Atlas da Violência 2025: A Tragédia Silenciosa do Norte e do Nordeste - Artigo - Emanuel Silva*
30/10/2025
Entre 2013 e 2023, o Brasil somou 611.725 homicídios — uma média de 52 mil por ano, ou 168 por dia. Difícil chamar esse cenário de “tempo de paz”. Trata-se de um número que, sozinho, coloca o país entre os mais violentos do planeta, superando os mortos de várias guerras civis contemporâneas.
Mas é no Norte e no Nordeste que o Brasil continua morrendo em silêncio. Nessas regiões, a violência não é manchete — é rotina. Enquanto os noticiários se concentram nas operações policiais do Rio de Janeiro, o cotidiano sangrento das periferias de Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus ou Belém permanece fora do radar nacional.
Entre 2013 e 2023, apenas o Nordeste acumulou 251.479 homicídios, o equivalente à população inteira de uma cidade de médio porte. Somente em 2023, foram 19.964 assassinatos, uma média de 55 por dia...
Entre 2013 e 2023, o Brasil somou 611.725 homicídios — uma média de 52 mil por ano, ou 168 por dia. Difícil chamar esse cenário de “tempo de paz”. Trata-se de um número que, sozinho, coloca o país entre os mais violentos do planeta, superando os mortos de várias guerras civis contemporâneas.
Mas é no Norte e no Nordeste que o Brasil continua morrendo em silêncio. Nessas regiões, a violência não é manchete — é rotina. Enquanto os noticiários se concentram nas operações policiais do Rio de Janeiro, o cotidiano sangrento das periferias de Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus ou Belém permanece fora do radar nacional.
Entre 2013 e 2023, apenas o Nordeste acumulou 251.479 homicídios, o equivalente à população inteira de uma cidade de médio porte. Somente em 2023, foram 19.964 assassinatos, uma média de 55 por dia — um a cada 26 minutos.
No mesmo ano, o Sudeste — região mais populosa e rica do país — registrou 11.291 homicídios, ou 31 por dia, pouco mais da metade do número nordestino.
Trata-se da banalidade do mal transformada em rotina: uma violência sem rosto, sem luto e sem comoção nacional.
O que se repete nas planícies da Bahia, nas periferias de Recife e nas comunidades de Fortaleza é mais do que estatística — é o retrato do abandono.
Onde o Estado se ausenta, o crime ocupa o espaço, a desigualdade se multiplica e a morte se torna parte da paisagem.
Nordeste: Epicentro da Violência Brasileira
A violência, aqui, deixou de ser acidental e passou a ser estrutural — um fenômeno que atravessa governos, fronteiras e discursos. Há mais de uma década, o Nordeste é o epicentro da violência no Brasil, concentrando as maiores taxas de homicídios e os menores índices de desenvolvimento humano.
Os números são inquestionáveis: em 2023, apenas quatro estados nordestinos — Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão — registraram 18.313 homicídios, contra 11.291 em todo o Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo).
Com menos habitantes, o Nordeste mata 62% mais.
É um contraste que escancara a falência das políticas públicas e da segurança nacional.
A cada duas pessoas assassinadas no Sudeste, três morrem no Nordeste.
O caso da Bahia é o mais emblemático.
O estado lidera o ranking nacional em números absolutos, com 6.616 mortes em 2023, o equivalente a 18 assassinatos por dia — uma média superior à de vários países em guerra.
A Bahia teve mais que o dobro de homicídios de São Paulo (3.043), embora possua menos da metade da população. E, proporcionalmente, apresenta 3,2 vezes mais homicídios por habitante que o Rio de Janeiro.
Enquanto o Sudeste recebe atenção diária da mídia e do poder público, a realidade baiana — e nordestina — é tratada com indiferença e silêncio.
Ainda assim, o tema raramente ocupa as manchetes nacionais, nem desperta a mesma mobilização política ou midiática.
O silêncio da grande imprensa e a seletividade das autoridades de Brasília são, nesse contexto, tão chocantes quanto os próprios números. Aqui, a bala é constante, e a resposta é tardia. Cada corpo tombado é mais uma linha escrita na história da indiferença nacional.
Número de homicídios nos Estados do Nordeste
Estado 2013 2023 Total (2013–2023) Média diária 2023
Bahia 5.694 6.616 69.848 18,1/dia
Pernambuco 3.124 3.697 44.482 10,1/dia
Ceará 4.473 2.992 43.251 8,2/dia
Maranhão 2.163 2.008 23.289 5,5/dia
Alagoas 2.148 1.194 20.144 3,3/dia
Paraíba 1.551 1.079 13.738 2,9/dia
Rio Grande do Norte 1.447 955 16.984 2,6/dia
Piauí 598 725 7.754 2,0/dia
Sergipe 965 698 11.989 1,9/dia
Fonte: Atlas da Violência 2025. Ipea / Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Norte: A Fronteira da Barbárie
O Norte do Brasil tornou-se a nova fronteira da violência, onde o Estado é apenas uma ideia distante e o crime preenche o vazio deixado pelo poder público.
Em 2023, a região registrou 6.020 homicídios — 16 por dia.
No acumulado da década (2013–2023), foram 76.676 mortes, tornando-se a única região do país com aumento de homicídios no período: +4,9%.
Os casos mais alarmantes são os do Amapá e do Amazonas.
O Amapá viu a criminalidade explodir em 129%, e o Amazonas teve um crescimento de 30%, reflexo direto da expansão do tráfico internacional, das milícias armadas e da disputa por rotas ilegais de garimpo e madeira.
Em muitas cidades amazônicas, não há batalhões de polícia, nem juízes, nem peritos.
A justiça é uma promessa ausente e a lei é substituída pela força.
Em boa parte da Amazônia, o Estado não existe de fato — apenas de nome.
O resultado é uma região onde o território é vasto, mas o controle institucional é mínimo; onde a floresta é densa, mas a presença pública é rarefeita.
A ausência de infraestrutura, a pobreza extrema e a conivência política transformaram o Norte em um laboratório de impunidade e barbárie contemporânea.
A Amazônia, que deveria ser símbolo de preservação e soberania nacional, tornou-se zona de conflito armado permanente, com crimes ambientais, execuções sumárias e disputas territoriais que se somam ao cenário da criminalidade comum.
Ali, o sangue derramado não tem manchete — e a barbárie se tornou rotina.
Número de homicídios nos Estados do Norte
Estado 2013 2023 Total (2013–2023) Média diária 2023
Pará 3.405 2.542 39.242 7,0/dia
Amazonas 1.191 1.555 16.572 4,3/dia
Amapá 225 516 4.186 1,4/dia
Roraima 214 219 2.392 0,6/dia
Rondônia 483 552 5.979 1,5/dia
Acre 234 217 3.310 0,6/dia
Tocantins 349 419 4.995 1,1/dia
Fonte: Atlas da Violência 2025. Ipea / Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Sudeste: espelho invertido do Nordeste.
São Paulo, o estado mais populoso do país, reduziu pela metade o número de homicídios em dez anos. Em 2023, registrou 3.043 mortes, o menor número da sua série histórica.
Já o Rio de Janeiro, tantas vezes retratado pela mídia como o símbolo máximo da violência nacional, contabilizou 4.292 homicídios em 2023 — bem menos do que a Bahia, que teve 6.616 mortes no mesmo ano. Ou seja, o estado que domina diariamente o noticiário sobre segurança pública mata menos do que aquele que quase nunca ganha uma manchete.
Mesmo com metade da população, o Nordeste registrou 62% mais assassinatos.
É o contraste mais gritante do Brasil contemporâneo.
Número de homicídios nos Estados do Norte
Estado 2013 2023 Total (2013–2023) Média diária 2023
São Paulo 6.035 3.043 44.938 8,3/dia
Rio de Janeiro 5.111 4.292 52.267 11,8/dia
Minas Gerais 4.717 2.795 41.085 7,6/dia
Espírito Santo 1.622 1.161 13.545 3,2/dia
Fonte: Atlas da Violência 2025. Ipea / Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Sul: um retrato diferente.
Em 2023, os três estados do Sul registraram 4.853 homicídios — uma média de 13 por dia, contra 19.964 no Nordeste e 11.291 no Sudeste.
No acumulado da década (2013–2023), foram 62.762 mortes, número ainda expressivo, mas que segue uma curva de redução contínua.
Com melhores indicadores de renda, educação e estabilidade institucional, a região consolidou as menores taxas de homicídio do país. A diferença regional não é apenas estatística — é estrutural.
A violência existe, mas é mais controlada, previsível e parece ser combatida com políticas permanentes — não com improvisos.
Número de homicídios nos Estados do Norte
Estado 2013 2023 Total (2013–2023) Média diária 2023
Paraná 2.936 2.214 27.912 6,1/dia
Rio Grande do Sul 2.322 1.981 25.861 5,4/dia
Santa Catarina 789 658 8.989 1,8/dia
Fonte: Atlas da Violência 2025. Ipea / Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Da fome à bala
Josué de Castro escreveu que “a fome é obra do homem, não do destino”.
A violência também é.
A Geografia da Fome virou a Geografia dos Homicídios — e o mapa continua vermelho, desigual e esquecido.
Enquanto em Brasília sobram discursos, carros blindados, seguranças oficiais pagos com dinheiro público e gabinete climatizado, no Brasil real o cidadão tem medo de pegar o ônibus, sair de casa cedo e ficar sem o celular e ainda ser vítima. A geografia da fome de Josué de Castro transformou-se, hoje, na geografia da bala.
Em um país que o povo continua a morrer de fome, agora também morre de tiro.
Um país que mata mais do que as guerras
A dimensão da tragédia é ainda mais aterradora quando comparada a conflitos internacionais.
Em dez anos, o Brasil teve mais mortos do que a guerra da Síria (500 mil), a guerra da Ucrânia (420 mil) e a invasão do Iraque (300 mil).
Nenhum desses conflitos produziu tantos civis mortos em tempos de suposta normalidade.
O Brasil mata mais do que qualquer guerra moderna — e o faz sem declarar guerra a ninguém, apenas a si mesmo. Se o número total de mortos fosse distribuído ao longo da década, seriam 168 assassinatos por dia: uma tragédia silenciosa, persistente e desigual.
A diferença é que nas guerras há soldados e trincheiras; aqui, há anônimos, silêncio e esquecimento.
Enquanto os mortos da guerra recebem nome, honras e história, os mortos da paz são enterrados no anonimato — sem justiça, sem luto e sem resposta.
No fim, o Atlas da Violência 2025 não é apenas um relatório: é um espelho de um país em colapso moral, onde o Estado falha, a sociedade se cala e a vida humana perdeu o valor.
Fontes:
• Atlas da Violência 2025. Ipea / Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
• MS/SVS/CGIAE – Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
• UNODC / ACLED – Global Homicide & Conflict Datasets (2024).
*Emanuel Silva, é Professor e Cronista
NR - Os artigos assinados refletem a opinião dos seus autores.

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O Circo da Irracionalidade: Jogo do Brasil vira absurdo da ficção nas redes
24/06/2026
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Por: Tony Lucas
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Os Fiéis da Cortina de Fumaça
É impossível analisar esse episódio sem tocar na ferida de um país polarizado e, em grande parte, suscetível a narrativas bizarras. Estudos sociológicos recentes apontam que quase 35% da população brasileira mantém um histórico de adesão a movimentos que flertam com o irracional — não é coincidência que o comportamento de "rezar para pneu" tenha se tornado um símbolo de um país que, sob estresse, foge para o surrealismo.
Hoje, essa mesma parcela da população encontra-se eufórica com a pregação da "Vó Bahiana". Para este grupo, a abdução não é uma ameaça, mas uma "salvação" ou um evento esotérico aguardado. A euforia é o reflexo de um descolamento completo da razão: se o real é insuportável, o delírio torna-se o novo habitat. Eles não buscam a verdade; buscam a validação do seu próprio absurdo.
A Abdução Que Já Aconteceu: O "Sumiço" do Futebol Brasileiro
Se a "Vó Bahiana" tivesse um olhar mais atento à realidade em vez de focar em naves espaciais, ela teria percebido um fenômeno muito mais concreto e triste: a abdução do futebol brasileiro já ocorreu, e foi um processo silencioso.
O esporte que um dia foi a nossa maior identidade foi, há muito tempo, levado para longe pela ganância, pela má gestão e pela transformação do espetáculo em mero produto financeiro. Neymar, figura central desse processo, é o exemplo acabado: ele não foi levado por alienígenas, mas pela obsolescência de um modelo de carreira focado na imagem e no marketing, perdendo a conexão com o jogo que o consagrou. O futebol da Seleção Brasileira foi abduzido pela burocracia das federações, pelos esquemas de apostas e por uma apatia técnica que torna qualquer jogo atual um exercício de tédio.

Onde Há Odds, Há Abdução
Onde a vidente vê luzes no céu, o analista vê o brilho das casas de apostas. A frase "só restaram as odds" nunca foi tão precisa. Quando o futebol é reduzido a probabilidades em sites de apostas, a paixão é o que sobra como vítima colateral. Não precisamos de óvnis para explicar o sumiço do talento: ele foi abduzido pela cultura das apostas, que transformou torcedores em investidores de azar e o esporte em um mero gráfico de oscilação financeira.
O espetáculo em Miami, portanto, é apenas uma metáfora visual de algo que já aconteceu nas entranhas da nossa sociedade. O Brasil não será abduzido hoje por seres de outro planeta; o país já vive, há muito tempo, suspenso em um limbo de irracionalidade, onde a fé em profetas de internet substituiu a capacidade de ver o óbvio: o nosso futebol morreu, e o que vemos em campo são apenas os hologramas de uma glória que já foi embora faz tempo.
A Copa das bets, a ludopatia e o dever do Estado proteger as pessoas
24/06/2026
O Brasil vive atualmente uma das maiores transformações de seu mercado de entretenimento e apostas. Em poucos anos, as chamadas "bets", ‘’tigrinhos’’ passaram de fenômeno marginal para uma presença constante na vida nacional. Estão nas camisas dos clubes de futebol, nos estádios, nas transmissões esportivas, nas redes sociais, nos programas de televisão e nos celulares de milhões de brasileiros.
A questão central
Não é a legalidade da atividade. O Congresso Nacional autorizou as apostas de quota fixa e a União Federal regulamentou o setor por meio da Lei nº 14.790/2023 e das normas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
O problema reside em outro ponto: a velocidade de expansão do mercado parece muito superior à velocidade da proteção dos consumidores. A proporcionalidade e o princípio da precaução de danos, que tem ocorrido e crescido de forma alarmante.
A lud...
Por Antônio Campos*
O Brasil vive atualmente uma das maiores transformações de seu mercado de entretenimento e apostas. Em poucos anos, as chamadas "bets", ‘’tigrinhos’’ passaram de fenômeno marginal para uma presença constante na vida nacional. Estão nas camisas dos clubes de futebol, nos estádios, nas transmissões esportivas, nas redes sociais, nos programas de televisão e nos celulares de milhões de brasileiros.
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Não é a legalidade da atividade. O Congresso Nacional autorizou as apostas de quota fixa e a União Federal regulamentou o setor por meio da Lei nº 14.790/2023 e das normas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
O problema reside em outro ponto: a velocidade de expansão do mercado parece muito superior à velocidade da proteção dos consumidores. A proporcionalidade e o princípio da precaução de danos, que tem ocorrido e crescido de forma alarmante.
A ludopatia e seus efeitos
A publicidade das apostas tornou-se onipresente. A promessa de ganhos rápidos, aliada ao fácil acesso por aplicativos e meios digitais, cria um ambiente de estímulo permanente ao jogo. Nesse contexto, cresce também um fenômeno cada vez mais preocupante: a ludopatia.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, a ludopatia consiste em transtorno comportamental caracterizado pela perda do controle sobre o impulso de apostar. Seus efeitos podem ser devastadores. Superendividamento, destruição de patrimônios familiares, depressão, ansiedade e suicídios são apontados por estudos médicos como consequências do vício em jogos.
Saúde pública
Não se trata de questão moral ou religiosa. Trata-se de saúde pública.
A Constituição Federal estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Determina igualmente a proteção do consumidor, da dignidade da pessoa humana e dos grupos vulneráveis. Quando uma atividade econômica possui potencial de causar danos relevantes à coletividade, o Estado não pode limitar sua atuação à arrecadação ou à simples autorização de funcionamento, deve intervir.
Dever do Estado
A responsabilidade estatal inclui fiscalizar, advertir, informar e prevenir.
A própria legislação das apostas reconhece a necessidade do chamado "jogo responsável". Todavia, ainda se observa insuficiência de campanhas públicas de conscientização, ausência de advertências ostensivas semelhantes às existentes em produtos potencialmente nocivos e reduzida discussão pública sobre os impactos psicológicos e sociais das apostas online. Há fiscalização insuficiente.
Crianças e adolescentes
Outro aspecto relevante é a proteção das crianças e adolescentes. Embora a participação de menores seja proibida, a publicidade das bets invade diariamente transmissões esportivas, plataformas digitais e redes sociais frequentadas por milhões de jovens brasileiros. A normalização cultural das apostas merece reflexão séria por parte da sociedade e das autoridades reguladoras.
O jogador
A obra genial "O Jogador", de Fiódor Dostoiévski, escrita no século XIX, continua surpreendentemente atual. O autor descreve a lenta submissão do indivíduo ao fascínio do jogo e à ilusão do ganho fácil. Mais de cento e cinquenta anos depois, a tecnologia mudou, mas a fragilidade humana permanece a mesma.
À medida que acontece uma Copa do Mundo de Futebol, cresce também o investimento publicitário das plataformas de apostas e aumentam os jogos. O que muitos já chamam de "Copa das Bets" exige atenção especial e urgente dos órgãos reguladores.
Defender uma fiscalização mais rigorosa não significa defender a proibição das apostas. Significa reconhecer que liberdade econômica e responsabilidade social devem caminhar juntas, devendo haver proporcionalidade.
E o Estado?
A grande questão jurídica do momento não é saber se as apostas podem existir. Elas já existem. A questão é saber se o Estado brasileiro está cumprindo integralmente seu dever constitucional de proteger a saúde pública, os consumidores e os grupos mais vulneráveis diante de uma atividade que movimenta bilhões de reais e influencia milhões de pessoas diariamente. Não está.
Esse é o debate que o país precisa enfrentar, urgentemente, antes que os custos sociais da omissão se tornem gigantescos.
Entrei com ação popular na Justiça Federal solicitando várias providências por parte da União, ante o agravamento do período da Copa do Mundo. Estamos criando a Associação de Apoio ao Apostador, no sentido de orientar, acolher, conscientizar e eventualmente assessorar juridicamente. Em breve, além de um instagram, estaremos abrindo uma plataforma digital. O jogo abusivo, sem os cuidados devidos, não pode acabar com várias famílias brasileiras, destruindo vidas.
*Antônio Campos é advogado e escritor.

Radar Estratégico Ativaweb DataLab - O que acontece no mundo digital nesse dia de São João
24/06/2026
Brasília amanheceu naquele modo clássico de pré-campanha: investigação de um lado, STF de outro, Congresso observando e as redes sociais transformando tudo em disputa narrativa antes mesmo da segunda xícara de café. Enquanto a Polícia Federal amplia o alcance de operações que continuam movimentando o noticiário, Lula administra turbulências internas, Bolsonaro segue no radar dos tribunais e Trump descobre que até presidente dos EUA pode ouvir um “calma lá” do próprio Congresso. Os comentários aspeados são de Alek Maracajá.
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“Quando a PF entra em campo, o algoritmo costuma acompanhar o jogo.”
Digimais cresceu 1.130%… agora o Brasil quer entender a conta
O crescimento dos CDBs do Digimais em mais de 1.100% em apenas oito anos chamou atenção de investidores, reguladores e da opinião pública. O que antes era apresentado como um caso de expansão extraordinária agora passa a ser analisado sob a ótica da sustentabilidade financeira, governança e transparência.
“No mercado financeiro, crescer impressiona. Explicar é outra história.”
Lula tenta apagar incêndio Jaques Wagner mas fumaça ainda aparece
A situação envolvendo Jaques Wagner continua produzindo desgaste político para o governo. Nos bastidores, cresce a pressão para que o Planalto encontre uma solução capaz de reduzir o impacto da crise. O debate deixou de ser apenas jurídico e passou a ocupar espaço central na articulação política de Brasília.
“Às vezes o problema não é o incêndio. É a fumaça que continua aparecendo.”
Trump descobre que Senado pode puxar o freio de mão
O Senado americano aprovou uma resolução limitando os poderes de guerra do presidente Donald Trump diante da escalada de tensão envolvendo o Irã. Embora a medida tenha efeito mais político do que prático, ela revela desconforto crescente dentro do próprio sistema político americano e pode influenciar mercados, petróleo e relações comerciais globais.
“Nem todo superpoder vem sem supervisão.”
Tarifaço na mesa e Brasília começa a ficar preocupada
O governo Lula já demonstra preocupação com a rigidez americana nas negociações comerciais. A leitura dentro do Planalto é que a Casa Branca pode endurecer posições tarifárias, o que teria impacto direto sobre exportações brasileiras e setores estratégicos da economia.
“Quando Washington fecha a porta, Brasília sente a corrente de ar.”
Bolsonaro segue produzindo manchetes sem sair de casa
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro trabalha pela prorrogação da prisão domiciliar enquanto o entorno político demonstra confiança numa decisão favorável. Paralelamente, o Superior Tribunal Militar analisa recursos relacionados ao processo de perda de patente. Mesmo longe dos palanques, Bolsonaro continua sendo um dos temas mais mobilizadores do ambiente digital brasileiro.
“Alguns políticos fazem campanha. Outros viram assunto permanente.”
STF decide sobre apps e milhões de trabalhadores ficam de olho
O Supremo Tribunal Federal deve avançar no julgamento que pode redefinir a relação entre plataformas digitais e trabalhadores por aplicativo. A decisão poderá afetar empresas, motoristas, entregadores e o próprio modelo econômico da chamada gig economy.
“O julgamento acontece no STF, mas o impacto chega na tela do celular.”
INSS continua entregando novos capítulos para o noticiário
O caso conhecido como “Careca do INSS” ganhou novos desdobramentos após determinação para esclarecimentos sobre denúncias envolvendo depoimentos e acordos de colaboração. O episódio reforça o desgaste provocado pelas investigações relacionadas a fraudes previdenciárias.
“Escândalo antigo no Brasil costuma ganhar temporada nova.”
TCE/RJ entra no jogo e amplia o alcance das investigações Master
O Tribunal de Contas do Rio de Janeiro decidiu investigar um aporte de R$ 90 milhões realizado pela Cedae em uma instituição financeira que entrou recentemente no radar da Polícia Federal. A decisão amplia a dimensão institucional do caso.
“Quando os órgãos de controle começam a conversar, a crise costuma ganhar quilômetros.”
BRB continua no centro das atenções
O Governo do Distrito Federal sancionou medidas para viabilizar novos aportes ao BRB. O tema reacende debates sobre expansão, governança e participação estatal no sistema financeiro, especialmente em um período de forte atenção sobre o setor bancário.
“Em Brasília, banco público raramente fica fora da política.”
Neymar, Virginia e as apostas entram na mira
O Ministério Público solicitou contratos publicitários ligados à Blaze e a influenciadores digitais. O caso reforça a crescente fiscalização sobre publicidade de apostas e responsabilidade de celebridades na promoção dessas plataformas.
“Na era dos influenciadores, até publi pode virar investigação.”
Refit perde benefício e o Rio corre atrás dos bilhões
O Governo do Rio de Janeiro decidiu rever benefícios fiscais ligados à Refit, apontando potencial recuperação de mais de R$ 10 bilhões em tributos. A medida reacende o debate sobre incentivos fiscais e controle de benefícios concedidos a grandes empresas.
“Quando a conta chega, alguém sempre procura a calculadora.”
Gabinete do ódio de Raquel Teixeira Lyra revela sua nova cara
24/06/2026
Ontem
Terça-feira, 23/06/26, outra armação palaciana se tornou pública e outro rosto do tal 'gabinete do ódio' foi revelado. O modus operandi é o mesmo. O elemento foi recrutado na lamentável gestão de Ramos, em Paulista, recheada de figuras absolutamente desqualificadas para as funções que exercem. Esse era um deles. Suas atuações no lado B da política de Paulista o levaram a ser "promovido" ao Palácio do Campo das Princesas, lotado no manjado gabinete da vice.
O que fazia
Ano passado, um publicitário lotado no gabinete da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause Branco, foi flagrado por câmeras de vigilância de um shopping do Recife montando em Lan House fake news contra parlamentares da oposição. Exonerado das funções o mesmo continuou atuando longe do Palácio mas agindo como braço do 'gabinete do ódio' através das redes sociais. Até que levou um chega pra lá da justiça e, aparentemente, age agora nas sombras.
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O que fazia
Pelo que se viu ontem, sua tarefa era orquestrar atos de hostilidade ao ex-prefeito João Campos, como insultos e apupos, realizado por maloqueiros a serviço da governadora. A missão era fazer com que esses atos parecessem manifestações espontâneas da população. Deu errado. Flagrado no primeiro dia, colocou a governadora em maus lençóis e desmoralizou a estratégia fajuta dos verdadeiros gestores do 'gabinete do ódio.
Para quem quer saber
Nome e cargo do transgressor estão aí embaixo para você conferir.

Caiado em Caruaru: a chance de Raquel manter apoio a dois palanques
24/06/2026
A Agenda
A comitiva do PSD tem programação no Recife pela manhã e desembarca em Caruaru no final da tarde.18h, visita ao Pátio de Eventos Luiz Gonzaga e vai conhecer os esquemas de segurança utilizados no grande evento junino. Caiado notabilizou-se, nas suas gestões em Goiás, pela excelência alcançada na seguranca pública, uma área na qual Raquel Teixeira Lyra ainda tropeça.
À Noite
A expectativa é da comitiva acompanhar o jogo do Brasil no polo de shows e prestigiar pelo menos um show do São João.
Relação com o Governo Estadual
Apesar de ambos serem do...
O ex-governador e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) confirmou presença em Caruaru neste 24 de junho, dia de São João. A visita do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, também foi confirmada pelo prefeito Rodrigo Pinheiro, que os receberá na cidade durante o horário da partida da Seleção Brasileira.
A Agenda
A comitiva do PSD tem programação no Recife pela manhã e desembarca em Caruaru no final da tarde.18h, visita ao Pátio de Eventos Luiz Gonzaga e vai conhecer os esquemas de segurança utilizados no grande evento junino. Caiado notabilizou-se, nas suas gestões em Goiás, pela excelência alcançada na seguranca pública, uma área na qual Raquel Teixeira Lyra ainda tropeça.
À Noite
A expectativa é da comitiva acompanhar o jogo do Brasil no polo de shows e prestigiar pelo menos um show do São João.
Relação com o Governo Estadual
Apesar de ambos serem do PSD, a governadora Raquel Teixeira Lyra não confirmou a presença na recepção a Caiado. A gestora estadual tem procurado uma postura de neutralidade para o pleito presidencial. Porém esse projeto já fez água com a aliança nacional PT/PSB. Lula está fora do palanque mistureba de Raquel. Para a governadora manter dois palanques, caso queira, um será o de Flávio Bolsonaro outro o de Ronaldo Caiado. Se Flávio aceitar a duplicidade.
A pergunta do dia: Raquel vai a Caruaru receber Kassab e o presidenciável do seu partido?
24/06/2026
Palanque triplo
A governadora que se elegeu em 22 sem se definir entre Lula e Bolsonaro, tenta desesperadamente repetir a sua estratégia. Só que do lado de Lula, a porta já foi fechada. O presidente declarou apoio a João Campos, e ponto final. A governadora não vai poder usar imagens de Lula nos seus programas de TV. Ponto.
E Flávio?
Bem, o voto BolsoLyra, negociado por Flávio e Raquel em um encontro secreto, em Brasília, ambém am...
Até a noite acabar, a dúvida persistia. A governadora Raquel Teixeira Lyra, que baila entre três palanques nas eleições presidenciais, exercitou ontem uma de suas habilidades: sumiu no meio das multidões. Logo ela, tão loquaz quando lhe convém, engoliu a língua e não respondeu à pergunta que todo mundo está fazendo: ela estará hoje à noite em Caruaru para recepcionar o presidente do seu partido e mais o pré-candidato à presidência da República da sua sigla, o goiano Ronaldo Caiado?
Palanque triplo
A governadora que se elegeu em 22 sem se definir entre Lula e Bolsonaro, tenta desesperadamente repetir a sua estratégia. Só que do lado de Lula, a porta já foi fechada. O presidente declarou apoio a João Campos, e ponto final. A governadora não vai poder usar imagens de Lula nos seus programas de TV. Ponto.
E Flávio?
Bem, o voto BolsoLyra, negociado por Flávio e Raquel em um encontro secreto, em Brasília, ambém ameaçou fazer água. O PL rachou em Pernambuco. Gilson Machado espalhou brasa. Anderson Ferreira anunciou esta semana a possibilidade de palanque próprio, com chapa completa, em Pernambuco. Uma confusão para as tropas de Raquel.
Caiado
É o pré- candidato oficial do PSD, o partido que Raquel escolheu. Vem nesta quarta, 24/06, dia de São João, visitar Caruaru. Trazendo a tiracolo o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Esse, já liberou Raquel Teixeira para apoiar quem quiser no Estado. A governadora vai dar as caras em sua casa para receber figuras tão ilustres da sua legenda? À noite, saberemos a resposta, junto com o resultado de Brasil X Suécia.

Grotesco em dose dupla - Assessor de Priscila hostiliza João Campos, é vaiado em Gravatá e seguidores da governadora distorcem o fato
23/06/2026
Quem é o provocador
José Ronaldo Moura da Silva aparece gritando palavras de ordem enquanto filma um colega fazendo o mesmo perto da comitiva do PSB dentro do Mercado Público da cidade. Durante o episódio, a dupla ainda teria dado uma cotovelada em um apoiador de João Campos.
Histórico
Até o primeiro trimestre deste ano, José Ronaldo era secretário de Turismo da gestão de Ramos (PSD), prefeito eleito com as digitais da governadora Raquel Lyra (PSD) em 2024 e que faz a pior gestão da história de Paulista. Desde 19 de março deste ano, porém, ele está nomeado com...
Tudo tem limite. Ou deveria ter. Esse é mais um caso lamentável de quem não respeita os princípios de civilidade para defender o contracheque. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um servidor da vice-governadora Priscila Krause (PSD) sendo vaiado ao tentar tumultuar uma agenda do pré-candidato a governador João Campos (PSB) em Gravatá, no Agreste.
Quem é o provocador
José Ronaldo Moura da Silva aparece gritando palavras de ordem enquanto filma um colega fazendo o mesmo perto da comitiva do PSB dentro do Mercado Público da cidade. Durante o episódio, a dupla ainda teria dado uma cotovelada em um apoiador de João Campos.
Histórico
Até o primeiro trimestre deste ano, José Ronaldo era secretário de Turismo da gestão de Ramos (PSD), prefeito eleito com as digitais da governadora Raquel Lyra (PSD) em 2024 e que faz a pior gestão da história de Paulista. Desde 19 de março deste ano, porém, ele está nomeado como gerente-geral administrativo no gabinete da vice-governadora Priscila Krause.

E tome vaia
Após alguns segundos gritando, ele passou a ser vaiado por apoiadores de João Campos e por populares que recebiam o pré-candidato do PSB com entusiasmo. O gesto só demonstra a truculência e o desespero dos aliados de Raquel diante da recepção positiva a João Campos.
Narrativa
O mais grotesco é que apoiadores de Raquel Teixeira Lyra distribuem o vídeo, devidamente editado, nas redes sociais, como se as vaias fossem dirigidas a João Campos. Tenham dó.
Fitch apontou “possibilidade real” de quebra do Digimais antes de operação que mira Edir Macedo
23/06/2026
Bloqueio
A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 670 milhões do banco do bispo.
Avalia
A agência avalia em sua decisão que a margem de segurança do Digimais é “muito baixa”, sendo a quebra da instituição financeira e/ou calote uma “possibilidade real”. “A capacidade de o banco manter suas operações sem suporte é altamente vulnerável a uma deterioração do ambiente de negócios e econômico”, diz a decisão.
Incertezas
De acordo com a agência, as incertezas em torno do perfil financeiro do banco, agravadas pela ausência de informações, impedem uma avaliação consistente sobre sua posição de capital, sua liquidez e suas estratégias futuras.
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou ontem o rating nacional do Digimais e apontou a possibilidade real de quebra do banco do bispo Edir Macedo um dia antes da deflagração da operação contra a instituição financeira.
Bloqueio
A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 670 milhões do banco do bispo.
Avalia
A agência avalia em sua decisão que a margem de segurança do Digimais é “muito baixa”, sendo a quebra da instituição financeira e/ou calote uma “possibilidade real”. “A capacidade de o banco manter suas operações sem suporte é altamente vulnerável a uma deterioração do ambiente de negócios e econômico”, diz a decisão.
Incertezas
De acordo com a agência, as incertezas em torno do perfil financeiro do banco, agravadas pela ausência de informações, impedem uma avaliação consistente sobre sua posição de capital, sua liquidez e suas estratégias futuras.
Desde cedo
A Polícia Federal está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada hoje, terça-feira (23/06) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.
O alvo
O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões".
As investigações
Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.
O Poder

Consulta ao segundo lote de restituição do IRPF 2026 inicia hoje
23/06/2026
A consulta
A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”
É possível
Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,
Os contribuintes
Com?R$ 16 bilhões em créditos?e?9.585.797 contribuintes?contemplados, o lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados. O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.
Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma: Idosos acima de 80 anos: 155.060 re...
A Receita Federal libera hoje, terça-feira (23/06) a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). O crédito bancário será realizado no dia 30 de junho.
A consulta
A consulta pode ser feita a partir das 9h, pelo site da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda” e depois “Consultar minha restituição”
É possível
Também é possível consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones,
Os contribuintes
Com?R$ 16 bilhões em créditos?e?9.585.797 contribuintes?contemplados, o lote é o maior da história em quantidade de contribuintes contemplados. O valor pago será igual ao do primeiro lote de restituição deste ano, registrado no dia 29 de maio deste ano.
Do total, R$ 4.494.204.020,63 serão destinados a contribuintes com prioridade legal, distribuídos da seguinte forma: Idosos acima de 80 anos: 155.060 restituições, Idosos entre 60 e 79 anos: 1.106.923 restituições, Pessoas com deficiência física, mental ou moléstia grave: 106.294 restituições e Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério: 507.768 restituições
Outras
Outras 7.709.752 restituições serão destinadas a contribuintes sem prioridade legal, mas que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber via PIX.
O Poder
Prisão domiciliar de Bolsonaro chega ao fim nesta quinta-feira
23/06/2026
Analisar
Com o fim do período estabelecido na decisão, caberá ao STF analisar a situação de Bolsonaro e definir se ele retornará ao sistema prisional ou se a prisão domiciliar será mantida. A decisão poderá levar em conta novas informações médicas e, caso considerado necessário, a realização de perícia para avaliar o estado de saúde do ex-presidente.
Prisão domiciliar
Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar em 27 de março, após receber alta do Hospital DF Star, em Brasília (DF), onde ficou internado para tratamento de um quadro de broncopneumonia.
Cumpria
Antes da transferência, Bolsonaro cump...
O prazo da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) termina quinta-feira (25/06). A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por 90 dias, após a alta hospitalar do ex-presidente, em março deste ano.
Analisar
Com o fim do período estabelecido na decisão, caberá ao STF analisar a situação de Bolsonaro e definir se ele retornará ao sistema prisional ou se a prisão domiciliar será mantida. A decisão poderá levar em conta novas informações médicas e, caso considerado necessário, a realização de perícia para avaliar o estado de saúde do ex-presidente.
Prisão domiciliar
Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar em 27 de março, após receber alta do Hospital DF Star, em Brasília (DF), onde ficou internado para tratamento de um quadro de broncopneumonia.
Cumpria
Antes da transferência, Bolsonaro cumpria pena em uma sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, também conhecido como Papudinha.
A condenação
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele estava preso desde novembro do ano passado, quando teve a prisão preventiva decretada após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.
Arma
Poucos dias antes do término do prazo da prisão domiciliar, a situação do ex-presidente também passou a ser analisada em outro procedimento.
Investiga
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro que foi encontrada com o soldado do Exército Brasileiro e agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Estácio Leite da Silva Filho, durante uma blitz em Taguatinga (DF).
O Poder