O perdão e o poder: a confissão forçada das Forças Armadas, por Jorge Pinho*
29/10/2025
1. Preâmbulo — Quando a confissão é uma sentença
Há gestos que, sob o disfarce da humildade, escondem uma inversão de poder. Quando a presidente do Superior Tribunal Militar — uma civil, e não uma militar — pede perdão “em nome da Justiça Militar” pelas atrocidades cometidas durante o regime de 64, não está apenas evocando o passado: está redesenhando o presente.
Expressão livre
O perdão, que deveria ser expressão livre de arrependimento autêntico, converte-se, nesse caso, em ato político de confissão forçada. E como toda confissão imposta, serve menos à verdade e mais ao domínio moral de quem a exige.
Conciliador
O gesto parece, à primeira vista, nobre e conciliador. Mas sua simbologia é devastadora: o tribunal da farda ajoelha-se diante do tribunal das togas, e o que se apresenta...
1. Preâmbulo — Quando a confissão é uma sentença
Há gestos que, sob o disfarce da humildade, escondem uma inversão de poder. Quando a presidente do Superior Tribunal Militar — uma civil, e não uma militar — pede perdão “em nome da Justiça Militar” pelas atrocidades cometidas durante o regime de 64, não está apenas evocando o passado: está redesenhando o presente.
Expressão livre
O perdão, que deveria ser expressão livre de arrependimento autêntico, converte-se, nesse caso, em ato político de confissão forçada. E como toda confissão imposta, serve menos à verdade e mais ao domínio moral de quem a exige.
Conciliador
O gesto parece, à primeira vista, nobre e conciliador. Mas sua simbologia é devastadora: o tribunal da farda ajoelha-se diante do tribunal das togas, e o que se apresenta como reconciliação é, na realidade, a rendição ritual de uma instituição que ainda carrega o peso da soberania nacional.
Quando o perdão é encenado sem sujeito e sem limite, ele se transforma num instrumento de poder. É a liturgia da culpa substituindo o exame da consciência; é o teatro da penitência substituindo a justiça.
2. O contexto histórico e o revisionismo tardio
A ditadura militar de 1964 é, sem dúvida, um dos períodos mais complexos da história republicana. Houve abusos, censura, prisões e torturas — mas também houve ordem institucional, desenvolvimento econômico e, sobretudo, o temor real de uma guerra civil alimentada pela infiltração comunista.
A História não pode ser contada em preto e branco. O mesmo Estado que prendeu também alfabetizou; o mesmo governo que censurou também impediu que o país mergulhasse no caos revolucionário.
Justiça Militar
A Justiça Militar, por sua vez, exerceu um papel jurídico que pode e deve ser criticado, mas não pode ser tratado como um tribunal de exceção unívoco.
O que ocorre hoje é um revisionismo seletivo: condenam-se os excessos militares sem reconhecer os crimes de quem tentou subverter o país pela violência ideológica.
Enquanto uns são julgados à luz da moral moderna, outros permanecem protegidos pelo silêncio conveniente da história.
Ao pedir perdão “em nome da Justiça Militar”, a ministra não faz justiça às vítimas — apenas reescreve a narrativa em conformidade com o discurso dominante.
E pior, ela o faz num momento em que o poder civil, representado pelo Governo Lula e pelo STF, reconstrói o mito de que só a esquerda é moralmente legítima para falar em democracia.
3. A simbologia da rendição
A Justiça Militar foi criada para garantir a hierarquia, a disciplina e o equilíbrio entre o poder civil e o militar.
Ao colocar-se como penitente, ela abdica de seu papel ontológico: o de proteger a legalidade dentro da farda, não o de julgar a farda diante da ideologia.
Há, nesse ato, uma coreografia cuidadosamente ensaiada. O pedido de perdão ocorre no cinquentenário da morte de Vladimir Herzog, sob a presença de ministros de Estado e com ampla divulgação pela imprensa simpática ao governo.
Gesto
Não é um gesto de introspecção institucional — é uma performance pública de submissão moral.
A ministra não fala por um tribunal que errou, mas por um país que já não sabe distinguir culpa de propaganda.
Ao pedir perdão, ela coloca o STM na posição de réu histórico, abrindo caminho para que qualquer decisão judicial futura envolvendo militares seja interpretada sob o prisma da culpa coletiva.
Esse é o ponto crucial: o perdão, quando instrumentalizado, não liberta — fragiliza.
A Justiça Militar, que deveria ser o pilar da autonomia castrense, passa a ser tratada como departamento moral do Supremo Tribunal Federal.
4. O projeto de docilização institucional
A política moderna descobriu que é possível desarmar instituições sem disparar um tiro.
Basta desmoralizá-las moralmente.
Primeiro, constrói-se a narrativa de que a farda é símbolo de autoritarismo. Depois, exige-se que ela peça perdão por existir. Por fim, legitima-se sua neutralização em nome da “defesa da democracia”.
Processo
Esse é o processo que hoje se observa: a docilização das Forças Armadas, a redução do militar à condição de funcionário desarmado da consciência nacional.
Um STM que pede perdão é um STM que renuncia ao seu poder moral. Um Exército que aceita a culpa simbólica de um regime que não comandou é um Exército que aceita ser tratado como suspeito permanente.
Lucidez histórica
Não se trata de saudosismo, mas de lucidez histórica. Nenhum país que demoniza suas forças de defesa conserva sua liberdade por muito tempo.
O que Tocqueville chamaria de “servidão suave” começa exatamente assim: com instituições que se julgam livres enquanto obedecem à moral fabricada pelos que as dominam.
Hoje, o poder não está mais nos quartéis, mas nas cortes.
O STF — autoproclamado guardião da Constituição — exerce poder sem freios e, sob o pretexto da democracia, age como tutor da própria nação.
E um tribunal militar que pede perdão por atos de meio século atrás torna-se cúmplice involuntário dessa hegemonia togada.
5. A estética da culpa e o mercado das virtudes
Vivemos uma era em que o perdão é espetáculo e a virtude, moeda de troca.
Não se busca mais a justiça, mas o aplauso moral.
Confissão
A confissão pública da presidente do STM segue a estética contemporânea da culpa performática: pede-se perdão não para reparar, mas para sinalizar superioridade ética.
É a lógica das redes sociais infiltrando-se nas instituições. O gesto é planejado para gerar manchetes, aplausos, reconhecimento — não transformação.
Essa teatralização do arrependimento cumpre um duplo papel:
i. legitima o governo que se apresenta como “herdeiro da resistência”;
ii. enfraquece simbolicamente o poder militar, associando-o a um passado de sombras.
Enquanto isso, o mesmo governo que se diz guardião dos direitos humanos mantém relações diplomáticas com regimes que torturam e censuram.
A coerência moral não é o objetivo — trata-se de mero controle narrativo.
6. Filosofia do perdão: entre Cícero e Hegel
Cícero dizia que a clemência é virtude quando nasce da justiça, não do medo.
Hegel, por sua vez, advertia que toda dialética de senhor e escravo começa com a renúncia ao reconhecimento mútuo.
Aplicados ao caso presente, esses dois princípios mostram que o pedido de perdão da Justiça Militar não é ato de grandeza, mas de abdicação.
Equilíbrio
O perdão sem reciprocidade destrói o equilíbrio entre liberdade e responsabilidade.
Quem se ajoelha esperando absolvição sem culpa real não se redime — apenas muda de senhor.
A verdadeira dialética da reconciliação não é a submissão, mas o reconhecimento mútuo dos erros e acertos.
E esse é o ponto em que o gesto da ministra falha: não há diálogo histórico, apenas confissão unilateral.
É o perdão como instrumento de poder — a misericórdia que se transforma em estratégia.
7. A moral invertida do Estado
O Brasil vive, há anos, um processo de inversão moral.
A corrupção é relativizada em nome da governabilidade, a censura é rebatizada de regulação, e a justiça é transformada em espetáculo seletivo.
Nesse cenário, pedir perdão por um passado distante é conveniente: desvia o olhar do presente.
Enquanto o Estado se desculpa por “atrocidades de 50 anos atrás”, mantém-se cúmplice de atos de injustiça contemporânea — prisões políticas, perseguições ideológicas, censura de opinião e manipulação judicial.
A moral pública virou vitrine: lava-se o passado com lágrimas calculadas para justificar os abusos do presente.
O perdão institucional torna-se, assim, o álibi moral da corrupção sistêmica.
E o paradoxo é completo: a Justiça Militar pede perdão por “ter julgado demais”, enquanto o STF não pede perdão por julgar de menos — ou por julgar o que não lhe compete.
8. Epílogo — A farda e a farsa
Perdoar é reconhecer o humano em sua falibilidade, não humilhar instituições que garantiram a própria existência da nação.
O verdadeiro perdão exige contexto, verdade e proporcionalidade.
Reconhecer erros do passado é justo; transformá-los em ferramenta de poder é desonesto.
Reconciliação
O Brasil precisa de reconciliação, não de revisionismo moral.
E reconciliação não se faz com ajoelhamentos simbólicos, mas com responsabilidade compartilhada.
O que a ministra do STM ofereceu ao país não foi um pedido de perdão, mas um ato de catequese política: a farda confessando seus pecados diante do púlpito do poder civil.
Um gesto que, se lido com ingenuidade, parece nobre; mas, se lido com lucidez, revela o prenúncio de uma era em que os guardiões da soberania nacional serão apenas figurantes da liturgia democrática.
O perdão verdadeiro é luz; o perdão político é sombra.
E enquanto o Brasil confundir uma coisa com a outra, continuará trocando liberdade por absolvição — e soberania por silêncio.
9. Pós-escrito — A assimetria moral dos arrependimentos seletivos
Há uma pergunta que permanece sem resposta — e que o país, por covardia ou conveniência, evita formular:
onde estão os pedidos de perdão dos outros lados da história?
Nenhum ex-guerrilheiro, nenhum assaltante de banco, nenhum sequestrador de embaixador veio a público pedir perdão pelos crimes que cometeu “em nome da revolução”.
Nenhum pediu desculpas às famílias de militares e civis mortos em emboscadas, ou aos trabalhadores inocentes feridos em atentados.
Aos que queimaram ônibus, executaram reféns, sequestraram diplomatas e financiaram sua causa com o roubo de bancos — o tempo ofereceu não a penitência, mas o prêmio do poder.
E agora, meio século depois, o país assiste a militares que nada fizeram serem convidados a carregar, sozinhos, o fardo da culpa coletiva.
Não por terem pecado, mas por representarem uma instituição que ainda simboliza ordem, hierarquia e dever — três virtudes que o poder político contemporâneo teme mais do que a própria verdade.
Soldado moderno
Pede-se que o soldado moderno abaixe a cabeça não por aquilo que fez, mas por aquilo que o outro teme que ele ainda seja capaz de fazer: lembrar ao Estado que existe limite.
A penitência simbólica imposta às Forças Armadas tem a função de domesticar o que resta de coragem institucional.
Querem um Exército que peça desculpas por existir — e que, humilhado, aceite qualquer ordem, por mais absurda, de quem hoje ocupa o poder e talvez continue cometendo, em silêncio, novos crimes contra a nação.
Verdadeira conciliação
Não há verdadeira reconciliação quando o perdão é exigido apenas de um lado.
O perdão unilateral é máscara de dominação.
A justiça que pune um e absolve o outro não é justiça — é teatro.
Enquanto os que empunharam armas contra o país são celebrados como mártires, e os que o defenderam são reduzidos a réus simbólicos, a História brasileira continua sendo escrita não pela verdade, mas pela conveniência dos vencedores.
E talvez seja esse o crime mais grave: transformar o perdão — que deveria unir — em instrumento de humilhação nacional.
*Jorge Pinho é advogado, ex-PGE do Amazonas e pensador.
NR - Os textos assinados refletem a opinião dos seus autores. O Poder acolhe e estimula o livre e democrático confronto elevado de ideias.

Leia outras informações
No G7, Lula critica protecionismo e defende soberania, frente a frente com Trump. Siga com as novidades para o seu Papo da Noite
16/06/2026
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Lula fez críticas indiretas às políticas do governo dos EUA na sua primeira participação na Cúpula do G7, na França, hoje, 16/06. Falando praticamente frente a frente com Donald Trump, que estava sentado no lado oposto de uma grande mesa oval, Lula criticou o protecionismo e o unilateralismo e defendeu o respeito à soberania dos Estados na luta contra o crime transnacional. Lula não citou diretamente os EUA ou Trump. “O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”, disse Lula ao defender maior cooperação entre os países para ajudar no desenvolvimento dos países do chamado Sul Global.

O líder brasileiro também afirmou que o combate aos crimes transnacionais e ao narcotráfico "devem fazer parte da agenda de desenvolvimento”. Lula fez a segunda crítica indireta a Trump e sua decisão de classificar os grupos criminosos brasileiros como terroristas. Lula afirmou que esse combate deve ser feito por meio de mais cooperação internacional, inclusive com ações da Interpol.
O presidente também criticou a desigualdade e o que classificou como falta de vontade política para diminuí-la. “Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado. O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”, disse ele.
Pouco antes do discurso, Lula e Trump participaram da sessão de fotos com os líderes do G7e não se cumprimentaram.
- G7: Zelenski pede reunião com Lula na França e encontro deverá ocorrer amanhã, 17/06. Chanceleres do Brasil e da Ucrânia já se reuniram hoje como sinal preparatório.
- Relatório PF: Vorcaro tentou acionar diretor da PF e PGR antes de prisão. O ex-banqueiro foi informado sobre a pressão da PF e do MP antes de operação. E ainda, o ex-banqueiro utilizou milícia própria para forjar documentos de órgãos públicos.

- Última: STF condena, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro por coação
A Primeira Turma do STF formou maioria na tarde de hoje, 16/06, para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, PL, pelo crime de coação no curso do processo. Votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Relator da ação no colegiado, Moraes entendeu que o parlamentar atuou para constranger ministros da Corte e interferir no andamento da Justiça. Falta ainda o voto de Dino. Segundo o ministro, as articulações de Eduardo com autoridades dos EUA, entre elas o próprio Trump, e a defesa de sanções contra integrantes do STF e contra o Brasil extrapolaram os limites da atuação política e configuraram grave ameaça às instituições judiciárias e ao governo brasileiro. A Primeira Turma decidirá se condena ou absolve Eduardo Bolsonaro da acusação apresentada pela PGR.
- Condenação de Eduardo Bolsonaro no STF causa inelegibilidade e altera chapa de Tarcísio. Registro de candidatura como suplente deve ser indeferido pela Justiça Eleitoral a partir do julgamento, mesmo sem o processo transitar em julgado.
- Lula discute veto à carne brasileira com líder da UE e presidente da Comissão Europeia. Na reunião, líderes se comprometeram a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias bem como interesses exportadores do Brasil, diz Planalto.

- STF: Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar por que mantinha arma de fogo em casa durante domiciliar
Moraes, do STF, determinou hoje, terça-feira, 16/06, que a defesa de Jair Bolsonaro preste esclarecimento em 24 horas sobre uma arma de fogo de propriedade do ex-presidente apreendida em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, PMDF. O episódio ocorreu na noite de ontem, segunda-feira, 15/06, por volta das 23h30, quando policiais relataram ter abordado um militar em um Honda Civic, no DF. O veículo era conduzido por um servidor identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente. O militar se apresentou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional, GSI, da Presidência da República e afirmou que estaria levando a arma para reparo e que, no dia seguinte, devolveria à casa do ex-presidente. Ainda segundo o boletim, inicialmente, quando os PMs avistaram a pistola 'Glock' 9mm no assoalho do carro, o condutor afirmou que o armamento estava registrado em sua carteira funcional, mas a fiscalização constatou que não havia registro. Apenas em um segundo momento, Silva Filho teria admitido que a arma pertencia a Bolsonaro. A propriedade da arma foi confirmada por meio de consulta ao sistema Sigma do Exército Brasileiro. A PMDF afirmou que o homem estava com 2 armas, uma institucional e outra que estava sem a documentação no local.
- Moraes quer saber: por que Bolsonaro mantinha pistola em casa durante prisão domiciliar e por que solicitou reparo no armamento.
- STF: Alexandre de Moraes nega pedido de Flávio para interrogar Lula, Moro e Deltan. Solicitação da defesa de Flávio Bolsonaro ocorreu no inquérito por suposta calúnia ao presidente Lula.
- Última: Por maioria, STF mantém prisões de pai e primo de Vorcaro. Placar ficou em 3x1. Apenas o ministro Gilmar Mendes defendeu que os dois fossem para prisão domiciliar.

- IML: Deputadas pedem investigação após incitação de estupro e necrofilia contra jovem morta em 'Rope jump'
As deputadas federais Erika Hilton, Tabata Amaral e Talíria Petrone pediram investigações sobre posts nas redes sociais que relacionam a jovem Maria Eduarda Rodrigues, morta após ser lançada sem as cordas em um salto de 'rope jump' neste final de semana, à incitação da prática de necrofilia e estupro. As parlamentares divulgaram perfis que publicaram fotos da vítima e sugeriram haver "uma festa" no Instituto Médico Legal, IML, a partir do vilipêndio do cadáver. Erika informou ter acionado a PF. As publicações repercutidas pela deputada mostram perfis que fizeram publicações como "se juntar direitinho as peças dá para se divertir" e "vou fazer concurso para o IML". Na mesma linha, Tabata entrou com uma ação no MPF voltada para apuração de crimes de ódio cibernéticos.

- Luto: Morre Raimundo Carrero, escritor e jornalista pernambucano, aos 78 anos. Velório do escritor reúne familiares, amigos e amantes da literatura na APL. Nomes da cultura e autoridades políticas lamentam a morte do escritor Raimundo Carrero.

- Exploração em PE: Operação resgata 22 mulheres que enfrentavam exploração sexual e servidão por dívida
As mulheres resgatadas de uma casa de exploração sexual em Goiana, na Mata Norte, eram submetidas a metas de até 20 programas sexuais por dia, obrigadas a consumir ou vender dezenas de doses de bebidas alcoólicas por semana, mantidas sob vigilância e presas a um sistema de dívidas. Foram 22 mulheres em condições análogas à escravidão em estabelecimentos de exploração sexual no Nordeste. Em Pernambuco, foram 4 vítimas localizadas. Os dados foram divulgados, hoje, 16/06, pelo MTE, por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, e fazem parte da Operação Donos da Noite da PF para investigar o tráfico de pessoas e a atuação interestadual de uma organização criminosa voltada à exploração sexual. O controle das mulheres era mantido por meio de um sistema de servidão por dívida. As trabalhadoras acumulavam cobranças por alimentação, roupas, produtos de higiene pessoal, perfumes, procedimentos estéticos e até lavagem de roupas. Em alguns casos, as mulheres terminavam a semana sem receber qualquer pagamento. Os auditores relataram o uso de câmeras de vigilância e pressão psicológica para controlar a circulação das vítimas. Durante a operação, foram registrados relatos de estupros, abusos sexuais e consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras substâncias relacionadas ao cumprimento das metas exaustivas impostas.
- Eleições 2026: Em Belo Jardim, João Campos destaca parceria com Lula e apresenta propostas para o Agreste. Pré-candidato destacou obras viárias e propostas para ampliar tecnologia no interior.
- Prefeitura do Recife: nestas terça e quarta-feira, 16 e 17, a Orquestra Sinfônica do Recife rende homenagem a Petrúcio Amorim, em concertos gratuitos, no Santa Isabel. Na quinta, 18/06, a Banda Sinfônica abre a programação de shows juninos no Sítio Trindade, com as participações especiais de Juliana Linhares e Anastácia.

- Prefeitura do Recife: Sítio Trindade recebe 18ª Exposição Culinária Afro-brasileira amanhã, 17/06
Festa farta de sentidos, simbologias e santos, o ciclo junino do Recife celebrará o sagrado de matriz africana na 18ª edição da Exposição Culinária Afro-brasileira. Com o tema “Tem Dedê na mesa”, exposição que celebra o sagrado de matriz africana relacionado ao ciclo junino servirá seis mil itens para degustação, como acarajé, vatapá, canjica e tapioca ensopada ao leite. A edição de 2026 destaca a importância do azeite de dendê na gastronomia africana que desembarcou em terras brasileiras e, sobretudo, nordestinas e no ciclo junino. Amanhã, 17/06, às 18h00, no Sítio Trindade, na Estrada do Arraial, Casa Amarela.
- Seleção na Copa 2026: Chanceler do Irã ganha camisa da Seleção de embaixador do Brasil. Entrega do presente foi postada pelo perfil oficial de Abbas Araqchi no Telegram e amplamente divulgada pelas agências de notícias iranianas.

- Seleção na Copa 2026: Neymar foi a grande novidade do treinamento do Brasil hoje. O camisa 10 foi a campo pela 1a vez desde que a Seleção se reuniu para a Copa do Mundo. Inicialmente de tênis, Neymar fez exercícios físicos. Mas depois calçou a chuteira e chegou a bater uma bola, mas ainda não em uma atividade tática ao lado dos demais jogadores.
- O dólar comercial fechou hoje, terça-feira, 16/06, em alta, cotado a R$ 5,086. Na Bolsa, o índice Ibovespa tem pregão de baixa, em sessão dominada já pela "super quarta-feira".

- Brasil rejeita declarações do G7 sobre desenvolvimento e combate ao Ebola.Temas foram discutidos na cúpula do grupo dos países ricos, mas presidente Lula propôs formas diferentes para lutar contra a desigualdade. Governo também se opôs à exclusão da OMS na luta contra a doença.
- SpaceX: Ações da SpaceX têm nova disparada, e empresa de Musk supera Amazon como 5ª mais valiosa. Papéis chegaram a subir mais de 17% durante o dia.
- Irã alerta para "resposta severa" caso ataques ao Líbano continuem. Ameaça foi direcionada a Israel caso Tel Aviv continue as ofensivas contra o país.
- Saúde: Surto de Ebola na RD Congo pode ser o pior de todos os tempos, diz agência. A doença, transmitida por fluidos corporais mesmo após a morte, está se espalhando rapidamente por 3 províncias, segundo dados do governo.
- EUA: FBI frustra plano de atentado com drones explosivos contra UFC na Casa Branca. Evento de luta ocorreu na madrugada de domingo para segunda no gramado da Casa Branca e foi marcado por celebrações dos 250 anos de independência dos EUA e também do aniversário de Trump.

- Eleições Peru: Distrito teve empate perfeito entre Fujimori e Sánchez. Em Lahuaytambo, 181 eleitores apoiaram a conservadora Keiko Fujimori e 181 escolheram o esquerdista Roberto Sánchez nas eleições de 07/06, um empate raro que reflete uma disputa nacional extremamente acirrada. Com 99% das urnas apuradas, candidata conservadora tem 50,09% dos votos; esquerdista tem 49,90%.
CBF se pronuncia sobre a denúncia contra o presidente da entidade Samir Xaud
16/06/2026
Nota CBF
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rejeita as informações de suposto uso indevido de verbas da entidade divulgadas pelo portal Léo Dias no dia de hoje. As despesas realizadas pela entidade são vinculadas exclusividade às ativ...
A Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, reagiu em nota oficial a uma denúncia contra o presidente da entidade, Samir Xaud. Segundo a apuração do site, Portal Léo Dias, Xaud teria pago a hospedagem da empresária Camila Cristina Andrade, do setor de fitness, no Hyatt Regency Grand Central, em Nova York, de 02 a 10/06, véspera do início da Copa do Mundo. Os gastos teriam somado 59.424,81 reais. O portal divulgou, ainda, fotos do dirigente ao lado de Camila no restaurante Harry Cipriani, em Manhattan, em registro feito por fotógrafo paparazzo. No dia seguinte, ainda segundo o portal, Xaud teria enfim embarcado para a cerimônia de abertura, na Cidade do México, ao lado de sua esposa, Natália.

Nota CBF
“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) rejeita as informações de suposto uso indevido de verbas da entidade divulgadas pelo portal Léo Dias no dia de hoje. As despesas realizadas pela entidade são vinculadas exclusividade às atividades institucionais da CBF e despesas particulares dos dirigentes são arcadas pelos próprios. A atual gestão da CBF tem como pilares a transparência, a responsabilidade administrativa e o compromisso com a integridade. A CBF reforça que permanece à disposição para qualquer esclarecimento adicional.”
São João Gomes - Cantor apresenta projeto junino no Recife amanhã, com ingressos gratuitos
16/06/2026
Cidade Junina
O espaço se transformará em uma grande passarela cultural, reunindo manifestações populares, gastronomia, artesanato, música e experiências que resgatam a essência do verdadeiro São João. Com a proposta de ampliar a experiência junina para além...
Após turnê pelo Brasil e Europa com o projeto São João Gomes, o cantor João Gomes volta ao Recife com o show amanhã, quarta-feira, 17/06. A apresentação encerra a temporada com uma edição na Avenida Alfredo Lisboa, no Bairro do Recife, onde a festa começa às 15h00, com ingressos gratuitos. João Gomes apresentará o repertório do projeto Pé de Serrita, em uma apresentação especialmente pensada para celebrar as raízes do forró e da cultura nordestina. A programação musical contará ainda com show de Mestrinho e apresentação da Escola de Oito Baixos de Caruaru, reforçando o compromisso do projeto com a valorização dos ritmos e tradições que fazem do São João uma manifestação cultural única.

Cidade Junina
O espaço se transformará em uma grande passarela cultural, reunindo manifestações populares, gastronomia, artesanato, música e experiências que resgatam a essência do verdadeiro São João. Com a proposta de ampliar a experiência junina para além dos shows, o evento oferece uma imersão completa nas cidades juninas, valorizando as tradições, os personagens e as manifestações culturais que fazem dessa festa uma das maiores expressões da identidade nordestina.
Para marcar essa proposta, o Recife Antigo receberá uma ocupação inédita, transformando todo o seu entorno em uma grande cidade junina. Ao longo da Avenida Alfredo Lisboa, o público poderá acompanhar desfiles de quadrilhas juninas, grupos de bacamarteiros, bois e diversas atrações culturais. Os cortejos sairão da Praça do Pilar em direção ao vão coberto do Cais do Sertão, espaço que será transformado em um grande Quadrilhódromo para apresentações durante todo o dia.
Ingressos
Os bilhetes para o São João Gomes ainda podem ser retirados no site Ingresse. O evento contará com as modalidades de ingresso solidário, através da doação de 2 kg de alimentos, ou ingresso acompanhado do copo oficial do evento.

Réquiem para Raimundo Carrero, por Irani Medeiros*
16/06/2026
onde os livros respiram como pássaros antigos
e as palavras acendem lampiões sobre a névoa do tempo.
Deixou na mesa uma caneta ainda quente,
como se a madrugada pudesse continuar escrevendo
o romance interminável dos homens e dos sonhos.
Agora os sinos da memória dobram baixinho
sobre os telhados molhados da infância nordestina.
Os rios carregam páginas soltas para o mar,
e cada página é uma estrela navegando na correnteza.
O vento recolhe as sílabas esquecidas
e as espalha pelos quintais da eternidade.
Vejo sua sombra atravessando os corredores da chuva,
conversando com personagens que jamais morreram.
As árvores inclinam seus galhos em silêncio,
os pássaros guardam luto dentro das asas,
e a lua costura fios de prata na noite
como quem remenda a ausência de um contador de mu...
Partiu ao encontro das bibliotecas invisíveis,
onde os livros respiram como pássaros antigos
e as palavras acendem lampiões sobre a névoa do tempo.
Deixou na mesa uma caneta ainda quente,
como se a madrugada pudesse continuar escrevendo
o romance interminável dos homens e dos sonhos.
Agora os sinos da memória dobram baixinho
sobre os telhados molhados da infância nordestina.
Os rios carregam páginas soltas para o mar,
e cada página é uma estrela navegando na correnteza.
O vento recolhe as sílabas esquecidas
e as espalha pelos quintais da eternidade.
Vejo sua sombra atravessando os corredores da chuva,
conversando com personagens que jamais morreram.
As árvores inclinam seus galhos em silêncio,
os pássaros guardam luto dentro das asas,
e a lua costura fios de prata na noite
como quem remenda a ausência de um contador de mundos.
Mas a morte não fecha os livros dos grandes sonhadores.
Ela apenas vira uma página.
E enquanto houver um leitor diante da luz,
enquanto houver um coração escutando o rumor das palavras,
Raimundo Carrero caminhará entre nós,
feito clarão de candeeiro aceso na vasta escuridão do tempo.
*Irani Medeiros, nascido em Pombal, PB, é poeta, escritor, biógrafo, pesquisador e filósofo.
16.06.2026.
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Última Caso Master - Vorcaro bancou suítes em hotel para Hugo Motta e Ciro Nogueira, diz PF
16/06/2026
O presidente da Câmara e o senador ainda não se manifestaram.
No dia 18/06, Vorcaro informou a um auxiliar que precisaria de reservas em Lisboa para os dias 24 a 30, para ele próprio e também mais 2 quartos para "Ciro e Hugo". Foram reservadas suítes no hotel Four Seasons. Ao assistente, Vorcaro demonstrou, segundo a PF, "acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço lo...
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, bancou a hospedagem do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Lisboa, no fim de junho de 2024, e pediu a um auxiliar reforço na privacidade dos hóspedes, de acordo com análise de material apreendido pela PF, Polícia Federal. À época, aconteceriam eventos na capital portuguesa como o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como 'Gilmarpalooza', por ser capitaneado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes.

O presidente da Câmara e o senador ainda não se manifestaram.
No dia 18/06, Vorcaro informou a um auxiliar que precisaria de reservas em Lisboa para os dias 24 a 30, para ele próprio e também mais 2 quartos para "Ciro e Hugo". Foram reservadas suítes no hotel Four Seasons. Ao assistente, Vorcaro demonstrou, segundo a PF, "acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior". "Preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro", disse Vorcaro, em áudio. "Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista."
Na confusão instalada na chapa de Raquel, Miguel Coelho crava: "Ela vai anunciar muito em breve"
16/06/2026
A confusão
Se instalou nos arraiais juninos da governadora Raquel Teixeira Lyra, após a decisão anunciada por Lula de palanque único em Pernambuco, com João Campos. Os raquelistas acusaram o golpe. Para complicar o quadro, a pesquisa Folha PE/Ipespe aponta quatro competidores a duas vagas no senado com chances numéricas praticamente iguais: Mendonça Filho, o próprio Miguel, o concorrente/aliado Dudu da Fonte, integrante da mesma federação e Túlio Gadelha, apresentado semanas atrás como o representante lulista na chapa. Discurso que...
De ontem para hoje, muita coisa mudou no interior do grupo raquelista. Ou pode mudar, a fogueira ainda está queimando. Miguel Coelho, boa praça, simpático e eficiente, trafega com tranquila naturalidade por todos os grupos políticos. Tem ligações com João Campos e com Raquel Lyra. Dialoga fácil com todos. Ontem atacava. Hoje defende Raquel, nem fica corado. De uma coisa não abre mão: sua pretensão de disputar o senado.
A confusão
Se instalou nos arraiais juninos da governadora Raquel Teixeira Lyra, após a decisão anunciada por Lula de palanque único em Pernambuco, com João Campos. Os raquelistas acusaram o golpe. Para complicar o quadro, a pesquisa Folha PE/Ipespe aponta quatro competidores a duas vagas no senado com chances numéricas praticamente iguais: Mendonça Filho, o próprio Miguel, o concorrente/aliado Dudu da Fonte, integrante da mesma federação e Túlio Gadelha, apresentado semanas atrás como o representante lulista na chapa. Discurso que fez água com a decisão de Lula de apoiar apenas João.

Miguel
Administra bem suas contradições e diz que a governadora logo logo vai anunciar a chapa completa.
A conferir.
STF - Começa o julgamento de Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA
16/06/2026
Tendência
A tendência é que o colegiado – formado por Flávio Dino (presidente da Turma), Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – condenem o ex-parlamentar pelos crimes. A votação ocorrerá na segui...
Com a sessão marcada para começar às 14h00, a Primeira Turma do STF dá início hoje, terça-feira, 16/06, ao julgamento da ação em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, PL, que é réu sob acusação do crime de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Eduardo será representado pela DPU, Defensoria Pública da União. Ao longo do processo, o órgão já defendeu falta de imparcialidade e que a PGR "confunde atuação política com poder de coação". A sessão começa com a leitura do relatório - resumo - do caso pelo relator. Depois, manifestam-se a PGR e a defesa, que será feita pelo defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa. Na sequência, a votação é aberta.

Tendência
A tendência é que o colegiado – formado por Flávio Dino (presidente da Turma), Alexandre de Moraes (relator do caso), Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – condenem o ex-parlamentar pelos crimes. A votação ocorrerá na seguinte ordem: Moraes, Zanin, Cármen e Dino. Caso seja confirmado, os ministros ainda devem discutir a dosimetria da pena.
Crime - Coação
A denúncia oferecida pela PGR afirma que o filho de Jair Bolsonaro, PL, atuou no exterior para tentar constranger o STF e impedir a condenação do pai no caso da trama golpista. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão, e está cumprindo a pena em prisão domiciliar. (Com a Folha de S.Paulo)
Recife- Porto Digital lança Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital
16/06/2026
NERD
O NERD deve atuar como um ecossistema de plataformas, com foco em desenvolvimento econômico sustentável, inclusão e progresso social. A iniciativa conta com uma governança que começa com um Advisory Board formado por executivos e líderes de referência nacional e do ecossistema de inovação do Porto Digital. No primeiro ano, a plataforma tem como objetivos: formar 400 novos empreendedores e lideranças executivas por ano; requalificar 300 pessoas para empregabilidade em tecnologia, por meio de academias de reskilling; qualificar 120 startups por ano e abrigar...
O Porto Digital lançou o Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital, o NERD. O espaço, que será instalado no bairro do Recife, visa formar empreendedores, impulsionar empresas de tecnologias e impulsionar a transformação digital. No total, o investimento é de R$ 18,5 milhões por meio da Financiadora de Estudos e Projetos, Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
NERD
O NERD deve atuar como um ecossistema de plataformas, com foco em desenvolvimento econômico sustentável, inclusão e progresso social. A iniciativa conta com uma governança que começa com um Advisory Board formado por executivos e líderes de referência nacional e do ecossistema de inovação do Porto Digital. No primeiro ano, a plataforma tem como objetivos: formar 400 novos empreendedores e lideranças executivas por ano; requalificar 300 pessoas para empregabilidade em tecnologia, por meio de academias de reskilling; qualificar 120 startups por ano e abrigar mais de 200 startups da comunidade early stage; apoiar mais de 100 empresas de tecnologia de médio e grande porte; apoiar a transformação digital de mais de 150 empresas de mercado tradicional; promover mais de 500 conexões de negócios.
Prefeitura do Recife
A gestão municipal também realizou a cessão do imóvel histórico que sediará o espaço, localizado na Rua Dona Maria César, 70, no Bairro do Recife, área central da capital pernambucana. O imóvel integra o conjunto arquitetônico do Bairro do Recife, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, IPHAN, desde 1998.

Board e curadores
Fazem parte do board Ana Carla Abrão (CEO do Open Finance Brasil), Anaterra Oliveira (CTO da Dasa), André Petenussi (CTO da Localiza), Cristiano Lincoln (conselheiro da Tempest), Domingos Monteiro (conselheiro da Trillia), Edilson Reis (CIO da Bradesco Seguros), Marcos Lisboa (economista e ex-presidente do Insper), Mauro Alarcon (CIO da Alpargatas), Robledo Castro (CTO da Pague Menos), Silvio Meira (presidente do Conselho de Administração do Porto Digital), Simone Pittner (CTO da Aramis) e Tiago Tasso (CTO do Grupo Moura).
Além do Advisory Board, a plataforma contará com um corpo de cerca de 40 curadores, todos lideranças de referência em temas como inteligência artificial, finanças, saúde, energia e varejo. A função será influenciar a agenda e a estratégia da plataforma de modo mais assertivo. (Foto: Porto Digital)
Na França - Lula e Trump não se cumprimentam durante foto do G7
16/06/2026
Lula, Von der Leyen e Trump
Após a foto, Lula conversou rapidamente com Úrsula von der Leyen ainda no local do retrato. A previsão é que eles tenham uma reunião bilateral ainda nesta terça-feira, às 17h20 no horário local, com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa...
O presidente Lula posou na foto oficial do G7 hoje, terça-feira, 16/06, junto com o presidente Trump em meio ao cenário de tensão envolvendo a proposta de aplicação de novas tarifas contra o Brasil pelos Estados Unidos. Durante a foto oficial, Lula ficou ao lado do primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz. Atrás do presidente estava a líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Diferentemente do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, participou do chamado "retrato família". Ele ficou ao lado do anfitrião da cúpula, Emmanuel Macron, da França.
Lula, Von der Leyen e Trump
Após a foto, Lula conversou rapidamente com Úrsula von der Leyen ainda no local do retrato. A previsão é que eles tenham uma reunião bilateral ainda nesta terça-feira, às 17h20 no horário local, com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Enquanto Lula e Von der Leyen conversavam, Trump passou pelos dois. Lula e Trump não se cumprimentaram nessa ocasião. Não há informação se os presidentes brasileiro e norte-americano se falaram na abertura da cúpula.

G7 e o Brasil
O G7 é um grupo das principais economias ricas do mundo que se reúne para discutir temas globais, como economia, guerra, clima e segurança. É um fórum político, não toma decisões obrigatórias, mas tem muita influência. Compõem o grupo EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, além da União Europeia, que participa das reuniões. O Brasil não integra o G7, mas pode ser convidado para reuniões, como aconteceu com Lula na atual cúpula, que ocorre em Évian-les-Bains, na França. (Fotos: Reuters)
Adeus, Raimundo Carrero! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
16/06/2026
o Recife sofre, arrasado;
Pernambuco vazio, calado,
o Brasil no chão, dobrado!
Pesadas nuvens, céu encoberto,
a natureza, se vê, protesta:
assim, tão perto o São João ...
não haverá festejos no Sertão!
“A História de Bernarda Soledade”,
“O Senhor Agora Vai Mudar de Corpo”,
“Sombra Severa”, “Maçã Agreste”,
“Minha Alma é Irmã de Deus”.
Romancista engajado nas lutas sociais,
espelhastes teu povo, os desiguais;
respondestes tua inquietude visceral:
fazes parte da literatura universal.
Teu legado literário é singular:
ícone do Movimento Armorial;
fantasmagórico, és seminal,
romanceastes os sertões, oh, imortal!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
Salgueiro triste, enlutado;
o Recife sofre, arrasado;
Pernambuco vazio, calado,
o Brasil no chão, dobrado!
Pesadas nuvens, céu encoberto,
a natureza, se vê, protesta:
assim, tão perto o São João ...
não haverá festejos no Sertão!
“A História de Bernarda Soledade”,
“O Senhor Agora Vai Mudar de Corpo”,
“Sombra Severa”, “Maçã Agreste”,
“Minha Alma é Irmã de Deus”.

Romancista engajado nas lutas sociais,
espelhastes teu povo, os desiguais;
respondestes tua inquietude visceral:
fazes parte da literatura universal.
Teu legado literário é singular:
ícone do Movimento Armorial;
fantasmagórico, és seminal,
romanceastes os sertões, oh, imortal!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor. @eduardoalbuquerque99
