O policial suíço e o criminoso de fuzil: a fantasia pacifista que mata, por Jorge Henrique de Freitas Pinho*
01/12/2025
Há notícias que não estremecem o leitor pelo conteúdo, mas pelo silêncio ensurdecedor que carregam. A matéria do Poder de Pernambuco informava, com a tranquilidade de quem comunica a troca de luminárias, que Recife receberia 1.165 armas não letais para a Guarda Municipal.
A nota era discreta, quase asséptica, sem linguagem dramática, sem indignação cívica, sem alarde técnico.
No entanto, o tom burocrático escondia o absurdo; e o absurdo residia na naturalidade com que o Estado se vangloriava de equipar seus agentes com instrumentos incapazes de enfrentar a violência que domina as ruas.
Aplauso
Esse aplauso à “moderada força” é a missa solene do pacifismo institucional. Em nome da harmonia pública, entrega-se spray de pimenta a quem enfrenta fuzis, pistolas e granadas.
A moral substitui a estratégia. O humanitarismo carica...
Há notícias que não estremecem o leitor pelo conteúdo, mas pelo silêncio ensurdecedor que carregam. A matéria do Poder de Pernambuco informava, com a tranquilidade de quem comunica a troca de luminárias, que Recife receberia 1.165 armas não letais para a Guarda Municipal.
A nota era discreta, quase asséptica, sem linguagem dramática, sem indignação cívica, sem alarde técnico.
No entanto, o tom burocrático escondia o absurdo; e o absurdo residia na naturalidade com que o Estado se vangloriava de equipar seus agentes com instrumentos incapazes de enfrentar a violência que domina as ruas.
Aplauso
Esse aplauso à “moderada força” é a missa solene do pacifismo institucional. Em nome da harmonia pública, entrega-se spray de pimenta a quem enfrenta fuzis, pistolas e granadas.
A moral substitui a estratégia. O humanitarismo caricatural suplanta a defesa legítima da sociedade.
Com isso, o governo reduz seu poder de fogo esperando, com um gesto pedagógico, que o criminoso faça o mesmo.
Troca-se o cajado do pastor por um ramo de oliveira, na esperança de que o lobo respeite o símbolo de paz.
A fantasia não pacifica a fera: apenas expõe as ovelhas. Esse é o pacto silencioso — desarmar o Estado e esperar cortesia do crime.

II. A moralização irreal do criminoso
Essa suposição parte de uma crença ingênua: o crime pode ser civilizado pela norma que ele já decidiu violar.
O discurso oficial parte da ética, mas o criminoso parte do cálculo. Enquanto o Estado pergunta o que é justo, o bandido pergunta o que é vantajoso.
É nesse abismo entre moral e utilidade que a gestão da segurança cai. Troca-se a compreensão da estratégia pela fé no arrependimento alheio.
Hobbes sabia que o monopólio da força não é garantia de opressão, mas de civilização. Uma sociedade sem medo razoável do Estado cai no medo absoluto do crime.
Humanização do conflito
Quando o governo abdica da força em nome da “humanização do conflito”, consagra o poder daquele que não pede licença para usar violência.
O Leviatã deixa de ser o Estado; torna-se o narcotraficante, o miliciano, o chefe de facção que governa ruas, bairros e comunidades inteiras.
O humanismo, quando aplicado à garantia de segurança pública, não é gesto de compaixão — é abandono moral da autoridade legítima.
III. O nascimento do problema: o medo de corporações armadas na CF/88
O Brasil carrega o trauma político da ditadura como se fosse maldição hereditária. A Constituição de 1988, elaborada sob a sombra das botas militares, limitou tanto o poder armado fora das Forças Armadas que acabou por amputar a segurança municipal.
Não se tratava de proteger o cidadão do crime, mas de proteger o poder político de futuras rivalidades armadas. Não se temia o bandido; temia-se a polícia. O inimigo, aos olhos dos constituintes, tinha farda, não facção.

Foi trágico
O resultado institucional foi trágico: os municípios ganharam guardas “meio policiais, meio cidadãs”.
Corporações sem autonomia, sem estrutura investigativa, sem poder real de enfrentamento. Fardas com apito. Uniformes com spray. Símbolos de autoridade sem autoridade concreta.
Criou-se a segurança municipal com vocabulário sentimental, não com mecanismos eficazes. O crime, por sua vez, ocupou o espaço vazio com poder, munição e hierarquia.
Na prática, o cidadão passou a conviver com uma entidade curiosa: uma força pública que não pode agir como força.
Um agente estatal treinado para ser visto, mas não obedecido; presente, porém impotente; uniformizado, mas inofensivo.
Em outras palavras, um espantalho institucional — elegante, simbólico, e completamente inútil contra os corvos humanos da criminalidade.
IV. Segurança estratificada: quando a polícia chama a polícia
A consequência dessa timidez constitucional é grotesca: o guarda municipal não está apenas mal armado — ele precisa de uma polícia verdadeira para sobreviver. Sua missão não é enfrentar o crime, mas suportar o tempo até que outra força pública chegue.
Criou-se não uma linha de defesa, mas uma profissão de espera. Um uniforme para ganhar tempo. Um agente para chamar outro agente.
O Rio de Janeiro tornou-se o exemplo caricato dessa deformidade. Quando a Polícia Federal se depara com fuzis e granadas, clama pela Polícia Militar. Quando a Polícia Militar enfrenta grupos paramilitares, chama o Exército. Quando o Exército atua, só opera em “força de apoio”, como se a soberania nacional fosse um revezamento de fraquezas coordenadas. É a coreografia do medo institucional.
Polícia auxiliar
Não existe “polícia auxiliar” num país onde o crime não é auxiliar. Nenhuma força reduzida enfrenta organizações que operam com arsenal de guerra.
Armar guardas municipais com instrumentos de contenção é o equivalente político de enviar paramédicos para apagar um incêndio com gaze e soro fisiológico — um gesto bem-intencionado, porém inútil.
E, se o fogo ao menos é cego, o crime não é: escolhe alvos, mede vulnerabilidades e avança exatamente onde percebe hesitação.
Por isso, moderar a força estatal não produz paz; apenas transforma o agente público na próxima vítima de um confronto que a política insiste em negar.
V. Guardas municipais como seguranças de shopping
O Brasil produziu, em escala industrial, uma classe de agentes públicos que desempenha papel semelhante ao do segurança de shopping norte-americano: vigia, observa, aciona o sistema, registra o incidente — e espera que a força real chegue.
Mas há uma diferença essencial: nos Estados Unidos, o segurança de shopping enfrenta pequenas ocorrências e furtos de varejo; no Brasil, a guarda enfrenta facções com AK-47, pistolas Glock convertidas e granadas caseiras.
O país
O país governou a segurança pública como quem assiste à comédia Paul Blart: Mall Cop — o segurança obeso que derrota criminosos armados apenas com uma arma de choque e boa vontade. A realidade, porém, não imita a farsa. No cinema, a improvisação salva. No Brasil, ela mata.
A fantasia ganhou contornos macabros quando uma “especialista” televisiva afirmou que é possível “desarmar um homem de fuzil com uma pedra”.
Dias depois de ensinar heroísmo improvisado ao povo, pediu proteção policial ao se sentir ameaçada por críticas virtuais.
O pacifismo midiático exige bravura dos outros, mas pede escolta para a própria segurança. A coragem proposta é sempre terceirizada.
VI. Exemplos de que a estratégia falha
Os defensores da “moderação bélica” gostam de repetir que armas não letais são uma evolução civilizatória. Não dizem, porém, que tais instrumentos podem mutilar, cegar, desfigurar e até matar, dependendo da região atingida, da proximidade do disparo e da intensidade do confronto.
A bala de borracha, por exemplo, já deixou dezenas de pessoas cegas no Brasil e no exterior; o bean bag — sacola de chumbo envolta em tecido — já rompeu órgãos internos e causou óbitos; o taser já levou cardíacos à morte e epilépticos à convulsão fatal. Quando se invoca a “não letalidade”, omite-se a parte essencial: é letal, mas aleatória.
O problema não é apenas ético. É estratégico. Armas não letais só fazem sentido em ambientes controlados de baixa ameaça.
Porém, o Brasil as coloca nas ruas de alto risco, onde criminosos enfrentam o Estado com fuzis AR-15, pistolas Glock adaptadas para tiro automático, munições perfurantes e granadas artesanais.
A política
A política de contenção leve só funciona quando o agressor tem interesse em sobreviver — o criminoso com fuzil, ao contrário, entra no conflito preparado para matar ou morrer.
Na América Latina, experiências de “polícia leve” fracassaram de forma retumbante. No Equador, policiais comunitários desarmados viraram alvos preferenciais de facções que buscavam “dominar territórios pelo medo”.
Áreas dominadas pelo narcotráfico
Na Argentina, em áreas dominadas pelo narcotráfico, agentes sem poder real foram assassinados sem reação estatal proporcional. Quando a presença não representa ameaça, ela não dissuade — ela apenas registra o desastre que não pôde evitar.
Nos Estados Unidos, o fenômeno é ainda mais revelador. Boa parte dos massacres em escolas e shoppings ocorreu com seguranças presentes — porém desarmados ou limitados. Sua presença, ao invés de reduzir o risco, gerou testemunhas sem capacidade de reação. Quando a força é insuficiente, ela não salva: documenta carnificinas.
A sociedade
A sociedade brasileira está criando, em larga escala, exatamente esse tipo de serviço público: uniformes que não defendem, apenas contemplam o crime com impotência oficial.
Síntese: Quando o inimigo é letal, a moderação estatal vira combustível da ousadia criminosa. Onde o Estado entrega benevolência, o crime entrega cadáveres.
VII. O recado subliminar do governo ao crime
O uso expansivo de armas “humanizadas” não envia uma mensagem pedagógica à sociedade — envia um aviso estratégico ao criminoso: “não reagiremos proporcionalmente.”
O bandido lê com precisão aquilo que o Estado comunica de maneira subliminar. Ele entende que o risco diminuiu, que o confronto perdeu dificuldade, que o tempo de reação aumentou. A cada centímetro de fraqueza estatal, o crime avança um quilômetro de ousadia.
Sun Tzu ensina que, quando o adversário diminui sua força, a estratégia não é dialogar — é atacar. Se o inimigo se desarma, avance. Se se divide, cerque-o. Se quer demonstrar benevolência, explore-a.
Interpreta
O crime organizado não interpreta a “polícia leve” como gesto civilizado; interpreta como oportunidade. Um Estado fraco não inspira gratidão; inspira lucro.
Não se trata apenas de reação prática, mas de cultura criminológica: o crime agradece a bondade do Estado com mais violência.
O discuso
O discurso governamental que promete clemência gera o oposto da pacificação: estimula a agressividade de quem vive da impunidade.
A mensagem subliminar da política pública brasileira é um convite involuntário ao ataque — não porque ama a violência, mas porque teme exercer o poder.
VIII. A política do cadáver e do fingimento
A arma não letal não salva o criminoso — sacrifica o guarda municipal. A redução da “letalidade policial” que muitos governos celebram não é conquista ética, mas transferência de óbitos: não morre o agressor, morre o agente estatal de baixa capacidade defensiva. O governo troca o morto de lado e chama isso de progresso.
Para piorar, a expansão das guardas municipais atrai um contingente de pessoas que não tem vocação policial, mas busca estabilidade, remuneração e benefícios de carreira.
A farda vira emprego. Quem entra sem espírito de risco não está preparado para enfrentar facções, tampouco para lidar com a crueldade de organizações que nasceram para o confronto.
Forma-se um exército de fardas sem espírito de combate, treinado para “prevenir” conflitos que exigem enfrentamento.
Financiar
A sociedade passa a financiar, com impostos, um teatro de segurança. Um circo de bravura simbólica. O cidadão vê o uniforme e imagina força. O crime vê o uniforme e detecta fragilidade.
Quando o primeiro tiro é disparado, a farda que deveria proteger precisa ela mesma ser protegida.
Essa inversão é trágica: quem deveria garantir a ordem se torna cliente de quem deveria garantir a ordem. A polícia chama a polícia. A guarda chama a polícia. E a população chama quem?
IX. Conclusão - a paz que não resiste a um tiro
Desarmar o Estado é desarmar o cidadão. Não se retira o fuzil do crime com pistolas de choque, nem se protege o trabalhador com moralismo legislado. Criminoso não negocia ética; negocia vantagem. Não há diálogo possível entre a boa intenção estatal e o cálculo utilitário da criminalidade organizada.
A paz verdadeira não se constrói com slogans, mas com poder legítimo. Não há civilização sem autoridade capaz de defender a vida honesta.
O Estado que teme exercer a força que lhe cabe entrega o monopólio da violência a quem não tem escrúpulos em usá-la. A fantasia pacifista não poupa vidas; produz mártires sem causa.
Quando o Estado tem medo da força que deveria exercer, o poder migra para quem não tem medo de usá-la. Humanizar a segurança não é desarmar o agente — é proteger o inocente.
X.Pós-Escrito — Domesticação femocrática e a coragem terceirizada
O pacifismo estatal brasileiro não nasce da busca pela paz, mas do temor ao poder armado que não obedece ao centro político.
A disputa não é contra o fuzil do crime, mas contra a possibilidade de que estados e municípios tenham força autônoma.
Guardas inofensivas
Assim, preferem guardas inofensivas não por amor à vida, mas por medo de instituições que não dependam de seus comandos.
A questão não é “por que desarmar o crime?”, mas: por que desarmar quem pode enfrentá-lo?
Esse mecanismo encontra eco em setores progressistas que não têm qualquer ligação com o crime, mas produzem discursos penais que, na prática, oferecem dividendos involuntários aos que desejam impunidade.
O voto do preso, majoritariamente voltado à esquerda, não é ideológico, mas pragmático: busca clemência, redução de pena, linguagem conciliadora. Não é adesão a uma causa; é cálculo.
E, paradoxalmente, reforça narrativas que tratam a violência como dilema moral, e não como disputa de força.
A contradição aparece de forma cristalina na Bahia, onde governos que defendem suavidade nacional operam uma das polícias mais letais do país. Onde convém parecer humanista, suavizam-se discursos; onde é preciso governar, arma-se a mão estatal. Não é ideologia — é oportunidade.
Teatro público
Nesse teatro público, a suavidade vira estética política. O caso da “especialista” que recomendou enfrentar fuzis com pedras e logo pediu escolta policial revela o espírito do tempo: a coragem proposta é sempre para os outros.
Sou contrário à violência estatal, mas a realidade brasileira não permite a fantasia suíça de agentes equipados apenas com dispositivos não letais.
E ainda há o custo silencioso: armas de choque, sprays e munições especiais são caras, exigem manutenção constante e envelhecem rápido — talvez mais do que o armamento convencional que deveriam substituir. É uma modernidade cara para resultados duvidosos.
No fim, o discurso pacifista protege narrativas, não vidas. E quem paga a conta é sempre o cidadão que não tem fuzil, não tem partido e não tem plateia.
*Jorge Pinho é advogado, escritor e pensador. Ex-procurador-geral do Estado do Amazonas.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

Leia outras informações
O Brasil e a República que nunca terminou de nascer, por Zé da Flauta
02/03/2026
Vícios estruturais
O Brasil republicano começou sob o comando dos chamados coronéis, dos acordos entre cafeicultores, dos pactos entre elites estaduais. A política virou jogo de bastidor, voto de cabresto, alternância combinada. A República nasceu com discurso moderno, mas prática antiga. Mudou o nome do regime, mas manteve vícios estruturais. O povo, que em teoria seria o soberano, continuou espectador da própria história.
Terra sem dono
...
Em 1817, Pernambuco proclamou uma República antes da hora. Sonhou com liberdade, autonomia e participação popular quando o Brasil ainda era uma colônia obediente. Pagou caro por isso. Décadas depois, em 1889, a República finalmente foi proclamada oficialmente no país. Mas o que se instaurou ali não foi exatamente o sonho iluminista que inspirou os revolucionários pernambucanos. Foi uma troca de farda. Saiu a monarquia centralizada, entrou uma república dominada por oligarquias regionais.
Vícios estruturais
O Brasil republicano começou sob o comando dos chamados coronéis, dos acordos entre cafeicultores, dos pactos entre elites estaduais. A política virou jogo de bastidor, voto de cabresto, alternância combinada. A República nasceu com discurso moderno, mas prática antiga. Mudou o nome do regime, mas manteve vícios estruturais. O povo, que em teoria seria o soberano, continuou espectador da própria história.
Terra sem dono
De lá para cá, atravessamos golpes, ditaduras, redemocratizações, crises institucionais, escândalos cíclicos. A sensação recorrente é a de que o país nunca consolidou plenamente um projeto comum. Não é exatamente uma terra sem dono, mas muitas vezes parece uma terra disputada por donos demais. A República prometeu cidadania, mas entregou fragmentação. Prometeu igualdade política, mas conviveu com desigualdade estrutural persistente.
Aprendiz
Talvez a pergunta mais honesta não seja se a República deu certo ou errado. Talvez seja outra: em que momento ela deixou de ser projeto coletivo e virou sistema de autopreservação de grupos? A República não é um fracasso inevitável, mas também não é uma garantia automática de justiça. Ela depende de cultura política, instituições fortes e participação real. Pernambuco, em 1817, ousou imaginar uma República vibrante. O Brasil ainda está tentando aprender a praticá-la.
Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista

O assassinato de Bernardo Vieira de Melo, por Roberto Vieira
02/03/2026
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A masmorra de Bernardo Vieira de Melo na Prisão do Limoeiro é o símbolo da degradação humana. Situada no subsolo da antiga fortificação, a cela é um cubículo de pedras úmidas e irregulares, onde a luz do sol jamais penetra, restando apenas o "breu dos segredos".
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O teto baixo e as paredes exalam o mofo do Tejo, enquanto o chão de terra batida serve de leito ao velho guerreiro. O ar rarefeito, impregnado pelo cheiro de salitre e excrementos, num isolamento acústico silencia qualquer clamor por justiça. Ali, o herói de Olinda vive o tempo em sombras, acorrentado não apenas por ferros, mas pelo e...
Paço da Ribeira. 10 de janeiro de 1733. Dom João V recebe a notícia enquanto reza na Capela Real. Bernardo morreu finalmente. João agradece ao auxílio divino e se ergue para apreciar a beleza do Tejo. Portugal acaba de assassinar mais um herói brasileiro sob o silêncio da própria terra onde ele nasceu.
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Crime
Como escreveu Mário Melo, dizer que o grito de República ocorreu exatamente na segunda-feira 10 de novembro de 1710 é impossível. Mas ocorreu um dia antes ou depois. Bernardo e seus aliados pensaram numa República Veneziana em Pernambuco, curiosamente, com contornos do governo nos Países Baixos. Mas o grito teve um preço. Bernardo e seus aliados queriam romper os laços com Portugal. A derrota na Guerra dos Mascates foi sua sentença de morte.
"...por ser crime de tão pernicioso exemplo, que não basta o castigo do corpo, mas faz-se mister a extinção da memória da sua ousadia, para que nos domínios de Sua Majestade não se torne a ouvir palavra tão estranha como 'República'...".
Dom João V
O processo acusa Bernardo e seu filho de tentarem separar a Capitania de Pernambuco do domínio português para fundar uma "Nova Holanda" ou uma República independente. Isso justifica o tratamento de "criminosos de Estado", o que impede qualquer defesa local e exige o julgamento em Lisboa. O legado desse processo foi o uso do terror jurídico para desestimular futuros movimentos emancipatórios, tratando o sonho de liberdade como uma doença a ser extirpada pelo degredo e pela morte civil.
Morte
O terror absolutista de Dom João V não mata o inimigo de uma vez. A morte lenta nos calabouços do Estado é o método de escolha. Assassinar Bernardo Vieira de Melo custa dois anos de tortura numa cela de seis metros quadrados sem luz. Enquanto isso, Dom João V pilha as riquezas do Brasil, agora com o ouro das Minas Gerais.
Acidente
Historiadores pernambucanos como Mário Melo qualificaram a morte de Bernardo Vieira de Melo como ‘acidente’. Oliveira Lima preferiu mencionar apenas seu falecimento. André Vieira, filho de Bernardo, preso inicialmente no Limoeiro e depois em São Julião da Barra, também teria morrido de acidente pouco depois da morte do pai.
Quem lê os escritos fica impressionado com o sem número de acidentes que ocorriam nessas masmorras lusitanas. Ninguém aponta o nome do assassino: Dom João V. Provavelmente, no caso de Mário Melo, era difícil escrever sobre tortura ao mesmo tempo em que apoiava a ditadura de Agamenon Mgalhães e Getúlio Vargas.
Vingança
Dom João teve um reinado longo e muito rico. Carregou 500 quilos de ouro das Minas Gerais, teve amantes e lacaios em profusão. Certo dia, oito anos antes de morrer, Dom João reza na Capela Real quando perde a fala e parte dos movimentos do corpo. Nunca se recupera. Passa o restante do seu reinado numa masmorra de luxo, temendo ser envenenado ou sepultado em vida, como Bernardo. A prisão de Limoeiro continuou torturando até o final da ditadura salazarista. Vinte e dois anos após a morte de Bernardo Vieira de Melo, um tsunami atinge Lisboa e o Paço da Ribeira.
Tragédia
Até hoje não se sabe onde enterraram Bernardo Vieira de Melo. Seus restos mortais jamais puderam voltar para a sua amada Olinda. Nas escolas pernambucanas, o nome de Bernardo não é mencionado, estudado ou venerado. O fato de Pernambuco ter sonhado com a República oito décadas antes de Minas Gerais ou cento e oitenta anos antes dos militares em 1889 é deixado de lado.
Foliões
Milhões de foliões passam alegremente diante dos restos do Senado da antiga Olinda no carnaval. A parede remanescente do antigo Senado da Câmara de Olinda (também conhecida como Ruína do Senado) está localizada na Rua Bernardo Vieira de Melo, no bairro do Carmo, no Sítio Histórico de Olinda. Ela fica exatamente em frente ao Mercado da Ribeira. O local é um dos marcos históricos mais importantes da cidade, pois ali, no dia 10 de novembro de 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em favor da República no Brasil, durante a Guerra dos Mascates.
Roberto Vieira é médico e cronista

Simpósio internacional no Recife debaterá a avaliação dos profissionais da Saúde
02/03/2026
Local
O Simpósio Internacional de Avaliação na Formação das Profissões da Saúde (SIAPS) ocorrerá a partir das 8h30, no Centro de Eventos Recife, na Imbiribeira, e será realizado pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) em parceria com a Universidade Christus (Fortaleza).
Dialogar
O encontro, que chega à terceira edição, vai dialogar sobre os desafios contemporâneos da avaliação na formação dos futuros profissionais que atuarão no sistema de saúde. Também serão abordadas as melhores práticas educacionais.
Presenças confirmadas
Para tratar o assunto, estão confirmadas as presenças dos professores Juliana Sá (Universidade Aveiro – P...
A formação e a avaliação dos profissionais da saúde serão temas centrais de um encontro internacional, que vai reunir especialistas do país e de Portugal para debater a temática, amanhã, terça-feira (03/03), na capital pernambucana.
Local
O Simpósio Internacional de Avaliação na Formação das Profissões da Saúde (SIAPS) ocorrerá a partir das 8h30, no Centro de Eventos Recife, na Imbiribeira, e será realizado pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) em parceria com a Universidade Christus (Fortaleza).
Dialogar
O encontro, que chega à terceira edição, vai dialogar sobre os desafios contemporâneos da avaliação na formação dos futuros profissionais que atuarão no sistema de saúde. Também serão abordadas as melhores práticas educacionais.
Presenças confirmadas
Para tratar o assunto, estão confirmadas as presenças dos professores Juliana Sá (Universidade Aveiro – Portugal), Carlos Collares (Faculdade Pequeno Príncipe - Curitiba/ Universidade do Minho – Portugal), Gustavo Salata (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de Ribeirão Preto) e Álvaro Farias Pinheiro (UPE).
A programação
A programação contemplará temas centrais para a educação em saúde como: avaliação no paradigma das atividades profissionais confiáveis, neurociência e avaliação, avaliação programática, simulação, identidade profissional e inteligência artificial aplicada à avaliação.
Público-alvo
O simpósio é voltado a docentes, pesquisadores, profissionais e estudantes da área da saúde, bem como a gestores e profissionais do SUS envolvidos no planejamento, acompanhamento da formação e integração ensino–serviço. Também se destina a profissionais de áreas afins que desejem participar de um importante espaço de atualização e reflexão em educação em saúde.
Inscrição solidária
As inscrições podem ser realizadas no endereço fps.edu.br/siaps-2026 e os preços variam para estudantes, docentes e público externo. Todo o valor arrecadado com as inscrições será doado para a ONG Omô Nilê Ogunjá, localizada no Ibura, Recife. O coletivo tem como missão fomentar ações que valorizem a cultura afro-brasileira, promovendo políticas afirmativas e fortalecendo a identidade étnico-racial por meio da arte do afoxé no âmbito nacional e internacional.
O Poder
Veneziano discute ações para São Gonçalo e Perímetro Irrigado e recebe apoio para á reeleição
02/03/2026
Reunião
Em Sousa, Veneziano participou de reunião com os vereadores Assis, Daniel Pinto, Marcio das Bancas e Pipoca, e com o suplente Alan de Bastos, que reafirmaram apoio à sua reeleição para o Senado. Depois, ele esteve com o ex-prefeito João Estela e sua filha, a vereadora Johanna Estrela, que também confirmaram apoio à sua pré-candidatura à reeleição.
Visitou
Na companhia de André e Luiz Claudino, Veneziano também esteve no distrito de São Gonçalo, onde visitou comunidades de pescadores e...
O senador Venziano Vital do Rêgo (MDB-PB) passou no último final de semana pelo sertão do estado, onde manteve contatos políticos e participou de reuniões. Na oportunidade ele discutiu ações para São Gonçalo e Perímetro Irrigado e recebeu apoios para á reeleição. Veneziano estava acompanhado do ex-prefeito de Sousa e ex-deputado estadual André Gadelha; e do prefeito de São João do Rio do Peixe, Luiz Claudino.
Reunião
Em Sousa, Veneziano participou de reunião com os vereadores Assis, Daniel Pinto, Marcio das Bancas e Pipoca, e com o suplente Alan de Bastos, que reafirmaram apoio à sua reeleição para o Senado. Depois, ele esteve com o ex-prefeito João Estela e sua filha, a vereadora Johanna Estrela, que também confirmaram apoio à sua pré-candidatura à reeleição.

Visitou
Na companhia de André e Luiz Claudino, Veneziano também esteve no distrito de São Gonçalo, onde visitou comunidades de pescadores e agricultores que foram contempladas com maquinário agricultora, fruto de sua atuação parlamentar, em parceria com a Codevasf. Depois, participou de reunião com membros do Projeto de Irrigação das Várzeas de Sousa - PIVAS.

Guerra no Oriente Médio se espalha com ataques em vários países
02/03/2026
Ataques retaliatórios
Hoje, segunda-feira (02/03), ataques retaliatórios lançados pelo Irã destruíram qualquer sensação de segurança que seus vizinhos do Golfo tivessem, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo quatro militares americanos, em toda a região e em Israel.
Drones
O grupo político-militar Hezbollah, do Líbano, voltou a lançar ataques com mísseis e drones contra Israel, nesta segunda-feira. Em resposta, Israel lançou novos ataques em diversas partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute, a capital do país.
Primeiro ataque
Este foi o primeiro ataque do grupo xiita desde o cessar-fogo...
Dias após os EUA e Israel lançarem os primeiros ataques contra o Irã, na manhã de sábado (28/03), o conflito tem se intensificado a cada hora, envolvendo outros países da região, gerando temores para a economia global e deixando milhares de viajantes retidos.
Ataques retaliatórios
Hoje, segunda-feira (02/03), ataques retaliatórios lançados pelo Irã destruíram qualquer sensação de segurança que seus vizinhos do Golfo tivessem, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo quatro militares americanos, em toda a região e em Israel.
Drones
O grupo político-militar Hezbollah, do Líbano, voltou a lançar ataques com mísseis e drones contra Israel, nesta segunda-feira. Em resposta, Israel lançou novos ataques em diversas partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute, a capital do país.
Primeiro ataque
Este foi o primeiro ataque do grupo xiita desde o cessar-fogo costurado em novembro de 2024. Apesar do acordo, Israel tem feito ataques e incursões militares contra o território do Líbano. Tel Aviv alega atingir alvos do Hezbollah para evitar sua recuperação militar.
Aeronaves
Três aeronaves militares americanas caíram no Kuwait nesta segunda-feira, “devido a um aparente incidente de fogo amigo”, informou o Exército dos EUA, acrescentando que todos os seis tripulantes ejetaram e estão “em condição estável”.
A duração
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem, domingo (01/03) que seu conflito com o Irã poderia durar “cerca de quatro semanas”, oferecendo a indicação mais clara até o momento sobre quanto tempo o governo prevê que a campanha militar durará.
Lançou
Enquanto isso, Israel lançou uma onda de ataques contra o Líbano, em resposta a uma provocação do Hezbollah na madrugada desta segunda-feira. Os ataques mataram pelo menos 31 pessoas, disseram as autoridades libanesas, e abriram outra frente no conflito.
Mais ataques
Ataques conjuntos entre os EUA e Israel mataram pelo menos 555 pessoas no Irã, segundo o Crescente Vermelho Iraniano, incluindo pelo menos 165 pessoas em uma escola primária feminina, informou a mídia estatal do país.
Mataram
Esses ataques também mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, marcando um ponto de virada na história da nação e deixando os iranianos diante de uma mistura surreal de alívio, incredulidade e ansiedade.
O Poder
Campinense a um empate da final do Paraibano e de voltar ao cenário nacional
02/03/2026
Últimas três campanhas
As últimas três campanhas do Campinense no Campeonato Paraibano, o rubro-negro não conseguiu avançar para a semifinal da competição. Eliminado ainda na fase de grupos, a equipe não conseguiu agregar calendário nacional para as temporadas seguintes.
A busca pelo título
Este ano, a situação tem sido diferente, sob o co...
Uma campanha dentro do esperado pela torcida. E a primeira meta do planejamento traçado no começo do ano, está prestes a ser alcançada. A angústia do torcedor do Campinense em relação à ausência do time no cenário nacional, há três anos, está prestes de acabar. A vitória por 1 x 0 diante do Sousa no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paraibano, deixou o rubro-negro a um empate de garantir sua classificação para a final do Paraibano, bem como, a Série D do Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil,. A Raposa não disputa essas competições nacionais desde 2023.
Últimas três campanhas
As últimas três campanhas do Campinense no Campeonato Paraibano, o rubro-negro não conseguiu avançar para a semifinal da competição. Eliminado ainda na fase de grupos, a equipe não conseguiu agregar calendário nacional para as temporadas seguintes.
A busca pelo título
Este ano, a situação tem sido diferente, sob o comando de Evaristo Pizza. Vice-líder da primeira fase do Estadual com 15 pontos, Campinense, chegou a liderar a competição por algumas rodada. Agora está próximo de chegar a mais uma final e brigar pelo seu 23 título estadual. Com os resultados das primeiras duas partidas das semifinais, o rubro-negro assumiu o primeiro lugar na classificação geral, com 18 pontos.
Vantagem
Com a vitória no jogo de ida contra o Sousa, a Raposa conquistou a vantagem de empatar no jogo da volta para garantir sua vaga na final do Estadual e, por conseguinte, a classificação para a Série D e para a Copa do Brasil de 2027.
Outra possibilidade
A classificação para a final não é o único cenário que leva o Campinense ao cenário nacional. Mesmo que seja eliminado pelo Sousa, o Rubro-negro ainda chegará na Série D de 2027, caso o Botafogo-PB elimine o Serra Branca. Isso deixaria o Clube Cartola na 3ª colocação geral do estadual e, como o Belo já tem calendário nacional garantido, a equipe de Campina Grande herdaria a vaga na 4ª divisão nacional.
O próximo jogo
Campinense e Sousa se enfrentam novamente no próximo domingo (8), no Estádio Amigão, em Campina Grande. A Raposa só será eliminada no tempo normal se perder por dois gols de diferença. Caso perca por um gol, o Rubro-negro decidirá a vaga na final nos pênaltis.
O técnico Evaristo Pizza tratou de conter a euforia dos jogadores, e pediu respeito ao Sousa.
O adversário
Quem avançar para a grande final, enfrenta o vencedor do confronto entre Botafogo (PB), e Serra Branca. No primeiro duelo das semifinais, disputado neste domingo no estádio O Amigão, o Serra levou a melhor e venceu por 1 x 0. Agora o Carcará está a um empate para chegar a sua primeira final do Paraibano, o que seria um feito inédito.
Severino Lopes
O Poder

AGRESTE TEX projeta 2026 após movimentar R$ 300 milhões na última edição
02/03/2026
O desempenho robusto reflete na próxima edição, agendada para o período de 14 a 17 de abril de 2026. O otimismo do mercado é evidenciado pelo índice de retenção: 90% dos expositores de 2024 já garantiram seus espaços para este ano, sinalizando a confiança na retomada de investimentos e na modernização do parque fabril regional. A expectativa é que mais de 300 marcas participem da feira.
A sétima edição da Agreste Tex encerrou seu ciclo em 2024 reafirmando sua posição como a principal vitrine tecnológica do setor para as regiões Norte e Nordeste. Durante os quatro dias de evento, a feira, focada em máquinas, serviços e inovação para a indústria de confecção, atraiu um público de 12.200 visitantes e gerou um volume expressivo de negócios, ultrapassando a marca de R$ 300 milhões em vendas.
O desempenho robusto reflete na próxima edição, agendada para o período de 14 a 17 de abril de 2026. O otimismo do mercado é evidenciado pelo índice de retenção: 90% dos expositores de 2024 já garantiram seus espaços para este ano, sinalizando a confiança na retomada de investimentos e na modernização do parque fabril regional. A expectativa é que mais de 300 marcas participem da feira.
Remador cai de caiaque e desaparece em rio no Recife
02/03/2026
Buscas
As buscas contam com um helicóptero da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) e equipes do Corpo de Bombeiros em botes e caiaques, além de barcos de pescadores da região. O homem desaparecido, que não teve o nome e a idade divulgados.
Acompanhado
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele estava acompanhado de amigos, que viram quando o acidente aconteceu, entre 5h40 e 6h. Segundo testemunhas que passavam pelo local, um amigo do desaparecido, que estava em outro caiaque, tentou resgatar o colega antes mesmo da chegada dos bombeiros, mas não conseguiu. <...
Perigo e desaparecimento na água. Um homem desapareceu no Rio Capibaribe, no Recife, na manhã de hoje, segunda-feira (02/03). Ele caiu na água após o caiaque em que remava virar. O acidente aconteceu perto do Parque das Graças, entre as pontes da Torre, na Rua Amélia, e da Capunga, na Rua Joaquim Nabuco, na Zona Norte da cidade.
Buscas
As buscas contam com um helicóptero da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) e equipes do Corpo de Bombeiros em botes e caiaques, além de barcos de pescadores da região. O homem desaparecido, que não teve o nome e a idade divulgados.
Acompanhado
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ele estava acompanhado de amigos, que viram quando o acidente aconteceu, entre 5h40 e 6h. Segundo testemunhas que passavam pelo local, um amigo do desaparecido, que estava em outro caiaque, tentou resgatar o colega antes mesmo da chegada dos bombeiros, mas não conseguiu.
O Poder
Concursos em Pernambuco oferecem mais de 750 vagas com salários de até R$ 12,3 mil
02/03/2026
Vagas
Há vagas disponíveis para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 12,3 mil.
Prefeitura de Terezinha
Inscrições até segunda-feira (2);
49 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salários de até R$ 3,7 mil;
Prefeitura de Joaquim Nabuco
Inscrições até sábado (7);
210 vagas de níveis fundamental, médio e superior;
Salários de até R$ 5 mil;
Confira o edital.
Secretaria de Educação de Pernambuco
Inscrições até dia 12 de março;
113 vagas para monitor de transporte escolar;
Salário de R$ 2 mil;
...
A semana começando com oportunidades de emprego e com bons salários. Pernambuco reúne, ao menos, 759 vagas de emprego em seleções simplificadas e concursos públicos. Os processos seletivos com inscrições abertas estão sendo realizados em diversas cidades do estado.
Vagas
Há vagas disponíveis para cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 12,3 mil.
Prefeitura de Terezinha
Inscrições até segunda-feira (2);
49 vagas de níveis médio, técnico e superior;
Salários de até R$ 3,7 mil;
Prefeitura de Joaquim Nabuco
Inscrições até sábado (7);
210 vagas de níveis fundamental, médio e superior;
Salários de até R$ 5 mil;
Confira o edital.
Secretaria de Educação de Pernambuco
Inscrições até dia 12 de março;
113 vagas para monitor de transporte escolar;
Salário de R$ 2 mil;
Universidade de Pernambuco
Inscrições até 22 de março;
387 vagas de níveis médio e superior;
Salários de até R$ 12,3 mil;
Guarda Municipal de Limoeiro
Inscrições até 29 de março;
20 vagas de nível médio;
Salário de R$ 1,8 mil;
O Poder
Defesa de Hytalo e Israel garante TJPB contrariou decisões do STJ, STF e da justiça da PB ao negar habeas corpus
02/03/2026
Lembram
Os advogados lembram que, quando o julgamento foi interrompido pelo pedido de vista do Desembargador Ricardo Vital, havia o voto favorável do relator, Desembargador João Benedito, pela concessão do HC.
Condenados
Segundo a defesa, três dias antes da retomada do julgamento, os réus foram condenados pelo juízo criminal da Comarca de Bayeux, “sem, contudo, que houvesse a indicação de qualquer fato novo que j...
A defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente afirma que há contrariedade na decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba – TJPB ao negar habeas corpus aos dois, considerando a jurisprudência de casos semelhantes no Superior Tribunal de Justiça – STJ, no Supremo Tribunal Federal – STF e na própria Justiça da Paraíba. Segundo Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, Fabian Calderaro de Jesus Franco e Victor Hugo Mosquera, que compõem a defesa de Hytalo e Israel, a contrariedade na decisão é visível.
Lembram
Os advogados lembram que, quando o julgamento foi interrompido pelo pedido de vista do Desembargador Ricardo Vital, havia o voto favorável do relator, Desembargador João Benedito, pela concessão do HC.
Condenados
Segundo a defesa, três dias antes da retomada do julgamento, os réus foram condenados pelo juízo criminal da Comarca de Bayeux, “sem, contudo, que houvesse a indicação de qualquer fato novo que justificasse a manutenção da prisão preventiva dos acusados, considerando que a prisão, nesse momento processual, somente é possível em situações bem específicas e que inexistem no presente caso”.
Mudança de Posicionamento sem argumentos plausíveis
Sobre o julgamento do HC, os advogados lembram que o entendimento inicial do Desembargador João Benedito, relator do caso, que seria acompanhado pelo Desembargador Carlos Beltrão, conforme expressamente dito durante a sessão de retomada do julgamento, seria pela liberdade dos acusados, tendo em vista que os motivos da prisão preventiva já não estariam mais presentes e que a liberdade poderia ser concedida com a imposição de medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, proibição de se ausentar do local em que moram, recolhimento do passaporte, dentre outras.
Inaugurou
Após o voto que inaugurou a divergência, do Desembargador Ricardo Vital, os demais Desembargadores mudaram o entendimento inicial e acompanharam a divergência para manter a prisão preventiva. “Contudo, a argumentação adotada pelos julgadores, de maneira infeliz, se sustenta em meras suposições de que as medidas cautelares seriam descumpridas pelos acusados sem qualquer comprovação objetiva acerca disso”.
Fundamentou-se
Igualmente, prosseguem os advogados, o voto de Ricardo Vital fundamentou-se em elementos que constam de outro processo, que sequer foram submetidos a contraditório pela Defesa até o momento, bem como o fato de que a prisão serviria para resguardar a ordem econômica, mesmo com os acusados possuindo restrição sobre seus bens e valores e estando impossibilitados de monetizar qualquer conteúdo em razão da suspensão de suas redes sociais.
Opinião Pública
A defesa diz que o caso é prejudicado, também, pela repercussão na opinião pública, mas que esse fator não deveria contaminar decisões que, na visão dos advogados, deveriam ser tomadas analisando os fatos, considerando as jurisprudências e afastando ilações. “A justiça não pode submeter suas decisões ao crivo da opinião pública, mas sim da legislação de regência e da jurisprudência.
Opinião pública
Logo, permitir que a opinião pública defina a necessidade de uma prisão cautelar contra o cidadão subverte a lógica processual e viola os direitos constitucionalmente assegurados a Hytalo e Israel, em especial diante da necessidade de preservação da presunção de inocência assegurada a ambos”.
Afirma
A defesa finaliza afirmando que, “em respeito à legislação e à presunção de inocência, é necessário aguardar o término de toda a ação penal antes de manter qualquer acusado preso, sob risco de a prisão preventiva se revelar mera antecipação de uma pena que sequer sabemos se persistirá ao final do processo” e que levará a questão ao STJ para que a prisão preventiva seja novamente reavaliada após os fatos novos decorrentes da sentença prolatada e do julgamento finalizado pelo TJPB.