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Nietzsche não é capanga de tribunal: por que a filosofia não aceita intimidação, por Jorge Freitas Pinho*

02/12/2025

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“Quando a mídia cita filosofia para intimidar, não revela cultura: revela medo. A palavra elevada nunca protege quem a usa, apenas desmascara a pobreza moral que tenta esconder.”


I. Preâmbulo — A necessidade de defender a filosofia dos seus falsos sacerdotes

Há momentos em que a filosofia precisa ser defendida não dos ignorantes, mas daqueles que a invocam para intimidar. O gesto é sempre o mesmo: uma frase arrancada do contexto, uma citação tornada sentença, uma autoridade intelectual convocada para legitimar um poder que teme ser questionado.

Foi exatamente o que ocorreu quando Reinaldo Azevedo citou Nietzsche para advertir críticos do STF. A frase “Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você” foi mobilizada como se o tribunal fosse a entidade que vigia quem ousa criticá-lo.


A frase

A frase é bela, mas o uso é grotesco. A filosofia, quando instrumentalizada dessa forma, não ilumina...

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“Quando a mídia cita filosofia para intimidar, não revela cultura: revela medo. A palavra elevada nunca protege quem a usa, apenas desmascara a pobreza moral que tenta esconder.”


I. Preâmbulo — A necessidade de defender a filosofia dos seus falsos sacerdotes

Há momentos em que a filosofia precisa ser defendida não dos ignorantes, mas daqueles que a invocam para intimidar. O gesto é sempre o mesmo: uma frase arrancada do contexto, uma citação tornada sentença, uma autoridade intelectual convocada para legitimar um poder que teme ser questionado.

Foi exatamente o que ocorreu quando Reinaldo Azevedo citou Nietzsche para advertir críticos do STF. A frase “Quando você olha para o abismo, o abismo olha para você” foi mobilizada como se o tribunal fosse a entidade que vigia quem ousa criticá-lo.


A frase

A frase é bela, mas o uso é grotesco. A filosofia, quando instrumentalizada dessa forma, não ilumina; apenas sombreia. Ela perde sua função de provocar consciência e passa a funcionar como uma muralha simbólica criada para silenciar. Esse tipo de citação não busca a verdade, busca um efeito psicológico. Substitui hermenêutica por intimidação.

Por isso é necessário restituir a frase ao seu campo de sentido. Antes que o aforismo seja convertido em ameaça, é preciso lembrar que Nietzsche falava de almas e não de instituições, de riscos existenciais e não de poderes constituídos. Defender a filosofia é impedir que ela se torne serva de qualquer aparato que deseja blindar-se do olhar público.

II. O abismo segundo Nietzsche e o abismo inventado pelos intérpretes apressados

Em “Além do Bem e do Mal”, o abismo não é entidade externa. É interioridade, profundidade, região onde a alma confronta a própria sombra.

O aforismo funciona como extensão lógica da advertência mais famosa: quem combate monstros deve cuidar para que não se torne um.

Nietzsche alerta para o risco de o combatente internalizar o monstro que enfrenta. O perigo nunca vem de fora, mas do fato de que a luta prolongada contra o mal pode deformar o caráter.

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Teoria institucional

Não existe ali qualquer teoria institucional. O Estado não aparece nem como metáfora. Não há tribunal, juiz, autoridade ou poder externo olhando para o indivíduo.

Há apenas o indivíduo olhando para dentro de si e percebendo que o abismo reage ao olhar porque o olhar transforma aquele que olha. O abismo olha de volta porque a alma se reflete nele e reconhece seus próprios limites.

Quando se interpreta o aforismo como uma advertência de vigilância institucional, comete-se erro de categoria. Troca-se psicologia por política, ética por poder, introspecção por intimidação.

O resultado é uma mutilação semântica que fere o núcleo do pensamento nietzschiano. O abismo passa a ser projetado para fora quando Nietzsche insistia justamente no movimento inverso.

III. Ética versus autoridade e o equívoco semântico que distorce o aforismo

Nietzsche não fala do poder do monstro, mas do caráter do combatente. Não fala da força de instituições, fala da fragilidade humana. Seu pensamento não atribui ao monstro um olhar superior e vigilante.

A ideia de que o abismo observa o indivíduo não implica ameaça, mas espelhamento interior. O abismo olha porque a consciência desperta diante de seus próprios riscos.

Transformar isso em advertência sobre instituições é inverter completamente a lógica do aforismo. É elevar o tribunal à posição de entidade metafísica. É atribuir ao poder humano o papel que Nietzsche atribui apenas à alma e à sua relação com o mal.

Blindar o poder

Entretanto, essa não é uma inversão inocente. Ela serve ao objetivo de blindar o poder através da imputação do medo, sob o pretexto de profundidade filosófica.

O equívoco, portanto, não é apenas intelectual. É ético. A filosofia, quando usada para intimidar, perde sua vocação libertadora.

A advertência nietzschiana sobre monstros se aplica ao próprio gesto de Azevedo que tenta usar a filosofia para silenciar.

Quem recorre à ameaça simbólica caminha perigosamente para aquilo que finge combater, porque a alma do sofista sempre acaba onde começam as sombras do poder que a seduz. A retórica deixa de ser busca de verdade e passa a ser moeda de troca.

E quando a palavra se vende ao poder de plantão, não resta filosofia, apenas o eco do medo instrumentalizado para defender aquilo que já não se sustenta pela razão.

IV. A retórica do medo e a instrumentalização da filosofia como vigilância simbólica

Quando alguém convoca Nietzsche para sugerir que o poder observa seus críticos, cria um mecanismo psicológico de intimidação.

A frase deixa de ser reflexão e passa a ser aviso. A citação é convertida em autoridade moral que legitima a vigilância. O gesto é sofisticado, mas o propósito é simples: fazer com que o indivíduo hesite antes de criticar.

Retórica do medo

A retórica do medo não atua na superfície, mas na antecipação. O crítico, ouvindo que o abismo olha de volta, é levado a acreditar que existe um olhar institucional sobre ele.

É o tipo de manipulação simbólica que funciona melhor quando se mascara de filosofia. Por isso é tão perigosa. Ela veste o medo com o manto da profundidade.

Nietzsche jamais poderia compactuar com esse uso. Sua filosofia combate qualquer tentativa de controle moral disfarçado de alta cultura.

A frase utilizada como ameaça viola a liberdade interior que Nietzsche considerava essencial para o crescimento humano. O gesto revela que o medo está mais presente em quem cita do que em quem é citado.

V. O verdadeiro abismo: o poder que vigia quem o questiona

Se existe algo que incorpora o abismo nietzschiano, não é o crítico que fala. É o poder que vigia. O abismo é a vigilância do poder sobre o indivíduo, não porque Nietzsche o tenha dito, mas porque a vigilância desumaniza.

O olhar de controle é sempre o olhar que perdeu sua própria medida. Onde há medo da crítica, há degeneração da autoridade.

O poder que se pretende infalível já se afastou da verdade. A autoridade que teme ser questionada já perdeu a serenidade. O tribunal que precisa de filósofos mortos para justificar sua intocabilidade já deixou de confiar em si. O abismo, nesse caso, não é advertência para o crítico. É revelação para o poder.

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O abismo

O verdadeiro sentido nietzschiano emerge quando se percebe que o abismo não olha como vigilância, mas como espelho. O poder que se vê no espelho percebe que sua fragilidade moral o conduz ao território onde o abismo começa a cobrar o preço de sua própria arrogância.

E é nesse ponto que se torna evidente o que Reinaldo Azevedo não percebeu: ao citar Nietzsche para intimidar críticos, ele próprio encarna o abismo que tentou convocar.

O gesto não desvela o perigo para quem questiona, mas expõe o perigo para quem tenta silenciar. O abismo não foi criado pelo crítico; foi exposto pela retórica que se vende ao poder de plantão.

VI. Hegel, Aristóteles e Buber como lentes para iluminar o erro

Hegel diria que o poder que não suporta ser negado ainda não chegou à fase madura do Espírito. A crítica não destrói; depura. Quem teme a crítica demonstra imaturidade dialética.

A autoridade que persegue quem a confronta revela que não tem confiança na própria legitimidade. A frase mal usada por Reinaldo apenas expõe essa fragilidade espiritual.

Falta prudência

Aristóteles lembraria que onde falta prudência aparece a desmedida. O excesso é sempre sinal de desequilíbrio interior.

A hybris (a arrogância desmedida que nasce quando alguém se julga acima da medida humana) surge quando a pessoa acredita que sua posição dispensa o exercício da virtude.

O medo da crítica demonstra que a sophrosyne (a temperança que mantém a alma em equilíbrio) foi perdida, e com ela a serenidade que deveria acompanhar todo exercício de autoridade.

Buber ensinaria que quando o poder transforma o crítico em objeto, rompe-se a relação Eu-Tu. Surge o mundo do Eu-Isso, onde o outro não é pessoa, mas obstáculo.

A citação de Nietzsche usada como ameaça revela a transição de uma relação dialogal para uma relação instrumental. Aquele que abandona o diálogo já começou a abdicar da própria dignidade.

VII. O impulso de calar e a perda da altitude moral

A fala de Reinaldo Azevedo revela mais sobre a alma de quem cita do que sobre o filósofo citado. A vontade de calar é sempre síntoma de perda de altitude moral. A alma que já não deseja claridade recorre a sombras.

O uso do aforismo de Nietzsche como instrumento de intimidação mostra que o gesto não é filosófico, mas psicológico. Não é busca de verdade, mas defesa de posição.

Arrogância moral

A arrogância moral costuma surgir quando o poder, e aqueles que o apoiam, sentem-se ameaçados pela crítica.

E a tentativa de revestir essa arrogância com filosofia não resolve a fragilidade que tenta esconder. Nietzsche, que detestava a mentira nobre, teria percebido imediatamente a manipulação. Pois o gesto revela mais ressentimento do que profundidade.

A alma, quando desce aos lugares onde o abismo olha, não o faz por grandeza, mas por necessidade de sustentar a própria importância. A retórica se torna máscara. E a máscara costuma cair diante da luz da filosofia.

VIII. Conclusão — Nietzsche ao lado da verdade, não da intimidação

Nietzsche não serve ao poder. Serve à coragem de olhar a verdade. Quem tenta usá-lo como instrumento de vigilância comete a maior traição possível ao seu pensamento.

A filosofia não nasceu para blindar instituições, mas para permitir que todas sejam vistas com clareza. O aforismo sobre o abismo não protege o tribunal. Protege o indivíduo contra a perda de si.

Por isso é necessário desmascarar usos indevidos da filosofia. Ela não pode ser convertida em escudo moral de quem deseja intimidar.

Nietzsche não ameaça críticos. Nietzsche ameaça apenas os que usam a retórica para evitar a crítica. O abismo não é o olhar sobre o crítico, mas o lugar
onde o poder se vê e percebe que já perdeu sua medida.

Todo o resto é retórica de província, cafona, inflada de importância e travestida de profundidade. A filosofia permanece acima disso.

E Nietzsche, nesse sentido, mais ainda.

VIII. Pós-escrito — O sofista que veste Nietzsche

Há um traço recorrente no gesto de Reinaldo Azevedo que merece ser nomeado com precisão filosófica. Ele age como os antigos sofistas que Platão denunciava por transformar a palavra em arma de prestígio, não em instrumento de verdade.

O sofista não busca a realidade, busca o efeito. Não quer clareza, quer adesão. Não deseja iluminar, deseja vencer o adversário. É exatamente isso que ocorre quando alguém manipula um aforismo de Nietzsche para intimidar críticos do poder.


Sofista

O sofista se caracteriza pelo uso ornamental da filosofia. Ele cita autores que não compreende, mas que lhe conferem uma aura de profundidade. É por isso que seus argumentos costumam soar densos e, ao mesmo tempo, vazios.

A aparência substitui a substância. O gesto retórico vale mais que a responsabilidade intelectual. O sofista não pergunta o que o texto significa, pergunta apenas como o texto pode servir ao seu propósito naquele instante.

Quando Reinaldo Azevedo convoca Nietzsche para sugerir que o STF observa quem o critica, ele repete o velho expediente sofístico de revestir o medo de elegância retórica.

A frase funciona como adereço de autoridade. O público, impressionado pela citação, é levado a acreditar que ali há profundidade filosófica, quando há apenas oportunismo semântico.

Honestidade

A filosofia exige honestidade diante da palavra. O sofista exige apenas aplauso. O contraste é evidente.

E é exatamente por isso que a crítica a esse tipo de manipulação não é pessoal, é civilizacional. A democracia precisa de debate, não de adereços intelectuais usados para vigiar consciências.

Nietzsche nunca serviu aos sofistas. E não começará agora.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o livre confronto de ideias e acolhe o contraditório. Todas as pessoas e instituições citadas têm assegurado espaço para suas manifestações.

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Raquel faz contrato de R$ 31 milhões sem licitação. Waldemar Borges cobra justificativa

09/12/2025

O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) voltou a cobrar respostas claras do Governo de Pernambuco sobre o contrato de R$ 31 milhões firmado sem licitação para a implantação de um sistema de computação no Estado. Em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (09), o parlamentar afirmou que o Executivo enviou uma resposta de mais de 130 páginas ao seu pedido de informações, mas sem esclarecer pontos centrais do questionamento.

Borges

Explicou que, semanas atrás, solicitou oficialmente esclarecimentos após reportagens da imprensa local apontarem que a secretária de Administração teria viajado à Estônia e Finlândia para conhecer o sistema oferecido por uma empresa privada — justamente a mesma empresay que, posteriormente, recebeu o contrato milionário por inexigibilidade de licitação.

Enrolação do governo

“Pedimos informações muito simples”, afirmou o deputado. “Queríamos saber por que essa empresa...

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O deputado estadual Waldemar Borges (PSB) voltou a cobrar respostas claras do Governo de Pernambuco sobre o contrato de R$ 31 milhões firmado sem licitação para a implantação de um sistema de computação no Estado. Em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (09), o parlamentar afirmou que o Executivo enviou uma resposta de mais de 130 páginas ao seu pedido de informações, mas sem esclarecer pontos centrais do questionamento.

Borges

Explicou que, semanas atrás, solicitou oficialmente esclarecimentos após reportagens da imprensa local apontarem que a secretária de Administração teria viajado à Estônia e Finlândia para conhecer o sistema oferecido por uma empresa privada — justamente a mesma empresay que, posteriormente, recebeu o contrato milionário por inexigibilidade de licitação.

Enrolação do governo

“Pedimos informações muito simples”, afirmou o deputado. “Queríamos saber por que essa empresa foi contratada sem licitação, qual a justificativa robusta para esse procedimento e se a secretária de fato viajou e quem pagou por essa viagem. São duas perguntas básicas.” Segundo o parlamentar, a resposta enviada pelo Executivo não trouxe objetivamente nenhum dos esclarecimentos solicitados.

Encher linguiça

“Recebemos um calhamaço de 130 páginas, mas nenhuma resposta clara. Não mostram a exclusividade do sistema, não comprovam a necessidade de inexigibilidade e não dizem, concretamente, se a secretária viajou e à custa de quem”, criticou.

Superfaturamento?

Borges afirmou ainda que sua equipe já constatou que o sistema contratado não é exclusivo e que outros estados utilizam soluções semelhantes, pagas pelo poder público, e por valores menores do que os praticados em Pernambuco. “Isso reforça ainda mais a necessidade de explicações. Não é a única empresa capaz de fornecer esse tipo de sistema, e há estados que pagam menos por serviços semelhantes”, destacou.

Documentação irregular?

Outro ponto levantado pelo deputado foi a ausência de documentos essenciais solicitados, como o parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que deveria fundamentar a decisão pela inexigibilidade. “Esse parecer simplesmente não foi apresentado”, disse. Ele ironizou a falta de clareza das respostas: “Dizem que uma empresa pagou, mas não dizem a quem, nem apresentam os documentos que pedimos”, critica.

TCE convocado

O parlamentar informou que protocolou um requerimento ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que seja instaurado um procedimento de fiscalização sobre o caso. O objetivo é aprofundar as investigações e obter oficialmente as informações que o Legislativo não recebeu do Executivo. “Não estamos querendo nada complexo. Só queremos saber por que houve inexigibilidade, quais critérios foram cumpridos para justificá-la, e quem pagou pelas viagens — especialmente a que ocorreu em maio, antes da assinatura do contrato”, afirmou.

Viagens suspeitas?

Segundo Borges, uma segunda viagem ocorreu posteriormente, já dentro do escopo contratual, mas a primeira é a que levanta maior preocupação. O deputado concluiu dizendo que a falta de respostas claras demonstra resistência do governo em esclarecer fatos simples. “Isso poderia ser respondido em três ou quatro linhas. Mas parece haver certa dificuldade cognitiva de quem lê as nossas perguntas”, provocou.

A expectativa

Como Raquel, como de costume, não esclarece as coisas, o que se espera agora é que o TCE analise o pedido e determine as próximas etapas de fiscalização, diz Waldemar Borges.




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Vez da esquerda ocupar ilegalmente a mesa da Câmara. O pau quebrou feio

09/12/2025

O processo de cessação do deputado Glauber Rocha (PSOL/RJ), pautado para amanhã quarta-feira/12, provocou uma confusão inédita na Câmara dos Deputados. O parlamentar foi acusado pelo partido Novo de ter faltado ao decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro.
A cassação foi aprovada por ampla maioria.

Feio

Glau era, co. Apoio dos parlamentares de esquerda, sentou na cadeira do presidente Hugo Motta e disse " daqui não saio, daqui ninguém me tira". Hugo Motta desvendou o seu lado arbitrário e atrabiliário, próprio dos sertões nordestinos no começo do século passado. O presidente fugiu e determinou alguns atos nem vistos na ditadura. Cortou o sinal da TV, expulsou os jornalistas do recinto e mandou retirar Glauber na marra. E assim foi.

Todos errados

Glauber Braga, que espancou pessoas meses atrás...

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O processo de cessação do deputado Glauber Rocha (PSOL/RJ), pautado para amanhã quarta-feira/12, provocou uma confusão inédita na Câmara dos Deputados. O parlamentar foi acusado pelo partido Novo de ter faltado ao decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro.
A cassação foi aprovada por ampla maioria.

Feio

Glau era, co. Apoio dos parlamentares de esquerda, sentou na cadeira do presidente Hugo Motta e disse " daqui não saio, daqui ninguém me tira". Hugo Motta desvendou o seu lado arbitrário e atrabiliário, próprio dos sertões nordestinos no começo do século passado. O presidente fugiu e determinou alguns atos nem vistos na ditadura. Cortou o sinal da TV, expulsou os jornalistas do recinto e mandou retirar Glauber na marra. E assim foi.

Todos errados

Glauber Braga, que espancou pessoas meses atrás, no próprio recinto da Casa, argumenta que a pena é desproporcional e que o processo é uma perseguição política. O deputado sustenta que está sendo cassado devido a uma articulação do ex-presidente da Câmara deputado Arthur Lira (PP-AL), devido às denúncias que faz do chamado orçamento secreto. Lira nega as acusações.

Motta

Comandou uma arbitrariedade inédita. Promoveu o mais triste espetáculo em mais de 200 anos do Legislativo.
Glauber errou feio. A esquerda acompanhou, perdendo a moral para criticar a direita, que já fez até pior. Ruim para tido mundo.

Conversas fiadas

Vêm de todos os lados. Todos os lados tentando justificar o injustificável. Difícil saber quem errou mais. Dois lados de uma bagaceira só



Na avaliação do parlamentar, a pena que poderia ser aplicada era a de censura verbal ou escrita para atos que infringissem as regras de boa conduta, para ofensas físicas ou morais e desacato nas dependências da Câmara dos Deputados, conforme prevê o regimento.

“É também um processo que já deveria ter sido levado ao plenário desde o dia 22 de abril deste ano. Todos sabem que esse processo foi concluído lá no Conselho de Ética e que o Plenário precisa dar o seu veredito final. Vamos enfrentar esse caso do deputado Glauber nesta semana, para que o Plenário possa dar a sua posição”, anunciou Motta.




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Quebrou o pau na Câmara. Saiba as principais notícias da noite

09/12/2025

- Última: Deputado Glauber Braga ocupa mesa da Câmara. Seguranças esvaziam plenário e TV Câmara desliga sinal. Braga é retirado à força.

- Ministros do TSE descartam Bolsonaro elegível em 2026

Ministros do TSE descartam a possibilidade de Jair Bolsonaro se tornar elegível para disputar as eleições presidenciais de 2026. A informação foi revelada pela CNN Brasil, após conversar com integrantes da corte eleitoral. A declaração surge quando, Flávio condicionou sua desistência da pré-candidatura à presidência, à reabilitação política de Bolsonaro.

- Motta: os deputados vão analisar as cassações de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, amanhã

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- PL da Dosimetria: Gleisi classifica dosimetria como "retrocesso" e diz que projeto contraria decisão do STF



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- Última: Deputado Glauber Braga ocupa mesa da Câmara. Seguranças esvaziam plenário e TV Câmara desliga sinal. Braga é retirado à força.

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Ministros do TSE descartam a possibilidade de Jair Bolsonaro se tornar elegível para disputar as eleições presidenciais de 2026. A informação foi revelada pela CNN Brasil, após conversar com integrantes da corte eleitoral. A declaração surge quando, Flávio condicionou sua desistência da pré-candidatura à presidência, à reabilitação política de Bolsonaro.

- Motta: os deputados vão analisar as cassações de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, amanhã

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- PL da Dosimetria: Gleisi classifica dosimetria como "retrocesso" e diz que projeto contraria decisão do STF



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- "Agora é só eleição, Natal já foi esquecido", diz Lula

O presidente Lula afirmou, hoje, que o Natal "já foi esquecido e agora é só eleição". Segundo o chefe do Executivo, o ano de 2026 "vai ser o ano da verdade". Declarou que todos já estão em "clima de eleição" e que, no início do próximo ano, vai prestar contas à sociedade "sobre o que aconteceu neste país". "Temos que aproveitar esse momento para conversar, ... Eu não acho que agora tá polarizada, polarizada sempre foi".

- Polarização: "Você pode polarizar. Eu posso ser adversário do Sidônio, mas eu posso continuar sendo amigo do Sidônio e respeitar ele", falou o presidente

- Equipe de Beyoncé diz que vai acionar a Justiça contra filme de Bolsonaro. Produção utilizou música da cantora

- Saúde: Pernambucana é eleita presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia. Dra. Leila Maria Moreira Beltrão Pereira

- Réveillon: Governo do Estado leva festival Pernambuco Meu País para o Réveillon de Jaboatão. De 29 a 31/12

- Prefeitura do Recife: INW, Instituto Nelson Wilians, promove Mutirão Jurídico gratuito no Compaz Leda Alves, amanhã, 10/12

- Honraria: Câmara do Recife aprova Título de Cidadão Recifense para o senador Humberto Costa

- Polícia Federal de Pernambuco assina contrato para construção de nova sede. Obras têm prazo previsto de 38 meses



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- Dia D de Mobilização: Prefeitura do Recife realiza Mobilização contra Arboviroses amanhã

A Prefeitura do Recife realiza, amanhã, quarta-feira, 10/12, o Dia D de Mobilização contra Arboviroses, com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção e controle da dengue, zika e chikungunya na cidade. O mutirão de inspeções domiciliares acontecerão simultaneamente, das 8h às 13h, com com a presença de duplas volantes para atividades educativas e de mobilização comunitária, além da atuação conjunta com as equipes das USFs.

- Dólar hoje sobe para R$ 5,435 ainda com Flávio Bolsonaro no radar

- Cooperação: Lula diz que falou a Trump sobre "maior devedor" do país, que mora em Miami. Sem citar nomes ou entrar em detalhes, alertou: "prender esse aí"



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- EUA elaboram planos sobre “próximos passos” caso Nicolás Maduro seja deposto

O governo de Donald Trump está elaborando planos para o caso de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, ser deposto, segundo dois altos funcionários da administração federal dos EUA e outra fonte familiarizada com as discussões. Os planos estão sendo redigidos discretamente e mantidos em sigilo.

- Nobel da Paz: líderes latino-americanos prestigiarão prêmio de María Corina Machado. Evento acontece amanhã, 10/12, em Oslo

- Trump x Imprensa: presidente dos EUA chama repórter de "desagradável" durante coletiva de imprensa

- Missão Espacial: Astronautas dos EUA e da Rússia retornam à Terra hoje. Missão conjunta demonstra que cooperação entre russos e americanos no espaço continua imune às tensões geopolíticas

- Temperatura no Mundo: 2025 será 2o ou 3o ano mais quente já registrado, afirmam cientistas da UE



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Este ano deverá ser o segundo ou terceiro mais quente já registrado no mundo, potencialmente superado apenas pelo calor recorde de 2024, informou o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia hoje, 09/12. Os dados são os mais recentes do C3S após a COP30, em que os governos não conseguiram chegar a um acordo sobre novas medidas substanciais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, refletindo a geopolítica tensa.




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No momento, Flávio reconhece não haver chance de anistia a Bolsonaro

09/12/2025

O senador Flávio Bolsonaro reconheceu hoje não haver chance, pelo menos nesse momento, de aprovação de um projeto de anistia ao pai. O projeto de perdão ao ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão, não encontra respaldo no Congresso, mas segue como bandeira pública do ‘bolsonarismo’, inclusive do próprio Flávio. Porém, ele mesmo se contradisse sobre o tema, 4 dias depois de anunciar ter sido escolhido pelo pai para disputar a Presidência da República em 2026.

Após visita a Jair Bolsonaro na PF

Após visitar Jair Bolsonaro na Superintendência da PF, o senador tentou se explicar sobre as declarações que havia dado no domingo no sentido de que a sua desistência tinha um preço, que era Bolsonaro anistiado e disputando com Lula a Presidência da República. "Não foi um ato isolado aquilo que eu falei. Foi um ato que começou no final da manhã e foi até a noite. Eu falei qual era o meu preço: o meu preço era o Bolsonaro livre e nas urnas. Ou seja, não tem...

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O senador Flávio Bolsonaro reconheceu hoje não haver chance, pelo menos nesse momento, de aprovação de um projeto de anistia ao pai. O projeto de perdão ao ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão, não encontra respaldo no Congresso, mas segue como bandeira pública do ‘bolsonarismo’, inclusive do próprio Flávio. Porém, ele mesmo se contradisse sobre o tema, 4 dias depois de anunciar ter sido escolhido pelo pai para disputar a Presidência da República em 2026.

Após visita a Jair Bolsonaro na PF

Após visitar Jair Bolsonaro na Superintendência da PF, o senador tentou se explicar sobre as declarações que havia dado no domingo no sentido de que a sua desistência tinha um preço, que era Bolsonaro anistiado e disputando com Lula a Presidência da República. "Não foi um ato isolado aquilo que eu falei. Foi um ato que começou no final da manhã e foi até a noite. Eu falei qual era o meu preço: o meu preço era o Bolsonaro livre e nas urnas. Ou seja, não tem preço. Essa é a conclusão", disse o senador. A declaração no sentido de afirmar que, na verdade, não há "preço" ou negociação em torno de sua candidatura, foi dada em resposta sobre a mudança de discurso entre domingo e hoje. Flávio também manifestou não ter obtido apoio dos demais partidos, apenas compromisso de consulta às bases partidárias. PSD e Republicanos, que também fazem parte do grupo de partidos de centro e de direita que dominam o Congresso, não compareceram a uma reunião de líderes ontem, 08/12. A exceção do PL, que tende a se beneficiar principalmente nas eleições a deputado federal tendo um sobrenome Bolsonaro disputando a Presidência, os demais partidos do centrão trabalham pela candidatura do governador Tarcísio de Freitas.




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PL da Dosimetria será pautada hoje, anuncia Hugo Motta

09/12/2025

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que vai pautar hoje a votação do PL, projeto de lei, que pode reduzir penas para envolvidos com os atos golpistas, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro. Batizado de PL da Dosimetria, o texto é uma alternativa que vem sendo costurada pelo relator, Paulinho da Força, ao projeto de lei da anistia aos envolvidos com os atos golpistas.





Relator: "inclui benefício para o ex-presidente Bolsonaro”

Apresentado em 2023 por deputados do PL e do Republicanos, o projeto de lei visava a perdoar todos os envolvidos direta ou indiretamente com manifestações ocorridas desde o 2o turno das eleições de 2022. O texto chegou a ter a urgência aprovada pela Câmara dos Deputados, mas, como enfrenta resistências, ainda não foi a votação. O texto final do PL da Dosimetria ainda não é conhecido. Paulinho vinha dizendo que "a ideia é pacificar o país, um projeto meio-termo", que não iri...

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse que vai pautar hoje a votação do PL, projeto de lei, que pode reduzir penas para envolvidos com os atos golpistas, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro. Batizado de PL da Dosimetria, o texto é uma alternativa que vem sendo costurada pelo relator, Paulinho da Força, ao projeto de lei da anistia aos envolvidos com os atos golpistas.



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Relator: "inclui benefício para o ex-presidente Bolsonaro”

Apresentado em 2023 por deputados do PL e do Republicanos, o projeto de lei visava a perdoar todos os envolvidos direta ou indiretamente com manifestações ocorridas desde o 2o turno das eleições de 2022. O texto chegou a ter a urgência aprovada pela Câmara dos Deputados, mas, como enfrenta resistências, ainda não foi a votação. O texto final do PL da Dosimetria ainda não é conhecido. Paulinho vinha dizendo que "a ideia é pacificar o país, um projeto meio-termo", que não iria "fazer nenhum projeto que vá de encontro ao Supremo", e que o texto "inclui benefício para o ex-presidente Bolsonaro”. Tempo de prisão de Bolsonaro pode cair para pouco mais de 2 anos, diz relator. "Para ficar claro, porque o reduz não é de 27 para 2 anos e 4 meses, reduz de 6 anos e 7 meses para 2 anos e 4 meses. Essa aqui é o resumo do projeto que nós vamos votar hoje", disse o Relator.




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Imunização: vacina contra bronquiolite começa a ser aplicada em gestantes no Recife

09/12/2025

A partir de amanhã, 10/12, gestantes que moram no Recife podem se vacinar contra o vírus sincicial respiratório, VSR, causador da bronquiolite. A doença é uma das principais causas de internação de bebês. A vacina foi incluída no calendário nacional e é aplicada em dose única. Nesta primeira etapa, a capital pernambucana recebeu 4.470 das 30.700 doses enviadas ao estado pelo Ministério da Saúde. Segundo a prefeitura, a meta é vacinar 80% das gestantes. Atualmente, 18.753 mulheres estão grávidas na cidade. Para se imunizar, é preciso apresentar cartão de vacina, CPF ou cartão SUS e documento que comprove a idade gestacional. A vacina está disponível em 162 salas de vacinação.





Bebê protegido por formas graves da doença

A vacina contra VSR é aplicada na mulher grávida, que produz anticorpos e os transfere para o bebê ainda durante a gestação. Assim, a criança já nasce protegida contra formas graves da doença, especialmen...

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A partir de amanhã, 10/12, gestantes que moram no Recife podem se vacinar contra o vírus sincicial respiratório, VSR, causador da bronquiolite. A doença é uma das principais causas de internação de bebês. A vacina foi incluída no calendário nacional e é aplicada em dose única. Nesta primeira etapa, a capital pernambucana recebeu 4.470 das 30.700 doses enviadas ao estado pelo Ministério da Saúde. Segundo a prefeitura, a meta é vacinar 80% das gestantes. Atualmente, 18.753 mulheres estão grávidas na cidade. Para se imunizar, é preciso apresentar cartão de vacina, CPF ou cartão SUS e documento que comprove a idade gestacional. A vacina está disponível em 162 salas de vacinação.



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Bebê protegido por formas graves da doença

A vacina contra VSR é aplicada na mulher grávida, que produz anticorpos e os transfere para o bebê ainda durante a gestação. Assim, a criança já nasce protegida contra formas graves da doença, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o risco é maior. A imunização é contraindicada para quem tem histórico de alergia aos componentes da vacina. Mulheres com febre moderada ou alta devem adiar a imunização até o completo desaparecimento dos sintomas.

Vírus Sincicial Respiratório, VSR

Segundo o Ministério da Saúde, o VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações. Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio; hidratação; uso de broncodilatadores, especialmente quando há chiados evidentes.




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Veneziano detalha dados econômicos positivos do governo Lula

09/12/2025

 
Em pronunciamento na tribuna do Senado Federal, o Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) citou dados econômicos apresentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS).

Projeta

Segundo Veneziano, o governo projeta crescimento médio de 2,8% até 2026 e taxa de desemprego de 6,6%.

Destacou
 
O Senador destacou ainda a redução da informalidade e o aumento do rendimento médio para R$ 3.507. “O governo do presidente Lula terá o maior crescimento médio, como reflexo de diversas políticas implementadas durante o mandato. É o maior crescimento desde Fernando Henrique Cardoso. Concluiremos, em 2026, com a média de 2,8%, só ficando aquém do próprio Lula 2, que foi de 4,6%”, relatou o Senador paraibano, ao dizer que a oposição, sem apresentar dados, critica o governo tentando passar uma imagem de terra arrasada para a população....

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Em pronunciamento na tribuna do Senado Federal, o Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) citou dados econômicos apresentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS).

Projeta

Segundo Veneziano, o governo projeta crescimento médio de 2,8% até 2026 e taxa de desemprego de 6,6%.

Destacou
 
O Senador destacou ainda a redução da informalidade e o aumento do rendimento médio para R$ 3.507. “O governo do presidente Lula terá o maior crescimento médio, como reflexo de diversas políticas implementadas durante o mandato. É o maior crescimento desde Fernando Henrique Cardoso. Concluiremos, em 2026, com a média de 2,8%, só ficando aquém do próprio Lula 2, que foi de 4,6%”, relatou o Senador paraibano, ao dizer que a oposição, sem apresentar dados, critica o governo tentando passar uma imagem de terra arrasada para a população.
 
Crescimento

Veneziano disse também que esse “crescimento robusto impulsionou o mercado de trabalho, levando à menor taxa de desemprego: 6,6% é a taxa projetada para o ano de 2026, para os quatro anos” e que “a menor taxa de desemprego veio acompanhada também da menor taxa de informalidade. Vamos ter, ao término de 2025, 14,7% de taxa de informalidade. Teremos, então, o mercado de trabalho aquecido, junto a uma política de valorização do salário mínimo”, ressaltou.




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Biblioteca Pública de Pernambuco lança obra “Antologia de Literatura Novo Horizonte”

09/12/2025

Uma obra escrita por vários autores. Na próxima sexta-feira (12/12), às 17h30, na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, localizada na rua João Líra, s/n, Santo Amaro, Recife-PE, será lançada a obra “Antologia de Literatura Novo Horizonte” organizada pelas escritoras, professoras e editoras, Lourdes Nicácio e Silva e Raphaela Nicácio da Silva Lopes.

A obra

A obra reúne 47 autores de vários estados brasileiros como Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, destacando participação das seguintes cidades, entre outras: Belém do São Francisco, Floresta, Bezerros, Afogados da Ingazeira, Cabo de Santo Agostinho, Catende, Crato, Garanhuns, Ilha de Itamaracá, João Pessoa, Jaboatão dos Guararapes, Maceió, Mamanguape, Natal, Olinda, Paulista, Petrolina, Pesqueira, Palmares e Recife.

“À luz da sensibilidade, da disciplina e do encantamento, planejamos e organizamos esta antologia voltada para o i...

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Uma obra escrita por vários autores. Na próxima sexta-feira (12/12), às 17h30, na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, localizada na rua João Líra, s/n, Santo Amaro, Recife-PE, será lançada a obra “Antologia de Literatura Novo Horizonte” organizada pelas escritoras, professoras e editoras, Lourdes Nicácio e Silva e Raphaela Nicácio da Silva Lopes.

A obra

A obra reúne 47 autores de vários estados brasileiros como Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo, destacando participação das seguintes cidades, entre outras: Belém do São Francisco, Floresta, Bezerros, Afogados da Ingazeira, Cabo de Santo Agostinho, Catende, Crato, Garanhuns, Ilha de Itamaracá, João Pessoa, Jaboatão dos Guararapes, Maceió, Mamanguape, Natal, Olinda, Paulista, Petrolina, Pesqueira, Palmares e Recife.

“À luz da sensibilidade, da disciplina e do encantamento, planejamos e organizamos esta antologia voltada para o intercâmbio, a divulgação das produções literárias dos autores participantes nas escolas, universidades, academias de letras, bibliotecas, entre outras instituições educativas e culturais. Sabemos que nossas antologias sempre mereceram o reconhecimento de autores e leitores, favorecendo especialmente os novos autores, muitos do interior, incentivados pela oportunidade de aproximação entre nomes dos mais admiráveis no meio literário”, afirmam, na apresentação da obra, as organizadoras da “Antologia de Literatura Novo Horizonte”, Lourdes Nicácio e Raphaela Nicácio.

Autores participantes

A obra conta com a participação dos autores, Alfredo Fagundes de Sousa, Ana Lúcia Coelho Caribé Bastos, Ana Prosini, Andréa Catão, Antônio Neto, Carlos Alberto Jales, Eduardo Gomes, Eliana Cavalcanti, Felipe Araújo, Fernando Farias, Fernando Tavares, Giordano Bruno Ferraz de Carvalho, Glória de Albuquerque, eitor Bezerra de Brito, Jacira Barros, José Augusto de Oliveira Tenório, Jonadab Mansur, Josinaldo Maria da Costa, Leny Amorim, Lourdes Nicácio e Silva, Lourdes Sarmento, Lúcia Regina, Lucilo Varejão Neto, Luiz Gonzaga Granja Filho ,Márcia Matos, Maria Arilena Borba Soares Coutinho, Maria Auxiliadora Lustosa Coelho (Dodora), Maria de Lourdes Hortas, Maria de Lourdes Soares Ornellas, Maria Helena Romeira Biondi, Maria Lúcia de Araújo Nogueira, - Maria Nilza da Conceição, Melchiades Montenegro, Milton Júnior, Moisés da Paixão, Nadilson Ferreira, Nelson Brandão, Petrucia Camelo ,Rachel Carrilho, Raphaela Nicácio, Ricardo Moreira (Testão), Rosângela Maria Ferraz Dutra, Rozeni Maria de Araújo, Socorro Costa, Telma Brilhante, Turmalina Teles e Zélia Monte.

O Poder



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Deputado federal Pedro Campos destaca o papel de Luciana Santos para a política pernambucana

09/12/2025

O deputado federal Pedro Campos, que ocupa o posto de líder do PSB na Câmara Federal, garantiu em entrevista ao repórter Alberes Xavier, a importância da ministra da Ciência e Tecnologia do governo Lula, Luciana Santos para a política pernambucana.


Referência

Casada com o deputado estadual Waldemar Borges, do MDB, Luciana tornou-se ao longo das últimas décadas uma referência do PCdoB pernambucano.

"Luciana tem tantos serviços prestados pelo povo pernambucano, como prefeita de Olinda, deputada federal, vice-governadora e hoje ela ajuda o presidente Lula, como ministra da Ciência e Tecnologia, assim como o meu pai o fez no passado”, disse.

Retomado

Ele acrescentou que “través de Luciana o país tem retomado os investimentos na ciência e tecnologia e avançado muito, algo muito importante para todo o Brasil”.

Celebrou

Um dos principais nomes da política per...

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O deputado federal Pedro Campos, que ocupa o posto de líder do PSB na Câmara Federal, garantiu em entrevista ao repórter Alberes Xavier, a importância da ministra da Ciência e Tecnologia do governo Lula, Luciana Santos para a política pernambucana.


Referência

Casada com o deputado estadual Waldemar Borges, do MDB, Luciana tornou-se ao longo das últimas décadas uma referência do PCdoB pernambucano.

"Luciana tem tantos serviços prestados pelo povo pernambucano, como prefeita de Olinda, deputada federal, vice-governadora e hoje ela ajuda o presidente Lula, como ministra da Ciência e Tecnologia, assim como o meu pai o fez no passado”, disse.

Retomado

Ele acrescentou que “través de Luciana o país tem retomado os investimentos na ciência e tecnologia e avançado muito, algo muito importante para todo o Brasil”.

Celebrou

Um dos principais nomes da política pernambucana, a ministra da Ciência e Tecnologia do governo Lula, Luciana Santos, celebrou recentemente em Brasília o seu aniversário de 60 anos.

Autoridades

Várias autoridades políticas e jurídicas marcaram presença na celebração, dentre eles, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, os deputados federais Renildo Calheiros e Jandira Feghali, do PCdoB, Pedro Campos e Eriberto Medeiros, ambos do PSB.

O Poder




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Humildade e Medicina, por Meraldo Zisman*

09/12/2025

A frase de Ambroise Paré (1510–1590), cirurgião-barbeiro francês do século XVI — «Je le pansai, Dieu le guérit» — nunca saiu da minha cabeça. “Eu tratei; Deus o curou”. Não é apenas uma citação bonita para a aula; é quase uma oração que me acompanha desde a residência médica. Paré trabalhava sem antibiótico, sem anestesia moderna, sem UTI. Mesmo assim, já intuía algo que a medicina tecnológica insiste em esquecer: nós mexemos no corpo, mas não controlamos o mistério da vida e da morte. Vivemos um tempo deslumbrado com máquinas e telas.


Cirurgias

Cirurgias robóticas, exames em alta resolução, terapias de precisão, inteligência artificial lendo imagens em segundos… tudo isso é fascinante. Mas, junto com o encanto, vem um perigo silencioso: a ilusão de que o médico virou engenheiro de corpos, capaz de consertar qualquer peça. Quando o resultado é bom, viramos heróis. Quando é ruim, começa a caça ao culpado. A mídia alimenta esse mito do médico...

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A frase de Ambroise Paré (1510–1590), cirurgião-barbeiro francês do século XVI — «Je le pansai, Dieu le guérit» — nunca saiu da minha cabeça. “Eu tratei; Deus o curou”. Não é apenas uma citação bonita para a aula; é quase uma oração que me acompanha desde a residência médica. Paré trabalhava sem antibiótico, sem anestesia moderna, sem UTI. Mesmo assim, já intuía algo que a medicina tecnológica insiste em esquecer: nós mexemos no corpo, mas não controlamos o mistério da vida e da morte. Vivemos um tempo deslumbrado com máquinas e telas.


Cirurgias

Cirurgias robóticas, exames em alta resolução, terapias de precisão, inteligência artificial lendo imagens em segundos… tudo isso é fascinante. Mas, junto com o encanto, vem um perigo silencioso: a ilusão de que o médico virou engenheiro de corpos, capaz de consertar qualquer peça. Quando o resultado é bom, viramos heróis. Quando é ruim, começa a caça ao culpado. A mídia alimenta esse mito do médico onipotente, e muitos de nós, sem perceber, embarcamos nessa fantasia.

O consultório

O consultório, porém, é um grande professor de humildade. A estatística orienta, mas não entra pela porta com o paciente. Quem chega é o Seu José, a Dona Maria, o jovem assustado, a mãe exausta. Cada um traz sua história, seu medo, sua fé ou sua revolta, seu jeito próprio de adoecer e de melhorar. O mesmo remédio que faz milagres em um pode não surtir efeito nenhum em outro. O protocolo diz “faça X”. A vida, às vezes, responde: “hoje, não”.

Livro

Entre o livro e a carne há um vão cheio de imprevisibilidade; é nesse espaço que a humildade médica mora. A frase de Paré, para mim, é um antídoto contra duas doenças da nossa profissão: a onipotência e o cinismo. A onipotência é o delírio de se sentir dono da cura, medindo o próprio valor apenas pelos desfechos positivos. O cinismo é a couraça para não sofrer: endurecer, afastar-se, transformar o paciente em leito, caso, número. Em ambos os casos, quem perde é a humanidade do encontro.

O caminho

O caminho que defendo é outro: cuidar com toda a técnica e, ao mesmo tempo, aceitar o limite. Dizer “eu trato” não é pouco; significa estudar até tarde, rever condutas, admitir erros, pedir ajuda. Dizer “Deus cura” - ou reconhecer que existe um pedaço incontrolável na evolução de cada caso - é lembrar que não somos donos do resultado. Isso liberta o médico da obrigação de ser semideus e ajuda o paciente a não entregar sua vida inteira nas mãos de outro ser humano. Viramos parceiros: andamos lado a lado, e não de cima para baixo. Na formação dos mais jovens, isso é decisivo. Se ensinarmos apenas técnica, sem falar de limite, finitude, dor e luto, corremos o risco de criar especialistas brilhantes e almas despedaçadas.

Tempo


Com o tempo, fui entendendo que a missão do médico não se resume a curar. Muitas vezes, o que podemos oferecer é aliviar: tirar a dor, ajudar alguém a dormir uma noite inteira, reduzir a falta de ar, escutar uma angústia que nunca teve nome, preparar uma família para o inevitável. Isso não é “fazer pouco”; isso é sustentar a dignidade até o fim.

Os antigos

Os antigos resumiram bem: Sedare dolorem opus divinum est — aliviar a dor é obra divina. Atribuída a Hipócrates (460 a.C.- 370 a.C.) Entre o bisturi e a prece, entre o protocolo e o mistério, é aí que eu me coloco como médico. Eu trato com tudo o que a ciência me deu e com tudo o que a minha humanidade alcança, mas não reivindico o comando sobre o último capítulo da história de ninguém.


Prescrição

Entre a primeira prescrição e o último suspiro, existe um território onde a medicina encontra a ética, a espiritualidade e a condição humana. É nesse chão frágil e sagrado que a frase de Ambroise Paré continua sussurrando no meu ouvido: eu trato. O resto é mistério.

Meraldo Zisman é Médico psicoterapeuta e membro da Academia Recifense de Letras.




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