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Polêmica em curso: Jarbas Beltrão* contesta novamente Natanael Sarmento é seu "olhar ideológico" 1964 Por Jarbas Beltrão

07/04/2026

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Prossigo, nesta nova oportunidade minhas notas, a propósito das considerações do prof. Natanael, sobre minha matéria editada no O Poder, onde tento um outro olhar sobre o "31/03/1964"

O professor Sarmento diz que o 31 de março de 64 foi um "golpe, um retrocesso, repressão e terror". Não aprofundou a acusação.

Ora, no dia 31/ 03 para 01/04 o Presidente Goulart, sentindo-se pressionado, abadonou o Palácio, fugiu para o RS, em busca de apoio militar, não obteve êxito e só reapareceu em Montivideu dias depois, então deixou a cadeira vazia. O Congresso Nacional declarou vacância do cargo e escolheu o Senador Mazilli para Presidente da República,que foi empossado.

Goulart , não foi arrancado do Palácio. Depois do curto mandato de Mazilli, foi a vez do Marechal Castelo Branco ser escolhido Presidente pelo Congresso Nacional, a partir daí a legitimidade foi sendo construída pelos Atos adicionais/institucionais Constuição de 1967 e emendas.

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Prossigo, nesta nova oportunidade minhas notas, a propósito das considerações do prof. Natanael, sobre minha matéria editada no O Poder, onde tento um outro olhar sobre o "31/03/1964"

O professor Sarmento diz que o 31 de março de 64 foi um "golpe, um retrocesso, repressão e terror". Não aprofundou a acusação.

Ora, no dia 31/ 03 para 01/04 o Presidente Goulart, sentindo-se pressionado, abadonou o Palácio, fugiu para o RS, em busca de apoio militar, não obteve êxito e só reapareceu em Montivideu dias depois, então deixou a cadeira vazia. O Congresso Nacional declarou vacância do cargo e escolheu o Senador Mazilli para Presidente da República,que foi empossado.

Goulart , não foi arrancado do Palácio. Depois do curto mandato de Mazilli, foi a vez do Marechal Castelo Branco ser escolhido Presidente pelo Congresso Nacional, a partir daí a legitimidade foi sendo construída pelos Atos adicionais/institucionais Constuição de 1967 e emendas.

O professor afirma: "pra começo de conversa, que 31 de março não foi Revolução". Concordo professor, e ainda bem que não falei nisso. A História,
nos ensina , o que vem a ser Revolução ( a partir das experiências francesa, Soviética, chinesa e outras )

A seguir nosso professor diz, que foi um golpe antinacional e antipopular. Pergunta que fica: Qual sentimento nacional de Goulart quando recebeu um Plano conspiratório para transformar o Brasil numa República Socialista de inspiração cubana em 1961, e devolve aquele documento/Plano ao governo Fidel.

O que dizer da revelação dos Arquivos Secretos da Agência comunista de Segurança Tcheca - Stb - confirmando presença de agentes tchecos, russos e romenos no Brasil e com estreitas relações com políticos brasileiros , isso desde o governo JK e ampliado na era Jânio/Goulart ?

A revelação que divulgamos, está contida no Livro: "1964 - O Elo Perdido" , baseado nas informações extraidas dos Arquivos abertos da Agência da Theco-eslováquia, Stb.

O professor chama 31 de março de antipopular. Como assim? se muitos movimentos de ruas da época, desmentem esta afirmação.

Sim, será dito, eram movimentos "reacionários", ai fica por conta do ideologismo esquerdista.
E a imprensa, as tropas militares, a Igreja Católica, inconformadas com o avanço da influência do PCB ?

'Influência dividida'

Diz o professor Natanael, o golpe foi pensado nos Estados Unidos. A proximidade do Brasil com a nação americana havia, mas muito normal numa época do pós 2a. GM e confrontos da Guerra Fria.

Parece que estávamos diante de um cenário onde se dividia avanços comunistas e americanos sobre o Estado brasileiro. O que pode ser confirmado na consulta aos Arquivos Secretos abertos parcialmente da KGB, Securitate e Stb

Na minha infância juventude em 1961, fui a uma Exposição no Rio - Pavilhão de São Cristóvão, ex-bairro Imperial - onde eram exibidas e descritas as conquistas cientificas e tecnológicas da União Soviética (Bomba Atômica, Sputinick, canhão T34 - criação Soviética da 2a. GM).

'Plano de Metas'

Corrigindo o professor, lembro que o Plano de Metas ( 50 anos em 5) foi do mandato de JK.
Diria, eu, foi o "ponto de virada" da economia brasileira.

Construção de Brasília, estímulo à produção de cimento, aço e ferro, extração de madeira, início da expansão para o Oeste e nosso "presidente Bossa nova" estimulou a entrada de investimrntos de industrias de bens de consumo duráveis/não duráveis ( Automóveis, eletrodomésticos - linha branca - material elétrico etc), Brasil disparou. Mas a agricultura não se moveu muito. Prosseguiu o domínio do velho modelo monopolista agro-exportador.
Mesmo assim o pais registrou taxas de crescimento nunca vistas.

Governo Jânio, veio a renúncia, Goulart, vence resistências, mas chega ao poder.
País paralisa, agitações, greves, conflitos de grupos, o Brasil perdeu o rumo, iniciado com o "Plano JK".

'31 de março de 1964'

Com a ação de superação da crise é Instalado o novo regime em 1964, o mesmo, faz o que chamaria de "limpeza" institucional, e como tal cria-se paulatinamente uma nova Ordem Constitucional.

A retomada do crescimento econômico foi a marca de 1967 - 1980. Com base na entrada de capitais internacionais, parque industrial se diversifica, o comércio de grandes redes surgiu , o mesmo se diz de médias, pequenas e micro lojas comerciais se expandem.

Economia de serviços se complexifica, a agricultura vai se modernizando, até chegar a condição atual de uma dos cinco maiores produtores de alimentos do mundo. Monopólio substituído pelo agronegócio.

Classes médias ancoradas no setor público e privado cresce. A economia de mercado se expande. É como um rolo compressor que fez o Brasil chegar, na época, à condição de um dos seis países com maior economia no mundo, hoje caiu para 12° lugar.
Foram muitas mudanças, sobretudo econômicas.

'Excessos político-repressivos'

Foram cometidos, excessos repressivos sem dúvida. Isso seria uma questão à parte a ser investigada.
Elio Gaspari jornalista ainda, hoje, em atividade, em sua trilogia sobre o período, relata a repercussão da morte de Herzog e Manuel Fiel, nas dependências do II°Exercito, em São Paulo.

Segundo Gaspari, Golbery do Couto e Silva procura Geisel, descreve os acontecimentos e conclui: "fazemos alguma coisa ou seremos os próximos".

Com a postura de Golbery, estaremos diante de dilemas: A tortura, terror e morte era política oficial daquele regime ? O regime afrouxou em relação a formação de grupos de torturadores dentro do Estado ? Esses grupos, formados por civis e militares ( Oban, Doi-Codi) foram se afastando da cúpula do poder e ganhando força? Essa "hiena" ( grupos de repressão) ganhava mais força à medida que ações terroristas da extrema esquerda iam escalando entre: 1967-1973, a partir do ato terrorista do Aeroporto dos Guararapes.
Gabeira, sequestrador, terrorista da VPR, participou do sequestro do embaixador Elbrick dos Estados Unidos, teve razão ao dizer, que como atuante de grupos de extrema esquerda, afirmou: não queria o fim do regime militar - Ditadura - mas sim a implantação da " ditadura do proletariado"

Não se pode fechar os olhos para o que já vinha sendo desenhado, eu diria, desde a Intentona Comunista de 1935, a quartelada da Internacional Comunista no Brasil - Vide: "Camaradas" - William Waak (Arquivos Secretos de Moscou) "Olga" Fernando Morais (comunista de carteirinha), "A Grande Mentira" (Agnaldo Del Niro), "A Revolução Impossível" (Luís Mir).

Enfim, superar o ideologismo esquerdista e também direitista é fundamental para libertar a pesquisa histórica e deixa-la à vontade para construir a verdade, libertando-a das presas da esquerda principalmente, que tem nas suas versões, uma importante arma da sua guerra cultural-ideológica.

'Conclusão'

Por enquanto é o que tenho pra dizer, um forte abraço ao professor Natanael e aos leitores do "O Poder".

Obs, A crise atual (2026) está nos dando uma lição, que vamos buscar lá nos anos da crise do Governo Goulart. "Os agentes do Estado - abrigados nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário- não virão em nosso socorro. Estarão sempre, já diria, Frederic Bastiat, na sua obra " A Lei", na defesa de seus interesses privados.


*Jarbas Beltrão é Historiador Geopolitico e professor de História.

Leia outras informações

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Texto que reformula política de transporte público coletivo no país, relatado por Veneziano Vital do Rêgo, segue para sanção presidencial

16/05/2026

Já seguiu para o Palácio do Planalto, para sanção presidencial, o Projeto de Lei (PL) 3.278/21, aprovado em sua totalidade na última semana pela Câmara dos Deputados. O texto reformula a política de transporte público coletivo urbano e permite o uso da Cide Combustíveis para subsidiar tarifas.

A Cide Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) consiste em um tributo federal incidente sobre a importação e comercialização de petróleo, gás natural, álcool combustível e seus derivados. Seus recursos são destinados a infraestrutura de transportes, projetos ambientais e subsídios ao preço de combustíveis.

O projeto foi protocolado no Congresso pelo ex-senador Antonio Anastasia, atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Foi relatado na Comissão de Infraestrutura pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Após a apreciação do Senado, seguiu para a Câmara, onde não passou por modificações efetivas.

Marco legal...

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Já seguiu para o Palácio do Planalto, para sanção presidencial, o Projeto de Lei (PL) 3.278/21, aprovado em sua totalidade na última semana pela Câmara dos Deputados. O texto reformula a política de transporte público coletivo urbano e permite o uso da Cide Combustíveis para subsidiar tarifas.

A Cide Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) consiste em um tributo federal incidente sobre a importação e comercialização de petróleo, gás natural, álcool combustível e seus derivados. Seus recursos são destinados a infraestrutura de transportes, projetos ambientais e subsídios ao preço de combustíveis.

O projeto foi protocolado no Congresso pelo ex-senador Antonio Anastasia, atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Foi relatado na Comissão de Infraestrutura pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Após a apreciação do Senado, seguiu para a Câmara, onde não passou por modificações efetivas.

Marco legal completo

Originalmente, o PL alterava a Política Nacional de Mobilidade Urbana, o Estatuto da Cidade e legislação sobre a Cide para fazer uma série de mudanças no sistema de transporte público. No entanto, a pedido de várias organizações ligadas ao setor, o senador Veneziano optou por apresentar um projeto de marco legal completo.

O texto normatiza o transporte público coletivo urbano intermunicipal, interestadual e internacional, e muda a política nacional, de forma a deixá-la compatível com a nova norma a ser gerada. Estabelece que União, estados, Distrito Federal e municípios terão prazo de cinco anos para adaptar suas legislações à exigência de que os recursos destinados à gratuidade para certos grupos (pessoas idosas ou estudantes, por exemplo) não impactem a tarifa dos demais usuários.

Inclusão em orçamento público

Os recursos devem vir de subsídios e somente poderão entrar em vigor depois de sua inclusão no orçamento público do responsável pela concessão. Nesse sentido, em relação ao apoio federal, o projeto autoriza o uso de recursos obtidos com a Cide Combustíveis para o pagamento de subsídios às tarifas a fim de garantir a modicidade tarifária.

No entanto, além de ao menos 60% dos recursos serem direcionados às áreas urbanas, o projeto exige que o dinheiro obtido com a Cide Combustíveis sobre a venda de gasolina seja aplicado prioritariamente em municípios com programa de modicidade tarifária que garanta a redução de tarifas para os usuários, segundo regulamentação do Executivo.

Caráter discricionário

O subsídio federal será de caráter discricionário (ou seja, o governo decide se apoia ou não). A partir da vigência da lei, caso o texto seja sancionado em sua totalidade, os ônibus de transporte público coletivo urbano (intermunicipal, interestadual ou internacional) terão isenção de pedágio nas rodovias de todos os entes federados.

Além disso, no caso do financiamento da infraestrutura do transporte público coletivo, a União poderá se utilizar de contrapartidas pagas por novos empreendimentos imobiliários e por organizadores de eventos temporários ou extraordinários em razão de ônus causado à mobilidade urbana. Assim como benefícios e incentivos tributários; e operações estruturadas de financiamento realizadas com recursos de fundos públicos ou privados ou por meio da utilização de instrumentos de mercado de capitais.

Bancos e instituições de fomento

Também poderão ser usados recursos de bancos de desenvolvimento e instituições de fomento, da comercialização de créditos de carbono, de outras compensações ambientais e de fundos e programas dedicados à sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas

Para a concessão de benefícios fiscais ou tributários por parte da União, o beneficiário deverá adotar requisitos ambientais, sociais e de governança, conforme regulamento.

Receitas extratarifárias

O PL 3.278/2021 especifica ainda quais são as receitas extra tarifárias que podem ser usadas para operar o sistema de transporte público coletivo. Elas podem vir do direito de uso de espaços para publicidade em veículos, terminais, estações e pontos de parada; de receitas imobiliárias ou de exploração de serviços comerciais nas estações ou em áreas contíguas.

Podem sair também da cobrança de estacionamento em áreas públicas e da taxação de estacionamentos privados; da cessão de terrenos públicos para construção de garagem; ou mesmo da comercialização de créditos de carbono ou outros mecanismos de compensação ambiental.

Será possível usar, ainda, subsídios cruzados de outras categorias de beneficiários de serviços de transporte (tarifas de um modal subsidiariam outro modal). E estabelecidas novas regras sobre obrigatoriedade de licitação, tarifa cobrada do usuário, remuneração das empresas de transporte coletivo, bem como novas atribuições da União na Política Nacional sobre Mobilidade Urbana, tais como normas de referência e garantias.

— Com a Agência Senado




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Israel e Líbano estendem cessar-fogo por 45 dias em meio a novos ataques

16/05/2026

Delegados dos governos de Israel e do Líbano anunciaram a extensão da trégua entre os dois países, que terminaria neste domingo (17/05), por mais 45 dias. O comunicado se deu depois de uma reunião de dois dias em Washington entre as representações israelense e libanesa.

Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, o exército israelense manteve seus ataques contra alvos do Hezbollah no Líbano. Até o momento, ao menos 400 pessoas morreram, segundo uma contagem da Agência Internacional France Press (AFP), baseada em números oficiais.

"A cessação das hostilidades será ampliada por 45 dias para permitir novos avanços", declarou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tommy Pigott. Estão previstas novas negociações nos dias 2 e 3 de junho com o objetivo de alcançar um acordo político permanente. O Pentágono reunirá delegações das Forças Armadas dos dois países em 29 de maio.

Intermediação dos EUA

Os Estados Unidos...

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Delegados dos governos de Israel e do Líbano anunciaram a extensão da trégua entre os dois países, que terminaria neste domingo (17/05), por mais 45 dias. O comunicado se deu depois de uma reunião de dois dias em Washington entre as representações israelense e libanesa.

Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, o exército israelense manteve seus ataques contra alvos do Hezbollah no Líbano. Até o momento, ao menos 400 pessoas morreram, segundo uma contagem da Agência Internacional France Press (AFP), baseada em números oficiais.

"A cessação das hostilidades será ampliada por 45 dias para permitir novos avanços", declarou o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tommy Pigott. Estão previstas novas negociações nos dias 2 e 3 de junho com o objetivo de alcançar um acordo político permanente. O Pentágono reunirá delegações das Forças Armadas dos dois países em 29 de maio.

Intermediação dos EUA

Os Estados Unidos demonstraram firme apoio a Israel, mas também expressaram preocupação com o controle do sul do Líbano pelas tropas israelenses. "Esperamos que essas conversas impulsionem uma paz duradoura entre os dois países, o pleno reconhecimento da soberania e integridade territorial de cada um e o estabelecimento de uma segurança real ao longo de sua fronteira compartilhada", afirmou Pigott.

O embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter, que liderou a delegação de seu país, disse após as conversas que é fundamental garantir a segurança em Israel. "Haverá altos e baixos, mas o potencial de sucesso é grande", escreveu ele no X.

Em um comunicado, a delegação negociadora do Líbano afirmou que a trégua abre caminho para "uma estabilidade duradoura". "A extensão do cessar-fogo e o estabelecimento de um canal de segurança facilitado pelos Estados Unidos proporcionam um espaço vital de alívio para nossos cidadãos e avançam em uma via política rumo a uma estabilidade duradoura", frisou.

Ordens de evacuação

Apesar do avanço das conversas em Washington, o Exército israelense emitiu ordens de evacuação para a cidade de Tiro, no sul do Líbano, onde afirma haver infraestrutura do Hezbollah. Um correspondente da AFP informou sobre uma série de ataques, dois deles perto de Tiro.

Meios de comunicação estatais disseram que outro ataque teve como alvo um centro administrado por uma ONG local perto de um hospital. O Ministério da Saúde libanês informou que os ataques deixaram ao menos 37 feridos, entre eles seis trabalhadores hospitalares, nove mulheres e quatro crianças. Também afirmou que três paramédicos morreram e acusou o Exército israelense de "atingir diretamente" o centro do Comitê Islâmico de Saúde em Haruf.

O Exército israelense, por sua vez, informou que outro de seus soldados morreu no sul do Líbano, elevando para 19 o número de militares israelenses mortos em confrontos com o Hezbollah desde o início de março.

— Com Agências Internacionais de Notícias




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Trump anuncia que operação entre EUA e Nigéria matou segundo nome do grupo terrorista Estado Eslâmico

16/05/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (15/05) que uma operação militar conjunta entre forças especiais norte-americanas e as Forças Armadas da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, considerado o segundo na linha de comando global do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS).

O anúncio foi feito por Trump em sua rede social e depois confirmado pelo presidente da Nigéria, Bola Ahmed Adekunle Tinubu.

De acordo com a declaração de Trump, a missão foi descrita como "meticulosamente planejada e muito complexa". O líder terrorista, apontado pelo governo americano como o mais ativo em atividade no mundo, usava o continente africano como base operacional oculta.

Interrupção de novos atentados

O governo dos EUA afirmou que a eliminação de al-Minuki enfraquece significativamente as operações globais do ISIS e interrompe o planejamento de novos atentados contra civis na África e em alvos am...

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (15/05) que uma operação militar conjunta entre forças especiais norte-americanas e as Forças Armadas da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, considerado o segundo na linha de comando global do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS).

O anúncio foi feito por Trump em sua rede social e depois confirmado pelo presidente da Nigéria, Bola Ahmed Adekunle Tinubu.

De acordo com a declaração de Trump, a missão foi descrita como "meticulosamente planejada e muito complexa". O líder terrorista, apontado pelo governo americano como o mais ativo em atividade no mundo, usava o continente africano como base operacional oculta.

Interrupção de novos atentados

O governo dos EUA afirmou que a eliminação de al-Minuki enfraquece significativamente as operações globais do ISIS e interrompe o planejamento de novos atentados contra civis na África e em alvos americanos. O presidente também agradeceu publicamente a parceria e a coordenação do governo da Nigéria no suporte logístico e tático da ação.

Segundo o presidente nigeriano, al-Minuki era "alto responsável pelo Estado islâmico e um dos terroristas mais ativos no mundo". "Nossas forças armadas negras, determinadas e travadas em colaboração militar com as forças armadas dos Estados-Unidos, passaram por uma operação conjunta audaciosa que deu um golpe durante os limites do Estado islâmico", declarou Tinubu.

Al-Mainuki era considerado a figura-chave na organização e financiamento do Estado Islâmico e vinha planejando ataques contra os Estados Unidos e seus interesses, de acordo com um funcionário que falou sob condição de anonimato a Associated Press.

No comando desde 2018

Nascido na província de Borno, na Nigéria, em 1982, al-Mainuki assumiu o comando da filial do Estado Islâmico na África Ocidental depois que o líder anterior do grupo na região, Mamman Nur, foi morto em 2018, de acordo com o Counter Extremism Project, que monitora grupos militantes.

Al-Mainuki estava baseado na região do Sahel, conforme informações do grupo de monitoramento. Em dezembro, Trump ordenou que as forças americanas lançassem ataques contra o grupo Estado Islâmico na Nigéria, embora tenha divulgado poucos detalhes na época sobre o impacto.

A Nigéria tem lutado contra múltiplos grupos armados, incluindo pelo menos dois afiliados ao Estado Islâmico, enquanto enfrenta uma crise de segurança multifacetada. Os afiliados do Estado Islâmico na África emergiram como alguns dos grupos militantes mais ativos do continente após o colapso do califado do Estado Islâmico na Síria e no Iraque em 2017.

— Com Agências Internacionais de Notícias




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DataFolha aponta empate entre Lula e Flávio no 2º turno; mas pesquisa foi feita antes do escândalo 'Dark Horse'

16/05/2026

O resultado da mais recente pesquisa do Instituto DataFolha, divulgado no início da tarde deste sábado (16/05) apontou empate para o segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois têm 45% das intenções de voto. No quesito rejeição, 47% dos entrevistados disseram que não votariam no atual presidente no primeiro turno, enquanto 43% disseram o mesmo sobre Flávio.

Aparentemente, não houve muita alteração em relação aos percentuais anteriores, se não fosse um grande detalhe: a pesquisa foi realizada entre a terça-feira (12/05) e a quarta-feira (13/05), ou seja,antes da divulgação do caso “Dark Horse”. Assim ficou conhecida a descoberta de mensagens trocadas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Portanto, a pesquisa não registrou o impacto do eleitorado em relação às notícias dos últimos dias, que revelaram proximidade entre o ex-banqueiro, atualmente preso, e o clã Bolsonaro. Nas mensagens...

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O resultado da mais recente pesquisa do Instituto DataFolha, divulgado no início da tarde deste sábado (16/05) apontou empate para o segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois têm 45% das intenções de voto. No quesito rejeição, 47% dos entrevistados disseram que não votariam no atual presidente no primeiro turno, enquanto 43% disseram o mesmo sobre Flávio.

Aparentemente, não houve muita alteração em relação aos percentuais anteriores, se não fosse um grande detalhe: a pesquisa foi realizada entre a terça-feira (12/05) e a quarta-feira (13/05), ou seja,antes da divulgação do caso “Dark Horse”. Assim ficou conhecida a descoberta de mensagens trocadas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Portanto, a pesquisa não registrou o impacto do eleitorado em relação às notícias dos últimos dias, que revelaram proximidade entre o ex-banqueiro, atualmente preso, e o clã Bolsonaro. Nas mensagens, que começaram a ser divulgadas no fim da tarde de quarta-feira, Flávio cobra de Vorcaro o pagamento de valores para bancar a produção de filme sobre a vida do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — produção a ser intitulada “Dark Horse” (forma como ficou conhecido o caso.

Intenções de voto

Conforme o resultado apurado, Lula e Flávio seguem empatados com 45% das intenções de voto cada um, na simulação de segundo turno. Outros 9% dizem que votariam em branco ou nulo, e 1% afirma que não sabe em quem votará.

No tocante às rejeições, entre os entrevistados, 47% dizem que não votariam no atual presidente de jeito nenhum no primeiro turno, enquanto 43% não votariam em Flávio. As porcentagens seguem estáveis: eram de 48% e 46% de rejeição, respectivamente, em abril.

Vantagem de Lula sobre Zema e Caiado

O levantamento aponta que Lula abriu vantagem sobre os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Na disputa direta com Zema, Lula aparece com 46% das intenções de voto, frente a 40% do ex-governador de Minas Gerais. Já contra Caiado, o petista marca 46%, ante 39% do ex-governador de Goiás. Em ambos os casos, 13% dos eleitores dizem que votariam em branco, e 2%, que não sabem.

No levantamento anterior, em abril, Lula estava em empate técnico com Flávio, Zema e Caiado na simulação de segundo turno.

Primeiro turno

Na pesquisa desta semana, no cenário estimulado de primeiro turno, o presidente aparece com 38% dos votos, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%, Zema e Caiado, com 3%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Outros 9% afirmam que votarão branco ou nulo e, 3%, dizem que não sabem.

Em outra hipótese de primeiro turno, com Ciro Gomes (PSDB) na disputa, Lula registra 37%, empatado tecnicamente com Flávio, com 34%. O tucano aparece com 5% das intenções de voto, enquanto Zema tem 4%, e Caiado, Renan Santos e Augusto Cury (Avante) têm 2% cada. Ciro Gomes já afirmou, entretanto, que não pretende concorrer ao Palácio do Planalto —ele é pré-candidato ao Governo do Ceará.

Pergunta espontânea

Na pergunta espontânea, quando o instituto não apresenta o nome dos candidatos, Lula tem larga vantagem, com 27% das menções. Flávio aparece depois, com 18%, seguido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (que está inelegível), com 3%, e Caiado, com 1%. Nesse cenário, 3 9% afirmam que não sabem em quem pretendem votar.

O Datafolha perguntou a cada entrevistado em qual número ele se encaixa, considerando uma escala de 1 a 5, em que 1 é bolsonarista e 5, petista. Assim, o eleitor que se identifica como o número 3 não está alinhado a nenhum dos polos.

Num cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, 38% desses eleitores independentes afirmam que votariam no filho de Bolsonaro, e 32%, no presidente, situação de empate técnico, uma vez que a margem de erro nesse grupo é de cinco pontos percentuais para mais ou para menos. Outros 27% dizem que votariam em branco ou nulo.

O Datafolha realizou 2.004 entrevistas com a população brasileira de 16 anos ou mais, em todo o Brasil, em 139 municípios. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.

— Com DataFolha e informações do UOL e da Folha de São Paulo




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Artigo — Em lugar da reputação Ypê escolheu proteger o caixa e acabou contaminando a imagem, o balanço e o futuro do seu negócio

16/05/2026

Por Fernando Castilho*

Indústrias, redes de comércio e de serviços e investidores devem prestar muita atenção ao caso da empresa Química Amparo Ltda., dona da marca Ypê. Não apenas pelo que ele fez na defesa de suas posições na Anvisa, mas também pelo que ele não fez em termos de proteção de seu ativo reputacional, que é a sua marca.

Como se sabe, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Na prática, significa a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos.

A agência manteve os termos da Resolução nº 1.834, de 05 de maio, punindo a empresa por descumprimento da Resolução RDC nº 47, de 2013, que instituiu no Brasil o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes, detectado durante inspeção sanitária realizada na fábrica...

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Por Fernando Castilho*

Indústrias, redes de comércio e de serviços e investidores devem prestar muita atenção ao caso da empresa Química Amparo Ltda., dona da marca Ypê. Não apenas pelo que ele fez na defesa de suas posições na Anvisa, mas também pelo que ele não fez em termos de proteção de seu ativo reputacional, que é a sua marca.

Como se sabe, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Na prática, significa a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos.

A agência manteve os termos da Resolução nº 1.834, de 05 de maio, punindo a empresa por descumprimento da Resolução RDC nº 47, de 2013, que instituiu no Brasil o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes, detectado durante inspeção sanitária realizada na fábrica de Amparo (SP) em abril. A Anvisa suspendeu a determinação de recolhimento dos produtos pela empresa.

O caso ganhou repercussão nacional além da punição da agência pela determinação do recolhimento dos produtos, mas pela associação de políticos com o caso lembrando que os acionistas da Química Amparo Ltda., fizeram doações para o então candidato Jair Bolsonaro e até a associação de que a Anvisa estava privilegiando a empresa em favor da Minuano, controlada pelo grupo J&F dos irmão Batista, que tem ligações com o governo Lula.

Denúncia foi de um concorrente

Felizmente, a divulgação da informação de que foi a partir da denúncia de uma empresa concorrente, a Unilever, usando uma plataforma da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), além de um canal de comunicação formal com a Anvisa, trouxe ao público uma prática de mercado que é a fiscalização dos produtos pelas próprias concorrentes, o que é muito bom para o consumidor.

A revelação veio com uma informação adicional que ajuda a entender o caso e mais ainda o erro da Química Amparo Ltda., no gerenciamento da crise reputacional da marca Ypê: Unilever já enfrentou problema semelhante ao da Ypê no exterior. Em dezembro de 2022, a marca The Laundress, comprada em 2019, fez um recall voluntário de 8 milhões de unidades de produtos como detergentes para roupas e amaciantes nos Estados Unidos e no Canadá.

O motivo era a presença de bactérias que poderiam afetar pessoas com sistema imunológico enfraquecido e outros problemas de saúde. Foram recolhidas 800 mil unidades, a marca ofereceu aos clientes a opção de reembolso. Mas a Unilever reportou uma perda de € 89 milhões (cerca de R$ 512 milhões) em seu relatório anual de 2022 devido ao recall.

Briga de gigante no setor de saneantes

O setor de saneantes segundo a Abipla (Associação Brasileira de das Indústrias de produtos de Limpeza de uso doméstico e industrial) faturou em 2024 R$ 36,2 bilhões (US$ 7,170 bilhões). Gera 50 mil empregos diretos e tem aproximadamente 2.600 mil empresas (2.594) no mercado, a maioria formada pelas microempresas (2.195) e apenas 16 grandes empresas, entre elas a Unilever e a Química Amparo Ltda.

Mas parece claro que a empresa de 75 anos, dona de marcas líderes em vários segmentos, não percebeu o risco quando, em abril, os técnicos da Anvisa estiveram na sua fábrica matriz e detectaram 76 irregularidades. Entre os problemas em etapas críticas de produção, foram constatadas falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

E menos ainda quando a agência de vigilância, em 7 de maio de 2026, publicou a proibição e recolhimento de 23 produtos líquidos da Ypê. Em lugar de pensar na marca, a empresa pensou no caixa. Ela recorreu da proibição da Anvisa e abriu um confronto onde já estava vencida. E insistiu pensando no caixa até que esta sexta-feira (15) perdeu mais uma vez.

No mundo atual, especialmente pelo advento das redes sociais, a reputação vale mais do que o faturamento de um ano. E a Amparo não percebeu isso. Não entendeu que quando a Anvisa comunicou ao público que estava determinando o recolhimento de 23 produtos líquidos da Ypê, o que menos importava era o prejuízo com os produtos nas mãos do consumidor ou nos depósitos e prateleiras dos clientes . Era urgente cuidar da marca Ypê construída ao longo de 75 anos.

Entre o caixa e a marca

É compreensível que o CFO da empresa (certamente escudado pelo acionista controlador) tenha usado a calculadora em lugar da inteligência e se preocupado em questionar o resultado da Anvisa. Até porque sabia que a denúncia vinha da Unilever, que não fabrica detergente no Brasil, mas estava levando uma surra no mercado com o OMO na competição com o sabão em pó da Ypê Tixan.

Eles não perceberam que a denúncia a partir de exame doméstico de um sabão em barra da Ypê apenas serviu de argumento para um alvo que estava na outra ponta da gôndola no confronto de detergentes em pó.

E como um erro sempre leva a outro, eles partiram para a contestação com laudos e análises sem perceber que o problema não era mais de produto, mas de imagem. Ela era quem precisava ser preservada.

Hoje, e a luz das decisões da Anvisa e da empresa, pode dizer que se a Amparo tivesse olhado a tempestade que se aproximava e não apenas o raio, a medida mais acertada teria sido se antecipar ao barulho do trovão

A empresa deveria ter fechado a fábrica, iniciado uma mobilização entre seus colaboradores para revisar todos os processos e comunicar isso não apenas à Anvisa, mas ao mercado em anúncio pela TV aberta, já que o produto é de massa, e informar que estava não apenas recolhendo os produtos do chamado lote com final 1, mas promovendo o recall de todos eles, nos pontos de venda e no SAC.

Tempo de recuperar as gôndolas

Claro que isso iria custar muito dinheiro. Mas seria muito mais barato que o embate da retirada das gôndolas, como os clientes de atacado e varejo fizeram sem consultar a empresa. A Ypê terá que dizer a seus clientes que reconhecia as dificuldades, que isso era pontual numa de suas fábricas, mas que, por possuir outras cinco que tinham certificação da Anvisa, estava substituindo os produtos por outros fabricados noutras plantas. Inclusive, a de Pernambuco é a mais moderna do grupo.

Para indústrias, redes de comércio e de serviços e investidores fica a lição. Em tempo de crise, o que menos importa é se provar nos tribunais que se tem razão. Os processos burocráticos levam tempo, desgastam e não raro destroem reputações conquistadas em décadas.

A história ensina que o importante é preservar a marca porque ela é o ativo mais valioso porque está no inconsciente coletivo. A Química Amparo Ltda. errou quando pensou no caixa e não na reputação da marca Ypê.

Vai pagar caro e levará tempo para ter de volta sua credibilidade. Simplesmente porque conquistou o coração dos consumidores pela qualidade dos seus produtos.

Pode levar tempo, pode até nem mais dar tempo. Mas sempre é bom lembrar um ensinamento de um velho publicitário pernambucano (Carol Fernandes) que cunhou o postulado de que “A melhor técnica de venda é um produto melhor”.

Nota da Redação - os artigos assinados expressam a opinião dos seus autores. O Poder estimula o contraditório e acolhe o livre debate de ideias. Todos os citados, pessoas físicas ou jurídicas, têm espaço irrestrito para suas manifestações.

*Fernando Castilho é jornalista e colunista de economia do JC.



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Anvisa mantém parte da proibição de produtos Ypê e exige plano de gestão da empresa, enquanto segue na avaliação do caso

16/05/2026

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Com a decisão inicial, continua válida a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos com lotes de numeração final 1.

Mas o fabricante deve apresentar um plano de gestão para os produtos já distribuídos, incluindo orientações ao consumidor, enquanto o recurso apresentado pela empresa seguirá o trâmite normal de tramitação e avaliação na agência.

Recomendação às pessoas

Por enquanto, a recomendação é que as pessoas não usem os itens suspensos e mantenham esses produtos lacrados ou bem fechados em local seco e ventilado. Outras orientações serão fornecidas pela empresa, que pode ser contatada por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Nesta semana, em reuniões técnicas, a em...

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve parte da proibição sobre os produtos Ypê. Com a decisão inicial, continua válida a suspensão do comércio, da fabricação, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes líquidos com lotes de numeração final 1.

Mas o fabricante deve apresentar um plano de gestão para os produtos já distribuídos, incluindo orientações ao consumidor, enquanto o recurso apresentado pela empresa seguirá o trâmite normal de tramitação e avaliação na agência.

Recomendação às pessoas

Por enquanto, a recomendação é que as pessoas não usem os itens suspensos e mantenham esses produtos lacrados ou bem fechados em local seco e ventilado. Outras orientações serão fornecidas pela empresa, que pode ser contatada por meio do seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Nesta semana, em reuniões técnicas, a empresa reconheceu que as falhas apontadas pela fiscalização da Anvisa e de São Paulo precisam ser corrigidas. A Ypê relatou o aporte de investimentos e apresentou mais de 200 ações que estão sendo implantadas nas linhas de produção e controle.

Ajustes necessários

O relator do recurso interposto junto à Anvisa, diretor-presidente Leandro Safatle, destacou que “fica evidente a convergência de interesses entre o poder público e a empresa: promover os ajustes necessários, corrigir falhas identificadas e assegurar à sociedade a disponibilização de produtos que atendam aos requisitos de qualidade e segurança. É importante destacar que a empresa tem buscado diálogo com a Anvisa”.

Desde o início da suspensão, determinada pela agência em 7 de maio, a empresa informa que manteve sua linha de produção inoperante, iniciou as ações de limpeza, a readequação de processos, a melhoria do controle de qualidade e aquisição de equipamentos.

Próximos passos

A expectativa é que a adoção de um plano de gerenciamento para os produtos com risco sanitário, previamente validado pela Anvisa, reforce o controle e monitoramento das ações implementadas. Dessa forma, também é assegurado que as medidas sejam conduzidas de forma organizada e efetiva, reduzindo os riscos à população.

A Anvisa informou que, em breve, vai organizar uma nova inspeção para avaliar o avanço das correções. A Agência se colocou à disposição da Química Amparo para fornecer orientação técnica, esclarecer dúvidas e apoiar, no âmbito de suas competências, a avaliação das medidas propostas.

Entenda o caso

No dia 7 de maio, a Anvisa publicou a proibição e recolhimento de 23 produtos líquidos da Ypê. Em inspeção conjunta realizada pela agência, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS-SP) e pela Vigilância Sanitária Municipal de Amparo (GVS-Campinas), foram detectadas 76 irregularidades.

Entre os problemas em etapas críticas de produção, foram constatadas falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

Reunião colegiada

No entanto, um dia depois, a medida da Anvisa foi temporariamente suspensa após a empresa apresentar recurso contra a decisão. Nesta sexta-feira, na 1ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada – 2026, os diretores mantiveram as proibições e suspenderam apenas o recolhimento.

A agência destaca que a decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário, conduzida em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), após fiscalização conjunta na fábrica.

— Com informações da Anvisa




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Filho de José Dirceu diz que pai segue candidato e fará campanha, mesmo em tratamento contra linfoma

16/05/2026

O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou pelas redes sociais que seu pai, o ex-ministro José Dirceu, continuará com a pré-campanha para deputado federal por São Paulo mesmo após receber o diagnóstico de linfoma no duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Aos 80 anos, José Dirceu tinha anunciado que disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, o que levou a dúvidas quanto à eleição depois do seu diagnóstico. Mas segundo Zeca Dirceu, o ex-ministro está decidido a manter as atividades políticas durante o tratamento contra o câncer e pretende ser candidato.

“O nosso Zé guerreiro do povo brasileiro não é de se dobrar. Já enfrentou e venceu a ditadura, quatro eleições como deputado, um câncer no rim em 2020, uma cirurgia na cabeça em 2024 e três prisões injustas sem provas”, afirmou.

“Nunca titubeou”

O deputado também revelou ter conversado diversas vezes com o pai desde o aparecimento d...

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O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) afirmou pelas redes sociais que seu pai, o ex-ministro José Dirceu, continuará com a pré-campanha para deputado federal por São Paulo mesmo após receber o diagnóstico de linfoma no duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Aos 80 anos, José Dirceu tinha anunciado que disputaria uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de outubro, o que levou a dúvidas quanto à eleição depois do seu diagnóstico. Mas segundo Zeca Dirceu, o ex-ministro está decidido a manter as atividades políticas durante o tratamento contra o câncer e pretende ser candidato.

“O nosso Zé guerreiro do povo brasileiro não é de se dobrar. Já enfrentou e venceu a ditadura, quatro eleições como deputado, um câncer no rim em 2020, uma cirurgia na cabeça em 2024 e três prisões injustas sem provas”, afirmou.

“Nunca titubeou”

O deputado também revelou ter conversado diversas vezes com o pai desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a confirmação da doença. “Conversei muito com ele nestes últimos dias. Desde os sintomas até o diagnóstico, ele nunca titubeou: está decidido a continuar com a pré-campanha de deputado federal por São Paulo”, declarou, também por meio de mensagens nas redes.

Segundo Zeca, José Dirceu iniciará sessões de quimioterapia e deverá adaptar parte da agenda política para o formato virtual durante o tratamento. O deputado demonstrou confiança na recuperação do pai e citou exemplos de superação dentro do campo político.

“Vale recordar que Lula e Dilma tiveram câncer e foram curados. Nossa família segue com confiança na força do meu pai, mas principalmente na fé em Deus, que tem um propósito grande na vida desse homem que já fez muito pelo Brasil e precisa continuar cumprindo a sua missão”, disse.

Internação para exames

José Dirceu foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no último domingo (10/05) para a realização de exames. Em boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15/05), a unidade hospitalar informou que o ex-ministro “se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico”.

O linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o estágio da doença nem previsão para conclusão do tratamento.

— Com Agências de Notícias




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Delação do ex-presidente do BRB sobre fraudes no Banco Master deve ser formalizada até final do mês

16/05/2026

Informações que circulam entre representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal são de que está próxima a formalização do acordo de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e as relações que ele tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de redução das penas que receberá ao final do processo.

Tanto Costa quanto Vorcaro estão presos, mas a Polícia Federal não autorizou a primeira proposta de delação proposto pelos advogados de Vorcaro por considerar que apresentava material que não descreveria sequer autoridades sobre as quais os investigadores já sabem que existe algum nível de envolvimento.

Foi feito, então, um acordo para que os advogados do ex-banqueiro apresentem uma segunda proposta.

Termo de confidencialidade

Enquanto isso, na próxima semana devem ter início tratativas finais para firmar a propo...

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Informações que circulam entre representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal são de que está próxima a formalização do acordo de delação premiada do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e as relações que ele tinha com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em troca de redução das penas que receberá ao final do processo.

Tanto Costa quanto Vorcaro estão presos, mas a Polícia Federal não autorizou a primeira proposta de delação proposto pelos advogados de Vorcaro por considerar que apresentava material que não descreveria sequer autoridades sobre as quais os investigadores já sabem que existe algum nível de envolvimento.

Foi feito, então, um acordo para que os advogados do ex-banqueiro apresentem uma segunda proposta.

Termo de confidencialidade

Enquanto isso, na próxima semana devem ter início tratativas finais para firmar a proposta com Costa a partir da assinatura, por ele, de um termo de confidencialidade com os investigadores — período em que fornece as informações a que teve acesso, cita envolvidos nas fraudes e compartilha provas.

A previsão é de que até o fim deste mês a colaboração do ex-dirigente do BRB seja protocolada oficialmente e aceita pela corporação. Na atual fase, Costa está definindo com os advogados o material que será apresentado.

A avaliação é de que há um conteúdo robusto, especialmente sobre o caminho do dinheiro, além da participação de autoridades do Distrito Federal no esquema criminoso das fraudes cometidas pelo Banco Master. O ex-dirigente do BRB também cita autoridades federais.

Peça importante no esquema

De acordo com a legislação que rege a delação premiada, o réu colaborador deve apontar criminosos com mais relevância que ele e chefes do esquema, para, então, obter os benefícios válidos pelo acordo. Além disso, deve apresentar documentos e provas que comprovem sua versão.

Paulo Henrique Costa é considerado uma peça importante no esquema fraudulento por ter dirigido o BRB em um momento em que as fraudes e as práticas criminosas corroeram o caixa e o patrimônio do banco público, deixando um prejuízo bilionário.

A iniciativa da delação partiu dele próprio, no mês passado, quando trocou de advogados para negociar a colaboração.

Nessa sexta-feira (15/05), em reunião com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores pediram mais tempo para concluir o inquérito que apura o envolvimento entre Master e BRB. A equipe apontou que surgiram novos fatos, novas linhas de investigação e que o prazo para entregar o material, é insuficiente. Mendonça se mostrou disposto a autorizar a prorrogação.

— Com Agências de Notícias




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Entenda a briga entre Gilmar Mendes e Romeu Zema que chegou ao STJ e pode ter outros desdobramentos

16/05/2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta sexta-feira (15/05) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PGR foi acionada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no Supremo, após Gilmar Mendes ter pedido a ele, em 20 de abril passado, que Zema fosse investigado no âmbito do mesmo processo.

O que levou ao pedido foi vídeo reproduzido várias vezes nas redes sociais do ex-governador em que ele faz críticas ao STF, em especial a Mendes e ao ministro Dias Toffoli no contexto do caso do Banco Master. No vídeo, os dois são retratados como fantoches.

Honra e imagem do STF

No pedido, Mendes disse que o conteúdo do vídeo "vilipendia" não apenas a honra e a imagem do Supremo”, assim como a dele. No seu parecer, porém, Gonet negou a solicitação do ministro para incl...

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta sexta-feira (15/05) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PGR foi acionada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no Supremo, após Gilmar Mendes ter pedido a ele, em 20 de abril passado, que Zema fosse investigado no âmbito do mesmo processo.

O que levou ao pedido foi vídeo reproduzido várias vezes nas redes sociais do ex-governador em que ele faz críticas ao STF, em especial a Mendes e ao ministro Dias Toffoli no contexto do caso do Banco Master. No vídeo, os dois são retratados como fantoches.

Honra e imagem do STF

No pedido, Mendes disse que o conteúdo do vídeo "vilipendia" não apenas a honra e a imagem do Supremo”, assim como a dele. No seu parecer, porém, Gonet negou a solicitação do ministro para incluir Zema no inquérito das fake news, mas o indiciou por “proferir imputações falsas” a Mendes — que hoje é decano do Supremo.

O procurador-geral afirmou, no parecer, que o foro para o tema é o Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque o crime tem relação com o exercício do cargo — uma vez que Zema teria utilizado perfis públicos associados a sua atuação institucional e política e o ato ocorreu dentro de atuação pública do então governador.

“Excede o admissível”

Para Gonet, a postagem, de fato, “excede o domínio da crítica admissível”. “O conteúdo, sob aparente roupagem humorística, atribui a Gilmar Mendes conduta criminosa, como corrupção passiva, ao retratar solicitação de vantagem indevida em razão da função jurisdicional”, destacou no seu parecer.

"O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no artigo 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime", ressaltou a denúncia da PGR.

“Liberdade de expressão”

Zema, que logo no dia do pedido feito por Gilmar Mendes contra ele, afirmou que o vídeo dizia respeito ao seu direito de exercer liberdade de expressão, afirmou ontem que não vai recuar “um milímetro”. E repetiu o termo "intocáveis" – utilizado na gravação que levou à denúncia.

"Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Se estão incomodados com uma sátira, deve ser que a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro", enfatizou.

Em Abril, Zema já tinha afirmado que “o humor é usado para criticar o poder desde que o mundo é mundo” e questionou o fato de ser processado por isso. Mas na avaliação da PGR, esse “humor” extrapolou quando atribuiu ao ministro uma conduta criminosa.




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Por que Joaquim Barbosa tem condições reais de disputar a presidência da República? Pelas regras eleitorais, isso é possível?

16/05/2026

A notícia de que Joaquim Barbosa pode ser candidato à presidência da República nas eleições deste ano, divulgada recentemente, suscitou dúvidas entre muita gente, principalmente no Judiciário. Como isso é possível? Ele pode se filiar após o encerramento do prazo eleitoral para filiações partidárias? Acontece que, no caso dele, a opção pode ser aventada porque tudo foi feito desde o final de março e início de abril, mas seguiu em segredo até agora.

Pouco dias antes de se encerrar pela Justiça eleitoral o período de filiação partidária de cidadãos que tenham interesse em ser candidatos a um cargo nas eleições deste ano — que foi 4 de abril --, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se filiou ao partido Democracia Cristã (DC).

Seria o ‘Plano B’

A estratégia já estava montada desde aquela época como “plano B”. O candidato pela legenda à presidência da República é o ex-ministro e ex-deputado federal por várias legislaturas Aldo...

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A notícia de que Joaquim Barbosa pode ser candidato à presidência da República nas eleições deste ano, divulgada recentemente, suscitou dúvidas entre muita gente, principalmente no Judiciário. Como isso é possível? Ele pode se filiar após o encerramento do prazo eleitoral para filiações partidárias? Acontece que, no caso dele, a opção pode ser aventada porque tudo foi feito desde o final de março e início de abril, mas seguiu em segredo até agora.

Pouco dias antes de se encerrar pela Justiça eleitoral o período de filiação partidária de cidadãos que tenham interesse em ser candidatos a um cargo nas eleições deste ano — que foi 4 de abril --, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se filiou ao partido Democracia Cristã (DC).

Seria o ‘Plano B’

A estratégia já estava montada desde aquela época como “plano B”. O candidato pela legenda à presidência da República é o ex-ministro e ex-deputado federal por várias legislaturas Aldo Rebelo (ex- PCdoB). Mas Barbosa foi visto como uma outra alternativa, caso surgisse alguma necessidade.

Como Rebelo não tem pontuado nas pesquisas de intenção de voto, o DC começou a tocar o seu “plano B” para disputar o Palácio do Planalto. E quando os dirigentes do partido passaram a entrar em contato com outras legendas e postular alianças, o que aconteceu poucos dias atrás, muita gente ficou admirada e questionou se é legalmente possível.

Especialistas em legislação eleitoral afirmam que sim, pelo fato de que ele já estava com sua situação registrada e oficializada no DC. Agora, mais do que a questão regulamentar — que apesar da regularização pode vir a ser contestada por outros pré-candidatos por algum motivo diverso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — entra em campo um outro debate.

Trajetória considerada dúbia

Relator da ação penal do mensalão, Barbosa tem uma trajetória considerada dúbia por muita gente. Ele entrou no STF indicado por Lula. Foi, anos depois, o responsável pela condenação dos principais líderes do PT, incluindo os ex-ministros dos primeiros governos de Lula José Genoíno e José Dirceu.

De temperamento explosivo, colecionou vários desafetos dentro do próprio STF — o que acelerou seu pedido de aposentadoria da Corte — discutiu com advogados e representantes de diversas categorias profissionais. Por fim, surpreendeu o Brasil quatro anos atrás, quando apareceu em vídeos pedindo votos para o mesmo presidente Lula cujos principais assessores condenou e cujo governo ajudou a desgastar.

Não quer falar a respeito, por enquanto

Barbosa ainda não é o pré-candidato oficial do DC. O candidato continua sendo Rebelo, que já deu sinais, segundo pessoas do seu entorno, de não ter interesse em disputar a eleição. Procurado, o ex-ministro também avisou por sua assessoria que não quer se pronunciar a respeito.

Hoje com 71 anos, Joaquim Barbosa ficou durante 11 no STF. Foi o primeiro magistrado negro a conseguir um assento no Supremo. Em 2018, se filiou ao PSB e chegou a aventar uma possibilidade de ser candidato, mas terminou desistindo.

Pautas de seu interesse

Passou a ser tido como uma aposta provável pelo DC por ter como pautas, possíveis medidas que possam reformular o funcionamento do Judiciário, a criação de regras de conduta para ministros do STF e limites para penduricalhos, temas de simpatia dos eleitores diante da crise institucional que abala o STF e muitos dos seus ministros. E assuntos, inclusive, sobre os quais ele sempre falou.

Existe, entre os organizadores do partido, uma expectativa de que, em função desse contexto, Barbosa aceite substituir Rebelo na candidatura, mas pessoas do entorno dele em Brasília são cautelosos e preferem dizer que “tudo ainda está em clima de tratativas”.

Sem tempo de TV

Pesquisas que teriam sido encomendadas pelo DC apontaram a candidatura ao seu nome como positiva por parte dos eleitores, pelo fato de ter saído de uma família pobre e ter subido na vida em função de muito estudo e aprovação em concursos públicos.

A tarefa será difícil do ponto de vista de infraestrutura, uma vez que, por ser pequena, a legenda tem poucos recursos, não tem tempo de TV e nem direito a participar de debates. Mas o presidente da sigla, João Caldas, tem procurado outras siglas para propor alianças e avaliar se, de fato, a candidatura é viável.




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