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ESPECIAL ACRE - TOTA FILHO O GOVERNADOR DO JURUÁ

18/08/2022 - Jornal O Poder

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O Vale do Juruá não é um Estado. Na verdade, é uma região no coração do Acre, pouco conhecida fora do Estado. Porém o Juruá tem uma história emocionante, um povo aguerrido e um enorme potencial. E agora, caso o senador Sérgio Petecão (PSD) se eleja governador do Acre, O Juruá tambem vai ter um "governador de fato". É isso que Petecão tem dito. E, como fala seu jingle de campanha, quando ele diz, ele faz.
O "governador" do Juruá já está escolhido: é o vice de Petecão, o advogado Tota Filho.


QUEM É TOTA FILHO

O advogado João Tota Filho, 46 anos, é filho do ex-deputado federal por 4 mandatos e ex-prefeito de Cruzeiro do Sul ( a mais importante cidade do Juruá) por 10 anos João Tota. Desde a infância Tota Filho conviveu com os bastidores do poder. A mãe dele, Maria das Vitórias, atualmente ocupa o cargo de senadora em exercício, substituindo o senador licenciado Sérgio Petecão. Ela também foi deputada por 3 mandatos.
Ainda adolescente To...

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O Vale do Juruá não é um Estado. Na verdade, é uma região no coração do Acre, pouco conhecida fora do Estado. Porém o Juruá tem uma história emocionante, um povo aguerrido e um enorme potencial. E agora, caso o senador Sérgio Petecão (PSD) se eleja governador do Acre, O Juruá tambem vai ter um "governador de fato". É isso que Petecão tem dito. E, como fala seu jingle de campanha, quando ele diz, ele faz.
O "governador" do Juruá já está escolhido: é o vice de Petecão, o advogado Tota Filho.


QUEM É TOTA FILHO

O advogado João Tota Filho, 46 anos, é filho do ex-deputado federal por 4 mandatos e ex-prefeito de Cruzeiro do Sul ( a mais importante cidade do Juruá) por 10 anos João Tota. Desde a infância Tota Filho conviveu com os bastidores do poder. A mãe dele, Maria das Vitórias, atualmente ocupa o cargo de senadora em exercício, substituindo o senador licenciado Sérgio Petecão. Ela também foi deputada por 3 mandatos.
Ainda adolescente Tota Filho iniciou na militância partidária, quando fundou a ala jovem do Progressistas, partido no qual seu pai era filiado. Para ajudar nas eleições do pai, chegou a ser candidato a vereador e a deputado estadual. Mais tarde chegou a integrar o alto escalão da prefeitura de Rio Branco como diretor da empresa de águas e esgotos SAERB.
Após se formar em direito afastou-se da política partidária, para dar início à carreira profissional. Em quase duas décadas de trabalho Tota Filho tornou-se um advogado bem sucedido à frente de um dos mais conceituados escritórios de advocacia do Acre. Mas ele tem o DNA da política, e sua volta à arena eleitoral era questão de tempo.
Agora ressurge no cenário político estadual como candidato a vice-governador pela coligação “Com a Força do Povo”, encabeçada por Sérgio Petecão candidato a governador, tendo ainda a deputada federal Wanda Milani candidata a senadora. Filiado ao PSD, Tota filho agrega as forças políticas da região do Vale do Juruá, o maior polo econômico e social do Acre depois de Rio Branco.

ENTREVISTA COM JOÃO TOTA FILHO -

ESTAMOS COLHENDO OS BONS FRUTOS DO QUE PLANTAMOS

Tota Filho respondeu às perguntas do jornalista Rogério Wenceslau, parceiro do Jornal O PODER no Norte do País.

O PODER - Depois de tanto tempo afastado das disputas eleitorais, como está sendo essa sua volta, agora como candidato a vice governador?

TOTA FILHO - Confesso para você que eu não me articulei em nada, não planejei, não estava nos meus planos ser candidato agora, mas eu recebi um chamado do partido inicialmente. Em períodos eleitorais eu já trabalhei com vários prefeitos, meu escritório de advocacia atua na área eleitoral, e por causa disso alguns desses prefeitos me convidaram junto com o partido, vendo a questão do nosso perfil. Nas primeiras conversas eu cheguei a dizer, olha vocês sabem que eu não sou simpático. Mas eles insistiram, falaram que era um perfil que somava, e aquela coisa toda. Eu ouvi as bases, todos foram unânimes, meus clientes principalmente. Porque eu estou candidato, porque eu sou advogado, e não poderia abandonar meu escritório. Mas todos os clientes receberam muito bem a idéia, a minha família também aceitou a idéia, a minha família já estava com Petecão, e nos só reforçamos ainda mais esse compromisso. Para mim tem sido uma experiencia maravilhosa, porque tem me dado oportunidade de conhecer o estado todo, e o mais importante, conversar com as pessoas que normalmente eu não teria essa oportunidade. Tudo isso para mim tem sido muito gratificante, tem sido uma experiência de vida maravilhosa.

O PODER - A presença de seu nome na chapa como candidato a vice governador está surpreendendo de forma positiva em todo o estado, a que você atribui isso ?

TOTA FILHO- Eu já esperava isso, eu acho que o PSD como um todo se articulou muito bem. Nós fizemos um trabalho prévio, nós estamos colhendo o que plantamos nas eleições municipais. Já tem um bom tempo que estamos nos articulando para esse momento, eu acho que o partido e o Petecão se prepararam para isso, e não foi da noite para o dia, foi uma coisa construída no correr dos anos. Em relação a aceitação do meu nome em Cruzeiro do Sul e na região do Juruá, já fizemos essa avaliação, e o que eu posso dizer é que, apesar de ser o reduto do atual governador, tem sido excelente. Nesses 17 anos que eu fiquei advogando eu também desenvolvi muitos trabalhos sociais. Eu sou fundador da subseção da OAB no Juruá, nós criamos a instituição, construímos uma sede. Eu fui conselheiro seccional, e cheguei a ser conselheiro federal da OAB. E por conta da OAB eu sempre tive um trabalho social forte, e embora não estivesse diretamente na política, mas nunca perdemos os nossos contatos políticos com essas pessoas que sempre acompanharam a gente, e com essas pessoas eu sabia que já teria essa boa aceitação. O que me deixou muito honrado foi que o meu nome em Cruzeiro do Sul, é como a gente fala na política, é considerado um “nome leve”. Como os correligionários falam, é uma “mercadoria” fácil de vender, e confesso que essa aceitação toda me surpreendeu, eu esperava que fosse mais difícil, mais lento. Eu conheço a população do Juruá e para conquistar essa confiança é preciso um trabalho.


O PODER - O fato de você vir de uma família tradicional da política ajudou nessa aceitação popular?

TOTA FILHO- Eu tenho a fama de ser um advogado que não enrola, quando dá eu faço e quando não dá eu digo na cara, e eu aprendi isso com meu pai, porque eu acho que você não tem que ficar enrolando. Mas principalmente na política você não tem que falar o que a pessoa quer ouvir, é sim ou não, é dizer a verdade. E eu acho que essa história, esse legado que meu pai deixou tem facilitado essa abertura com a população.

O PODER - O Acre atravessa um momento difícil economicamente, e assumir o Poder Executivo nesse momento é um grande desafio, porque a população cria uma expectativa de que o futuro será melhor. Como é para você assumir esse compromisso ?

TOTA FILHO - É uma responsabilidade muito grande. Nós sabemos que nosso estado chegou em uma situação que não podemos errar mais, nós estamos vendo isso. Eu mesmo, que advogava na área criminal, deixei de advogar nessa área por conta dessas facções que se instalaram aqui no nosso estado. E como acreano, como cruzeirense, falando aqui por nossa região, me dói muito ver duas gerações praticamente de jovens que estamos perdendo para o mundo do crime. E o que mais me preocupa são esses jovens que se envolvem com o crime na ilusão de que vão melhorar de vida. Mas na verdade o que muitos deles querem é uma perspectiva de vida, e quando a gente vê essa realidade, confesso que me preocupa. E agora mais recente, por conta da pandemia, a nossa situação econômica piorou, eu vejo que nossa região está empobrecida, tem muita gente passando fome, passando muita necessidade.

O PODER - O que você enxerga hoje como alternativa de desenvolvimento econômico para a região do Juruá, que o governo possa incentivar essa atividade para mudar esse quadro social?
Nós temos alguns potenciais, a cadeia produtiva da mandioca por exemplo, a gente fala da farinha de Cruzeiro do Sul , mas que é produzida na região toda, e nisso eu e Petecão concordamos, que não queremos reinventar a roda, nós queremos soluções simples. Como nossa região tem essa vocação para a produção rural, o que nós precisamos fazer é dar um apoio maior para as culturas que os produtores do Juruá dominam, então eu acho que é importante dar esse apoio. Então eu acho que na zona rural, para o nosso estado, a saída é a agricultura familiar. E outra coisa que eu vejo que pode avançar bastante é a questão da regularização fundiária, e em nosso governo vamos focar muito nisso, porque a maioria dos produtores não tem o documento da terra e sem esse documento não se consegue um financiamento, e hoje nós sabemos que os bancos públicos devolvem dinheiro para o governo federal porque não conseguem liberar os financiamentos, e nessa questão é o estado que tem que estender a mão para o produtor. Porque com financiamento ele pode comprar insumos, equipamentos, fazer a recuperação do solo, e da forma que é feito hoje ele não consegue viver da terra, vende por valores irrisórios e vem pra cidade viver na informalidade. Nós temos que quebrar esse ciclo. Outro potencial que nós temos é no turismo, embora com os preços das passagens dificulte um pouco, mas nós sabemos que existe esse potencial, por conta de nossos recursos naturais, e o etnoturismo que também está despontando. Eu vejo que o nosso povo é um povo muito aguerrido, que gosta de trabalhar, de empreender, e só quer que o estado ofereça o mínimo de apoio. Por muito tempo o estado vem errando se você for ver os investimentos públicos que foram feitos na piscicultura por exemplo, com a construção de grandes instalações, máquinas caras, e essa capacidade tem ficado ociosa por falta de um gerenciamento melhor e cada vez a nossa população vai ficando mais pobre.

O PODER- Pelo fato de ser um candidato a vice governador com perfil mais jovem, em que medida isso contribui para o diálogo com a população da sua faixa etária?

TOTA FILHO- Aqui em nossa região a população já me conhece, todos sabem da minha história, então esse diálogo sempre fluiu bem. Mas nesse momento em especial eu acho que a nossa população está muito desalentada, eu acho que nós estamos precisando de motivos para que as pessoas voltem a sonhar, e o que eu vejo é que nosso grande desafio é fazer as pessoas voltarem a sonhar com um estado próspero.

O PODER - Você é da mesma geração que o atual governador, são contemporâneos oriundos da mesma cidade etc, como a avalia o governo dele em termos de gestão?

TOTA FILHO - A minha avaliação é a mesma da maioria da população, estamos todos decepcionados, por uma total ausência de gestão. Tem um problema muito grave que é a falta de continuidade das ações, é um governo muito instável. Eu já cheguei a conversar com integrantes do governo e alguns também fazem essa leitura, de que não dá para se empenhar, para ter um planejamento de longo prazo porque aqueles que são ocupantes de cargos comissionados, que geralmente estão lotados em cargos de chefia, são nomeados ou exonerados com muita frequência, então é difícil formar equipes, manter o fluxo das ações, então essa forma de conduzir a gestão é muito temerária. Qualquer desentendimento político, por menor que seja, abala o governo de forma severa, e as crises internas acabam se sobressaindo mais do que as ações positivas, o que passa para a sociedade é a mensagem de um governo onde não há meritocracia mas apenas interesses particulares e isso é terrível, e a gestão fica um caos. Na saúde, só para citar um exemplo, a fila de atendimentos represados é “quilométrica” os tratamentos fora de domicilio do programa TFD estão parados.

O PODER- Qual sua mensagem para população do Acre, e em especial para a sua região nesse início de campanha?

TOTA FILHO- Eu acho que na vida temos que aprender com os erros. Se nós estamos decepcionados, temos que mudar, e nós temos as ferramentas para mudar. E a gente principalmente do Juruá temos que mostrar que somos aguerridos, que somos guerreiros, e temos que sonhar com dias melhores, com uma realidade diferente. Se fizemos uma escolha que não deu certo, vamos tentar um outro caminho, e cobrar. Eu tenho muito orgulho de ser o candidato a vice governador do Petecão, que é uma pessoa que construiu sua história com muito trabalho, começou cedo na vida depois de perder o pai aos 14 anos, teve que assumir a família. Na política cresceu muito também galgando degrau por degrau. É uma pessoa que tem uma característica fundamental para ser nosso governador que é ser um excelente gestor de pessoas. Ele consegue montar uma equipe e consegue tirar o melhor de cada um. Nós que estamos no dia a dia com ele vemos isso, lá no gabinete dele em Brasília nós vemos isso. Ele conseguiu formar um time excelente, quando ele assumiu a 1ª secretaria do Senado nós vimos que a gestão dele foi um sucesso, teve as contas aprovadas sem ressalvas, e é isso que está faltando em nosso estado, uma pessoa que consiga gerir, ouvindo a equipe, mas com capacidade decisão, por isso estou muito confiante.

Foto Rogério Amaral.

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É Findi - Recordes do País de Caruaru - Artigo, por Valéria Barbalho*

03/04/2026

Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de mol...

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Dia desses fui a Caruaru e peguei um engarrafamento danado. Levei trinta minutos para percorrer menos de cem metros, até conseguir fazer um retorno e me livrar daquele trânsito. Motivo do transtorno: uma carreta transportando uma cuscuzeira gigante, seguida por um trio elétrico, cheio de forrozeiros, e um carro de som anunciando a festa do maior cuscuz do mundo. Ocorreu-me, então, relacionar os inúmeros recordes da minha terra.



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Procurei me informar, com o meu conterrâneo Walmiré Dimeron, sobre esses e descobri que a tal cuscuzeira tem quatro metros de altura e capacidade para fazer um cuscuz com 600 quilos, só de flocos de milho. E que existe a variação: o maior “quarenta” do mundo (cuscuz nordestino que mistura fubá com charque, linguiça e outros ingredientes). Nosso recordista leva 300 quilos só de carne. Existem outros exageros culinários: canjica gigante (feita com três mil espigas de milho), maior pamonha (300kg), maior xerém (200kg), maior pé de moleque (15 metros), maior bolo de milho (250kg), maior bolo de macaxeira (160kg), maior cozido de espigas de milho (2.200 unidades), maior quentão (300 litros), maior chocolate quente (450 litros de leite e 100 quilos de chocolate), maior pipoca (12.300 saquinhos), maior festival de tareco e mariola (100kg de biscoito e 2.000 docinhos), maior arroz doce (360kg) e a maior tapioca doce (100kg). Fora essas calorias, temos a maior fogueira do Nordeste (madeira de reflorestamento) e as maiores “drilhas” (grupos de danças juninas modernas), que, juntas, somam 20 mil componentes.

Em 2011, durante o Festival de Fogueteiros, os participantes, mostrando seus trabalhos, pipocaram, durante duas horas, a maior girândola do mundo. No dia 24 de junho, a maior concentração de bacamarteiros do mundo desfila pela cidade. Cerca de 700 homens, vestidos a caráter, portando seus bacamartes, festejam o seu dia. Dispomos, ainda, do maior número de bandas de pífanos, sendo, atualmente, a de maior evidência a do Mestre João do Pife, que já se apresentou em mais de 30 países.



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Todos esses recordes, junto com a multidão que lota nosso mega pátio de forró Luiz Gonzaga, fazem o maior São João do mundo. Além desses inusitados e divertidos recordes, lembrei de outros não juninos: a maior feira ao ar livre do mundo, a Feira de Caruaru, patrimônio imaterial do Brasil, famosa também pela música do compositor caruaruense Onildo Almeida, gravada pelo Rei do Baião. Somos a cidade do interior mais cantada do país, segundo pesquisa feita, em 2010, pelo Dr. Emanuel Leite, que identificou 1.020 músicas que citam Caruaru em suas letras. O Alto do Moura, lugar de Vitalino, o Mestre do Barro, é considerado o mais importante centro de arte figurativa do Brasil. Temos o jornal mais antigo do interior do Brasil, que circula, sem interrupção, desde 1º de maio de 1932: Vanguarda, fundado pelo jornalista caruaruense José Carlos Florêncio.



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Sem bairrismos, mas lembrando dos inúmeros filhos talentosos da Capital do Forró, conhecidos nacional e internacionalmente, acho que, como cidade do interior, também somos recorde. Mas, isso é assunto para outro artigo. Vixe! Em se tratando de bater recordes, o País de Caruaru parece até uma Olimpíada. Inté!


*Valéria Barbalho é filha do escritor e historiador Nelson Barbalho. É médica pediatra, cronista.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Viva O Meu País - Crônica, por AJ Fontes*

03/04/2026

Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pint...

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Não foi a primeira vez, o povo brasileiro completou o hino depois do som ser cortado. Quem assistiu Brasil X Croácia na última terça-feira sabe.

Cá entre nós, pernambucanos, o calor sentido no peito nesse instante tem um cheirinho de coentro fresco no feijão e cuscuz com ovo no café da manhã.

Junto ao gosto de usar a bandeira estampada em tudo quanto é lugar, o de cantar nosso hino foi elevado aos pícaros lá pelos anos de 1970, com publicidades televisivas. Desde então, é bastante ouvir o primeiro verso que o segundo, o terceiro e o restante saltarão nas vozes dos tantos de nós presentes; independente do lugar onde estejamos. Os assuntos e atenções serão desviados, nesse momento, pelo hino de Pernambuco.

É gostoso pertencer a um grupo nacional fortalecido por seus símbolos. Os nossos estão presentes desde 1817. Chegou e ficou cravado no coração de cada pernambucano e transborda para os quatrocentos cantos do mundo cantado e explicado na pintura que representa o meu Estado e foi a bandeira cravada no chão de uma nação.

Trouxemos o sentimento de pátria para todos, responsáveis pela formação desse povo: originários e europeus, africanos, asiáticos chegados nesse canto do novo mundo, nas mais distintas condições. Construímos uma gente nova, diferente, capaz de inventar palavras, habitações, comidas, músicas, danças e sentimentos. Há quem chame de brasilidade.

Somos brasileiros de várias estaturas, cores e sotaques. Amamos, sentimos e arengamos, cada qual com seu jeito. Somos pernambucanos: brancos, galegos, negros ou de olhos puxados, mas inseridos em nossa pátria e dispomos, aos irmãos, nossos altos coqueiros para defesa que se faça necessária ou para, tomando as palavras de um baiano famoso, o refrigério de nossas praias.

Isso tudo é nada, apenas alguns ditos de um sujeito do povo mais bairrista em linha reta do mundo.


*AJ Fontes, contista e cronista, engenheiro aposentado, e eterno estudante na arte da escrita, publicou o livro de contos: ‘Mantas e Lençóis’.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Chuvas no Sertão! - Poema - Por, Eduardo Albuquerque*

03/04/2026

Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.

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Chuvas torrenciais no sertão!
Bençãos que caem no chão
Ardente, ressequido do verão,
Aplacando a vil sede malsã
Do sertanejo, a sós, em seu afã.



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A esperança se faz presente.
Agora tudo será diferente:
De manhã, já se vê toda gente
Que, talvez, se pense indolente,
Numa animação fremente!



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Pouco antes do Sol nascente,
Se dirige qual inusitada corrente:
Filhos, noras, mãe e o pai à frente;
No caminho da roça, seu oásis,
Aquela que lhes trará a doce paz!



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A comida no prato será abundante,
Roupa no corpo, sorriso exultante.
Antes de tudo um forte ... que gente!
Não importam eventuais senões:
Esquecem-nos ... chova no sertão!


*Eduardo Albuquerque, poeta, cronista, escritor.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Florescer - Poema, por Maria Inês Machado*

03/04/2026

A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.

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A janela da sala entreaberta,
o clarão da noite envolve o aposento.
As lágrimas percorrem caminho
silencioso.
Saudade de um tempo pulsante,
quase tangível, que respira na alma.
Os pensamentos sussurram, ecoam,
mas algo dentro os silencia.
Uma voz firme, ergue alegria entre ruínas.

Não há cárcere.
Nem angústia.
Só alça voo
quem prepara as próprias asas.
O passado, às vezes, pesa.
Mas o presente chama.

Desperto. A vida acelera.
Conforme afirmação do poeta/cantor Gonzaguinha,
Fé na vida.
E no que virá.


*Maria Inês Machado é psicóloga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Intervenção Psicossocial à família. Possui formação em contação de histórias pela FAFIRE e pelo Espaço Zumbaiar. Gosta de escrever contos que retratam os recortes da vida. Autora do livro infantojuvenil 'A Cidade das Flores'.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Ocaso - Crônica em Prosa Poética - Por, Ana Pottes*

03/04/2026

Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas segu...

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Há momentos em que o espírito se desliga e se deixa conduzir por entre poeiras do pensamento. O corpo fica estático, os olhos em pesquisa, enquanto um novo mundo explode. São cores, sons, texturas, sabores, tudo em sinestésicas percepções.

Um fogaréu se deita por entre portas, janelas, prédios e árvores, refletido nas vidraças dos edifícios mais altos e se adensa, despretensioso, por entre as nuvens.

Ainda é possível ver roupas brancas e multicoloridas, finas e esvoaçantes, dançando nos varais.
Lá de cima, um mundo em observação: ruas por onde vidas passam alheias, regressam rápidas, buzinas cantam ansiedades, correrias. Nos parques, por entre galhos frondosos, trinam canções; favelas, concretos, palafitas – concretude da existência esbarrando em tortas antenas das aldeias globais.

Há um inspirar e expirar ofegante em vidas condensadas. Os verdes teimam em se mostrar por entre os cinzas que, a cada segundo, crescem, e as chamas seguem amainando: sombras despertam, se espreguiçam, resmungam em outros passos; aromas e essências envolventes emanam das janelas das casas. O belo e o encantado ocupam espaços comuns em lusco-fusco.

Um segue se esvaindo e o outro renasce em brilhos suaves, iluminando o ocaso.


*Ana Pottes, psicóloga, gosta de escrever crônicas, contos e poemas sobre as interações emocionais com a vida. Autora do livro de poemas: Nem tudo são flores, mas... elas existem!


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Casamento Matuto – Contículo, por Xico Bizerra*

03/04/2026

O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padr...

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O fato aconteceu no Cartório de Registro Civil de uma cidadezinha chamada Crato, lá pras bandas do sul do Ceará, na beira da Serra do Araripe. Era semana pré-carnavalesca e o Anjo da Guarda de Bastião, ainda que de ressaca, nesse dia ‘tava' de prontidão vigiando os foliões retardatários. Foi ele quem segurou a mão de seu Bené de Dora, já se coçando em procura da lambe-suvaco amolada, um monte de polegadas nos cós, deixando à mostra só o cabo da bendita. O ‘bigodim de beiço de gato mijado' do caba fazedor da mal à filha de Seu Bené chega arrepiou-se todinho, imaginando aquela peixeira fina nas brenhas de seu intestino grosso. E Francisquim, ali quieto no útero de Ceiça, embuchado que fora já há cinco meses, só assistindo, de camarote, à solenidade.



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O cabra do Cartório, já meio invocado com o lero-lero do vigário, falando da riqueza e da pobreza, da doença e da saúde, aquele papo que rola em todo casório, a tudo assistia por dever de ofício. Foi quando Padre Luiz, afinal, perguntou se tinha alguém contra aquele casamento. Francisquim arretou-se, levantou a venta, e de dedo em riste dentro do bucho da buchuda, cutucou o umbigo de Ceiça, a mãe menininha do Crato, e gritou em alto e bom som pra todo o sertão do Araripe escutar: 'tem não, seu Pade, e se avexe, acabe logo esse babado' que eu ‘tô querendo descansar um tiquim'. Descansou por mais quatro meses, e, sonolento e preguiçoso, desembuchou. Faz quase 20 anos e hoje está aí, contando história, fazendo poesia bonita que só a gota serena e aumentando a prole. Benedito Neto que o diga. E até hoje Bigodim e Ceiça são felizes que só a mulesta! Seu Bené, bisavô igual nunca se viu!


*Xico Bizerra, é compositor, poeta e escritor.


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É Findi – Lolita - Por, Carlos Bezerra Cavalcanti*

03/04/2026

Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, tem...

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Figura pitoresca da chamada Z B M - Zona do Baixo Meretrício, que costumava dizer – quem não conhece Lolita, não conhece o Recife! Fazia, rotineiramente, imitações bem humoradas de cantoras como Ângela Maria, na frente, principalmente, da estudantada - será que sou feia? - não é não senhor. - então eu sou linda? - você é um amor... Para o deleite dos estudantes. No entanto, quando estava “zangada”, costumava desafiar e brigar com uma guarnição inteira da Rádio Patrulha, sendo, logicamente massacrado. Conta-se que em determinada ocasião, nas costumeiras arruaças que provocava, principalmente depois de bêbado e drogado, gritou para o policial que o surrava: Bate! Bate neste corpo que já foi teu... Para o delírio dos transeuntes...

Seu apelido vem do clássico “Lolita”, que fez sucesso com a exibição cinematográfica, aqui no Recife
Na realidade, tratava-se de — Ivo Alves da Silva, de quem, através de reportagem do Jornal da Cidade, publicada em 6 de julho de 1975, temos as seguintes informações:

Veio ainda adolescente para o Recife, onde passou a trabalhar como servente e cozinheiro. Por sua irreverência, e dotes, passou a participar de alguns programas de calouro na Rádio local, porém, adquiriu sua verdadeira popularidade quando caiu nas graças da estudantada.



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Homossexual assumido, era a estrela das meretrizes

Viveu vários anos cantando e dando pequenos shows pelas ruas do Recife, aglomerando curiosos e fãs, motivo normalmente da presença de truculentos policiais que subiam as escadas das pensões que funcionavam, geralmente, nos andares superiores aos bares, chamados para contê-lo.


*Carlos Bezerra Cavalcanti, Presidente Emérito da Academia Recifense de Letras


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi - Fui Condenado a Comprar um Terno - Crônica - Por, Romero Falcão*

03/04/2026

Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa —...

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Nunca me vi metido dentro de um terno, meu corpo reage como se estivesse preso a uma armadura de luxo. Peço encarecidamente a quem me jogar no buraco, por favor, não me vista com a mortalha de paletó e gravata que me apertará por toda a eternidade. Facilitem o apetite dos vermes: ponham-me uma calça jeans surrada e uma camisa de pano simples.


Subiu de Paletó

Nunca tive um terno, nunca me interessou a vestimenta dos homens da lei. Dizem que dá um ar de respeito, probidade, retidão. Nas poucas ocasiões em que meu pescoço foi laçado por uma gravata, contei com o auxílio de um amigo gentil, que me emprestava o casacudo vestuário. No entanto, um facínora mandou meu amigo para o céu. Certamente subiu de paletó.



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Cheio de Pompa

Agora estou desamparado: sem amigo, sem terno. Resta partir para o aluguel ou juntar minhas economias e comprar um daqueles estilosos, com flor na lapela, cheio de pompa — como se fôssemos alguma coisa importante. “Uma gravata bem atada é o primeiro passo sério na vida”, disse Oscar Wilde.

High Society

Fui condenado a comprar um terno e entrar numa igreja para um casamento de família high society. Não posso recusar a solene encomenda. A noiva, grande amiga, contou-me a história dos pombinhos — como se conheceram, os altos e baixos do relacionamento e, por fim, as alturas, decidiram voar juntos, felizes.



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Sem Paletó

Daí me pediu que colocasse no papel uma síntese com doses de lirismo, romantismo e pitadas de irreverência — é aí que mora o perigo. Que Deus me ajude na empreitada e, um dia, me receba sem paletó.


*Romero Falcão é cronista e poeta. Articulista de O Poder.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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É Findi – Colheita de Esperança - Por, Poeta Pica-Pau*

03/04/2026

Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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Quando eu vi florescer
A semente que plantei
O tempo que esperei
Fez o amor renascer
Se a chuva aparecer
Pra chover nosso roçado
O mundo é transformado
E entre lágrimas e sorriso
Forma-se um jardim de riso
Ao relembrar o passado

Quem planta com esperança
Sabe colher com amor
Se no peito tinha dor
Hoje só resta lembrança
Dentro da perseverança
A fé é quem ganha espaço
No viver não há fracasso
Pra quem vive pra amar
É só pra comemorar
E correr para o abraço

Delegando minha história
Seguindo a passo lento
Reguei com o pensamento
Para florir na memória
Festejando uma vitória
Que o coração conquistou
Pois a dor que já passou
Virou perfume pra vida
E a esperança florida
Foi o amor que ficou


*Pica-Pau é poeta. Vive em Palmares, PE.



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É Findi - Malude Maciel* Em Dose Dupla

03/04/2026

Afinidades - Poema


Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só

Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração

Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver

"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar

De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.



Virar a página - Poemeto


Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É...

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Afinidades - Poema


Cada um tem seu apego
Cada um tem seu xodó
Todos gostam de carinho
Ninguém pretende ser só

Não se sabe porque gosta
Nem de onde vem a atração
O sentimento existe
Preenchendo o coração

Alguém que traz alegria
Alguém que nos dá prazer
Sempre boa energia
Ajudando a viver

"Alma gêmea", como diz
O ditado popular
Sempre um encontro feliz
Quando junto se estar

De repente,
Seja como for,
Surge mútua simpatia
Nasce grande amizade,
Também cresce o amor.



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Virar a página - Poemeto


Diante dos percalços
Da vida
Da injustiça
Sofrida
A gente chora
Mas, para recomeçar
A gente ri
Faz o sorriso acordar
Pois, o coração diz
Fundamental
É ser feliz.


*Malude Maciel, Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras, ACACCIL, cadeira 15 pertencente à professora Sinhazina.


NR - Os textos assinados expressam a opinião dos seus autores.



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