Trump exige que Harvard pague indenização de US$ 1 bilhão
03/02/2026
A postagem
A postagem de Trump tem ligação com uma matéria publicada pelo jornal norte-americano The New York Times. Segundo o veículo, o presidente teria recuado em uma exigência de pagamento de US$ 200 milhões para resolver o conflito entre a universidade e o governo.
Cita
O presidente ainda cita uma parte da reportagem em que diz que parte das pessoas ligadas à universidade acreditam que Harvard deve fechar um acordo com Trump.
Afirmou
Trump afirmou no ano passado que seu governo estava perto de um acordo com Harvard que incluiria um pagamento de 500 milhões de dólares por parte da universidade, após meses de negociações sobre as políticas da instituição...
A postagem
A postagem de Trump tem ligação com uma matéria publicada pelo jornal norte-americano The New York Times. Segundo o veículo, o presidente teria recuado em uma exigência de pagamento de US$ 200 milhões para resolver o conflito entre a universidade e o governo.
Cita
O presidente ainda cita uma parte da reportagem em que diz que parte das pessoas ligadas à universidade acreditam que Harvard deve fechar um acordo com Trump.
Afirmou
Trump afirmou no ano passado que seu governo estava perto de um acordo com Harvard que incluiria um pagamento de 500 milhões de dólares por parte da universidade, após meses de negociações sobre as políticas da instituição.
Esse é mais um capítulo da investida do presidente contra a universidade. Em 2025, o republicano cortou verbas da instituição e proibiu a matrícula de estudantes estrangeiros.
Recorreu
Em dezembro, o governo Trump recorreu da decisão de um juiz que considerou ilegal o cancelamento de mais de US$ 2 bilhões em bolsas de pesquisa concedidas a Harvard e que, portanto, não pode mais cortar o financiamento de pesquisas para a universidade da Ivy League.
Leia outras informações
Inclusão e integração marcaram projeto ‘Sextou no Alto’, realizado em Floresta
07/02/2026
A programação dessa última noite foi bem diversificada, contando inicialmente com o cortejo do Maracatu Baque Virado, saindo da histórica Igrejinha do Rosário rumo à Praça Major João Novaes, conhecida como Praça do Alto.
Ruas enfeitadas e multidão
Com ruas enfeitadas de bandeirolas e arrastando uma multidão, a força, o brilho e beleza do Maracatu Afrobatuque, que este ano completa 15 anos de resistência cultural e humana, em Floresta e região, foi conduzido pelo Mestre Libânio.
Em seguida o carnavalesco Quincas Leocádio, com s...
Floresta foi palco de mais uma edição do projeto “Sextou no Alto”, que desta feita teve como tema um 1° grito de Carnaval. O “Sextou no Alto” foi idealizado por um grupo de florestanos que viram a necessidade de promover e fazer renascer a forte cultura da Terra dos Tamarindos com momentos de descontração, inclusão e de reviver os bons momentos nas calçadas e praças da cidade
A programação dessa última noite foi bem diversificada, contando inicialmente com o cortejo do Maracatu Baque Virado, saindo da histórica Igrejinha do Rosário rumo à Praça Major João Novaes, conhecida como Praça do Alto.

Ruas enfeitadas e multidão
Com ruas enfeitadas de bandeirolas e arrastando uma multidão, a força, o brilho e beleza do Maracatu Afrobatuque, que este ano completa 15 anos de resistência cultural e humana, em Floresta e região, foi conduzido pelo Mestre Libânio.
Em seguida o carnavalesco Quincas Leocádio, com sua alegria e irreverência expôs as evoluções dos estandartes de icônicos desfiles florestanos do passado. A intenção é fazer o retorno, não deixando essa tradição no esquecimento.

Emoção e vibração
Vale ressaltar que no mesmo momento, o Coral Cante Conosco, em parceria com Quincas Leocadio, entoou ‘O Ultimo Regresso’ , famoso frevo pernambucano de bloco, de autoria de Getúlio Cavalcanti, marcando um momento único e levando descontração a todos.

Para fechar com chave de ouro, o Coral continuou com marchinhas de Carnaval, como Jardineira, Tai, Voltei Recife, Frevo Mulher, entre outros, conduzindo os convidados a uma verdadeira Cantata de Carnaval e fechando com uma ciranda.

Enfim, foi uma noite agradável e produtiva, pois além do enriquecimento cultural a equipe incentivou e propôs aos convidados um maior envolvimento e participação para os próximos encontros.
Mano Medeiros: obras viárias colocam Jaboatão na rota dos grandes investimentos
07/02/2026
Junta-se a essa perspectiva as já iniciadas obras do lote — um do projeto do Arco Viário Metropolitano, ligando Moreno ao Cabo e margeando Jaboatão dos Guararapes, executadas pelo governo estadual.
Eliminação de retorno
A obra referente ao viaduto, que será contratada pelo Ministério dos Transportes do Governo Federal, divulgada neste sábado (07/02), consiste na implantação de uma alça e faixas de acesso ligando a pista oeste da BR-101 (sentido Jaboatão/Litoral Sul) até a antiga BR-101.
Com isso, eliminará um retorno, em...
Agora é oficial. O Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira (06/02) o edital de licitação para contratar a empresa que vai construir o novo viaduto no trecho da empresa Vitarella, na altura do km 84 da BR-101 Sul, na entrada de Jaboatão dos Guararapes. Com isso, o município se prepara para a possibilidade de uma nova explosão de investimentos em setores na área do desenvolvimento econômico.
Junta-se a essa perspectiva as já iniciadas obras do lote — um do projeto do Arco Viário Metropolitano, ligando Moreno ao Cabo e margeando Jaboatão dos Guararapes, executadas pelo governo estadual.
Eliminação de retorno
A obra referente ao viaduto, que será contratada pelo Ministério dos Transportes do Governo Federal, divulgada neste sábado (07/02), consiste na implantação de uma alça e faixas de acesso ligando a pista oeste da BR-101 (sentido Jaboatão/Litoral Sul) até a antiga BR-101.
Com isso, eliminará um retorno, em nível, existente no km 83,8. Atualmente, em horários de pico, esse ponto da rodovia é um verdadeiro gargalo, causando transtorno e lentidão no trânsito nos dois sentidos da BR.
Movimento Atitude
O projeto que estudou e idealizou a solução para o local foi contratado pelo Movimento Atitude, formado por um grupo de grandes empresários e executivos pernambucanos que atuam de forma cooperativa na promoção de ações e projetos com o objetivo de beneficiar o Estado e a população pernambucana.
A expectativa é de que a obra viária na BR-101 e nova rota entre o litoral Norte e Sul tenha impacto direto na melhoria do sistema viário do município, facilitando a logística, diminuindo distâncias e o escoamento de produtos e mercadorias
Junto com o Arco Metropolitano, serão construídas duas importantes intervenções viárias que irão transformar e melhorar o sistema rodoviário em toda a Região Metropolitana e, no caso do futuro viaduto da Vitarella, beneficiar diretamente quem chega e sai de Jaboatão pela BR-101 Sul e a antiga BR-101.
Divisor da economia, diz prefeito
Para o prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, essas intervenções viárias serão um divisor na economia do município, de Pernambuco como um todo, cujo reflexo abrangerá toda a região.
“Hoje, já somos um maior polo logístico de todo o Nordeste, com a presença de grandes centros de distribuição e armazenagem que se fixaram aqui pelos atrativos e vantagens que Jaboatão possui, a exemplo da conectividade com as principais rodovias e a proximidade com o aeroporto e os portos de Suape e do Recife”, destacou Medeiros
“Mas, já de alguns anos que existia esse complicador naquela área e que, com muito esforço e articulação do governo estadual e também do setor privado, agora vislumbramos um movimento de investimentos e crescimento com a atração de novas empresas e gerando, automaticamente, mais empregos para os jaboatonenses”, acrescentou o gestor.
Pistas locais
Medeiros informou, ainda, que somando-se a essas duas macroações, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes também tem estudado e avançado em soluções para melhorar a situação viária das pistas locais da BR-101, como na questão de proibição e implantação de áreas de estacionamento, além de ações que envolvam melhorias urbanas no entorno de trechos como na altura da empresa Solar, a Coca-Cola.
Saiba quais são os principais roteiros da folia deste fim de semana no Recife e em Olinda
07/02/2026
No Recife, a folia tem início às 16h30 de hoje, com o Cortejo Gigantes de Pernambuco, do qual fazem parte O Homem da Meia Noite e Bonecos Gigantes. Às 18h30 tem apresentação da Orquestra do Maestro Duda, com Nonô Germano, André Rio e Marron
Brasileiro. A partir das 20h30, estão programa
A partir de 20h30 serão iniciadas apresentações das cantoras Nena Queiroga, Isadora Melo, Ylana Queiroga, Natascha Falcão, Laís Senna, Priscila Senna e Raphaela Santos.
No domingo estão previstas apresentações do Bloco d...
A semana que se inicia ainda é de pré-carnaval, mas a folia — que já começou há semanas — é marcada por programação intensa de blocos e troças neste fim de semana. Desde o festival intitulado ‘Pernambuco Meu País’, no Terminal Marítimo de Passageiros, com shows de artistas locais diversos até este domingo (08/02), a desfiles de blocos de frevo, cortejos, maracatus, afoxés e até grupos de reggae pelo centro do Recife e nas ladeiras de Olinda.
No Recife, a folia tem início às 16h30 de hoje, com o Cortejo Gigantes de Pernambuco, do qual fazem parte O Homem da Meia Noite e Bonecos Gigantes. Às 18h30 tem apresentação da Orquestra do Maestro Duda, com Nonô Germano, André Rio e Marron
Brasileiro. A partir das 20h30, estão programa
A partir de 20h30 serão iniciadas apresentações das cantoras Nena Queiroga, Isadora Melo, Ylana Queiroga, Natascha Falcão, Laís Senna, Priscila Senna e Raphaela Santos.
No domingo estão previstas apresentações do Bloco de Samba A Turma do Saberé, sequida da Orquestra Recife de Bambas, Gabi do Carmo, Karynna Spinelli, Maria Pagodinho e Gerlane Lops. A partir das 20h têm início show de Alcione, seguida por Gloria Groove e Belo.
Também o bloco Bicho Maluco Beleza ocupa a Rua da Aurora, na área central do Recife, neste domingo às 16h. Durante as prévias, os cortejos, que possuem concentração Cais da Alfândega, acontecerão a partir das 15h de hoje e durante toda a semana pré-carnavalesca. Nos dias de Carnaval, os desfiles serão das 15h às 20h.
Circuito Leda Alves
Já no Circuito Leda Alves de Cultura Popular estão programadas a Troça Carnavalesca Ceroula de Olinda, Troça Carnavalesca Mista (TMC) Cariri Olindense, entre outras agremiações de diversas manifestações carnavalescas.
Outro destaque é a 23ª edição do festival PREAMP, que termina neste domingo, a partir das 16h, no Cais da Alfândega. O evento traz ao público shows com alguns dos nomes proeminentes da cena musical atual do Nordeste. Com o tema ‘Conexão Nordeste’, ressalta a força criativa da região e reforça o compromisso com a promoção da música autoral nordestina. Este ano, sobem ao palco artistas como Luedji Luna e Martins, entre outros.
A chamada ‘Mostra Musical’ traz os shows de seis atrações pernambucanas - Islan, O Cão, Dandara MC, Mestre Josivaldo Caboclo, Alice Counter e Rob Love -, selecionadas a partir de uma curadoria pensada a partir da diversidade e da necessidade da democratização do acesso aos palcos.

Blocos de pau e corda
Em relação aos blocos de pau e corda, a programação conta com um cortejo de flabelistas e flabelos, saindo pela Avenida Rio Branco, às 17h deste sábado, percorrendo a Rua do Bom Jesus e chegando à Praça do Arsenal.
A partir das 18h, o público poderá acompanhar as apresentações do Bloco Flabelo Encantado, Bloco Lírico Flor do Tamarindo, Bloco Compositores e Foliões, Bloco Carnavalesco Misto Flor da Lira, Bloco Carnavalesco Lírico Cordas e Retalhos e Bloco Lírico Seresteiros de Salgadinho.Cada agregação terá 30 minutos de evolução.
Afoxés e reggae
E domingo, o Pátio de São Pedro receberá, a partir das 16h, mais uma edição dos Encontros de Afoxés. Participam, respeitando a hierarquia tradicional: Afoxé Alafin Oyó (1983); Afoxé Ylê de Egbá (1986); Afoxé Filhos de Xangô – UAPE (1999); Afoxé Povo de Ogunté – UAPE (2000); Afoxé Oyá Alaxé (2004); Afoxé Oxum Jagurá (2005); Afoxé Omó Obá Dê (2005); Afoxé Elegbará (2006); Afoxé Ogbô Obá (2007); Afoxé Yami Balé Gilê (2007); Afoxé Omo Inã (2012); Afoxé Obá Iroko – UAPE (2012); Afoxé Babá Orixala Funfun (2012); Afoxé Ara Omim (2014); Afoxé Aféfé Lagbará (2016); Afoxé Omolu Pa Kérù Awo (2016).
A Praça do Arsenal também sediará neste domingo, a partir das 17h, mais uma edição do Palco Frei Caneca, com artistas locais.Enquanto o Cais da Alfândega receberá no mesmo dia a 18ª edição do Festival Pré no Reggae, uma das mais aguardadas prévias carnavalescas gratuitas destinada a quem gosta do ritmo jamaicano. O evento, que tem início a partir das 17h, contará com apresentações de Dona Bagga, que irá convidar a cantora Mali e Rico Dujanga; Takafaire; Manga Rosa; Dj Hal; Dj Favela e Dj Armandinho.

Programação em Olinda
Em Olinda, o último final de semana de prévias promete reunir diversos desfiles tradicionais de troças e blocos, com destaque para os cortejos das Sambadeiras e da Ceroula em diversos pontos da Marim dos Caetés.
Neste sábado estão previstos: Corrida dos Bonecos Gigantes, Bloco Infantil Casa da Vovó, Mangue Beatinho, Troça Quanta Lancheira, Bloco de Carnaval de Fernanda Spacca, Fui Ajeitar e Piorei, Bloco da Associação de Proteção Veicular Grupo Ello, Troça Carnavalesca Mista O Peneirão, A Vaidosa, TCM Carlitos de Olinda, Calungada, Batuques de Pernambuco, Caiu na Rede é Sereia, TCM Dono do Mundo, Orquestra de Oséas, Boneco Dono do Mundo, Orquestra de Frevo Saboeira e Casa das Rainhas.
No domingo, estão previstos:TCM Tá Maluco, Os Linguarudos do Bonsucesso e o Boneco de Jorge Federal, Bloco Desesperados, Bateria Povoada, Grupo de Percussão Batadoni, Ceroula, Sambadeiras, Bateria ADS Tsunami, Bloco Aláfia, Bloco Rango de Mãe, Pagodeiro Bolado, Clube Vassourinhas, Maracatu Badia, Afoxé Tèlá Òkó Ará Ejibô e Balanço Enredo.

O sábado (7) é dia de operação especial no Recife para montagem da escultura gigante do Galo da Madrugada
07/02/2026
Este sábado (07/02) é considerado muito importante para os pernambucanos, independentemente de gostarem ou não do carnaval. É a data em que será instalado o galo gigante no centro do Recife, representando a espera para a saída, dentro de oito dias, do maior bloco de carnaval do mundo: O Galo da Madrugada — um dos mais legítimos representantes da cultura pernambucana e do país.
Para se ter ideia da relevância desse trabalho, conforme a tradição, todos os anos informações sobre a forma como terá o galo a cada ano, como será vestido, como será montado (uma vez que sua estrutura é sempre diferente) são escondidos durante meses pelos integrantes da agremiação.
Homenagem a Dom Helder
Mas faltando pouco para sua instalação, o artista plástico Leopoldo Nóbrega, responsável pela escultura, adiantou alguns detalhes. O bloco fará uma homenagem este ano a Dom Helder Câmara, com o tema “folião frater...
Hylda Cavalcanti
Este sábado (07/02) é considerado muito importante para os pernambucanos, independentemente de gostarem ou não do carnaval. É a data em que será instalado o galo gigante no centro do Recife, representando a espera para a saída, dentro de oito dias, do maior bloco de carnaval do mundo: O Galo da Madrugada — um dos mais legítimos representantes da cultura pernambucana e do país.
Para se ter ideia da relevância desse trabalho, conforme a tradição, todos os anos informações sobre a forma como terá o galo a cada ano, como será vestido, como será montado (uma vez que sua estrutura é sempre diferente) são escondidos durante meses pelos integrantes da agremiação.

Homenagem a Dom Helder
Mas faltando pouco para sua instalação, o artista plástico Leopoldo Nóbrega, responsável pela escultura, adiantou alguns detalhes. O bloco fará uma homenagem este ano a Dom Helder Câmara, com o tema “folião fraterno”.
A operação para montagem da estrutura mobiliza uma grande equipe no centro do Recife. A Ponte Duarte Coelho será interditada a partir das 11h para instalação do galo gigante. Em função do bloqueio, o trânsito na região e o fluxo de 120 linhas de ônibus terão os itinerários alterados. Também haverá interdições em outras pontes na área.
Informações sobre novas rotas
A ponte Duarte Coelho só será reaberta após o dia 22 de fevereiro, mas nada que incomode os pernambucanos, em especial os recifenses — que, inclusive, estão acostumados com essa mudança no período, todos os anos.
Equipes de divulgação sobre os itinerários provisórios dos ônibus ficarão posicionados na Ponte Duarte Coelho para passar informações aos cidadãos nos terminais integrados de Santa Rita, Recife e Joana Bezerra, além das estações de BRT Hospício, Derby, Nossa Senhora do Carmo, Guararapes, Soledade e Riachuelo.
Duas aberturas em separado
Este ano, os representantes do governo estadual e da prefeitura do Recife, adversários políticos nas eleições de outubro, decidiram fazer aberturas oficiais do carnaval em datas e locais diferentes.
Por parte do Governo de Pernambuco, a abertura aconteceu na noite de ontem (06/02), no Terminal Marítimo do Recife Antigo. Já a abertura por parte da Prefeitura do Recife, com entrega da chave da cidade ao Rei Momo, está programada para a próxima quinta-feira (12/02), no Marco Zero.
E a semana pré-carnavalesca no Recife e em Olinda já é de saída de vários blocos e programação intensa.
Galo folião
Segundo informou Leopoldo Nóbrega, a escultura do galo este ano foi produzida com técnicas como mosaico, upcycling, pontilhismo e impressões aplicadas em diferentes partes, além de materiais sustentáveis.
O artista explicou que foram usados vários materiais descartados, com técnicas e tecnologias de inovação. O galo gigante receberá uma biojoia produzida com materiais retirados do mangue, próximo à Ilha de Deus, no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife
No peito do galo, será aplicado o pontilhismo com tampinhas de garrafa e materiais descartáveis, que também compõem a “chama” do coração instalado no centro da estrutura, em referência a Dom Helder Câmara.
Sombrinhas e corações
"Ninguém melhor do que Dom Hélder Câmara para poder falar sobre essa fraternidade e essa capacidade de incluir com coração gigante. A gente vai ter um coração em homenagem a Dom Hélder e a essa fraternidade que a gente deseja para o carnaval", disse Nóbrega.
O rabo do Galo será composto por sombrinhas de frevo e partes da coxa, que vão receber uma manta produzida a partir de recortes feitos em oficinas de arteterapia com pessoas em situação de rua ou com transtornos mentais. Tudo para unir inclusão social, fraternidade, alegria e união para o carnaval. Os foliões já estão esperando com o grito mundialmente conhecido: “E é o galo, gallooooo!”

É Findi - Adeus, Orelha! - Poema - Por Eduardo Albuquerque*
07/02/2026
Olho teus olhos, ei-los fechados
Como se agora, tu já resignado
Do ato tão vil, atroz, que apavora!
Quanta violência, só maldades
A mais cruel, das crueldades
Quão amorfa, doente, a sociedade
As feras humanas, atrocidades!
Fui massacrado, assassinado
À pauladas, findei trucidado
Pregos em meu cérebro, cravados!
A dor que senti, enfim se ausentou
Aos humanos retribuo, com amor
Que lhes sirva de legado, a minha dor!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.
Não mais suporto ... e choro!
Olho teus olhos, ei-los fechados
Como se agora, tu já resignado
Do ato tão vil, atroz, que apavora!

Quanta violência, só maldades
A mais cruel, das crueldades
Quão amorfa, doente, a sociedade
As feras humanas, atrocidades!

Fui massacrado, assassinado
À pauladas, findei trucidado
Pregos em meu cérebro, cravados!

A dor que senti, enfim se ausentou
Aos humanos retribuo, com amor
Que lhes sirva de legado, a minha dor!
*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.

É Findi – O Pega-Pega da Felicidade - Crôniqueta - Por Xico Bizerra*
07/02/2026
Nunca é tarde para voltar a ser criança, brincar. O tempo gosta da brincadeira de pega-pega comigo e quase sempre vence a disputa. Eu nunca soube jogar direito esse jogo. Mas insisto em jogar. Quem sabe um dia eu vença a disputa e consiga perenizar o tempo feliz e fazer com que as mazelas do tempo ruim não se demorem por aqui, na ânsia de me pegar. O lado bom é quando num descuido, a gente pega a felicidade e ela se pendura no ponteiro das horas, aquele que anda mais devagarzinho, quase parando. Mas isso nem sempre acontece: ela é teimosa e, às vezes, acha de se amontar no dos segundos, aquele que corre veloz e cumpre seu ciclo rapidamente. E vai embora tão rapidamente quanto chegou. Mas bom mesmo, sem igual, é quando a felicidade se aboleta de preguiça no ponteiro do relógio sem corda e as horas param, não avançam e a felicidade, então plena, faz-se estática, duradoura e permanece marcando, por um bom tempo, um tempo bom. Ainda existem aqueles relógios em que se dá corda?
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Pensão Delmiro Gouveia - por Carlos Bezerra Cavalcanti*
07/02/2026
Padrão Internacional
Muitos estrangeiros que chegavam ao Recife hospedavam-se nela. Para a escritora americana Marie Robinson Wright, em seu livro The New Brazil (1901): “O Hotel do Derby é perfeitamente moderno em todos os sentidos e orientado por um padrão metropolitano de serviço.”
O Incêndio No Derby
Na madrugada de 2 de janeiro de 1900, como é sabido, o Mercado do Derby foi, dolosamente, incendiado, um do hospedes, testemunhou o diálogo entre os incendiários:” Vamos tocar fogo também ali (na Pensão) _ não, ali tem famílias”. Infelizmente com a desativação do antigo Mercado, e por interesses políticos contrários a Delmiro Gouveia, e ao bom senso, a Pen...
O Hotel Internacional do Derby, (pensão Delmiro Gouveia) representava no início do século passado, um dos mais requintados hotéis do Recife, cujos hóspedes ali chegavam conduzidos por barcos, a exemplo da pensão Landy, localizada do outro lado do rio.
Padrão Internacional
Muitos estrangeiros que chegavam ao Recife hospedavam-se nela. Para a escritora americana Marie Robinson Wright, em seu livro The New Brazil (1901): “O Hotel do Derby é perfeitamente moderno em todos os sentidos e orientado por um padrão metropolitano de serviço.”
O Incêndio No Derby
Na madrugada de 2 de janeiro de 1900, como é sabido, o Mercado do Derby foi, dolosamente, incendiado, um do hospedes, testemunhou o diálogo entre os incendiários:” Vamos tocar fogo também ali (na Pensão) _ não, ali tem famílias”. Infelizmente com a desativação do antigo Mercado, e por interesses políticos contrários a Delmiro Gouveia, e ao bom senso, a Pensão foi desativada, sem se construir nada em seu local, que era ao lado da cabeceira leste da atual Ponte do Derby.
A escritora americana Marie Robinson Wright em seu livro The New Brazil (1901) descreve esses tempos assim:
“Muitos estrangeiros visitam o porto de Pernambuco todo ano, e não é raro ver meia dúzia de nacionalidades representadas nos hotéis de seus atraentes subúrbios, especialmente no Derby, que é um dos mais pitorescos lugares que se pode imaginar, com bonitas casas, sombras de arvoredos, leve movimento das águas do rio, pequenas pontes artísticas semi-enterradas na vegetação das margens, e canoas alegremente pintadas deslizando na superfície da água. Este subúrbio goza da distinção de possuir um dos melhores hotéis da América do Sul; o Hotel do Derby é perfeitamente moderno em todos os sentidos e orientado por um padrão metropolitano de serviço.
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras

É Findi - Foi Mexer com a Mulher dos Outros - Crônica, por Romero Falcão*
07/02/2026
Dirijo-me ao centro do Recife. A parada é consulta médica. Depois dos sessenta — a melhor idade — as revisões na carcaça tornam-se mais frequentes. A próstata cresce, o cabelo cai, o colesterol sobe, a paciência desce, as letras dançam na sinfonia da catarata. É um espetáculo de corpo e alma.
Vermelho Vivo
Minha ida ao médico não se fala nem para o padre, os homens evitam o assunto, mas este cronista sem vergonha não só fala, escreve, bota no jornal. Meus botões de hemorroidas têm pintado o sete setecentas vezes de vermelho vivo.
Um Gato
O proctologista examina. As bichas são grandes e temperamentais — sangram por qualquer bobagem. O especialista recomenda a técnica da “ligadura elástica”. Tive até pena delas ao saber que serão enforcadas por um elástico até murcharem feito flor no chão. O avanço da...
Com a honra dos comentários do Poeta Pica Pau* e de Xico Bizerra*
Dirijo-me ao centro do Recife. A parada é consulta médica. Depois dos sessenta — a melhor idade — as revisões na carcaça tornam-se mais frequentes. A próstata cresce, o cabelo cai, o colesterol sobe, a paciência desce, as letras dançam na sinfonia da catarata. É um espetáculo de corpo e alma.
Vermelho Vivo
Minha ida ao médico não se fala nem para o padre, os homens evitam o assunto, mas este cronista sem vergonha não só fala, escreve, bota no jornal. Meus botões de hemorroidas têm pintado o sete setecentas vezes de vermelho vivo.

Um Gato
O proctologista examina. As bichas são grandes e temperamentais — sangram por qualquer bobagem. O especialista recomenda a técnica da “ligadura elástica”. Tive até pena delas ao saber que serão enforcadas por um elástico até murcharem feito flor no chão. O avanço da idade tem dessas coisas, mas, para os padrões de antigamente, as boas e as más línguas dizem que, aos meus 61 anos, estou um gato. Aqui, acolá um reparo, ainda assim , um gato.
Esbelto, Malhado e Ferido
Por falar em gato, ao sair do consultório, procurando arrumar alguma coisa para escrever, eis que dorme tranquilamente um bichano bonito pra cachorro — cinza e branco, esbelto, malhado e ferido. Relaxa sob a sombra de uma árvore, dentro de um estacionamento.
Pergunto ao funcionário:
— E esse gato, é daqui?
— É daqui e da rua. A gente bota ração, água. Ele come, descansa, ganha o mundo e depois volta — explica o rapaz.
— E esses ferimentos?
— Foi briga. Foi mexer com a mulher dos outros. Uma gata lá pro lado daquela rua — aponta com o dedo. Levou um pau de outro gato.

Deixa Pra Lá
“Foi mexer com a mulher dos outros… foi mexer com a mulher dos outros”, repito em voz alta.
O rapaz, com o olhar atravessado, pergunta:
— O que é que o senhor está dizendo?
— Nada. Nada, não. Esse vai ser o título da crônica que já está pronta: Foi mexer com a mulher dos outros.
— Que crônica?
— Deixa pra lá. É coisa de gato velho, meu filho.
*Romero Falcão é um cronista que se arrisca a fazer poema torto.
Quem comenta é o Poeta Pica Pau*
Gato velho não pula mais
Até o miado é fraco
O pelo já tá caindo
Tá ficando um cavaco
Se ver a gata com queijo
Fica desejando um taco
Não tem dente pra comer
Começa se maldizer
Somente enchendo o saco
O que já fez já não faz
Gato velho não presta mais
Pra fazer baracubaco
E também o Nosso Xico Bizerra* dá seu Pitaco
Coisa de gato velho, feito eu, que não mais mexe com a gata alheia. Ou mexe? Eu me conformo em adentrar à farmácia e ser reconhecido pelas funcionárias, que me saúdam efusivas. Aliás, na Drogasil da esquina a balconista é uma gata. Mas eu não mexo mais com outras gatas que não minha mulher. É mais seguro assim ...
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

É Findi – Só Saudade - Por Poeta Pica-Pau*
07/02/2026
Pra enfeitar na frente um pé de cajueiro
No quintal havia um chiqueiro
E nos lados os vizinhos da esquina
Não tinha chuveiro nem piscina
Mas tinha rio d'água corrente
A meninada se sentia tão contente
Corria pramode se banhar
E sem querer mal comparar
Era a praia que alegrava todo gente
Felicidades reinava toda hora
Sem TV, sem esse tal celular
A vida que a gente levava lá
Era sem presa, tranquila sem demora
Recordando só me resta agora
Dizer quanto é grande a saudade
Do tempo que eu tinha liberdade
E Quem pensa igual, lembra lamenta e chora
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
Minha É Findi – Só Saudade
Pra enfeitar na frente um pé de cajueiro
No quintal havia um chiqueiro
E nos lados os vizinhos da esquina
Não tinha chuveiro nem piscina
Mas tinha rio d'água corrente
A meninada se sentia tão contente
Corria pramode se banhar
E sem querer mal comparar
Era a praia que alegrava todo gente
Felicidades reinava toda hora
Sem TV, sem esse tal celular
A vida que a gente levava lá
Era sem presa, tranquila sem demora
Recordando só me resta agora
Dizer quanto é grande a saudade
Do tempo que eu tinha liberdade
E Quem pensa igual, lembra lamenta e chora
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.

É Findi - Malude Maciel* em Dose Tripla Esta Semana
07/02/2026
No idioma tupi guarani, a palavra "ita" quer dizer: pedra; e "maracá", algo que produz som, consequentemente, a junção das duas palavras: Itamaracá, significa "pedra que canta".
"Itamaracá é uma ilha encantada, ilha de sonho, de luz, de cor. Pedra que canta o amor..."
Com esses belos versos, na canção de 1987, denominada: "Férias em Itamaracá", o cantor e compositor Reginaldo Rossi, saudou sua terra natal com muito carinho e veracidade, pois a beleza daquele lugar é realmente encantadora.
A Ilha de Itamaracá é um município brasileiro do Estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife com área de 67 Km2 separada do continente pelo canal de Santa Cruz, que deu origem ao nome: Pernambuco.
Tempos antigos
Na Feitoria de Itamaracá, o administrador Pero Capico, primeiro Governador das Partes do Brasil, construiu em 1516, o primeiro engenho de açúcar da América portuguesa, além d...
Itamaracá - Crônica
No idioma tupi guarani, a palavra "ita" quer dizer: pedra; e "maracá", algo que produz som, consequentemente, a junção das duas palavras: Itamaracá, significa "pedra que canta".
"Itamaracá é uma ilha encantada, ilha de sonho, de luz, de cor. Pedra que canta o amor..."
Com esses belos versos, na canção de 1987, denominada: "Férias em Itamaracá", o cantor e compositor Reginaldo Rossi, saudou sua terra natal com muito carinho e veracidade, pois a beleza daquele lugar é realmente encantadora.
A Ilha de Itamaracá é um município brasileiro do Estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife com área de 67 Km2 separada do continente pelo canal de Santa Cruz, que deu origem ao nome: Pernambuco.
Tempos antigos
Na Feitoria de Itamaracá, o administrador Pero Capico, primeiro Governador das Partes do Brasil, construiu em 1516, o primeiro engenho de açúcar da América portuguesa, além de ser o local mais antigo, continuadamente habitado do Brasil. Itamaracá foi uma das Capitanias originais, posteriormente incorporada à Capitania de Pernambuco.
Os primeiros habitantes seriam náufragos; havendo registros da passagem dos portugueses João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira, em 1493 e 1498. Em 1526 já havia uma capela dedicada à N.Sra. da Conceição na Vila Velha, localizada à margem esquerda do Canal da Cruz.
A Fortaleza da Santa Cruz de Itamaracá, mais conhecida como Forte Orange, é uma fortificação muito bonita, localizada na Ilha e, atrai muitos visitantes, tendo sua parte parte em pedra do Nordeste do país. Foi edificado em 1631 pelas forças neerlandesas, quando da ocupação dos holandeses; tendo recebido esse nome em homenagem à Casa de Orange Nassau, referente ao Conde João Maurício de Nassau. Após a capitulação holandesa no Recife, em 1654, o forte foi abandonado e ocupado pelas forças portuguesas que ergueram o atual forte.
Belas paisagens
Do alto da Bela Vista, Jaguaribe, tem-se a mais sensacional paisagem da Ilha de Itamaracá. Imagino a admiração dos colonizadores europeus com tão deslumbrante panoramas. Realmente é de tirar o fôlego, pois se tem uma visão da Coroa do Avião, dos braços de mar contornando a área e do colorido da vegetação nativa com variadas nuances de verde, entre coqueiros, cajueiros, bananeiras e diversas outras fruteiras. Belíssimo!
História
Em matéria de História nacional, Itamaracá prima com inúmeros fatos de real relevância, como se pode constatar em Vila Velha, uma das mais antigas do Brasil, datada de 1516, que já foi sede da Antiga Capitania Hereditária e tem uma das igrejas mais antigas do país (1526), possuindo um acervo de histórias e belezas ecológicas. Ali ainda existe a trilha dos holandeses e vestígios arquitetônicos daquela época da colonização.
Outros projetos
Com toda riqueza cultural da Ilha ainda se encontra o Projeto Peixe Boi Marinho, numa luta para preservá-lo e retirá-lo da lista de animais em extinção. Muito interessante uma visita ao local. Outro atrativo é o Espaço Lia de Itamaracá com o circuito da Ciranda, com atividades para os turistas e para o pessoal das vizinhanças (marisqueiras, pescadores, etc.); como também o engenho São João, de 1747 com características arquitetônicas da época. No Pontal da Ilha de Itamaracá ver-se um lindo por do sol, numa bela praia paradisíaca, situada na Praia do Sossego.
Patrimônio Histórico
Tudo isso é um patrimônio histórico pouco conhecido, mas de suma importância, que precisa ser divulgado aos pernambucanos e brasileiros em geral, pois muita gente nem sabe que existe tamanha beleza natural que deve ser mais valorizada.
Deve haver uma preparação para um turismo ordeiro e responsável, tanto nacional como internacional. Essas divisas trazem desenvolvimento e expandem a economia local.
Novidades
Li uma matéria atualizada de que nossa Governadora está investindo nesse setor da Ilha de Itamaracá e acreditamos na sua preocupação em alavancar novos rumos de desenvolvimento ao patrimônio incomparável que merece ser valorizado.

Manhãs de Sol - Crônica
Apesar de ter nascido em 17 de fevereiro, em dias de Carnaval, mais exatamente num sábado de Zé Pereira, como dizia mamãe, nunca fiz jus ao título de foliã, nem apreciava as brincadeiras de rua, com mela-mela, banho de talco, irreverências e doideiras mil. Isso em plena juventude, apenas gostava de apreciar os desfiles das escolas de samba, carros alegóricos e as disputas entre os clubes da cidade: Motoristas em folia, Vassourinhas e Sapateiros, além dos Blocos como o : "Sou eu teu amor", do carnavalesco Cacho de Côco, que passava rapidamente pela rua da Matriz. Também ficava observando o corso, aqueles carros e jeeps enfeitados, passeando na av. principal conduzindo montões de foliões.
Atualmente, porém , só vejo pela televisão e olhe lá.
Em Caruaru
O carnaval quase não existe mais por aqui. Foi transferido pra semana pré carnavalesca, apenas uns grupos isolados, na rua José Condé concentram-se com o nome de: Sucata. Há muita animação, mas em pequena dose. Mesmo porque
criou-se um costume de passar esse período no litoral ou mesmo nas chácaras e sítios.
Recordação
Meu pai era sócio do Comércio Futebol Clube, onde havia bailes carnavalescos com as cores do time, como também as manhãs de sol, tudo com o título: "Vermelho e Branco" e só participava quem usasse as cores: vermelha e branca. O Clube do Comércio, que não existe mais, rivalizava com o Clube Intermunicipal pra saber quem tinha mais frequentadores no Carnaval e, na última manhã de sol, quando era a despedida, saía a turma de cada clube pra se encontrar no centro da cidade, cada qual com sua bandeira e a orquestra tocando e arrastando os foliões eufóricos, demonstrando raça e querendo ser o melhor. Desse cortejo, quase um duelo, eu nunca participei, pois papai não consentia.
Mas, numa dessas festas matinais, fui com meu noivo e minha irmãzinha nos seus dez anos de idade, servindo do que se chamava de: "vela". E, no meio da multidão, eis que a menina escapa e desaparece entre as pessoas no salão. Nós não nos perturbamos por instantes, dançando animadamente, porém ela se apavorou e não teve dúvidas, foi ao palco e falou para o locutor que estava perdida e ele fez aquele anúncio no microfone.
De repente nossos nomes estavam no ar em alto e bom som, o que corremos pra resgatar a maninha.
Acho que foi das poucas vezes que brinquei num Carnaval.
Estou entre aqueles que preferem uma praia tranquila, de preferência, Peroba, com aquele lindo mar.

Minhas Galinhas
Lá no sítio criamos algumas galinhas. Não são muitas mas, nos divertimos com elas e também as netas menores fazem a festa, gostam do movimento entre galo, galinhas e pintinhos, além dos ovos pra pegar. Até guinés, ou seja, galinhas D'Angola, fazem parte do galinhaço.
Embora, geralmente, não se dê muita importância àqueles bichinhos, acho-os simpáticos e interessantes, basta um pouco de observação e começamos a admirá-los.
Meu esposo é apaixonado pelo sítio e sempre está inventando alguma coisa pra fazer naquela pequena faixa de terra; ora faz um açude e dedica-se a peixes, incluindo pescarias nos finais de semanas, ora planta fruteiras e fica esperando os frutos tão almejados e assim vai passando o tempo.
Ele achou por bem manter uma galinhada, ciscando por ali, naquele alvoroço próprio das aves, cantando, cacarejando após a postura do ovo e até nas brigas entre si, emitindo seus característicos sons.
Chocadeiras
Há galinhas que são poedeiras, outras não, mas temos encontrado ninhos com vários ovos que escondem nos buracos do terreno, a fim de chocarem, porém muitas vezes nós colhemos para saborear no café da manhã, pois ovo de capoeira, como é chamado, tem valor nutritivo maior.
No entanto, já tivemos ninhadas de pintinhos lindos e, vale a pena prestar atenção aos cuidados daquelas "mães"com seus filhotes.
Outro dia, nós, humanos, tentamos ajudar um pintinho no galinheiro e a reação da galinha foi impressionante em defesa da cria. Nem imaginava que galinhas voassem tão alto e fossem tão defensivas.
O umbuzeiro
No centro da propriedade, existe um umbuzeiro grande e bonito. Na safra ele fica coberto de umbus.
Qual não foi minha surpresa ver que, à noitinha, as galinhas, seguindo o galo, sobem bem alto, pra dormir apoiadas nos galhos e folhas daquela árvore. Foi colocada uma escada ali, e elas vão pelos degraus com a maior naturalidade.
Galinhas D'Angola
Em menor número nessa comunidade galinácea, as galinhas d'angola são totalmente diferentes das demais, outro tipo, outra raça, outra maneira de viver.
Primeiramente, chamam a atenção devido às suas penas, pintadas com bolinhas brancas em fundo preto, seguindo a moda francesa de "poás", o que por si só é singular e até elegante. Todas iguais e sempre juntas, não se misturam com as demais, até o "corococó" é característico das aves especiais. Apenas o clã permanece unido.
Diz a História que na corte brasileira, apreciavam ter nos cardápios as galinhas d'angola que eram trazidas para abastecer as cozinhas reais. Nunca comi tal iguaria, pois tenho pena de sacrificar as penosas.
Também sabemos que a famosa praia pernambucana de Porto de Galinhas, tem esse nome porque, ao ser abolida a escravidão os portugueses ainda traziam navios negreiros, clandestinamente, atracando na praia, davam um sinal dizendo que chegou galinha d'angola.
História pessoal
Sobre guinés, merece um capítulo a parte, pois no meu tempo de criança, ganhei uma guiné, do meu avô paterno, mas mamãe não me deixou criar em casa e quase morri de chorar.
Novatas
Certa vez, soltamos galinhas novas no sítio e, houve um tumulto incrível e quase as novatas foram rejeitadas, mas depois do maior "bate-bicos", o atrito passou e cada grupinho foi se formando e se firmando pra seu lado.
O galo
Não é o da madrugada, mas era o único no terreiro. Grande, bonitão, cantava que era um primor. Mantinha uma pose de rei e dono do pedaço. Fazia questão de demonstrar sua autonomia.
Depois, cresceu um franguinho e já estava competindo com o todo poderoso, causando muita briga entre os dois, até que mandamos o figurão para a panela.
Conclusão: ninguém é insubstituível
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
