IBGE tem exonerações e reunião com governo às vésperas da divulgação do PIB
04/02/2026
A exoneração
A pouco mais de um mês da divulgação do PIB de 2025, a coordenadora das Contas Nacionais Rebeca Palis foi exonerada do cargo. O setor é responsável pela revisão de metodologias de cálculo, a incorporação de novas bases de dados e a atualização de bases históricas do Novo Ano Base do Sistema de Contas Nacionais.
Substituída
Rebeca foi substituída por Ricardo Montes de Moraes, servidor do IBGE desde 2005. Em nota enviada a imprensa, o órgão informou que a Diretoria de...
A exoneração
A pouco mais de um mês da divulgação do PIB de 2025, a coordenadora das Contas Nacionais Rebeca Palis foi exonerada do cargo. O setor é responsável pela revisão de metodologias de cálculo, a incorporação de novas bases de dados e a atualização de bases históricas do Novo Ano Base do Sistema de Contas Nacionais.
Substituída
Rebeca foi substituída por Ricardo Montes de Moraes, servidor do IBGE desde 2005. Em nota enviada a imprensa, o órgão informou que a Diretoria de Pesquisa está dando andamento, de forma dialogada, ao cronograma de transição entre a atual e o futuro coordenador, garantindo o cumprimento integral do Plano de Trabalho e plenamente o cronograma de divulgações para o ano de 2026.
Outras mudanças
Além do setor de Contas Nacionais, a Assibge verificou exonerações na Gerência de Sistematização de Conteúdos Informacionais. No início de 2025, Ivone Lopes Batista e Patricia do Amorim Vida Costa também deixaram seus cargos de diretora e diretora-adjunta da Diretoria de Geociências do IBGE.
Acompanhada
A mudança nos cargos de direção foi acompanhada da decisão do Ministério do Planejamento e Orçamento de suspender temporariamente a iniciativa da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE (IBGE+).
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Dia Internacional da Mulher - Crônica, por Maria Inês Machado*
07/03/2026
Mês de março, me dei conta de algo curioso. Durante muito tempo classificaram as mulheres de musa, mãe, santa, pecadora. Era sempre uma moldura pronta, esperando apenas que cada uma de nós entrasse nela.
Raramente nos perguntaram quem queríamos ser.
Ainda assim, as mulheres aprenderam a construir asas. Não dessas que aparecem em histórias de fantasia, mas das que nascem da coragem de levantar todos os dias e seguir em frente. Asas feitas de trabalho, de silêncio suportado, de resiliência, de falas inteligentes, de resistência que ninguém vê.
Mas toda vez que uma mulher tenta voar um pouco mais alto, parece que surgem lâminas no caminho. Elas aparecem de forma explícita ou camuflada, disfarçadas em comentários, em desigualdades que muitos fingem não perceber, em violências que ainda insistem em existir.
Feminicídio. Violência doméstica. Desigualdade salarial. Preconceito.
Não são episódios i...
Dia 8 de Março
Mês de março, me dei conta de algo curioso. Durante muito tempo classificaram as mulheres de musa, mãe, santa, pecadora. Era sempre uma moldura pronta, esperando apenas que cada uma de nós entrasse nela.
Raramente nos perguntaram quem queríamos ser.
Ainda assim, as mulheres aprenderam a construir asas. Não dessas que aparecem em histórias de fantasia, mas das que nascem da coragem de levantar todos os dias e seguir em frente. Asas feitas de trabalho, de silêncio suportado, de resiliência, de falas inteligentes, de resistência que ninguém vê.
Mas toda vez que uma mulher tenta voar um pouco mais alto, parece que surgem lâminas no caminho. Elas aparecem de forma explícita ou camuflada, disfarçadas em comentários, em desigualdades que muitos fingem não perceber, em violências que ainda insistem em existir.
Feminicídio. Violência doméstica. Desigualdade salarial. Preconceito.
Não são episódios isolados, conforme querem fazer parecer. São marcas de uma estrutura que se construiu ao longo do tempo.
E ainda assim, as mulheres continuam.
Talvez porque a força feminina nunca tenha sido exatamente aquilo que muitos imaginaram. Não está em jogos de sedução nem em papéis moldados pelo olhar alheio. Está na capacidade de sustentar vidas, famílias, comunidades inteiras, muitas vezes sem reconhecimento.
Se o mundo tivesse uma voz, arrisco dizer que ela seria feminina. Não pela ideia superficial que tantas vezes associam às mulheres, mas pela firmeza silenciosa de quem sustenta muito mais do que aparece.
Dia Internacional da Mulher. Muita gente oferece flores, e elas são bonitas, claro. Mas talvez o que mais se precise não sejam flores.
Talvez o que realmente importa seja coragem para romper o silêncio, fortalecer quem precisa de proteção e, principalmente, desmontar preconceitos que ainda parecem naturais demais.
A mulher não é vitrine. Vitrines exibem e trocam conforme a moda.
A mulher não é tendência.
A mulher é base, sustentação, enfim fundamento.
E talvez o verdadeiro sentido deste dia esteja justamente nisso: lembrar que não se trata de uma celebração passageira, mas de compromisso, respeito. Extinção de foco distorcido.
Asas já existem. Inquebrantáveis.
E as lâminas...
*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.

Mulher - Poema - Por, Romero Falcão*
07/03/2026
És mais bela e graciosa
do que todas as rosas.
És espinho mais perfurante
que o jardim enalteceu.
És a mais pungente alegria
que o riso conheceu.
Mulher
o beijo delicado e cheiroso
na bruta face do homem.
Mulher,
tua luminosa arquitetura
a sustentar a grosseira natureza humana.
Tudo ruiria se não fosse o apoio das tuas mãos,
tudo entardeceria se não fosse a claridade do teu olhar.
Mulheres
dóceis, generosas, brilhantes, belas, temperamentais, loucas, exatas, práticas,
sofisticadas, arrogantes, dissimuladas, adúlteras, malandras, balzaquianas, safadas,
maliciosas, melindrosas, gananciosas, cultas, selvagens,
lógicas, complexas, misteriosas, exóticas.
por todas elas
os homens se acham, sonham, enlouquecem,
m...
Dia 8 de Março - O Dia Internacional da Mulher
És mais bela e graciosa
do que todas as rosas.
És espinho mais perfurante
que o jardim enalteceu.
És a mais pungente alegria
que o riso conheceu.
Mulher
o beijo delicado e cheiroso
na bruta face do homem.
Mulher,
tua luminosa arquitetura
a sustentar a grosseira natureza humana.
Tudo ruiria se não fosse o apoio das tuas mãos,
tudo entardeceria se não fosse a claridade do teu olhar.
Mulheres
dóceis, generosas, brilhantes, belas, temperamentais, loucas, exatas, práticas,
sofisticadas, arrogantes, dissimuladas, adúlteras, malandras, balzaquianas, safadas,
maliciosas, melindrosas, gananciosas, cultas, selvagens,
lógicas, complexas, misteriosas, exóticas.
por todas elas
os homens se acham, sonham, enlouquecem,
mergulham no vício e na fúria,
machucam-se, masturbam-se, desgraçam-se,
abrem caminhos, chocam-se com todos os medos,
criam força, coragem e fraqueza, viram todas as mesas,
debruçam-se na varanda da solidão, provam da dor do abandono,
povoam paraíso e inferno,
erguem-se, constroem labirintos, fogem, debandam, retornam,
recolhem-se, acolhem-se dentro da feminina carne
mas poucos, pouquíssimos,
penetram fundo na misteriosa e transcendente existência de uma mulher.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - O Salvador, por Ana Pottes*
07/03/2026
Os rapazes longe, não se dão conta do que nos envolvem, preocupados com os controles que recaem sobre eles.
Uma das amigas está em uma fila que anda rápido. A nossa estagnou: Uma jovem de olho repuxado, cabelo liso e voz gasguita abre malas para retirar coisas, enquanto esbraveja para duas outras. Isso nos prende com umas cinco pessoas a nossa frente.
O barulho das máquinas engolidoras de malas, as vozes imperativas, quase em gritos, das fiscais que se apoiam em palavras incompreensíveis para nós, tomam o ambiente e pesam sobre os nossos ombr...
A esteira rola carregando casacos, sapatos, maletas, bolsas e passaportes que vão sendo engolidos por um buraco negro, por trás de uma cortina de tiras de borracha preta. Do lado de cá, eu e três amigas seguimos na fila das mulheres enquanto os rapazes estão em outra. Nos sentimos isoladas e inseguras. Eu, por falar mal o inglês e sem nada compreender da língua local. Uma situação, no mínimo, vexatória.
Os rapazes longe, não se dão conta do que nos envolvem, preocupados com os controles que recaem sobre eles.
Uma das amigas está em uma fila que anda rápido. A nossa estagnou: Uma jovem de olho repuxado, cabelo liso e voz gasguita abre malas para retirar coisas, enquanto esbraveja para duas outras. Isso nos prende com umas cinco pessoas a nossa frente.
O barulho das máquinas engolidoras de malas, as vozes imperativas, quase em gritos, das fiscais que se apoiam em palavras incompreensíveis para nós, tomam o ambiente e pesam sobre os nossos ombros viajantes. Um cheiro de suor se mistura com o de perfume vazando das malas abertas. Reclamo da garota que está segurando a fila:
Absurdo! Não sabe o que é e o que não é permitido?
O espaço é estreito e pequeno para tanta gente. Tenho a sensação de que estou na Coreia, China ou outro desses países, pela concentração de orientais por metro quadrado. A fiscal deixa o posto e tudo para novamente. Um século transcorre. Nosso desejo é passar rápido pela sala de tortura. A mulher-fiscal retorna morosa, a bebericar um cafezinho.
Bolas! Estamos cansados e a alfândega? Ainda!
Nisso percebo Maria, que na outra fila, segue para o detector de metais, mas fica retida na fiscal e está, de olhar fixo, com os músculos da face em tensão, lhe fazendo perguntas incompreensíveis, em tom impositivo. Aflita, olho para as amigas e, num átimo, gritamos em coro:
Abdul... Abdul... Abdul...
Na fila dos homens, os rapazes, até então preocupados com seus passos, indagam de olhos arregalados: o que houve? O que aconteceu?
Pânico entre todos do grupo e aos berros pedimos: chamem Abdul! e apontamos para Maria, retida pela mulher-fiscal.
No aeroporto da cidade do Cairo, eu e mais doze pessoas procuramos pelo nosso receptivo, que fala bem português e decifra hieróglifos, falados e escritos. Abdul, nosso salvador.
Maria retida pela fiscal, repete com voz trêmula, embargada pelo nervosismo: vou para Recife. Me deixe passar. Vou para casa. Moro no Recife.
O aperreio aumenta com a ausência do receptivo. Estamos sem poder ajudar, sem ultrapassar a máquina, proibidas de chegar próximo à Maria e, sem entender o que era indagado, só nos resta gritar: Abdul...Abdul...Abdul...a plenos pulmões.
O medo de Maria ser retirada da nossa vista e levada sabe Alá para onde, aumenta a cada segundo.
Quando a figura esguia, de tez clara, vestindo seus trinta e poucos anos em uma camisa branca chega junto da mulher-fiscal, nos acalmamos. Explica o que é necessário fazer e Maria segue, não para Recife, mas para a fase seguinte da câmara de torturas. Respiramos aliviadas, enquanto retiramos sapatos, tênis, casacos, bolsas, óculos, relógios, cintos e quem sabe até marcapassos e jogamos tudo para ser engolido pela máquina faminta.
Do outro lado, a busca pelos pertences é outra luta. Achei um pé do meu tênis entre os objetos de outra viajante, que me entrega com um “sorry”. Atrás do meu sorriso forçado se vê a irritação tensa e cansada.
Ultrapassada as trincheiras com tudo e todos salvos, comentando uns com os outros os fatos ocorridos, seguimos para o embarque ao ritmo de risadas relaxadas. Um dos rapazes tem a ideia de contar os presentes. Um, dois, três, ... doze. Doze? Somos treze. Quem falta? Alguém grita: Cadê Sônia? Sôniiiiiaaaaaa!!!!!! Abdul corre sobre seus passos. Vamos perder o voo! vamos perder o voo! E o grupo em coro: Sôniiiiiaaaaaaaa!!!!!
Uma réstia de sol entra pelas cortinas e o barulho daquelas máquinas famintas vão se assemelhando ao som abafado de um ar-condicionado que há meses pede substituição. Sinto o pijama grudado na pele, me revolvo entre os lençóis, procuro o travesseiro ainda tateando, abro os olhos e identifico um lugar seguro. Espicho braços, pernas e respiro aliviada.
*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – O Jumento e o Computador, por Xico Bizerra*
07/03/2026
Sou sertão. Sertão que já pariu tanta poesia e verso e continua a inspirar quem conhece o sagrado terreno dessas terras. E daí saem cantigas e prosas a motivar os cabras e as cabrochas carentes de um abraço ou cafuné. É um tocador de fole numa esquina qualquer, um cego de feira ou um cantador versejando palavras, um poeta inspirado que bebe no bar a cachaça da alegria e tira gosto com pedaços de saudade, e assim mantém a claridade divina das coisas do interior, que não saem do nosso interior. Feliz de quem, como eu, teve a ventura de desabrochar no sertão e conhecer a luz do sol debaixo de um céu azul, que só se vê por lá. Anjos e Deuses haverão de cuidar sempre desse pedaço de chão. Chão em que vive o jumento amigo, injustiçado quando a ele se concede a falta de compreensão que lhe é culturalmente atribuída. Por isso, faço questão de destacar meu apreço pelo animal e a antipatia natural que tenho pelas ‘modernagens’ cibernéticas. Vai ver o problema é do USB – Usuário Super Burro. Viva o Sertão, o jumento e dane-se a máquina de fazer doido chamada computador, com seus imeios, zaps e facebooks.
*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – As Galerias do Maltado - por Carlos Bezerra Cavalcanti*
07/03/2026
A Casa notabilizou-se por ficar à noite e à madrugada, funcionando com um número considerável de fregueses, que entravam e saíam pelas suas portas largas, uma do lado, na Av. Rio Branco, e a outra na Marquês de Olinda.
O maltado e o bolo de chocolate polvilhado de amendoim, apelidado de pó de serra, lhe deram fama até hoje.
Outra opção das Galerias, que ajudou a torná-la mais conhecida, principalmente, entre os jovens daquela época, era a gasosa, o refrigerante da década de qua...
Reminiscente dos anos vinte do século passado, quando foi criada pelo cubano Fidélio Lago "As Galerias" como é conhecida essa casa de lanches madrugadora, serve o mais famoso maltado da cidade do Recife. Localizou-se, durante muitos anos, desde 1928 até a década de 1990, entre as Avenidas Marquês de Olinda e Rio Branco, num prédio que funcionou como depósito da Pernambuco Tramways. Depois, mais recentemente, o estabelecimento foi transferido para o início da Rua do Bom Jesus.
A Casa notabilizou-se por ficar à noite e à madrugada, funcionando com um número considerável de fregueses, que entravam e saíam pelas suas portas largas, uma do lado, na Av. Rio Branco, e a outra na Marquês de Olinda.
O maltado e o bolo de chocolate polvilhado de amendoim, apelidado de pó de serra, lhe deram fama até hoje.
Outra opção das Galerias, que ajudou a torná-la mais conhecida, principalmente, entre os jovens daquela época, era a gasosa, o refrigerante da década de quarenta, preparada na frente do freguês, essências de morango, groselha, framboesa e guaraná, sem falar na famosa vitamina de banana, servida com sorvetes de vários sabores.

Desde 1955 esta casa comercial está sob a responsabilidade do filho de Fidélio, Antônio Gomes
*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras

É Findi - Três Idiomas - Conto - Por, Romero Falcão*
07/03/2026
Calado, Olhando para os Pés
Voltando ao elemento que escreve para jornal, relato minhas impressões de ontem à tarde, quando entrei num pet shop. Ele me escuta calado, olhando para os pés.
— Sabe, fui até lá tentar arranjar um capítulo. Uso a velha estratégia: mexo nas mercadorias, finjo procurar marca de ração, lançamento do último brinquedo, um crematório estiloso. Provoco a moça do outro lado do balcão:
— Tem coleira cravejada de diamante?
— Diamante não, mas de ouro 18 o senhor encontra numa loja especializada em joias para pets.
Me belisco. Não,...
Eu, um neófito na feitiçaria da escrita, e um comparsa — de extensa ficha literária, que escreve para jornal e tem vários livros na praça — conversávamos sobre o universo pet. Falar, e sobretudo escrever, a respeito desse tema de maneira crítica é perder um amigo, um amor, um leitor. Cria aversão, repulsa. Por experiência própria, sei que o terreno é pantanoso.
Calado, Olhando para os Pés
Voltando ao elemento que escreve para jornal, relato minhas impressões de ontem à tarde, quando entrei num pet shop. Ele me escuta calado, olhando para os pés.
— Sabe, fui até lá tentar arranjar um capítulo. Uso a velha estratégia: mexo nas mercadorias, finjo procurar marca de ração, lançamento do último brinquedo, um crematório estiloso. Provoco a moça do outro lado do balcão:
— Tem coleira cravejada de diamante?
— Diamante não, mas de ouro 18 o senhor encontra numa loja especializada em joias para pets.
Me belisco. Não, não estou sonhando.

Momentos de Pobreza Criativa
Uma dondoca me “acalma” — com muitas aspas — ao adentrar o estabelecimento. Pelo menos elas — as dondocas — têm me salvado em momentos de pobreza criativa. Pois bem: a moça bonita, bem-vestida, de aparência respeitável, fala do pet como se fosse a melhor raça que o Altíssimo criou.
Também tem Cara de Dondoca
Eu compreendo o desencanto pela raça humana — guerras, feminicídio, sacanagem dos parceiros e parentes, carência, solidão. Ao passo que o pet não trai, não abandona; é fiel, companheiro na doença, na pobreza, na morte; está sempre à disposição, fazendo festa, feliz, abanando o rabinho vinte e quatro horas. A propósito, o pet no braço da dondoca também tem cara de dondoca — e já deixou de ser animal há muito tempo — será matriculado numa escola chique. Aprenderá a latir em três idiomas.

O Bicho de Manuel Bandeira
Do outro lado da pista, pela vidraça, observo uma criança de rua farejando lixo — o “bicho” de Manuel Bandeira continua atual. O mais grave, o sintoma preocupante, para mim, é que tudo corre normalmente. Não há indignação. Um texto sequer na mídia, blogs, jornais, redes sociais. Nada, nada. Tudo anestesiado.
Pergunto ao escritor:
— Não atormenta tua pena essa realidade?
— Sim, claro, abomino essa inversão de valores.
— Então por que não senta ao teclado com toda a contundência, entre o primeiro parágrafo e o ponto final?
— Aí você me queima.
E ficou nisso. Sim, eu sei: ele não escreverá uma linha. Talvez a lucidez dele seja de ouro, e a minha, de lata.
Tenho medo de tomar o lugar de fala dos pets.
*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.

Este texto é uma ficção; qualquer semelhança é mera coincidência.
NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi - Elegi um Lugar Pra Mim - Crônica, por Malude Maciel*
07/03/2026
Há anos, fujo da rotina em minha cidade interiorana, Caruaru, buscando as águas mornas, belas e transparentes do mar de Peroba, litoral alagoano.
Saudades
Estava sentindo falta porque sempre é no mês de fevereiro que costumo realizar essa estadia na praia, devido ao meu aniversário e também da minha neta, mais nova, que nasceu na mesma data, porém devido ao carnaval este ano, só agora, consegui desfrutar dessa maravilha.
Aqui em casa, a opinião é de que: quando todos voltam da temporada de veraneio é que a gente vai usufruir do que é bom. É que aglomerações trazem inconvenientes. Quando há muita concorrência, tudo fica difícil e as vezes complicado.
Assim, é inteligente escolher um tempo mais tranquilo, especialmente para quem tem uma idade que dizem ser a melhor, mas discordo.
Mas, desde que cheguei só acontecem coisas boas.
Fui logo correndo pra o banho de mar,...
Estou no meu lugar favorito.
Há anos, fujo da rotina em minha cidade interiorana, Caruaru, buscando as águas mornas, belas e transparentes do mar de Peroba, litoral alagoano.
Saudades
Estava sentindo falta porque sempre é no mês de fevereiro que costumo realizar essa estadia na praia, devido ao meu aniversário e também da minha neta, mais nova, que nasceu na mesma data, porém devido ao carnaval este ano, só agora, consegui desfrutar dessa maravilha.
Aqui em casa, a opinião é de que: quando todos voltam da temporada de veraneio é que a gente vai usufruir do que é bom. É que aglomerações trazem inconvenientes. Quando há muita concorrência, tudo fica difícil e as vezes complicado.
Assim, é inteligente escolher um tempo mais tranquilo, especialmente para quem tem uma idade que dizem ser a melhor, mas discordo.
Mas, desde que cheguei só acontecem coisas boas.
Fui logo correndo pra o banho de mar, nesse bonito lugar de ondas calmas e claras.
Recordação
Logo avistei o barco denominado: "Maria Farofa", não Maria Farinha, como outros. E, lembrei de anos atrás quando o mesmo foi inaugurado, aqui na Pousada Barra Velha, com direito a champanhe quebrada no casco, como acontece com as grandes embarcações. Talvez amanhã, seja possível um passeio náutico ao longo da costa.
Privilégio
Para completar o quadro de privilégio, a pousada aqui é uma beleza, seu proprietário, Sr. Luiz Cláudio (Lula), atende, com sua equipe, de forma muitíssimo agradável, o que recomendo, sem restrição.
Que amanhã seja melhor
É costume dizer-se: que amanhã seja melhor que hoje. E esse é meu desejo, agradecendo a Deus pelas benesses desse dia.
Feliz amanhã para todos nós! E viva o lindo mar brasileiro!
*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.

NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.
É Findi – Se Você Diz Ser Poeta, Faça Melhor Duque Eu - Por Poeta Pica-Pau*
07/03/2026
Do jeito que tu quiser
Faça tudo o que souber
Dentro da sua estética
Na poesia e na métrica
Inspiração me bateu
Vou tirar seu apogeu
Com uma rima concreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu
No terreiro da cantiga
Não recuo não me calo
Quando rimo solto o galo
Da verdade que me instiga
Minha rima não mendiga
Ela nunca se perdeu
Sou poeta que nasceu
Na curva, ladeira e reta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu
No batente da palavra
Aprendi na vida inquieta
Transformar a linha reta
Na verdade que se lava
Minha rima não agrava
Nem mesmo quem é plebeu
Sou poeta que nasceu
Pra vida simples e discreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.
Venha com sua poética
Do jeito que tu quiser
Faça tudo o que souber
Dentro da sua estética
Na poesia e na métrica
Inspiração me bateu
Vou tirar seu apogeu
Com uma rima concreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu
No terreiro da cantiga
Não recuo não me calo
Quando rimo solto o galo
Da verdade que me instiga
Minha rima não mendiga
Ela nunca se perdeu
Sou poeta que nasceu
Na curva, ladeira e reta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu
No batente da palavra
Aprendi na vida inquieta
Transformar a linha reta
Na verdade que se lava
Minha rima não agrava
Nem mesmo quem é plebeu
Sou poeta que nasceu
Pra vida simples e discreta
Se você diz ser poeta
Faça melhor duque eu
*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.

Indústria nacional cresce 1,8% em janeiro de 2026; revela IBGE
06/03/2026
Divulgada
As informações foram divulgada hoje, sexta-feira (06/03) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente.
O resultado
Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ain...
A produção industrial brasileira cresceu 1,8% em janeiro de 2026, em relação ao mês de dezembro de 2025, registrando o maior crescimento desde junho de 2024, quando a indústria deu um salto de 4,4%. Com a expansão no início deste ano, a indústria nacional reverte parte das perdas acumuladas entre setembro e dezembro de 2025.
Divulgada
As informações foram divulgada hoje, sexta-feira (06/03) pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e integram a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento deste ano, de 0,2%, interrompe três meses consecutivos de queda na produção. Em dezembro, novembro e outubro, a indústria tinha recuado -0,1%, -1,4% e -0,5%, respectivamente.
O resultado
Com o resultado positivo em janeiro, a indústria nacional conseguiu crescer também de 1,8% acima do patamar de produção antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Mas ainda está abaixo do recorde de 15,3% de crescimento no mês de maio de 2011.
O crescimento
De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o crescimento de janeiro de 2026 se deu diante de uma "intensa queda" da produção em dezembro de 2025, que tinha sido a mais elevada desde março de 2021.
Data Magna de Pernambuco: o que abre e o que fecha no Grande Recife no feriado
06/03/2026
Neste ano, o dia de folga cai hoje, sexta-feira (06/03), emendando com o fim de semana, o que vai impactar o funcionamento do comércio e de diversos serviços.
Confira, abaixo, o que abre e o que fecha no Grande Recife no feriado da Data Magna:
Comércio de rua
O comércio do Centro do Recife funciona parcialmente, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife). Cada estabelecimento decide se abre ou não e em quais horários.
Correios
Por causa do feriado, estão suspensos os atendimentos nas agências e nas unidades operacionais dos Correios em Pernambuco na sexta-feira (6).
O atendimento automatizado, p...
Instituído pela Lei Estadual 16.059, de 9 de junho de 2017, o feriado da Data Magna celebra um momento histórico importante para o estado, quando Pernambuco se separou do Brasil, em 1817, e foi uma república independente por 74 dias durante a Revolução Pernambucana.
Neste ano, o dia de folga cai hoje, sexta-feira (06/03), emendando com o fim de semana, o que vai impactar o funcionamento do comércio e de diversos serviços.
Confira, abaixo, o que abre e o que fecha no Grande Recife no feriado da Data Magna:
Comércio de rua
O comércio do Centro do Recife funciona parcialmente, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife). Cada estabelecimento decide se abre ou não e em quais horários.
Correios
Por causa do feriado, estão suspensos os atendimentos nas agências e nas unidades operacionais dos Correios em Pernambuco na sexta-feira (6).
O atendimento automatizado, por meio da Atendente Virtual dos Correios, segue funcionando normalmente nos seguintes canais:
pela internet;
pelos telefones 4003-8210; 0800-881-8210 e 0800-881-8211 (atendimento a pessoas com deficiência auditiva);
pelo WhatsApp (11) 4003-8210;
Shoppings
Hoje, sexta-feira (06/03), os centros de compras da Região Metropolitana funcionam nos seguintes horários:
Shopping RioMar: das 12h às 21h;
Shopping Recife: das 12h às 21h;
Plaza Shopping Casa Forte: das 12h às 21h;
Shopping Tacaruna: das 12h às 21h;
Shopping Boa Vista: das 10h às 19h;
Shopping ETC: das 12h às 18h;
Paulista North Way Shopping: das 9h às 22h;
Shopping Guararapes: das 9h às 22h;
Shopping Costa Dourada: das 9h às 22h.
Bancos
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos não abrem para atendimento presencial ao público nas datas consideradas feriados oficiais, sejam eles municipais, estaduais ou nacionais. Por isso, as agências não funcionam nesta sexta-feira (6) em Pernambuco.
Em algumas localidades, as salas de autoatendimento ficam disponíveis aos clientes, a critério da instituição, mas as compensações bancárias, como a TED, não são efetivadas nos feriados. Somente o PIX funciona normalmente
TJPE
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai funcionar em regime de plantão durante o feriado da Data Magna em todo o estado, das 13h às 17h.
Cultura, esportes e lazer
Hoje, sexta-feira (06/03), os espaços culturais da prefeitura do Recife vão funcionar no seu horário regular. O Paço do Frevo, no Bairro do Recife, funciona das 10h às 18h no dia do feriado e das 11h às 19h no sábado (7) e no domingo (8). Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia).
Mercados, feiras e restaurantes populares
As feiras livres e os mercados públicos abrem com horário especial, das 6h às 13h. Já os restaurantes populares seguem funcionando normalmente após esse horário.
A data
O dia 6 de março não é apenas mais um feriado no calendário pernambucano. A Data Magna de Pernambuco representa um dos capítulos mais marcantes da nossa história e relembra o início da Revolução Pernambucana de 1817, quando homens e mulheres deste estado decidiram enfrentar o domínio colonial português em nome de ideias como liberdade, autonomia e justiça. Foi um gesto de coragem que colocou Pernambuco no centro das primeiras grandes lutas políticas do Brasil.
O Poder