O inimigo interno, da autoridade à decadência - Jorge Henrique de Freitas Pinho* rebate artigo de José Nivaldo Junior
02/11/2025
Li o texto “Guerra ao crime muito bem organizado: de que lado você está?”, de meu querido editor José Nivaldo, com o respeito e a admiração que ele sempre inspirou. Ele tem o dom raro de unir lucidez e coragem, e seu diagnóstico do avanço do crime organizado é preciso e necessário.
Mas...
Permito-me, contudo, acrescentar um ponto de discordância. O que vivemos hoje não é apenas o resultado de anos de descuido institucional atribuídos à Ditadura de 1964. Essa leitura, embora sedutora, é uma simplificação conveniente, uma tentativa de reduzir uma tragédia nacional a um único bode expiatório, quando, na verdade, o que temos é um rebanho inteiro de responsabilidades compartilhadas.
Décadas de erosão
O colapso moral que nos trouxe até aqui é fruto de décadas de erosão ética, de permissividade travestida de compaixão e da lenta substituição da autoridade legítima pel...
Li o texto “Guerra ao crime muito bem organizado: de que lado você está?”, de meu querido editor José Nivaldo, com o respeito e a admiração que ele sempre inspirou. Ele tem o dom raro de unir lucidez e coragem, e seu diagnóstico do avanço do crime organizado é preciso e necessário.
Mas...
Permito-me, contudo, acrescentar um ponto de discordância. O que vivemos hoje não é apenas o resultado de anos de descuido institucional atribuídos à Ditadura de 1964. Essa leitura, embora sedutora, é uma simplificação conveniente, uma tentativa de reduzir uma tragédia nacional a um único bode expiatório, quando, na verdade, o que temos é um rebanho inteiro de responsabilidades compartilhadas.
Décadas de erosão
O colapso moral que nos trouxe até aqui é fruto de décadas de erosão ética, de permissividade travestida de compaixão e da lenta substituição da autoridade legítima pela demagogia sentimental que confunde piedade com conivência.
2. As origens históricas do crime organizado
O crime organizado brasileiro não nasceu na ditadura militar, muito menos foi obra exclusiva de um único regime. Ele começou a tomar forma ainda no governo Getúlio Vargas, quando o Estado misturou nas prisões os comunistas revolucionários com criminosos comuns.
Ali, na Ilha Grande, essa convivência forçada gerou um cruzamento perverso: o método político da conspiração encontrou a logística da delinquência.
Dessa fusão nasceu a primeira célula do crime com estrutura ideológica, disciplina e hierarquia, a semente do que viria a se chamar Comando Vermelho.
3. Brizola e o ponto de mutação
Esse organismo criminoso cresceu aos poucos, ainda contido pelo aparelho repressor da ditadura militar. Tinha baixo poder bélico, pouca articulação e escassa capacidade de enfrentamento.
No entanto, a leniência posterior o fortaleceu. Décadas mais tarde, o ponto de mutação decisivo ocorreu com Leonel Brizola, que, em nome de uma suposta defesa dos direitos humanos, proibiu a polícia de subir o morro.
O gesto nobre, que pretendia proteger os pobres, acabou por abandoná-los. Ao impedir a presença da lei, Brizola institucionalizou o território sem Estado e o tráfico, pela primeira vez, consolidou-se como poder paralelo, sob diferentes facções criminosas que passaram a dominar e dividir territórios.
Foi o início da soberania do crime, a fundação do “Estado do Morro”. Convém registrar que os conflitos armados em larga escala, com tiroteios prolongados e domínio territorial, começaram justamente a partir da era Brizola.
Paradoxalmente, durante os chamados anos de chumbo — tão combatidos pela intelectualidade brasileira —, tais confrontos não existiam. Bastou que o império retórico dos “direitos humanos” se infiltrasse nos órgãos de persecução criminal para que o crime, antes contido, passasse a agir com crescente ousadia e violência.
Talvez daí tenha nascido a falsa impressão de que a repressão gera o desvio, quando, neste caso, ocorre o inverso: é a ausência de repressão que o multiplica.
A natureza humana, quando corrompida pela impunidade, perde o senso de limite e passa a testar até onde o Estado cederá antes de reagir. E quando o Estado hesita, o crime aprende a dominar.
Aristóteles ensinava que a virtude é o ponto médio entre dois vícios — o da omissão e o do excesso —, mas há situações em que o mal deixa de ser vício individual e se torna estrutura coletiva.
Diante do narcoterrorismo, a “justa medida” não é a contenção, mas o poder dissuasório superior que intimida o inimigo e restabelece a hierarquia moral entre o bem e o mal.
Porque, quando a guerra é declarada contra a sociedade, moderação não é virtude — é rendição.
A força legítima, usada com coragem e propósito, torna-se o único idioma que o terror compreende. Basta ver o que ocorreu em Gaza: a paz não nasce do diálogo com quem não reconhece a vida, mas da firmeza de quem a defende até o fim.
É por isso que a autoridade que hesita em punir o mal termina por punir os inocentes com o peso do medo, ao passo que aquela que o combate até o fim pode, enfim, estabelecer algum tipo de paz — ainda que a paz possível, e não a paz ideal.
A ditadura militar, por sua vez, repetiu o erro de Vargas ao prender criminosos comuns e políticos sob o mesmo teto, propiciando a troca de técnicas e o aprendizado mútuo.
O resultado foi a profissionalização do crime, que incorporou à sua estrutura as estratégias de guerrilha aprendidas nas celas e hoje as executa com precisão militar nas ruas do Rio de Janeiro.
A história, sempre irônica, registrou esse equívoco em forma de símbolo: “brizola” tornou-se nome de droga, um epitáfio involuntário da inversão moral de um país que confundiu autoridade com tirania e tolerância com covardia e permissividade.
4. Klinger Costa e a autoridade moral
No Amazonas, contudo, a história seguiu outro caminho. Sob a condução firme e austera de Klinger Costa, a criminalidade era mínima e o respeito à polícia, absoluto.
Grupos de bandidos não se criavam. Eram dissolvidos antes mesmo de se estruturar. Havia controvérsias, é verdade, mas havia também ordem, e a ordem é a espinha dorsal da civilização.
Quem viveu em Manaus nos anos 1990 sabe que a cidade respirava segurança e dignidade. Eu mesmo testemunhei esse tempo: ruas tranquilas, comércio pulsante, famílias em paz.
Havia um pacto silencioso entre o cidadão e a autoridade, o pacto da confiança. A lei não era inimiga, era presença.
O poder público, ainda que severo, tinha alma, e o crime, ainda que astuto, reconhecia limites. Era um tempo em que o medo não comandava as ruas e a coragem não precisava pedir licença.
O que surgiu depois de Klinger Costa foi um lento e progressivo império dos direitos humanos que deixou o Estado do Amazonas em situação semelhante à dos demais estados da federação, ao ponto de pelo menos seis dos mortos na operação Contenção, no Rio de Janeiro, serem líderes de Manaus.
5. A decadência do Rio e o contraste nacional
Lembro-me bem da minha primeira visita ao Rio de Janeiro, em 1996. A palavra que me veio à mente foi decadência, estética, humana, moral e econômica.
O mesmo país que um dia soube erguer uma capital grandiosa e de beleza exuberante agora exibia seus escombros: pontos fechados, muros pichados, rostos endurecidos, olhares desconfiados. A beleza sobrevivia, mas ferida. O esplendor de outrora, reduzido à mera lembrança.
Ainda assim, entre os destroços, havia lampejos de humanidade, o sorriso de um vendedor, o olhar solidário de um transeunte, a persistência de uma alma carioca que teimava em resistir.
Percebi ali o contraste que define o Brasil: a convivência entre a luz e a ruína, entre a esperança e o abandono, entre o que fomos e o que ainda poderíamos voltar a ser.
6. Do crime à insurgência
Hoje, contudo, o que enfrentamos já não é simples criminalidade. O estado da arte do mal é o terrorismo interno, ainda disfarçado sob o véu gasto do discurso dos direitos humanos.
São os mesmos direitos humanos que alguns tentam estender aos terroristas de Gaza, como se a barbárie merecesse amparo jurídico.
Tanto lá quanto cá, a estratégia é a mesma: despem os mortos, maquiam o horror e apresentam as vítimas como civis para que a comoção pública sirva à narrativa política.
A crueldade se traveste de inocência, e a mídia, muitas vezes sem perceber, torna-se cúmplice da encenação.
Aqui, o inimigo é de natureza idêntica: usa armas de guerra, derruba helicópteros, assassina autoridades, impõe sua própria lei e cobra pedágio da população apenas por viver e trabalhar.
Nenhum eufemismo pode suavizar essa realidade. Quando o crime desafia o Estado e este hesita em responder, não temos mais delinquência, temos insurgência.
7. O paradoxo da boa consciência
É justamente aqui que surge o ponto delicado — e, ao mesmo tempo, brilhante — do texto de José Nivaldo. Ele não compactua com o narcotráfico; ao contrário, propõe que o governo aproveite o próprio projeto de Lula para transformar o narcotráfico em terrorismo. Nisso, está certíssimo: o crime organizado brasileiro já atua como grupo terrorista e deve ser tratado como tal.
Mas, ao mesmo tempo, ele recorre ao velho argumento de que “a proibição não resolveu”, evocando a Lei Seca dos Estados Unidos, e sugere que a criminalização das drogas apenas alimentou o sistema criminoso.
Aí nasce o paradoxo: ou o tráfico é um negócio que deve ser tirado das sombras, ou é uma organização armada que precisa ser enfrentada com a força do Estado. As duas coisas, ao mesmo tempo, são logicamente inconciliáveis.
A diferença é simples e decisiva: nos EUA dos anos 1920, o álcool não derrubava helicópteros nem fuzilava policiais; no Brasil de 2025, o tráfico derruba. O potencial destrutivo do álcool era incomparavelmente menor, e sua legalização, à época, ajudou a reerguer a economia americana e a enfraquecer a Máfia, numa guerra que persiste até hoje, mas com o Estado sem jamais abdicar do enfrentamento.
As drogas, contudo, pertencem a outra categoria moral e estratégica: ampliam o consumo, degradam o tecido social e erguem poderes paralelos que dominam territórios, impõem “leis” próprias e cobram tributos sobre o medo. O narcotráfico já não é um comércio: é uma forma de poder armado.
Além disso, tornou-se instrumento de geopolítica internacional. A China, que sofreu duas Guerras do Ópio e suportou um século de humilhação, aprendeu a lição: hoje adota tolerância zero dentro de suas fronteiras, mas exporta os insumos químicos que devastam o Ocidente. É a vingança histórica pela decadência do século XIX — agora travada não com exércitos, mas com moléculas e fluxos financeiros. Alguns estudos estimam que o narcotráfico global movimenta quase um trilhão de dólares por ano.
Por isso, ninguém se iluda: a posição americana nessa guerra também é geopolítica. Há registros históricos de infiltração e financiamento de operações clandestinas por meio do comércio ilegal de drogas — algo que envolve interesses cruzados, espionagem e realpolitik. A complexidade do tema é indiscutível, mas complexidade não pode servir de desculpa para inação.
É preciso, sim, tomar um lado — o lado da luz e da razão — e empreender um combate intransigente e implacável contra as drogas, combinando repressão eficaz com campanhas permanentes de conscientização nas escolas, na mídia e em todos os espaços formadores de consciência coletiva.
A razão é simples: todo ser humano, quando dotado de um mínimo de discernimento, decide com base em uma lógica de custo e benefício — só se arrisca enquanto o custo é baixo.
E foi justamente essa relação que o Brasil inverteu. A criminalidade cresceu na exata proporção em que as penas diminuíram e em que o cumprimento efetivo da lei se tornou exceção. A impunidade converteu o crime em negócio, e o negócio em vocação.
Essa tendência precisa ser radicalmente revertida, sob pena de o país colapsar moral e institucionalmente. Nenhum Estado sobrevive quando o mal descobre que o risco compensa.
Nem mesmo a ditadura mais autoritária do mundo — a chinesa — conseguiu eliminar os efeitos do ópio que lhe foi imposto pela Inglaterra.
Mas a China nunca desistiu de combatê-lo.
Transformou o enfrentamento das drogas em meta de governo, questão de soberania e de identidade nacional, e hoje exibe um dos menores índices de consumo do planeta.
O contraste é revelador: o Ocidente, em nome da “liberdade individual”, legaliza o vício; o Oriente, em nome da sobrevivência coletiva, o combate como uma guerra — e, ao mesmo tempo, exporta os insumos químicos que o alimentam, auferindo lucros bilionários em um negócio de mais de um trilhão de dólares por ano, enquanto enfraquece gradualmente seus competidores globais, tal como fizeram com ele no passado.
É a vingança silenciosa das antigas guerras do ópio, agora travada com seringas, pílulas e moléculas em vez de canhões. Uma guerra sem tiros, mas com cadáveres.
Zé Nivaldo enxerga com grande clareza as consequências — o narcoestado, a captura de territórios, a ousadia das facções —, mas ainda as lê sob uma narrativa que explica o fenômeno pelo proibicionismo, quando, na verdade, o problema brasileiro não é a proibição: é a impunidade. O que nos trouxe até aqui não foi o fato de a droga ser crime, mas o fato de o crime não ser punido.
Em outras palavras: se o tráfico já se converteu em terrorismo, não cabe mais tratá-lo como política de saúde — cabe tratá-lo como guerra interna. Educação e prevenção são indispensáveis para reduzir a demanda; mas facção armada se enfrenta com polícia, não com cartilha.
8. A inversão moral e o desestímulo ao heroísmo
Tanto a grande mídia quanto a mais alta corte do país parecem ensaiar passos para criminalizar uma ação legítima e amplamente apoiada pela população, que já não suporta mais viver sob a exploração imposta pelo crime organizado.
A imprensa, apressada em sua ânsia por equivalências morais, compara o enfrentamento armado dos criminosos ao episódio do Carandiru, como se a guerra contra o narcoterrorismo pudesse ser tratada como mera abordagem policial.
E o Supremo, ao cobrar que um conflito interno dessa magnitude seja investigado como uma operação de rotina, parece ignorar que o Brasil já não enfrenta delinquentes, enfrenta exércitos.
Como assim? Quantas guerras no mundo são objeto de perícia criminal de todos os mortos? Será preciso montar uma nova operação militar apenas para realizar perícias em campo inimigo? E para quê, se todos os mortos estavam fortemente armados, empunhando fuzis de guerra?
A resposta se lê nas entrelinhas: a intenção não declarada é punir novamente os policiais heróis e desestimular aqueles que ainda ousam enfrentar o crime de frente. É a velha tática da inversão moral que pune quem defende a lei e protege quem a destrói.
9. O equívoco da “antifacção”
Por isso, concordo com meu amigo: é preciso agir com firmeza. Mas discordo do caminho. O projeto de lei “antifacção” apresentado por Lula não é uma solução — é mais uma manobra oportunista.
Aproveita-se do medo legítimo da população para tentar transformar uma tragédia nacional em capital político. Sob o pretexto de combater o crime, busca aprovar uma lei que lhe confira ainda mais poderes, para que possa decidir — politicamente — onde, quando e contra quem a força do Estado será usada.
Quem pretende “coordenar” a guerra contra o crime deseja, na verdade, controlar os instrumentos da força pública. Hoje se volta contra as facções; amanhã, contra os adversários. É a velha tentação autoritária de disfarçar o desejo de mando com a retórica da segurança.
O mesmo governo que envia blindados quando o governador é aliado, recusa-se a agir quando o governador é independente. Essa é a lógica do poder no Brasil contemporâneo: socorrer o comparsa e abandonar o justo.
Se Lula realmente quiser enfrentar o crime no Rio de Janeiro, precisa romper com a lógica do compadrio político que sempre orientou suas decisões.
A guerra contra o narcoterrorismo não pode ser travada com critérios partidários. É preciso escolher entre o país e o projeto de poder — entre a coragem de governar e a conveniência de administrar alianças. Nenhum Estado pode vencer o crime se for governado pelo medo de desagradar seus próprios cúmplices.
10. A autoridade justa e o dever da coragem
A guerra contra o narcoterrorismo exige, sim, integração entre União, Estados e Municípios, mas nunca subordinação. Deve ser uma guerra da República, não de um partido.
Uma cruzada em nome da lei, não um artifício para expandir o controle político sobre as forças de segurança. O combate ao crime precisa unir o país — não domesticá-lo.
Portanto, respondendo a Zé Nivaldo, eu sou, e sempre serei, contra o crime e a favor das pessoas de bem. A favor do cidadão que trabalha, que cria filhos, que paga impostos e que não deve nada a criminosos — muito menos pela própria vida.
O Estado que não protege o homem honesto perde o direito moral de existir. E o povo que se cala diante dessa inversão perde, pouco a pouco, o direito de chamar-se livre.
O Brasil só será maior que o crime quando reaprender a respeitar a autoridade justa — aquela que age com firmeza, mas também com propósito e decência; que entende que os verdadeiros direitos humanos começam pela defesa da vida dos inocentes, e não pela indulgência com os culpados.
O crime organizado transformou-se em terrorismo interno. Mas ainda há tempo de vencê-lo — desde que não entreguemos nossa liberdade àqueles que, em nome da segurança, sonham com o poder absoluto. Que o Brasil desperte antes que a covardia se transforme em doutrina e a omissão em sistema.
Pascal escreveu que “a justiça sem força é impotente, e a força sem justiça é tirania”. No Brasil, assistimos à perversão final dessa máxima: uma justiça que se tornou força, mas é uma força que perdeu toda justiça.
11. Epílogo — A amizade e o espelho
Digo tudo isso com o mais profundo respeito por José Nivaldo, cuja lucidez admiro e cuja coragem intelectual reconheço — mais ainda pela grandeza de espírito em me publicar, mesmo sendo contrário a muito do que penso.
Com esse gesto, ele reafirma algo que poucos compreendem: que a liberdade de expressão é o verdadeiro motor do avanço civilizacional, e que só o confronto de ideias preserva o que há de mais digno na alma humana — o direito de pensar. Nesse sentido, meu querido Zé Nivaldo é inigualável.
Entretanto, percebo em seu texto o eco de um vício de origem que acomete boa parte da inteligência brasileira: o de enxergar o presente à sombra das narrativas do passado, mantendo-se fiel a uma matriz ideológica que já não explica o que o país se tornou.
Zé Nivaldo percebe com clareza o avanço do crime, a falência moral das instituições e a apatia da sociedade, mas ainda o faz a partir de uma lente histórica que transforma a ditadura em causa universal e a esquerda em vítima perpétua. É um olhar sincero, porém prisioneiro de uma narrativa que explica as consequências, mas não justifica com exatidão as causas.
No confronto, os militares e as forças de segurança — quando investidos do poder legítimo do Estado — têm o dever e a obrigação de neutralizar o inimigo com os meios de que dispõem. Foi o que ocorreu no Rio de Janeiro: morreram aqueles que enfrentaram o poder militar; presos foram os que se renderam. Simples assim.
Quando uma organização criminosa dispõe de armamento de guerra, logística própria e domínio territorial, deixa de ser delinquência e passa a configurar insurgência interna.
Nesse cenário, o uso da força não é apenas legítimo: é um imperativo moral e jurídico, pois a primeira obrigação do Estado é proteger o cidadão inocente. A omissão, nesse contexto, não é prudência — é cumplicidade.
Infelizmente, por omissão do governo federal — que retardou o envio de blindados e apoio logístico — o território não pôde ser plenamente retomado pelo poder público.
Ainda assim, o Comando Vermelho sofreu sua maior derrota em duas décadas, com a neutralização de lideranças e o desmonte de estruturas operacionais.
É preciso que o governador Tarcísio mantenha a pressão sobre o PCC em São Paulo, para evitar um desequilíbrio ecológico na selva do crime organizado, já que ambas as facções disputam território em praticamente todos os estados da Federação.
A força legítima deve ser exercida com firmeza e continuidade, sob a égide da lei e do dever moral que sustenta toda civilização: a justiça que protege os justos e pune, sem hesitação, os que escolheram o caminho da guerra contra a sociedade.
O drama é que muitos, como ele, sabem o que está errado, mas não conseguem romper o pacto afetivo com a própria narrativa. E é por isso que, mesmo quando apontam na direção certa, hesitam em dar o passo seguinte.
Meu desejo é que este diálogo — travado entre amigos que se respeitam e que amam o Brasil — ajude a libertar o pensamento do medo de rever suas origens, pois pensar é, antes de tudo, um ato de fidelidade à verdade, não à tribo.
12. Pós-escrito — O karma de ser do contra
Essa é, afinal, a opinião de alguém que nasceu em 1964, educado sob o silêncio da ditadura militar e, portanto, naturalmente avesso a qualquer forma de censura. Sempre fui contrário aos excessos do regime e defensor intransigente da liberdade de expressão.
Mas o tempo tem seus paradoxos. Hoje, sou obrigado a me insurgir contra o próprio sistema que governa o Brasil, um sistema que fala em democracia enquanto flerta com o controle.
Ou talvez minha esposa tenha razão: sofro de um leve transtorno opositor desafiador.
Ou, quem sabe ainda, carrego apenas o karma de ser do contra, esse destino de quem, por amor à verdade, nunca se conforma com o absurdo.
*O autor é advogado e livre pensador.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre debate de ideias e acolhe o contraditório.
NR2 - O artigo de Zé Nivaldo que motivou o presente ensaio pode ser consultado através do link abaixo:
https://www.opoder.com.br/noticias/28081/guerra-ao-crime-muito-bem-organizado-de-que-lado-voce-esta
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Durante os próximos 90 dias, os especialistas irão avaliar o estágio de conhecimento das reservas nacionais de minerais nucleares, especialmente do urânio, estimar o potencial produtivo do país e identificar como esses recursos podem atender às demandas dos programas estratégicos brasileiros. Entre as prioridades estão o fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro, o Programa Nuclear da Marinha — responsável pelo desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear — e outras iniciativas consideradas essenciais para a segurança, o desenvolvimento tecnológico e a autonomia do Estado brasileiro.
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Além da agenda voltada ao urânio, o CNPM aprovou outras medidas estruturantes para o setor mineral, incluindo a criação de grupos de trabalho destinados ao reaproveitamento de rejeitos da mineração, à ampliação do conhecimento geológico nacional, à redução da ociosidade de áreas minerárias e à simplificação de procedimentos para atividades de pesquisa mineral de baixo impacto ambiental.
Na área energética, também foi aprovado o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, que prevê investimentos estimados em R$ 3,5 trilhões, expansão significativa da capacidade nacional de geração de energia e a manutenção da predominância das fontes renováveis na matriz energética brasileira.
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O altar da fragilidade planejada - A indústria do coitadismo, por Zé da Flauta*
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Virou um jogo esquisito de aparências: o homem é pressionado a domesticar sua própria natureza e vigor, enquanto a mulher, outrora guerreira, é convidada pela cartilha atual a assumir o papel de eterna vítima, incapaz de ouvir uma crítica sem correr para o col...
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Há uma inversão filosófica profunda quando a vulnerabilidade deixa de ser uma condição humana ocasional para se transformar em um ativo político de poder.
Ao reescrever as leis para blindar um dos lados de qualquer desconforto do debate público, o sistema não está elevando a mulher; está, na verdade, ressuscitando a velha premissa de que ela é um ser desprovido de força interna para lidar com as asperezas da vida comum.
Quando o Estado se arvora no papel de tutor absoluto das sensibilidades, decretando o que é "desprezo" ou "aversão" de forma puramente subjetiva, ele aniquila a responsabilidade individual.
O homem é infantilizado, tratado como uma ameaça ambulante que só responde à jaula da lei, e a mulher é diminuída, reduzida à condição de "coitadinha" que necessita de escolta jurídica permanente para cruzar a arena da convivência social.
Campo minado
Dá uma melancolia danada ver o desgaste desse tecido que antes costurava a parceria legítima entre homens e mulheres: o respeito mútuo conquistado no brio do cotidiano, a atração natural e a coragem de enfrentar juntos as tempestades da existência.
O que antes era cumplicidade agora corre o risco de virar um contrato vigiado de convivência fria, onde cada frase é pesada na balança do medo e do rancor preventivo.
É triste notar o próprio afeto ser colocado sob suspeita, transformando o flerte sadio, o humor e a discordância em um campo minado de desconfiança mútua.
O preço dessa proteção excessiva é o congelamento da espontaneidade humana, deixando um rastro de solidão e distanciamento onde antes deveriam existir a união e a partilha real de forças.
Códigos e etiquetas
O silêncio que se instala após o barulho dos discursos inflamados nos convida a observar o vazio de uma sociedade que decidiu eleger a fragilidade como sua maior virtude.
Quando as regras do jogo punem o vigor natural e recompensam a dependência e a lamúria, a verdadeira igualdade deixa de ser o horizonte para virar apenas uma miragem burocrática.
O indivíduo que se recusa a entrar nessa fôrma e insiste em manter a altivez de seu caráter, governando suas relações pelo respeito verdadeiro e não pelo pavor da lei, realiza o autêntico ato de resistência da nossa época.
A dignidade de um povo
A dignidade de um povo não se constrói enchendo os códigos de novas etiquetas de punição, mas cultivando homens e mulheres maduros o suficiente para suportar o peso da própria liberdade, sem precisar que um comitê de plantão decida como deve funcionar o coração humano.
Até a próxima!
*Zé da Flauta é compositor e cronista

A erva romantizada e o dever da lucidez, Jorge Henrique de Freitas Pinho*
17/07/2026
Acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício.
Sou leitor e admirador de Zé da Flauta. Gosto de sua capacidade de transformar assuntos históricos e cotidianos em crônicas inteligentes e acessíveis. É justamente por respeitar sua obra que me sinto no dever de discordar de sua recente crônica, "A Saga da Erva Exilada e o Despertar da Razão", aproveitando o espaço democrático que o Jornal O Poder abre à apresentação de pensamentos divergentes.
Não escrevo para diminuir o cronista, nem para negar que a história da cannabis seja complexa. Também não desconheço os abusos cometidos em nome da chamada guerra às drogas, a seletividade social de parte da repressão e a necessidade de pesquisa séria sobre substâncias que possam ter utilidade terapêutica.
Minha divergência está em outro ponto: ao pretender corrigir a antiga demonização da maconha, a crônica termina caindo no extremo oposto...
Uma divergência respeitosa com Zé da Flauta
Acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício.
Sou leitor e admirador de Zé da Flauta. Gosto de sua capacidade de transformar assuntos históricos e cotidianos em crônicas inteligentes e acessíveis. É justamente por respeitar sua obra que me sinto no dever de discordar de sua recente crônica, "A Saga da Erva Exilada e o Despertar da Razão", aproveitando o espaço democrático que o Jornal O Poder abre à apresentação de pensamentos divergentes.
Não escrevo para diminuir o cronista, nem para negar que a história da cannabis seja complexa. Também não desconheço os abusos cometidos em nome da chamada guerra às drogas, a seletividade social de parte da repressão e a necessidade de pesquisa séria sobre substâncias que possam ter utilidade terapêutica.
Minha divergência está em outro ponto: ao pretender corrigir a antiga demonização da maconha, a crônica termina caindo no extremo oposto e promovendo sua romantização.
O texto apresenta a cannabis como planta ancestral, utilitária, medicinal e espiritual, injustamente perseguida pelo preconceito e finalmente resgatada pela ciência. A construção é literariamente sedutora, mas intelectualmente perigosa, porque reúne sob o mesmo símbolo realidades profundamente diferentes: o cânhamo industrial empregado na fabricação de tecidos e cordas; práticas religiosas de povos antigos; substâncias isoladas e administradas terapeuticamente; e a maconha consumida recreativamente em razão dos efeitos psicoativos do tetrahidrocanabinol, o THC.
Essas realidades não podem ser confundidas.
O fato de uma planta produzir fibras úteis não torna inofensivo o consumo de seus componentes psicoativos. A existência de derivados com aplicação médica tampouco legitima o uso recreativo. A morfina é um medicamento indispensável em determinadas situações e nem por isso se conclui que o consumo recreativo de opioides deva ser permitido ou culturalmente celebrado.
A medicina não consagra plantas. Ela identifica substâncias, indicações, doses, contraindicações, interações e riscos.
Minha posição é simples. A cannabis e outras substâncias entorpecentes ou psicotrópicas capazes de alterar significativamente a consciência, produzir dependência ou causar danos à saúde somente devem ser utilizadas para finalidades terapêuticas, mediante prescrição, indicação clínica definida e acompanhamento profissional. Fora dessas condições, o uso recreativo deve ser juridicamente proibido e socialmente desestimulado.
A regulamentação brasileira atualmente existente segue precisamente essa distinção. As normas da Anvisa autorizam e disciplinam produtos e cultivos destinados a fins medicinais, farmacêuticos ou de pesquisa, estabelecendo exigências relacionadas à fabricação, prescrição, dispensação e controle sanitário. Produtos com diferentes concentrações de THC ficam sujeitos a modalidades específicas de receituário. Não existe, nessas normas, autorização geral para o consumo recreativo.
Essa posição não nasce do moralismo, mas da prudência.
O Estado não precisa provar que todo usuário sofrerá uma tragédia para adotar medidas de proteção coletiva. Basta que exista um risco relevante, sobretudo para crianças, adolescentes e pessoas com predisposição a transtornos mentais. Também não é necessário tratar o dependente como um inimigo para reconhecer que a substância oferece perigo.
A pessoa que adoece merece acolhimento e tratamento. A droga, entretanto, não precisa ser transformada em símbolo de liberdade, resistência ou lucidez.
Da demonização à santificação
O ponto mais problemático da crônica é exatamente esse deslocamento simbólico. A maconha deixa de ser uma substância psicoativa, cujos efeitos deveriam ser examinados com cautela, e converte-se numa espécie de heroína histórica: uma erva injustiçada, exilada pela ignorância, perseguida pelo puritanismo e finalmente devolvida à humanidade pela ciência.
O leitor é conduzido a escolher entre dois campos. De um lado, estariam o preconceito, o fuzil, o racismo e a repressão. Do outro, o conhecimento, a compaixão, a espiritualidade e a modernidade.
A própria escolha das palavras, como "bálsamo", "alma", "resistência", "lucidez" e "despertar da razão", produz uma atmosfera moral favorável à planta. Simultaneamente, quem aponta seus riscos é associado à ignorância, ao atraso ou ao puritanismo.
Trata-se de um falso dilema.
É perfeitamente possível defender pesquisas científicas, permitir medicamentos derivados da cannabis, combater abusos policiais, rever penas desproporcionais e distinguir o usuário do traficante sem admitir a liberação do consumo recreativo.
Também é possível reconhecer os fracassos de determinadas políticas de segurança pública sem concluir que a solução esteja na banalização cultural da droga.
A natureza não é um atestado de inocência
Tampouco procede a ideia de que a cannabis seria inocente por ser "natural".
Esse raciocínio constitui uma forma de falácia naturalista. A natureza produz alimentos, remédios, venenos e substâncias entorpecentes. O ópio, a coca, o tabaco e inúmeras plantas tóxicas também têm origem natural.
A pergunta racional não é saber se determinada substância nasceu numa planta, mas quais efeitos produz no organismo, em que dose, com que frequência, sobre quais pessoas e em quais circunstâncias.
A psiquiatra Analice Gigliotti, dirigente do Espaço Clif, instituição especializada em psiquiatria e dependências químicas, utiliza uma analogia particularmente esclarecedora: o fato de o captopril ter sido desenvolvido a partir de estudos do veneno da jararaca não transforma a jararaca em animal medicinal e inofensivo. Do mesmo modo, a existência de compostos terapêuticos derivados da cannabis não absolve todos os componentes da planta nem legitima qualquer forma de consumo.
O potencial terapêutico depende de padronização, indicação precisa, controle de qualidade e avaliação rigorosa da relação entre riscos e benefícios.
Essa é a diferença entre medicina e propaganda.
O THC pode produzir dependência
Os dados disponíveis impedem que a maconha seja apresentada como substância inócua.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estima que aproximadamente três em cada dez pessoas que consomem cannabis podem desenvolver transtorno por uso da substância. Esse transtorno pode envolver perda de controle, desejo intenso, tolerância, tentativas frustradas de interromper o consumo e persistência do uso apesar de prejuízos familiares, escolares, profissionais ou psicológicos. O risco é maior entre aqueles que começam na adolescência e usam a substância com maior frequência.
Portanto, o THC possui, sim, potencial de dependência.
Não se trata de opinião política ou preconceito moral, mas de uma condição clínica reconhecida.
A distinção entre o canabidiol, ou CBD, e o THC também é essencial. O CBD não provoca a intoxicação característica do chamado "barato" e possui algumas aplicações terapêuticas reconhecidas, embora muitas outras indicações ainda careçam de evidências suficientemente robustas. O THC, por sua vez, é o principal responsável pelos efeitos psicoativos da cannabis e altera percepção, memória, atenção, coordenação e tempo de reação.
A reputação medicinal de determinados compostos é frequentemente transferida, de maneira indevida, para o cigarro de maconha. Utiliza-se o sofrimento real de pacientes beneficiados por produtos específicos como argumento emocional para normalizar uma prática completamente diferente: fumar maconha para produzir intoxicação recreativa.
Os riscos psiquiátricos
É especialmente preocupante que uma crônica tão enfática na defesa da cannabis não mencione adolescência, predisposição psiquiátrica, frequência do consumo, concentração de THC, crises de ansiedade, paranoia ou psicose.
O CDC informa que o uso de cannabis está associado a maior probabilidade de episódios psicóticos e de transtornos mentais persistentes, incluindo esquizofrenia, sendo a associação mais forte entre pessoas que começam mais cedo e consomem com maior frequência.
Uma revisão sistemática publicada no The Lancet Psychiatry concluiu que o consumo de cannabis de maior potência, quando comparado ao de produtos menos potentes, estava associado a maior risco de psicose e transtorno por uso de cannabis. Os próprios pesquisadores registram limitações metodológicas e não autorizam simplificações causais, mas os resultados são suficientes para afastar qualquer tratamento festivo do tema.
Isso não significa que todo usuário desenvolverá dependência ou psicose. A ciência não trabalha com esse tipo de determinismo.
Todavia, também não permite afirmar que a maconha seja uma substância promotora de lucidez.
Entre a certeza de que todos adoecerão e a fantasia de que ninguém sofrerá consequências existe o terreno da probabilidade. É justamente nesse terreno que a saúde pública deve atuar.
A porta de entrada
A discussão sobre a chamada "porta de entrada" exige precisão.
Seria cientificamente imprudente afirmar que todo consumidor de maconha passará necessariamente a usar cocaína, crack, opioides ou outras drogas. O Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos reconhece que a maioria dos usuários de cannabis não progride inevitavelmente para substâncias consideradas mais pesadas.
Isso, entretanto, não significa que a relação deva ser descartada.
A maconha pode funcionar como uma das portas de entrada psicológicas, sociais e mercadológicas para o universo das drogas, especialmente entre adolescentes e pessoas vulneráveis. A quebra da resistência inicial, a normalização da alteração artificial da consciência, a convivência com ambientes de consumo e a redução da percepção do risco não são elementos irrelevantes.
A porta de entrada não precisa ser uma relação química automática. Pode ser cultural, comportamental e social.
A criminalidade não desaparece por decreto
Um dos argumentos mais repetidos em favor da liberação sustenta que a legalização retiraria o mercado das mãos dos traficantes, reduziria a violência e permitiria que as forças policiais se dedicassem a crimes mais graves.
A experiência internacional, contudo, é muito mais complexa do que essa promessa.
É necessário, antes de tudo, ter cuidado com as estatísticas. Quando uma conduta deixa de ser crime, o número de crimes registrados necessariamente diminui. Isso não demonstra, por si só, que os danos sociais desapareceram.
No Canadá, por exemplo, a taxa de crimes relacionados a drogas registrada pela polícia caiu significativamente depois da legalização, em boa parte porque os antigos delitos de posse de cannabis simplesmente deixaram de existir como tais. Seria, portanto, circular argumentar que a legalização reduziu a criminalidade simplesmente porque legalizou a conduta que antes alimentava a estatística.
Ao mesmo tempo, o relatório oficial de revisão da legislação canadense reconheceu a permanência de produção e comércio clandestinos, vendedores ilegais pela internet, estabelecimentos não autorizados e desvios provenientes de cultivos registrados para uso pessoal ou medicinal. O painel recomendou maior atuação contra redes criminosas e registrou que a venda ilícita pode financiar outras atividades do crime organizado, incluindo lavagem de dinheiro e posse de armas de fogo.
Isso significa que o mercado legal conquistou parte dos consumidores, mas não dissolveu automaticamente a estrutura clandestina.
O Uruguai fornece outro dado esclarecedor. Ao final de 2024, o mercado regulado alcançava formalmente cerca de 46,7% dos consumidores de cannabis estimados no país. O próprio relatório reconhece que o compartilhamento de produtos legais pode elevar essa cobertura real, mas os números mostram que, mais de uma década depois da legalização, uma parcela expressiva dos consumidores continuava fora dos canais formalmente registrados. Isso não prova que todos os consumidores não registrados comprassem de traficantes, mas demonstra que a substituição integral do mercado ilegal pelo regulado não aconteceu.
O Colorado também exige uma leitura honesta. Seu relatório oficial de 2025 afirma expressamente que não se verificou aumento geral dos crimes violentos ou patrimoniais como resultado da legalização. O reconhecimento desse dado é indispensável para que a crítica não se transforme em propaganda invertida.
Não obstante, o mesmo relatório registra problemas que a narrativa triunfalista costuma ocultar. Processos relacionados ao crime organizado e simultaneamente vinculados à maconha subiram de 31, em 2012, para 119, em 2017, antes de recuarem para 29 em 2021. O número de plantas ilegais apreendidas em terras públicas em 2022 foi aproximadamente o dobro do registrado em 2012. Houve também desvio de produtos para outros estados e persistência de cultivos clandestinos.
No trânsito, o relatório registra que o número de mortes em acidentes nos quais ao menos um motorista testou positivo para algum canabinoide passou de 55, em 2013, para 187, em 2022. Em relação especificamente ao Delta-9 THC, as mortes envolvendo condutores com resultado positivo passaram de 71, em 2016, para 167, em 2022. É verdade que a detecção da substância, isoladamente, não permite reconstruir em cada caso particular o grau exato de comprometimento do motorista.
Isso, porém, não torna os números irrelevantes. Considerando que o THC afeta atenção, coordenação, percepção e tempo de reação, o crescimento expressivo desses registros revela um problema concreto de segurança viária associado à ampliação e à normalização do consumo. Exigir a prova de que a maconha tenha sido a causa exclusiva de cada acidente seria impor à saúde pública um padrão impossível, que não se aplica sequer ao álcool, aos medicamentos sedativos ou a outros fatores reconhecidamente capazes de comprometer a direção.
Ausência de prova
A ausência de prova causal individual em cada acidente não equivale à ausência de risco coletivo demonstrável.
Portanto, não se deve afirmar que a legalização provocou, em todos os lugares, uma explosão uniforme de homicídios, roubos e furtos. Os dados não sustentam tamanha generalização.
O que se pode afirmar é que o crime organizado não desapareceu, o mercado clandestino permaneceu ativo e novos encargos de fiscalização e segurança pública surgiram.
A legalização muda a configuração do problema; não necessariamente o elimina.
Romantização e cultura
É nesse ponto que a romantização se torna mais grave do que uma simples opinião estética.
A cultura prepara comportamentos. Antes de uma sociedade consumir determinada substância em larga escala, ela aprende a enxergá-la como normal, elegante, libertária, espiritual ou inofensiva. Textos, filmes, músicas e campanhas não obrigam ninguém a usar drogas, mas podem dissolver barreiras morais e psicológicas que recomendavam cautela.
O próprio painel oficial responsável por revisar a experiência canadense advertiu para a necessidade de evitar a normalização e a glamourização da cannabis, especialmente diante da vulnerabilidade dos jovens e dos elevados níveis de consumo entre adultos jovens.
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime também registrou que, nas regiões da América do Norte onde ocorreu legalização, houve indícios de aumento do consumo diário, particularmente de produtos mais potentes e entre adultos jovens, acompanhado de maiores impactos sanitários.
No Brasil contemporâneo, não é intelectualmente honesto presumir que o consumo recreativo comum reproduza a natureza de antigos sacramentos orientais ou de práticas de resistência dos escravizados.
O debate atual gira predominantemente em torno da busca voluntária dos efeitos psicoativos do THC.
Invocar divindades indianas, terreiros antigos ou cordames de caravelas para legitimar esse consumo é retirar fatos de seu contexto histórico e utilizá-los como salvo-conduto moral para uma prática distinta.
Compaixão não é permissividade
Também não se deve confundir compaixão com permissividade.
Sou contrário à humilhação do usuário, ao abandono do dependente e à ideia de que a prisão, isoladamente, seja capaz de resolver um problema humano e sanitário tão complexo.
Mas a resposta humanitária ao sofrimento causado pelas drogas não pode ser a propaganda de que elas constituem instrumentos de emancipação.
Acolher quem caiu não exige ornamentar o precipício.
Minha divergência com Zé da Flauta, portanto, não é pessoal, nem pretende negar o valor de sua obra. Pelo contrário: somente se debate seriamente com quem se respeita.
Seu texto acerta ao defender a pesquisa científica e ao denunciar abusos cometidos sob o pretexto de combater as drogas. Erra, contudo, ao utilizar esses fatos não apenas para sustentar o uso medicinal da cannabis, mas para deslegitimar a própria proibição e preparar uma absolvição cultural do consumo recreativo. Ao apresentar a regulamentação adotada por Canadá e Uruguai como expressão de maturidade, razão e lucidez, enquanto associa a posição proibicionista à ignorância, ao puritanismo e ao preconceito, a crônica conduz o leitor, ainda que sem dizê-lo expressamente, à aceitação da legalização da maconha. E faz isso silenciando sobre dependência, adolescência, prejuízos cognitivos, acidentes, mercado clandestino e vulnerabilidade psiquiátrica.
Entre demonizar uma substância e santificá-la existe o dever de compreendê-la.
A verdadeira lucidez não está em substituir o preconceito pela propaganda, nem o fuzil pela folha de sete pontas convertida em emblema de liberdade. Está em admitir que determinados derivados da cannabis podem aliviar o sofrimento quando prescritos e acompanhados por profissionais, enquanto seu uso recreativo permanece desnecessário, arriscado e socialmente indesejável.
A ciência deve entrar de jaleco.
A maconha recreativa não precisa entrar escondida em seu bolso.
(*) O autor é advogado e ensaísta.

Irã amplia ataques no Oriente Médio em retaliação à ofensiva dos EUA
17/07/2026
Locais
Entre os locais citados pelo Irã estão bases americanas na Síria, Catar, Bahrein, Kuwait e Jordânia, além de instalações de radar em Omã. Parte das alegações ainda não foi confirmada de forma independente, mas governos da região relataram explosões, interceptações de mísseis e ao menos um ferido durante os ataques.
A nova onda
A nova onda de ofensivas aumenta o risco de uma expansão regional da guerra, que até então vinha sendo marcada por ataques calculados entre os dois lados, com tentativa de evitar uma escalada ainda maior.
O conflito entre Irã e Estados Unidos entrou em uma nova fase de tensão hoje, sexta-feira (17/07), após Teerã ampliar sua resposta militar e anunciar ataques contra alvos ligados às forças americanas em sete países do Oriente Médio. As ações foram divulgadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que afirmou ter realizado uma série de ofensivas com mísseis e drones.
Locais
Entre os locais citados pelo Irã estão bases americanas na Síria, Catar, Bahrein, Kuwait e Jordânia, além de instalações de radar em Omã. Parte das alegações ainda não foi confirmada de forma independente, mas governos da região relataram explosões, interceptações de mísseis e ao menos um ferido durante os ataques.
A nova onda
A nova onda de ofensivas aumenta o risco de uma expansão regional da guerra, que até então vinha sendo marcada por ataques calculados entre os dois lados, com tentativa de evitar uma escalada ainda maior.
Afirmou
Teerã afirmou ter atacado também bases americanas no Kuwait e no Bahrein. Explosões também foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde o Ministério do Interior informou que uma criança ficou ferida por estilhaços.
Os anúncios
Os anúncios do IRGC (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) sugerem uma expansão dos ataques de retaliação após uma semana de ofensivas dos EUA.
Um acordo provisório para encerrar a guerra entrou em colapso em 7 de julho, quando o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz e os Estados Unidos responderam com ataques aéreos.
O Poder
Avançam investigações federais sobre escândalo da Caruaruense
17/07/2026
Raquel organizou a, digamos, operação irregular
A Logo Caruaruense, responsável por transporte intermunicipal, deveria ser fiscalizada pelo Governo de P...
O Ministério da Justiça avança investigação sobre irregularidades do governo Raquel com empresa da família. A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, prossegue análise das irregularidades cometidas nos últimos três anos de atividades da Logo Caruaruense, empresa da família da governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra (PSD). O assunto volta a ocupar hoje a mídia nacional e repercute fortemente em Brasília. Como se sabe, após denúncia sobre ausência de vistorias técnicas exigidas e sucateamento dos ônibus e outras facilitações ilegais, ocorridas nos primeiros três anos do governo Raquel, a empresa fechou e o diretor da EPTI, empresa estadual que deveria fiscalizar a Caruaruense, foi demitido e sumiu do mapa. O caso foi revelado pela imprensa em janeiro de 2026.
Raquel organizou a, digamos, operação irregular
A Logo Caruaruense, responsável por transporte intermunicipal, deveria ser fiscalizada pelo Governo de Pernambuco, chefiado por Raquel Teixeira Lyra, que já foi sócia da empresa. Só que Raquel nomeou o marido de uma prima para a EPTI, empresa estadual responsavel pela fiscalização do transporte coletivo. Só que o primo afim, nomeado, não fiscalizou a empresa.
O que fez o primo
Ao invés de cumprir o seu dever, acobertou uma série de irregularidades que vinham ocorrendo na empresa. Os ônibus, fora da validade, rodaram sem pagar taxas, sem condições operacionais e sem fiscalização, ameaçando a vida de milhares de passageiros.
Fechou
Após as reportagens, a própria governadora, em fato inédito no mundo, anunciou, ela mesma, o encerramento das atividades da tradicional empresa fundada pelo seu avô.
A Senacon
Instaurou averiguação preliminar para apurar o caso. Em março, o órgão federal deu 15 dias para que a empresa apresentasse informações e documentos que esclareçam as circunstâncias do encerramento das atividades e as providências adotadas em relação aos contratos e serviços em curso. A Logo Caruaruense enviou resposta em 8 de abril, que segue em análise pela Senacon.
Na notificação à empresa
A Senacon apontou, prelimjnarmente, que “há relatos consistentes de irregularidades na execução do serviço, as quais podem caracterizar infração às disposições do Código de Defesa do Consumidor, especialmente aos arts. 6º, 20 e 22 da Lei nº 8.078/1990”.
Vistorias não realizadas
A Senacon também solicitou dados sobre as vistorias técnicas, fiscalizações ou inspeções realizadas na frota nos últimos anos em operação, com apresentação de relatórios, laudos e registros.
Preceitos não cumpridos
No documento, a secretaria nacional disse que as concessionárias de serviços públicos, como é o caso da empresa de ônibus que operava no estado de Pernambuco, são obrigadas a fornecer serviços regulares, de qualidade, fiscalizados e pagando as taxas legais. Coisa que reconhecidamente, nao vinha ocorrendo.
Aguardemos
Que as investigações avancem com celeridade e deixem todo o caso em pratos limpos.
(O Poder com informações do Metrópoles.)
Nota da Redação - Todos os citados, pessoas físicas ou jurídicas, têm amplo e imediato espaço para suas manifestações.
Marcelo Jeneci na Fenearte, festival com Neiff, 26ª Fenearte e exposições, marcam agenda cultural no Grande Recife; confira
17/07/2026
Estreia
O público também poderá conferir a estreia da peça "Fim de Partida", com Marco Nanini e Guilherme Weber, e a exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir”, sobre a culinária sertaneja como patrimônio cultural.
Em mês de férias escolares, a agenda reúne ainda opções para as crianças, como o 22º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco e a exposição sobre Chaves.
Confira a programação cultural:
Projeto "Circulação do Mamulengo Flor Formosa"
O mestre Adiel Luna leva o espetáculo para os mercados públicos do Recife. A peça re...
Música, teatro e dança. Festivais e várias exposições abordando diversos temas. O Grande Recife tem uma programação variada de shows, peças de teatro, festivais e exposições nos próximos dias. Entre os destaques, estão o Festival Ginga Recife, com shows de Neiff e Luan Estilizado, e a Fenearte, que encerra programação, com show de Marcelo Jeneci.
Estreia
O público também poderá conferir a estreia da peça "Fim de Partida", com Marco Nanini e Guilherme Weber, e a exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir”, sobre a culinária sertaneja como patrimônio cultural.
Em mês de férias escolares, a agenda reúne ainda opções para as crianças, como o 22º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco e a exposição sobre Chaves.

Confira a programação cultural:
Projeto "Circulação do Mamulengo Flor Formosa"
O mestre Adiel Luna leva o espetáculo para os mercados públicos do Recife. A peça reúne mamulengo, música, poesia popular, improviso, ventriloquia e elementos circenses, com participação de um grupo de cavalo-marinho.
"Circulação do Mamulengo Flor Mimosa nos Mercados Públicos do Recife"
Sexta (17), domingo (19) e dia 24 de julho. Programação:
Sexta (17), às 12h30: Mercado do Cordeiro (Avenida General San Martin, s/n, Cordeiro)
Domingo (19), às 9h: Mercado de Afogados (Estrada dos Remédios, s/n, Afogados)
24 de julho, às 8h: Mercado de Casa Amarela (Rua Padre Lemos, 94, Casa Amarela)
Exposição “Para não esquecer”, de Bia Melo
Primeira exposição individual da artista visual Bia Melo, “Para não esquecer” reúne cinco obras tipográficas instaladas de forma performática em espaços públicos do Grande Recife, além de registros em vídeo dessas ações.
Exposição “Para não esquecer”, de Bia Melo
Abertura na sexta-feira (17), das 18h às 22h. Visitação de 18 de julho a 2 de agosto, de sexta a domingo, das 16h às 20h
Galeria Maumau: Rua Nicarágua, 173, Espinheiro - Recife
Entrada gratuita
25 anos da Cia. Etc.
A Cia. Etc. celebra 25 anos de trajetória com uma ocupação cultural entre julho e agosto, reunindo espetáculos, intervenções urbanas e mostra de videodança. As atividades acontecem em diferentes espaços pelo Grande Recife com uma programação que revisita obras centrais do repertório da companhia pernambucana, marcada pela pesquisa entre dança, audiovisual e arte sonora.
25 anos da Cia. Etc. Programação:
"Corpo-massa: pele e ossos", sexta-feira (17), às 19h, e sábado, às 14h e às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, Bairro do Recife). Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
"Mostra de viodeodança - 25 anos de Cia. ETC", exibição seguida de debate, dia 8 de agosto, às 14h, no Cinema São Luiz (Rua da Aurora, Boa Vista). Gratuito.
"Tandan!", sessões fechadas e reservadas para o público escolar e pedagógico das instituições, no Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo (Rua Passarela, 18-A, Passarinho - Recife). Gratuito.
"Sexta Dançante" no Clube das Pás
A programação reúne shows de Paulinho Jil, Banda Rossi e Orquestra das Pás, em uma noite voltada ao público que gosta de dançar. O evento também contará com dançarinos profissionais na pista, disponíveis por meio de fichas.
"Sexta Dançante" no Clube das Pás
Sexta-feira (17), às 19h
Clube das Pás: Rua Odorico Mendes, 263, Campo Grande - Recife
Cine Apipucos
Projeto realizado pela Viva do Brasil, empresa que gere parques públicos do Recife, o "Cine Apipucos" promove exibição de filmes a céu aberto com almofadas, cadeiras e organização em formato de plateia. Durante as sessões, a "Cine Feira" oferece opções de lanches no local.
Cine Apipucos
Sexta (17) a domingo (19). Confira programação:
Sexta-feira (17), às 19h: "Quem Vai Ficar com Mary?" ( 1h59, 14 anos, comédia)
Sábado (18), às 18h: "Os Goonies" (1h54, 12 anos, aventura)
Domingo (19), às 14h: "Boleiros: Era uma vez o futebol..." (1h33, livre,
Parque Apipucos: Rua de Apipucos, s/n, Apipucos – Recife

Festival Ginga Recife
O Festival Ginga Recife reúne atrações em dois palcos, com shows de Anderson Neiff e Luan Estilizado, entre as atrações. O festival também realiza transmissão da Copa do Mundo, que tem, no sábado (18), França e Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.
Festival Ginga Recife
Sábado (18), a partir das 17h30
Mirante do Paço: Travessa do Amorim, 75, 4º andar, Bairro do Recife
Show 60 anos do disco “Os Afro-Sambas”
O show comemora os 60 anos de “Os Afro-Sambas”, disco de Baden Powell e Vinicius de Moraes lançado em 1966. Com Marcos Sacramento e Zé Paulo Becker, além da participação do percussionista Netinho, o local também reúne a exposição “Ancestralidade em Cor”, de Hélvio Polito.
Show 60 anos do disco “Os Afro-Sambas”
Sábado (18), às 18h
Alma Arte Café: Ladeira da Misericórdia, 106, Sítio Histórico - Olinda
Fenearte
A 26ª Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte) tem como tema “Seleiros de Pernambuco: ofício que transforma”. A programação reúne mais de 5 mil expositores do Brasil e de outros países em 700 estandes. Além da comercialização de produtos, a feira conta com rodas de conversa, oficinas, praça de alimentação, aulas de gastronomia, desfiles de moda e shows com atrações como Marcelo Jeneci, PC Silva, Flaira Ferro e Uana.
26ª Fenearte
Até domingo (19). De segunda a sexta-feira, das 14h às 22h, e sábados e domingos, das 10h às 22h
Centro de Convenções: Avenida Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho – Olinda
Exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa”
A exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa” reúne 20 camisas clássicas de 13 seleções, como Brasil, Argentina, Espanha e Holanda. As peças pertencem ao colecionador pernambucano Antonio Botelho e inclui peças usadas por jogadores como Ricardo Rocha, Bebeto, Ronaldo, Maradona, Van Persie e Iniesta.
Exposição “Manto dos Campeões: Lendas da Copa”
Visitação até domingo (19). De segunda a sábado, das 9h às 21h; e domingo, das 11h às 19h
Shopping Boa Vista: Rua do Giriquiti, 48, Boa Vista - Recife
Exposição "Carta ao desejo"
A mostra coletiva “Carta ao Desejo”, com obras de 22 artistas e curadoria de Rebeka Monita, reúne obras que exploram imaginação, fantasia e utopias, usando a poesia como forma de reflexão e transformação. Na abertura, o artista Edson Barrus Atikum apresenta a performance “cercaviva”.
Além da mostra, as exposições “...Aquele Cheiro do Tempo”, de Luciana Borre, sobre memória e práticas têxteis; e “Garateia: Onde Ancora a Memória”, de Shell Osmo, inspirada nas vivências ribeirinhas da bacia do Pina, no Recife, fazem parte da programação.
Visitação até domingo (19). De quarta a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados e domingos, das 10h às 16h
Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam): Rua da Aurora, 265, Boa Vista - Recife
Exposição "Acervo em Diálogo"
Com curadoria de Beth da Matta, a exposição reúne obras produzidas entre as décadas de 1940 e 2020 e coloca em diálogo artistas que ajudaram a construir importantes capítulos da arte brasileira e pernambucana. Entre os nomes apresentados estão Farnese de Andrade, Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres e Reynaldo Fonseca.
Exposição "Acervo em Diálogo"
Abertura na quarta-feira (22), às 19h. Visitação até 27 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; e aos sábados, das 10h às 14h
Galeria Maurício Redig: Empresarial Marcela Dubeux Priori, Av. Eng. Domingos Ferreira, 604, Térreo
Entrada gratuita
Exposição “Forquilha”
A exposição “Forquilha” reúne mais de 100 obras recentes dos artistas Fernando Duarte e Fernando Augusto. Com curadoria de Guilherme Moraes, a mostra parte do encontro entre as pesquisas dos dois artistas e propõe um diálogo entre diferentes leituras da realidade, com trabalhos ligados à figura humana, paisagem, memória, território e imaginação.
Exposição “Forquilha”
Abertura na quinta-feira (23), às 19h. Visitação até 23 de agosto, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e sábados e domingos, das 14h às 17h
Museu do Estado de Pernambuco (Mepe): Avenida Rui Barbosa, 960, Graças - Recife

Peça "Fim de Partida", com Marco Nanini e Guilherme Weber
A nova montagem de “Fim de Partida”, clássico de Samuel Beckett, será apresentada no Recife com Marco Nanini e Guilherme Weber nos papéis centrais. Dirigido por Rodrigo Portella, o espetáculo também tem Helena Ignez e Ary França no elenco. Escrita nos anos 1950, a peça retrata um cenário de ruínas físicas e emocionais e volta à cena com questões contemporâneas.
Peça "Fim de Partida", com Marco Nanini e Guilherme Weber
De quinta-feira (23) a sábado (25), às 20h; domingo (25), às 19h
Teatro Luiz Mendonça - Parque Dona Lindu: Av. Boa Viagem, s/n, Boa Viagem - Recife
22º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco
O 22º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco acontece durante as férias de julho com uma programação voltada ao público infantil. A edição deste ano reúne 15 espetáculos de grupos de Pernambuco, Paraíba e Portugal, além de atividades formativas gratuitas e apresentações em espaços públicos. Com o tema “Aplausos para a imaginação”, o festival também celebra os 40 anos do grupo Mão Molenga Teatro de Bonecos.
22º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco
Até 26 de julho de 2026, aos sábados e domingos, com sessões às 11h, 16h ou 16h30
Teatro de Santa Isabel: Praça da República, s/n, Santo Antônio - Recife
Teatro do Parque: Rua do Hospício, 81, Boa Vista - Recife
Teatro Barreto Júnior: Rua Estrada Jeremias Bastos, s/n, Pina - Recife
Exposição "Ocarinada"
Conhecido pela produção de ocarinas, instrumento de sopro em formato oval, o artista Agnaldo da Silva, o Mestre Nado, apresenta o resultado de décadas de experimentações. A mostra reúne as peças de argila que remodelam o trabalho com o som. Entre elas, está a série "A forma do som", na qual ocarinas se acoplam, formando organismos que evocam animais fantásticos.
Exposição "Ocarinada"
Visitação até 31 de julho. De terça a sexta, das 10h às 19h; sábados e feriados, das 10h às 17h
Galeria Marco Zero: Avenida Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem - Recife
Entrada gratuita
Exposição "Das graças alcançadas"
Na exposição "Das graças alcançadas", o artista Derlon apresenta ao público obras em diversos suportes: telas, paredes, objetos e instalação. Com curadoria de Daniel Donato, as produções exibem figuras que representam a coletividade a partir da memória da cultura nordestina.
Exposição "Das graças alcançadas"
Visitação até 31 de julho. De terça a sexta, das 10h às 19h; sábados e feriados, das 10h às 17h
Galeria Marco Zero: Avenida Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem - Recife
Exposição “Gigantes do Gelo”
A exposição “Gigantes do Gelo” tem proposta imersiva e educativa sobre a Era Glacial. A mostra reúne 26 réplicas de animais pré-históricos, incluindo 14 "animatrônicos" com movimentos e sons, em uma experiência voltada para crianças, jovens e adultos. Entre os destaques, estão exemplares em tamanho real de espécies como mamute, tigre-dente-de-sabre e rinoceronte-lanudo.
Exposição “Gigantes do Gelo”
Visitação até 1º de agosto. De segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingo, das 12h às 21h
Piso L1 do Shopping RioMar: Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife
Entrada gratuita, com inscrições pelo App do RioMar Recife
"Chaves: a exposição"
Chaves: a exposição” é a maior mostra já realizada em homenagem ao personagem criado por Roberto Gómez Bolaños. A experiência celebra os 40 anos de estreia do programa no Brasil e reúne cenários do seriado, figurinos, elementos cênicos, roteiros, bonecos em tamanho real e objetos originais, como a marreta do Chapolin. A proposta também inclui espaços interativos, informações sobre elenco e dubladores e acesso a “episódios perdidos”.
"Chaves: a exposição"
Visitação até 2 de agosto. De terça a sexta, das 12h às 21h, aos sábados, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 21h
RioMar Recife, piso L3: Avenida República do Líbano, 251, Pina - Recife
Exposição "De lá e de cá"
A exposição imersiva “De lá e de cá” tem como proposta aproximar as tradições juninas de Pernambuco e de Portugal. A mostra reúne fotografias, objetos, sons e aromas em um percurso que apresenta origens, costumes e manifestações ligadas ao São João nos dois territórios. Entre os elementos abordados estão tradições portuguesas, como o manjerico, as rusgas e as sardinhas, e referências pernambucanas, como o forró, a quadrilha, as bandeirinhas e as comidas de milho.
Exposição "De lá e de cá"
Visitação até 2 de agosto. De terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado e domingo, das 11h às 19h
Paço do Frevo: Praça do Arsenal da Marinha, 91, Bairro do Recife – Recife
Exposição "Maracatu - Antropologia Visual"
O Paço do Frevo recebe a exposição temporária “Maracatu – Antropologia Visual”, dedicada à história e à força cultural do maracatu em Pernambuco. A mostra, com curadoria e design de Augusto Lins Soares, reúne 40 fotografias de Lula Cardoso Ayres, Katarina Real, Fred Jordão e July P., além de vídeos, obras de arte, capas de discos e indumentárias ligadas ao universo do maracatu. A abertura contará com apresentações do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e do Maracatu de Baque Solto Cruzeiro do Forte.
Exposição ‘Maracatu - Antropologia Visual’
Até 2 de agosto. Visitação de terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 11h às 19h
Paço do Frevo: Praça do Arsenal da Marinha, 91, Bairro do Recife
Exposição "Vereda Interior"
Nesta mostra, o fotógrafo pernambucano Gustavo Pimentel alterna entre o registro espontâneo de situações do cotidiano e a construção de cenas que evocam suas memórias. As imagens revelam um sertão contemporâneo, distante dos estereótipos, e apresentam uma leitura poética do território. A exposição fotográfica reúne imagens feitas ao longo de duas décadas.
Exposição "Vereda Interior"
Visitação até 16 de agosto. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h
Torre Malakoff: Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife - Recife
Exposição "Hoje eu subi numa pilha de livros pra estar à sua altura"
Em sua primeira exposição individual, a artista visual Carolina Drahomiro propõe uma reflexão sobre a força de trabalho da mulher no contexto social.
Exposição "Hoje eu subi numa pilha de livros pra estar à sua altura"
Visitação até 16 de agosto. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h
Torre Malakoff: Praça do Arsenal, s/n, Bairro do Recife - Recife
Gratuito
Exposição "Traços da Memória"
A exposição “Traços da Memória” reúne trabalhos da artista visual Consuelo Figueira. A mostra apresenta quadros e obras decorativas desenhadas à caneta, com paisagens, fauna e flora nordestinas inspiradas no movimento armorial. Terapeuta ocupacional de formação, Consuelo passou a apresentar seus desenhos após a aposentadoria em 2022.
Exposição "Traços da Memória"
Visitação até 17 de agosto, das 9h às 17h
Galeria Pedra do Reino, no Compaz Ariano Suassuna: Avenida General San Martin, 1208, Cordeiro - Recife
Exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir”
A exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir” propõe um olhar sobre a culinária sertaneja como patrimônio cultural, reunindo objetos, utensílios, instalações, fotografias e textos com curadoria de Bruno Albertim e Lúcio Omena. O percurso, que faz parte do projeto Fenearte – Cozinha de Território, aborda temas como mandioca, criação de animais, conservação dos alimentos, convivência familiar e religiosidade popular no semiárido.
Exposição “Cozinha Sertaneja – Comer para resistir”
Visitação até 23 de agosto. De terça a domingo, das 9h às 17h
Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa: Largo do Varadouro, s/n, Varadouro – Olinda
Exposição "Letras da Ilha"
A exposição “Letras da Ilha” apresenta a arte dos pintores letristas de Itamaracá e propõe um recorte da memória gráfica da ilha. A mostra reúne fotografias, vídeos, obras, langanhos e letreiros produzidos por artistas que transformam madeira, tinta e tipografia popular em expressão cultural. Resultado de uma pesquisa iniciada em 2020 por Lili Nascimento, o projeto também destaca nomes como Tuca Pintor, Dilza Fernanda, John Alex e Edilson Catanha.
Exposição "Letras da Ilha"
Visitação até 4 de outubro
Embaixada da Ciranda Lia de Itamaracá: Avenida Benigno Cordeiro Galvão, 559, Jaguaribe, Ilha de Itamaracá
Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
A Caixa Cultural Recife recebe a exposição “Esse é Sérvulo Esmeraldo”, dedicada à trajetória do artista cearense que é apontado como expoente da arte cinética brasileira. A mostra reúne 50 obras, entre esculturas, pinturas, gravuras e desenhos, produzidas ao longo de quase 70 anos de carreira. Com curadoria de Dodora Guimarães Esmeraldo, a seleção apresenta diferentes fases da produção do artista.
Exposição "Esse é Sérvulo Esmeraldo"
Visitação até 25 de outubro. De terça a sábado, das 10h às 20h, e domingos e feriados, das 10h às 18h
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife
Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
O Museu da Abolição abre duas exposições que marcam uma nova etapa do projeto museográfico da instituição após a reforma concluída em 2022. As mostras abordam memória, resistência e herança afro-brasileira, a partir de obras contemporâneas e de um recorte do acervo de cultura material africana do museu. “Que herança você vai poder?” reúne 26 artistas e 31 obras em torno dos desdobramentos da abolição no Brasil. Já “Restituir o possível” apresenta peças de 12 países africanos e insere o museu no debate sobre restituição de bens culturais.
Exposições “Que herança você vai poder?” e “Restituir o possível”
Sem prazo determinado. Visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 13h às 17h
Museu da Abolição: Rua Benfica, 1150, Madalena -Recif
Exposição “Escolas do Barro”
O Museu de Arte Popular do Recife (MAP) celebra 40 anos de atividades com a exposição “Escolas do Barro”. A mostra traz a diversidade e a tradição da produção cerâmica pernambucana com 109 obras de importantes artistas como Mestre Vitalino, Ana das Carrancas e Zé do Carmo.
Exposição “Escolas do Barro”
Até 2027. Visitação de quarta a domingo, das 10h às 16h
Museu de Arte Popular: casa 49, Pátio de São Pedro, São José – Recife
Com tantas opções, agora é só escolher o melhor programa e aproveitar.
O Poder

Lula avalia impactos e governo adia reciprocidade contra tarifaço dos EUA
17/07/2026
A postura
Segundo interlocutores do Planalto, a postura não é apenas para evitar aumentos ainda maiores das tarifas, mas também para não levar à elevação dos preços ao consumidor brasileiro.
Havia anunciado
O governo federal havia anunciado como pronta resposta à tarifa de 25% uma reciprocidade econômica. Com a rejeição do setor empresarial, o presidente decidiu reavaliar. O governo brasileiro ainda acredita que conseguirá aumentar a lista de exceções até a próxima quarta-feira (22/07), com a inclusão de máquinas e calçados.
As negociações
As negociações devem ser retomadas no início da próxima semana. Neste momento, Lula não pretende atuar junto ao presidente americano, Donald Trump.
Diagnóstico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu estudos de impacto e adotou prudência na aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.
A postura
Segundo interlocutores do Planalto, a postura não é apenas para evitar aumentos ainda maiores das tarifas, mas também para não levar à elevação dos preços ao consumidor brasileiro.
Havia anunciado
O governo federal havia anunciado como pronta resposta à tarifa de 25% uma reciprocidade econômica. Com a rejeição do setor empresarial, o presidente decidiu reavaliar. O governo brasileiro ainda acredita que conseguirá aumentar a lista de exceções até a próxima quarta-feira (22/07), com a inclusão de máquinas e calçados.
As negociações
As negociações devem ser retomadas no início da próxima semana. Neste momento, Lula não pretende atuar junto ao presidente americano, Donald Trump.
Diagnóstico
O diagnóstico é de que é necessário esgotar todos os mecanismos de negociação antes de uma ligação direta ao presidente dos Estados Unidos.
Impacto sobre a economia
Apesar de elevar os custos para parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos, a nova tarifa deve ter impacto limitado sobre a economia brasileira como um todo.
A manutenção — e até ampliação — da lista de produtos isentos reduz significativamente os efeitos agregados sobre o crescimento e a balança comercial.
O Poder
Inscrições para edição do segundo semestre do Fies 2026 terminam hoje
17/07/2026
Financia
O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas avaliadas positivamente no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do Ministério da Educação.
O programa beneficia prioritariamente estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.
Vagas
Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas para o Fies em 2026, considerando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre, sendo 67.301 vagas no primeiro, e 44.867 no segundo.
Além das vagas do segundo semestre, o MEC ainda ofertará todas as vagas eventu...
Termina hoje, sexta-feira (17/07) o prazo para inscrição no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026. Os estudantes interessados em participar devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
Financia
O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas avaliadas positivamente no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do Ministério da Educação.
O programa beneficia prioritariamente estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.
Vagas
Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas para o Fies em 2026, considerando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre, sendo 67.301 vagas no primeiro, e 44.867 no segundo.
Além das vagas do segundo semestre, o MEC ainda ofertará todas as vagas eventualmente não ocupadas até o limite do total definido para este ano.
Quem pode se inscrever
Os candidatos devem atender aos requisitos estabelecidos no novo edital: ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010; ter obtido média igual ou maior que 450 pontos considerando as cinco provas; não ter tirado nota zero na prova de redação e ter renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).
Os candidatos
Os candidatos que participaram do Enem na condição de "treineiro" não podem se inscrever no Fies.
Fies Social
O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).
Poderão
Os pré-selecionados para as vagas do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, cobrindo todos os encargos educacionais.
Estão dispensados
Os estudantes pré-selecionados, com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados de comprovar a renda familiar diretamente na instituição privada de ensino superior.
Mesmo assim, deverão comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da respectiva faculdade privada para validar as demais informações prestadas no momento da inscrição.
O Poder com Agência Brasil
Radar Ativaweb DataLab - O que o mundo digital discute nesta sexta-feira
17/07/2026
Vamos lá ?
Brasília acordou com uma certeza: o tarifaço saiu da economia e entrou de vez na guerra das narrativas. Enquanto os estudos da Ativaweb DataLab ganharam destaque nacional na VEJA e no UOL, mostrando como Lula venceu a disputa digital e como o movimento #TariFlávio dominou as redes, o governo tenta responder aos EUA, o Congresso acompanha os desdobramentos e a eleição de 2026 ganha mais um ingrediente. No Brasil, às vezes uma hashtag anda mais rápido que uma nota diplomática.
Tarifaço vira guerra digital e Lula vence a primeira batalha nas redes
A principal vitrine do dia foi a publicação da VEJA, que destacou o estudo da Ativaweb DataLab mostrando que, nas primeiras 24 horas do tarifaço americano, a discussão deixou de ser econômica e passou a ser uma disputa de narrativa nas redes sociais. O levantamento identificou vantagem para Lula na percepção digital,...
Brasília, 17 de julho de 2026
Vamos lá ?
Brasília acordou com uma certeza: o tarifaço saiu da economia e entrou de vez na guerra das narrativas. Enquanto os estudos da Ativaweb DataLab ganharam destaque nacional na VEJA e no UOL, mostrando como Lula venceu a disputa digital e como o movimento #TariFlávio dominou as redes, o governo tenta responder aos EUA, o Congresso acompanha os desdobramentos e a eleição de 2026 ganha mais um ingrediente. No Brasil, às vezes uma hashtag anda mais rápido que uma nota diplomática.
Tarifaço vira guerra digital e Lula vence a primeira batalha nas redes
A principal vitrine do dia foi a publicação da VEJA, que destacou o estudo da Ativaweb DataLab mostrando que, nas primeiras 24 horas do tarifaço americano, a discussão deixou de ser econômica e passou a ser uma disputa de narrativa nas redes sociais. O levantamento identificou vantagem para Lula na percepção digital, impulsionada pelo discurso de defesa da soberania nacional. O episódio reforça que, atualmente, crises internacionais são disputadas primeiro nos algoritmos e só depois na diplomacia.
“Hoje, a manchete não foi apenas o tarifaço. Foi quem venceu a narrativa.”
TariFlávio explode com 7 milhões de menções e domina o debate nacional
O UOL repercutiu outro estudo da Ativaweb DataLab, destacando que a hashtag #TariFlávio ultrapassou 7 milhões de menções, tornando-se um dos maiores movimentos digitais da semana. O levantamento mostra que a conversa foi amplamente dominada por críticas, consolidando a associação entre o episódio internacional e a disputa política doméstica. Quando uma hashtag ganha essa dimensão, ela deixa de ser apenas um tema das redes e passa a influenciar a cobertura da imprensa e o debate público.
“Quando a hashtag vira manchete, o algoritmo já venceu metade da disputa.”
Governo freia retaliação e aposta na negociação
O governo Lula decidiu adiar uma resposta imediata ao tarifaço dos Estados Unidos. A estratégia é priorizar a negociação antes de adotar medidas de reciprocidade, enquanto setores produtivos avaliam possíveis impactos econômicos. O movimento busca reduzir tensões diplomáticas e evitar efeitos mais amplos sobre exportações e inflação.
“Na diplomacia, às vezes segurar a ansiedade vale mais que apertar o botão.”
Marco Rubio endurece o tom e a política entra na tarifa
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, voltou a elevar o discurso político sobre o Brasil, demonstrando um descompasso entre a diplomacia e a área comercial dos EUA. A crise ganha um componente geopolítico mais forte e amplia a incerteza sobre os próximos passos da relação bilateral.
“Quando a política entra na economia, a conta costuma ficar mais cara.”
Bigs Techs entram no centro da disputa internacional
A investigação comercial americana voltou a mencionar decisões do STF envolvendo plataformas digitais, como bloqueios e remoções de conteúdo. O debate sobre regulação das big techs deixa de ser apenas jurídico e passa a integrar a agenda comercial entre Brasil e Estados Unidos.
“Hoje, algoritmo também virou assunto de política externa.”
Google e Ministério da Justiça fecham cerco às fraudes
Google e Ministério da Justiça anunciaram um acordo para restringir anúncios de serviços financeiros fraudulentos. A medida prevê maior verificação dos anunciantes e busca reduzir golpes digitais que cresceram nos últimos anos.
“Nem todo anúncio merece clique. Agora, alguns nem chegarão à tela.”
BC quer baratear o crédito das empresas
O Banco Central apresentou um novo sistema para modernizar a antecipação de recebíveis, mercado que movimenta trilhões de reais. A expectativa é ampliar a concorrência entre instituições financeiras e reduzir o custo do crédito para empresas.
“Menos burocracia. Mais concorrência. O mercado agradece.”
Celina “quero você”, abre a porta para Michele
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que trabalhará para que Michelle Bolsonaro dispute uma vaga ao Senado. A declaração reforça o movimento de reorganização política do grupo bolsonarista visando as eleições de 2026.
“Em Brasília, pré-campanha é igual obra: sempre dizem que ainda não começou.”
Raquel Lyra ganha mais um capítulo
A Secretaria do Consumidor abriu
investigação envolvendo uma empresa da família da governadora Raquel Lyra. O episódio aumenta a pressão política sobre o governo pernambucano em um momento de forte movimentação pré-eleitoral.
“Ano pré-eleitoral tem uma curiosidade: até ônibus pega carona na política.”
Academia de Letras de Campina Grande elege três novos “imortais”, conheça perfil dos eleitos
17/07/2026
Cadeira 39
Para a cadeira nº 39, que foi ocupada por Everaldo Lopes, o eleito foi o cartunista Fred Ozanan. A cadeira nº 32, que tinha como titular Ednaldo Alves, passará a ser titulada pelo advogado Saulo Medeiros. O jornalista e professor Cidoval Morais, ex-editor da Editora da UEPB, sucederá na Academia Thomas Bruno.
Recondução
Também houve a recondução, de forma consensual, do advogado Thélio Farias para a presidência da ALCG. Ao final do processo eleitoral, houve a inutilização dos votos apurados com a incineração.
Os novos imortais
Frederico Ozanan Pinto Gomes Pereira, conhe...
Mais três imortais com cadeira cativa. A Academia de Letras de Campina Grande (ALCG), elegeu nesta quinta, mais três membros que vão ocupar as vagas abertas com os óbitos dos acadêmicos Everaldo Lopes, Ednaldo Alves e Thomas Bruno. Onze postulantes estavam na disputa pelas vagas.
Cadeira 39
Para a cadeira nº 39, que foi ocupada por Everaldo Lopes, o eleito foi o cartunista Fred Ozanan. A cadeira nº 32, que tinha como titular Ednaldo Alves, passará a ser titulada pelo advogado Saulo Medeiros. O jornalista e professor Cidoval Morais, ex-editor da Editora da UEPB, sucederá na Academia Thomas Bruno.

Recondução
Também houve a recondução, de forma consensual, do advogado Thélio Farias para a presidência da ALCG. Ao final do processo eleitoral, houve a inutilização dos votos apurados com a incineração.
Os novos imortais
Frederico Ozanan Pinto Gomes Pereira, conhecido como Fred Ozanan, é um premiado cartunista, chargista, jornalista e designer gráfico. Ele construiu uma carreira consolidada no Nordeste e alcançou projeção internacional, integrando o acervo do Museu de Caricatura de Paris.

Fred
Natural de Campina Grande, Fred Ozanan iniciou sua carreira em 1984 no Jornal Gazeta do Sertão, fazendo charges do cotidiano de Campina Grande. Durante anos, trabalhou no jornal Diário da Borborema, outro jornal lendário de nossa cidade, e tornou-se conhecido em todo o Estado da Paraíba.
Charge, cartum e caricatura
Profissional com raro desempenho na charge, cartum e caricatura, ele já conquistou vários prêmios em importantes salão de humor do Brasil, a exemplo do Salão de Piracicaba. Ao longo de sua carreira, publicou trabalhos no lendário jornal Pasquim, do Rio de Janeiro, na Revista Cartoon (RJ) e foi chargista político do Jornal de Alagoas (AL), A Palavra (PB), Estadão (RO) e Correio da Paraíba (PB). Foram mais de sete mil trabalhos publicados, inclusive no exterior, em países como a Itália, Bélgica, Peru, Japão, Turquia, Irã e Estados Unidos.
Cidoval
Já o professor Cidoval Morais de Sousa é docente efetivo da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e ex-Diretor da Editora Universitária da UEPB (EDUEPB). Doutor em Geociências pela UNICAMP, ele atua nos programas de pós-graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) e Ensino de Ciências e Educação Matemática. Em 2025, foi homenageado com a Medalha Celso Monteiro Furtado pela Câmara Municipal de Campina Grande.
Saulo Medeiros
O advogado Saulo Medeiros da Costa Silva tem uma trajetória de destaque na advocacia paraibana, com forte atuação corporativa e institucional. Formado em Direito pela UEPB (2007), ele é especialista em Direito Tributário e possui dois mestrados, além de passagens acadêmicas e atuações públicas de alto nível.
A Academia
Academia de Letras de Campina Grande (ALCG), foi fundada em 1981 por uma plêiade de intelectuais campinenses, nativos e adotados tendo, à frente, Amaury Vasconcelos e Aluízio Campos, entre outros.
O início
A Academia, inicialmente, se chamou Academia Campinense, mas que por conflitar com a já existente Academia Campinense, adotado pela congênere Academia de Campinas, em São Paulo, teve sua denominação alterada para ALCG (Academia de Letras de Campina Grande e, por eleição dos membros passou a chamar-se Casa de Afonso Campos. As mudanças ocorreram e, com a reforma do estatuto, em 2002, pela Assembleia dos seus membros, passou a se denominar casa Amaury Vasconcelos.
Severino Lopes
O Poder
