toda discrição é pouca. Afinal, o Estatuto do Idoso não faz milagre.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder. @romerocoutinhodearruda



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A vida real não cabe no papel - A ilusão de moldar o homem por decreto, por Zé da Flauta

27/07/2026

Há uma arrogância histórica que habita os gabinetes acarpetados e as mentes dos engenheiros sociais de ocasião: a ilusão de que o mundo pode ser reduzido a um plano perfeito desenhado numa folha de papel.

Do alto de suas torres de marfim, burocratas e doutrinadores passam a vida rabiscando decretos, tabelando a economia e inventando "novos homens" como quem desenha plantas de edifícios que jamais habitarão. Acreditam, na sua soberba tecnocrática, que a sociedade é uma imensa massa de modelar à espera de um sopro divino vindo de cima. Só esquecem um detalhe fundamental: o papel aceita qualquer bobagem, mas o chão da vida cobra a conta de cada linha mal traçada.

Donos do plano

Quando a ordem vem de cima para baixo, sem pedir licença à cultura, à história e à natureza de quem vive na ponta, o desastre é questão de tempo. A vida real tem um temperamento arisco que não se deixa enquadrar em estatísticas frias ou planilhas de gabinete.

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Há uma arrogância histórica que habita os gabinetes acarpetados e as mentes dos engenheiros sociais de ocasião: a ilusão de que o mundo pode ser reduzido a um plano perfeito desenhado numa folha de papel.

Do alto de suas torres de marfim, burocratas e doutrinadores passam a vida rabiscando decretos, tabelando a economia e inventando "novos homens" como quem desenha plantas de edifícios que jamais habitarão. Acreditam, na sua soberba tecnocrática, que a sociedade é uma imensa massa de modelar à espera de um sopro divino vindo de cima. Só esquecem um detalhe fundamental: o papel aceita qualquer bobagem, mas o chão da vida cobra a conta de cada linha mal traçada.

Donos do plano

Quando a ordem vem de cima para baixo, sem pedir licença à cultura, à história e à natureza de quem vive na ponta, o desastre é questão de tempo. A vida real tem um temperamento arisco que não se deixa enquadrar em estatísticas frias ou planilhas de gabinete.

O burocrata não sabe o preço do pão no balcão da padaria, não entendem a dor do comerciante que mata um leão por dia e muito menos o valor do suor de quem produz. Na tentativa de impor uma utopia geométrica sobre uma realidade viva e imperfeita, os "donos do plano" acabam criando monstros: a escassez vira norma, a liberdade vira ameaça e o cidadão comum é tratado como um mero detalhe atrapalhando a perfeição do projeto.

O legítimo e duradouro

O resultado desse divórcio entre o papel e o chão é sempre a violência. Como a realidade teima em não se curvar ao dogma escrito no Diário Oficial, quem está no topo nunca admite o erro da teoria; prefere culpar a realidade. Dobram a aposta, aumentam a fiscalização, criam novas proibições e tentam dobrar o povo na marra. Foi assim em todas as grandes tiranias da história e continua sendo assim nas pequenas tiranias do cotidiano moderno.

Esquece-se que tudo o que é legítimo, sólido e duradouro na história humana não nasceu de uma canetada autoritária, mas de baixo para cima: na confiança do aperto de mão, no comércio honesto, no respeito mútuo e na sabedoria acumulada pelas gerações.

O vento da realidade

A grande tragédia do nosso tempo é continuar entregando o destino de quem trabalha duro nas mãos daqueles que só conhecem o mundo através da tinta dos relatórios. Nenhuma teoria, por mais bonita que pareça no papel, tem o direito de triturar o brio do indivíduo ou a vocação de um povo.

Enquanto o mundo continuar acreditando que a felicidade e a ordem podem ser decretadas por quem nunca pisou no barro da existência, continuaremos assistindo ao mesmo espetáculo triste: catedrais de papel rindo do povo, até que o primeiro vento forte da realidade as derrube.

Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista



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"Paulista Centenária" - Por Ricardo Andrade*

27/07/2026

"Paulista Centenária" é um espaço-tempo, uma plataforma de debates, sugestões e propostas, visando contribuir com o planejamento a médio e longo prazo, da cidade do Paulista, face ao seu centenário(1935/2035), que se avizinha. Numa iniciativa do Movimento Pró-Museu, que completa 21 anos em julho de 2026, e com o apoio do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arquitetônico, Antropológico do Paulista), da TGI, da Revista AlgoMais, e da Uninassau, receberemos a exposição do Arquiteto e Urbanista, Francisco Cunha, que irá abordar sobre o tema, "PLANEJAMENTO URBANO DE LONGO PRAZO, uma necessidade urgente". O evento ocorrerá no Auditório da Uninassau/Paulista, no dia 30 de junho, às 15h00.



Prof. Francisco Cunha

Nessa palestra de Francisco Cunha, no dia 30, às 15h no Auditório da Uninassau, comemoraremos os 21 anos do Movimento Pró-Museu. Vale salientar que o Prof. Francisco Cunha, possui larga experiência, no que tange ao planejamento,...

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"Paulista Centenária" é um espaço-tempo, uma plataforma de debates, sugestões e propostas, visando contribuir com o planejamento a médio e longo prazo, da cidade do Paulista, face ao seu centenário(1935/2035), que se avizinha. Numa iniciativa do Movimento Pró-Museu, que completa 21 anos em julho de 2026, e com o apoio do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arquitetônico, Antropológico do Paulista), da TGI, da Revista AlgoMais, e da Uninassau, receberemos a exposição do Arquiteto e Urbanista, Francisco Cunha, que irá abordar sobre o tema, "PLANEJAMENTO URBANO DE LONGO PRAZO, uma necessidade urgente". O evento ocorrerá no Auditório da Uninassau/Paulista, no dia 30 de junho, às 15h00.



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Prof. Francisco Cunha

Nessa palestra de Francisco Cunha, no dia 30, às 15h no Auditório da Uninassau, comemoraremos os 21 anos do Movimento Pró-Museu. Vale salientar que o Prof. Francisco Cunha, possui larga experiência, no que tange ao planejamento, formulação, implementação, monitoramento etc no ciclo das políticas públicas, e suas práticas e perspectivas inovadoras.



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*Ricardo Andrade, é Historiador, Mestre em Gestão Pública (Fundaj) e Presidente do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista). @ricardo060370



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