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Entre o símbolo e a ordem: A Palestina radicalizada, o lumpemproletariado da esquerda e a bifurcação de Trump

03/10/2025

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Por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
 
 
"Paz sem ordem é trégua; justiça sem limite é caos."
 
1. Preâmbulo — A questão palestina como teatro ideológico
 
O conflito entre Israel e os palestinos não é apenas uma disputa de territórios: é um teatro político. Ao longo de décadas, a dor real do povo palestino foi convertida em símbolo, transformando sofrimento em capital político útil a ideologias alheias à vida concreta de quem sofre.
 
Ruína
 
Cada ruína em Gaza vira cartaz; cada corpo tombado, manchete e bandeira para causas da esquerda mundial. A guerra tornou-se uma máquina de indignação estratégica, alimentada pelo ódio e pela miséria, sempre imputada aos conservadores e a Israel.
 
Quem mais lucra com esse teatro não é Israel, mas os grupos radicais palestinos — sobretudo o Hamas — e a esquerda mundial, que encontrou na Palestina o lumpemproletariado perfeito: eterno, sofredor e polit...

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Por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
 
 
"Paz sem ordem é trégua; justiça sem limite é caos."
 
1. Preâmbulo — A questão palestina como teatro ideológico
 
O conflito entre Israel e os palestinos não é apenas uma disputa de territórios: é um teatro político. Ao longo de décadas, a dor real do povo palestino foi convertida em símbolo, transformando sofrimento em capital político útil a ideologias alheias à vida concreta de quem sofre.
 
Ruína
 
Cada ruína em Gaza vira cartaz; cada corpo tombado, manchete e bandeira para causas da esquerda mundial. A guerra tornou-se uma máquina de indignação estratégica, alimentada pelo ódio e pela miséria, sempre imputada aos conservadores e a Israel.
 
Quem mais lucra com esse teatro não é Israel, mas os grupos radicais palestinos — sobretudo o Hamas — e a esquerda mundial, que encontrou na Palestina o lumpemproletariado perfeito: eterno, sofredor e politicamente útil.
 
2. Shalom e a inteireza traída
 
Na tradição judaica, shalom não é ausência de guerra, mas inteireza. Para que haja paz, é preciso tzimtzum (contenção do excesso) e tikkun (reparo do que foi quebrado).
 
Em Gaza, não há contenção: há excesso de ódio e manipulação. Não há reparo: a dor é cultivada como ativo político. A Palestina radicalizada tornou-se um vaso estilhaçado (Shevirat ha-Kelim), incapaz de conter a luz da vida, aprisionada numa casca ideológica (kelipá).
 
Não é o povo palestino
 
O problema não é o povo palestino em si — a diáspora prova que ele pode florescer em sociedades abertas, como no Brasil —, mas a ideologia que o impede de se reconstruir.
 
3. Realismo clássico: paz pela força e pela autoridade
 
A filosofia política clássica não tinha ilusões. Para gregos e romanos, paz não era conciliação sentimental, mas ordem imposta pela autoridade. A pax romana só existiu porque Roma tinha força para impor limites.
 
Aplicando esse realismo ao presente: Israel não é o polo radical, mas o ator de contenção. O núcleo incendiário está em Gaza, no Hamas e em parte da liderança palestina que perpetua o conflito.
 
Por isso, a paz não depende de concessões adicionais de Israel, mas da capacidade palestina de aceitar a proposta de paz dos Estados Unidos. Se não o fizer, restará apenas a contenção pela força legítima.
 
4. Os Acordos de Abraão: pragmatismo contra o ressentimento
 
Os Acordos de Abraão, firmados entre Israel e países árabes como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão, mudaram a moldura histórica do problema.
 
Ao normalizar relações, esses países romperam a narrativa de que “todos os árabes são inimigos de Israel”. Criaram pontes de segurança, comércio e tecnologia, isolando os radicais palestinos e desmontando o capital simbólico da esquerda mundial.
 
Em vez de trincheiras ideológicas, surgiram contratos e cooperação. Foi o primeiro tijolo de uma arquitetura de futuro.
 
5. A bifurcação de Trump: escolhas em vez de slogans
 
O plano de Trump para Gaza foi a tradução prática dos Acordos de Abraão. Nada de promessas vagas: uma engenharia de escolhas claras.
 
Aceitar: desarmamento do Hamas, governança de transição com participação árabe e internacional, reconstrução de Gaza com bilhões em investimentos, dignidade e prosperidade.
 
Rejeitar: legitimidade para Israel agir com firmeza contra o Hamas, com apoio tácito ou explícito dos signatários árabes.
 
Sem meio-termo, sem slogans. Pela primeira vez em décadas, os palestinos deixavam de ser tratados como vítimas eternas e passavam a ser chamados à responsabilidade por seu destino.
 
6. O lumpemproletariado como capital simbólico da esquerda
 
Desde a Guerra Fria, a esquerda descobriu que o lumpemproletariado — a massa marginalizada — podia ser transformado em ícone político. O palestino em Gaza tornou-se esse ícone: não interessa que prospere, interessa que sofra.
 
O Hamas explora essa engrenagem internamente; a esquerda mundial, externamente. Cada cadáver vira bandeira, cada escombro, cartaz. O palestino deixa de ser pai, mãe ou trabalhador e passa a ser peça de propaganda em um espetáculo de indignação.
 
7. Diáspora e realidade: palestinos em paz no Brasil
 
A experiência brasileira prova o contrário: palestinos aqui prosperaram. Tornaram-se comerciantes, profissionais respeitados, cidadãos integrados — convivendo em harmonia com judeus.
 
Eles sabem que o problema não é a etnia, mas a radicalização em Gaza. A confusão nasce de uma esquerda militante que insiste em manter a chama do ressentimento acesa, mesmo longe da realidade.
 
8. Inversão estratégica: do ícone à pessoa responsável
 
O plano de Trump faz a inversão: o palestino deixa de ser ícone intocável para ser sujeito responsável. Aceitar leva à reconstrução; rejeitar, ao isolamento.
 
O sofrimento não é mais capital político, mas consequência de escolhas. Essa é a ruptura filosófica: da vitimização simbólica à responsabilidade concreta.
 
9. Força legítima e limites morais
 
Israel, como ator de contenção, tem o dever de usar a força. Mas essa força só é legítima quando respeita três pilares: proporcionalidade, proteção de inocentes e auditoria externa.
 
É o que Israel busca: avisos prévios antes de bombardeios, corredores humanitários, aceitação de monitoramento internacional.
 
O Hamas, ao contrário, pratica violência ilegítima: usa civis como escudos, constrói túneis sob escolas e hospitais, fabrica tragédias para convertê-las em propaganda. O resultado é devastador para o próprio povo palestino.
 
A distinção é clara: Israel busca conter; os radicais palestinos ultrapassam todos os limites morais.
 
10. Governança de transição: a prova da seriedade
 
Nenhum plano de paz sobrevive sem instituições. O de Trump prevê uma administração transitória em Gaza: tecnocratas palestinos sem vínculos militares, supervisionados por parceiros árabes e observadores internacionais.
 
A reconstrução seria condicionada: recursos só liberados conforme metas verificáveis — água, energia, escolas, hospitais. Caso haja desvios, suspensão imediata.
 
Não é retórica: é uma arquitetura de futuro.
 
11. Dialética do ressentimento e sua ruptura
 
Hegel chamava de “má infinidade” o ciclo sem síntese. O Hamas opera nessa lógica: cada derrota vira combustível para nova revolta, cada mártir, bandeira.
 
Romper exige dois movimentos: quebrar a máquina militar dos radicais e oferecer vida digna à população. Só quando prosperidade superar o ressentimento, o ciclo se rompe.
 
12. Conclusão — O fim da indústria da indignação
 
O que se disputa em Gaza é mais que paz regional: é o fim de uma indústria global que converte tragédia em capital político.
 
Acordos de Abraão
 
Os Acordos de Abraão abriram a moldura pragmática. O plano de Trump ofereceu a bifurcação decisiva: aceitar e reconstruir ou rejeitar e assumir a guerra.
 
Agora, a responsabilidade não repousa sobre Israel, mas sobre a fração radicalizada palestina e a esquerda mundial que lucra com o sofrimento.
 
O símbolo esgotou-se; o sujeito reaparece.
 
13. Epílogo — Entre a torcida e a abundância
 
Não surpreende que a mídia esquerdista internacional trate o plano com sarcasmo. Mais do que análise, o que se vê é torcida: o desejo de que nada funcione.
 
Mas a realidade é teimosa: os EUA conduzem uma agenda que alia pragmatismo à prosperidade. A abundância tem força filosófica própria: dissolve ressentimentos, desfaz slogans.
 
O Brasil mostra isso: mesmo sob desastres de governos de esquerda, sua energia criativa sobreviveu, desmontando a ilusão de que slogans substituem pão ou educação.
 
Gaza
 
O mesmo pode ocorrer em Gaza: prosperidade é mais forte que ódio, vida mais poderosa que retórica.
 
A encruzilhada é clara: ou se multiplica a miséria, ou se ergue uma arquitetura de vida.
 
13.1. Entre o Céu e o Inferno
 
Conta a tradição rabínica que um homem foi conduzido, após a morte, a ver o céu e o inferno. Em ambos, uma mesa farta de banquetes. Mas havia uma condição: cotovelos rígidos impediam cada um de levar alimento à própria boca.
 
No inferno, todos tentavam comer sozinhos, em desespero. No céu, cada um alimentava o outro — e todos se saciavam.
 
Essa parábola é também a história de Israel. Em 1948, ressurgindo dos escombros, sem abundância, escolheu partilhar: transformou deserto em tecnologia, ameaça em resiliência, pedra em colheita.
 
Enquanto radicais transformam abundância em desespero, Israel prova que é possível transformar escassez em prosperidade.
 
Os judeus de Israel escolheram o céu em 1948; os palestinos de Gaza ainda podem escolhê-lo hoje.
 
*Jorge Pinho é advogado, ex-PGE do Amazonas e pensador.
 
NR - Os textos assinados refletem a opinião dos seus autores. O Poder acolhe e estimula o livre e democrático confronto elevado de ideias.

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Leia outras informações

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É Findi - O Suor que Constrói a Nação - Poema Feito por IA em Homenagem ao Dia do Trabalhador - Por Vida Hare, editoria de O Poder*

30/04/2026

Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.

Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.

É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.

Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.

Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.

Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.


*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um p...

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Nas mãos que calam o calo,
E na mente que inventa o amanhã,
Ouvi-se o primeiro estalo
Do sol que desponta na manhã.

Do operário no andaime ao céu,
Ao mestre que ensina o saber,
Cada um cumpre o seu papel,
Fazendo a esperança crescer.

É o campo que brota o sustento,
A fábrica que molda o metal,
O serviço que vence o momento,
No esforço que é universal.

Primeiro de Maio, memória,
De lutas, conquistas e união,
Pois quem faz a nossa história
É quem trabalha de coração.

Que o descanso seja merecido,
Que o direito seja o norte e a luz,
Pois todo valor é erguido
Pelo braço que a vida conduz.

Viva aquele que planta a semente,
E aquele que a engrenagem faz girar,
Pois o progresso da gente
Vem do brio de quem sabe lutar.


*Vida Hare, editoria de O Poder, e a IA prepararam um poema que celebra a força, a história e a dignidade de quem constrói o Brasil todos os dias, desde o campo até a cidade.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.



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É Findi - Herança - Poema - Por Ana Pottes*

30/04/2026

Sei não pra que isso,
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.

Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?

Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.

Puxo.
Empurro.

Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.

Sigo...


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Sei não pra que isso,
se o ar continua ferindo
narizes de perdigueiros.

Pra que tanta vontade,
se nas filas ninguém vê
dias iguais, repetidos?

Indago se é pra ir
buscar o quê?
A carroça me serve —
foi de pai, que se foi.
Faz tempo, nem lembro.

Puxo.
Empurro.

Pobre.
Preto.
Analfabeto.
Burro sem rabo.

Sigo...


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


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É Findi - Trabalhador versus Empregador - Poema em Homenagem ao Dia do Trabalho - Por Eduardo Albuquerque*

30/04/2026

Do trabalhador, se cobra em excesso:
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.

É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.



Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.

Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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Do trabalhador, se cobra em excesso:
muito, muito menos, se lhe oferece
por quaisquer tarefas, em contraparte;
nessas relações, elo fraco, só se parte.

É cambalacho, puro melaço, um feio trato
se faz, às vezes, com o desditoso empregado
quase sempre pelas necessidades encurralado:
ele acuado, sem opções, cede ao patronato.



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Esse, por seu lado, tem a riqueza como missão.
Faz-se necessária uma estratégia equilibrada,
que permeie um acordo, digno de louvor.

Essa fricção, tal embate, entre trabalhador
versus patrão, deve, pois, ser mediada
salomonicamente, eis a melhor solução!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


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É Findi – Jornais de Ontem – Croniqueta, por Xico Bizerra*

30/04/2026

Esta semana bateu uma saudade danada dos jornais de antigamente. Daqueles que às vezes até sujava as nossas mãos com a mistura de tinta e cola, mas que emanava um odor que agradava meu olfato. Jornal, eu amava pelo cheiro, acho. Como faz falta aquele emaranhado de letras a nos encantar com as notícias do dia anterior, sem a velocidade da internet dos dias de hoje. Era grande o prazer de folhear, uma a uma, as páginas e colunas de um tablóide, isso desde os tempos de O PASQUIM e do OPINIÃO, sem falar da Folha de São Paulo, da qual fui assinante e do JORNAL DOS SPORTS, com suas folhas cor-de-rosa (nunca consegui entender o porquê daquela cor). Hoje, não mais existem jornais de papel.

Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o...

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Esta semana bateu uma saudade danada dos jornais de antigamente. Daqueles que às vezes até sujava as nossas mãos com a mistura de tinta e cola, mas que emanava um odor que agradava meu olfato. Jornal, eu amava pelo cheiro, acho. Como faz falta aquele emaranhado de letras a nos encantar com as notícias do dia anterior, sem a velocidade da internet dos dias de hoje. Era grande o prazer de folhear, uma a uma, as páginas e colunas de um tablóide, isso desde os tempos de O PASQUIM e do OPINIÃO, sem falar da Folha de São Paulo, da qual fui assinante e do JORNAL DOS SPORTS, com suas folhas cor-de-rosa (nunca consegui entender o porquê daquela cor). Hoje, não mais existem jornais de papel.

Teimoso que sou, comprei até um minicomputador exclusivamente para exercitar meu vício diário, minha leitura matutina antes de abandonar a rede rumo ao café da manhã. Não é a mesma coisa, definitivamente. Livros, também, com seus cheiros peculiares, estão por desaparecer. Quem nunca sentiu o cheiro de um livro, que atire a primeira página. Até as livrarias estão sumindo, já não as vemos como antigamente. Em seu lugar, igrejas evangélicas e farmácias, experts em explorar nossas parcas economias. Acho que estou ficando velho com essa saudade besta que sinto dos livros e jornais.

Também sinto saudades dos CDs, das capas, dos seus encartes, das letras ali inseridas, do nome de quem fez as músicas e de quem as tocou. Aliás, para ser sincero, detesto essas tais de plataformas virtuais. Estou ultrapassado, tanto quanto os jornais de antigamente. Espero a manchete estampada na primeira página do jornal que leio no tablete: estarão de volta os jornais impressos, a partir de amanhã. Quando será o amanhã? Quero lê-los ouvindo o último CD do meu cantor preferido.


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


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É Findi - Duv(Idoso), poema, por Felipe Bezerra*

30/04/2026

Realidade atroz.
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?


*Felipe Bezerra, advogado e poeta.


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Realidade atroz.
Quem de nós,
nos dias atuais,
ainda se importa
com regras gramaticais,
esse luxo extremo,
se a Constituição foi morta
pelas mãos do Supremo?


*Felipe Bezerra, advogado e poeta.


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É Findi - A Escala do Sol - Conto para o Dia do Trabalho - Por Romero Falcão*

30/04/2026

Mara pulou da cama, jogou água no rosto. Nem deu chuveiro. Engoliu um pão com ovo e meia xícara de café da noite passada. É preciso correr para o ponto de ônibus. Quem sabe tem sorte: um banco vazio às cinco da manhã. Que nada — ela se espreme no meio de corpos que também saíram sem banho.



Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?

— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?

Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.

Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.

Palé está de...

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Mara pulou da cama, jogou água no rosto. Nem deu chuveiro. Engoliu um pão com ovo e meia xícara de café da noite passada. É preciso correr para o ponto de ônibus. Quem sabe tem sorte: um banco vazio às cinco da manhã. Que nada — ela se espreme no meio de corpos que também saíram sem banho.



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Durante o longo percurso, pensa na vida... que vida?

— É isso, vou passar o resto dos meus dias naquela linha de montagem, vestindo, aprontando carro, enquanto não tenho tempo nem para o batom. Até para mijar é sufoco. O luxo suga a última gota. Quanto tempo sem abrir um livro, sem um copo de cultura. Qual o propósito, significado de apertar botão, calibrar braço de robô?

Mas você tem emprego, sua idiota, agradeça aos céus. E, além do mais, livro não bota feijão na mesa. Cultura não cultiva arroz.

Desce do ônibus carregando o fantasma do desemprego. Trabalhar é preciso, viver não é preciso.

Palé está desempregado, se vira fazendo bicos. Há duas semanas não arruma nada. Então botou a enxada no ombro, na esperança de levar pão para três filhos no barraco e o quarto na barriga da companheira. De repente, Deus ajuda a quem trabalha. Um senhor num carrão, fita Palé e a enxada.

— Ô, moreno, tenho dois terrenos cheios de mato, quer limpar?

— Agora mesmo, doutor.
— Entra aí. Tá vendo? É moleza. Numa manhã você dá conta. Pago cinquenta reais.

— Doutor, é muito pouco. O mato está alto e os terrenos são grandes, vou levar uns três dias.

— Tá maluco, é? Nem parece que precisa de dinheiro.
Palé bate em retirada, com o sol no espinhaço e a barriga chorando.



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Enquanto enrola o volante, fazendo a volta, o senhor pensa, indignado: vai, vai, vai ganhar a tua Mesada Social, vagabundo.

Mas eis que surge um paletó chique, microfone na mão, preparando-se para subir no palanque:

— Senhoras e senhores, atenção, tenho um projeto para a nação. Vou revolucionar a CLT, que se chamará FFF. Força, Fé e Foco. A escala do sol. Só os fortes entenderão.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


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É Findi – A Lancha da C.T.U. - Por Carlos Bezerra Cavalcanti*

30/04/2026

A vinda dessa embarcação para a “Veneza Americana” foi uma das poucas tentativas do Governo de valorizar o potencial aquático do Recife e que, por falta de maior empenho ou até de cultura, não deu certo.

Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:

“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e...

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A vinda dessa embarcação para a “Veneza Americana” foi uma das poucas tentativas do Governo de valorizar o potencial aquático do Recife e que, por falta de maior empenho ou até de cultura, não deu certo.

Sobre ela temos importantes dados colhidos em “Recife do Corpo Santo”, pág. 303, baseados em informações fornecidas aos jornalistas pelo então presidente daquela companhia, General Viriato de Medeiros:

“A CTU (Companhia de Transportes Urbanos) acabara de adquirir na Holanda uma embarcação a motor com capacidade para oitenta e seis pessoas, destinada ao transporte de passageiros no Capibaribe. A lancha será embarcada em dois de outubro (ou seja embarcou anteontem), devendo chagar a Pernambuco dentro de dez dias. A embarcação tipo “Amsterdã”, fabricada nos estaleiros J. H. Bergman tem dezesseis metros de comprimento por quatro de largura. Seu calado é de cinquenta e oito centímetros, linha d’águas de um metro e setenta centímetros, pesa vinte toneladas e desenvolve uma velocidade de dezoito nós horários” — o barco seria o primeiro de uma série de outros a serem adquiridos pela CTU no referido país, dentro do programa destinado a facilitar o transporte de passageiros aos diferentes pontos da cidade. “As informações prestadas pelo general Viriato de Medeiros adiantam ainda que o primeiro barco vai fazer o transporte de Brasília Teimosa para a Praça 17, e que o seu custo foi de 25.000,00 dólares, mas que com as despesas de fretes e impostos, subirá a 30.000,00 dólares. Como uma defesa prévia contra os pensamentos de alguns derrotistas, as informações explicam porque o barco ou barcos foram comprados na Holanda, em vez de fabricados no Brasil, explicações justas e convincentes visto que nossos estaleiros, preocupados com o programa de construção naval, não puderam atender às solicitações da CTU. Adianta, ainda a informação que “ a lancha adquirida poderá ser empregada também, como turismo e servirá para passeios aos domingos e feriados”, pois se trata de uma embarcação das mais modernas que se conhece no gênero, com visão panorâmica e foi adquirida através de facilidades proporcionadas pelo City Bank do Recife.”



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Em tempos não muito distantes, quase em frente ao pequeno cais, onde atracava aquela lancha e onde hoje temos o prédio da Procuradoria Geral do Estado


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


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É Findi – 1º de Maio — Mãos que Constroem o Mundo - Por Poeta Pica-Pau*

30/04/2026

No nascer do sol, já há passos na estrada,
Mãos calejadas, de luta marcada.
O suor que escorre jamais é em vão,
É semente viva brotando no chão.

Cada ofício carrega um valor,
Do simples gesto ao grande labor.
Há dignidade em todo fazer,
Há força imensa em não desistir e viver.

O trabalhador ergue cidades inteiras,
Constrói pontes, caminhos e beiras.
No campo, na fábrica, no lar ou na rua,
Há sempre uma história que o tempo perpetua.

Que neste dia se faça memória
De quem transforma a vida em vitória.
Que nunca falte respeito e pão
A quem move o mundo com o coração.

Pois todo trabalho, grande ou pequeno,
É fio que tece o futuro sereno.
E em cada jornada, com fé e valor,
Nasce um amanhã cheio de esplendor

Feliz Dia , dia do Trabalhador!


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.


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No nascer do sol, já há passos na estrada,
Mãos calejadas, de luta marcada.
O suor que escorre jamais é em vão,
É semente viva brotando no chão.

Cada ofício carrega um valor,
Do simples gesto ao grande labor.
Há dignidade em todo fazer,
Há força imensa em não desistir e viver.

O trabalhador ergue cidades inteiras,
Constrói pontes, caminhos e beiras.
No campo, na fábrica, no lar ou na rua,
Há sempre uma história que o tempo perpetua.

Que neste dia se faça memória
De quem transforma a vida em vitória.
Que nunca falte respeito e pão
A quem move o mundo com o coração.

Pois todo trabalho, grande ou pequeno,
É fio que tece o futuro sereno.
E em cada jornada, com fé e valor,
Nasce um amanhã cheio de esplendor

Feliz Dia , dia do Trabalhador!


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.

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Entenda por que Raquel Teixeira Lyra não consegue passar segurança

30/04/2026

A segurança pública em Pernambuco tornou-se, na gestão de Raquel Teixeira Lyra, um exercício de estética política. As cerimônias grandiosas na Arena Pernambuco, repletas de fardas novas, drones e discursos entusiastas, tentam vender a imagem de um estado sob controle. No entanto, ao retirar a maquiagem do marketing oficial, o que se revela é uma estrutura que ainda luta contra um déficit histórico e uma violência que não se resolve apenas com fotos em eventos de formatura. Para o cidadão que espera o ônibus no subúrbio do Recife ou para o agricultor no Sertão, o espetáculo de armamentos na capital não se traduz em tranquilidade.

Novo espetáculo hoje na Arena Pernambuco

A governadora tem feito das posses de novos policiais militares (como os mais de 2 mil recém-formados em abril de 2026) verdadeiros eventos de campanha. Mas a matemática da segurança é cruel e não aceita apenas "novas tropas":
Apesar das sucessivas formaturas, Pernambuco ainda...

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A segurança pública em Pernambuco tornou-se, na gestão de Raquel Teixeira Lyra, um exercício de estética política. As cerimônias grandiosas na Arena Pernambuco, repletas de fardas novas, drones e discursos entusiastas, tentam vender a imagem de um estado sob controle. No entanto, ao retirar a maquiagem do marketing oficial, o que se revela é uma estrutura que ainda luta contra um déficit histórico e uma violência que não se resolve apenas com fotos em eventos de formatura. Para o cidadão que espera o ônibus no subúrbio do Recife ou para o agricultor no Sertão, o espetáculo de armamentos na capital não se traduz em tranquilidade.

Novo espetáculo hoje na Arena Pernambuco

A governadora tem feito das posses de novos policiais militares (como os mais de 2 mil recém-formados em abril de 2026) verdadeiros eventos de campanha. Mas a matemática da segurança é cruel e não aceita apenas "novas tropas":
Apesar das sucessivas formaturas, Pernambuco ainda convive com um déficit de efetivo que ultrapassa os 35%. O que a propaganda chama de "reforço histórico" é, na verdade, uma tentativa tardia de estancar a sangria de anos de aposentadorias e saídas sem reposição.

Cobertor Curto

Como apontado por parlamentares e especialistas, muitas vezes o novo efetivo serve apenas para preencher lacunas de unidades que já operavam no limite. Inaugurar batalhões ou patrulhas sem um aumento real e líquido do número de agentes é "trocar seis por meia dúzia", desguarnecendo uma área para fingir presença em outra.
Armamentos modernos em estruturas sucateadas. O anúncio de compras de helicópteros, fuzis e drones gera imagens impactantes para as redes sociais, mas ignora a base do sistema.

Delegacias Fantasmas

Enquanto se gasta milhões em equipamentos de ponta, há denúncias, inclusive na Assembleia Legislativa, de licitações milionárias para mobiliar unidades que sequer foram concluídas ou que funcionam em condições precárias.
A segurança moderna exige investigação e inteligência. O foco excessivo na "exposição da tropa" remete a um modelo de policiamento ostensivo que, embora necessário para a sensação de segurança, pouco faz para desmantelar as facções que controlam o tráfico de drogas e elevam os índices de homicídios no estado.




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Daniela prometeu ao PT/PB fidelidade eterna a Lula e traiu na primeira oportunidade

30/04/2026

O PT, todos sabem, é um partido complexo, com alas, grupos e respeito a instâncias internas. Dentro dessa perspectiva, a senadora Daniela Ribeiro, com DNA direitista que remonta ao antigo e super reacionário "grupo Ribeiro da Varzea", seduziu a presidente do PT /PB para apoiar o filho, Lucas Ribeiro(PP) ao governo da PB. Com juras de fidelidade eterna ao projeto de Lula e, claro, gordas benesses através de cargos no governo estadual e outros penduricalhos. E assim se desenhou a estranha aliança no Estado, casamento de Jacaré e cobra d'água.

Porém

No primeiro teste de fogo, que foi a votação, ontem, 29/04, do indicado de Lula, Jorge Messias, para uma vaga no STF, a senadora mostrou a sua verdadeira natureza. Não apenas traiu a indicação de Lula, votando contra. Se agarrou aos abraços e beijos (literalmente) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Naquele momento, o inimigo número 1 do presidente.

Situação constrangedora...

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O PT, todos sabem, é um partido complexo, com alas, grupos e respeito a instâncias internas. Dentro dessa perspectiva, a senadora Daniela Ribeiro, com DNA direitista que remonta ao antigo e super reacionário "grupo Ribeiro da Varzea", seduziu a presidente do PT /PB para apoiar o filho, Lucas Ribeiro(PP) ao governo da PB. Com juras de fidelidade eterna ao projeto de Lula e, claro, gordas benesses através de cargos no governo estadual e outros penduricalhos. E assim se desenhou a estranha aliança no Estado, casamento de Jacaré e cobra d'água.

Porém

No primeiro teste de fogo, que foi a votação, ontem, 29/04, do indicado de Lula, Jorge Messias, para uma vaga no STF, a senadora mostrou a sua verdadeira natureza. Não apenas traiu a indicação de Lula, votando contra. Se agarrou aos abraços e beijos (literalmente) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Naquele momento, o inimigo número 1 do presidente.

Situação constrangedora

A reação no partido local foi durissima. A presidente teve que enfrentar o descontentamento da base, um manifesto de figuras importantes e até desistência de candidatura a deputado. A expectativa é se tudo vai ficar por isso mesmo ou se o constrangimento monumental vai provocar uma mudança na decisão de apoio a Lucas. Que no primeiro teste se mostrou totalmente equivocada.




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