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Lâmpada e chama: filosofia, arte e a arquitetura da esperança, por Jorge Pinho*

09/01/2026

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Sobre forma, sentido e resistência espiritual em tempos de esvaziamento

"Onde não há forma, o fogo se perde; onde não há fogo, a forma é inútil."


1. Quando a razão já não basta, mas ainda é necessária

Há momentos históricos em que a razão permanece tecnicamente intacta, mas espiritualmente empobrecida.

Não porque tenha falhado como método de investigação, mas porque foi separada das fontes vitais que lhe conferiam sentido.

A linguagem torna-se funcional, a técnica se absolutiza, o discurso se especializa e, nesse processo silencioso, o humano começa a rarear.

O erro moderno não consistiu em confiar na razão, mas em exigir dela aquilo que jamais lhe pertenceu isoladamente.


A razão não foi feita para carregar sozinha o peso do sentido.

Quando se exige que ela explique tudo, justifique tudo e substitua tudo, ela endurece ou colapsa.

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Sobre forma, sentido e resistência espiritual em tempos de esvaziamento

"Onde não há forma, o fogo se perde; onde não há fogo, a forma é inútil."


1. Quando a razão já não basta, mas ainda é necessária

Há momentos históricos em que a razão permanece tecnicamente intacta, mas espiritualmente empobrecida.

Não porque tenha falhado como método de investigação, mas porque foi separada das fontes vitais que lhe conferiam sentido.

A linguagem torna-se funcional, a técnica se absolutiza, o discurso se especializa e, nesse processo silencioso, o humano começa a rarear.

O erro moderno não consistiu em confiar na razão, mas em exigir dela aquilo que jamais lhe pertenceu isoladamente.


A razão não foi feita para carregar sozinha o peso do sentido.

Quando se exige que ela explique tudo, justifique tudo e substitua tudo, ela endurece ou colapsa.

Entre o cálculo frio que organiza sem compreender e o grito emocional que sente sem sustentar, instala-se uma falsa alternativa que empobrece o espírito e corrói a esperança.

Este ensaio nasce da recusa dessa clivagem. Sustenta que a esperança não é promessa abstrata nem emoção vaga, mas obra construída, algo que exige forma para permanecer e fogo para justificar-se.

Exige rigor, mas não sobrevive sem beleza. Exige linguagem, mas nasce antes dela, no ponto em que a experiência ainda não foi domesticada pelo conceito.

É nesse horizonte que filosofia e arte deixam de ser campos rivais e passam a ser compreendidas como dimensões complementares de uma mesma responsabilidade civilizacional.

Não se trata de subordinar uma à outra, mas de reconhecer que o humano só permanece inteiro quando forma e chama não se separam.
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2. A filosofia como forma: a disciplina que sustenta o sentido

A filosofia nasce do gesto de dar forma ao mundo sem reduzi-lo. Desde a tradição clássica, pensar significou ordenar, medir, distinguir, estabelecer limites capazes de sustentar a experiência humana no tempo.

Forma, aqui, não é ornamento nem repressão, mas condição de permanência. Aquilo que não encontra forma não dura, não se transmite, não se torna mundo comum.

Quando a filosofia se esquece dessa vocação, degenera em técnica autorreferente, em sistema fechado, em linguagem que fala apenas para si mesma.

Mas quando permanece fiel ao seu núcleo, ela se torna arquitetura do sentido. Não para dominar a vida, mas para torná-la habitável. Não para eliminar o mistério, mas para impedir que ele se dissolva em confusão.

A forma filosófica é, nesse sentido, sempre ética. Implica responsabilidade com a palavra, com a distinção, com o limite.

Pensar é um ato de cuidado. Cuidar do sentido para que ele não seja capturado pelo poder nem dissolvido pela indiferença. A lâmpada não cria a luz, mas a protege do vento.

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3. A arte como chama: o sentido que antecede o conceito

A arte não nasce do cálculo, mas da experiência. Antes de ser explicada, é vivida. Antes de ser conceituada, arde. Ela atravessa a dor sem negá-la, dá forma ao indizível e sustenta aquilo que ainda não encontrou linguagem estável.

Por isso, a arte não é acessória à condição humana, mas originária.

Onde a razão alcança seus limites legítimos, a arte não aparece como fuga, mas como antecedência. Ela não substitui o pensamento, mas o funda. Mantém viva a chama que justifica a própria busca por forma. Sem ela, o Logos se torna estéril, repetitivo, vazio de finalidade. Com ela, reencontra seu eixo vital.

A arte é, assim, uma forma de resistência espiritual. Não porque se oponha ao mundo, mas porque se recusa a reduzir o humano à função, ao desempenho ou ao cálculo.

Criar, apreciar e preservar beleza é um ato profundamente político no sentido mais elevado do termo, pois afirma que o humano não se esgota no útil.


4. O erro das separações: quando forma e chama se traem

Toda ruptura entre forma e fogo produz empobrecimento. A chama sem arquitetura que a viabilize dissipa-se em faísca breve, incapaz de permanecer. Torna-se explosão emocional, sentimentalismo, delírio estético.

A forma sem chama endurece em rigor vazio, juridicismo estéril, racionalismo sem alma. Ambos os extremos conduzem à desumanização.

A história moderna oferece exemplos abundantes dessas patologias simétricas. De um lado, a exaltação do sentimento sem responsabilidade; de outro, a idolatria da razão sem transcendência.

Em ambos os casos, o que se perde é a possibilidade de permanência do sentido.
O problema não está na intensidade nem no rigor, mas na perda da correspondência entre eles. Quando o fogo não aceita limite, consome tudo. Quando o limite não aceita fogo, congela tudo. A esperança morre nos dois casos.


5. A arte como pacto: onde a esperança se torna habitável

A arte é o lugar onde forma e chama se reconciliam sem se anularem. Não como síntese artificial, mas como pacto silencioso. Ela abriga o fogo sem sufocá-lo e impõe limite sem extinguir o ardor.

Por isso, é nela que a esperança deixa de ser abstração e se torna experiência possível. A beleza, nesse contexto, não é luxo estético nem fuga contemplativa. É categoria ontológica. É o sinal de que o sentido encontrou morada. Onde há beleza verdadeira, há correspondência entre o que arde e o que sustém.

A arte ensina à razão a humildade sem exigir que ela abdique de si. E ensina à emoção a permanecer sem se dissolver. Por isso, ocupa um lugar central na arquitetura da esperança.


6. Linguagem, responsabilidade e permanência

A linguagem é o lugar onde essa arquitetura se realiza. Palavra, aqui, não é mero instrumento, mas morada do ser. Quando degradada, torna-se técnica de poder; quando cuidada, torna-se espaço de encontro. Escrever, pensar e criar são atos de responsabilidade.

A esperança, nesse horizonte, não aponta para o futuro como fuga nem se projeta como consolo abstrato. Ela sustenta o presente como tarefa. Não promete atalhos, não anestesia a dor, não dispensa o trabalho interior da forma.

Esperar, aqui, não é aguardar, mas assumir. Assumir a responsabilidade de permanecer humano onde tudo convida à dissolução.


7. Conclusão — A esperança como permanência construída

A filosofia constrói a lâmpada. A arte mantém o fogo. Separadas, falham. Unidas, resistem.

Em tempos de esvaziamento, insistir nessa união não é nostalgia nem romantismo, mas dever intelectual e espiritual.

A esperança não se mantém por negação da dor nem por promessa vazia. Ela permanece quando encontra forma capaz de sustentá-la e chama capaz de justificá-la.

Onde o Logos aceita o canto e o canto aceita o limite, o humano não se perde. Ele permanece.

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8. Epílogo — Onde a forma silencia e o fogo permanece

Tudo o que foi dito até aqui buscou sustentar uma tese simples e exigente: o humano não subsiste onde forma e sentido se separam.

A razão, quando se fecha em si mesma, torna-se fria; a experiência, quando rejeita limite, dissolve-se.

Entre ambas, a arte permanece como lugar de reconciliação, não por síntese artificial, mas por correspondência viva.

Chega, porém, um ponto em que o argumento deve cessar. Não por falência da razão, mas por fidelidade a ela.

Há verdades que não se demonstram melhor com mais conceitos, mas com forma justa. Verdades que pedem cadência, medida, ritmo. Verdades que precisam ser ditas de outro modo, para não se perderem na repetição do discurso.

O soneto que segue não ilustra o ensaio nem o resume. Ele o acolhe. É a lâmpada acesa ao final do percurso, não para iluminar novos caminhos, mas para indicar que algo permaneceu aceso enquanto caminhávamos.

Se este ensaio buscou construir a arquitetura da esperança, o poema a habita e se impõe como sua expressão mais alta.

Lâmpada e Chama

A filosofia ergue, atenta, a forma,
Mede o espelho, o eixo, o contorno exato;
Busca conter o fogo que transforma
Sem reduzir mistério a simples fato.

Poesia é chama que se inflama
Antes do cálculo e da própria razão;
É dor que canta, é luz que não se clama,
Mas fere o escuro e vira expressão.

Se a chama foge e ignora a arquitetura,
Vira faísca breve, se desfaz;
Se a forma esquece o fogo que a procura,
Resta um rigor vazio, frio, incapaz.

A arte é pacto entre limite e ardor:
Forma que abriga o fogo do sentido,
Chama que justifica o seu labor.


9. Pós-escrito — Da filosofia como núcleo da verdadeira arte

Convém, por fim, afastar um equívoco recorrente, especialmente em tempos de esvaziamento conceitual: nem toda forma expressiva é arte, assim como nem toda emoção comunicada é verdade.

A arte verdadeira não nasce do mero impulso, nem da exteriorização bruta de estados interiores. Ela exige núcleo, eixo, princípio organizador.

Esse núcleo é filosófico, ainda que o artista jamais o formule em conceitos. Toda obra autêntica contém, em seu centro, uma visão do mundo, uma intuição de ordem, um juízo implícito sobre o humano, o sofrimento, o tempo e o sentido. Onde isso falta, não há arte, mas dispersão. Não há criação, mas descarga.

Formas desorganizadas podem impressionar, chocar ou entreter, mas não permanecem. Elas expressam, quando muito, uma alma igualmente desorganizada, incapaz de sustentar o que produz.

A ausência de forma não é liberdade, mas carência de medida. E a ausência de sentido não é profundidade, mas vazio.

Filosofia

A filosofia, nesse contexto, não aparece como adorno externo da arte, nem como instância censora. Ela está no núcleo da obra, como eixo invisível que organiza o gesto criador.

Toda arte verdadeira pensa, ainda que não argumente. Toda obra que permanece contém, em silêncio, uma ontologia.

É nesse ponto que a esperança reencontra seu lugar próprio. Não como expectativa ingênua, nem como promessa de redenção fácil, mas como capacidade de permanência do sentido.

A verdadeira arte guarda esperança porque guarda forma, porque sustém fogo, porque nasce de uma alma que aceitou o trabalho interior da ordem antes de ousar a expressão.
Onde não há esse núcleo, pode haver ruído, provocação ou espetáculo.

Mas arte, não.

(*) O autor é advogado, Procurador do Estado aposentado, ex-Procurador-Geral do Estado do Amazonas e membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Leia outras informações

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Nem todos perdem com as guerras. Alguns ganham, e muito, por Natanael Sarmento*

04/03/2026

Banalizou-se a falácia de que todos perdem com as guerras destrutivas. Se assim fosse, o mundo viveria em paz. Perdem as cidades, povos e países dizimados, invadidos, bombardeados. Mas as guerras funcionam como máquina de receitas bilionárias de orçamentos de defesa (públicos) para empresas privadas, geram lucros astronômicos. A elite financeira e armamentista nada em dinheiro no mar dos cadáveres e escombros de guerra.

Complexo industrial-militar

Na primeira fila dos vampiros que se alimentam do sangue dos mortos estão os setores de grandes corporações do complexo privado, dos 'Senhores da Guerra', acionistas, investidores financeiros, acompanhados dos altos funcionários do governo e cúpulas militares. Durante as guerras, registram lucros absurdos com vendas de armas, munições, caças, drones, mísseis e demais equipamentos utilizados nos conflitos.

Nomes

Os principais beneficiados com a tragédia humana das guerra...

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Banalizou-se a falácia de que todos perdem com as guerras destrutivas. Se assim fosse, o mundo viveria em paz. Perdem as cidades, povos e países dizimados, invadidos, bombardeados. Mas as guerras funcionam como máquina de receitas bilionárias de orçamentos de defesa (públicos) para empresas privadas, geram lucros astronômicos. A elite financeira e armamentista nada em dinheiro no mar dos cadáveres e escombros de guerra.

Complexo industrial-militar

Na primeira fila dos vampiros que se alimentam do sangue dos mortos estão os setores de grandes corporações do complexo privado, dos 'Senhores da Guerra', acionistas, investidores financeiros, acompanhados dos altos funcionários do governo e cúpulas militares. Durante as guerras, registram lucros absurdos com vendas de armas, munições, caças, drones, mísseis e demais equipamentos utilizados nos conflitos.

Nomes

Os principais beneficiados com a tragédia humana das guerras atuais na Ucrânia, Gaza e Irã, são as gigantes do setor: Lockeed Martins e RTX Corparation, Northop Gumman Corp., Boeigng dos EUA, a BAE Systems do Reino Unido, a Rheinmetall da Alemanha e as fabricantes israelenses que só fazem aumentar suas receitas. Registram crescimentos cada vez maiores, de 7% a 40%...

Setor financeiro

As patas invisíveis da oligarquia financeira, banqueiros e investidores em ações das empresas privadas de defesa (armamentos) e energia (petróleo e gás) alcançam retornos extraordinários e ficam cada vez mais ricos.
A nata da necroeconomia

Os EUA

Concentram mais de 40 por cento do mercado mundial de armas e os donos do setor têm lucros bilionários. A máquina de guerra estadunidense é a galinha dos ovos de ouro dos sócios, gestores e executivos das empresas do complexo industrial-financeiro-militar do imperialismo.

Lobbys

Donald Trump se faz de doido para passar melhor, não rasga dinheiro e ganha fábulas atacando países e espalhando o terrorismo militar americano mundo afora, Cuba, Venezuela, Gaza, Ucrânia, hoje, como já o fez antes na Coreia, Vietnã, Iraque, Líbia, Síria... Negócio tão bom para o setor hegemônico da burguesia dominante que pretende aumentar 50% o orçamento – o maior da história - da defesa estadunidense em 2027, estimado em 1,5 trilhões de dólares.

E aí, Cara Pálida?

Vamos insistir nessa lorota ideológica de Trump Napoleão de hospício à frente da Casa Branca ou vamos denunciar a necropolítica do imperialismo estadunidense – fortemente ameaçado em sua hegemonia geopolítica de dominação global pela China? Denunciar os EUA como nação terrorista e real ameaça de destruição de guerra nuclear de consequências humanas e ambientais inimagináveis?

*Natanael Sarmento é professor e escritor. Do diretório nacional do Partido Unidade Popular Pelo Socialismo – UP.




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O Navio que o Mar Não Afundou - O Fantasma do Atlântico Pernambucano, por Zé da Flauta

04/03/2026

O mar de Pernambuco tem uma qualidade curiosa, ele parece antigo mesmo quando está novo. A gente olha aquela água azul batendo nas jangadas e imagina que tudo começou ontem, mas ali passaram caravelas, galeões, navios de açúcar, corsários, batalhas, amores e despedidas que nunca voltaram para terra. O oceano guarda essas histórias com uma paciência quase filosófica, como um velho que escuta tudo e raramente responde. Talvez por isso os pescadores mais velhos digam que o mar tem memória, e memória grande, dessas que atravessam séculos sem esquecer um detalhe sequer.

Aparição

Nas noites de lua cheia, quando o vento fica manso e o horizonte parece desenhado com régua, alguns pescadores juram que surge um navio antigo lá longe, parado entre o céu e o mar. Não é cargueiro moderno nem barco de turismo, é um veleiro alto, com mastros finos e silenciosos, como aqueles que trouxeram o mundo inteiro para dentro de Pernambuco. Ele aparece devagar, navega sem p...

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O mar de Pernambuco tem uma qualidade curiosa, ele parece antigo mesmo quando está novo. A gente olha aquela água azul batendo nas jangadas e imagina que tudo começou ontem, mas ali passaram caravelas, galeões, navios de açúcar, corsários, batalhas, amores e despedidas que nunca voltaram para terra. O oceano guarda essas histórias com uma paciência quase filosófica, como um velho que escuta tudo e raramente responde. Talvez por isso os pescadores mais velhos digam que o mar tem memória, e memória grande, dessas que atravessam séculos sem esquecer um detalhe sequer.

Aparição

Nas noites de lua cheia, quando o vento fica manso e o horizonte parece desenhado com régua, alguns pescadores juram que surge um navio antigo lá longe, parado entre o céu e o mar. Não é cargueiro moderno nem barco de turismo, é um veleiro alto, com mastros finos e silenciosos, como aqueles que trouxeram o mundo inteiro para dentro de Pernambuco. Ele aparece devagar, navega sem pressa, às vezes parece iluminado por uma luz que não se sabe de onde vem. O curioso é que quando alguém aponta a proa da jangada para se aproximar, o navio simplesmente some, como se tivesse sido desenhado na água por alguém que mudou de ideia.

Versões

E como todo mistério que nasce no litoral, explicação nunca falta. Uns dizem que é navio português perdido no tempo do açúcar, procurando um porto que já não existe mais. Outros garantem que é uma embarcação holandesa que ficou condenada a vagar desde os tempos de Maurício de Nassau. Tem quem diga coisa mais triste, que seria navio negreiro carregado de almas que não encontraram descanso. Mas o povo do mar costuma preferir uma explicação mais bonita, dizem que não é fantasma nenhum, é apenas saudade navegando.

Reflexo

Talvez o navio fantasma do litoral pernambucano não seja navio coisa nenhuma, talvez seja apenas o próprio passado refletido na água. O mar viu tanta história passar por ali que às vezes parece querer contar uma delas de novo, como quem abre um velho álbum de fotografias. E quem sabe, numa dessas madrugadas silenciosas em Itamaracá, Maria Farinha ou Porto de Galinhas, algum pescador ainda veja aquele casco antigo deslizando no horizonte. Não para assustar ninguém, mas apenas para lembrar que o tempo também navega, e que algumas viagens nunca chegam ao fim.

Até a próxima!
Zé da Flauta é compositor e cronista



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Quando a chuva sabe o nosso nome, por Flávio Chaves

04/03/2026

 Ninguém percebe exatamente o momento em que a chuva deixa de ser apenas água e passa a ser lembrança. Talvez aconteça na primeira tarde em que o céu escurece sem aviso, ou naquela noite em que o vento empurra as nuvens como quem arrasta velhos retratos para o centro da sala. O fato é que há dias em que a chuva não cai do alto. Ela sobe de dentro.

Fenômeno meteorológico

Há quem a veja como fenômeno meteorológico. Eu a vejo como arquivo. Cada gota traz consigo uma história que julgávamos esquecida. A infância reaparece no cheiro da terra molhada; um amor antigo se insinua no som ritmado sobre o telhado; vozes que já não habitam o mundo voltam a sussurrar nas frestas da janela. A chuva, quando quer, sabe pronunciar o nosso nome com a exatidão de quem nos conhece desde antes da primeira palavra.

Instante delicado

E há um instante mais delicado, quase secreto, em que percebemos que não é o céu que está desabando. Som...

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 Ninguém percebe exatamente o momento em que a chuva deixa de ser apenas água e passa a ser lembrança. Talvez aconteça na primeira tarde em que o céu escurece sem aviso, ou naquela noite em que o vento empurra as nuvens como quem arrasta velhos retratos para o centro da sala. O fato é que há dias em que a chuva não cai do alto. Ela sobe de dentro.

Fenômeno meteorológico

Há quem a veja como fenômeno meteorológico. Eu a vejo como arquivo. Cada gota traz consigo uma história que julgávamos esquecida. A infância reaparece no cheiro da terra molhada; um amor antigo se insinua no som ritmado sobre o telhado; vozes que já não habitam o mundo voltam a sussurrar nas frestas da janela. A chuva, quando quer, sabe pronunciar o nosso nome com a exatidão de quem nos conhece desde antes da primeira palavra.

Instante delicado

E há um instante mais delicado, quase secreto, em que percebemos que não é o céu que está desabando. Somos nós. Porque quando a chuva começa a cair por dentro, quando a água parece brotar do fundo do peito e inundar corredores antigos da alma, o nome que ela atende é saudade.
Saudade é essa chuva sem nuvem.

Água

É essa água que não molha a roupa, mas encharca a memória.
É esse peso leve que escorre pelos pensamentos e transforma o presente numa varanda voltada para o ontem.

Tristeza

Não é tristeza exatamente. A tristeza é mais áspera, mais direta. A saudade, não. A saudade tem delicadeza. Ela toca antes de doer. Ela avisa antes de ferir. Ela chega como quem pede licença e, quando se instala, rearruma os móveis do coração.

Dias chuvosos

Não é coincidência que os dias chuvosos nos tornem mais silenciosos. A cidade abranda. Os passos diminuem. Até os carros parecem atravessar as ruas com certo pudor, como se entendessem que não se deve acelerar quando alguém está lembrando. É como se o mundo soubesse que a água não está apenas limpando o asfalto. Está mexendo nos arquivos do que fomos.

Memórias

Há memórias que resistem à claridade do sol, mas se revelam na penumbra cinza de uma tarde molhada. São lembranças que não suportam o barulho da pressa. Precisam da cadência paciente das gotas, desse compasso antigo que nos obriga a olhar para dentro, onde moram as vozes que já não encontram endereço no mundo.

Janela

E então paramos diante da janela. Não para observar a rua, mas para reconhecer o que ainda pulsa sob as camadas do tempo. A vidraça embaçada torna-se espelho. E no reflexo turvo vemos não o rosto de agora, mas o de todas as versões que já fomos: o menino que corria descalço na primeira enxurrada, o jovem que acreditava que certos amores seriam eternos, o adulto que aprendeu a sobreviver às partidas.

Dores

Há dores que só se permitem ser sentidas quando o céu também chora. Não por fraqueza, mas por cumplicidade. A água que cai lá fora parece aliviar o peso da que insiste em ficar represada por dentro. E, sem perceber, respiramos melhor, como se a chuva soubesse fazer por nós o que não temos coragem de fazer sozinhos: lavar o que ficou acumulado.

Lembranças

Talvez seja por isso que algumas lembranças só retornam em dias assim. Porque a chuva não é apenas visita. É intérprete. Ela traduz aquilo que não conseguimos dizer em dias claros. Ela sabe o nosso nome porque percorreu nossas estações todas: a euforia dos verões, as perdas do outono, os recolhimentos do inverno e as tentativas silenciosas de recomeço na primavera.

O céu se abre

E quando finalmente o céu se abre, deixando no ar aquele silêncio lavado, algo em nós também se reorganiza. Não desaparece a memória. A memória não é aquilo que nos prende; é aquilo que nos constitui. Ela apenas encontra novo lugar para repousar. A saudade não se desfaz; ela se acomoda como livro antigo recolocado na estante depois de relido com cuidado.
A chuva parte.
Mas nem toda água vai embora.

Chuva por dentro

Há quem sinta a chuva por dentro como tempestade. Como vendaval que desloca móveis invisíveis e desarruma certezas. Porque lembrar, às vezes, é enfrentar aquilo que adiamos sentir. E tudo o que é adiado cresce.

Nem toda lembrança é branda. Algumas chegam com trovões. Outras rompem como barragem antiga. A alma também acumula estações, e o que não evapora se condensa.
Mas é preciso compreender uma verdade simples: nenhuma tempestade interna nasce para nos destruir. Ela nasce para reorganizar o que estava desalinhado. A dor que atravessamos é, muitas vezes, a mesma que nos sustenta.

O tempo

O tempo não apaga. O tempo amadurece.
A memória não enfraquece. A memória enraíza.
E aquilo que enfrentamos deixa de nos ameaçar.
No instante em que o último trovão silencia, compreendemos que não era o céu que desabava. Era o passado exigindo reconhecimento. Era a vida pedindo integração. Era o coração recusando o esquecimento.
Porque esquecer não é sinal de força.
Força é lembrar sem se despedaçar.
A chuva que cai dentro da gente tem sempre um nome.
E quase sempre, esse nome é saudade.
Quando a acolhemos, ela deixa de ser apenas tempestade.
Transforma-se em raiz.
E raízes, embora mergulhem fundo na terra, são o que impedem a árvore de tombar quando o vento retorna.


Flávio Chaves é Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras




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O Som da Guerra, por Romero Falcão*

04/03/2026

Lembro, quando criança, de um parente de sangue distante que às vezes aparecia lá em casa. Eu ouvia da boca dos meus pais e irmãos que ele havia combatido na Segunda Guerra Mundial e voltou inteiro dos campos de batalha.

Fisicamente inteiro, mas o psiquismo foi tremendamente comprometido. Não podia ouvir o som da ambulância, a sirene da polícia, da viatura do bombeiro, sem que se atirasse ao chão como se estivesse no front.

Depois descobri como o apito do navio e do trem trazem tristeza de ferro. Mas nada comparável ao sinistro som da guerra. Gritos de dor, as esteiras do tanque arrancando som macabro da pedra. O canhão apontado feito maestro regendo a orquestra.

A terceira década do século 21 traz em abundância a sinfonia do combate: Ucrânia, Gaza e agora o Irã. As explosões, o aterrador toque de recolher que Anne Frank ouvia do seu esconderijo. Apesar da distância, o disco da morte toca pra mim.

Bombas caem do céu — duas gue...

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Lembro, quando criança, de um parente de sangue distante que às vezes aparecia lá em casa. Eu ouvia da boca dos meus pais e irmãos que ele havia combatido na Segunda Guerra Mundial e voltou inteiro dos campos de batalha.

Fisicamente inteiro, mas o psiquismo foi tremendamente comprometido. Não podia ouvir o som da ambulância, a sirene da polícia, da viatura do bombeiro, sem que se atirasse ao chão como se estivesse no front.

Depois descobri como o apito do navio e do trem trazem tristeza de ferro. Mas nada comparável ao sinistro som da guerra. Gritos de dor, as esteiras do tanque arrancando som macabro da pedra. O canhão apontado feito maestro regendo a orquestra.

A terceira década do século 21 traz em abundância a sinfonia do combate: Ucrânia, Gaza e agora o Irã. As explosões, o aterrador toque de recolher que Anne Frank ouvia do seu esconderijo. Apesar da distância, o disco da morte toca pra mim.

Bombas caem do céu — duas guerras mundiais, bomba atômica, Holocausto, Vietnã, pandemias. E nada, absolutamente nada, faz calar os decibéis dos imbecis que matam pelo poder.

Nesse mundo sem paz, me abrigo na paz e no som do poeta:

"Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição só a guerra faz
nosso amor em paz" — Gilberto Gil

*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.




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"Oriente Médio: Fúria Épica com Rugido do Leão" Por Jarbas Beltrão*.

04/03/2026

Negociações em Genebra resultaram em nada. Na mesa encontraram-se autoridades norte- americanas, iranianas e israelense. O objetivo era conter os programas nucleares iranianos que vão além de finalidades civis. A voz do Estado iraniano, revolucionário islâmico, Xiita, é caracterizado por constantes ameaças ao que chamam: " o grande satã" Estados Unidos, "pequeno satã" Israel e todos incrédulos do Mundo o "Ocidente Maldito".

Negativas

Em Genebra, o Iran negou simplesmente recuar em todas iniciativas propostas pelos EUA e Israel que seriam de passos atrás quanto ao projeto de enriquecimento do urânio, sua pesquisa e produção de mísseis nucleares.

Oposição interna

Ao mesmo tempo o Estado islamoterrorista de Ali Khamenei enfrenta forte oposição interna, expressada nas ruas por manifestações da população civil, ai destacando-se estudantes.

O Estado Islâmico é abalado pelas manifestações, mas aind...

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Negociações em Genebra resultaram em nada. Na mesa encontraram-se autoridades norte- americanas, iranianas e israelense. O objetivo era conter os programas nucleares iranianos que vão além de finalidades civis. A voz do Estado iraniano, revolucionário islâmico, Xiita, é caracterizado por constantes ameaças ao que chamam: " o grande satã" Estados Unidos, "pequeno satã" Israel e todos incrédulos do Mundo o "Ocidente Maldito".

Negativas

Em Genebra, o Iran negou simplesmente recuar em todas iniciativas propostas pelos EUA e Israel que seriam de passos atrás quanto ao projeto de enriquecimento do urânio, sua pesquisa e produção de mísseis nucleares.

Oposição interna

Ao mesmo tempo o Estado islamoterrorista de Ali Khamenei enfrenta forte oposição interna, expressada nas ruas por manifestações da população civil, ai destacando-se estudantes.

O Estado Islâmico é abalado pelas manifestações, mas ainda consegue ter fiéis dentro da Guarda Revolucionária - força criada com a Revolução Islâmica de 1979- também nas forças armadas estatais e dentro do Conselho politico- administrativo teocrático.

Da parte da população civil é notório a perda de apoio ao governo tirânico islâmico.

A perda de apoio civil se deve a implantação de um regime de feroz repressão aos chamados "costumes ocidentais" e a imposição da obrigatoriedade para que a população siga os rigores da cultura islâmico-tribal.



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Ocidentalização

Teeran e outras cidades com maior população, antes da Revolução de 1979, tinham aderido há muitos comportamentos liberais ocidentais. Justamente nelas se concentram os grupos de maior resistência a Ali Khamenei.

Nelas ocorreram maiores manifestações contra regime e receberam resposta brutal. Resposta que deixou milhares de mortes entre a população civil e tropas do Regime.



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Operações de guerra

Afirmando desenvolver ataques preventivos, Israel e Estados Unidos fizeram, antes do último Encontro de Genebra -agora dia 20/02 - eliminações seletivas dos cabeças das forças militares, politicas e relogiosas do regime.

Iran ameaça prosseguir seus programas

O resultado negativo de Genebra, com a demonstração do regime iraniano de prosseguir nas suas ameaças aos Estados Unidos, Israel e Ocidente.

Operações

Diante disso, Israel e Estados Unidos colocaram em prática suas operações de guerra.

Estados Unidos - " Fúria Épica"; Israel - "Rugido do Leão". Operações acompanhadas de avisos de evacuações da população e busca de bunckeres subterrâneos de civis.m é membros do governo

Mísseis iranianos

Iran envia mísseis prá todos os lados, principalmente em direção a Israel e bases militares americanas na região. Mísseis interceptados pelo " Domo de Ferro" israelente e escudos de radares americanos.

A Guerra vai escalando atinge, Kwait, Bahrein, Síria, Jordânia, Arábia Saudita, Qatar, Emirado Árabes, Cisjordânia, Iraque e até Chipre ( Território da Otan)

Grã-Bretanha

Ameaça, entrar, ante prejuízos de seus interesses na região e Estados Unidos avisa que poderá lançar um míssel letal no Iran.

Ali Kamenei um idoso de 84 anos anos teve morte reconhecida, já teria partido para os braços das 72 virgens no Paraíso.




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Outros comportamentos

A Rússia continua em silêncio e China envia material para enriquecimento do urânio iraniano.

A propósito da Rússia, a guerra do Oriente Médio pode prejudicar seu propósito de sair da condição de pária internacional e retornar ao sistema dólar ocidental (swift) tema que pode ser para outro de nossos encontros aqui em O Poder.

Fica Dito

*Jarbas Beltrão é Historiador e professor de História da Universidade de Pernambuco UPE. Mestre em Educação pela UFPB. Especialista (MBA) em Política Estratégia em Defesa Nacional e Segurança Pública pela Adesg e Famesc. Vinculado ao MBA em Geopolitica e Novas Fronteiras, Cibernética e IA, da Adesg e Instituto Venturo
Vinculado a Venturo Academy.




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TRT da 6ª Região condecora Veneziano por sua atuação em favor da Justiça do Trabalho

04/03/2026

O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi condecorado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região com a Medalha Conselheiro João Alfredo Corrêa de Carvalho, na categoria Mérito Judiciário. A homenagem se deu por sua contribuição, como Senador da República, em favor da Justiça do Trabalho.

A honraria

Foi conferida ao Senador paraibano pela presidente do TRT – 6ª Região, Nise Pedroso Lins de Sousa, subscrita pela Secretária do Trabalho Pleno do TRT da 6ª Região, Karina de Possídio Marques Lustosa e entregue pelo Desembargador Virginio Henriques de Sá e Benevides, do TRT da 6ª Região; e pelo Juiz Ibrahim Alves Filho, Titular da 1ª Vara do Trabalho de Igarassu-PE.

A medalha

Instituída em 1987 pelo então presidente do TRT-PE, desembargador José Guedes Corrêa Gondim Filho, a Medalha Conselheiro João Alfredo Corrêa de Carvalho leva o nome do político pernambucano que foi conselheiro de Estado no Brasil Impér...

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O Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) foi condecorado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região com a Medalha Conselheiro João Alfredo Corrêa de Carvalho, na categoria Mérito Judiciário. A homenagem se deu por sua contribuição, como Senador da República, em favor da Justiça do Trabalho.

A honraria

Foi conferida ao Senador paraibano pela presidente do TRT – 6ª Região, Nise Pedroso Lins de Sousa, subscrita pela Secretária do Trabalho Pleno do TRT da 6ª Região, Karina de Possídio Marques Lustosa e entregue pelo Desembargador Virginio Henriques de Sá e Benevides, do TRT da 6ª Região; e pelo Juiz Ibrahim Alves Filho, Titular da 1ª Vara do Trabalho de Igarassu-PE.

A medalha

Instituída em 1987 pelo então presidente do TRT-PE, desembargador José Guedes Corrêa Gondim Filho, a Medalha Conselheiro João Alfredo Corrêa de Carvalho leva o nome do político pernambucano que foi conselheiro de Estado no Brasil Império. A homenagem é direcionada a personalidades que, por suas qualidades, destacam-se no seu campo de atuação ou prestam relevantes serviços à Justiça do Trabalho.




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Rise Club promove aulão gratuito de jiu-jitsu para mulheres no Recife e em Caruaru

04/03/2026

O Dia Internacional da Mulher ganha este ano uma opção comemorativa diferente. A Rede de academias Rise Club realiza, no próximo domingo (08/03) , um aulão especial de jiu-jitsu em comemoração à data, com programação voltada à saúde, bem-estar e empoderamento feminino. O encontro acontece na unidade Boa Viagem 2 , no Recife , das 9h às 12h , e é aberto para alunas e convidadas. A atividade será conduzida pela atleta Andreza Muniz , em conjunto com as praticantes de jiu-jitsu Andressa Lustosa, Fernanda Rodrigues e Gabriela Lima , além de prática de Yoga com Karla Costa e roda de conversa mediada pela psicóloga Ingrid May. A programação inclui prática de jiu-jitsu, vivência de defesa pessoal, yoga e um espaço de diálogo sobre a presença das mulheres nas artes marciais e na luta por mais segurança e autonomia no dia a dia.



Mais do que um aulão

A atividade tem o objetivo de aproximar mulheres do universo das lutas, promover acolhimento...

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O Dia Internacional da Mulher ganha este ano uma opção comemorativa diferente. A Rede de academias Rise Club realiza, no próximo domingo (08/03) , um aulão especial de jiu-jitsu em comemoração à data, com programação voltada à saúde, bem-estar e empoderamento feminino. O encontro acontece na unidade Boa Viagem 2 , no Recife , das 9h às 12h , e é aberto para alunas e convidadas. A atividade será conduzida pela atleta Andreza Muniz , em conjunto com as praticantes de jiu-jitsu Andressa Lustosa, Fernanda Rodrigues e Gabriela Lima , além de prática de Yoga com Karla Costa e roda de conversa mediada pela psicóloga Ingrid May. A programação inclui prática de jiu-jitsu, vivência de defesa pessoal, yoga e um espaço de diálogo sobre a presença das mulheres nas artes marciais e na luta por mais segurança e autonomia no dia a dia.



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Mais do que um aulão

A atividade tem o objetivo de aproximar mulheres do universo das lutas, promover acolhimento e criar um ambiente seguro para troca de experiências. Na roda de conversa, participantes poderão tirar dúvidas sobre a modalidade, compartilhar histórias e discutir como o jiu-jitsu pode ser uma ferramenta de autoconfiança, fortalecimento físico e mental, além de rede de apoio entre mulheres.



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A programação

Faz parte de uma série de ações da Rede Rise Club para o mês de março. No sábado (7) , acontecem também aulões de Krav Maga para Mulheres em outras unidades: em Caruaru , em parceria com o Krav Maga Caruaru, das 15h às 18h; e na unidade Casa Forte, no Recife, das 7h30 às 10h , sob a condução do instrutor Thiago Augusto.



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O que é Krav Maga

É um sistema de defesa pessoal e combate corpo a corpo desenvolvido em Israel na década de 1940 por Imi Lichtenfeld, focado na neutralização rápida e eficiente de ameaças reais. Não é considerado um esporte ou arte marcial com regras, mas sim uma técnica utilitária baseada em reflexos naturais, ensinando a usar pontos sensíveis do corpo para se proteger, independente de força ou idade.

Praticantes e iniciantes

O aulão de domingo, em Boa Viagem, é voltado tanto para quem já pratica quanto para iniciantes, sem necessidade de experiência prévia em jiu-jitsu e em defesa pessoal. As vagas são limitadas.



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Serviço

Aulão de Jiu-jitsu – Dia Internacional das Mulheres (Rise Club)
Data: Domingo, 8 de março
Horário: 9h às 12h
Local: Rise Club – Unidade Boa Viagem 2
Endereço: R. Ana Camelo da Silva, 168 – Boa Viagem, Recife (PE)
Atividades: Jiu-jitsu, defesa pessoal, yoga e roda de conversa
Público-alvo: Mulheres (alunas e convidadas; iniciantes e praticantes)
Informações e inscrições:
Telefone/WhatsApp: (81) 92003-3934
Instagram: @risecluboficial

Krav Maga para Mulheres – Casa Forte
Sábado, 7 de março, das 7h30 às 10h
Estrada das Ubaias, 388 – Casa Forte, Recife (PE)

Krav Maga para Mulheres – Caruaru
Sábado, 7 de março, das 15h às 18h
R. Saldanha Marinho, 1640 – Maurício de Nassau, Caruaru (PE)



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Ar-condicionado faz mal à saúde? É mito. Para especialistas, eles reduzem a poluição e melhoram a qualidade do ar interno

04/03/2026

Todo .undo usa ar condicionado mas sempre surge alguem sugerindo que faz mal à saúde por isso ou aquilo. Não procede. Se está com vontade de comprar um novo ar-condicionado, mas tem medo de males que pode vir a adquirir, como doenças respiratórias, fique tranquilo. Os aparelhos atuais possuem tecnologias que reduzem microrganismos, entre outros benefícios. A palavra é dos especialistas deste segmento da economia, que destacam que nos últimos 30 anos, a indústria tem se comprometido com o desenvolvimento de aparelhos dotados de modernos sistemas de filtração, que melhoram a Qualidade do Ar Interno (QAI, no jargao técnico). Assim, contribuem para que casas e edifícios tenham ambientes mais saudáveis.



Filtros avançados

Um dos motivos disso é que os aparelhos de ar-condicionado atuais melhoram a QAI, principalmente, através de filtros avançados (como o HEPA — (High Efficiency Particulate Air) um tipo de filtro de ar de alta eficiênci...

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Todo .undo usa ar condicionado mas sempre surge alguem sugerindo que faz mal à saúde por isso ou aquilo. Não procede. Se está com vontade de comprar um novo ar-condicionado, mas tem medo de males que pode vir a adquirir, como doenças respiratórias, fique tranquilo. Os aparelhos atuais possuem tecnologias que reduzem microrganismos, entre outros benefícios. A palavra é dos especialistas deste segmento da economia, que destacam que nos últimos 30 anos, a indústria tem se comprometido com o desenvolvimento de aparelhos dotados de modernos sistemas de filtração, que melhoram a Qualidade do Ar Interno (QAI, no jargao técnico). Assim, contribuem para que casas e edifícios tenham ambientes mais saudáveis.



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Filtros avançados

Um dos motivos disso é que os aparelhos de ar-condicionado atuais melhoram a QAI, principalmente, através de filtros avançados (como o HEPA — (High Efficiency Particulate Air) um tipo de filtro de ar de alta eficiência que captura pelo menos 99,97% das partículas microscópicas transportadas pelo ar — e o carvão ativado) que resfriam o ambiente e também retém odores, poeira, ácaros, bactérias e poluentes.

Além disso, são responsáveis pelo controle da umidade, prevenindo mofo e ressecamento; bem como garantem ventilação e renovação do ar, itens importantíssimos para QAI na circulação e diluição do CO2.

Tecnologias modernas

Da mesma forma, alguns modelos dispõem de tecnologias como ionizadores e descargas de elétrons que também eliminam micro-organismos, reduzindo alergias e melhorando o bem-estar, desde que o aparelho seja bem mantido.

Conforme técnicos do setor Avacr — que reúne a indústria de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado e Refrigeração — atualmente os filtros HEPA, utilizados nesses aparelhos, capturam 99% de partículas finas como pólen, poeira, fumaça, fungos e bactérias. O carvão ativado neutraliza odores e gases nocivos, como os de poluição. Ionizadores e tecnologias como Streamer, também utilizados em certos modelos de ar-condicionados, liberam elétrons que decompõem vírus, bactérias e alérgenos, sem falar em outras tantas características.



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Importância da manutenção

Mas os especialistas alertam para a importância de se manter a limpeza e manutenção em dia. Ou seja, é preciso fazer a limpeza regular dos filtros, porque filtros sujos podem acumular patógenos, piorando a qualidade do ar e causando infecções. E manter os sistemas revisados conforme recomendado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Em outras palavras

Nada de achar que aparelhos de ar-condicionado fazem mal, pelo contrário. São aparelhos que filtram, desumidificam e ventilam, purificando o ar e criando um ambiente mais saudável e confortável, especialmente para quem sofre de alergias ou problemas respiratórios.

Com a palavra, especialistas

No mundo contemporâneo, onde se tornam cada vez mais importantes ambientes de trabalho saudáveis, arquitetos e outros especialistas já deixaram claro: nesses locais, onde muita gente passa 80% a 90% do seu tempo diariamente, embora fatores como acústica, ergonomia, iluminação e conforto térmico em locais fechados sejam de extrema relevância, a qualidade do ar interno e os aparelhos de ar-condicionado consistem em itens mais observados.

Conforme informou Marcelo Munhoz, diretor da Sicflux e vice-presidente da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) durante entrevista, o mito de que o ar condicionado faz mal se dá porque muitas vezes as pessoas não sabem o malefício que um o equipamento mal instalado pode trazer ou mesmo por ficar sem manutenção e limpeza adequadas.

A mesma opinião tem Marcos Santamaria Alves Corrêa, engenheiro das Indústrias Tosi. “Entendo que este se deva ao fato de, em muitas instalações, não existir renovação de ar ou esta ser insuficiente para o número de pessoas dos ambientes e, também, pela falta de manutenção apropriada. Mas acredito que essa percepção se deve aos sistemas de climatização que operam fora das normas técnicas”, frisou.



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Instalações adequadas

Leonardo Cozac, CEO da Conforlab e diretor-presidente da Abrava, também é da opinião que os sistemas devem ser “projetados, instalados e mantidos adequadamente para garantir condições de bem-estar e saúde”.

“Na verdade, não se trata apenas de uma percepção. Realmente existem problemas associados ao mau uso do ar-condicionado, mas é importante ressaltar que esses problemas têm causas no uso inadequado, na deficiência da manutenção, nos projetos precários ou mal executados e não na tecnologia em si”, explicou.

Acompanhamento, renovação e filtragem

Segundo Cozac, em condições adequadas, o ar-condicionado é uma tecnologia segura, que possui papel fundamental no dia a dia de muitas pessoas, indo muito além do conforto térmico. E que pode, até mesmo, ser um elemento transformador na qualidade dos ambientes internos.

Mas dirigentes da Abrava também ressaltam: é importante a instalação complementar no ambiente atendido por aparelhos de ar condicionado, de sistemas de renovação e filtragem (tratamento) do ar para controle e filtragem de gases, materiais particulados e microrganismos presentes no ar por parte de profissionais legalmente habilitados e capacitados.

A expectativa da associação é de que a população se conscientize, de uma vez por todas, de que o mercado de ar-condicionado tem uma grande oportunidade de contribuir para a qualidade do ar interno. E que o seu benefício vai além do conforto térmico.



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Águas de março: oito açudes sangram na Paraíba

04/03/2026

São as águas de março. As chuvas que caem na Paraíba neste mês de março, aumentaram o volume dos principais reservatórios do Estado. Pelo menos oito açudes atingiram a capacidade máxima em decorrência das últimas chuvas.

Os açudes


Segundo a da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), estão sangrando o açude de Araçaji, na cidade do mesmo nome, o açude de Porções, na cidade de Monteiro, Caçimba de Várzea, na cidade de Cacimba de Dentro, o açude Pedra Lisa em Bananeiras, São José II também em Monteiro, Olho D´água e Brejinho na cidade do Mari, e Cachoeira da Vaca na cidade de Cachoeira dos índios, este último no Sertão do Estado


Barragem da Farinha

A Barragem da Farinha, em Patos, no Sertão da Paraíba, saiu de cerca de 2% para mais de 79% de volume de água em apenas três dias de chuvas intensas, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). De acordo com...

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São as águas de março. As chuvas que caem na Paraíba neste mês de março, aumentaram o volume dos principais reservatórios do Estado. Pelo menos oito açudes atingiram a capacidade máxima em decorrência das últimas chuvas.

Os açudes


Segundo a da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), estão sangrando o açude de Araçaji, na cidade do mesmo nome, o açude de Porções, na cidade de Monteiro, Caçimba de Várzea, na cidade de Cacimba de Dentro, o açude Pedra Lisa em Bananeiras, São José II também em Monteiro, Olho D´água e Brejinho na cidade do Mari, e Cachoeira da Vaca na cidade de Cachoeira dos índios, este último no Sertão do Estado


Barragem da Farinha

A Barragem da Farinha, em Patos, no Sertão da Paraíba, saiu de cerca de 2% para mais de 79% de volume de água em apenas três dias de chuvas intensas, segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de mais chuvas nas próximas horas para várias regiões da Paraíba.

Os dados

Segundo dados da Aesa, até o último sábado, dia 28 de fevereiro, a Barragem da Farinha tinha apenas cerca de 2% da capacidade total do volume de água. Após as fortes chuvas registradas no sábado (28) e domingo (1º), o volume de água do reservatório, responsável pelo abastecimento de Patos, ultrapassa os 79%.

Boqueirão

Já o açude Epitácio Pessoa em Boqueirão, está com 38,67% % de sua capacidade, o equivalente a 180.405.398,50 2 milhões de metros cúbicos de sua total capacidade de armazenamento que é de 466.525.964,00 metros cúbicos de água.

A variação

Segundo a AESA, a variação nos volumes dos principais reservatórios da Paraíba neste início de ano reflete o período de menor incidência de chuvas no estado e as características específicas de cada bacia hidrográfica, conforme dados oficiais da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).


Comparativo

O comparativo entre janeiro e fevereiro de 2024, 2025 e 2026 indica oscilações naturais nos volumes, com comportamento compatível com a estação. Em 2026, os percentuais observados estão dentro do padrão esperado para o período, com acompanhamento técnico permanente. O açude
O monitoramento dos reservatórios segue contínuo em todo o estado, e a população pode acompanhar boletins e dados atualizados nos canais oficiais da Aesa.

Severino Lopes
O Poder



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Ator José Dumont segue preso após ser condenado por estupro de vulnerável

04/03/2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, o ator paraibano José Dumont, de 75 anos, em cumprimento a um mandado de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. Ele segue preso.

A prisão

O ator foi preso em sua casa no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, e levado para a delegacia por agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter).

O caso

O caso teve origem em 2022, quando, segundo as investigações, Dumont levou para o interior de seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que vendia alimentos na porta do prédio.

Moradores denunciaram a situação à polícia e relataram que a criança teria ido ao imóvel em outras ocasiões.

A condenação

O ator foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em decisão definitiva, após trânsito em julgado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Após o cumprimento das fo...

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, o ator paraibano José Dumont, de 75 anos, em cumprimento a um mandado de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. Ele segue preso.

A prisão

O ator foi preso em sua casa no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, e levado para a delegacia por agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter).

O caso

O caso teve origem em 2022, quando, segundo as investigações, Dumont levou para o interior de seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que vendia alimentos na porta do prédio.

Moradores denunciaram a situação à polícia e relataram que a criança teria ido ao imóvel em outras ocasiões.

A condenação

O ator foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão em decisão definitiva, após trânsito em julgado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Após o cumprimento das formalidades legais, ele será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O Poder




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