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Livro de Alexandre Almeida mostra história e vida pelas lentes da fé, por Arnaldo Henrique Alves*

30/08/2025

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“Quer compreender? Creia. [...] se você não compreendeu, creia! O entendimento é o fruto da fé. Não busque, portanto, entender para crer, mas creia para entender (crede ut intellegas); porque, se não crerdes, não compreendereis.” No fragmento de sua obra Comentário ao Evangelho de São João, Santo Agostinho enfatiza o primado da fé como condição na busca teológica. Ele recorda que os mistérios divinos e as verdades espirituais não são adquiridos nas cadeiras acadêmicas, mas nascem no coração do crente e na alma simples.Quem não consegue se lembrar de pessoas que, mesmo sem formação em teologia, possuem uma profunda sabedoria sobre a vida e sobre Deus?

Amor pela igreja

Isso, evidentemente, não diminui o esforço árduo de muitas pessoas que se dedicam a buscar uma linguagem apropriada e um sistema coerente para expressar a razoabilidade da fé. Assim, parece-me que, ao se propor a escrever uma defesa da fé católica, o autor, antes de tudo, desejava expre...

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“Quer compreender? Creia. [...] se você não compreendeu, creia! O entendimento é o fruto da fé. Não busque, portanto, entender para crer, mas creia para entender (crede ut intellegas); porque, se não crerdes, não compreendereis.” No fragmento de sua obra Comentário ao Evangelho de São João, Santo Agostinho enfatiza o primado da fé como condição na busca teológica. Ele recorda que os mistérios divinos e as verdades espirituais não são adquiridos nas cadeiras acadêmicas, mas nascem no coração do crente e na alma simples.Quem não consegue se lembrar de pessoas que, mesmo sem formação em teologia, possuem uma profunda sabedoria sobre a vida e sobre Deus?

Amor pela igreja

Isso, evidentemente, não diminui o esforço árduo de muitas pessoas que se dedicam a buscar uma linguagem apropriada e um sistema coerente para expressar a razoabilidade da fé. Assim, parece-me que, ao se propor a escrever uma defesa da fé católica, o autor, antes de tudo, desejava expressar sua fé em Deus e seu amor pela Igreja. Hoje, em um momento mais maduro de sua vida, ele consegue concretizar esse desejo de forma sintetizada.

A obra

Está dividida em dois momentos principais: o primeiro aborda a origem da humanidade até a vinda do Messias, e o segundo trata da continuidade de Cristo por meio de sua Igreja. Conforme ensina Santo Eusebio de Cesareia, bispo do século IV e um dos primeiros historiadores da Igreja, a história é regida pela providência divina; é Deus quem governa o curso dos acontecimentos humanos. Assim, se há um Regente soberano sobre a história, não há rupturas, mas uma sequência orgânica de eventos que se conectam, formando uma trama que escapa ao caos e ao pessimismo.

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Nesse sentido

A Sagrada Escritura é a leitura da história feita por homens inspirados pelo Espírito Santo, que reconhecem a intervenção divina nos fatos e os conectam por meio de palavras inspiradas. Contudo, esse mesmo Espírito não agiu apenas nos hagiógrafos que compuseram os livros canônicos — aqueles que servem como norma para a retidão da fé e para o conteúdo necessário à salvação — mas também continua a atuar na história da Igreja Católica, por meio da tradição, ou seja, na sucessão apostólica que se manifesta na figura dos bispos.Um exemplo dessa intervenção histórica de Deus é mencionado pelo autor ao citar a genealogia de Jesus Cristo nos Evangelhos de Lucas e Mateus. Este último evangelista organizou uma lista que vai de Abraão a Jesus Cristo, dividida em três blocos de 14 gerações cada. O objetivo teológico dessa narrativa era conectar Jesus.

De forma resumida

O autor apresenta a história do povo de Deus a partir da criação do homem, descrito como a obra-prima de Deus. Contudo, mesmo tendo recebido o dom de ser imagem e semelhança do Criador, o ser humano cedeu à ilusão da soberba. A partir desse momento, a relação entre Deus e a humanidade tornou-se um constante recomeço da aliança divina, sustentada pela fidelidade de Deus, apesar das repetidas falhas humanas. Os inúmeros pecados motivados pelas paixões desordenadas, como o fratricídio de Caim, levaram à necessidade de uma recriação da humanidade por meio do dilúvio na época de Noé. Após restabelecer a ordem, Deus conduziu a purificação da fé dos patriarcas, que começaram a reconhecer um Deus único e pessoal, abandonando gradualmente a associação de forças da natureza a divindades.

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Ao longo dessa trajetória

Deus suscitou figuras essenciais para a formação de seu povo, como José do Egito, Moisés (libertador e legislador), Josué (que liderou a entrada na Terra Prometida), Davi e Salomão (que consolidaram o povo em um reinado unido). Durante toda essa história, Deus, em sua benevolência, levantou líderes carismáticos, como os juízes e profetas, que tinham a missão de zelar pela fidelidade do povo à aliança divina. Contudo, mesmo com essas providências, o povo de Deus enfrentou divisões internas e a queda de seu reino diante de potências estrangeiras, como os assírios, caldeus, babilônios, persas, macedônios e romanos.A história do povo hebreu, porém, sempre foi marcada por uma promessa central: a descendência de Abraão e Davi. Essa descendência, como se viu, não se cumpriu plenamente em Isaac ou Salomão, mas encontrou sua realização em Jesus Cristo.

A nova Aliança

Conforme sublinhado pelo autor da Carta aos Hebreus, o verdadeiro descendente prometido era Jesus, o Filho Unigênito, que, sendo eterno com o Pai, se fez carne e inaugurou uma Nova e Eterna Aliança. Essa aliança é nova porque não mais se exige o sacrifício de animais; o próprio Sacerdote se tornou a vítima e o altar ao mesmo tempo. É eterna porque o sacrifício de Cristo, perfeito e sem pecado, agradou plenamente a Deus Pai, abrindo de forma definitiva o Paraíso para a humanidade.O Filho de Deus, sem deixar de lado a extraordinária graça da concepção e do parto virginal de Maria, ingressou na humanidade como qualquer outro homem: através de uma gestação e no seio de uma família. Assumindo verdadeiramente nossa humanidade, Ele recebeu o nome de Jesus, que significa “Deus que salva”. Isso nos lembra que Ele veio para nos salvar, ou seja, estávamos em uma condição miserável, incapazes de pagar nossa dívida ou realizar atos de justiça.

Por isso

O Filho de Deus e de Maria se ofereceu como resgate por nossas enfermidades.Os três anos de ministério público de Jesus foram marcados por seus ensinamentos, milagres e exorcismos, sinais concretos daquilo que estava por vir. O grande Sermão da Montanha apresenta uma verdadeira carta de identidade para os seus seguidores. Nele, Jesus não apenas ensina onde se encontra a verdadeira felicidade, mas também desafia seus ouvintes a ampliar sua capacidade de amar, chegando até mesmo a amar os inimigos. Além disso, Ele traz uma revelação extraordinária: ensina que podemos chamar Deus de Pai, algo até então inimaginável, mas que se tornaria um dos motivos que o levariam à cruz.

A vida espiritual

No contexto de seus conflitos com os grupos religiosos e seus líderes, Jesus purificou a concepção religiosa do povo, mostrando que a vida espiritual não se resume a atos exteriores, mas começa na retidão do coração, onde o Espírito de Deus se manifesta e concede a graça para viver a virtude da religião. Durante a última semana de sua vida terrena, Jesus celebrou uma ceia com seus amigos e lhes revelou os segredos mais profundos de sua alma. Nessa ocasião, ensinou a humildade através do gesto de lavar os pés, apresentou o amor como a entrega de si mesmo pelos irmãos, instituiu sua presença real e sacramental na Eucaristia e o sacerdócio, e rezou ao Pai pela humanidade, pedindo a unidade entre seus seguidores. No entanto, essa mesma ceia nos revela a fragilidade humana: Judas Iscariotes, trocando a amizade com Jesus pelas coisas efêmeras deste mundo, traiu o Mestre.

O cálice amargo

Com um beijo de seu amigo traidor, Jesus foi entregue para enfrentar longas horas de tortura física, humilhação moral e abandono espiritual. Mesmo diante do amargor desse cálice, Ele o aceitou e o bebeu até o fim. Mais ainda, na cruz, Ele ampliou o alcance de seu amor, perdoando seus algozes e, descendo à mansão dos mortos, libertando os justos. Na solidão da noite, quando apenas as estrelas foram testemunhas, ressoou o grito de vitória de Jesus ressuscitado. A morte foi derrotada, a dívida paga, e as portas do céu se abriram definitivamente.

A ressurreição

Iniciou o tempo da Igreja, constituída pela presença viva de Deus, o Espírito Santo. A santidade da Igreja, porém, não se fundamenta na perfeição moral de seus membros, nem em sua estrutura visível ou nos seus edifícios. A essência da Igreja está em sua união com Cristo, sua cabeça, e na presença constante e atuante da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, que torna sempre atual a obra redentora de Cristo para todos os homens, em todos os tempos e lugares. É o Espírito Santo que reúne os discípulos dispersos e temerosos, ajuda-os a compreender os sacramentos e os mistérios da vida e da obra de Jesus.

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Expansão

Do pequeno grupo dos doze apóstolos, reunidos na Palestina, a Igreja de Nosso Senhor expandiu-se pelo mundo inteiro. Superou divisões étnicas, ganhou credibilidade, permaneceu fiel mesmo diante do martírio, preservou intacta a fé frente às heresias, transmitiu o Evangelho a povos estrangeiros, resistiu a impérios e revoluções, e sobreviveu até o mau testemunho de alguns de seus membros. Contudo, ainda hoje, a Igreja é flagelada pelas divisões entre os cristãos, pelo enfraquecimento da fé e pela decadência moral.

Os santos

Como afirmou o Papa Bento XVI, a história da Igreja deve ser compreendida por meio da vida de seus santos, pois é neles que se manifesta sua verdadeira grandeza: homens e mulheres elevados pela graça de Deus a uma vida sobrenatural ainda aqui na terra. Eis a verdadeira glória e revolução da Igreja: a vitória de Deus que forja santos.

Por fim

Recordo uma história do início do século XIX. Quando Napoleão Bonaparte expressou sua intenção de destruir a Igreja, o Secretário de Estado do Papa Pio VII, Ercole Consalvi, respondeu com sabedoria: “Você não conseguirá destrui-la. Nem nós conseguimos! Se milhares de pecadores não a destruíram desde dentro, como alguém de fora poderia fazê-lo? Este breve e elucidativo trabalho do autor, fruto de sua fé em Deus e do desejo de aprofundar nos mistérios divinos, revela-nos o tesouro que muitas vezes desconhecemos. Que todo homem e mulher que lerem este opúsculo desejem o dom da fé e se abram ao conhecimento do Deus vivo e verdadeiro e de sua Igreja.

*Arnaldo Henrique Alves é padre católico.

Leia outras informações

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PERNAMBUCANO JOSÉ DELANO PRONTO PARA ESTREAR NO UFC NESTE SÁBADO

03/04/2026

O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.

O COMEÇO

Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.

O ADVERSÁRIO

O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.

PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD

A judoca Dione Barbosa,...

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O prospecto José Delano, de 29 anos, bateu o peso de 66kg hoje e está totalmente preparado para entrar em combate amanhã no UFC Fight Night: Moicano vs. Duncan, transmitido pelo streaming da Paramount a partir das 18:00 no Brasil.

O COMEÇO

Delano inicou sua carreira com objetivo de perder peso, pegou gosto pelo esporte de combate e começou a lutar MMA em 2014, no Estadl de Pernambuco. Com 16 vitórias e 3 derrotas na carreira, vem de grandes eventos como o brasileiro Shooto e o americano LFA. Treina a alguns anos no Rio de Janeiro sob orientação do ex-campeão do UFC Murilo Bustamente, na Brazilian Top Team.

O ADVERSÁRIO

O polonês Robert Ruchala , de 27 anos tem 11 vitórias de 2 derrotas e construiu sua carreira no grande evento KSW. Estreou no UFC em 2025 com derrota por pontos e está na pressão de mostrar resultado na organização americana.

PERNAMBUCANA TAMBÉM LUTA NO CARD

A judoca Dione Barbosa, radicada nos EUA, fará a segunda luta do evento contra a brasileira Melissa Gatto, 29 anos, com cartel de 9 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.

TRANSMISSÃO

O evento será transmitido no Brasil pelo aplicativo da Paramout a partir das 18:00.




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É Findi - Recordes do País de Caruaru - Artigo, por Valéria Barbalho*

03/04/2026

Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de mol...

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Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



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Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de moleque (15 metros), maior bolo de milho (250kg), maior bolo de macaxeira (160kg), maior cozido de espigas de milho (2.200 unidades), maior quentão (300 litros), maior chocolate quente (450 litros de leite e 100 quilos de chocolate), maior pipoca (12.300 saquinhos), maior festival de tareco e mariola (100kg de biscoito e 2.000 docinhos), maior arroz doce (360kg) e a maior tapioca doce (100kg). Fora essas calorias, temos a maior fogueira do Nordeste (madeira de reflorestamento) e as maiores “drilhas” (grupos de danças juninas modernas), que, juntas, somam 20 mil componentes.

Em 2011, durante o Festival de Fogueteiros, os participantes, mostrando seus trabalhos, pipocaram, durante duas horas, a maior girândola do mundo. No dia 24 de junho, a maior concentração de bacamarteiros do mundo desfila pela cidade. Cerca de 700 homens, vestidos a caráter, portando seus bacamartes, festejam o seu dia. Dispomos, ainda, do maior número de bandas de pífanos, sendo, atualmente, a de maior evidência a do Mestre João do Pife, que já se apresentou em mais de 30 países.



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Todos esses recordes, junto com a multidão que lota nosso mega pátio de forró Luiz Gonzaga, fazem o maior São João do mundo. Além desses inusitados e divertidos recordes, lembrei de outros não juninos: a maior feira ao ar livre do mundo, a Feira de Caruaru, patrimônio imaterial do Brasil, famosa também pela música do compositor caruaruense Onildo Almeida, gravada pelo Rei do Baião. Somos a cidade do interior mais cantada do país, segundo pesquisa feita, em 2010, pelo Dr. Emanuel Leite, que identificou 1.020 músicas que citam Caruaru em suas letras. O Alto do Moura, lugar de Vitalino, o Mestre do Barro, é considerado o mais importante centro de arte figurativa do Brasil. Temos o jornal mais antigo do interior do Brasil, que circula, sem interrupção, desde 1º de maio de 1932: Vanguarda, fundado pelo jornalista caruaruense José Carlos Florêncio.



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Sem bairrismos, mas lembrando dos inúmeros filhos talentosos da Capital do Forró, conhecidos nacional e internacionalmente, acho que, como cidade do interior, também somos recorde. Mas, isso é assunto para outro artigo. Vixe! Em se tratando de bater recordes, o País de Caruaru parece até uma Olimpíada. Inté!


*Valéria Barbalho é filha do escritor e historiador Nelson Barbalho. É médica pediatra, cronista.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Viva O Meu País - Crônica, por AJ Fontes*

03/04/2026

Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pint...

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Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pintura que representa o meu Estado e foi a bandeira cravada no chão de uma nação.

Trouxemos o sentimento de pátria para todos, responsáveis pela formação desse povo: originários e europeus, africanos, asiáticos chegados nesse canto do novo mundo, nas mais distintas condições. Construímos uma gente nova, diferente, capaz de inventar palavras, habitações, comidas, músicas, danças e sentimentos. Há quem chame de brasilidade.

Somos brasileiros de várias estaturas, cores e sotaques. Amamos, sentimos e arengamos, cada qual com seu jeito. Somos pernambucanos: brancos, galegos, negros ou de olhos puxados, mas inseridos em nossa pátria e dispomos, aos irmãos, nossos altos coqueiros para defesa que se faça necessária ou para, tomando as palavras de um baiano famoso, o refrigério de nossas praias.

Isso tudo é nada, apenas alguns ditos de um sujeito do povo mais bairrista em linha reta do mundo.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Chuvas no Sertão! - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

03/04/2026

Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



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A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



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Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



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A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Florescer - Poema, por Maria Inês Machado*

03/04/2026

A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.

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A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Ocaso - Crônica em Prosa Poética - Por, Ana Pottes*

03/04/2026

Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas segu...

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Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas seguem amainando: sombras despertam, se espreguiçam, resmungam em outros passos; aromas e essências envolventes emanam das janelas das casas. O belo e o encantado ocupam espaços comuns em lusco-fusco.

Um segue se esvaindo e o outro renasce em brilhos suaves, iluminando o ocaso.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Casamento Matuto – Contículo, por Xico Bizerra*

03/04/2026

O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padr...

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O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



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O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: 'tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado' que eu ‘tô querendo descansar um tiquim'. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou. Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Lolita - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*

03/04/2026

Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, tem...

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Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, temos as seguintes informações:

Veio ainda adolescente para o Recife, onde passou a trabalhar como servente e cozinheiro. Por sua irreverência, e dotes, passou a participar de alguns programas de calouro na Rádio local, porém, adquiriu sua verdadeira popularidade quando caiu nas graças da estudantada.



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Homossexual assumido, era a estrela das meretrizes

Viveu vários anos cantando e dando pequenos shows pelas ruas do Recife, aglomerando curiosos e fãs, motivo normalmente da presença de truculentos policiais que subiam as escadas das pensões que funcionavam, geralmente, nos andares superiores aos bares, chamados para contê-lo.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Fui Condenado a Comprar um Terno - Crônica - Por, Romero Falcão*

03/04/2026

Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa —...

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Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



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Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa — como se fôssemos alguma coisa importante. “Uma gravata bem atada é o primeiro passo sério na vida”, disse Oscar Wilde.

High Society

Fui condenado a comprar um terno e entrar numa igreja para um casamento de família high society. Não posso recusar a solene encomenda. A noiva, grande amiga, contou-me a história dos pombinhos — como se conheceram, os altos e baixos do relacionamento e, por fim, as alturas, decidiram voar juntos, felizes.



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Sem Paletó

Daí me pediu que colocasse no papel uma síntese com doses de lirismo, romantismo e pitadas de irreverência — é aí que mora o perigo. Que Deus me ajude na empreitada e, um dia, me receba sem paletó.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Colheita de Esperança - Por, Poeta Pica-Pau*

03/04/2026

Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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