Ensaio polêmico - Entre o espelho e o martelo: resposta filosófica a Natanael Sarmento, por Jorge Pinho*
08/11/2025
Ao ler o mais recente artugo do professor e militante esquerdista Natanael Sarmento
(Ensaio - A visão distorcida da direita sobre a criminalidade), publicado ontem neste O Poder,
senti um misto de alegria e nostalgia.
Alegria porque o debate de ideias ainda respira — e nostalgia porque, há tempos, o pensamento cedeu lugar à gritaria.
Por isso, antes de qualquer crítica, registro minha gratidão ao meu abnegado contendor: poucos hoje ainda se dão ao trabalho de escrever; menos ainda, de pensar.
Ele até que começou educado — e, justiça seja feita, escreveu com elegância e sem tropeçar na gramática, o que já é virtude rara nestes tempos apressados.
Até ali, tudo corria bem, especialmente na parte em que se referia às divergências com nosso amigo comum, o sempre lúcido Zé Nivaldo.
Entretanto, bastou que mencionasse...
Ao ler o mais recente artugo do professor e militante esquerdista Natanael Sarmento
(Ensaio - A visão distorcida da direita sobre a criminalidade), publicado ontem neste O Poder,
senti um misto de alegria e nostalgia.
Alegria porque o debate de ideias ainda respira — e nostalgia porque, há tempos, o pensamento cedeu lugar à gritaria.
Por isso, antes de qualquer crítica, registro minha gratidão ao meu abnegado contendor: poucos hoje ainda se dão ao trabalho de escrever; menos ainda, de pensar.
Ele até que começou educado — e, justiça seja feita, escreveu com elegância e sem tropeçar na gramática, o que já é virtude rara nestes tempos apressados.
Até ali, tudo corria bem, especialmente na parte em que se referia às divergências com nosso amigo comum, o sempre lúcido Zé Nivaldo.
Entretanto, bastou que mencionasse o meu nome para o encanto se quebrar. Nem Jorge Henrique de Freitas Pinho, nem Jorge Pinho, como sou tratado em O Poder: apenas um “Jorge Freitas Pinho” solto, talvez para reduzir o homem à caricatura.
A partir daí, o texto se descompôs: o tom antes cortês transformou-se em uma metralhadora giratória de jargões batidos e slogans cansados, recitados como quem confunde convicção com catequese.
Confesso que ri — ri de verdade.
Lembrei-me de Assis Chateaubriand, também nordestino, que fez fortuna e fama como polemista contumaz — e que, entre chantagens e genialidades, aprendeu, como todos nós, “a dor e a delícia de ser o é”.
Mas não é disso que se trata. Natanael não é um chantagista intelectual; é apenas um reincidente na retórica de trincheira.
Afinal, é bom saber que ainda podemos discordar — e, melhor ainda, fazê-lo com palavras.
Montaigne talvez pudesse dizer, no alto de sua lucidez, que discutir é o modo mais civilizado de lutar. Eu acrescentaria: é também o mais humano — porque só o homem verdadeiramente civilizado sabe lutar sem odiar.
Luto não com o martelo da ideologia, mas com o espelho da dialética — nele, o adversário não é inimigo, mas interlocutor; não é obstáculo, mas oportunidade de pensar melhor.
Por isso, recebo a crítica de Natanael como se recebe um presente: com espírito aberto, bom humor e sincera admiração por quem, mesmo discordando, ainda acredita na força das ideias.
E se ele me vê como representante do “Movimento Sem Coração”, por eu haver invadido o coração de Zé Nivaldo — onde Natanael, com justiça, habita há mais de meio século — aceito o título com humildade e com orgulho. Porque o coração, quando se submete à razão, não esfria: ilumina.
Este texto, portanto, não é uma réplica — é uma reflexão. E que seja, com a bênção de Deus, um diálogo entre possíveis amigos que divergem sobre o mundo, mas ainda se respeitam por buscar a verdade.
Porque a verdadeira coragem intelectual não está em vencer um debate, mas em continuar amando a razão mesmo quando ela nos contraria.
2. O espelho da dialética
Natanael invoca Marx e Engels como quem acende uma lamparina no templo do materialismo histórico. O problema é que esquece que a lâmpada é hegeliana — e que, sem a luz da ideia, o materialismo cega.
O erro da esquerda moderna não está em citar Hegel, mas em esquecê-lo. Marx virou Hegel de cabeça para baixo — e, ao inverter o espírito, pôs a humanidade de joelhos.
A dialética, que em Hegel era o movimento ascensional do espírito em busca da liberdade, tornou-se em Marx uma engrenagem cega de forças econômicas, onde o homem se dissolve na poeira da luta de classes.
O verdadeiro dialético, como lembrava Heráclito, sabe que o conflito é o pai de todas as coisas — mas também o artífice da harmonia.
O que Natanael chama de “antagonismo irreconciliável” é, na verdade, apenas um momento da unidade maior: o choque que purifica, não o que destrói.
Por isso, quando falo em ordem, não falo de submissão, mas de equilíbrio. A ordem não é a morte do movimento — é a forma que o movimento assume quando encontra sentido. Não é o silêncio da obediência, mas a música da harmonia interior.
A verdadeira dialética não é o grito de um lado contra o outro, mas o diálogo da verdade consigo mesma.
3. A falácia da luta de classes eterna
É curioso como alguns intelectuais ainda falam da “luta de classes” como se estivessem em 1917. A história, porém, já lhes deu o veredito: onde a luta de classes venceu, o homem perdeu.
Transformaram a inveja em motor da justiça, e o ressentimento em virtude. Substituíram a ética da responsabilidade pela estética da revolta. O resultado é o mesmo em todos os regimes que se proclamaram “populares”: elites políticas enriquecidas, massas empobrecidas e intelectuais orgânicos que vivem de escrever epitáfios para as revoluções que ajudaram a enterrar.
Não há nada de “materialista” em uma filosofia que ignora o espírito humano. Nem nada de “histórico” em uma doutrina que repete os mesmos slogans há cem anos. A luta de classes é o disfarce moderno da velha tentação de culpar os outros por tudo o que não se é capaz de construir.
O verdadeiro drama do mundo não é o conflito entre ricos e pobres, mas entre livres e servos — entre os que pensam e os que terceirizam a consciência ao partido, ao líder, ou à ideologia.
4. O espelho e a fumaça
Natanael acusa-me de defender “chacinas” — talvez por não distinguir legitimidade de violência. O Estado, quando se defende, não assassina; reafirma sua razão de existir. Um policial que reage ao fogo inimigo não é carrasco: é guardião.
O caos urbano do Rio de Janeiro — que serviu de pano de fundo ao ensaio que tanto o irritou — não é uma metáfora política. É realidade. Lá, o Estado não é mais soberano; é visitante. Discutir o Código de Processo Penal em meio ao tiroteio é como recitar Homero diante de um incêndio.
Não há justiça possível quando o medo ocupa o lugar da lei. O formalismo desarma o Estado e arma o crime. E a retórica que transforma criminosos em vítimas é, na melhor das hipóteses, um equívoco piedoso; na pior, cumplicidade disfarçada de compaixão.
O mais grave é que essa confusão virou virtude. O jurista que exige prudência é acusado de insensível; o que justifica o caos, é exaltado como humanista. Esquecem que a justiça sem ordem é poesia; e a ordem sem justiça, tirania. O que defendo é o ponto de equilíbrio entre ambas — a justiça que nasce da coragem de proteger o inocente, não do medo de ofender o culpado.
5. A moral comunista e a miséria espiritual
Natanael, em rara honestidade, confessa: “A moral que defendo é comunista.” Pois bem — agradeço-lhe por essa confissão, porque ela encerra a raiz de todo o mal moderno.
A moral comunista é o maior paradoxo da história: proclama o amor à humanidade e termina odiando o homem concreto. Em nome da igualdade, destrói a liberdade; em nome da justiça, mata o justo.
O homem que promete o paraíso na Terra invariavelmente fabrica infernos administrados por comissários.
Porque toda moral que nasce da ideologia é, no fundo, uma forma de ressentimento. Ela não busca o bem; busca um culpado.
A verdadeira moral — aquela que nasce da consciência e não do decreto — reconhece a imperfeição humana, mas acredita na possibilidade do arrependimento. A moral comunista, não. Para ela, não há pecado, apenas culpa de classe. O bem e o mal deixam de ser categorias éticas e tornam-se rótulos políticos.
E é assim que o amor à humanidade se converte em licença para humilhar pessoas reais.
6. A justiça e o real
A justiça não é um discurso: é uma prática que exige coragem. O jurista que se refugia no formalismo, diante da desordem, trai sua função civilizatória.
E o político que defende criminosos em nome dos “direitos humanos” trai o próprio humanismo. Não há virtude em exigir pureza legal quando o país sangra. Há hipocrisia.
Natanael afirma que a Operação Contenção resultou na morte de 121 “pessoas”. Sim — eram pessoas, seres humanos. Mas também eram criminosos armados com fuzis, muitos deles com mandados de prisão, que escolheram enfrentar o Estado em uma guerra urbana assimétrica. Os que se renderam, foram presos. Não foi chacina; foi combate.
Chamar de “massacre” uma operação que salva inocentes e desarma o terror é inverter o sentido da moral e zombar do sofrimento das comunidades sitiadas.
Quando é contra a direita, Natanael rotula, julga, denigre e condena sem hesitar; mas, quando se trata de criminosos, prefere o eufemismo compassivo de chamá-los “pessoas”.
Sim, são pessoas — e é justamente por serem pessoas que seus atos têm consequências. A humanidade não absolve o crime: responsabiliza-o.
Por isso, aplicar o Código de Processo Penal ao campo de batalha é uma ingenuidade que beira o ridículo. A guerra tem suas próprias regras, e nelas a legitimidade do uso da força nasce do dever de proteger vidas inocentes.
Quando o Estado combate facções fortemente armadas, não está suprimindo direitos — está restaurando a ordem que torna todos os direitos possíveis.
E é preciso lembrar: se o Rio de Janeiro ainda não foi completamente retomado, não é por excesso de rigor, mas por falta de ação.
A inércia do governo federal, a omissão do Ministério da Justiça e a recusa em empregar os blindados da Marinha e o suporte logístico das Forças Armadas retardaram o que poderia ter sido a libertação plena dos territórios dominados.
A covardia administrativa tem custo humano — e quem o paga é o povo pobre das comunidades, não o colunista progressista de gabinete.
A justiça real não se realiza nos salões do discurso, mas nas ruas onde o medo governa.
Ela não é a pureza que se protege com luvas, mas a coragem que se suja para defender o inocente.
A piedade mal orientada é irmã da covardia, e o Estado que teme usar sua força legítima convida o crime a governar.
Quando digo isso, não falo de violência arbitrária, mas de legitimidade — aquela que nasce da proteção da vida, não da retaliação.
O policial que morre defendendo a sociedade não é vilão: é mártir de uma civilização que ainda não aprendeu a se defender dos seus algozes.
E é curioso que Natanael, que tanto fala em dialética, não perceba o paradoxo que denuncia: exalta o conflito, mas condena a força; glorifica a revolta, mas teme a autoridade; quer o movimento, mas abomina a direção.
A verdadeira dialética, meu caro, não é o caos — é a superação dele. A justiça não floresce na neutralidade dos covardes, mas na coragem dos que entendem que paz não é ausência de guerra: é vitória sobre o medo.
7. A falácia moral e o julgamento seletivo da realidade
O problema da esquerda contemporânea não é apenas o erro teórico — é o divórcio da realidade.
Enquanto seus intelectuais descrevem as operações policiais como “chacinas” ou “massacres de pobres”, o próprio povo das comunidades — aquele que vive a tirania cotidiana do tráfico — apoia majoritariamente a ação do Estado.
Pesquisas recentes, inclusive de institutos identificados com o campo progressista, desmentem o discurso militante: segundo o Datafolha, 57% dos moradores do Rio e da região metropolitana consideraram a Operação Contenção um sucesso (CNN Brasil, 31/10/2025).
E o dado mais revelador vem do AtlasIntel: 87,6% dos moradores de favelas cariocas aprovam a operação (CNN Brasil, 02/11/2025).
Esses números desmontam a narrativa ideológica de que o Estado seria o opressor e o criminoso, a vítima.
Afinal, é justamente o povo pobre — aquele que a esquerda diz defender — quem clama pela presença da polícia e pela restauração da autoridade.
O que a elite acadêmica chama de “violência de Estado”, o povo chama de “fim do medo”.
Eis o paradoxo moral de nosso tempo: quem vive da retórica humanista despreza o sofrimento humano concreto.
Falam em “direitos dos oprimidos”, mas ignoram os oprimidos que pedem socorro.
Defendem “a vida dos pobres”, mas calam quando os pobres são mortos pelos senhores do morro.
Invocam “a paz social”, mas rejeitam o único instrumento legítimo capaz de restabelecê-la — a força justa e proporcional do Estado.
O que se vê no discurso de Natanael, com a devida licença, não é filosofia — é sofística.
Não há ali a busca da verdade, mas o desejo de vencer o adversário com palavras.
Confunde-se reflexão com retórica, dialética com verborragia, compaixão com condescendência.
É a velha arte de transformar o erro em virtude e a distorção em argumento.
Trata-se, na essência, da retórica do ressentimento: aquela que prefere acusar o mundo de injusto a reconhecer os próprios equívocos.
Sob o pretexto de defender os pobres, produz um discurso que perpetua a pobreza — material e moral.
E, enquanto repete jargões de classe, o povo real — aquele que enterra filhos, amigos e vizinhos — clama por ordem, segurança e justiça.
Quando o verbo se torna disfarce da covardia e a compaixão serve de escudo para o medo, o pensamento deixa de servir à razão e passa a servir ao poder.
8. Pós-escrito — Entre o espelho e o martelo
Há quem use o espelho da razão para se conhecer; e há quem use o martelo da ideologia para quebrar o espelho.
Natanael prefere o martelo. Mas ainda há tempo de oferecer-lhe um espelho novo.
“Onde o poder se torna vaidade, o mundo se quebra — e só a verdadeira justiça, aquela que restaura o equilíbrio rompido entre o poder e o bem, o recompõe. Pois essa justiça não se confunde com vingança, nem com formalismo.”
O debate que travamos, caro Natanael, não é entre direita e esquerda, mas entre fé e lucidez; entre dogma e reflexão. E eu prefiro a reflexão — porque ela não precisa de inimigos para existir.
Se o teu ideal, Natanael, é o de uma humanidade nova, que seja então pela via da razão e do respeito, não pela repetição ritual da culpa.
O homem novo que espero não é comunista nem burguês — é aquele que olha para o outro e o reconhece como um espelho, não como uma classe.
A história já experimentou o martelo. É hora de redescobrir o espelho. Porque, no fim, o que separa o pensador do militante é simples: o primeiro busca a verdade; o segundo, apenas confirmação.
E, enquanto houver homens capazes de discordar sem odiar, ainda haverá esperança — e filosofia.
Caso contrário teremos apenas uma militância raivosa e surda.
*Jorge Henrique Freitas Pinho é advogado e livre pensador. Ex-Procurador Geral do Estado do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder defende o livre debate de ideias e acolhe o contraditório. Pessoas e instituições citadas têm garantido espaço para suas manifestações.
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Raquel e André Teixeira produzem Fake News com novos ônibus para a RMR
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Vamos aos fatos. A Secretaria de Comunicação da governadora Raquel Teixeira Lyra distribuiu nota à imprensa informando que a governadora entregou, na manhã de ontem segunda-feira, 30/03, os primeiros 40 ônibus climatizados que vão alimentar a mobilidade urbana da Região Metropolitana do Recife (RMR). "A entrega faz parte do pacote de investimentos do Estado que, entre as novidades, ainda contou com o anúncio da linha TI Macaxeira/TI Xambá, que entrará em operação nas próximas semanas, atendendo a uma demanda histórica da população da RMR", diz o 'release'. E ainda afirma: "Estamos garantindo a entrega de mais 80 ônibus climatizados. São quase 300 entregues desde 2023, o maior investimento da história do transporte público. Investimos R$ 500 milhões.
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Fala o Teixeira Secretário
De acordo com o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho, os outros 40 veículos vão chegar até o meio do ano. "Estamos trabalhando muito forte na questão de mobilidade... agora, são 80 novos ônibus, 40 já vão entrar em circulação agora. Fora desses, mais 100 vão chegar, serão 100% elétricos”, explicou o titular da pasta.

Fake news
Pois bem, para indignação geral não foi nada disso que aconteceu. Você, leitor, foi ludibriado mais uma vez pelo contorcionismo verbal da governadora e seus auxiliares. Os ônibus foram comprados pelas empresas concessionárias, sem um tostão de ajuda do governo. E Raquel Teixeira Lyra ainda tirou onde como motorista, para postar nas redes sociais.
Tire sua própria conclusão.
Nós já tiramos a nossa.
Assista
Ao comentário do nosso diretor, José Nivaldo Junior.
Crise na Segurança: Policiais Civis protestam durante entrega de delegacia, com a presença de Raquel Teixeira Lyra
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Simpol
“O Simpol vem aqui tentar um diálogo com a governadora, Raquel Teixeira Lyra, que desde que assumiu o governo do estado não dialoga com nenhuma categoria. A segurança pública hoje é a grande preocupação do povo pernambucano e brasileiro”, afirmou. O diretor do sindicato destacou a preocupação com o aumento dos índices de violência, especialmente os casos de feminicídio e violência doméstica.
A realidade é preocupante
Segundo ele, apesar das campanhas institucionais do governo, a realidade enfrentada pela populaçã...
O Simpol, Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco realizou um protesto durante entrega de requalificação da Delegacia da Mulher, hoje, terça-feira, 31/03, no bairro de Santo Amaro. De acordo com o diretor do sindicato, Tiago Batista, a mobilização tem como objetivo chamar a atenção para a necessidade de reforço no efetivo, valorização da categoria e melhorias estruturais na segurança pública.
Simpol
“O Simpol vem aqui tentar um diálogo com a governadora, Raquel Teixeira Lyra, que desde que assumiu o governo do estado não dialoga com nenhuma categoria. A segurança pública hoje é a grande preocupação do povo pernambucano e brasileiro”, afirmou. O diretor do sindicato destacou a preocupação com o aumento dos índices de violência, especialmente os casos de feminicídio e violência doméstica.
A realidade é preocupante
Segundo ele, apesar das campanhas institucionais do governo, a realidade enfrentada pela população e pelos policiais nas delegacias ainda é preocupante. “Hoje temos 15 delegacias da Mulher. Dessas, 7 funcionam 24 horas e 8 fecham à noite, nos fins de semana e feriados, justamente quando há grande procura por parte das mulheres para registrar ocorrências”, disse. O Simpol defende uma reestruturação das delegacias, a convocação de aprovados em concurso público e a valorização da carreira policial civil. “O que a gente está procurando junto à governadora é uma reestruturação nas delegacias, um novo concurso público, aproveitando aqueles que já passaram em todas as etapas, e também uma reestruturação na carreira”, pontuou.

Cobrança de promessas feitas em 2022
O diretor do sindicato relembrou que a governadora, Raquel Teixeira Lyra, prometeu, ainda durante a campanha de 2022, medidas de valorização para a Polícia Civil, mas afirma que a categoria ainda aguarda avanços concretos. “A governadora prometeu em 2022 valorizar os policiais civis. Até agora, nenhuma nova delegacia foi entregue, apenas reformas nas que já existiam. Estamos buscando diálogo”, declarou. Tiago também citou episódios anteriores em que a categoria tentou abrir negociação com o Executivo estadual. “Passamos mais de 12 horas esperando a governadora nos receber, como ela tinha prometido publicamente, e não houve nenhuma satisfação. Fomos obrigados a acampar no Palácio e posteriormente ficamos na ponte para chamar a atenção da sociedade e do governo do Estado”, relembrou.

Manifestação pacífica e busca de mesa de negociação
Segundo o diretor do Simpol, a manifestação realizada hoje tem caráter pacífico e pretende ampliar o debate sobre segurança pública para além das obras físicas. “A segurança pública não é apenas um prédio bonitinho. Precisa de efetivo, precisa desse efetivo valorizado, e os policiais e servidores não estão se sentindo valorizados”, afirmou. Além da questão estrutural, o Simpol também cobra o cumprimento de uma decisão judicial relacionada à jornada de trabalho da Polícia Civil. “Os policiais civis ganharam uma ação referente ao aumento da jornada de trabalho em 2010. Houve elevação da jornada, mas não houve aumento salarial na mesma proporção. Estamos buscando que a governadora cumpra essa decisão judicial”, explicou. O sindicato informou que busca uma mesa de negociação com a Casa Civil e a Secretaria de Administração, para discutir a pauta salarial e a valorização da categoria.
Medicamentos podem ficar até 3,81% mais caros a partir de amanhã
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3 níveis de medicamentos no Mercado brasileiro
Atualmente, há cerca de 13 mil apresentações de medicamentos disponíveis no mercado brasileiro. O nível 1, equivalente a medicamentos com maior concorrência, é o que deve ter reajuste de 3,81% nos preços máximos, de acordo com a avaliação da indústria. A minoria (7,8%) dos medicamentos faz parte deste grupo. O nível intermediário deve ter 2,47% de reajuste. A categoria abrange 15% dos medicamentos. E os medicamentos com menor concorrência podem ter os preços máx...
Os preços máximos dos medicamentos no país devem subir até 3,81% a partir de abril de 2026, segundo estimativa do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, Sindusfarma. Todos os anos, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, Cmed, define três percentuais para três categorias de produtos divididos segundo o nível de concorrência com os genéricos. O impacto no bolso do consumidor, no entanto, não deve ser imediato.

3 níveis de medicamentos no Mercado brasileiro
Atualmente, há cerca de 13 mil apresentações de medicamentos disponíveis no mercado brasileiro. O nível 1, equivalente a medicamentos com maior concorrência, é o que deve ter reajuste de 3,81% nos preços máximos, de acordo com a avaliação da indústria. A minoria (7,8%) dos medicamentos faz parte deste grupo. O nível intermediário deve ter 2,47% de reajuste. A categoria abrange 15% dos medicamentos. E os medicamentos com menor concorrência podem ter os preços máximos aumentados em 1,13%. São quase oito em cada dez remédios (77,2%). É possível saber de qual grupo o seu medicamento faz parte no site da Anvisa.
Em vigor a partir de abril
O reajuste médio ponderado pelo faturamento deve ficar em 1,95%, para a Sindusfarma, sendo o menor reajuste dos últimos dez anos. Os índices oficiais precisam ser divulgados pela CMED até hoje, terça-feira, 31/03, por meio de publicação no Diário Oficial da União, para entrarem em vigor amanhã, quarta-feira, dia 1º de abril.
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31/03/2026
Sabatina na CCJ e aprovação no Plenário
Uma vez recebido no Senado, o documento com a mensagem presidencial deverá ser encaminhado à comissão competente para analisar, no caso, a Comissão de Constituição e Justiça, CCJ. Na CCJ, Messias deverá passar por uma sabatina e, na sequência, ter nome aprovado pelo plenário principal da Casa. O Senado aprecia a indicação em votação secreta. Para ser aprovada a indicação, é necessário o aval da maioria absoluta dos parlamentares (41 votos "sim"). Somente após a aprovação no Poder Legislativo, o novo magistrado pode tomar posse na Corte. Segundo interlocutores do Senado, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, não esperava que o envio ocorresse agora, já que ele...
O presidente Lula envia hoje, terça-feira, 31/03, ao Senado mensagem com a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, STF. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.
Sabatina na CCJ e aprovação no Plenário
Uma vez recebido no Senado, o documento com a mensagem presidencial deverá ser encaminhado à comissão competente para analisar, no caso, a Comissão de Constituição e Justiça, CCJ. Na CCJ, Messias deverá passar por uma sabatina e, na sequência, ter nome aprovado pelo plenário principal da Casa. O Senado aprecia a indicação em votação secreta. Para ser aprovada a indicação, é necessário o aval da maioria absoluta dos parlamentares (41 votos "sim"). Somente após a aprovação no Poder Legislativo, o novo magistrado pode tomar posse na Corte. Segundo interlocutores do Senado, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, não esperava que o envio ocorresse agora, já que ele e Lula não se reuniram antes.

Se aprovado
Se aprovado, o novo ministro vai ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou a aposentadoria da Corte no começo de outubro de 2025, depois de mais de 12 anos de atividade no tribunal. O novo ministro vai assumir o acervo de processos do ministro Barroso. Além disso, terá assento na Segunda Turma do tribunal.
Presidente da FIFA afirma que Irã participará da Copa do Mundo 2026: “não há plano B, C ou D”
31/03/2026
Jogos acontecerão nos EUA
A equipe havia solicitado disputar a primeira fase no México, mas o pedido foi negado e a tabela será mantida. Com isso, os jogos acontecerão nos EUA, conforme definido no sorteio. Na fase de grupos, o Irã enfrentará Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, e depois o Egito em Seattle. O centro de treinamento da seleção será em Tucson.
Falou Gianni Infantino
“Sabemos qual é a situação; é muito complicada. Estamos trabalhando para garantir que o Irã jogue nesta Copa do Mundo nas melhores condições possíveis. A seleção iraniana, assim como todas as outras, representa o povo. As pessoas podem ser a favor ou contra o governo de qualquer país, mas o Irã representa seu povo, e...
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou hoje, terça-feira, 31/03, que o Irã estará na Copa do Mundo. A declaração foi feita em Antalya, durante um amistoso da seleção iraniana contra a Costa Rica.
Jogos acontecerão nos EUA
A equipe havia solicitado disputar a primeira fase no México, mas o pedido foi negado e a tabela será mantida. Com isso, os jogos acontecerão nos EUA, conforme definido no sorteio. Na fase de grupos, o Irã enfrentará Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, e depois o Egito em Seattle. O centro de treinamento da seleção será em Tucson.

Falou Gianni Infantino
“Sabemos qual é a situação; é muito complicada. Estamos trabalhando para garantir que o Irã jogue nesta Copa do Mundo nas melhores condições possíveis. A seleção iraniana, assim como todas as outras, representa o povo. As pessoas podem ser a favor ou contra o governo de qualquer país, mas o Irã representa seu povo, e eles se classificaram em campo. É uma nação apaixonada por futebol, e queremos que eles joguem, e eles jogarão na Copa do Mundo. Não há planos B, C ou D. É o plano A”, afirmou.
Dança das Cadeiras para as Eleições 2026: Lula anuncia a saída de 18 ministros
31/03/2026
As saídas anunciadas hoje
Ministério dos Transportes
Sai: Renan Filho - Entra: George Santoro.
Ministério de Portos e Aeroportos
Sai: Silvio Costa Filho - Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca.
Ministério do Planejamento e Orçamento
Sai: Simone Tebet - Entra: Bruno Moretti.
Ministério do Meio Ambiente
Sai: Marina Silva - Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco.
Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania
Sai: Macaé Evaristo - Entra: Janine Mello dos Santos.
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Sai: Paulo Teixeira - Entra: Fernanda Machiaveli.
Casa Civil
...
O presidente Lula anunciou a saída de ao menos 18 ministros do governo a partir de hoje, terça-feira, 31/03, para disputar as eleições em outubro. O prazo para desincompatibilização eleitoral se encerra no próximo sábado, 04/04.

As saídas anunciadas hoje
Ministério dos Transportes
Sai: Renan Filho - Entra: George Santoro.
Ministério de Portos e Aeroportos
Sai: Silvio Costa Filho - Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca.
Ministério do Planejamento e Orçamento
Sai: Simone Tebet - Entra: Bruno Moretti.
Ministério do Meio Ambiente
Sai: Marina Silva - Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco.
Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania
Sai: Macaé Evaristo - Entra: Janine Mello dos Santos.
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Sai: Paulo Teixeira - Entra: Fernanda Machiaveli.
Casa Civil
Sai: Rui Costa - Entra: Miriam Belchior.
Ministério da Educação
Sai: Camilo Santana - Entra: Leonardo Barchini.
Ministério dos Esportes
Sai: André Fufuca - Entra: Paulo Henrique Cordeiro.
Ministério das Cidades
Sai: Jader Filho - Entra: Antônio Vladimir Lima.
Ministério da Igualdade Racial
Sai: Anielle Franco - Entra: Rachel Barros de Oliveira.
Ministério dos Povos Indígenas
Sai: Sonia Guajajara - Entra: Eloy Terena.
Ministério da Aquicultura e Pesca
Sai: André de Paula - Entra: Rivetla Edipo Araujo Cruz.
Ministério da Agricultura e Pecuária
Sai: Carlos Fávaro - Entra: André de Paula.
Itália tem jogo decisivo para não ficar fora de terceira Copa seguida; confira jogos
31/03/2026
As últimas vagas
As últimas seis vagas disponíveis para a Copa do Mundo de 2026 serão definidas nesta terça-feira. Quatro jogos da repescagem europeia e duas partidas da repescagem mundial encerram as eliminatórias.
Confira abaixo todas as partidas, chaveamentos, horários e transmissões dos confrontos decisivos.
Bósnia x Itália
Local: Estádio Bilino Polje, Zenica.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: sportv | ge acompanha em Tempo Real.
Suécia x Polônia
Local: Strawberry Arena...
Chegou a hora da verdade para a Itália. Tentando evitar um fiasco histórico com uma terceira ausência consecutiva em Copas, a equipe faz o jogo de vida ou morte contra a Bósnia, fora de casa. Quem vencer retorna ao Mundial após 12 anos — a última presença das duas seleções foi na edição de 2014, no Brasil — e entra no Grupo B da Copa do Mundo, ao lado de Canadá, Suíça e Catar.
As últimas vagas
As últimas seis vagas disponíveis para a Copa do Mundo de 2026 serão definidas nesta terça-feira. Quatro jogos da repescagem europeia e duas partidas da repescagem mundial encerram as eliminatórias.
Confira abaixo todas as partidas, chaveamentos, horários e transmissões dos confrontos decisivos.
Bósnia x Itália
Local: Estádio Bilino Polje, Zenica.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: sportv | ge acompanha em Tempo Real.
Suécia x Polônia
Local: Strawberry Arena, Solna.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: ESPN e Disney+ | ge acompanha em Tempo Real.
Kosovo x Turquia
Local: Estádio Fadil Vokrri, Pristina.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: ESPN e Disney+ | ge acompanha em Tempo Real.
República Tcheca x Dinamarca
Local: Estádio Letná, Praga.
Horário: 15h45 (de Brasília).
Onde assistir: Disney+ | ge acompanha em Tempo Real.
RD Congo x Jamaica
Local: Estádio Akron, Guadalajara.
Horário: 18h (de Brasília).
Onde assistir: sportv e CazéTV | ge acompanha em Tempo Real.
Iraque x Bolívia
Local: Gigante de Acero, Monterrey.
Horário: meia-noite de terça para quarta (de Brasília).
Onde assistir: sportv e CazéTV | ge acompanha em Tempo Real.
O Poder
Entre a Consciência e a Estrutura: o ponto de partida esquecido de toda transformação, por Jorge Henrique de Freitas Pinho
31/03/2026
Muda quando o homem deixa de aceitar aquilo que antes tolerava.
I. Preâmbulo — o erro de começar pelo fim
Há uma inversão silenciosa no pensamento contemporâneo que, por sua aparência de sofisticação, passa despercebida.
Passou-se a acreditar que a transformação da sociedade precede a transformação do homem, como se a reorganização das estruturas externas pudesse, por si só, produzir um novo tipo humano.
Reformam-se leis, redefinem-se conceitos, alteram-se categorias e multiplicam-se discursos como se daí pudesse emergir, naturalmente, uma nova ordem.
A experiência, contudo, resiste — e não apenas no plano abstrato. No Brasil recente, por exemplo, sucessivas mudanças normativas e institucionais foram acompanhadas por expectativas de transformação imediata da realidade, sem que, no entanto, se verificasse alteração proporcional no comportamento...
O mundo não muda quando as estruturas se reorganizam.
Muda quando o homem deixa de aceitar aquilo que antes tolerava.
I. Preâmbulo — o erro de começar pelo fim
Há uma inversão silenciosa no pensamento contemporâneo que, por sua aparência de sofisticação, passa despercebida.
Passou-se a acreditar que a transformação da sociedade precede a transformação do homem, como se a reorganização das estruturas externas pudesse, por si só, produzir um novo tipo humano.
Reformam-se leis, redefinem-se conceitos, alteram-se categorias e multiplicam-se discursos como se daí pudesse emergir, naturalmente, uma nova ordem.
A experiência, contudo, resiste — e não apenas no plano abstrato. No Brasil recente, por exemplo, sucessivas mudanças normativas e institucionais foram acompanhadas por expectativas de transformação imediata da realidade, sem que, no entanto, se verificasse alteração proporcional no comportamento concreto que essas estruturas pretendiam regular.
Quando o homem permanece o mesmo, as estruturas apenas se reorganizam para acomodar a sua permanência interior.
Muda-se a forma, preserva-se o conteúdo, e aquilo que se proclama como avanço revela-se, com frequência, mero deslocamento.
II. O fundamento esquecido — a consciência como origem
Nenhuma ação humana nasce no vazio. Toda ação é precedida por uma forma de ver o mundo, e é essa forma de ver que delimita aquilo que se aceita, aquilo que se recusa e aquilo que se transforma.
Antes da lei, há a percepção; antes da ruptura, há o incômodo; antes da mudança, há a recusa interior.
A escravidão não se tornou injusta por força da lei: foi reconhecida como tal antes que a lei a proibisse, sendo esta apenas a formalização de uma consciência que já não tolerava aquilo que antes aceitava — como se observou no movimento abolicionista britânico do século XIX, em que a pressão moral da sociedade tornou politicamente insustentável uma prática que, por muito tempo, fora economicamente conveniente.
O mesmo padrão se repete em toda transformação autêntica, pois o mundo exterior não inaugura a mudança; apenas acompanha aquilo que, previamente, se reorganizou no interior do homem.
III. A ilusão estrutural — quando se tenta mudar o mundo sem mudar o homem
Quando essa ordem é invertida, instala-se uma ilusão persistente, sustentada pela crença de que a modificação das estruturas externas basta.
Redefinem-se conceitos, reorganizam-se sistemas, criam-se novos códigos de linguagem, mas o resultado revela algo distinto do prometido, pois, sem alteração interior, a estrutura torna-se apenas um novo cenário para os mesmos comportamentos.
A dominação muda de linguagem, o abuso muda de justificativa, a desigualdade muda de forma, mas permanece, porque aquilo que a sustenta — o homem ainda não transformado — não foi tocado.
A história, quando observada sem ilusões, não descreve superações, mas recorrências que apenas trocam de vestes. No Brasil contemporâneo, por exemplo, a atuação do Supremo Tribunal Federal tem evidenciado como a alteração na composição de uma mesma estrutura pode produzir inflexões perceptíveis na orientação de decisões, revelando que a forma institucional, por si, não garante estabilidade de critérios quando não está ancorada em um ethos compartilhado.
IV. A teoria que se autonomiza — quando a crítica se afasta da realidade
Simone de Beauvoir percebeu, com acuidade, que diferenças naturais podem ser convertidas em desigualdades sociais, e sua crítica buscava desmontar os mecanismos que transformavam a condição feminina em destino imposto.
Contudo, parte desse pensamento foi progressivamente radicalizada em correntes que passaram a operar um deslocamento mais profundo, não apenas questionando a interpretação da diferença, mas colocando em dúvida a própria realidade da diferença.
É nesse ponto que emergem vertentes da chamada ideologia de gênero, nas quais o sexo deixa de ser compreendido como dado para ser tratado como construção integralmente maleável, e, ao fazê-lo, rompe-se não apenas com a tradição, mas com a própria experiência ordinária da realidade.
Essa ruptura não permanece no plano teórico. Em diversos contextos institucionais — como em diretrizes educacionais, normativas administrativas e decisões judiciais — passam a ser adotados critérios nos quais a autodeclaração identitária prevalece sobre referências biológicas, exigindo que linguagem, espaços e condutas sociais se reorganizem em torno dessa nova premissa.
A investigação permanece legítima; o problema surge quando a teoria se autonomiza e se afasta da realidade concreta — biológica, psicológica e existencial —, deixando de iluminar para passar a desorientar, substituindo a verdade pela coerência interna de narrativas que já não se submetem ao teste da experiência e que, ao se afastarem do real, passam a exigir adesão em lugar de compreensão.
V. O feminismo que perde seu fundamento
Há um feminismo histórico, enraizado em experiências concretas de injustiça, que desempenhou papel relevante na correção de assimetrias reais e na ampliação de direitos.
Esse feminismo partia de fatos verificáveis e se dirigia a problemas objetivos, preservando vínculo com a realidade que lhe conferia legitimidade.
Contudo, parte de sua evolução recente revela uma inflexão distinta, na qual a análise cede lugar ao slogan, a complexidade é substituída por antagonismos simplificados e a crítica se converte em identidade.
Essa inflexão torna-se visível no cotidiano, quando a linguagem passa a ser tratada como campo de disputa permanente, relações ordinárias são reinterpretadas a partir de categorias rígidas de conflito e a avaliação concreta das situações cede espaço a enquadramentos prévios, nos quais a posição do indivíduo já se encontra, de antemão, definida.
Quando isso ocorre, o movimento deixa de operar como instrumento de correção e passa a funcionar como instrumento de disputa simbólica, reduzindo o indivíduo à categoria que deveria ser apenas ponto de partida.
O resultado é paradoxal: em nome da libertação, produz-se nova forma de aprisionamento, agora sustentada por construções discursivas que reproduzem, sob outra forma, a mesma lógica de redução do humano que pretendiam superar.
VI. O ponto cego — a recusa da responsabilidade individual
O aspecto mais crítico desse deslocamento reside na recusa, ainda que implícita, da responsabilidade individual.
Ao atribuir a origem dos problemas quase exclusivamente a estruturas abstratas, enfraquece-se a noção de que o comportamento humano é o agente concreto da injustiça.
Essa diluição não se manifesta apenas no plano teórico, mas no cotidiano, quando falhas pessoais são sistematicamente reinterpretadas como produto exclusivo de circunstâncias, decisões são justificadas por contextos e não por escolhas, e o erro deixa de ser assumido para ser explicado.
Se tudo é produto do sistema, ninguém é plenamente responsável; se ninguém é responsável, a transformação deixa de ser exigência e passa a ser expectativa difusa.
A realidade, contudo, resiste a essa diluição: injustiças não são cometidas por estruturas, mas por pessoas que, inseridas em contextos específicos, escolhem agir de determinada forma.
Aquilo que não é assumido não pode ser corrigido, e nenhuma teoria que contorne essa evidência consegue produzir transformação real.
VII. O ponto de partida — a transformação interior como condição necessária
A tese se impõe com clareza: sem mudança interior, não há transformação real.
Pode haver adaptação, imposição ou aparência de progresso, mas não mudança efetiva, porque o homem permanece o mesmo e, sendo o mesmo, recria sob novas formas aquilo que não superou.
Essa permanência se revela no cotidiano, nos pequenos gestos em que se reconhece o erro, mas se opta por mantê-lo; no instante em que se percebe a injustiça, mas se escolhe o silêncio; ou ainda quando se identifica aquilo que deveria ser corrigido, mas se adia a decisão sob justificativas que apenas preservam o estado anterior.
A ruptura autêntica não ocorre quando se altera o mundo externo, mas quando o indivíduo deixa de aceitar, em si, aquilo que antes justificava ou tolerava.
É nesse ponto silencioso, anterior a qualquer manifestação visível, que a transformação verdadeiramente se inicia.
VIII. Consciência, coragem e ação — entre o palco e o ator
A consciência, por si só, não se basta. Entre perceber e agir existe um intervalo — e é nele que muitos permanecem.
Por isso, o movimento completo da transformação exige três momentos inseparáveis: perceber, assumir e agir. A consciência inaugura, a coragem sustenta e a ação realiza. Sem consciência, nada começa; sem coragem, tudo recua; sem ação, nada se realiza.
Essa dinâmica não se manifesta apenas em grandes decisões, mas no cotidiano, no instante em que alguém percebe que agiu de forma injusta e, ainda assim, precisa escolher entre justificar-se ou corrigir-se; entre preservar a própria imagem ou assumir o erro; entre permanecer como estava ou romper consigo mesmo.
É nesse intervalo — breve, silencioso e muitas vezes invisível — que a transformação se decide.
A oposição entre estrutura e indivíduo, nesse ponto, revela-se insuficiente. O palco influencia, mas o ator decide; o contexto condiciona, mas não determina; a estrutura inclina, mas não absolve.
Ignorar o ambiente é ingenuidade; ignorar a responsabilidade é fuga.
A análise que pretende ser fiel à realidade deve reconhecer essa tensão sem dissolvê-la, pois é nela — entre aquilo que nos influencia e aquilo que escolhemos fazer — que se constitui a experiência humana.
IX. Epílogo — o lugar onde tudo começa
O mundo não é um mecanismo autônomo, mas um reflexo ampliado das escolhas humanas.
Toda tentativa de transformação que ignore o interior está
condenada à superficialidade, assim como toda crítica que se limite à estrutura, sem exigir elevação moral, tende a substituir um erro por outro.
Reformas podem reorganizar o exterior, mas apenas a consciência sustenta aquilo que se pretende construir.
A verdadeira mudança não começa na lei, nem na linguagem, nem na teoria — nem se esgota na mera reorganização da consciência, pois há um nível mais profundo, no qual não se trata apenas de ver melhor, mas de ser diferente.
É naquele instante silencioso em que o homem percebe, assume e decide não ser mais o mesmo que a transformação se inicia. Mas é quando essa decisão se converte em permanência — quando resiste às pressões, às conveniências e às recaídas — que ela deixa de ser apenas intenção e passa a configurar uma nova forma de ser.
Essa permanência não se prova nos momentos fáceis, mas no ponto exato em que os instintos procuram emergir e, ainda assim, são contidos por uma força que não nega a sua existência, mas os ordena. É aí que se exerce aquilo que se poderia chamar de resistência espiritual: não a supressão do impulso, mas a sua transfiguração.
É nesse instante — breve, silencioso e decisivo — que algo se desloca no interior do homem. O que antes reagia, agora escolhe. O que antes cedia, agora sustenta. E, ao sustentar, permite que aquilo que não nasce do impulso, mas da consciência, se manifeste.
Pois é nesse ponto, invisível e decisivo, que o mundo, antes de mudar fora, já começou, em silêncio, a mudar dentro — e é aí que todo o resto se decide.
X. Pós-escrito — quando a crítica dissolve o critério
No debate público contemporâneo, tornou-se recorrente a acusação dirigida a posições conservadoras de que seriam expressão de “moralismo” ou de “hipocrisia”.
A crítica, à primeira vista, parece legítima, pois nenhuma moral se sustenta sem coerência. Contudo, o modo como essa acusação é frequentemente mobilizada revela um deslocamento mais profundo e decisivo: ela deixa de operar como exame de conduta para funcionar como estratégia de desqualificação.
O foco já não recai sobre o conteúdo do argumento, mas sobre a suposta falha de quem o formula, como se a imperfeição humana fosse suficiente para invalidar o princípio defendido. O resultado é uma inversão silenciosa. Ao invés de avaliar a validade do critério, expõe-se a fragilidade do indivíduo e, ao fazê-lo, evita-se enfrentar aquilo que foi afirmado.
Esse movimento produz um efeito mais amplo do que aparenta. Quando toda norma pode ser descartada em razão da incoerência de quem a enuncia, nenhuma norma permanece. O que se apresenta como denúncia de hipocrisia converte-se, assim, em mecanismo de dissolução da própria ideia de moral. Não se corrige o comportamento; neutraliza-se o critério que permitiria corrigi-lo.
É nesse ambiente que se torna visível outro deslocamento silencioso. A preocupação com o ter passa a orientar o ser. A necessidade, legítima em si, deixa de funcionar como limite e passa a operar como justificativa. E, a partir daí, a moral deixa de ser critério para tornar-se variável ajustável.
O processo não se impõe de forma abrupta. Ele se instala gradualmente, numa escala que vai de pequenos desvios tolerados a condutas cada vez mais graves, todas elas progressivamente normalizadas por narrativas que as tornam aceitáveis.
O problema, contudo, não reside apenas na pressão das circunstâncias, mas na disposição interior de reinterpretá-las de modo a acomodar aquilo que já se decidiu fazer. Quando o ser se submete ao ter, a consciência não desaparece. Ela se reorganiza para justificar.
Nesse ponto, a transgressão deixa de ser exceção e passa a ser método.
Retorna-se, assim, ao ponto de partida do ensaio. Sem critério, não há orientação; sem orientação, não há transformação. O mundo pode até mudar de linguagem, mas permanece prisioneiro da mesma ausência de medida, pois aquilo que não é reconhecido como válido não pode ser exigido, e aquilo que não pode ser exigido jamais se realiza.
(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

Natanael Sarmento* contesta Jarbas Beltrão: 1964 foi golpe, retrocesso, repressão e terror
31/03/2026
Retrocesso
O golpe antinacional e antipopular de 64 interrompeu o progresso da governança nacionalista-reformista do Presidente João Goulart. O não alinhamento automático aos ditames do Tio Sam não era tolerado pelo Império do Norte “dono do mundo”.
Fatos
O desenvolvimento nacional do Brasil, com preservação da soberania contrariava a Casa Branca. O Programa de Metas de Goulart expressava uma autonomia inaceitável para os americanos e a burguesia entreguista. A lei de limitação da remessa de lucros das empresas estrangeiras obrigando-as a aplicar parte dos dividendos no Brasil...
Para começo de conversa não foi revolução o golpe militar do dia da mentira, 1º de abril de 1964. Golpe pensado e patrocinado na geopolítica dos EUA na esteira da Guerra Fria, para manter o quintal submisso na vassalagem mais servil aos grandes monopólios capitalistas e interesses do Império Norte-Americano.

Retrocesso
O golpe antinacional e antipopular de 64 interrompeu o progresso da governança nacionalista-reformista do Presidente João Goulart. O não alinhamento automático aos ditames do Tio Sam não era tolerado pelo Império do Norte “dono do mundo”.

Fatos
O desenvolvimento nacional do Brasil, com preservação da soberania contrariava a Casa Branca. O Programa de Metas de Goulart expressava uma autonomia inaceitável para os americanos e a burguesia entreguista. A lei de limitação da remessa de lucros das empresas estrangeiras obrigando-as a aplicar parte dos dividendos no Brasil, a Reforma Agrária e o projeto de erradicação do analfabetismo, da pedagogia cidadã de Paulo Freire contrariavam os imperialistas e também as oligarquias latifundiárias, industriais, bancárias associados e cúpula militares entreguistas.

Pretexto
A Cia, a central de terrorismo, sabotagens mundo afora, com intervenção direta da embaixada dos Eua a central ou Alto Comando do Golpe açulava o clima de desconfiança, espalhava o pânico do “perigo comunista” forrando o caminho para o golpe traiçoeiro. Os militares, ideologicamente amerecanófilos e anticomunistas da lavagem cerebral na Esg criada a imagem e semelhança da Escola de Guerra dos EUA – com instrutores de lá, inclusive, nos primórdios - pretextaram o perigo comunista para usar as armas confiadas para defesa da nação no golpe antinacional e sanguinário de 1964.
Ditadura
A vassalagem dos traidores do povo brasileiro expressada na ação anticonstitucional e golpista de militares fascistas levou a mais de 20 anos de cruel regime ditatorial. Os militares se prestaram aos papéis mais desprezíveis e abjetos. Institucionalizam e banalizam delações, sequestros, torturas, exílios e assassinatos. Saquearam a Nação, dilapidavam e entregam riquezas nacionais. Aumentavam a dependência econômica aos centros capitalistas, inflando a dívida externa; alienam a preço de banana patrimônios nacionais, aviltam a nossa soberania.
Alienação e butim
Sob a propaganda do Brasil “grande potência” e de falso nacionalismo ocultavam os crimes contra a humanidade, o saque das riquezas naturais e crimes ecológicos, a corrupção.

Obscuridade
Naqueles tempos obscuros de ataques à ciência, às artes e à culturas, o Brasil plantou a miséria social e cultural da qual hoje somes herdeiros e pagamos caro. Promoveram as interventores nos estados, municípios; colocaram espiões por toda parte, nas escolas, fábricas, sindicatos. Criminalizaram e perseguiram movimentos sociais.
Resistência
Contra a tirania dos ditadores, insurgiram-se o melhor do povo brasileiro. Os combatentes que tombaram na luta ou nos porões da ditadura fascista. Tempos de truculência. De bocas amordaçadas. De músicas, teatro, cinema, cultura censurados. De manipulações. De falsificações e desfalques. De trapaças e perseguições e abusos de métodos nazistas de repressão e propaganda.
Quem apoiou?
Grandes empresários nacionais e estrangeiros que se beneficiavam e por isso financiavam os aparatos repressivos das operações sujas. Do terrorismo de Estado e da OBAN, e outros apoiados ou permitidos pelas autoridades quais CCC, Esquadrão da Morte e outras súcias.

Mortos e desaparecidos
Segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade reconheceu oficialmente 434 mortos e desparecidos durante a Ditadura 1964-1985. A data fatídica deve ser lembrada para não esquecida. Ditadura nunca mais.
*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional do partido Unidade Popular Pelo Socialismo - UP.
NR - Os textos assinados refletem a opinião dos seus autores. O Poder estimula e acolhe o debate e o livre confronto de ideias.
