Guerra na Ucrânia: ataques russos deixam 14 mortos e 38 feridos na Cidade de Kiev
28/08/2025
Explosões iluminaram o céu noturno de Kiev
As autoridades da cidade de Kiev relataram pelo menos 38 feridos durante as operações de busca e salvamento, com os serviços de emergência apagando os incêndios e vasculhando os escombros dos prédios destruídos. Explosões iluminaram o céu no...

Explosões iluminaram o céu noturno de Kiev
As autoridades da cidade de Kiev relataram pelo menos 38 feridos durante as operações de busca e salvamento, com os serviços de emergência apagando os incêndios e vasculhando os escombros dos prédios destruídos. Explosões iluminaram o céu noturno da capital durante o alerta aéreo, que durou mais de 9 horas, com nuvens de fumaça cobrindo o céu enquanto drones sobrevoavam o local. A Força Aérea Ucraniana informou ter derrubado 563 dos 598 drones e 26 dos 31 mísseis lançados pela Rússia em um ataque em todo o país. A Força Aérea também registrou acertos em 13 locais e queda de destroços em 26 locais. "Infelizmente, o estilo russo é típico em seus ataques", escreveu Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev.
Equipes de emergência estão lidando com as consequências dos ataques em mais de 20 locais na capital, disse ele.
Leia outras informações
Carlos diz que Bolsonaro tem crise de azia na prisão na PF e posta foto do pai. Novidades para o seu Papo da Noite
12/01/2026
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O vereador Carlos Bolsonaro usou seu perfil em rede social para dizer que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a se sentir mal na prisão da Polícia Federal. Carlos postou uma foto do pai de costas e informando que ele tem crises de vômito. Bolsonaro está preso numa cela especial para cumprir a pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo o vereador, a defesa do pai vai protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária em função do quadro geral do ex-presidente. (Foto: Redes Sociais)
Foto de Bolsonaro: “foto registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula", diz Carlos

- ’Saidinha de Natal’: 48 mil presos deixaram as cadeias no final do ano, e quase 2 mil não voltaram
Mais de 48 mil presos deixaram as cadeias do país durante a saidinha de Natal, no fim de 2025. Deste total, 1,9 mil não se apresentaram e são considerados foragidos. Esse número representa 4% do total. 46,3 mil voltaram para os presídios. São dados enviados para o G1 por 17 estados e pelo DF. Em 8 estados, não há saidinha: AC, AL, AM, GO, MG, PB, PE e RN. O RJ é o estado em que, proporcionalmente, mais presos não voltaram da saidinha: 14% do total. Foram liberados temporariamente 1.868 detentos, dos quais 269 não voltaram.
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- Oscar 2026: votação que vai definir os indicados tem início hoje
As votações para a cerimônia de 2026 começam hoje, 12/01, dia seguinte ao Globo de Ouro. A etapa vai até 16/01, e conta com votos de mais de 10.000 profissionais da indústria cinematográfica, entre diretores, atores e executivos, membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Os membros da Academia votam somente para escolher os nomeados em suas próprias áreas. Porém, na categoria de Melhor Filme, todos os mais de 10.000 membros da Academia votam. Para a torcida brasileira vale a categoria de Melhor Filme Internacional, que têm suas próprias regras, com mais rounds de votação envolvendo os filmes que já entraram na pré-lista do Oscar, anunciada em dezembro de 2025. 'O Agente Secreto', representante do Brasil e, entrou nessa lista antecipada. O resultado de toda essa votação sai no dia 22/01.
- A votação final do Oscar começa no dia 26/02 e vai até 05/03, enquanto a cerimônia de entrega das estatuetas acontece no dia 15/03, em Los Angeles, nos EUA
- Concurso para Guarda Municipal de Paulista: três flagrados em tentativa de fraude vão responder em liberdade, diz TJPE
- Procuradoria da Alepe destrava projetos sobre orçamento: matérias seguem para comissões. Dois dos quatro projetos foram enviados pela governadora
- Prefeitura do Recife promove palestra para comerciantes da orla da cidade: em parceria com o Procon, realiza amanhã, 13/01, às 9h, no Compaz Leda Alves
- Para famílias de baixa renda: Novo desconto na conta de energia deve atender 78 mil famílias em Pernambuco. Medida está em vigor desde 01/01
- Dólar sobe 0,12%. Bolsa cai aos 163.290 pontos

- Foto de mulher queimando foto de Khamenei vira símbolo no Irã
A iraniana Melika Barahimi, 23 anos, compartilhou uma imagem nas redes sociais que acabou se tornando simbólica das manifestações que ocorrem no Irã desde 28 de dezembro. A mulher aparece em um estacionamento acendendo um cigarro nas chamas de uma fotografia do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e vira símbolo no Irã.
- Tensão da Venezuela: líderes mundiais pedem ligação com Lula. Macron e Marcelo Rebelo devem telefonar para Lula nesta semana

- EUA querem a Groenlândia: Groenlândia diz que deve ser defendida pela Otan
O governo da Groelândia disse hoje, 12/01, que aumentará os esforços para garantir que a defesa do território ártico ocorra sob os auspícios da Otan, e novamente rejeitou a ambição de Trump, de assumir o controle da ilha. Trump tem afirmado que os EUA devem controlar a Groelândia, um território autônomo da Dinamarca, para evitar que a Rússia ou a China ocupem a área estrategicamente localizada e rica em minerais no futuro. Andrius Kubilius, comissário da UE para Defesa e Espaço, disse hoje que qualquer tomada militar da Groelândia pelos EUA seria o fim da Otan.
- Líder supremo do Irã: Ali Khamenei alerta políticos dos EUA que "Parem com a enganação" e não confiem no que chamou de "mercenários traiçoeiros"
- Tensão no Irã: Irã convoca embaixadores europeus por apoio a protestos, diz mídia estatal

- Sem citar Trump: Delcy Rodríguez reafirma que seu governo é quem “manda na Venezuela”
“Tenho visto por aí caricaturas na Wikipédia sobre quem manda na Venezuela. Aqui há um governo que manda na Venezuela, há uma presidenta encarregada e há um presidente refém nos EUA”, disse Rodríguez. Trump publicou na Truth Social, uma imagem de seu perfil no site Wikipedia dizendo que é o "presidente interino da Venezuela" desde janeiro de 2026.
- Casa Branca sobre resposta à repressão no Irã: ataque aéreo seria opção. Secretária de imprensa afirmou que Trump "mostrou que não tem medo de usar opções militares se necessário, e ninguém sabe disso melhor que o Irã"

- Tensão na Venezuela: famílias de presos políticos fazem vigília em frente a famosa prisão em Caracas
Familiares de presos políticos do regime chavista estão fazendo uma vigília em frente à famosa prisão de El Elicoide, em Caracas, na Venezuela, à espera da soltura de seus parentes pelo governo interino de Delcy Rodríguez. Segundo entidades de direitos humanos, o número de presos políticos está entre 800 e 1 mil. O governo venezuelano disse hoje, 12/01, que libertou 116 pessoas. A ONG Foro Penal contabiliza 41 libertações até agora.
Em Fevereiro: Lula deve enviar indicação de Messias ao STF e Margareth Rodrigues ao TST
12/01/2026
Formalização
O envio da mensagem formaliza aos senadores a indicação feita pelo presidente e permite o início da tramitação da indicação no Senado, com a definição de uma data para a sabatina do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União e da desembargadora.
Lula x Senado
Lula indicou Messias para o STF em novembro do ano passado. Diante dos recados de que a escolha enfrentava resistência entre os senadores, o presidente deixou de enviar a mensagem presidencial ao Senado. Senadores e ministros do STF do entorno de Lula avaliam agora que as articulações avançaram n...
Lula deve enviar, em fevereiro, a mensagem presidencial ao Senado com a indicação de Jorge Messias para ministro do STF, Supremo Tribunal Federal. Lula também enviará o documento com a indicação da desembargadora Margareth Rodrigues Costa, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, para ministra do TST, Tribunal Superior do Trabalho.
Formalização
O envio da mensagem formaliza aos senadores a indicação feita pelo presidente e permite o início da tramitação da indicação no Senado, com a definição de uma data para a sabatina do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União e da desembargadora.

Lula x Senado
Lula indicou Messias para o STF em novembro do ano passado. Diante dos recados de que a escolha enfrentava resistência entre os senadores, o presidente deixou de enviar a mensagem presidencial ao Senado. Senadores e ministros do STF do entorno de Lula avaliam agora que as articulações avançaram nos últimos meses, as resistências diminuíram e que o cenário está mais favorável para aprovação no Senado da indicação de Messias. Uma nova conversa entre Lula e Alcolumbre é aguardada ainda neste mês e é vista como fundamental para garantir a aprovação de Messias e o envio da mensagem presidencial ao Senado.
"Para todo mundo no Brasil assistindo isso agora, viva o Brasil, viva a cultura brasileira!", Wagner Moura
12/01/2026
O diretor dedicou o filme aos jovens cineastas
Kleber Mendonça Filho, o diretor agradeceu à equipe do longa e dedicou o troféu aos jovens cineastas. "Eu adoraria dizer muito obrigado à Vitrine Filmes no Brasil que fez com que 'O Agente Secreto' virasse um blockbuster pouco usual na nossa casa. Agradecer à nossa equipe e ao elenco maravilhoso [...] Obrigado, Wagner Moura", disse. "As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo", acrescentou. "Eu tenho a gran...
'O Agente Secreto' venceu nas categorias de "Melhor Filme em Língua Não Inglesa" e "Melhor Ator em Filme – Drama", com Wagner Moura, no 83º Globo de Ouro. Em nota, o Itamaraty cumprimentou o diretor Kleber Mendonça Filho, a produtora Emilie Lesclaux, toda a equipe do longa e o ator protagonista. Segundo o comunicado, o reconhecimento internacional reafirma a "excelência do cinema brasileiro" e sua capacidade de dialogar com públicos em todo o mundo.

O diretor dedicou o filme aos jovens cineastas
Kleber Mendonça Filho, o diretor agradeceu à equipe do longa e dedicou o troféu aos jovens cineastas. "Eu adoraria dizer muito obrigado à Vitrine Filmes no Brasil que fez com que 'O Agente Secreto' virasse um blockbuster pouco usual na nossa casa. Agradecer à nossa equipe e ao elenco maravilhoso [...] Obrigado, Wagner Moura", disse. "As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo", acrescentou. "Eu tenho a grande honra de estar nesse grupo de língua não inglesa, e ao lado de grandes filmes dos EUA. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento na história para fazer filmes aqui nos Estados Unidos, no Brasil… Jovens diretores da América: façam filmes!”, concluiu.

No palco Wagner Moura fala em português
Wagner Moura agradeceu após vencer na categoria de Melhor Ator em Filme de Drama, e, ao final do seu discurso, se dirigiu ao povo brasileiro falando em português. "Muito obrigado, Globo de Ouro. Indicados, vocês são extraordinários, vocês são atores incríveis. Muito obrigado pela sua amizade. Kleber Mendonça Filho, meu irmão, você é um gênio, e eu agradeço a você por isso e muitas outras coisas", enfatizou. "Se o trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem ser passados por gerações. Esse prêmio vai para aqueles que estão seguindo seus valores em momentos difíceis", completou. Em português, destacou: "Para todo mundo no Brasil assistindo isso agora, viva o Brasil, viva a cultura brasileira!"

A cultura brasileira no cenário internacional
O Itamaraty destacou ainda sua atuação na internacionalização do audiovisual nacional, com a promoção de obras brasileiras em festivais e premiações globais. No caso de “O Agente Secreto”, o Itamaraty apoiou a campanha junto aos postos do Brasil no exterior, em linha com o compromisso institucional de "projetar a cultura brasileira no cenário internacional". A cerimônia da 83ª edição do Globo de Ouro ocorreu no hotel The Beverly Hilton, em Los Angeles, nos EUA.

Presidente do FED diz que Trump ameaçou acusá-lo criminalmente
12/01/2026
"São pretextos"
“Esses são pretextos. A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá...
O presidente do FED, Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, Jerome Powell, acusou o presidente Trump de usar uma acusação criminal como forma de chantagem para forçar a redução de juros no país. O FED é o responsável por definir a taxa básica de juros do país. Em comunicado, Powell informou que recebeu uma notificação do Departamento de Justiça com uma ameaça de denúncia criminal envolvendo um projeto para reforma nos prédios do FED. “Ninguém, certamente não o presidente do Federal Reserve, está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, afirmou Powell. O presidente do FED alega que a ameaça não tem relação com a reforma dos prédios da instituição, mas que seria apenas um pretexto.
"São pretextos"
“Esses são pretextos. A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente”, comentou Powell. E acrescentou que está em questão se o FED será capaz de continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas ou se a política econômica “será dirigida por pressão política ou intimidação”.

Trump nega
Trump disse a jornalistas que não sabia nada sobre o caso. "Não sei nada sobre isso, mas certamente ele não é muito bom no FED, e não é muito bom em construir prédios", disse Trump à NBC News, acrescentando que a acusação não tem relação com os juros altos. “Eu nem pensaria em fazer isso dessa forma. O que deveria pressioná-lo é o fato de as taxas estarem muito altas. Essa é a única pressão que ele tem”, completou o presidente. Desde que assumiu o segundo mandato, Trump tem criticado o presidente do FED por não fazer cortes significativos nas taxas de juros, já tendo ameaçado demitir Powell.

Independência do FED
A ação contra o presidente do FED gerou críticas em relação a interferências do Executivo na independência do Banco Central dos EUA, que tem o poder de definir as taxas de juros gerais da economia. O mandato dele termina em maio deste ano, quando Trump deve indicar outro nome.
No Irã: sobe para 648 número de mortos em protestos contra o governo Khamenei
12/01/2026
Números podem ser ainda maiores
O número real de manifestantes mortos nos protestos, no entanto, pode ser ainda maior, e o IHR estima que pode ser maior que 6.000. Enquanto essas organizações começaram a denunciar um "massacre" contra os manifestantes no final de semana, a polícia do regime Khamenei disse que "escalou" sua resposta aos pro...
O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para 648 hoje, segunda-feira, 12/01, segundo um grupo de direitos humanos que monitora a crise no país. Diferentes ONGs têm denunciado massacre realizado pelo governo contra os manifestantes. O novo balanço das mortes nos protestos, que já duram 2 semanas e se expandiram em violência nos últimos dias, é da ONG norueguesa Direitos Humanos do Irã, IHR, uma organização baseada em Oslo que faz o levantamento com base em fontes dentro do Irã. Outras ONGs também monitoram os protestos no Irã e também têm reportado aumento das vítimas.

Números podem ser ainda maiores
O número real de manifestantes mortos nos protestos, no entanto, pode ser ainda maior, e o IHR estima que pode ser maior que 6.000. Enquanto essas organizações começaram a denunciar um "massacre" contra os manifestantes no final de semana, a polícia do regime Khamenei disse que "escalou" sua resposta aos protestos. O Irã está isolado do resto do mundo após o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ter cortado a internet por conta da evolução dos protestos. Por conta disso, não se sabe ao certo o número total de vítimas, porém, as organizações têm recebido relatos de que as forças de segurança iranianas dispararam contra os manifestantes.
Ética médica de conveniência? - Por Natanael Sarmento*
12/01/2026
Ética de dois pesos?
Não pelas considerações médicas da matéria. Não ousamos questionar tão ilustre douta em temática da sua especialidade. Nosso questionamento é pelo que não dito pela zelosa defensora da soberania médica e ética na ocasião na alarmante questão da saúde de milhões de brasileiros. Leitor deste jornal, corrijam-me se estiver errado. A douta professora escreveu algum artigo indignado em defesa da ética e soberania médica, contra o negacionismo do ex-presidente, durante a pandemia da Covid-19? Se escreveu, antecipo minhas desculpas pública, e peço que os leitores desconsiderem estas minhas reflexões.
Contramão médica
Na pandemia, as autoridades mundiais de saúde recomendavam o...
Causa espécie a matéria “O cruel e desumano tratamento a Jair Bolsonaro” publicada n’O Poder 11.01.2026, da médica Phd “defensora incondicional da ética e da soberania médica no tratamento clínico” conforme crédito do artigo.
Ética de dois pesos?
Não pelas considerações médicas da matéria. Não ousamos questionar tão ilustre douta em temática da sua especialidade. Nosso questionamento é pelo que não dito pela zelosa defensora da soberania médica e ética na ocasião na alarmante questão da saúde de milhões de brasileiros. Leitor deste jornal, corrijam-me se estiver errado. A douta professora escreveu algum artigo indignado em defesa da ética e soberania médica, contra o negacionismo do ex-presidente, durante a pandemia da Covid-19? Se escreveu, antecipo minhas desculpas pública, e peço que os leitores desconsiderem estas minhas reflexões.
Contramão médica
Na pandemia, as autoridades mundiais de saúde recomendavam o isolamento social. Então na presidência o presidiário Jair Bolsonaro tripudiava. Denominava de “gripezinha”, a Cpi levantou as comissões indevidas das compras de vacinas proteladas, pessoalmente, o Presidente zombava das pessoas que morriam aos montes, Brasil afora.

Irresponsável
Mais de 700 mil pessoas morreram no Brasil na pandemia de covide-19. Estudos revelam que metade das mortes seriam evitáveis, seguindo-se as recomendações sanitárias das autoridades médicas mundiais especializadas em saúde pública. O governo brasileiro dissipava milhões no negócio da “cloroquina”. Do ponto de vista jurídico da responsabilidade criminal, o chefe da nação Bolsonaro cometeu crime de omissivo-comissivo, pela forma irresponsável no enfrentamento da pandemia por quem tinha o dever de agir.
Sem compaixão
O comportamento cruel e sem compaixão teve o Bolsonaro com as pessoas que morriam sem ar, durante a pandemia. Chegou ao cúmulo de repetir a cena grotesca ao vivo, na entrevista à apresentadora Renata Vasconcelos: "Eu queria que você botasse no ar essa... eu imitando falta de ar", disse o presidente à apresentadora que o inquiria sobre a imitação de pacientes com falta de ar.

Crueldade
Em 18/03/2021 e em 06/05 Bolsonaro simulou sua macaquice desumana zombando de pacientes sem oxigênio, registre-se, no pior momento da pandemia, ainda sem a distribuição da vacina.
Contumaz
Em 2020, fazia gracejo para o cercado de apoiadores, ridicularizava as vítimas de Covid com piada homofóbicas, finalizando com "estou com Covid" (riu).
Duas medidas?
Bolsonaro e muitos dos seguidores da extrema direita fazem apologia da ditadura, pedem a volta do AI-5, zombam dos direitos humanos por eles até então considerados coisa de quem defende bandido e tem “bandido de estimação”.

Ironia
Condenado a 27 anos de cadeia, o presidiário Bolsonaro e seus seguidores viram paladinos dos direitos humanos. Registre-se que o presidiário goza privilégios especiais na sede da PF em Brasília. Negados a população carcerária brasileira, quase um milhão de seres humanos encarcerados, uma das maiores do mundo. Entre internações, soluços e quedas, o STF tem liberado o preso para tratamento hospitalar. A última chicana da defesa do preso que esqueceu o histórico de atlético e se tornou um ancião doente e cambaleante do dia para noite, é a reclamação do barulho do aparelho do ar condicionado da cela na PF. Tenho que o Ministro Moraes devia atender o pedido da defesa e determinar a imediata retirada do aparelho de ar da cela.
“Chega de mimimi”
No ápice da pandemia, Bolsonaro respondia de forma chula a quem reclamava da demora na adoção de medidas urgentes, “chega de frescura, chega de mimimi”. Tirante a parte chula, faço minhas suas palavras: “chega de mimimi”.
*Natanael Sarmento é escritor e professor. Do Diretório Nacional do Partido de ultra-esquerda Unidade Popular pelo Socialismo -UP.
NR - Os artigos assinados refletem a opinião dos seus autores.

120 Anos da Livraria Lello – Nossa Homenagem - Artigo - Por Antônio Campos*
12/01/2026
Património Histórico x Evolução Urbana
Segundo a própria instituição, o dia será igualmente marcado pelo anúncio de novidades relacionadas com o seu futuro, reforçando a ligação entre o património histórico do edifício e a contínua evolução urbana, cultural e criativa do Porto.
Expansão e mais um milhão de livros vendidos
O ano de 2026 deverá inaugurar uma nova fase de crescimento para a Livraria Lello. Está prevista uma expansão estrutural do espaço, num projeto assinado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, que contempla o aumento da área acessível ao público, melhorias significativas nas condições de visita...
Fundada em 1906, a Livraria Lello celebra 120 anos no próximo dia 13 de janeiro, marcando a data com uma programação especial aberta ao público. Mais do que uma efeméride, a celebração reafirma o papel da livraria como um dos mais importantes símbolos culturais de Portugal e da cidade do Porto.

Património Histórico x Evolução Urbana
Segundo a própria instituição, o dia será igualmente marcado pelo anúncio de novidades relacionadas com o seu futuro, reforçando a ligação entre o património histórico do edifício e a contínua evolução urbana, cultural e criativa do Porto.
Expansão e mais um milhão de livros vendidos
O ano de 2026 deverá inaugurar uma nova fase de crescimento para a Livraria Lello. Está prevista uma expansão estrutural do espaço, num projeto assinado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, que contempla o aumento da área acessível ao público, melhorias significativas nas condições de visita e o fortalecimento da programação cultural. A ampliação permitirá ainda acolher um maior número de eventos e ampliar a oferta editorial disponibilizada aos leitores.
3500 visitantes por dia de mais de 200 países.
Mais de 3.500 visitantes por dia
Reconhecida internacionalmente pela sua arquitetura singular e pelo seu elevado valor histórico, a Livraria Lello recebe diariamente mais de 3.500 visitantes provenientes de mais de 200 países, consolidando-se como um dos mais relevantes equipamentos culturais e turísticos do mundo.
Mais de um milhão de livros vendidos em 2024
Em 2024, a livraria atingiu, pela primeira vez, a expressiva marca de um milhão de livros vendidos — um resultado que a instituição associa ao seu posicionamento enquanto espaço simultaneamente cultural, editorial e turístico, comprometido com a difusão do livro e da leitura.

Fliporto e Fundação Livraria Lello
É com grande alegria que o Instituto Fliporto celebra a parceria com a Fundação Livraria Lello, que continua, braço cultural da Livraria Lello, onde será realizada a segunda edição da Fliporto Portugal, nos dias 21, 22 e 23 de maio de 2026.
A primeira edição, realizada em outubro de 2025, foi um sucesso e reforçou os laços culturais entre Brasil e Portugal.
Esta é a nossa homenagem a uma história que se perpetua, inspirando gerações e reafirmando o livro como centro da vida cultural.
12 de janeiro de 2026
Instituto Fliporto
*Antônio Campos, advogado, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras e da ABI - Associação Brasileira de Imprensa.

Mais um exemplo de Mano - Jaboatão lança novo modelo de licenciamento urbano
12/01/2026
Reduzir a burocracia
A iniciativa está alinhada à Lei Federal nº 13.726/2018, Lei da Desburocratização, e tem como objetivo reduzir a burocracia, facilitar o acesso da população aos serviços públicos e garantir mais eficiência na liberação de obras e reformas, sem abrir mão do cumprimento das normas legais, técnicas e ambientais.
Falou Mano Medeiros
De acordo com o prefeito Mano Medeiros, a medida representa um avanço importante para o desenvolvimento urbano do município. “Estamos trabalhando para tornar Jaboatão uma cidade cada vez mais moderna, eficiente e a...
A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes deu mais um passo na modernização da gestão urbana ao sancionar a Lei nº 648/2025, que institui o Licenciamento Autodeclaratório Integrado, LAI. O novo modelo simplifica e agiliza os processos de licenciamento urbanístico e ambiental para edificações habitacionais unifamiliares de baixo impacto em áreas residenciais.
Reduzir a burocracia
A iniciativa está alinhada à Lei Federal nº 13.726/2018, Lei da Desburocratização, e tem como objetivo reduzir a burocracia, facilitar o acesso da população aos serviços públicos e garantir mais eficiência na liberação de obras e reformas, sem abrir mão do cumprimento das normas legais, técnicas e ambientais.
Falou Mano Medeiros
De acordo com o prefeito Mano Medeiros, a medida representa um avanço importante para o desenvolvimento urbano do município. “Estamos trabalhando para tornar Jaboatão uma cidade cada vez mais moderna, eficiente e acolhedora para quem quer construir, reformar ou investir. O Licenciamento Autodeclaratório Integrado reduz a burocracia, dá mais agilidade aos processos e garante segurança jurídica, sem deixar de cumprir a legislação”, destacou.

Procedimento administrativo automático
O LAI funciona por meio de um procedimento administrativo automático e declaratório, que unifica o licenciamento urbanístico e ambiental. Nesse formato, o proprietário do imóvel e o profissional técnico responsável declaram que o projeto e a obra atendem às normas urbanísticas, ambientais, de acessibilidade e às normas técnicas da ABNT, assumindo responsabilidade técnica, civil, administrativa e penal pelas informações prestadas.
Novo modelo
O novo modelo pode ser utilizado exclusivamente para edificações habitacionais unifamiliares com área construída total de até 500 metros quadrados, limitadas a dois pavimentos, podendo contemplar até 12 subunidades habitacionais, desde que respeitadas as condições de habitabilidade e o limite de área total. Também é exigido que o imóvel esteja localizado em loteamento aprovado e registrado, com infraestrutura de esgotamento sanitário, ficando excluídas áreas com restrições ambientais, patrimoniais, arqueológicas ou urbanísticas específicas.
Principais benefícios
Entre os principais benefícios do Licenciamento Autodeclaratório Integrado estão a emissão automática do alvará, após apresentação da documentação exigida e pagamento do Documento de Arrecadação Municipal (DAM), a redução do tempo de análise, maior previsibilidade dos procedimentos e economia de custos. O alvará tem validade de dois anos, e o município mantém a realização de fiscalizações e auditorias posteriores, inclusive por amostragem.
Desburocratização e a modernização administrativa
A medida reforça o compromisso do Jaboatão dos Guararapes com a desburocratização e a modernização administrativa. No fim de 2024, o município alcançou o 1º lugar no ranking nacional de Liberdade Econômica, tornando-se a cidade brasileira que mais dispensou atividades econômicas da necessidade de autorização prévia para iniciar funcionamento. Ao todo, 1.195 atividades econômicas (CNAEs) foram liberadas, superando Pinhalzinho (SC), que até então liderava o ranking.
Importante
Apesar do avanço, a Prefeitura ressalta que alguns estabelecimentos comerciais, como postos de combustíveis, farmácias e supermercados, continuam obrigados a cumprir normas específicas para funcionamento, conforme determina a legislação vigente.
A justiça transformada em espetáculo - Cadeia como narrativa de poder, por Zé da Flauta*
12/01/2026
O efeito e a causa
Há algo de profundamente estranho, e quase cômico, nessa necessidade de mostrar grades como troféus. Como se prender fosse sinônimo automático de resolver. Como se a complexidade social coubesse num clique. É o velho truque, transformar efeito em causa. Não se discute por que o crime nasce, cresce e se organiza, exibe-se o momento final como se fosse clímax de filme. O público aplaude, aliviado, como quem diz: “pronto, acabou”. Mas não acaba. Nunca acaba.
...
O que esperar de um governo que transforma o encarceramento em espetáculo? Talvez aplausos, talvez curtidas, talvez fogos de artifício. A prisão, que deveria ser um instrumento silencioso da lei, vira cenário iluminado, enquadramento bem pensado, narrativa pronta para consumo rápido. Não importa tanto o processo, a justiça ou o depois. O que importa é o antes da manchete e o durante da foto. O cárcere vira palco; o preso, figurante, e o Estado, diretor de cena.
O efeito e a causa
Há algo de profundamente estranho, e quase cômico, nessa necessidade de mostrar grades como troféus. Como se prender fosse sinônimo automático de resolver. Como se a complexidade social coubesse num clique. É o velho truque, transformar efeito em causa. Não se discute por que o crime nasce, cresce e se organiza, exibe-se o momento final como se fosse clímax de filme. O público aplaude, aliviado, como quem diz: “pronto, acabou”. Mas não acaba. Nunca acaba.
Reality show
Isso revela um governo mais interessado em representar poder do que em exercê-lo com responsabilidade. O espetáculo serve para esconder o vazio de políticas profundas, contínuas e impopulares, aquelas que não rendem foto, nem like, nem discurso inflamado. Investir em educação, prevenção, inteligência e reinserção social não dá ibope. Cadeia, algema e helicóptero dão. O problema é que governar não é entretenimento, e justiça não é reality show.
A justiça e o espetáculo
O resultado emocional desse teatro é perverso. Parte da sociedade vibra, outra parte se acostuma, e quase todos se anestesiam. Quando o encarceramento vira marco político, o risco é claro: a liberdade deixa de ser valor central e passa a ser detalhe. E aí não se governa pelo futuro, mas pelo aplauso imediato. No fim das contas, o que esperar de um governo assim? Talvez mais cenas. Mas dificilmente soluções. Porque onde a justiça vira espetáculo, a verdade costuma sair discretamente pela porta dos fundos, sem algema, sem câmera e sem manchete.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

1964 não começou em 1964 Golpes, República e a falácia moral da história seletiva, por Jorge Pinho*
12/01/2026
1 — Introdução: quando a indignação ocupa o lugar do pensamento
Há textos que se apresentam como crítica histórica, mas operam, na essência, como catecismos morais retrospectivos.
Não buscam compreender a estrutura dos acontecimentos, mas confirmar uma narrativa já estabilizada, na qual o passado é julgado não à luz das alternativas reais que se apresentavam, mas segundo valores consolidados décadas depois.
A crítica ao Golpe de 1964 costuma nascer desse vício: tratar aquele evento como ruptura inaugural da barbárie, como se antes houvesse uma democracia sólida, madura e consensual, subitamente violentada por forças externas e antinaturais.
O problema
O problema não está em condenar 1964.
Está em isolá-lo artificialmente da história brasileira, como se ele não fosse consequência de uma longa cadeia d...
“A história não absolve pela intenção nem condena pela palavra, mas revela pela estrutura.”
1 — Introdução: quando a indignação ocupa o lugar do pensamento
Há textos que se apresentam como crítica histórica, mas operam, na essência, como catecismos morais retrospectivos.
Não buscam compreender a estrutura dos acontecimentos, mas confirmar uma narrativa já estabilizada, na qual o passado é julgado não à luz das alternativas reais que se apresentavam, mas segundo valores consolidados décadas depois.
A crítica ao Golpe de 1964 costuma nascer desse vício: tratar aquele evento como ruptura inaugural da barbárie, como se antes houvesse uma democracia sólida, madura e consensual, subitamente violentada por forças externas e antinaturais.
O problema
O problema não está em condenar 1964.
Está em isolá-lo artificialmente da história brasileira, como se ele não fosse consequência de uma longa cadeia de precedentes institucionais, políticos e simbólicos.
A filosofia começa exatamente onde a indignação já não basta.
2 — O golpe fundador: a República como ruptura militar originária
Toda crítica séria ao Golpe de 1964 precisa atravessar uma pergunta anterior, incômoda e frequentemente evitada:
Se golpes militares são ilegítimos, o que foi a Proclamação da República?
A República brasileira nasce em 1889 como:
deposição armada da ordem constitucional vigente;
sem consulta popular;
sem plebiscito prévio;
sem participação civil decisiva;
conduzida por oficiais do Exército;
legitimada apenas a posteriori por discursos de modernização.
Esse dado não é interpretação ideológica.
É descrição histórica elementar.
Condenar 1964 como golpe e absolver 1889 como “fundação republicana” é cometer uma incoerência lógica de origem.
Se o critério moral é a ruptura armada da ordem constitucional, então a República brasileira nasce sob o signo da ilegitimidade — e todos os regimes subsequentes herdam esse vício estrutural.
A seletividade aqui não é casual.
Ela é necessária à preservação de uma narrativa republicana progressista que não suporta examinar as próprias origens.
3 — A ilusão da história linear e moralmente orientada
Outro erro central do discurso crítico a 1964 é supor que a história caminha naturalmente rumo à democracia liberal, e que toda ruptura fora desse eixo representa regressão moral.
Essa visão não é filosófica.
É teleológica e ingênua.
A história real não se move por linhas morais, mas por campos de força.
Ela não oferece apenas boas e más opções, mas frequentemente escolhas trágicas, em que todas as alternativas envolvem perdas institucionais, éticas e humanas.
Em 1964, o Brasil não estava diante do dilema “democracia versus autoritarismo”.
Estava diante da falência do centro democrático, sitiado por projetos autoritários concorrentes.
4 — O dado omitido: a esquerda revolucionária e a ruptura anunciada
Não havia vácuo político.
Havia conspiração aberta.
Setores organizados da esquerda brasileira rejeitavam explicitamente a democracia liberal, considerada “burguesa”, e defendiam:
a luta armada como método;
a ruptura institucional como virtude;
a implantação da ditadura do proletariado;
a subordinação do pluralismo político à hegemonia revolucionária.
Isso não é juízo moral.
É fato histórico documentado.
O silêncio seletivo sobre esse dado produz uma distorção grave: transforma o golpe de 1964 em ato unilateral de opressão, apagando que havia, em curso, outro projeto de ruptura, igualmente autoritário, igualmente excludente, igualmente antiplural.
A esquerda armada não prometia democracia futura.
Prometia domínio ideológico permanente.
Ignorar isso não eleva a análise.
A desqualifica.
5 — A pergunta correta: não se houve golpe, mas qual golpe
A pergunta decisiva, que o discurso moral evita formular, é simples e dura:
Qual golpe ocorreria?
A democracia brasileira do início dos anos 1960:
não possuía instituições robustas;
não contava com cultura democrática consolidada;
operava sob hiperpolarização ideológica;
estava inserida no contexto global da Guerra Fria;
herdava a instabilidade estrutural de uma República nascida do golpe.
O centro político não foi derrubado em 1964.
Ele já havia colapsado.
O golpe não cria o vazio institucional.
Ele ocupa um vazio previamente existente.
Essa constatação não absolve o regime militar.
Mas impede a mistificação moral.
6 — O anacronismo ético como instrumento de falsificação
Julgar 1964 exclusivamente com categorias morais consolidadas após a redemocratização é cometer anacronismo ético.
É fácil condenar escolhas passadas quando:
os riscos já não existem;
as alternativas fracassaram;
o custo histórico não recai mais sobre quem julga.
A ética filosófica exige mais do que indignação.
Exige responsabilidade temporal, exame das circunstâncias e proporcionalidade no juízo.
Sem isso, o julgamento vira conforto moral, não compreensão.
7 — Democracia não assassinada, mas não sustentada
A verdade incômoda, que o discurso seletivo evita, é esta:
A democracia brasileira não foi destruída em 1964. Ela não conseguiu sobreviver.
Não por virtude dos militares.
Não por maldade exclusiva da esquerda revolucionária.
Mas pela insuficiência estrutural do sistema político, pela herança golpista da República, pela radicalização ideológica e pela incapacidade coletiva de sustentar um centro institucional legítimo.
A democracia não morre apenas quando alguém a ataca.
Ela morre quando ninguém consegue defendê-la sem destruí-la.
8 — Conclusão: filosofia não serve para absolver narrativas
O erro fundamental do discurso crítico seletivo não é moral, mas lógico.
Ele:
condena golpes conforme o resultado ideológico;
absolve o golpe fundador da República;
apaga a esquerda revolucionária armada;
silencia sobre a ditadura do proletariado;
substitui análise estrutural por indignação retrospectiva.
A filosofia não existe para proteger mitologias políticas.
Existe para desorganizar certezas confortáveis.
E a história brasileira, quando examinada com rigor, revela algo que desagrada a todos os campos ideológicos:
não somos herdeiros de uma democracia interrompida,
mas de uma democracia nunca plenamente construída.
9 — Epílogo: a transição inacabada e os germes do colapso
A história brasileira não se explica apenas pelos golpes que executou, mas, sobretudo, pelas transições que fingiu concluir.
Se 1964 não pode ser compreendido fora da cadeia de rupturas que o antecedeu, a chamada “redemocratização” tampouco pode ser tratada como ruptura virtuosa ou fundadora de um novo pacto civilizacional.
Ela não foi.
O que se convencionou chamar de transição democrática brasileira foi, na verdade, uma transação política cuidadosamente controlada, concebida para encerrar o regime militar sem refundar o Estado, sem revisar seus fundamentos, sem reorganizar as relações entre poder, responsabilidade e verdade institucional.
Tratou-se menos de uma passagem ética e mais de uma engenharia de continuidade.
A abertura como método de controle
Abertura lenta
A chamada “abertura lenta, gradual e segura” não foi um gesto espontâneo de reconciliação histórica, mas uma estratégia de administração do conflito, desenhada para dissolver a oposição sem permitir o surgimento de um verdadeiro centro democrático autônomo.
Nesse contexto, a lógica não era restaurar a democracia liberal em sua plenitude, mas organizar o dissenso, canalizá-lo, domesticá-lo e torná-lo funcional à estabilidade do sistema.
É aqui que emerge a figura de Golbery do Couto e Silva, não como caricatura conspiratória, mas como intelectual orgânico do regime, formulador de uma visão estratégica segundo a qual o conflito precisava ser internalizado e institucionalizado, não eliminado.
A oposição não deveria ser destruída, mas produzida em forma controlável.
O nascimento de uma oposição funcional
É nesse ambiente que surge o Partido dos Trabalhadores e sua principal liderança, Luiz Inácio Lula da Silva, não como criação artificial no sentido vulgar do termo, mas como resultado previsível de um desenho institucional do campo de possibilidades políticas.
Força de contestação
O Partido dos Trabalhadores nasce como força de contestação, mas também como elemento de estabilização simbólica: uma esquerda suficientemente radical no discurso para mobilizar massas, e suficientemente institucionalizada para não romper estruturalmente o sistema.
Não se trata de dizer que Lula “foi criado” por Golbery como marionete — isso seria intelectualmente pobre.
Trata-se de reconhecer que o espaço político que permitiu sua ascensão foi deliberadamente arquitetado para absorver a energia revolucionária, neutralizando-a por meio da institucionalização.
A revolução foi trocada pela gestão do ressentimento.
A redemocratização sem virtude
O vício original da redemocratização brasileira foi este: reintroduzir a política sem reintroduzir a virtude.
Não se reconstruiu:
o sentido de responsabilidade pública;
a ética da limitação do poder;
a distinção rigorosa entre legalidade e legitimidade;
o compromisso com a verdade institucional.
Criou-se um sistema eleitoral competitivo, mas sem lastro moral.
Fortaleceu-se o jogo partidário, mas sem educação cívica.
Ampliaram-se direitos, mas sem cultura de deveres.
O resultado foi previsível.
O desastre anunciado
O ciclo do PT no poder não representa uma ruptura com esse modelo.
Representa sua expressão mais acabada.
A promessa de justiça social converteu-se em:
aparelhamento do Estado;
corrupção sistêmica;
degradação institucional;
instrumentalização do Judiciário;
erosão da confiança pública;
e, por fim, colapso moral do discurso ético que sustentava o projeto.
Nada disso surge do nada.
Tudo isso é filho legítimo de uma transição mal resolvida, que preferiu o consenso aparente à verdade estrutural.
O presente como consequência, não como acidente
O Brasil de hoje — fragmentado, desconfiado, judicializado, moralmente exausto — não é vítima de um desvio recente.
É produto direto de:
uma República nascida de golpe;
uma democracia jamais plenamente construída;
uma redemocratização sem catarse ética;
e um sistema político que transformou o conflito em mercadoria eleitoral.
Quando o passado não é compreendido, ele retorna como farsa, trauma ou vingança institucional.
Fecho
A verdadeira pergunta que a história brasileira nos impõe não é se devemos condenar 1964, 1889 ou 1988 isoladamente.
A pergunta é outra, mais profunda e mais incômoda:
Quando teremos coragem de refundar o país sem mitologias, sem indulgência seletiva e sem medo da verdade?
Enquanto essa pergunta for evitada, continuaremos presos ao mesmo ciclo:
golpes mal resolvidos, transições inconclusas e democracias de baixa intensidade.
A filosofia
A filosofia, ao menos, não pode fingir que não vê.
10 — Pós-escrito: a moral seletiva do poder e o cinismo da linguagem
Nem toda sanha de permanência no poder se manifesta do mesmo modo, embora todas produzam autoritarismo quando rompem limites. A diferença decisiva não está apenas na intensidade da repressão, mas na forma como ela se legitima.
Regimes autoritários de direita tendem a sustentar-se pela força explícita: suspensão aberta de direitos, repressão direta, censura assumida. Não fingem pluralismo. Por isso mesmo, costumam ser mais visíveis, mais concentrados no tempo e mais vulneráveis quando a força que os sustenta se esgota.
Autoritarismo
O autoritarismo de esquerda opera de maneira distinta e mais corrosiva. Ele não se legitima pela força, mas pela moralização do poder. O adversário deixa de ser opositor e passa a ser inimigo ético; a crítica deixa de ser direito e passa a ser ameaça; a repressão deixa de ser repressão e passa a chamar-se “defesa da democracia”.
A perseguição não se assume — justifica-se.
É nesse ponto que o autoritarismo se torna mais duradouro: quando se apresenta como virtude.
Esse mecanismo explica um dos fenômenos mais cínicos do debate contemporâneo: a insistência de setores da esquerda em rotular autocracias de esquerda como se fossem regimes de direita, sempre que o fracasso, a repressão e a miséria se tornam inegáveis.
Venezuela e Rússia — com trajetórias históricas distintas, mas convergência autoritária nos métodos — são exemplos recorrentes desse expediente semântico.
Não importa a origem ideológica nem a lógica efetiva do poder exercido.
Importa deslocar a culpa.
Operação retórica
Trata-se de uma operação retórica deliberada: preservar a pureza simbólica da esquerda, ainda que à custa da verdade histórica. Regimes nascidos sob o imaginário da ditadura do proletariado, estruturados na captura do Estado, no controle das instituições, na criminalização da oposição e na domesticação da linguagem passam, por conveniência, a ser chamados de “direita”, como se o rótulo alterasse sua natureza.
Esse cinismo não confunde apenas o debate.
Desarma a crítica ao autoritarismo real, pois impede reconhecê-lo quando ele emerge sob bandeiras supostamente emancipatórias.
Sintomas
O Brasil começa a apresentar sintomas inquietantes dessa deriva: judicialização seletiva da política, expansão de conceitos vagos para justificar censura, confusão deliberada entre crítica e ataque institucional, sacralização de certos atores políticos e erosão progressiva do devido processo legal em nome de fins superiores — tudo apresentado, sempre, como exceção necessária.
A história
A história mostra que o sinal mais grave não é o conflito político — próprio da democracia —, mas o momento em que apenas um lado pode errar e ser absolvido, apenas um lado pode falar e ser ouvido, apenas um lado define o que é verdade, justiça e virtude.
Quando o poder passa a temer mais a crítica do que a injustiça, ele já não se vê como transitório.
Vê-se como destino.
O Brasil ainda não cruzou definitivamente essa linha.
Mas caminha perigosamente em sua direção.
E a filosofia, enquanto ainda é possível, tem o dever de dizer isso antes que a exceção vire norma e o silêncio, política de Estado.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.
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