Sustentabilidade - Plano de Resíduos ganha protagonismo na agenda ESG das empresas
08/07/2025
Conforto ambiental
Além da conformidade ambiental, a adoção é fundamental para as empresas cumprirem a legislação vigente. Esse planejamento define a coleta, tratamento e destinação correta dos resíduos gerados, promovendo a sustentabilidade e evitando penalidades legais.
Conformidade
De acordo com a coordenadora do curso de Engenharia do centro universitário UniFBV Wyden, Fernanda Fragoso, o PGRS é a garantia à empresa de que o descarte de resíduos seja feito em conformidade com a legislação vigente e seguindo os...
Conforto ambiental
Além da conformidade ambiental, a adoção é fundamental para as empresas cumprirem a legislação vigente. Esse planejamento define a coleta, tratamento e destinação correta dos resíduos gerados, promovendo a sustentabilidade e evitando penalidades legais.
Conformidade
De acordo com a coordenadora do curso de Engenharia do centro universitário UniFBV Wyden, Fernanda Fragoso, o PGRS é a garantia à empresa de que o descarte de resíduos seja feito em conformidade com a legislação vigente e seguindo os preceitos de ESG.
“É um instrumento fundamental para a promoção da sustentabilidade nas organizações públicas e privadas. Ele é exigido por lei para diversos setores, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), e tem como principal objetivo planejar e operacionalizar a gestão adequada dos resíduos, desde a sua geração até a destinação final ambientalmente correta”, explica.
Obrigatoriedade
Na ótica da profissional, o mercado já está se movimentando de forma clara para tornar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e as práticas de ESG praticamente obrigatórios.
As companhias
As companhias adotam relatórios, metas e comprovações ambientais para manter contratos, obter crédito e atender à demanda por sustentabilidade. Trata-se de uma mudança de paradigma, em que ESG e PGRS deixaram de ser diferenciais e se tornaram critérios essenciais. O mercado está se autorregulando, e crescer com responsabilidade exige incorporar essas práticas de forma séria, estruturada e transparente”, comenta.
SINIR
Segundo detalhou o gerente de qualidade do Grupo Trino, Daniel Siqueira, o Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR) é o mecanismo do Ministério do Meio Ambiente responsável pelo controle das empresas. As companhias se cadastram como geradoras, transportadoras e receptoras de resíduos e repassam uma série de informações.
Reciclagem
Para se ter uma ideia da importância da operação, o PGRS do Grupo Trino, no período entre 2022 e 2025, destinou à reciclagem 96 toneladas de papelão, 119 toneladas de plástico, 150 litros de óleos motores, 2.350 unidades de lâmpadas, 20 kilos de pilhas e descartou de maneira adequada 1.416 mil toneladas de produtos impróprios, itens avariados ou com a validade vencida. “São toneladas de produtos que não degradam o meio ambiente.
Sustentável
É a sustentabilidade na essência da palavra. Todas as empresas precisam assumir esse compromisso. A responsabilidade social também é um fator determinante para o mercado.”, salienta o profissional.
Plano
Um plano eficaz contribui para a preservação do meio ambiente, reduzindo a poluição e incentivando a reciclagem. A implantação de um Plano de Gerenciamento de Resíduos não é apenas uma obrigação legal, mas uma necessidade que impulsiona o compromisso com a sustentabilidade no setor corporativo.
Leia outras informações
De Bolívar a Maduro - A saga de homens que pretendiam libertar o mundo mas não conseguiram salvar a si próprios
11/01/2026
Aos 9 anos, Simón Bolívar era órfão de pai e mãe. Ambos morreram de tuberculose, a praga daqueles anos na virada do século 18 para o 19. Foi criado por um tio a quem detestava, sempre de olho na herança do menino. Deu muito trabalho aos seus professores. Aos 17 anos foi para a Europa. Chegou à Espanha em 1800, país rico e poderoso, dono de mais da metade da América. Ali, se refinou e conheceu Maria Tereza Del Toro, o grande amor da sua vida. O casal voltou para a Venezuela, com Bolívar disposto a fazer a vida em Caracas. Ele com 18 e ela com 21 anos.
Tragédia
Desembarcaram. Em julho de 1802, um amor imenso, curto e intenso, interrompido em janeiro de 1803 com Maria Tereza sendo levada pela febre amarela. Viúvo, ele jurou nunca mais se casar. Mas não abriu mão das amantes. Foram várias, entre elas uma condessa francesa e Manuela Saénz, a revolucionária equatoriana, sua maior paixão, baixi...
Por Marcelo S. Tognozzi*
Aos 9 anos, Simón Bolívar era órfão de pai e mãe. Ambos morreram de tuberculose, a praga daqueles anos na virada do século 18 para o 19. Foi criado por um tio a quem detestava, sempre de olho na herança do menino. Deu muito trabalho aos seus professores. Aos 17 anos foi para a Europa. Chegou à Espanha em 1800, país rico e poderoso, dono de mais da metade da América. Ali, se refinou e conheceu Maria Tereza Del Toro, o grande amor da sua vida. O casal voltou para a Venezuela, com Bolívar disposto a fazer a vida em Caracas. Ele com 18 e ela com 21 anos.

Tragédia
Desembarcaram. Em julho de 1802, um amor imenso, curto e intenso, interrompido em janeiro de 1803 com Maria Tereza sendo levada pela febre amarela. Viúvo, ele jurou nunca mais se casar. Mas não abriu mão das amantes. Foram várias, entre elas uma condessa francesa e Manuela Saénz, a revolucionária equatoriana, sua maior paixão, baixinha e brava, 10 anos mais nova que ele, conhecida como “a libertadora do Libertador”.
Fascínio
Depois da morte de Maria Tereza, Bolívar foi buscar consolo viajando pela Europa. Chegou à Paris com Napoleão em plena forma, exalando poder pelos portos. Ficou fascinado com o que viu na França. Na Itália, foi ao Vaticano, conheceu o Papa e subiu o Monte Sacro, lugar simbólico da Roma Antiga. Estava com Simón Rodriguez, seu antigo professor. Com a mão erguida e em tom solene ele jurou que não daria descanso ao seu braço e nem à sua alma enquanto não libertasse a América do domínio espanhol.
Bolívar julgava ser o Monte Sacro um lugar de revolucionários, quando na realidade foi palco das negociações entre trabalhadores livres e os donos do poder. Ali, reza a lenda, os trabalhadores conseguiram seus primeiros direitos. Não se tratava de uma revolução propriamente, estava mais para negociação sindical do que para tomada de poder. Ao se dar conta do equívoco, alertado por Rodriguez, Bolívar não se fez de rogado: “não importa. O juramento foi feito. Agora a História que se vire”.
Se virou ele mesmo
Voltou para a América e liderou a maior revolução de todos os tempos, libertando o Peru, Equador, Panamá e Venezuela. Claro, Bolívar recebeu uma ajudinha de Napoleão, que havia tomado a Espanha e Portugal em 1808 e nomeado seu irmão José rei dos espanhóis. Isso precipitou a batalha pela independência das colônias espanholas. Em 1812, Bolívar começa sua luta enquanto Napoleão ia terminando a dele melancolicamente. Em 1814, pouco antes de Naopelão ser derrotado por Wellington na Batalha de Waterloo (1815), Bolívar se torna ditador da Venezuela. E, 5 anos depois, passa a comandar a Colombia, Venezuela, Peru e Bolivia.
Poder
Nos próximos 9 anos ele será, junto com D. João 6º e depois D. Pedro 1º, um dos homens mais poderosos do Cone Sul. Este Bolívar que inspirou o chavismo e o bolivarianismo tinha o sonho de unificar a América espanhola, mas foram inúmeros seus obstáculos. As guerras de libertação dizimaram boa parte dos homens maiores de 14 anos em condições de trabalhar. O analfabetismo era generalizado, assim como os embates entre as elites políticas e econômicas. Todos querendo se dar bem.
A América, como mostrou Gabriel García Marquez no seu livro “O general em seu labirinto”, era repleta de conflitos regionais, picuinhas e mesquinharias. Difícil fazer sonho virar realidade numa terra tão cheia de contrastes.

A História
Segue seu curso, mesmo que haja um homem forte no timão. A própria vida se encarrega de enfraquecê-lo, como vimos acontecer com tantos, como San Matín, Artigas, Solano Lopez, Fidel, Chávez, Perón ou Vargas. Não há como escapar. Simon Bolívar teve uma vida dura, repleta de momentos terríveis, batalhas sangrentas de vida e morte – boa parte das vezes mais morte do que vida. Como escreveu Mário Vargas Llosa, “ele havia governado com glória, mas não soube governar a felicidade”.

Os infortúnios
Sempre são imensos. Na Venezuela de Bolívar, Hugo Chávez perdeu o poder para um câncer na pelve. Seu sucessor Nicolás Maduro perdeu o poder para Donald Trump e seus soldados. Do dia para a noite, literalmente, tudo acabou. Maduro virou um presidiário, – talvez um pouco melhor – como os presos políticos por ele encarcerados no Helicoide, a cadeia do terror em Caracas.
Talvez por saber o quanto a América é difícil de ser domada e ter conhecido profundamente a alma do seu povo, do mais humilde ao mais rico, Simón Bolívar tenha sentenciado que “fazer a revolução aqui é como arar o mar”. Che Guevara experimentou esta máxima, terminando a vida abatido na Bolívia, encurralado numa pedreira, a Quebrada do Yuro, capturado e depois morto pelo exército, as mãos decepadas.

Melancólico desfecho
Bolívar deixou o poder doente e fraco, decidido e se exilar na Inglaterra. Em maio de 1830, partiu de Bogotá para Cartagena descendo rio Madalena. Esperava um navio que nunca veio. Transferido para Barranquilla, acabou hóspede de um fazendeiro na Quinta de São Pedro Alexandrino, em Santa Marta, uma das regiões mais lindas da Colômbia de onde é possível ver picos nevados desde a praia. Foi ali que Bolívar deu seu último suspiro, consumido pela mesma tuberculose que levara seus pais. Tinha 47 anos, vendera seus bens, já não possuía riqueza. Uma boa alma arrumou a camisa para vestir o defunto, enterrado em 20 de dezembro na Catedral Basílica de Santa Marta.
*Marcelo Tognozzi é jornalista e consultor político. Um dos mais importantes analistas da política nacional e internacional.

Coma comida de verdade - Conheça as novas regras alimentares dos EUA e por que isso importa para você
11/01/2026
Por anos, ela esteve lá. Quietinha. Colorida. Autoritária.
Em consultórios, escolas, cartilhas de saúde, a pirâmide alimentar ensinou gerações inteiras a comer. A base era larga e segura: pães, cereais, massas. O topo era estreito, quase culpado: gorduras.
A mensagem era simples: coma muito, carboidrato, tema a gordura.
E então, no dia 7 de janeiro de 2026, os Estados Unidos fizeram algo raro: mudaram o próprio símbolo.
O governo americano publicou novas diretrizes oficiais de alimentação (as Dietary Guidelines 2025–2030) e, com, elas, praticamente decretou o fim da velha pirâmide. O recado, em linguagem direta, parece frase de avó — e por isso mesmo é poderoso:
“Coma comida de verdade.”
O que mudou, na prática?
A mudança não é, “moda”. É uma troca de alvo.
Em vez de ficar brigando sobre “gordura versus carboidrato”, as...
Gustavo Carvalho* com ajuda do 'Amigo Intelligence'
Por anos, ela esteve lá. Quietinha. Colorida. Autoritária.
Em consultórios, escolas, cartilhas de saúde, a pirâmide alimentar ensinou gerações inteiras a comer. A base era larga e segura: pães, cereais, massas. O topo era estreito, quase culpado: gorduras.
A mensagem era simples: coma muito, carboidrato, tema a gordura.
E então, no dia 7 de janeiro de 2026, os Estados Unidos fizeram algo raro: mudaram o próprio símbolo.
O governo americano publicou novas diretrizes oficiais de alimentação (as Dietary Guidelines 2025–2030) e, com, elas, praticamente decretou o fim da velha pirâmide. O recado, em linguagem direta, parece frase de avó — e por isso mesmo é poderoso:
“Coma comida de verdade.”

O que mudou, na prática?
A mudança não é, “moda”. É uma troca de alvo.
Em vez de ficar brigando sobre “gordura versus carboidrato”, as novas recomendações apontam para um inimigo que muita gente já desconfiava, mas que raramente virava “prioridade oficial”:
1) Menos, ultraprocessados
O texto pede para reduzir alimentos “de pacote”, prontos para comer, cheios de aditivos e ingredientes de laboratório.
2) Açúcar adicionado: limite bem baixo
A orientação é clara: reduzir ao máximo e, manter por refeição algo como até 10 gramas de açúcar adicionado.
3) Mais proteína no dia a dia
A recomendação oficial aumentou a quantidade de proteína, sugerindo algo em torno de 1,2 a, 1,6 gramas por quilo de peso por dia — bem mais do que a velha regra.
4) Laticínios integrais voltam (sem açúcar)
O documento aceita laticínios integrais, desde que não venham com açúcar adicionado.
E um detalhe importante: isso não significa “liberou geral” para gordura. As recomendações ainda falam em cautela, mas deixam claro que o foco principal agora é tirar o ultraprocessado do centro da mesa.

Mas por que agora?
Porque a ciência começou a mostrar, com mais força, algo que a rotina já sugeria: ultraprocessados fazem a gente comer mais — sem perceber.
Um estudo famoso, feito com voluntários internados e dieta controlada, mostrou que quando as pessoas comiam ultraprocessados, elas consumiam mais calorias e ganhavam peso em pouco tempo. Não era falta de “força de vontade”. Era o alimento industrializado enganando o corpo.
Em outras palavras: não é só “o que você come”. É o quanto o alimento foi manipulado para te fazer querer repetir.
E o que você faz com essa informação?
Você não precisa virar especialista em nutrição. Precisa de uma regra simples — e ela é quase antiga:
Se parece comida, provavelmente é melhor.
Se parece produto, desconfie.
A “comida de verdade” é aquela que dá pra reconhecer: arroz, feijão, ovos, carnes, frutas, legumes, verduras, iogurte natural, castanhas.
O “produto comestível” costuma vir com lista longa de ingredientes, nomes estranhos e promessa de “zero culpa”.

E no Brasil?,
Curiosamente, o Brasil já tinha uma ideia parecida há anos.
O Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) já dizia para preferir alimentos in natura ou minimamente processados e evitar ultraprocessados — quando outros países ainda estavam presos na briga dos “macronutrientes”.
O fim de um cartaz — e o começo de um bom senso
A pirâmide antiga não era só um desenho. Era um jeito de pensar.
E quando um país como os Estados Unidos muda seu manual oficial, a onda, costuma atravessar o mundo inteiro: escolas, programas de saúde, rótulos, propaganda, conversa de família.
A boa notícia é simples:
saúde se constrói mais na feira do que na prateleira do ultraprocessado.
E talvez a maior mudança de 2026 seja essa: lembrar o óbvio — com selo oficial.

Fontes principais
USDA/HHS. Dietary Guidelines for Americans 2025–2030 (7 jan 2026).
Reportagens (Reuters/AP) sobre o lançamento e os números (proteína e açúcar).
Hall KD et al. Cell Metabolism 2019 (ultraprocessados e ganho de peso).
Ministério da Saúde (Brasil). Guia Alimentar para a População Brasileira (2014).
*Gustavo Carvalho, MD, MBA, MSc PhD, é Cirurgião Geral, professor adjunto de Cirurgia Geral FCda UPE, pós graduado em Cirurgia Digestiva pela Universidade KEIO no Japão e consultor de Inteligência Artificial da Amigo Tech.
Instagram: doutorgustavocarvalho

O cruel e desumano tratamento a Jair Bolsonaro, por Cristiana Altino*
11/01/2026
Do ponto de vista médico
A manutenção de um paciente com esse perfil fora de um ambiente controlado, com acesso contínuo a especialistas, monitorização adequada e suporte multiprofissional, aumenta objetivamente o risco de descompensações agudas, intercorrências infecciosas graves, deterioração funcional e sofrimento evitável. Não se trata de privilégio, mas de boa prática médica, baseada em princípios elementares da clínica, da ética e da segurança do paciente.
A situação clínica de Jair Bolsonaro impõe uma revisão imediata das condições em que vem sendo mantido. Trata-se de um paciente com doenças crônicas documentadas, histórico de múltiplas cirurgias abdominais, episódios recorrentes de complicações infecciosas, distúrbios hidroeletrolíticos, dor crônica, além de impacto nutricional e metabólico progressivo. Essas condições configuram um quadro de alta complexidade clínica, incompatível com manejo improvisado, restritivo ou não especializado.
Do ponto de vista médico
A manutenção de um paciente com esse perfil fora de um ambiente controlado, com acesso contínuo a especialistas, monitorização adequada e suporte multiprofissional, aumenta objetivamente o risco de descompensações agudas, intercorrências infecciosas graves, deterioração funcional e sofrimento evitável. Não se trata de privilégio, mas de boa prática médica, baseada em princípios elementares da clínica, da ética e da segurança do paciente.
A alternativa tecnicamente adequada
É clara: tratamento domiciliar (home care), com supervisão direta da família, enfermagem 24 horas, acompanhamento regular por especialistas (cirurgia, clínica médica, gastroenterologia, infectologia, nutrição, fisioterapia) e protocolos bem definidos para intercorrências. Esse modelo é amplamente utilizado em pacientes graves ou frágeis, inclusive no sistema público, quando há indicação clínica objetiva — como é o caso.
Negar ou retardar
Protelar esse tipo de assistência não tem respaldo científico nem humanitário. A medicina moderna não admite que restrições administrativas ou decisões alheias ao ato médico se sobreponham à necessidade de cuidado adequado. A insistência em condições que agravam o quadro clínico pode configurar negligência assistencial, com consequências previsíveis e potencialmente irreversíveis.
Exigir mudanças
Não é retórica política. É responsabilidade médica, ética e civilizatória. A preservação da vida, da dignidade e da integridade física de qualquer paciente — independentemente de quem seja — é um dever inegociável. A adoção imediata de tratamento domiciliar com suporte integral é uma medida técnica, proporcional e necessária diante da gravidade do quadro apresentado.
*Dra. Cristiana Altino de Almeida é médica, Phd, professora e defensora incondicional da ética e da soberania médica no tratamento clínico.
Retrato de uma ditadura trágica, mas também ridícula — entrevista com José Nivaldo
11/01/2026
‘O julgamento de Deus’ narra o encadeamento de fatos enigmáticos e acontecimentos políticos que envolveram o inédito julgamento e o seu desfecho. Um evento que, a partir de uma cidade do interior, repercutiu, dividiu e apaixonou o mundo.
A obra, um romance, é considerado pela crítica nacional “inovadora, divertida, polêmica e surpreendente da primeira à última página”.
Acesse abaixo a entrevista de José Nivaldo veiculada pela TV Senado:
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O publicitário e escritor José Nivaldo Júnior revisita, no seu romance intitulado ‘O Julgamento de Deus’ os tensos momentos de abril de 64 e retrata uma ditadura trágica e cruel, mas também ridícula, como o regime de exceção. A declaração é do jornalista Maurício Melo Júnior, que fez uma entrevista longa com o escritor José Nivaldo Júnior, autor da obra, pela TV Senado, veiculada em 15/05/2014 (ano do lançamento) e muito acessada até hoje pelos leitores e telespectadores.
‘O julgamento de Deus’ narra o encadeamento de fatos enigmáticos e acontecimentos políticos que envolveram o inédito julgamento e o seu desfecho. Um evento que, a partir de uma cidade do interior, repercutiu, dividiu e apaixonou o mundo.
A obra, um romance, é considerado pela crítica nacional “inovadora, divertida, polêmica e surpreendente da primeira à última página”.
Acesse abaixo a entrevista de José Nivaldo veiculada pela TV Senado:
Para quem quiser, seguem na sequência link de acesso ao texto e QR code.
Acesso via link
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Muito lembrado nos últimos dias, livro ‘O Julgamento de Deus’ continua sendo bastante procurado
11/01/2026
A obra, de 2014, é considerada sucesso absoluto de crítica no Brasil e no Exterior e foi lançada em vários países para a comunidade de língua portuguesa, numa distribuição digital que sufocou as vendas físicas.
A ficção consagrou José Nivaldo Junior, já reconhecido desde os anos 1990 como um dos autores mais importantes de todos os tempos sobre Maquiavel, também como romancista.
Vingança pessoal
O livro surpreende e diverte. "É minha vingança pessoal contra a ditadura. Detesto...
Relembrado nos últimos dias em função dos livros polêmicos sugeridos para ao ex-presidente Jair Bolsonaro, cujos advogados pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF), que seja inserido no programa de remição de pena por meio de leitura de 12 livros por ano, o livro intitulado ‘O Julgamento de Deus’, do historiador, jornalista, publicitário e acadêmico José Nivaldo Junior está a venda na Amazon e continua sendo bastante procurado.
A obra, de 2014, é considerada sucesso absoluto de crítica no Brasil e no Exterior e foi lançada em vários países para a comunidade de língua portuguesa, numa distribuição digital que sufocou as vendas físicas.
A ficção consagrou José Nivaldo Junior, já reconhecido desde os anos 1990 como um dos autores mais importantes de todos os tempos sobre Maquiavel, também como romancista.

Vingança pessoal
O livro surpreende e diverte. "É minha vingança pessoal contra a ditadura. Detesto ditaduras. Não compactuo com nenhuma. Ideologia não justifica confisco de liberdades", chegou a afirmar o autor.
Muitos políticos da direita que ainda hoje cultuam o Golpe de 1º de abril de 1964, odeiam o livro. Outros, conseguem rir e se divertir mesmo discordando da abordagem do autor.
Alguns que elogiam a obra de José Nivaldo são o senador Espiridião Amin (PP-SC) e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
“Livro de comunista”
Já o ex-presidente Jair Bolsonaro, que na época era deputado federal, avisou durante o lançamento do livro no Congresso que não iria lê-lo porque se tratava de “livro de comunista”.
O certo é que o historiador que recorreu à ficção para contar livremente a história do golpe conseguiu fazer um libelo ao mesmo tempo firme e divertido.
Para quem quiser, seguem na sequência link de acesso ao texto e QR code.
Acesso via link
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Brasil anuncia que deixará de custodiar embaixada da Argentina na Venezuela
10/01/2026
Na época, o Itamaraty informou que assumiria a representação dos interesses de cidadãos argentinos no território venezuelano e que esta representação seria feita pela Embaixada do Brasil em Caracas.
Missão cumprida
Conforme informações do Itamaraty, passados 17 meses, o entendimento do governo é de que o Brasil “já fez a sua parte” em relação ao episódio, contribuindo para defender a “inviolabilidade da residência da Argentina” enquanto esteve à frente da representação dos interesses do pa...
O governo brasileiro comunicou neste sábado (09/01) à Argentina que deixará a custódia da embaixada do país na Venezuela. A gestão da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, também foi informada sobre a decisão. A pedido do presidente argentino, Javier Milei, o Brasil assumiu a representação diplomática da Argentina na Venezuela em agosto de 2024, após o então presidente venezuelano Nicolás Maduro expulsar os diplomatas argentinos do país.
Na época, o Itamaraty informou que assumiria a representação dos interesses de cidadãos argentinos no território venezuelano e que esta representação seria feita pela Embaixada do Brasil em Caracas.
Missão cumprida
Conforme informações do Itamaraty, passados 17 meses, o entendimento do governo é de que o Brasil “já fez a sua parte” em relação ao episódio, contribuindo para defender a “inviolabilidade da residência da Argentina” enquanto esteve à frente da representação dos interesses do país na Venezuela.
Além disso, o Brasil, que apesar de ter sido contrário à confirmação das últimas eleições de Nicolás Maduro por denúncias de fraude, se posicionou contrário à sua retirada do cargo e sequestro por parte do governo norte-americano, no último dia 3. E considerou o gesto como um atentado à soberania da Venezuela cometido pelos EUA.
Comemoração de Milei
O gesto, que contou com protestos de praticamente toda a América Latina, teve comemorações em sentido contrário por parte do presidente argentino, Javier Milei, ligado ideologicamente a Donald Trump.
Embora o governo brasileiro não tenha mencionado a comemoração no anúncio, diplomatas apontam em reservado que a intenção de o Brasil deixar a embaixada da Argentina na Venezuelana já vinha sendo estudada, mas que o principal motivo que culminou com a decisão, referendada nos últimos dias, foi a posição de Milei em relação à invasão dos EUA ao país.
— Com informações do G1 e do Itamaraty
Manifestantes protestam nos EUA contra morte de poeta por policiais da imigração
10/01/2026
Nos protestos, os manifestantes empunharam faixas e cartazes com as palavras “vergonha” e pedidos aos agentes de imigração de “deixem seu emprego”.
Ações contra imigrantes
A operação do DHS em Minnesota que resultou na morte da poeta — bastante conhecida em sua comunidade, — faz parte das ações de repressão nacional do governo norte-americano aos imigrantes.
A secretária do DHS, Kristi Noem, classificou o incidente com...
Este sábado (10/01) está sendo de protestos nos estados norte-americanos de Nova York e Minnesota em função morte a tiros, por um policial da imigração, da poeta americana Renee Macklin Good em Minneapolis, capital daquele estado, na última quarta-feira (07/01). Macklin Good foi assassinada por ter sido confundida com uma imigrante ilegal durante ação que foi considerada “a maior operação do Departamento de Segurança Interna (DHS) de todos os tempos", organizada por agentes da imigração norte-americana.
Nos protestos, os manifestantes empunharam faixas e cartazes com as palavras “vergonha” e pedidos aos agentes de imigração de “deixem seu emprego”.
Ações contra imigrantes
A operação do DHS em Minnesota que resultou na morte da poeta — bastante conhecida em sua comunidade, — faz parte das ações de repressão nacional do governo norte-americano aos imigrantes.
A secretária do DHS, Kristi Noem, classificou o incidente como “um ato de terrorismo doméstico cometido por uma mulher que teria tentado atropelar policiais e colidi-los com seu veículo”, levando o agente a atirar em legítima defesa. Ela afirmou que “um oficial experiente seguiu seu treinamento com um ato de legítima defesa”. Mas conforme rebatem manifestantes e apontam em vídeo sobre o episódio, a mulher — que era americana — estava estacionando no seu carro e tentou dar ré para sair da confusão, sem ferir ninguém, quando o policial se aproximou e atirou nela.
“Provocação desnecessária”
O governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, contestam a versão do governo federal e culpam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump pelo que chamaram de “uma provocação desnecessária ao implantar a aplicação da lei federal”.
Em suas redes sociais, Macklin Good se descrevia como “poeta, escritora, esposa e mãe”. Ela havia deixado o filho de seis anos na escola naquela manhã e voltava para casa com o atual companheiro quando encontraram um grupo de agentes do ICE em uma rua de Minneapolis. As cidades de Minneapolis e St. Paul, conhecidas como Twin Cities, são os alvos mais recentes das operações migratórias do governo dos EUA, que resultaram em milhares de detenções e confrontos violentos entre agentes de imigração e manifestantes.
— Com agências de notícias
Cacimba e o dia em que o passado pediu desculpa
10/01/2026
Foi num fim de tarde morno, desses em que o sol demora a ir embora como quem ainda tem coisa a dizer, que o passado resolveu voltar à vila.
Não voltou como lembrança, não.
Voltou em pessoa.
Primeiro foi Dona Lurdinha, que viu o marido falecido sentado na calçada, chapéu no colo, olhando o chão. Não era assombração, tinha peso, tinha sombra, tinha cheiro de gente antiga.
— Vim pedir desculpa, disse ele, sem levantar a cabeça. — Por tudo que calei.
Dona Lurdinha não respondeu. Sentou ao lado. Chorou em silêncio. O homem desapareceu como quem cumpre tarefa.
Depois foi um rapaz que encontrou o próprio eu de dez anos atrás, segurando um estilingue e um medo grande nos olhos.
— Desculpa por eu ter te abandonado, disse o homem adulto. — Eu endureci demais.
O menino ouviu, assentiu e virou poeira de fim de tarde.
A vila entrou em alvoroço.
Teve p...
Por Zé da Flauta*
Foi num fim de tarde morno, desses em que o sol demora a ir embora como quem ainda tem coisa a dizer, que o passado resolveu voltar à vila.
Não voltou como lembrança, não.
Voltou em pessoa.
Primeiro foi Dona Lurdinha, que viu o marido falecido sentado na calçada, chapéu no colo, olhando o chão. Não era assombração, tinha peso, tinha sombra, tinha cheiro de gente antiga.
— Vim pedir desculpa, disse ele, sem levantar a cabeça. — Por tudo que calei.
Dona Lurdinha não respondeu. Sentou ao lado. Chorou em silêncio. O homem desapareceu como quem cumpre tarefa.
Depois foi um rapaz que encontrou o próprio eu de dez anos atrás, segurando um estilingue e um medo grande nos olhos.
— Desculpa por eu ter te abandonado, disse o homem adulto. — Eu endureci demais.
O menino ouviu, assentiu e virou poeira de fim de tarde.
A vila entrou em alvoroço.
Teve passado pedindo desculpa por:
amores que não souberam ficar,
palavras ditas com raiva,
sonhos largados no caminho,
filhos não escutados,
amigos esquecidos sem querer.
Mas teve também quem não quis ouvir. — Isso é invenção da cabeça, dizia um. Passado não tem que voltar, gritava outro. — Quem perdoa demais adoece, cochichavam.
Foi aí que chamaram Cacimba.
Ele chegou com o passo calmo de quem já conhece o tempo de trás pra frente. Chapéu firme, os dois macaquinhos atentos, um triste, o outro desconfiado.

Cacimba ficou no meio da praça observando a cena:
passados pedindo desculpa, presentes fugindo.
— É… disse ele. — Nem todo mundo quer cura.
Um homem se aproximou, nervoso:
— Cacimba, meu passado apareceu… mas eu mandei ele embora. Fiz certo?
Cacimba respondeu sem pressa:
— Depende.
Tu mandou embora por coragem… ou por medo?
Naquele instante, o passado do homem voltou. Não falou nada. Só olhou.
O homem desabou.
— Eu não sabia como pedir perdão… disse o passado. — Então vim aprender contigo.
Cacimba tocou o pife. Um som curto, quase um suspiro.
Os passados começaram a se despedir, não com rancor, mas com respeito.
Antes de ir embora, o último deles falou em voz alta, para todos ouvirem:
— A gente não volta pra prender ninguém. A gente volta pra aliviar.
Quando a noite caiu, a vila estava diferente. Mais silenciosa. Mais leve. Mais cansada, mas de um cansaço bom.
Cacimba ajeitou o chapéu, os macaquinhos subiram nos ombros e ele disse, quase rindo:
— Quem não escuta o passado… acaba repetindo ele com mais força.
E sumiu na estrada, deixando atrás de si um rastro de perdão recém-aprendido.
Desde esse dia, quando alguém sente um aperto estranho no peito sem motivo, o povo comenta baixinho:
— O passado tá querendo conversa…
E ninguém duvida.
*Zé da Flauta é músico, compositor, filósofo e escritor.
Intelectuais farão périplo por locais que mantêm lembranças de Joaquim Nabuco no Recife, no próximo dia 17
10/01/2026
O grupo, conforme informou o médico Luiz Barreto, um dos dirigentes da Sociedade Brasileira de Médicos (Sobrames), se reunirá às 9h do dia 17 na frente do prédio nº 221, da Rua da Imperatriz, local onde nasceu, no segundo andar, Joaquim Nabuco, em 19 de agosto de 1849. Na ocasião, eles pretendem abordar questões como aspectos de utilização desse imóvel, restauração e sua adequada ocupação.
Avaliação de lápides e monumentos
Também será tratada a situação das diver...
Com o objetivo de relembrar e solenizar a data de 17 de janeiro de 2016 (o próximo sábado), quando se completam 115 anos do falecimento do tribuno, político e abolicionista Joaquim Nabuco, um grupo de intelectuais, escritores, historiadores e profissionais, vinculados a diversas instituições e agremiações, estão promovendo um “Périplo” por alguns locais do Recife que mantêm acesas as lembranças dessa importante personalidade nascida na cidade.

O grupo, conforme informou o médico Luiz Barreto, um dos dirigentes da Sociedade Brasileira de Médicos (Sobrames), se reunirá às 9h do dia 17 na frente do prédio nº 221, da Rua da Imperatriz, local onde nasceu, no segundo andar, Joaquim Nabuco, em 19 de agosto de 1849. Na ocasião, eles pretendem abordar questões como aspectos de utilização desse imóvel, restauração e sua adequada ocupação.

Avaliação de lápides e monumentos
Também será tratada a situação das diversas lápides que foram afixadas nas paredes do prédio, em três oportunidades, registrando a data de nascimento e morte de Joaquim Nabuco. A primeira lápide, em mármore, foi trabalhada pelo artista Francisco Além, tendo sido colocada no local em 13 de maio de 1911 (foto anexa). A segunda, em bronze, em 1977, e a última, em azulejo, colocada pelo Instituto Arqueológico.
Em seguida, o grupo partirá para a Praça Joaquim Nabuco em visita ao monumento à Joaquim Nabuco, de autoria do escultor de Pedro Mayor, inaugurado em 28/9/1915. E depois, ao local do painel em azulejos, em homenagem ao abolicionista, de autoria de Abelardo da Hora.
Roteiro e homenagem
Como última etapa, o grupo irá ao cemitério de Santo Amaro para uma visita ao túmulo de Joaquim Nabuco, um mausoléu do escultor Giovani Nicolini, inaugurado em 10/11/1914. Será entregue aos participantes um roteiro do périplo, e uma síntese histórica de Joaquim Nabuco e locais visitados.
Têm confirmada participação nesta caminhada Hildo Azevedo, Silvio Caldas, Luiz Barreto, Renato Câmara, Moisés Wolfenson, George Cabral, Silvio Amorim, Erivelton Souza, Juliana e Nelson Barreto, dentre vários outros nomes.
Resultado do Enem será divulgado no dia 16 de janeiro
10/01/2026
Segundo o titular da pasta, as notas individuais podem ser consultadas na página do participante, que pode ser acessada tanto no site do próprio Ministério da Educação como em outros canais do governo.
Nota da redação e pontuação
Os candidatos poderão conferir a nota da redação e a pontuação em cada área de conhecimento avaliada (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e ciências da natureza). Já boletim individual dos participantes será publicado posteriormente.
Os estudantes podem usar as notas para ingressar no ensino superior por meio de uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A inscriçõe...
A semana que se inicia neste domingo (11/01) é de expectativa para muitos estudantes do país. Isto porque os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão divulgados no próximo dia 16 de janeiro. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
Segundo o titular da pasta, as notas individuais podem ser consultadas na página do participante, que pode ser acessada tanto no site do próprio Ministério da Educação como em outros canais do governo.
Nota da redação e pontuação
Os candidatos poderão conferir a nota da redação e a pontuação em cada área de conhecimento avaliada (linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e ciências da natureza). Já boletim individual dos participantes será publicado posteriormente.
Os estudantes podem usar as notas para ingressar no ensino superior por meio de uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 23 de janeiro.
Eles também podem ganhar uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) — com inscrições de 26 a 29 de janeiro — ou acessar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).